Come-cotas: Cadê a cota que estava aqui?

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Quem olhar a cota de sua aplicação em algumas modalidades de fundos nos últimos dias úteis dos meses de maio e novembro, verá parte de seus ganhos desaparecendo na forma de come-cotas.

É triste, mas é verdade. E aqui fica o alerta, já que muita gente não sabe dessa cobrança e por vezes nem percebe que o desconto ocorreu.

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Come-cotas em quais investimentos?

É porque as cotas de quem aplica em fundos de renda fixa, fundos DI, fundos multimercado ou fundos cambiais é retirada proporcionalmente ao período investido, um efeito dos conhecidos come-cotas.

Como o valor da cota não é alterado, mas sim a quantidade total de cotas que você possui, daí vem esse nome auto-explicativo.

Apesar de o nome ser uma gracinha (quem não lembra do Pac-Man?), na verdade, estamos falando de uma antecipação do Imposto de Renda.

Come-cotas e Imposto de Renda

O tamanho da embocadura do come-cotas é o da menor alíquota de Imposto de Renda em cada tipo de fundo. Em fundos de curto prazo (vencimento inferior a 365 dias), a cobrança é de 20% dos ganhos, e nos de longo prazo (representam a maioria dos fundos, cujo vencimento médio dos títulos é maior do que 365 dias), o desconto é de 15%.

Você nem percebe que tal cobrança ocorreu já que não precisa fazer nada. Afinal, o desconto é feito automaticamente e não tem como fugir.

Por isso, vale conferir no seu extrato o número de cotas que detém e esteja ciente de que este resgate é, na verdade, o imposto cobrado de forma antecipada.

Crítica sobre o come-cotas

O lado ruim é que você deixa de fazer com que esse dinheiro continuasse rendendo, já que perde para o Leão. Bom para o governo, péssimo para você.

Por esta razão, este é mais um item que deve ser levado em consideração na hora de escolher os seus investimentos. Isso porque, com os passar dos anos, essas antecipações semestrais podem fazer a diferença no resultado final.

Mas pode ficar mais tranquilo que, posteriormente, lá no momento do resgate do investimento, haverá a cobrança do imposto de renda proporcional ao período que você ficou com a aplicação, já levando em consideração o desconto do come-cotas.

Nesta hora, vale a tabela regressiva. Para os fundos de longo prazo, que são os mais comuns, se você sacar em menos de seis meses, paga 22,5% sobre o ganho de rendimento. Essa alíquota cai para 20% no período de seis meses a um ano. Já a alíquota de 17,5% é paga por quem saca entre um e dois anos. Porém, se o resgate for feito dois anos após o investimento, chega-se à menor alíquota, que é de 15%.

Para os fundos de curto prazo, a alíquota varia de 22,5% a 20%.

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É claro que os fundos de investimento são uma excelente opção para a sua carteira, mesmo com a existência desse fator tributário. Porém, você não pode se esquecer o peso das taxas administrativas e come-cotas na conta final. É o seu rendimento líquido que está em jogo.

Portanto, muita atenção no momento de escolha de seus investimentos. Compare, faça as contas, verifique se vale a pena investir e se mantenha informado sobre o assunto.

 

E você, já aplica em algum desses fundos? Já percebeu que alguma cota “desapareceu” em maio? Conte para nós a sua experiência de investimento e se você já sabia da existência dos come-cotas.

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