Cury (CURY3) entrega trimestre acima do esperado, com destaque para vendas e ROE elevado

A Cury (CURY3) reportou mais um trimestre bastante forte operacionalmente, reforçando sua posição como uma das incorporadoras mais resilientes e rentáveis do segmento de baixa renda. A receita líquida atingiu 1,6 bilhão de reais no 1T26, crescimento de +33 por cento a/a, impulsionada principalmente pela aceleração da produção, expansão do backlog e forte ritmo de vendas observado ao longo dos últimos trimestres. O EBITDA somou 411 milhões de reais, avanço de +43 por cento a/a, enquanto a margem EBITDA permaneceu em patamares bastante elevados, sustentada pelo bom controle de despesas operacionais. Já o lucro líquido atingiu 303 milhões de reais, crescimento de +42 por cento a/a, levando o ROE dos últimos doze meses para aproximadamente 79,5 por cento, um dos níveis mais elevados entre as incorporadoras listadas.

A dinâmica de estoques também continuou bastante saudável no trimestre. O estoque representou cerca de 42,3 por cento das vendas líquidas, patamar considerado confortável para o atual ritmo operacional da companhia. Além disso, o backlog permaneceu crescendo e atingiu aproximadamente 8,5 bilhões de reais, expansão de +8,6 por cento frente ao trimestre anterior, reforçando elevada visibilidade para crescimento de receita nos próximos períodos. No lado dos lançamentos, a companhia apresentou VGV (Valor Geral de Vendas) de 2,6 bilhões de reais no trimestre, com 10 empreendimentos lançados entre São Paulo e Rio de Janeiro.

Mesmo diante de pressões pontuais ligadas a frete e mão de obra, a Cury conseguiu preservar níveis bastante elevados de rentabilidade no trimestre. A margem bruta atingiu 39,3 por cento, praticamente estável na comparação anual, refletindo forte disciplina operacional e boa gestão de custos. As margens de backlog também permaneceram resilientes, ao redor de 42,9 por cento, indicando manutenção de rentabilidade saudável para os próximos ciclos de entrega. Além disso, o desempenho operacional foi beneficiado por menores despesas comerciais e outras despesas operacionais mais controladas do que o inicialmente esperado.

E Eu Com Isso?

De forma geral, o 1T26 reforçou novamente a consistência operacional da Cury e sua capacidade de sustentar crescimento, rentabilidade elevada e forte geração de caixa mesmo em um cenário macroeconômico mais desafiador. A companhia continua se destacando no setor pela combinação entre elevada velocidade de vendas, controle saudável de estoques, backlog robusto e níveis de ROE muito acima da média das incorporadoras listadas.

Além disso, a forte geração de caixa segue sustentando uma política relevante de distribuição de dividendos, com dividend yield projetado ainda bastante atrativo para os próximos anos. Em termos de valuation, a companhia continua negociando próxima de 9x P/L estimado para 2026, múltiplo que consideramos atrativo diante da qualidade operacional da empresa.



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