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Cemig (CMIG3/CMIG4): Resultado do 4T20

A Cemig (CMIG3/CMIG4) divulgou na noite de sexta-feira (26), após fechamento do mercado, seus números referentes ao quarto trimestre de 2020. O resultado veio acima das expectativas em termos de Ebitda e de lucro líquido, beneficiado pelo maior volume de vendas de distribuição e redução de suas despesas operacionais.

A companhia reportou um maior volume de vendas de distribuição, com seu volume total avançando em 2,3 por cento na comparação anual. Este resultado se deu pela redução de 5,5 por cento de seu mercado cativo, compensado pelo aumento no uso da rede pelos clientes livres de 12,8 por cento.

Observando os segmentos de consumo, o avanço foi mais expressivo no setor residencial, com alta de 7,3 por cento ante o mesmo período em 2019, explicado pela incorporação de 141,1 mil unidades consumidoras, além do maior tempo de permanência das pessoas em casa. Destaque também para o setor industrial, com alta de 9,6 por cento no período. O setor de comércio e serviços se mostrou fortemente impactado pela pandemia devido a restrição de horário de funcionamento, recuando em 12,7 por cento na comparação anual.

De forma consolidada, a receita líquida da Cemig registrou uma alta de 5,8 por cento no ano contra ano, totalizando 6,9 bilhões de reais no 4T20. No acumulado do ano, a linha apresentou contração de 1,0 por cento, totalizando 25,2 bilhões de reais em 2020.

Em relação ao seu Ebitda consolidado ajustado, a companhia exibiu um aumento de 23,6 por cento na comparação anual, registrando 1,2 bilhões de reais no trimestre, valor acima das expectativas.

Como destaques, temos o total de despesas operacionais da Cemig-D finalmente dentro do limite regulatório imposto (14 milhões de reais abaixo de sua cobertura regulatória). Houve também o efeito positivo de 191 milhões de reais no Ebitda da Cemig-GT, devido à uniformização de práticas contábeis na Transmissora, o que contribuiu para o aumento do Ebitda consolidado.

Em relação ao seu lucro líquido reportado no trimestre, a Cemig registrou um avanço de 136,2 por cento no ano contra ano, totalizando 91,3 bilhões de reais, acima das expectativas.

Seus números foram positivamente impactados por eventos pontuais em seu resultado financeiro, como a marcação a mercado da dívida de Eurobônus e hedge associado (615 milhões de reais na Cemig GT), além da remensuração de ativo mantido para venda (270 milhões de reais na participação na Light, vendida em janeiro de 2021).

Como outros fatores positivos, a companhia contou com a redução de suas perdas totais para 12,56 por cento, uma queda de 0,17 ponto percentual ante 2019, contra uma meta regulatória de 11,43 por cento em 2020. A companhia ainda contou com uma melhora de seu indicador de qualidade, mensurado pelo DECi (Duração Equivalente de Interrupções internas por Consumidor – medido em horas), que apresentou redução de 9,4 por cento em relação a 2019.

Por fim, a companhia anunciou a proposta de distribuição de 1,45 bilhão de reais em dividendos, equivalente a um payout de aproximadamente 51 por cento, com retorno em dividendos de 7,2 por cento. A Assembleia Geral Ordinária da Companhia para aprovação do resultado relativo ao exercício de 2020 está prevista para ser realizada no dia 30 de abril de 2021.

E Eu Com Isso?

A Cemig apresentou sólidos resultados no trimestre, com um maior volume em vendas de distribuição e redução de despesas. Adicionalmente, seus números foram fortemente beneficiados devido à reavaliação dos ativos da Light e os ganhos no resultado financeiro com os Eurobônus, além de taxas de impostos mais baixas. Dessa forma, temos a expectativa de um impacto positivo no preço das ações da companhia (CMIG3/CMIG4) para o curto prazo.

A companhia ainda apresentou alavancagem financeira a níveis mais confortáveis, com relação dívida líquida sobre Ebitda de 1,3 vezes – uma redução significativa em relação aos patamares observados em 2019, de cerca de 2,5 vezes. Também reportou que, a partir de agora, tanto a holding quanto a Cemig GT respondem por cláusulas restritivas de dívidas “covenants” de 3,0 vezes, com a finalidade de obter maior controle do seu nível de endividamento.

A Cemig ainda encerrou o ano com posição de caixa de 5,8 bilhões de reais, um montante confortável também em relação ao seu cronograma de amortização de dívidas, com 2 bilhões de reais programados para 2021 e 1,2 bilhões de reais programados para 2022, mostrando-se capitalizada para novos investimentos.

Por fim, a companhia ainda divulgou, através de Fato Relevante, que sua Diretoria está no processo de avaliação de alternativas de alienação da participação que possui na Taesa, de 21,7 por cento, com o objetivo de otimizar a sua estrutura de capital. Após definição, está ainda será submetida ao Conselho de Administração para apreciação.

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