A Usiminas (USIM5) apresentou resultados sólidos no 1T26, superando expectativas e evidenciando melhora relevante na execução operacional. O EBITDA ajustado consolidado atingiu 653 milhões de reais, impulsionado principalmente pela divisão de aço. O trimestre foi marcado por expansão de margens, sustentada por preços mais altos, melhor mix e ganhos de eficiência. Mesmo com volumes abaixo do esperado, a companhia conseguiu preservar rentabilidade por meio de disciplina comercial e controle de custos. A geração de fluxo de caixa livre foi positiva, reforçando a qualidade dos resultados. Além disso, a empresa encerrou o período com posição de caixa líquido, indicando solidez financeira. Esse conjunto reforça uma leitura mais construtiva para a companhia. O foco passa agora a ser a sustentabilidade dessas margens ao longo do ano.
O principal destaque foi a divisão de Aço, com EBITDA de 544 milhões de reais e margem de 10,4 por cento, acima das expectativas. O desempenho foi sustentado por aumento de preços de 4,9 por cento t/t e um mix mais favorável, com maior exposição ao setor automotivo. Mesmo com embarques mais fracos, a companhia conseguiu sustentar margens. Os custos também ajudaram, com queda sequencial do COGS por tonelada, refletindo ganhos de eficiência. A menor intensidade de paradas de manutenção contribuiu para esse resultado. A combinação de preços mais altos e custos mais baixos foi determinante.
Por outro lado, a divisão de Mineração teve desempenho mais fraco, com EBITDA de 111 milhões de reais. O resultado foi impactado por aumento de custos e menor diluição operacional. Apesar de preços ligeiramente melhores, houve pressão de combustíveis e compras de terceiros. Os volumes ficaram em 1,9 Mt, com leve queda, mas ainda estáveis. Esse cenário limitou a contribuição do segmento no consolidado. Para o 2T26, a expectativa é de maiores volumes, mas com custos mais elevados. O frete marítimo deve seguir como um ponto de pressão. Assim, a recuperação tende a ser mais gradual. No curto prazo, o Aço segue como principal vetor de resultado.
E Eu Com Isso?
No geral, o 1T26 reforça uma tese positiva baseada na recuperação de margens em Aço e disciplina de custos. A expectativa de EBITDA estável no 2T26 indica capacidade de repasse de preços. As medidas de defesa comercial podem melhorar a dinâmica do mercado doméstico ao longo do 2S26.
O balanço desalavancado e a geração de caixa sustentam a estratégia da companhia. Mesmo com a volatilidade do setor, o valuation ainda parece não refletir totalmente essa melhora operacional. A continuidade desse movimento dependerá do cenário macro e da execução. Ainda assim, a trajetória recente é encorajadora. O conjunto de fundamentos sustenta uma visão mais otimista para a empresa.
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