O 4T25 da Natura (NATU3) foi marcado por uma dinâmica de receitas ainda pressionada, refletindo um ambiente operacional desafiador tanto no Brasil quanto nos mercados internacionais. A receita líquida consolidada atingiu 6,2 bilhões de reais, com queda de 12 por cento na comparação anual, ou retração de 3,4 por cento em moeda constante, evidenciando dificuldades na retomada do crescimento mesmo após ajustes cambiais.
Esse desempenho foi impactado pela desaceleração da demanda no Brasil, instabilidades na integração das operações e efeitos adversos na América Hispânica. Além disso, a continuidade da Onda 2 seguiu impactando o modelo comercial, com redução no número de consultoras e menor produtividade em alguns canais. Como resultado, o topline permaneceu pressionado, mesmo diante das iniciativas de reestruturação já em curso.
A leitura por geografia reforça um cenário de recuperação ainda desigual e dependente de execução. No Brasil, a receita apresentou retração influenciada por uma base de comparação mais exigente e por ajustes estratégicos na força de vendas, além da redução na atividade das consultoras menos produtivas. Categorias relevantes, como fragrâncias, também apresentaram desempenho mais fraco, pressionando o mix no trimestre.
Na América Hispânica, apesar de sinais de melhora na marca Natura, o consolidado ainda foi impactado negativamente pela Avon, que segue enfrentando desafios estruturais e efeitos macroeconômicos adversos, incluindo a hiperinflação na Argentina. Já a divisão Casa & Estilo manteve trajetória de contração, reforçando sua menor relevância dentro do portfólio.
Por outro lado, a rentabilidade foi o principal destaque positivo do trimestre, com EBITDA recorrente de 978 milhões de reais e margem de 15,8 por cento, avanço de 700 pontos-base na comparação anual. Esse desempenho reflete ganhos relevantes de eficiência operacional, com redução de despesas gerais e administrativas, otimização da remuneração variável e captura de sinergias associadas à simplificação da estrutura.
A margem bruta também apresentou evolução, beneficiada por base comparativa favorável e ajustes no mix. Ainda assim, parte relevante dessa expansão ocorre em um contexto de receitas enfraquecidas, o que levanta dúvidas sobre sua sustentabilidade. Na linha final, o lucro foi impactado por itens não recorrentes, enquanto a estrutura de capital mostrou melhora com redução da alavancagem.
Esse desempenho foi impactado pela desaceleração da demanda no Brasil, instabilidades na integração das operações e efeitos adversos na América Hispânica. Além disso, a continuidade da Onda 2 seguiu impactando o modelo comercial, com redução no número de consultoras e menor produtividade em alguns canais. Como resultado, o topline permaneceu pressionado, mesmo diante das iniciativas de reestruturação já em curso.
A leitura por geografia reforça um cenário de recuperação ainda desigual e dependente de execução. No Brasil, a receita apresentou retração influenciada por uma base de comparação mais exigente e por ajustes estratégicos na força de vendas, além da redução na atividade das consultoras menos produtivas. Categorias relevantes, como fragrâncias, também apresentaram desempenho mais fraco, pressionando o mix no trimestre.
Na América Hispânica, apesar de sinais de melhora na marca Natura, o consolidado ainda foi impactado negativamente pela Avon, que segue enfrentando desafios estruturais e efeitos macroeconômicos adversos, incluindo a hiperinflação na Argentina. Já a divisão Casa & Estilo manteve trajetória de contração, reforçando sua menor relevância dentro do portfólio.
Por outro lado, a rentabilidade foi o principal destaque positivo do trimestre, com EBITDA recorrente de 978 milhões de reais e margem de 15,8 por cento, avanço de 700 pontos-base na comparação anual. Esse desempenho reflete ganhos relevantes de eficiência operacional, com redução de despesas gerais e administrativas, otimização da remuneração variável e captura de sinergias associadas à simplificação da estrutura.
A margem bruta também apresentou evolução, beneficiada por base comparativa favorável e ajustes no mix. Ainda assim, parte relevante dessa expansão ocorre em um contexto de receitas enfraquecidas, o que levanta dúvidas sobre sua sustentabilidade. Na linha final, o lucro foi impactado por itens não recorrentes, enquanto a estrutura de capital mostrou melhora com redução da alavancagem.
E Eu Com Isso?
De forma consolidada, o trimestre evidencia uma companhia que avança em sua agenda operacional, mas ainda enfrenta desafios relevantes na retomada do crescimento. O 4T25 foi marcado por i) pressão na receita; ii) execução desigual entre geografias; iii) expansão de margens via eficiência; e iv) melhora na estrutura de capital. Embora os avanços na simplificação do portfólio e na disciplina operacional sejam claros, a visibilidade de recuperação da demanda ainda é limitada no curto prazo.
Em termos de valuation, entendemos que parte dessa melhora operacional já parece refletida nos múltiplos, reduzindo a assimetria no momento. Assim, mantemos uma postura mais cautelosa no momento, enquanto seguimos acompanhando a evolução operacional da companhia e avaliando possíveis revisões em nossas projeções.
Em termos de valuation, entendemos que parte dessa melhora operacional já parece refletida nos múltiplos, reduzindo a assimetria no momento. Assim, mantemos uma postura mais cautelosa no momento, enquanto seguimos acompanhando a evolução operacional da companhia e avaliando possíveis revisões em nossas projeções.
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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.