Jair Bolsonaro

Avaliação de governo

Uma nova rodada de avaliação de governo foi divulgada pela consultoria de Big Data, Atlas Intel, nesta segunda-feira (10). Os resultados trouxeram uma melhora na aprovação do governo, mensurada pelas avaliações “Ótimo/Bom”, que saltaram de 25 por cento para 31 por cento. Por outro lado, a avaliação negativa (“Ruim/Péssimo”) oscilou no limite da margem de erro – de 2 pontos percentuais –, passando de 57 por cento para 53 por cento, e a avaliação regular do governo caiu de 18 por cento para 15 por cento, dentro da margem.

Levando em consideração edições anteriores da própria pesquisa Atlas, a nova rodada mostra uma reversão de tendência com o aumento da popularidade do presidente, mesmo em meio a uma Comissão Parlamentar de Inquérito no Senado Federal e um ritmo acelerado de mortes diárias por Covid-19. Pela primeira vez desde novembro de 2020, a avaliação negativa do Planalto decresceu e a avaliação positiva voltou a subir. Nesse tracking, o pior momento de avaliação do governo atual foi em meados de abril de 2020, quando a reprovação chegou a 58 por cento e a aprovação encostou nos 21 por cento.

Olhando rapidamente (e de forma simplificada, para fins ilustrativos) para os dados estratificados por idade, escolaridade, renda, religião e gênero, o eleitor que melhor avalia o atual mandato é homem, evangélico, tem entre 35 e 44 anos, ensino fundamental completo e renda, aproximadamente, de 3 a 5 salários mínimos. Na outra ponta, o eleitor que pior avalia a gestão Bolsonaro é mulher, tem entre 16 e 24 anos, é agnóstico ou ateu, ensino superior completo e renda aproximada de até 2 salários mínimos.

O levantamento foi feito entre 6 e 9 de maio, com 3.828 respondentes e via online, por meio de convites randomizados. O desenho amostral reflete o perfil geral da população brasileira adulta de acordo com sexo, faixa etária, região e faixa de renda, com margem de erro de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo e nível de confiança de 95 por cento.

E Eu Com Isso?

A pesquisa mais recente reforça a tese de que o presidente tem um “piso” de popularidade, sustentado pelo núcleo duro do eleitorado que o apoia de forma mais incondicional. Isso é reflexo de uma série de fatores, mas tem sido a tônica deste governo desde sua eleição – o presidente, inclusive, tem total ciência dessa base de apoio e faz questão de acenar para o grupo, por meio de entrevistas, principalmente, recorrentemente.

Ao mesmo tempo, parte da melhora na aprovação do governo parece ter vindo de uma diminuição na avaliação regular, que significa uma menor tolerância ao governo: cada vez mais, ou o brasileiro apoia de maneira mais firme o presidente Bolsonaro, ou não suporta seu governo. Esse fenômeno deve se intensificar na medida em que as eleições de 2022 se aproximarem.

O mercado não deve reagir à pesquisa divulgada, mas tem interesse em saber como os novos holofotes na política – CPI, auxílio emergencial, vacinação, etc. – vão influenciar na popularidade do presidente durante o ano de 2021, principalmente visando o ano eleitoral e em que posição estará Bolsonaro no início da corrida pela reeleição.

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Leia também: A armadilha da popularidade.

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