Vacina Covid – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Fri, 30 Apr 2021 13:43:25 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png Vacina Covid – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 A vacina e o dólar https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-vacina-e-o-dolar https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-vacina-e-o-dolar#respond Fri, 30 Apr 2021 13:43:21 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=23851 Contra números não há argumentos. Nesta sexta-feira (30) foi divulgado que, no primeiro trimestre de 2021, o Produto Interno Bruto (PIB) da Zona do Euro encolheu 1,8 por cento em relação ao mesmo período do ano passado. Na véspera, no dia 29, os Estados Unidos divulgaram um crescimento econômico de 6,4 por cento no primeiro… Read More »A vacina e o dólar

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Contra números não há argumentos. Nesta sexta-feira (30) foi divulgado que, no primeiro trimestre de 2021, o Produto Interno Bruto (PIB) da Zona do Euro encolheu 1,8 por cento em relação ao mesmo período do ano passado. Na véspera, no dia 29, os Estados Unidos divulgaram um crescimento econômico de 6,4 por cento no primeiro trimestre ante o trimestre anterior. Na comparação com o primeiro trimestre de 2020, o PIB avançou de 21,56 trilhões de dólares para 22,05 trilhões de dólares, alta de 2,2 por cento (dessazonalizado). E duas semanas atrás, no dia 16 de abril, a China surpreendeu ao divulgar um crescimento de 18,3 por cento no PIB no primeiro trimestre, frente aos três primeiros meses de 2020.

Como explicar tamanha disparidade em economias bastante conectadas? A explicação reside em um fator externo às variáveis macroeconômicas: a velocidade da vacinação. As principais medidas “não farmacológicas” para atenuar a pandemia são as medidas de isolamento social, o uso de máscaras e a higienização sistemática. As máscaras e a higienização não afetam a economia. Porém, as medidas de isolamento, que são essenciais, revelam-se particularmente danosas para o setor de serviços, que é muito relevante nas economias mais desenvolvidas. Mais isolamento, menos gente na rua consumindo serviços e menos crescimento do PIB.

Assim, se estabelece uma relação direta entre vacinação e retomada do crescimento. China e Estados Unidos vacinaram bastante, e suas economias cresceram aceleradamente. Na Zona do Euro, a vacinação foi mais lenta, daí a retomada ainda não ter chegado com tanta força. No entanto, à medida que a população europeia for sendo imunizada, espera-se uma regularização das atividades. Se confirmada, essa expectativa será uma bênção para países que dependem do turismo. Em Portugal, por exemplo, a economia se retraiu 3,3 por cento no primeiro trimestre, o pior resultado do grupo. A chegada do verão, com centenas de milhões de europeus ansiosos por atividades coletivas e ao ar livre após muitos meses de isolamento deverá provocar um fluxo intenso de turistas.

E o Brasil? Por aqui, a vacinação tem sido lenta. Pela lógica, isso deveria atrasar o movimento de retomada. Porém, é preciso levar alguns pontos em consideração. O primeiro é que o Brasil é, historicamente, bom de vacina. Desde as campanhas contra a poliomielite, prevalentes nos anos 1970, até a mais recente imunização contra a gripe, o País vem aperfeiçoando seus métodos. Atualmente, se houver vacina, é possível imunizar 2 milhões de brasileiros por dia. Assim, em pouco mais de dois meses haveria 70 por cento de brasileiras e brasileiros vacinados, permitindo quase normalizar as relações da economia. E nesse aspecto a chegada, ontem, de um milhão de doses do imunizante da Pfizer BioNtech é uma excelente notícia. Em termos absolutos, esse lote permite imunizar 500 mil pessoas, o que é pouco. Em termos relativos, o desembarque das vacinas, com direito a transmissão ao vivo pela televisão, estabelece relações regulares entre as autoridades sanitárias brasileiras e um dos maiores produtores de vacinas do mundo, o que permite prever um aumento rápido e expressivo da oferta de doses.

A perspectiva de aumento da oferta das vacinas não é a única notícia positiva. Nos últimos dias, a taxa de câmbio tem recuado. Na quinta-feira (29), o dólar fechou a 5,34 reais. No fim de março, ele estava cotado a 5,63 reais, tendo atingido um máximo de 5,73 reais no dia 12 de abril. Na ponta do lápis, o dólar caiu 5,2 por cento em relação ao real ao longo de abril e essa queda foi provocada por vários motivos. Entre eles, a garantia de manutenção de liquidez elevada e estímulos econômicos nos Estados Unidos, os recordes nos preços das commodities que o País exporta, e uma relativa distensão na área fiscal, com a aprovação do Orçamento. O dólar não é apenas uma relação entre moedas, mas também é um dos principais indicadores de expectativas da economia. Assim, uma apreciação do real em relação à moeda americana mostra uma redução das tensões. E expectativas são um ingrediente essencial para a tomada das decisões econômicas.

Indicadores econômicos 

A taxa de desocupação no trimestre encerrado em fevereiro ficou estável em 14,4 por cento em relação aos 14,1 por cento do trimestre anterior, mas subiu 2,7 pontos percentuais na comparação com a taxa do trimestre encerrado em fevereiro de 2020, que foi estimada em 11,6 por cento. O número de desempregados no Brasil foi estimado em 14,4 milhões, o maior contingente desde 2012, início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua. O resultado representa uma alta de 2,9 por cento, ou de mais 400 mil pessoas desocupadas frente ao trimestre anterior (setembro a novembro de 2020), ocasião em que a desocupação foi estimada em 14,0 milhões de pessoas. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

E Eu Com Isso?

O último pregão de abril começa com um movimento de realização de lucros tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Os contratos futuros de Ibovespa e do índice americano S&P 500 estão em baixa, indicando uma pausa após vários dias de alta.

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Leia também: O enrosco político na questão fiscal | Denise Campos de Toledo.

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Troca na Saúde https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/troca-na-saude https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/troca-na-saude#respond Mon, 15 Mar 2021 13:06:08 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=22271 O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, não deve seguir no cargo após novo agravamento da crise sanitária no Brasil. Desde a última sexta-feira (12), o Planalto discute nomes para substituí-lo por conta de fortes pressões vindas de governadores, prefeitos, Legislativo e até mesmo de interlocutores do próprio governo. Até o momento, o militar segue… Read More »Troca na Saúde

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O ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, não deve seguir no cargo após novo agravamento da crise sanitária no Brasil. Desde a última sexta-feira (12), o Planalto discute nomes para substituí-lo por conta de fortes pressões vindas de governadores, prefeitos, Legislativo e até mesmo de interlocutores do próprio governo.

Até o momento, o militar segue à frente da pasta, mas sua saída deve ser anunciada em um futuro próximo, juntamente com o nome de seu substituto. O ministro deve alegar problemas de saúde e se afastar do cargo, em meio ao provável recorde de média móvel superior a 2 mil mortes diárias por coronavírus – neste domingo, a média chegou a 1.832 mortes, alta de 50 por cento em comparação com o mesmo número de 14 dias antes.

Até agora, existem alguns nomes no páreo, mas os de maior destaque são da cardiologista Ludhmila Hajjar, que tem respaldo de nomes importantes como Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, e do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do deputado federal Doutor Luizinho (PP-RJ), ligado ao Centrão.

Hajjar se reuniu com Bolsonaro neste domingo (14), mas não aceitou o cargo por falta de consenso entre os dois sobre questões importantes do combate à pandemia. Nas redes sociais, bolsonaristas acharam material da médica defendendo medidas mais duras de isolamento social e iniciaram uma ofensiva contra sua indicação. O presidente e Hajjar se reúnem nesta segunda (15) novamente, mas a tendência é que a cardiologista não aceite assumir o comando da pasta.

Correndo por fora, o deputado Doutor Luizinho tem parte do apoio do PP, que era responsável pelo ministério da Saúde durante o governo Temer. A negociação para voltar ao comando da pasta é uma demanda antiga da sigla e, diante da situação, tem crescido a pressão para que um nome do Centrão seja conduzido ao cargo.

E Eu Com Isso?

A permanência de Pazuello no cargo ficou, de fato, insustentável. O número de casos diários disparou no País, ao passo que a vacinação da população diminuiu seu ritmo por causa da ausência de doses disponíveis.

Com o xadrez político mudando rapidamente, integrantes do Planalto correram para cobrar uma mudança de postura de Bolsonaro, a fim de combater de maneira mais enérgica o difícil quadro atual de saúde no Brasil. Esse movimento passa, claro, pela troca de Pazuello, mas há dificuldades em achar um nome – um nome do Congresso seria politicamente mais fácil, mas esbarra na resistência de Bolsonaro em indicar políticos para cargos na Esplanada.

O mercado acompanha de longe a troca no comando da Saúde, mas – dada a situação – pode até reagir positivamente a um choque na gestão da pandemia. Os efeitos no pregão de hoje, porém, devem ser secundários, com indicadores econômicos no radar e investidores à espera da reunião do Comitê de Política Monetária.

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Leia também: Senado analisa vetos.

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Vacina da Johnson & Johnson https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/vacina-da-johnson-johnson https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/vacina-da-johnson-johnson#respond Fri, 05 Feb 2021 13:20:24 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=20625 A Johnson & Johnson (JNJ) solicitou nesta quinta-feira (04) à Food and Drug Administration (FDA), órgão americano que se assemelha à Anvisa no Brasil, autorização para uso emergencial da sua vacina contra a Covid-19. A autorização é o passo seguinte à fase dos testes clínicos finais, cujos resultados foram divulgados na última semana. No caso… Read More »Vacina da Johnson & Johnson

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A Johnson & Johnson (JNJ) solicitou nesta quinta-feira (04) à Food and Drug Administration (FDA), órgão americano que se assemelha à Anvisa no Brasil, autorização para uso emergencial da sua vacina contra a Covid-19.

A autorização é o passo seguinte à fase dos testes clínicos finais, cujos resultados foram divulgados na última semana. No caso da Johnson, a sua vacina demonstrou uma eficácia protetiva de 66 por cento contra casos moderados da doença. Nos Estados Unidos, a eficácia foi um pouco maior (72 por cento), enquanto na América Latina e na África do Sul, a eficácia foi de 66 por cento e 57 por cento, respectivamente.

Uma vez aprovada, a vacina viria para complementar o menu disponível no mundo para a luta contra a doença. Nos Estados Unidos, apenas as vacinas da Pfizer e da Moderna estão sendo utilizadas para imunizar a população, enquanto no resto do mundo há outros imunizantes sendo aprovados ou já sendo utilizados pelos governos.

A FDA já se manifestou e disse que irá analisar o pedido “o mais rápido possível”. A expectativa é que a aprovação deva ocorrer no fim de fevereiro. A Johnson diz estar preparada para iniciar as produções, e espera produzir cerca de 1 bilhão de doses em 2021.

E Eu Com Isso?

A notícia é positiva para o contexto humanitário global, o que, como consequência, pode trazer um impacto positivo para os mercados de risco, pois é mais um instrumento disponível na luta contra o inimigo invisível.

O Estados Unidos é o primeiro a se beneficiar, visto que o governo americano tem um acordo de 100 milhões de doses com a companhia, que devem ser disponibilizadas ainda no primeiro semestre deste ano.

Para a Johnson & Johnson (JNJ), esperamos um desempenho um pouco acima do mercado no curto prazo. Importante lembrar que na sessão seguinte à divulgação dos testes clínicos, as ações JNJ recuaram 3,5 por cento devido à eficácia observada na vacina vir “abaixo do esperado pelo mercado”.

Lembramos que a vacina utiliza uma tecnologia diferente das demais, e a sua principal vantagem é a imunização com apenas uma dose, e armazenagem em temperaturas de uma geladeira comum.

Em termos de resultado corporativo, a vacina contra a Covid poderia incrementar alguns bilhões de dólares às receitas da Johnson em 2021 que deve apresentar um número próximo aos 90 bilhões de dólares no ano. Contudo, o projeto da companhia envolto à esta doença específica não tem fins lucrativos (ao menos durante a pandemia), logo as margens operacionais da vacina deverão ser bastante reduzidas.

Em outras palavras, o benefício financeiro à companhia é secundário e talvez irrisório em um primeiro momento. A questão da vacina contra a Covid 19 é uma questão de vida ou morte para as pessoas, mas nem tanto para os números Johnson.

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Leia mais: Números da Alphabet.

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Ibovespa zerou as perdas https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/ibovespa-zerou-as-perdas https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/ibovespa-zerou-as-perdas#respond Wed, 16 Dec 2020 13:26:06 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=19121 Na ponta do lápis, a alta acumulada do ano é pequena, apenas 0,4 por cento. Porém, em retrospecto, ao fechar a 116.149 pontos na terça-feira (15), o Ibovespa registrou uma proeza. Em um movimento de valorização iniciado no primeiro pregão de novembro, o principal indicador do mercado acionário brasileiro subiu 23,6 por cento e, dando… Read More »Ibovespa zerou as perdas

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Na ponta do lápis, a alta acumulada do ano é pequena, apenas 0,4 por cento. Porém, em retrospecto, ao fechar a 116.149 pontos na terça-feira (15), o Ibovespa registrou uma proeza. Em um movimento de valorização iniciado no primeiro pregão de novembro, o principal indicador do mercado acionário brasileiro subiu 23,6 por cento e, dando continuidade à alta de algumas semanas antes, zerou as perdas do ano. Nada mal quando se recorda que, no dia 23 de março, quando o impacto da pandemia ainda se fazia sentir com toda a força sobre o mercado, a desvalorização do Ibovespa no ano em reais era de 45 por cento. Em dólares, a queda era ainda mais acentuada, 56,4 por cento.

Vale lembrar que, em março, quando a B3 registrou duas interrupções de negócios (“circuit breaker”) em um mesmo pregão pela primeira vez em sua história e o movimento era de pânico, quem acompanha a Levante foi aconselhado a manter a calma. Lançamos o Gabinete AntiCaos, de modo a fornecer a você uma orientação segura para navegar em meio à tempestade. E, mesmo naquele momento de sustos constantes, nossas recomendações se mantiveram fiéis à nossa filosofia. Analisar os fundamentos, escolher as melhores empresas, aproveitar as distorções de preço, calibrar cuidadosamente os riscos e não deixar os ruídos do mercado atrapalhar seu raciocínio.

Agora, quando o pior parece ter passado e o otimismo retorna gradualmente aos mercados, nós da Levante permanecemos seguindo os nossos princípios. Para o investidor desavisado, o pânico e a euforia são igualmente perigosos. Se em momentos de susto é grande a tentação de vender na baixa e realizar um prejuízo, nos momentos de festa há uma enorme pressão por comprar ativos caros demais, cujo resultado de longo prazo ficará aquém do que poderia. Nessas horas, assim como nos momentos de tempestade, é preciso saber escolher com critério as melhores ações. E, nessas horas – assim como nas mais sombrias – você pode contar com a experiência e a segurança do nosso time de análise.

Internacional

A quarta-feira também será um dia importante devido à última reunião deste ano do Federal Open Market Committee (Fomc), equivalente americano do Copom. Apesar de, como aqui, serem praticamente nulas as probabilidades de qualquer alteração na taxa de juros dos Estados Unidos (hoje perto de zero), os investidores querem saber outra coisa. A questão é como o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) avaliará o impacto da vacina sobre a economia americana. Mais especificamente, se as famílias e as empresas dos Estados Unidos vão precisar de mais estímulos econômicos e monetários até que a vacinação cubra uma parcela importante da população e aumente a imunidade dos americanos.

Este ano foi tumultuado para Jerome Powell, presidente do Fed, assim como para os demais banqueiros centrais. O Fed cortou os juros, aumentou a compra de títulos públicos e privados para irrigar a economia e garantir sua solvência, e tomou várias medidas extraordinárias para conter o impacto da pandemia sobre a economia. No entanto, o cenário mudou desde a última reunião, no início de novembro.

O desenvolvimento de vacinas e o início dos processos de imunização, primeiro no Reino Unido e agora nos Estados Unidos, justificaram fortes altas nas bolsas ao redor do mundo e deverão melhorar as perspectivas para 2021. Nas projeções econômicas trimestrais divulgadas em setembro, o Fed previa que em 2021 a economia americana iria crescer 4 por cento e a taxa de desemprego recuar para 5,5 por cento, ante os 6,7 por cento registrados em novembro. Após a reunião, essas projeções deverão ser revisadas.

E Eu Com Isso?

A sessão começa com os contratos futuros de Ibovespa e do índice americano S&P 500 em alta, com os investidores animados pelas perspectivas positivas com a reunião do Fed.

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Leia também: Ata do Copom confirma juro baixo.

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Otimismo no longo prazo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/otimismo-no-longo-prazo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/otimismo-no-longo-prazo#respond Fri, 11 Dec 2020 13:49:20 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=18981 O encerramento dos negócios na quinta-feira (10) mostrou a força do otimismo sobre o mercado. O Ibovespa avançou 1,9 por cento para 115.128 pontos, maior nível desde 19 de fevereiro. O dólar recuou para 5,039 reais, baixa de 2,6 por cento. Tudo isso devido a indicadores positivos de que, em breve, a Agência Nacional de… Read More »Otimismo no longo prazo

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O encerramento dos negócios na quinta-feira (10) mostrou a força do otimismo sobre o mercado. O Ibovespa avançou 1,9 por cento para 115.128 pontos, maior nível desde 19 de fevereiro. O dólar recuou para 5,039 reais, baixa de 2,6 por cento. Tudo isso devido a indicadores positivos de que, em breve, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) poderá aprovar o uso de vacinas contra o coronavírus. Com a população vacinada, será possível fazer a economia retornar à normalidade, o que vai destravar as rodas dos negócios, do faturamento e do lucro das empresas.

O movimento das cotações na véspera mostra o quanto as expectativas sobre pandemia, vacinas e tratamentos acrescentam de ruído às oscilações naturais dos mercados. Nos Estados Unidos, as cotações recuaram na quinta-feira devido ao temor de que uma demora no início das vacinações afete os resultados das empresas além do que já era esperado pelos investidores. Também há o impacto negativo do interminável debate entre republicanos e democratas por mais pacotes de ajuda econômica. No entanto, isso não foi capaz de abater a trajetória de alta das ações e de queda do dólar por aqui.

É da natureza dos mercados oscilar, antecipando e amplificando movimentos esperados da economia real. Também é da natureza dos mercados reconhecer valor em empresas diferenciadas. Por isso, independentemente dos vaivéns dos índices, o resultado de duas aberturas de capital realizadas na quinta-feira (10) mostra que os investidores estão dispostos a comprar boas narrativas empresariais mesmo em tempos de menos euforia. O Initial Public Offering (IPO) da empresa de hospedagem Airbnb surpreendeu o mercado. As cotações subiram 112 por cento no dia do lançamento e fecharam a 144 dólares. Valendo mais de 100 bilhões de dólares, o Airbnb fez o maior IPO do ano nos Estados Unidos.

Por aqui as ações da Rede D’Or (RDOR3) também fizeram bonito. No maior IPO do ano no Brasil e o terceiro maior da história da B3 em valores nominais, os papéis da empresa subiram 7,73 por cento no primeiro dia, fechando a 62,40 reais. Na máxima do dia, as cotações chegaram a subir 13,81 por cento, para 65,92 reais.

O resultado dos dois IPOs mostra que um dos princípios fundamentais do funcionamento do mercado está mais forte do que nunca. O cenário geral pode ser negativo, as perspectivas podem ser pessimistas. No entanto, sempre haverá investidores dispostos a comprar boas histórias, boas estratégias e modelos de negócio que sejam sólidos, eficazes e inovadores a ponto de garantir um bom resultado.

Indicadores

O setor de serviços cresceu 1,7 por cento em outubro em relação a setembro. Em relação a outubro de 2019 a queda acumulada é de 7,4 por cento, um resultado menos negativo do que a expectativa, que era de retração de 7,7 por cento. Foi a quinta alta mensal consecutiva de um movimento de recuperação que se iniciou em junho. Nesse período, o setor avançou 15,8 por cento. O resultado, porém, ainda é insuficiente para compensar as perdas de 19,8 por cento entre fevereiro e maio, geradas pela pandemia. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

E Eu Com Isso?

A sexta-feira começa com as cotações em queda, principalmente por um movimento de realização dos lucros da véspera. No entanto, o cenário-base para o mercado permanece positivo no longo prazo.

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Leia também: IPO do Airbnb (ABNB): Precificação e outras informações relevantes.

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 O avanço das vacinas https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-avanco-das-vacinas https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-avanco-das-vacinas#respond Wed, 02 Dec 2020 13:27:59 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=18293 Gradualmente, o que era uma esperança transforma-se em realidade, e a perspectiva de uma vacinação em massa contra do coronavírus passa a ficar mais próxima. Na manhã desta quarta-feira (02), o governo do Reino Unido aprovou o uso da vacina desenvolvida em conjunto pelo laboratório americano Pfizer e pela empresa alemã BioNTech. A possibilidade do… Read More » O avanço das vacinas

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Gradualmente, o que era uma esperança transforma-se em realidade, e a perspectiva de uma vacinação em massa contra do coronavírus passa a ficar mais próxima. Na manhã desta quarta-feira (02), o governo do Reino Unido aprovou o uso da vacina desenvolvida em conjunto pelo laboratório americano Pfizer e pela empresa alemã BioNTech. A possibilidade do início de uma vacinação em massa permitirá avançar rapidamente tanto na prevenção da doença quanto no aprendizado da resposta imunológica.

Foi em tempo recorde, apenas 23 dias, que a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA) britânica concedeu aprovação de uso emergencial para a vacina, que os laboratórios afirmam ser 95 por cento eficaz na prevenção da doença. E o primeiro-ministro Boris Johnson afirmou que a vacinação poderá começar já na segunda semana de dezembro. “É a proteção das vacinas que nos permitirá, em última instância, recuperar nossas vidas e fazer a economia andar novamente”, disse Johnson.

Essa é a grande expectativa dos investidores. Sem uma vacinação em massa a nível global, os países estarão sujeitos a surtos periódicos da Covid 19. Para evitá-la, os governos ao redor do mundo terão de manter as medidas de isolamento social, com impactos danosos profundos sobre a atividade econômica e os resultados das empresas.

Novas autorizações devem se seguir. A Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos deve se reunir em 10 de dezembro para discutir se recomenda a autorização de uso de emergência da vacina Pfizer BioNTech e a Agência Europeia de Medicamentos disse que poderia dar a aprovação de emergência para a vacina até 29 de dezembro.

Ainda é cedo para dizer quão positivo será o impacto da vacina da Pfizer BioNTech. O medicamento apresenta pesadas logísticas. Para ser eficaz, a vacina tem de ser armazenada a uma temperatura de 70 graus abaixo de zero, o que traz muitas dificuldades na vacinação e praticamente impede seu uso em países menos desenvolvidos ou sem uma infraestrutura médica adequada. No entanto, a mera perspectiva do início de uma vacinação tem sido suficiente para animar os investidores.

Estados Unidos

Indo além das questões de saúde, outro ponto que chamará a atenção nesta quarta-feira é o comportamento do futuro presidente americano. Em uma entrevista ao The New York Times, o presidente eleito Joseph Biden afirmou que sua “primeira prioridade” será montar um pacote de estímulos generoso para sustentar a recuperação da economia. “Quero estruturar essas medidas ainda antes de tomar posse”, disse Biden ao jornal. A indicação de Janet Yellen, considerada expansionista, para a Secretaria do Tesouro reforça essa hipótese, o que promoverá a sustentação do mercado.

Impactos na prática

O cenário permanece positivo. No entanto, após a forte alta do começo de dezembro, pode haver um movimento pontual de realização de lucros no curto prazo, com os investidores embolsando os lucros dos últimos dias antes de partir para novas altas.

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Leia também: Dezembro com lucro.

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Chegou a hora de pegar a onda https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/chegou-a-hora-de-pegar-a-onda https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/chegou-a-hora-de-pegar-a-onda#respond Fri, 27 Nov 2020 12:17:05 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=17775 O Brasil tem todas as condições de surfar numa onda mais positiva que vem do exterior, especialmente, quando as expectativas em relação às vacinas se tornarem realidade. Já estamos vendo um clima de menor aversão ao risco, desde a eleição de Biden nos Estados Unidos. Isso, por se esperar uma gestão menos turbulenta e mais… Read More »Chegou a hora de pegar a onda

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O Brasil tem todas as condições de surfar numa onda mais positiva que vem do exterior, especialmente, quando as expectativas em relação às vacinas se tornarem realidade. Já estamos vendo um clima de menor aversão ao risco, desde a eleição de Biden nos Estados Unidos. Isso, por se esperar uma gestão menos turbulenta e mais focada na globalização, na redução das diferenças e fortalecimento de organismos internacionais do que na era Trump.

Só essas perspectivas já têm colaborado para minimizar preocupações de curto prazo quanto aos efeitos da nova onda de pandemia que atinge a Europa e os Estados Unidos, com sinais alarmantes também no Brasil. A possibilidade de alguns países iniciarem a vacinação já na virada do ano, gera a confiança que a nova onda tenha duração e impactos mais limitados.

Em termos mais realistas, até pelas dificuldades de produção, logística e custos, podemos levar um bom tempo para ter um alívio concreto para as várias economias. Mas o mercado antecipa os fatos e é o que temos visto ao longo de novembro. Até o Brasil, mesmo com todas as incertezas em relação à questão fiscal e ao ritmo de crescimento, voltou a atrair capital externo para o mercado, o que favoreceu a Bolsa e ajudou a derrubar o dólar.

É por aí que se percebe o potencial de o País voltar a atrair investimentos e aproveitar uma onda mais positiva que venha se consolidar no exterior. Não que se possa contar com o interesse do capital externo só pelo nosso potencial, mas sim por um ‘voto de confiança’ caso o País mostre que pode entrar nos eixos. Nesse sentido o governo e o Congresso contam com um tempo cada vez mais curto. 

Tivemos nesta semana até uma DR à distância entre Roberto Campos Neto e Paulo Guedes, com o presidente do BC cobrando um plano para indicar a clara percepção de que o País está preocupado com a trajetória da dívida pública.

O ministro, na defensiva, comemora os bons números da retomada, lembra da pauta já encaminhada ao Congresso e cita o timing político. Tudo bem que é difícil vencer as resistências políticas, quando parte delas vem do próprio chefe. Mas Guedes está precisando mostrar mais resultado e menos conversa.

Em lives diárias, com exposição recorde, gosta de falar de tudo que foi feito no enfrentamento à pandemia. Parabéns. Os resultados são reais e positivos, tanto na reação da atividade como no emprego formal.

Mas e a sustentabilidade do processo? Cadê as reformas que vão aumentar a aposta em um País melhor? Cadê as medidas que vão viabilizar o orçamento do próximo ano, nos limites do teto de gastos, incluindo ações que possam favorecer o social e estimular a atividade, com ou sem o Renda Brasil? A proximidade com o centrão não era para facilitar as negociações com o Congresso? Onde está a influência do posto Ipiranga? Guedes vem se desgastando, ao se expor demais, sem conseguir estabelecer um programa com maior credibilidade, especialmente, credibilidade fiscal. E com isso todo o andamento da economia fica ameaçado. 

Os instrumentos para mudar a situação estão colocados. As tão citadas reformas, a PEC emergencial, dos gatilhos, a do Pacto Federativo estão há muito tempo na fila, aguardando a deixa política, o tal timing que está demorando demais para chegar. Que depois do segundo turno das eleições se possa ver algo de mais concreto em termos de perspectivas e não apenas comemorações quanto a uma recuperação em V que pode acabar indo para o K ou para um W, até porque a pandemia ainda pode voltar a atrapalhar.

Novembro vai nos dando a percepção de que o País pode sim entrar numa onda mais positiva de atração de investimento, não só para o mercado, mas também para produção e infraestrutura.

O potencial é enorme. O que está faltando é trabalhar melhor esse potencial. Os investidores só querem uma indicação de que o País vai seguir no rumo certo. Se receberem um recado mais concreto, podemos ter um comportamento mais estável do mercado, com menos pressão na curva de juros, mantendo a inflação sob controle, com condições de manutenção da Selic em patamar mais baixo.

Por outro lado, uma maior atratividade para o capital privado e externo pode alavancar os investimentos que o País precisa para melhorar a infraestrutura, a atividade e a competitividade. Seria o caminho para uma retomada sustentável a longo prazo. Isso não está tão distante. O que pesa é falta de um direcionamento confiável nas ações do governo. 

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Leia mais da Denise Campos de Toledo: Clima de incerteza joga contra retomada mais consistente.

 

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