Levante Ideias - Helbor

Helbor (HBOR3): Resultado do 4T20

A Helbor (HBOR3) divulgou na noite de terça-feira (16), após fechamento do mercado, seus números referentes ao quarto trimestre de 2020. O resultado veio em linha com as expectativas, com números mais fracos em sua receita líquida compensados por um lucro líquido acima do esperado.

A receita operacional líquida veio um pouco abaixo das expectativas, apresentando queda de 34,0 por cento na comparação trimestral e contração de 52,7 por cento no ano contra ano, totalizando 212,7 milhões de reais no 4T20.

O lucro bruto, por sua vez, apresentou recuo mais contido na comparação trimestral, de 8,4 por cento, e avanço no ano contra ano, de 90,4 por cento, registrando 55,6 milhões de reais no quarto trimestre. Isso garantiu à companhia uma margem bruta ajustada mais atrativa, de 36,9 por cento, tendo avançado 20,5 pontos percentuais na comparação anual.

A queda na receita líquida foi compensada pela melhora da margem bruta e por um resultado financeiro mais positivo, o que impulsionou o lucro líquido que totalizou 26,2 milhões de reais no 4T20, aumento de 72,7 por cento em relação ao 3T20. O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) anualizado foi de 8,2 por cento.

No lado operacional os destaques positivos foram: i) queda no cancelamento de vendas que totalizaram 19 milhões de reais no trimestre, equivalentes a 7,7 por cento das vendas brutas e;

ii) redução do nível de estoques prontos, que representaram 51 por cento das vendas no trimestre.

A empresa já havia divulgado o seu resultado operacional, com destaque negativo para o percentual de vendas de lançamentos de 40 por cento em 2020, o que pode ser explicado pela concentração dos lançamentos no final do ano.

Por último, a companhia teve consumo de caixa de 25,9 milhões de reais no trimestre, explicado pela aquisição de terrenos.

E Eu Com Isso?

Em nossa visão, a Helbor divulgou resultados mistos, com receita líquida abaixo do esperado compensada pelo aumento da margem bruta, com melhora no resultado financeiro que impulsionou o lucro líquido acima do esperado.

Deste modo, esperamos um impacto neutro no preço de suas ações (HBOR3) para o curto prazo. O papel da companhia ainda vem demonstrando um comportamento mais negativo em 2021, com desempenho abaixo do Ibovespa, com recuo de 31,4 por cento contra 4,2 por cento.

A companhia ainda apresentou uma queima de caixa no trimestre 25,9 milhões de reais, em decorrência dos desembolsos na aquisição de terrenos e construção de seus empreendimentos realizados no período.

Assim, a Helbor encerrou o ano com sua dívida líquida em 979,7 milhões de reais, com relação dívida líquida sobre patrimônio líquido (PL) de 77 por cento, avanço de 4 pontos percentuais na comparação anual, se considerado apenas o patrimônio líquido da controladora.

No final do ano passado, em 16 de dezembro, a companhia ainda reforçou em Fato Relevante às suas perspectivas (guidance) para os lançamentos em 2021, com a estimativa de 1,4 a 1,8 bilhões de reais em VGV de lançamentos com a participação da construtora. Esse número representaria um aumento de pelo menos 253 por cento em relação a 2020 e cerca de 61 por cento olhando para 2019, provavelmente um período com uma melhor base de comparação.

Tais projeções levam em conta fatores como: condições gerais da economia, do mercado, do setor imobiliário e, também, operacionais – sendo assim, sujeitas a alterações. No atual cenário, acreditamos que a companhia se encontra bem-posicionada para usufruir de uma retomada econômica e com um desconto atraente em relação às suas concorrentes.

Acreditamos que os dois principais riscos da Helbor são: i) nível ainda um pouco elevado de estoques, total de 1,6 bilhão de reais em VGV, dos quais 49 por cento de estoque pronto e; ii) nível mais elevado de endividamento em relação às empresas do setor, com relação dívida líquida/PL de 77 por cento.

Como catalisadores para a ação em 2021, consideramos, além da implementação de seu guidance de lançamentos, a venda de seus estoques prontos, que hoje ainda carregam dívidas atreladas à crise de distratos em 2018. A venda de estoques deverá reduzir o endividamento

Apesar da recente alta da taxa de juros, esta ainda permanece em patamares historicamente baixos, sendo este um cenário benéfico para a companhia, uma vez que as pessoas possuem incentivo para realizar aquisições de casas próprias.

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