aumento da taxa selic – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Thu, 03 Feb 2022 15:11:51 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png aumento da taxa selic – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 A estratégia cautelosa do Copom https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-estrategia-cautelosa-do-copom https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-estrategia-cautelosa-do-copom#respond Thu, 03 Feb 2022 15:11:48 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36248 A decisão de elevar a taxa Selic em 1,5 ponto percentual, para 10,75% ao ano, anunciada na noite da quarta-feira (2) pelo Copom (Comitê de Política Monetária) confirmou totalmente as expectativas dos investidores. E, no Comunicado em que anunciou e justificou a decisão, os membros do Copom mostraram uma postura cautelosa em relação à condução… Read More »A estratégia cautelosa do Copom

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A decisão de elevar a taxa Selic em 1,5 ponto percentual, para 10,75% ao ano, anunciada na noite da quarta-feira (2) pelo Copom (Comitê de Política Monetária) confirmou totalmente as expectativas dos investidores. E, no Comunicado em que anunciou e justificou a decisão, os membros do Copom mostraram uma postura cautelosa em relação à condução da política monetária ao longo de 2022.

Vamos analisar brevemente os principais pontos do Comunicado. Como de hábito, o Copom começa com uma avaliação da conjuntura em que nota uma piora do cenário internacional. “A maior persistência inflacionária aumenta o risco de um aperto monetário mais célere nos Estados Unidos, tornando as condições financeiras mais desafiadoras para os países emergentes”, informa o texto, acrescentando que “a nova onda da Covid-19 adiciona incerteza quanto ao ritmo de atividade, [e] pode postergar a normalização das cadeias globais de produção.”

A economia brasileira também não traz boas notícias. Apesar de notar que o mercado de trabalho no quarto trimestre foi um pouco melhor do que o esperado, o Comunicado é claro ao afirmar que a inflação ao consumidor “seguiu surpreendendo negativamente” e que a inflação subjacente está elevada. O relatório Focus indica projeções de inflação de 5,4% para 2022 e de 3,5% para 2023, ambas acima da meta.

Para agravar o quadro, o Copom adota a hipótese de bandeira tarifária “vermelha patamar 1” em dezembro de 2022 e dezembro de 2023. “Nesse cenário, as projeções para a inflação de preços administrados são de 6,6% para 2022 e de 5,4% para 2023.”

Como não poderia deixar de ser, a política fiscal também foi lembrada. “Políticas fiscais que impliquem impulso adicional da demanda agregada ou piorem a trajetória fiscal futura podem impactar negativamente preços de ativos importantes e elevar os prêmios de risco do país”, informa o Comunicado. Os membros do Comitê frisaram que a incerteza “mantém elevado o risco de desancoragem das expectativas de inflação”. Tradução: ao não conseguirem manter fechadas as portas do cofre, Executivo e Legislativo tornam mais provável que a inflação supere as metas.

Para o Comitê, isso justifica uma alta dos juros para até 12% ao ano no primeiro semestre, e encerrando 2022 em 11,75%. Além disso, o Copom indicou que a Selic esperada para 2023 segue em 8%, um patamar que poderá manter elevados os juros reais em comparação com as principais economias internacionais. “Essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, informou o Comunicado. “É apropriado que o ciclo de aperto monetário avance significativamente em território contracionista.” Resumindo, economia mais fria.

No entanto, diferentemente do que ocorreu em várias reuniões durante o segundo semestre de 2021, o Copom evitou se comprometer para o futuro. Mesmo informando que “antevê como mais adequada, neste momento, a redução do ritmo de ajuste da taxa básica de juros”, o Comunicado afirma que “os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar a convergência da inflação para suas metas”.

Ou seja, mesmo deixando claro que por enquanto não vai elevar novamente a Selic em 1,5 ponto percentual, o Copom alertou que essa decisão não é definitiva. Vai depender “da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária.”

E Eu Com Isso?

A quinta-feira começa com um movimento de queda nos mercados internacionais. Resultados abaixo do esperado de empresas relevantes como Facebook e Paypal provocaram uma forte pressão vendedora nesses papéis, que acabou se espalhando para outras empresas dos setores financeiro, de pagamentos e de tecnologia.

As notícias são negativas para a Bolsa.

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Leia também: A Selic e a moça do bolo.

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Surpresa zero no Copom https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/surpresa-zero-no-copom https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/surpresa-zero-no-copom#respond Thu, 09 Dec 2021 15:39:55 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=34642 A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de elevar a taxa referencial Selic para 9,25% ao ano, em um avanço de 1,5 ponto percentual, não surpreendeu ninguém. No entanto, um trecho do Comunicado divulgado após a reunião, em que o Comitê comunica que “provavelmente” haverá outro aumento da mesma magnitude na primeira reunião de… Read More »Surpresa zero no Copom

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A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de elevar a taxa referencial Selic para 9,25% ao ano, em um avanço de 1,5 ponto percentual, não surpreendeu ninguém.

No entanto, um trecho do Comunicado divulgado após a reunião, em que o Comitê comunica que “provavelmente” haverá outro aumento da mesma magnitude na primeira reunião de 2022, agendada para os dias 1º e 2 de fevereiro, mostra que o BC (Banco Central) segue determinado em sua política de elevar os juros para conter a alta da inflação o quanto antes.

Os prognósticos já eram de continuidade da alta. Há várias semanas, o Relatório Focus vem indicando uma expectativa para a Selic de 11,25% ao ano no fim de 2022.

Para comparar, no início deste ano, a projeção para dezembro de 2022 era de 4,50%. Ou seja, a Selic esperada mais do que dobrou. E os prognósticos são de que 11,25% não será o ápice do ano que vem. Ao chegar em seu ponto máximo, a Selic pode atingir 12,5% ao ano. Taxas comparáveis às do início de 2017, quando o BC ainda tentava ancorar as expectativas após a turbulência provocada pelo impeachment de Dilma Rousseff (e pela desarrumação das contas públicas que o precedeu).

Vamos relembrar o que se passou neste ano, praticamente encerrado.

Em janeiro, a Selic estava em 2%. Agora, a taxa básica praticamente quintuplicou. Porém, isso é um avanço nominal. Pelas contas dos analistas da Levante Ideias de Investimentos, a taxa de juros real “ex-ante” (ou seja, prevista tendo em vista a inflação esperada para os próximos 12 meses) foi de 2,2% negativos para 3,1% positivos, uma das mais altas do mundo e a mais alta dentre os países da OCDE – não vamos nos esquecer que há cerca de US$ 18 trilhões em dívidas soberanas que estão sendo remuneradas a taxas nulas ou mesmo negativas.

A diferença entre o remédio que cura e o veneno que mata está na dose aplicada ao paciente. Pelo livro texto, em momentos de inflação acima do previsto, a tarefa desagradável do banqueiro central é tornar o dinheiro mais caro e contrair o crédito para, de propósito, jogar areia nas engrenagens da economia.

Ao desacelerar a atividade econômica por meio da contenção da demanda, o BC faz os preços retornar ao bom caminho. No entanto, a inflação brasileira não decorre somente de um aquecimento da demanda. A principal causa é uma alta pontual de custos importantes, como energia, combustíveis e alimentos. E a causa são os choques de oferta devido à crise hídrica, a alta dos preços internacionais e a depreciação do real em relação ao dólar. Elevar os juros em ritmo muito acelerado poderá ter pouco impacto sobre essas causas.

Além disso, a elevação sistemática das taxas muito provavelmente vai tornar caro (ou seja, difícil) para as empresas rolar suas dívidas. O custo do capital, tanto para gastos operacionais (opex) quanto para investimentos (capex) deverá subir de maneira relevante.

E Eu Com Isso?

A quinta-feira se inicia com os contratos futuros do Ibovespa e do índice americano S&P 500 em baixa, com os investidores realizando parte dos ganhos dos três últimos pregões.

As notícias são negativas para a Bolsa.

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Leia também: Copom eleva Selic a 9,25% ao ano, maior patamar em quatro anos.

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Copom eleva Selic a 9,25% ao ano, maior patamar em quatro anos https://levanteideias.com.br/artigos/copom-eleva-selic-a-925-ao-ano-maior-patamar-em-quatro-anos https://levanteideias.com.br/artigos/copom-eleva-selic-a-925-ao-ano-maior-patamar-em-quatro-anos#respond Wed, 08 Dec 2021 21:31:47 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=34618 Em meio ao cenário desafiador de alta persistente da inflação, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central segue com sua política de aumento da taxa de juros e, nesta quarta-feira (8), elevou a Selic ao patamar de 9,25% ao ano, o maior desde julho 2017, quando estava em 10,25% ao ano. A decisão… Read More »Copom eleva Selic a 9,25% ao ano, maior patamar em quatro anos

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Em meio ao cenário desafiador de alta persistente da inflação, o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central segue com sua política de aumento da taxa de juros e, nesta quarta-feira (8), elevou a Selic ao patamar de 9,25% ao ano, o maior desde julho 2017, quando estava em 10,25% ao ano. A decisão unânime de alta de 1,5 ponto percentual vai ao encontro da expectativa do mercado e da possibilidade levantada pelo próprio colegiado na Ata da última reunião, no dia 27 de outubro.

Trata-se da sétima alta seguida da taxa Selic. Os aumentos consecutivos são consequência da inflação pressionada, que está fora da meta no ano. A prévia da inflação oficial de novembro, por exemplo, avançou 1,17%, a maior taxa para o período desde 2012.

De acordo com o Boletim Focus mais recente, a previsão dos analistas do mercado financeiro para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), considerado a inflação oficial, subiu de 10,15% para 10,18% neste ano.

De volta à taxa Selic, a projeção do Boletim Focus para o fim de 2022 é que a taxa básica chegue a 11,25% ao ano.

No comunicado divulgado pelo Banco Central após o anúncio do reajuste na taxa, o comitê diz que para a próxima reunião antevê outro ajuste da mesma magnitude. 

Confira mais sobre a nota do BC no link.

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O BC errou a mão? https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-bc-errou-a-mao https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-bc-errou-a-mao#respond Wed, 08 Dec 2021 14:32:41 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=34607 Um dos exercícios econômicos mais interessantes é observar as projeções ao longo do tempo. Isso permite comparar o que se esperava com o que de fato ocorreu e descobrir o que mudou. Tomemos, por exemplo, o último relatório Focus de 2020, com dados de 31 de dezembro. As projeções para 2021 são de que a… Read More »O BC errou a mão?

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Um dos exercícios econômicos mais interessantes é observar as projeções ao longo do tempo. Isso permite comparar o que se esperava com o que de fato ocorreu e descobrir o que mudou. Tomemos, por exemplo, o último relatório Focus de 2020, com dados de 31 de dezembro.

As projeções para 2021 são de que a taxa Selic seria de 3,00% ao ano em dezembro, e de que a inflação medida pelo IPCA encerraria o ano com 3,32% em 12 meses. Os prognósticos para 2022 eram de um IPCA de 3,50% e de uma taxa Selic encerrando o ano que vem a 4,50%.

Avanço rápido para a segunda-feira (06), quando foi publicada a edição mais recente do Relatório Focus, com dados de 3 de dezembro. A Selic prevista para 2021 está, como seria de se esperar, em 9,25%.

A expectativa de inflação para o ano é de 10,18%. E a Selic esperada para dezembro de 2022 está em 11,25%. A taxa esperada para o fim do ano que vem veio subindo todos os meses, sistematicamente, desde o início deste ano.

Olhar as previsões antigas é um excelente exercício de humildade. Tentar antecipar os fatos é uma tarefa ingrata, pois essa entidade chamada realidade é por demais aleatória.

No entanto, observando-se a série de relatórios Focus divulgados pelo BC (Banco Central), é possível notar que o mercado foi corrigindo seus prognósticos sistematicamente ao longo do ano.

Foram raras as semanas em que as expectativas de inflação e de juros para este ano e para 2022 não se alteraram. E em nenhum momento houve retrocesso: ambos os prognósticos caminharam invariavelmente para cima ao longo do tempo. Em retrospecto, isso é óbvio. Os preços do petróleo e das commodities agrícolas e minerais avançaram, o real se depreciou sistematicamente em relação ao dólar e a poderosa expansão monetária internacional só poderia dar energia à inflação.

Tudo explicado pelos livros-texto de economia mais básicos. Então, a questão de um trilhão de reais é: o BC errou ao reduzir a taxa básica ao chamado lower-bound e a lançar mão do forward-guidance, com apoio de relevantes agentes econômicos, inclusive? Ou o BC está errando agora ao se manter atrás da curva e não entregar o precificado desde a última reunião?

Há uma premissa importante e forte na economia que atribui aos bancos centrais uma característica expectacional. Por terem acesso às informações das instituições financeiras, aos dados da atividade econômica e por desenvolverem modelos em média mais sofisticados de análise, os bancos centrais são considerados diligentes e com certa assimetria favorável de informação. Teoricamente sabem tudo e, portanto, podem tomar as melhores decisões. Quase uma onisciência.

Contudo, ao contrário do que acontece com a característica divina, a onisciência dos banqueiros centrais pode ser relativa em determinados horizontes. Ela só vale se a economia está arrumada e com as expectativas devidamente ancoradas. Ou seja, se há um razoável equilíbrio das contas públicas e uma razoável previsibilidade.

Sem esse ambiente, o banqueiro central não é capaz de fazer milagres. Ao contrário, tem de ser um gestor firme da política monetária e um comunicador excelente, para preservar o valor da moeda e ancorar as expectativas.

Comparando o trabalho do Copom (Comitê de Política Monetária) com o de seu equivalente americano, o Fomc (Federal Open Market Committee), sabe-se que a tarefa no Brasil é muito mais difícil.

Por aqui há não apenas uma memória inflacionária como também toda uma estrutura de indexação. Se você não acredita, pergunte a qualquer brasileira ou brasileiro que teve de renegociar recentemente um contrato de locação de imóveis corrigido pelo IGP-M.

Ao tentar desfrutar de um luxo permitido apenas a banqueiros centrais de países ricos, que é a leniência com a inflação, o Copom não só abriu a jaula que prendia o dragão como também desancorou as expectativas do mercado.

Agora, será necessário que os juros permaneçam altos durante bastante tempo de maneira a fazer tanto os preços quanto as expectativas convergirem para o centro da meta.

A “sorte” do BC – e o azar de todos os brasileiros e brasileiras – é que a atividade econômica está fraca. Assim, uma vez metabolizadas as altas de commodities e petróleo e a apreciação do dólar, é bastante provável que a alta de preços desacelere. Mesmo assim, o remédio para isso será amargo e, pior, pode ter sido desnecessário.

E Eu Com Isso?

Os contratos futuros de Ibovespa estão iniciando a sessão em alta, estimulados pela valorização dos mercados internacionais, que seguem otimistas devido aos prognósticos menos graves da variante Ômicron do coronavírus.

As notícias são positivas para a bolsa.

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Leia também: A Ômicron e a China.

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Copom aumenta Selic em 1,5 ponto percentual, para 7,75% ao ano https://levanteideias.com.br/artigos/copom-aumenta-selic-em-15-ponto-percentual-para-775-ao-ano https://levanteideias.com.br/artigos/copom-aumenta-selic-em-15-ponto-percentual-para-775-ao-ano#respond Wed, 27 Oct 2021 21:27:18 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=32497 A reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) definiu, nesta quarta-feira (27), o aumento de 1,5 ponto percentual na Selic, elevando a taxa para 7,75% ao ano. Essa foi a sexta alta consecutiva da taxa. O mercado aguardava uma alta entre 1,25 ponto percentual e 1,5 p.p., apesar de um aumento mais significativo ter ganhado… Read More »Copom aumenta Selic em 1,5 ponto percentual, para 7,75% ao ano

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A reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) definiu, nesta quarta-feira (27), o aumento de 1,5 ponto percentual na Selic, elevando a taxa para 7,75% ao ano. Essa foi a sexta alta consecutiva da taxa.

O mercado aguardava uma alta entre 1,25 ponto percentual e 1,5 p.p., apesar de um aumento mais significativo ter ganhado força depois da divulgação do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15) na terça-feira (26). Na última reunião, em 22 de setembro, o Copom havia elevado a Selic ao patamar de 6,25% ao ano.

No comunicado e na Ata do último encontro, o Comitê já havia sinalizado mais um aumento de 100 pontos-base para esta reunião. Entretanto, com a piora dos índices de preços e as incertezas nos cenários político e econômico, o mercado passou a esperar uma elevação ainda maior.

A edição mais recente do Boletim Focus, divulgada na última segunda-feira (25), aponta que a expectativa do mercado financeiro é que a taxa básica de juros encerre 2021 em 8,75% ao ano. Ademais, a expectativa para o fim de 2022 é de 9,5% ao ano. Para os anos de 2023 e 2024, as previsões são de 7% e 6,5% ao ano, respectivamente.

“Considerando o cenário básico, o balanço de riscos e o amplo conjunto de informações disponíveis, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa básica de juros em 1,50 ponto percentual, para 7,75% a.a. O Comitê entende que essa decisão reflete seu cenário básico e um balanço de riscos de variância maior do que a usual para a inflação prospectiva e é compatível com a convergência da inflação para as metas no horizonte relevante, que inclui os anos-calendário de 2022 e 2023. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, afirmou o Comitê.

“O Copom considera que, diante da deterioração no balanço de riscos e do aumento de suas projeções, esse ritmo de ajuste é o mais adequado para garantir a convergência da inflação para as metas no horizonte relevante. Neste momento, o cenário básico e o balanço de riscos do Copom indicam ser apropriado que o ciclo de aperto monetário avance ainda mais no território contracionista”, disse o comunicado do Banco Central.

Por fim, o Copom anuncia que “antevê outro ajuste da mesma magnitude. O Copom enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar o cumprimento da meta de inflação e dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária”.

A próxima, e última, reunião do Copom em 2021 está marcada para os dias 7 e 8 de dezembro.

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O Copom no fio da navalha https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-copom-no-fio-da-navalha https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-copom-no-fio-da-navalha#respond Wed, 27 Oct 2021 14:43:56 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=32473 O comportamento das expectativas com relação à decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), a ser anunciado na noite desta quarta-feira (27), mostra um ponto preocupante para os investidores: a deterioração das expectativas com relação à inflação e ao crescimento econômico. Na reunião de 16 de junho, o Copom elevou a Selic em 0,75 ponto… Read More »O Copom no fio da navalha

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O comportamento das expectativas com relação à decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), a ser anunciado na noite desta quarta-feira (27), mostra um ponto preocupante para os investidores: a deterioração das expectativas com relação à inflação e ao crescimento econômico.

Na reunião de 16 de junho, o Copom elevou a Selic em 0,75 ponto percentual para 4,25% ao ano e começou com a escalada das taxas, indicando que o aumento seguinte seria de um ponto percentual. Isso se repetiu na reunião de 4 de agosto, quando a Selic foi para 5,25%, e na 22 de setembro, quando a taxa chegou aos atuais 6,25%.

Na Ata referente a essa última reunião, o Copom também “contratou” uma elevação adicional de um ponto percentual, a ser confirmada hoje. Com outro aumento semelhante na última reunião do ano, marcada para dezembro, as expectativas de uma Selic encerrando 2021 a 8,25% ao ano estariam confirmadas.

Porém, a realidade tem o hábito desconcertante de ir na direção contrária aos planos. Entre a reunião de setembro e a de outubro, os membros do Copom tiveram de enfrentar uma alteração no cenário.

O governo anunciou uma redução da aderência às regras da estabilidade fiscal, o que pode piorar a situação das contas públicas. Isso, claro, pressionou as taxas de juros no mercado futuro e os prognósticos para a inflação neste ano e em 2022, como mostra a edição mais recente do Relatório Focus.

Assim, se o Copom meramente confirmar o que foi declarado na reunião anterior e elevar a Selic em um ponto percentual, para 7,25%, isso pode ser interpretado como uma indicação de política monetária parcimoniosa, leniente com a inflação e incapaz de ancorar as expectativas.

Nos último dias, a convicção entre os investidores é que a alta minimamente aceitável para a Selic é de 1,50 ponto percentual, para 7,75% ao ano.

Será suficiente? Ou esse avanço, superior ao reajuste antecipado na reunião de setembro, será somente interpretado como suficiente para manter os juros reais no mesmo nível de setembro?

Vale lembrar que o mercado tem demandado mais prêmio recentemente para fazer frente à deterioração das expectativas.

E aqui entramos em outra faceta do problema. Um dos aspectos mais consagrados do modus operandi dos banqueiros centrais é o gradualismo na ação para evitar solavancos na economia.

Assim, se o problema for apenas uma elevação das expectativas de inflação, para resolvê-lo bastaria um tranco nos juros. Por exemplo, elevar as taxas em 2 pontos percentuais ou mais, e liquidar o assunto.

As consequências, entretanto, seriam devastadoras para uma economia que não está em sua melhor forma e que periga apresentar uma retração no ano que vem.

Conclusão: se elevar pouco os juros, o Copom manterá desancoradas as expectativas e terá de ser firme na condução da política monetária por mais tempo. Se elevar demais os juros, o BC pode aprofundar a desaceleração de uma economia que já flerta com a recessão, retraindo mais a demanda em pleno ano eleitoral.

Assim, o Comitê está com uma margem de manobra estreita e terá de se equilibrar no fio da navalha na condução dos juros nos próximos meses.

Indicadores

O ICI (Índice de Confiança da Indústria) do FGV IBRE caiu 1,2 ponto em outubro, para 105,2 pontos, terceiro mês consecutivo de queda após quatro meses de altas. Em médias móveis trimestrais, manteve a tendência negativa ao cair 1,1 ponto, informou a FGV (Fundação Getulio Vargas).

E Eu Com Isso?

Apesar da leve queda nos contratos futuros do índice americano S&P 500, o Ibovespa inicia a quarta-feira em alta pelos bons resultados das empresas.

As notícias são positivas para a bolsa.

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Leia também: O novo cenário para o Copom.

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O novo cenário para o Copom https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-novo-cenario-para-o-copom https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-novo-cenario-para-o-copom#respond Tue, 26 Oct 2021 14:21:16 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=32433 Começa nesta terça-feira (26) a penúltima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) de 2021. Há dois aspectos incomuns nesse encontro. O primeiro deles é que seu resultado já havia sido mais ou menos antecipado pelo próprio Comitê no dia 22 de setembro, data da última reunião. O segundo é que essa antecipação pode ter… Read More »O novo cenário para o Copom

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Começa nesta terça-feira (26) a penúltima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) de 2021. Há dois aspectos incomuns nesse encontro. O primeiro deles é que seu resultado já havia sido mais ou menos antecipado pelo próprio Comitê no dia 22 de setembro, data da última reunião. O segundo é que essa antecipação pode ter sido atropelada pelos fatos. Assim, ao anunciar o resultado na quarta-feira (27), o BC (Banco Central), a quem cabe a condução dos juros, pode ser questionado se honrar ou não o que prometeu fazer há pouco mais de um mês.

Relembrando. Em setembro o Copom elevou a taxa referencial Selic em um ponto percentual, para 6,25% ao ano. No Comunicado e na Ata, o Comitê dizia com todas as letras que “muito provavelmente” haveria uma alta semelhante na reunião que se inicia nesta terça-feira, praticamente antecipando o resultado.

Isso alinhou as expectativas dos investidores. A partir de então, as sucessivas edições do Relatório Focus indicavam um prognóstico de 8,25% para a Selic em dezembro, antecipando mais uma alta de um ponto percentual na última reunião deste ano, agendada para dezembro. Novidades só para 2022, com todas as suas incógnitas eleitorais.

Tudo resolvido? Nem tanto.

Sempre é bom recordar a frase de Tom Jobim, que dizia que o Brasil não é para principiantes. Nesse meio tempo, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, passou a defender um aumento no auxílio às famílias de baixa renda. Apesar de formalmente não se esperar uma ruptura do teto de gastos, a estabilidade fiscal ficou comprometida.

Sem a âncora fiscal resta a âncora monetária para impedir uma explosão da inflação. Juros mais altos e por mais tempo do que se se imaginava antes da turbulência da semana passada.

Os preços já mostram a mudança das expectativas, com prognósticos de que a Selic chegue aos dois dígitos ainda no primeiro trimestre do ano que vem.

Se confirmada, essa seria uma alta de mais de quatro pontos percentuais em apenas sete meses. Ou seja, uma das maiores guinadas monetárias no Brasil recente, comparável à elevação dos juros de 25% para 45% ao ano em março de 1999.

No entanto, naquele momento, o recém-empossado presidente do BC Armínio Fraga tinha de fazer algo drástico para impedir que a economia brasileira se desarticulasse devido à mudança atabalhoada do regime de câmbio administrado para o de câmbio flutuante.

Agora, a alta que se avizinha promete ser mais duradoura e por um motivo grave: mudança do regime fiscal. Pior do que a alta da inflação provocada pelo aumento dos preços dos alimentos, dos combustíveis e da eletricidade é a pouca disposição do governo para acertas as contas, ainda mais com a perspectiva de que em poucos meses se inicia uma campanha eleitoral que promete ser polarizada e conturbada.

Assim, em havendo baixa probabilidade de uma retomada da âncora fiscal, deveremos encaram um juros neutro mais elevado em uma economia anêmica, algo que já vem surgindo nos indicadores da construção civil.

Indicadores 1

O IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), a prévia da inflação oficial, ficou em 1,20% em outubro, 0,06 ponto percentual acima do 1,14% de setembro. Foi a maior variação para um mês de outubro desde o 1,34% de 1995 e a maior variação mensal desde os 1,42% de fevereiro de 2016, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No ano, o IPCA-15 acumula alta de 8,30% e, em 12 meses, de 10,34%, acima dos 10,05% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores.

Em outubro de 2020, a taxa foi de 0,94%. O maior impacto individual foi da energia elétrica, que subiu 3,91%.

Indicadores 2

A FGV (Fundação Getulio Vargas) publicou dois indicadores do setor de construção civil. O ICST (Índice de Confiança da Construção) caiu 0,3 ponto em outubro, para 96,1 pontos, após cinco meses consecutivos de alta. A queda decorreu exclusivamente da piora sobre a avaliação do momento atual.

O ISA-CST (Índice de Situação Atual) recuou 0,7 ponto, para 92,0 pontos, interrompendo dois meses de altas consecutivas. E o INCC-M (Índice Nacional de Custo da Construção – M) subiu 0,80% em outubro, ante uma alta de 0,56%, no mês anterior.

Com este resultado, o índice acumula alta de 12,88% no ano e de 15,35% em 12 meses. Em outubro de 2020, o índice havia subido 1,69% no mês e acumulava alta de 6,64% em 12 meses.

E Eu Com Isso?

Os contratos futuros do Ibovespa iniciam o dia em uma baixa significativa, com os investidores se ajustando às perspectivas mais adversas para a economia, devido à alta dos preços e à perspectiva de um endurecimento da política monetária.

As notícias são negativas para o mercado.

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Leia também: Copom eleva taxa Selic para 6,25% ao ano.

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Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, trouxe uma mensagem mais dura do que o esperado pelos investidores.

Como de hábito, ele concedeu uma entrevista coletiva na tarde da quarta-feira (22), após o fim da reunião do Fomc (Federal Open Market Committee), o Copom americano.

Na entrevista, Powell afirmou que uma redução na recompra mensal de títulos públicos e hipotecários pelo Fed poderia vir “antes do esperado”. E ele acrescentou que “provavelmente será apropriado” que esse processo de redução das compras esteja concluído “em meados do próximo ano”.

Ou seja, o estímulo poderia se encerrar ainda no fim do primeiro semestre de 2022. Esse prazo de cerca de nove meses é curto para uma mudança tão drástica na política monetária.

O Fed manteve a taxa de juros americana perto de zero, como era uma unanimidade no mercado americano. Porém, também aí houve novidades.

A cada três meses, o Fed divulga uma pesquisa em que os membros do Fed divulgam suas expectativas para a inflação e para os juros. Como a pesquisa é apresentada graficamente por meio de pontos, ela foi apelidada “dot plot”.

Apesar de não ser o mais científico dos levantamentos, a “dot plot” tem servido como uma indicação de expectativas e percepções dos membros do Comitê. E a edição divulgada ontem mostra que cerca de metade dos participantes espera uma alta de juros já em 2022, um número maior do que o relevado na edição anterior, divulgada em junho.

Os membros do Fed também alteraram as projeções para a economia americana. O crescimento previsto para este ano caiu para 5,9%, ante uma projeção anterior de 7%. Os números, porém, melhoraram para 2022. A projeção subiu de 3,3% para 3,8%.

As projeções de inflação também subiram. A previsão para o “núcleo” da inflação neste ano subiu de 3% para 3,7%. A expectativa para 2022 avançou de 2,1% para 2,3%.

O índice de inflação que o Fed usa para traçar suas metas, o PCE (Personal Consumption Expenditure) que exclui alimentos e energia, subiu para 3,6% nos 12 meses encerrados em julho, nível mais alto em 30 anos.

No entanto, Powell disse repetidamente que espera que as pressões sobre os preços diminuam à medida que as cadeias de suprimentos se normalizem.

Copom

A quarta-feira também teve reunião do Copom (Comitê de Política Monetária).

Como esperado, o BC (Banco Central) elevou a taxa referencial Selic em um ponto percentual, para 6,25% ao ano, e praticamente confirmou um aumento semelhante para a próxima reunião, agendada para outubro.

No comunicado divulgado após a reunião, o Copom informou que o BC elevou a projeção de inflação para 2021 de 6,5% para 8,5%, e ampliou o prognóstico para 2022 de 3,5% para 3,7%. E a projeção para os preços administrados disparou devido à crise hídrica, que eleva o custo da energia.

A estimativa para este ano saltou de 10,0% para 13,7%. E o comunicado foi enfático, de modo a não deixar dúvidas. “Neste momento, o cenário básico e o balanço de riscos do Copom indicam ser apropriado que o ciclo de aperto monetário avance no território contracionista.” Tradução: vem mais juro por aí.

E Eu Com Isso?

A redução da incerteza com relação à política monetária americana e um arrefecimento da tensão no mercado internacional, provocado por declarações do governo chinês com relação à Evergrande, sustentam uma valorização dos contratos futuros de Ibovespa e do Índice americano S&P 500 na manhã desta quinta-feira.

As notícias são positivas para a Bolsa.

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Leia também: Copom eleva taxa Selic para 6,25% ao ano.

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Depois de muita expectativa para saber de quanto seria o aumento da Selic, o Copom (Comitê de Política Monetária) anunciou, nesta quarta-feira (22), que a taxa básica de juros subiu para 6,25% ao ano, maior nível em mais de dois anos. Essa foi a quinta alta consecutiva da taxa.

O aumento definido nessa reunião vai de acordo com a expectativa do mercado, que esperava uma elevação de um ponto percentual na taxa. Na reunião anterior, em 4 de agosto, o Copom elevou a Selic ao patamar de 5,25% ao ano, um aumento de 100 pontos-base.

De acordo com a edição mais recente do Boletim Focus, divulgado na segunda-feira (20), a projeção do mercado é que a Selic termine 2021 no patamar de 8,25% ao ano. Ademais, a projeção para o fim de 2022 é que a taxa básica de juros suba para 8,50% ao ano. Em 2023 e 2024, a estimativa é de 6,75% ao ano e de 6,50% ao ano, respectivamente.

“Para a próxima reunião, o Comitê antevê outro ajuste da mesma magnitude. O Copom enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar o cumprimento da meta de inflação e dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária”, afirma o Copom.

Inflação em alta

A inflação tem sido um dos principais motivos de preocupação do mercado em relação à economia e a principal razão para as recentes altas da Selic.

Nesse sentido, em agosto, a inflação subiu 0,87%. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), essa é a maior inflação para o mês em 21 anos.

Além disso, no ano, o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) acumula alta de 5,67% e, em 12 meses, de 9,68%. Este último é o maior acumulado desde fevereiro de 2016. A meta definida pelo Conselho Monetário Nacional para 2021 é de 3,75%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Na edição de segunda-feira (20) do Boletim Focus, a previsão da inflação subiu de 8% para 8,35% em 2021. Essa foi a 24ª elevação consecutiva do indicador. Dessa forma, como maneira de contornar a alta da inflação, o Banco Central utiliza a Selic como ferramenta para tentar controlar e manter a inflação na meta. 

A percepção dos analistas da Levante Ideias de Investimento é que apenas a divulgação do RTI (Relatório Trimestral de Inflação), agendada para o dia 30 de setembro, vai levar a uma convergência entre os prognósticos do mercado e a percepção do BC.

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As incertezas do Copom https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/as-incertezas-do-copom https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/as-incertezas-do-copom#respond Wed, 22 Sep 2021 14:02:26 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=31147 Nesta quarta-feira (22), os organismos encarregados de calibrar os juros no Brasil e nos Estados Unidos vão divulgar dois comunicados decisivos. Por aqui, o Banco Central (BC) vai elevar os juros. A incerteza é se essa alta será de 100 ou de 125 pontos-base (centésimos de ponto percentual). Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed),… Read More »As incertezas do Copom

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Nesta quarta-feira (22), os organismos encarregados de calibrar os juros no Brasil e nos Estados Unidos vão divulgar dois comunicados decisivos.

Por aqui, o Banco Central (BC) vai elevar os juros. A incerteza é se essa alta será de 100 ou de 125 pontos-base (centésimos de ponto percentual).

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed), o BC americano, vai manter os juros perto de zero e, provavelmente, seguir com a recompra de títulos públicos e hipotecários que injeta US$ 120 bilhões por mês na economia americana. A incerteza é se haverá, ou não, alguma sinalização de quando essa intervenção vai deixar de ocorrer.

Na prática, as incertezas são apenas quanto à velocidade da atuação dos bancos centrais, e não quanto à direção das políticas a ser adotadas.

Considere-se a situação do Fed. Ele deverá, em algum momento, desacelerar os estímulos monetários. Porém, a economia americana ainda está 5,3 milhões de empregos abaixo dos níveis da pandemia. E nesse cenário, nenhum banqueiro central quer ter na biografia a menção de ter interrompido um processo de recuperação econômica.

Apesar de ninguém esperar uma alta dos juros americanos, haverá muito interesse nas opiniões de seus formuladores. Será divulgado o “dot plot”, que mostra as expectativas dos membros do Fomc (Federal Open Market Committee) para juros, inflação, emprego e crescimento.

Na edição anterior ficou claro que nenhum dos participantes esperava uma alta dos juros antes de 2023. No entanto, a edição a ser divulgada nesta quarta-feira trará, pela primeira vez, as expectativas para 2024.

Já o caso brasileiro é um pouco mais delicado. É consenso entre os investidores que os juros terão de subir apesar do ritmo fraco da economia. A inflação não dá sinais de trégua, e o único remédio na farmacopeia de Roberto Campos Neto, presidente do BC, é apertar a política monetária. A questão é até quanto a taxa referencial Selic deverá subir, e qual será a velocidade dessa alta.

As edições mais recentes do Relatório Focus indicam uma alta acelerada das projeções para a taxa de juros em dezembro.

O prognóstico divulgado na segunda-feira (20) foi de 8,25%. Os juros estão em 5,25% ao ano. Para chegar aos 8,25, tudo indica que haverá três altas sucessivas de um ponto percentual, incluindo a que deve ser divulgada nesta quarta-feira.

A percepção dos analistas da Levante Ideias de Investimento é que apenas a divulgação do RTI (Relatório Trimestral de Inflação), agendada para o dia 30 de setembro, vai levar a uma convergência entre os prognósticos do mercado e a percepção do BC.

A política monetária já está incluindo os movimentos da inflação previstos para 2022, e os prognósticos do Relatório Focus indicam uma piora das expectativas.

Na edição mais recente, o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) previsto para 2022 é de 1,63%. Há quatro semanas, a estimativa era de 2,00%. A expectativa é que o RTI levará essa entidade conhecida como mercado mais para perto de um consenso sobre os juros.

E Eu Com Isso?

O fato de o Congresso e o Ministério da Economia terem chegado a um acordo no caso do pagamento dos precatórios em que não haverá ruptura do teto de gastos animou os investidores.

Os contratos futuros do Ibovespa iniciam a manhã da quarta-feira em alta. No entanto, qualquer surpresa vinda da decisão do Federal Reserve pode levar a um aumento da volatilidade.

As notícias são positivas para a bolsa em um cenário de volatilidade.

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Leia também: O Copom e o Fomc.

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