inovação – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Wed, 10 Mar 2021 18:45:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png inovação – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Disclaimer: por que não investir numa startup? https://levanteideias.com.br/artigos/disclaimer-por-que-nao-investir-numa-startup https://levanteideias.com.br/artigos/disclaimer-por-que-nao-investir-numa-startup#respond Wed, 09 Oct 2019 12:00:04 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=8669 Texto escrito por João Gabriel Chebante, consultor de marketing Ao longo das últimas semanas, venho falando sobre as vantagens e oportunidades que existem em investir numa startup, seja via investimento-anjo ou através de um Venture Capital. Ao mesmo tempo, desenvolvi uma série de artigos que decorreram desde como se faz o Valuation de uma startup… Read More »Disclaimer: por que não investir numa startup?

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Texto escrito por João Gabriel Chebante, consultor de marketing

Ao longo das últimas semanas, venho falando sobre as vantagens e oportunidades que existem em investir numa startup, seja via investimento-anjo ou através de um Venture Capital.

Ao mesmo tempo, desenvolvi uma série de artigos que decorreram desde como se faz o Valuation de uma startup até a crítica sobre o não-IPO do WeWork, a tese do SoftBank e o cenário do ecossistema nacional.

Mas como todo disclaimer apresenta os riscos de uma opção no mercado de renda variável, também devo orientá-lo no sentido dos riscos e, talvez, do que considerar para não investir neste segmento.

Acredito piamente que temos uma oportunidade boa de ganhos de valor e capital ao investir em novos negócios, principalmente quanto estão atrelados a processos e modelos inovadores. Mas é importante ressaltar suas características para não existirem surpresas, e até permear a sua escolha em relação a outras opções de investimentos.

Até porque o investimento em startups é um segmento muito novo para o Mindset do investidor nacional – este também em ciclo de desenvolvimento de sua capacitação.

Vamos aos pontos?

É importante ressaltar que o investimento em uma startup talvez seja o menos líquido e o de maior tempo para retorno. Não raro, fundos de Venture Capital ou mesmo investidores-anjo mais experientes aportam valores cuja lucratividade só chega à conta bancária depois de um período que pode ficar entre cinco a dez anos – resultado de algum evento de liquidez, como outras rodadas de investimento, venda da empresa ou possível IPO.

Quando estes eventos ocorrem, seu retorno estará atrelado a porcentagem que possui da organização e seus lucros. O que parece ruim a princípio, mas ninguém reclamaria de ter 1% do Mercado Livre, do Facebook ou PagSeguro, certo?

A forma de estudar para fazer o melhor investimento em startups é totalmente diferente de outros “produtos” financeiros. Isto porque não depende somente de entender a estratégia/tese de um fundo ou desenvolver a sua, mas também compreender o mercado e, preferencialmente, ser uma espécie de advisor. O ‘Smart Money‘ – dinheiro que vem acompanhado de contatos e know-how sobre um segmento específico da economia – é mais interessante que o capital em si.

A dedicação do investidor ao segmento deve ser alta: você terá de estudar como se fosse um day trader para ter um retorno mais longo que o investimento em imóveis ou títulos de dívida. Mais certo que o seu retorno é que você vai precisar estudar e gastar muita sola de sapato para sempre estar por dentro das oportunidades, tanto de novos investimentos quanto de maximizar o que você já fez junto a sua equipe.

E o mais importante: uma startup raramente sobrevive – cerca de 90% morrem durante seu desenvolvimento. Destas, 9% viram empresas de pequeno/médio porte e sobrevivem, com algumas tendo algum evento de liquidez relevante. E aquele 1% (não o da música) é o que tem valorizações exponenciais e pode chegar a unicórnio. E são apenas nestes 10% que estão a oportunidade de multiplicar o seu patrimônio através de um aporte mínimo.

Por isso que um dos pontos principais que sempre bato na tecla com quem quer investir em startups é: jamais coloque mais de 10% do seu patrimônio neste segmento.

Ainda que seja uma oportunidade real e sólida de multiplicar seus investimentos, é um risco bem alto com baixíssima liquidez. Não se pode enquadrar como uma pura aposta, porque demanda estudo para escolha da melhor tese, aquela que se encaixa com o seu perfil, e do quanto você pode contribuir (esperamos que você faça a lição de casa).

Feitas estas considerações, e ainda empolgado com a real possibilidade de participar de forma efetiva a grandes projetos de mudança de segmentos inteiros da economia e ter grande retorno em cima destas iniciativas, bem-vindo a uma nova classe de investimentos.

Pense que grandes economias, tais como EUA, Israel e mesmo a Suécia (falaremos dela em breve) sustentam-se a partir da inovação e do financiamento a estes projetos. Que venham investidores como você.

Os novos bons negócios do país virão fatalmente do capital fomentando projetos. Principalmente em tempos de juros baixos e maior demanda por risco. Cabe a você, investidor, mensurá-los e fazer valer a pena o esforço.

Leia também: Softbank: o Bubbaloo do Venture Capital?

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SoftBank: o Bubbaloo do Venture Capital? https://levanteideias.com.br/artigos/softbank-o-bubbaloo-do-venture-capital https://levanteideias.com.br/artigos/softbank-o-bubbaloo-do-venture-capital#respond Fri, 20 Sep 2019 14:21:31 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=8200 Texto escrito por João Gabriel Chebante, consultor de marketing No último post (que gerou ótima repercussão) falei sobre o não-IPO do WeWork, as falhas de governança e de roadshow, além de um pouco sobre a valoração de startups, que é bem diferente de empresas consolidadas. Para retomar este tema, que ainda explorarei mais porque é… Read More »SoftBank: o Bubbaloo do Venture Capital?

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Texto escrito por João Gabriel Chebante, consultor de marketing

No último post (que gerou ótima repercussão) falei sobre o não-IPO do WeWork, as falhas de governança e de roadshow, além de um pouco sobre a valoração de startups, que é bem diferente de empresas consolidadas.

Para retomar este tema, que ainda explorarei mais porque é bem polêmico, e de uma bagunça a gente sempre gosta, de forma bem básica, o valuation de uma startup parte da seguinte premissa:

A empresa precisa “comer caixa” para garantir rápido crescimento.

A partir desta validação, fundos de investimento acordam com a startup a demanda de caixa para atingir uma taxa de crescimento anual interessante para ambas as partes.

Este valor de incremento ao caixa será usado para aporte no ganho de escala dos processos e, como a conta é feita “de trás para a frente”, a valoração, não raro, atinge saltos incríveis a cada rodada.

Sentiram falta de alguma palavra nos tópicos acima?

Pois é, foi a mesma que os investidores sentiram ao olhar os números das empresas WeWork, Uber e Lyft, os três principais IPOs ligados a startups em 2019: LUCRO.

No caso do Uber, o prospecto inclusive reportou que a empresa pode nunca ser lucrativa. Resultado, enquanto a primeira nem veio à Bolsa, as outras duas enfrentam fortes perdas em relação ao valor de entrada no mercado.

SoftBank: o pai de todos

O fator em comum entre eles: a presença do SoftBank, o maior fundo de investimento em Venture Capital do mundo, com captação acima de US$ 100 bilhões e aportes em mais de 70 empresas.

Na América Latina, possui um fundo exclusivo de US$ 5 bilhões e alguns dos investidos são NuBank, Banco Inter, GymPass, Loggi, Quinto Andar, MadeiraMadeira e Creditas – apenas os dois últimas não são ainda unicórnios, com valor de mercado acima de US$ 1 bilhão.

É aqui que entra a reflexão deste artigo.

Não seriam as decisões do SoftBank o ar inflando o chiclete rumo a uma nova bolha de startups?

Até entendo que o conceito de uma startup é não gerar lucro, mas sim gerar crescimento rápido das suas atividades. Também está mais do que correto que o investimento de risco existe para dar escala às atividades que demandariam tempo demais para execução (e que a concorrência tornaria obsoleta em algum momento).

Mas…Ao mesmo tempo que estamos com o mundo em um estágio de alta liquidez, com juros negativos em boa parte do planeta e à procura de ativos mais atraentes, será que a busca por fundamentos está se tornando secundária nas teses de investimentos?

Uma exceção

Sempre gosto de lembrar às startups que buscam investimentos e aportes, bem como fundos, os quais estou desenvolvendo aprendizados e projetos, como se deu a história da Amazon.

Por 15 anos, o e-commerce de Bezos não gerou lucro algum. Boa parte deste tempo inclusive, o EBITDA era negativo. Mas havia um propósito claro: a “compra” de clientes e o desenvolvimento de tecnologias e mercados para tornar-se a principal referência de loja online nos EUA.

A partir do momento em que conseguiu reduzir a demanda de caixa para rolagem de projetos de crescimentos de receita e mercado, rapidamente veio não somente o lucro, como Bezos se tornou o homem mais rico do mundo. E dono de 30% do varejo online da América.

O fundo japonês

É super bem-vinda a existência de um fundo vencedor como o SoftBank, cujo retorno no seu primeiro fundo foi de 62% aos acionistas (turma que inclui, além da própria empresa, fundos soberanos de Cingapura, Arábia Saudita, Abu Dhabi e Omã) em dois anos.

Dita uma tendência de investimento privado em inovação e mostra um caminho para uma série de pessoas – empreendedores, empresas e investidores – prepararem-se ao “hype”.

Especialmente em países nos quais a cultura startup está consolidando-se, como o Brasil.

O que me preocupa é se a gripe de um fundo que toma algumas decisões que hoje soam como ousadas, mas a médio prazo podem se apresentar como erradas, pode se tornar referência de comportamento-padrão de todo um ecossistema em crescimento. E aí culmina em uma pneumonia generalizada por péssimas escolhas.

Porque, ao final do dia, toda empresa precisa gerar caixa positivo para sobreviver. E precisa ser uma operação minimamente lucrativa para valer a pena a todos os envolvidos em algum ponto no tempo. Será que essa bola de Bubbaloo explode?

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Oportunidades no caos? Startups podem mudar o clima do país https://levanteideias.com.br/artigos/oportunidades-no-caos-startups-podem-mudar-o-clima-do-pais-e-delas-tambem https://levanteideias.com.br/artigos/oportunidades-no-caos-startups-podem-mudar-o-clima-do-pais-e-delas-tambem#respond Fri, 23 Aug 2019 15:00:34 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=7834 Texto escrito por João Gabriel Chebante, consultor de marketing Acredito na beleza oculta que existe no caos. Afinal de contas, é no caos que encontramos as melhores oportunidades para construir uma nova ordem. O ser humano, dificilmente, aprende em boas condições. Neste sentido, o Brasil é um prato cheio, o que cria uma grande oportunidade… Read More »Oportunidades no caos? Startups podem mudar o clima do país

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Texto escrito por João Gabriel Chebante, consultor de marketing

Acredito na beleza oculta que existe no caos. Afinal de contas, é no caos que encontramos as melhores oportunidades para construir uma nova ordem. O ser humano, dificilmente, aprende em boas condições.

Neste sentido, o Brasil é um prato cheio, o que cria uma grande oportunidade para construção de startups.

Como consequência, novos negócios podem despontar, o que vai ao encontro do tema da minha coluna e o seguinte dado vindo de pesquisa da KPMG:

“O volume de negócios em Venture Capital em 2019 deve atingir no Brasil R$ 6,8 bilhões, valor recorde. Há perspectiva que este volume cresça mais de 10% a.a. para os próximos anos. Há, inclusive, o risco real de falta de mão-de-obra técnica para projetos.”

E o que isso tem a ver com o caos?

A não ser que você esteja de férias em local que não tinha internet (parabéns e me indique), o país está envolto num mix de polêmicas e crise em torno das queimadas na Amazônia – que praticamente dobraram em relação ao ano passado, virando um imbróglio político internacional que pode ter desdobramentos comerciais em breve.

E onde as startups entram neste sentido?

Em diversos sentidos.

Grandes oportunidades

Três setores têm as melhores oportunidades do Brasil construir grandes histórias de inovação: Fintechs, Agritechs e Cleantechs.

Deixando a primeira de lado – podemos abordá-las em momento oportuno – as duas últimas caem como uma luva para o momento de crise atual.

Para falar a verdade, não sei como uma associação delas não se agrupou para tomar ações para levar dados, inteligência e práticas para amenizar a crise ambiental que estamos sofrendo no norte do país.

De um lado, somos o grande celeiro do mundo – algumas das nossas principais culturas agropecuárias abastecem boa parte do planeta, além do consumo interno. E ainda somos um país de cultura bastante extensiva, com baixa mecanização e uso de tecnologia em todo ciclo de lavoura (o que, em parte, traz à tona efeitos arcaicos como queimadas para pasto ou plantio).

O desenvolvimento do segmento de Agritechs, basicamente pautado na junção de Agrônomos de faculdades como a ESALQ com Engenheiros da UNICAMP e/ou outros pólos conjuntos do interior já fomentam startups de notório ganho de rentabilidade e produtividade no campo, à medida que o profissionalismo na lavoura também avança.

Dificilmente, não teremos uma procriação de unicórnios deste segmento nos próximos anos, tanto pela qualidade dos profissionais que estamos formando quanto pelo tamanho e potencial de mercado que temos à disposição.

Ao mesmo tempo… Mesmo com que países como o Brasil e os EUA tenham um discurso “aberto” em relação as fontes clássicas de energia, como o petróleo, estatísticas apontam que existe um ponto de não retorno em 2030 em que o custo de energias limpas será fatalmente mais barato que as fósseis e/ou poluentes em largo uso atual. Oportunidades à vista!

Mercado incipiente, mas cheio de valor

Aqui, o Brasil ainda tem uma boa lição-de-casa a ser feita em termos de formação de profissionais e desenvolvimento de tecnologia em relação a outros países – Israel, China e EUA que já contam com startups nascendo dentro de faculdades que estão mudando a forma que entendemos energia solar e eólica, por exemplo.

Mas nenhuma startup poderá contemplar seu plano de crescimento global sem considerar o Brasil como mercado-chave: poucos países têm potencial tão grande de energias renováveis: o melhor mix de incidência de Sol, forças de ventos, rios, mares e consumo de biomassa estão aqui.

É uma janela real de oportunidades em que, novamente, o capital precisa encontrar boas iniciativas.

O que culmina com um tema importante e que vai começar com uma trilha que quero desenvolver junto com você, leitor Levante. Trilha esta que vai desenvolver sua cultura para investimento em startups e, juntos, teremos produtos e serviços para te ajudar nesta jornada.

A tese de investimento: você tem uma para chamar de sua?

O que leva uma empresa a ser investida e outra não? O que você procura numa startup? Ou um fundo de Venture Capital? Como formar o mix oportunidade versus pessoas e soluções?

Aguarde os próximos artigos.

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14-Bis e o investimento em startups no Brasil https://levanteideias.com.br/artigos/o-que-o-14-bis-tem-a-ver-com-o-investimento-em-startups-no-brasil https://levanteideias.com.br/artigos/o-que-o-14-bis-tem-a-ver-com-o-investimento-em-startups-no-brasil#respond Fri, 09 Aug 2019 17:30:53 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=7535 Texto escrito por João Gabriel Chebante, consultor de marketing Hoje, começo contando que tenho como uma das minhas paixões, a aviação. Não fui daquelas crianças que tinha o sonho de ser astronauta, mas sempre morei e moro próximo ao Aeroporto de Congonhas. Assim, fui fascinado com o ronco e o desafio do homem em colocar… Read More »14-Bis e o investimento em startups no Brasil

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Texto escrito por João Gabriel Chebante, consultor de marketing

Hoje, começo contando que tenho como uma das minhas paixões, a aviação. Não fui daquelas crianças que tinha o sonho de ser astronauta, mas sempre morei e moro próximo ao Aeroporto de Congonhas. Assim, fui fascinado com o ronco e o desafio do homem em colocar um objeto (muito) pesado voar mundo afora.

Por sorte e orientação, a minha vida tem, em boa parte, a tarefa de voar por aí. Além disso, deve aumentar à medida que minha tarefa nos últimos meses na Sucellos evolua (empresa de inteligência de mercado para investimento em startups, a qual lidero). Como a ideia é orientar o trânsito do capital para as melhores oportunidades em novos negócios no país e na Europa, o que não faltarão são mais voos em minha agenda.

Nesse sentido, falar sobre voos me faz lembrar exatamente de Santos Dumont, o herói da aviação moderna. (Para efeito de análise, não falar dos irmãos Wright. Ninguém estava na praia para ver a trapizonga deles…).

Um dos homens mais inovadores do seu tempo no mundo (primeiro quarto do século XX), foi buscar reconhecimento das suas atividades na Europa – que além do 14-bis e a forma moderna de voar, incluíram a invenção do dirigível e a popularização do relógio de pulso entre os homens com a ajuda de Louis, na França.

Centro da inovação: startups à moda antiga

Não à toa, além da descendência, o país da revolução era o centro do conhecimento científico e intelectual global. Era, também, uma das principais economias da época. O que me leva a alguns questionamentos que farão sentido daqui a algumas linhas:

Quem veria Santos Dumont trafegar um dirigível em Petrópolis?

Qual seria a repercussão de decolar um 14-bis na praia do Flamengo (sem Aterro)?

O que a sociedade carioca diria de um sujeito “maluco” usando relógio feminino em prol de uma maior produtividade em mil novecentos e seis?

Claro, isto também vale para boa parte do capital para ser investido em startups.

Gosto do ecossistema e sou um notório defensor da sua maturação. No entanto, há grandes ondas acontecendo no mercado global de startups que simplesmente não irão acontecer no curto prazo por aqui. Portanto, investidor, se você não se posicionar… simplesmente, poderá perder uma grande chance de colocar uma pequena parte do seu patrimônio trabalhando para virar algo rentável e bem escalável. Alguns exemplos:

Mercados do futuro

Cannabis: para começar já no mais polêmico. Em 2032, é esperado que os EUA e Canadá tenham um mercado de US$ 32 bilhões para THC (uso para lazer) + CBD (medicinal). Por aqui, este mercado só deve começar a aparecer com uma mudança governamental e de ideologia na ANVISA.

Inteligência artificial: ainda que tenhamos derrubado barreiras tributárias, aqui o problema é outro. De fato, faltam pessoas para programar e o exterior está em outro patamar. A quantidade de chips vendidos quase dobrou em quatro anos – e não foi com base em smartphones. O que leva a outro segmento…

Internet das coisas: temos, da mesma forma, uma lacuna notória em relação aos outros países. Além do fato de empresas que adquirem e demandam tecnologia para agregar aos seus produtos. O número de gadgets vai aumentar exponencialmente em dez anos.

HealthTech: ainda que a diferença em relação a outras regiões neste segmento seja menor, a falta de médicos no país impede tenhamos parceria com técnicos (também em carência) para o desenvolvimento de projetos em conjunto.

Mas calma! O cenário aqui não é de terra devastada.

Alguns segmentos no Brasil são referência mundial. Por exemplo, temos diversos casos interessantes de fintechs, agrotechs, e-commerce, marketplaces, plataformas… segmentos que podemos aproveitar tanto o profissionalismo regulatório, quanto a nossa oferta de consumo continental.

Contudo, não podemos deixar de acompanhar o cenário internacional. Lembre que um bom negócio realizado lá fora, tem uma boa chance de ser replicado (com as devidas adaptações), em um mercado ainda maior e com demandas reprimidas como o nosso país. Por exemplo, o fundo e venture builder alemão Rocket Internet tem, no Brasil, um de seus melhores mercados.

Ficarei atento às novidades para não perder a próxima Unilever da Maconha ou da Nvdia para o varejo para contar para vocês.

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