É o fim do mundo como o conhecemos, mas eu me sinto bem

Eu começo a coluna de hoje citando umas das minhas músicas favoritas da banda R.E.M.: “It’s the End of the World as We Know It (And I Feel Fine)”, que voltou às paradas de sucesso da Billboard com o crescimento da pandemia do coronavírus.

A Levante decretou que todos os seus trabalhadores ficassem em casa (home office) desde a semana do dia 16 de março. Estou no décimo segundo dia de isolamento da quarentena, bastante preocupado, procurando me informar, cuidando da minha saúde e me adaptando à nova realidade.

Antes mesmo da quarentena começar, eu disse para uma amiga: “o mundo não será mais como antes”. Apesar do pânico nos mercados financeiros mundiais, estou bem tranquilo com os meus investimentos, pois sei exatamente o risco que estou correndo com a minha carteira de ativos.

Caro leitor, você sabe o risco que está correndo?

Como diria o sábio de Omaha, Warren Buffett: “risco é você não saber o que está fazendo”. Assim, o meu principal objetivo aqui é explicar alguns conceitos sobre risco no mercado de renda variável (ações) e como montar uma carteira de investimentos adequada ao perfil de risco de cada investidor.

Forte queda no Ibovespa

Mesmo com a alta acumulada de 22,2 por cento no Ibovespa desde o seu ponto mais baixo nesta segunda-feira (23) aos 63.569 pontos, o principal índice da bolsa de valores brasileira ainda acumula desempenho negativo de 32,8 por cento em 2020 (até 25 de março).

O movimento de correção no Ibovespa foi mais intenso do que nas correções anteriores (Joesley Day, greve dos caminhoneiros e crise imobiliária nos Estados Unidos, em 2008). E o momento atual nos mercados está mais para a época pós-ataques terroristas ao World Trade Center nos Estados Unidos  no dia 11 de setembro de  2001 do que a crise imobiliária de 2008.

Estamos vivendo uma era de muita incerteza, pois o Covid-19 afetou bastante a vida das pessoas no mundo todo de maneira muito rápida e contagiosa, causando um “shutdown” na economia global, com uma forte queda no Produto Interno Bruto (PIB) e um rápido aumento no desemprego.

Volatilidade é vida?

Para muitos investidores no mercado de ações, volatilidade é vida. Porém, eu acredito que os investidores não entendem muito bem qual o nível de risco requerido para se investir em ações. No mercado de alta, todo mundo presta muita atenção no retorno acumulado e nem tanta atenção no risco incorrido.

Relação risco e retorno

O ponto de partida de qualquer análise sobre o desempenho de um portfólio de investimentos sempre foi o retorno do ativo em um determinado período. Acreditamos que essa informação isolada é incompleta, pois não considera a volatilidade do retorno. Mas o que é volatilidade? É uma medida de dispersão de retorno, que analisa o grau de risco.

Volatilidade é uma medida estatística que mede a frequência e a intensidade das oscilações no preço de um ativo, em um período determinado de tempo. Por meio dela, o investidor pode ter uma ideia aproximada da variação do preço de um título no futuro.

Quanto mais o preço de uma ação  variar em um período curto, maior o risco de se ganhar ou de se perder dinheiro negociando esta ação. Quanto maior a volatilidade, maior será o nível de risco, maior será o seu desvio padrão em relação à média.

Leia o artigo completo no site da Investing

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