resultados de empresas – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Wed, 14 Jan 2026 12:52:17 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png resultados de empresas – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Ceticismo com os resultados das empresas americanas https://levanteideias.com.br/artigos/ceticismo-com-os-resultados-das-empresas-americanas https://levanteideias.com.br/artigos/ceticismo-com-os-resultados-das-empresas-americanas#respond Wed, 14 Jan 2026 12:52:14 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52912 O post <strong>Ceticismo com os resultados das empresas americanas</strong> apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

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Mercados com Rafael Bevilacqua
Na manhã desta quarta-feira (14), o Bank of America, segundo maior banco dos Estados Unidos por ativos, divulgou seus resultados para o 4T25. Os números vieram melhores do que o esperado. O lucro por ação foi de 98 centavos de dólar, ante projeções de 96 centavos de dólar. A receita com empréstimos e tarifas foi de 28,53 bilhões de dólares, ante uma mediana das projeções de 27,94 bilhões.

Na terça-feira (13) o banco JP Morgan Chase também divulgou resultados acima do esperado, com um lucro de 5,23 dólares por ação. A mediana das expectativas era de 4,92 dólares. Mesmo assim, os investidores não gostaram dos resultados e as ações fecharam em baixa de 4 por cento, após terem recuado quase 7 por cento no pior momento do dia.

Há mais problemas para os bancos. Nos últimos dias, o presidente Donald Trump vem defendendo estabelecer um limite legal de 10 por cento ao ano para os juros cobrados nos empréstimos de cartão de crédito.

O mercado americano é o maior do mundo e a estimativa é que o sistema financeiro do EUA fature 200 bilhões de dólares por ano apenas com essas linhas de crédito. Ao limitar as taxas, uma das fontes de lucro mais importantes dos bancos seria prejudicada. Além do impacto nos números, causa desconforto uma intervenção governamental no mercado, algo que não é usual nas relações empresariais americanas.

À medida que os bancos, como de costume, inauguram a temporada de balanços do 4T25 e do ano passado como um todo, os investidores seguem preocupados. Eles temem o impacto negativo sobre os resultados das empresas de fatores como as tarifas comerciais, a redução da oferta de mão de obra e a permanência da inflação em um nível elevado.

Na terça-feira também foi divulgada a inflação ao consumidor de dezembro medida pelo Consumer Price Index (CPI). Os resultados vieram em linha com o esperado, com a inflação em dezembro ficando em 0,3 por cento e a variação em 12 meses permanecendo em 2,7 por cento, seguindo as expectativas do mercado.

Após a esperada alta dos preços ao consumidor em dezembro ter mantido as apostas em cortes de juros para o segundo semestre do ano, os investidores agora acompanham de perto a divulgação dos preços ao produtor e das vendas no varejo.

Espera-se que as taxas de juros permaneçam inalteradas durante a maior parte do primeiro semestre de 2026, inclusive na reunião do FED em janeiro, desde que a inflação e o crescimento se mantenham estáveis. Os investidores continuam a esperar pelo menos duas reduções ainda este ano.


E Eu Com Isso?

Os contratos futuros dos principais índices americanos estão em baixa no pré-mercado, com os investidores esperando resultados de empresas e mais dados sobre a inflação e a atividade econômica.


DISCLAIMER
A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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Por que os resultados da Nvidia vão pautar os negócios https://levanteideias.com.br/artigos/por-que-os-resultados-da-nvidia-vao-pautar-os-negocios https://levanteideias.com.br/artigos/por-que-os-resultados-da-nvidia-vao-pautar-os-negocios#respond Wed, 19 Nov 2025 12:22:59 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52587 Os mercados internacionais abrem com atenção centrada nos resultados da Nvidia no terceiro trimestre de 2025. Os investidores estão apreensivos com o desempenho da empresa, líder na produção de processadores para serviços de Inteligência Artificial (IA). Os resultados são vistos como um termômetro para o desempenho futuro do setor. A mediana das expectativas é de… Read More »Por que os resultados da Nvidia vão pautar os negócios

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Mercados com Rafael Bevilacqua

Os mercados internacionais abrem com atenção centrada nos resultados da Nvidia no terceiro trimestre de 2025. Os investidores estão apreensivos com o desempenho da empresa, líder na produção de processadores para serviços de Inteligência Artificial (IA). Os resultados são vistos como um termômetro para o desempenho futuro do setor. A mediana das expectativas é de um faturamento de 54,8 bilhões de dólares no 3T25. Um número abaixo disso pode indicar uma desaceleração na demanda pelos produtos da empresa.

Outro foco central será a expectativa (“guidance”) para os próximos trimestres. Os investidores esperam que a empresa divulgue perspectivas claras sobre a consistência da demanda por infraestrutura de IA, especialmente em data centers. Para muitos investidores, esse relatório será um teste de resistência da narrativa de superciclo de IA. Alguns temem que os preços das ações já reflitam demais otimismo.

As ações da Nvidia se tornaram centrais para o mercado porque a empresa concentra a maior parte da oferta global de chips usados em sistemas de inteligência artificial. Esses chips são hoje o principal insumo da corrida tecnológica entre big techs, empresas de nuvem e startups. Uma aceleração na receita e nas entregas indica que o ciclo de investimentos em IA permanece firme. Se o ritmo diminui, a interpretação dos investidores é que a demanda pode estar entrando em fase de moderação.

Investidores querem saber se os resultados de empresas ligadas à IA serão sustentáveis porque o ciclo atual depende de investimentos pesados em infraestrutura. Esse processo exige altos níveis de capital, margens consistentes e escala global. Se a Nvidia mostrar fôlego, espera-se que os resultados sigam crescendo para companhias da cadeia — fabricantes de servidores, operadoras de data centers e provedores de serviços de armazenamento em nuvem.

A importância vai além do setor de tecnologia. Muitos fundos globais aumentaram a exposição a ações de IA como principal motor de retorno em 2024 e 2025. Se a confiança nesse ciclo cair, os investidores podem reduzir risco em vários segmentos. Isso afeta empresas industriais, companhias de consumo e até bancos, porque a mudança na percepção sobre IA pode alterar o sentimento geral de mercado.

E Eu Com Isso?

Um desempenho fraco da Nvidia pode induzir realocação para renda fixa e levar a vendas generalizadas em ações de setores que não têm relação direta com tecnologia, mas que dependem de liquidez e apetite ao risco. Se a Nvidia entregar bons resultados e divulgar expectativas claras para os próximos trimestres, o mercado de empresas de IA pode ganhar novo fôlego. Perspectivas negativas podem disparar uma correção dos preços das ações ligadas à IA, elevando a volatilidade desse setor e do mercado como um todo.

Antes de encerrar, quero compartilhar uma novidade especial.

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Marcopolo (POMO4) anuncia 11 por cento de proventos após resultados do 3T25


A Marcopolo (POMO4) encerrou a divulgação de seus números referentes ao terceiro trimestre de 2025 anunciando a distribuição de 78 centavos por ação em dividendos e juros sobre capital próprio. O valor representa cerca de 11 por cento em proventos apenas neste pagamento, chamando atenção pelo montante e pelo momento escolhido para a comunicação ao mercado. Embora o anúncio tenha sido interpretado como positivo por parte dos investidores, o movimento ocorre em um cenário de volatilidade recente nos preços das ações e de discussões sobre mudanças na tributação de dividendos no Brasil.

Na semana anterior ao anúncio, a companhia havia publicado seus resultados financeiros e operacionais. No 3T25, a Marcopolo registrou receita líquida de 2,5 bilhões de reais. O desempenho é considerado neutro em comparação aos trimestres recentes, mas indica continuidade na capacidade da empresa de manter níveis consistentes de rentabilidade.

Apesar do cenário doméstico mais fraco, a companhia conseguiu preservar margens devido à combinação entre controle de custos e presença internacional.

O trimestre foi estruturalmente marcado pela diferença entre o comportamento dos mercados interno e externo. No Brasil, a demanda por ônibus urbanos e rodoviários apresentou enfraquecimento, refletindo um ambiente de negócios mais cauteloso, com impactos diretos nos volumes produzidos e vendidos. Fatores como ritmo mais lento de renovações de frotas e condições de financiamento menos favoráveis influenciaram o setor de mobilidade, e a Marcopolo não ficou imune a esse movimento.

Em contrapartida, as operações internacionais tiveram desempenho mais robusto. A diversificação geográfica, característica conhecida do modelo de negócios da companhia, voltou a desempenhar papel central no equilíbrio dos resultados consolidados. O crescimento em mercados externos compensou parte relevante da retração doméstica, contribuindo não apenas para o volume total, mas também para a diluição de custos fixos e para a sustentação da receita consolidada.

O lucro líquido do trimestre atingiu 330 milhões de reais. Embora seja considerado sólido, o resultado representa uma leve queda em relação ao mesmo período de 2024. A diferença é atribuída principalmente a custos pontuais observados ao longo do trimestre, que exerceram pressão sobre as margens. Mesmo assim, a lucratividade permaneceu em patamares adequados para um trimestre marcado por contrastes entre mercados.


E Eu Com Isso?

A companhia também destacou a manutenção de uma estrutura de capital considerada saudável, o que permitiu a realização da distribuição de proventos. Ainda que empresas com perfis semelhantes adotem práticas diversas de remuneração, o anúncio pode ser considerado como uma eventual antecipação de pagamentos antes de possíveis mudanças tributárias que seguem em discussão no Congresso Nacional. A empresa, porém, não relacionou oficialmente o anúncio a essa possibilidade.

A divulgação do pagamento foi feita na noite anterior ao pregão, e as ações POMO4 registraram alta de aproximadamente 3 por cento na sessão seguinte. O movimento refletiu a reação inicial dos investidores ao comunicado, embora a trajetória das ações ao longo das semanas seguintes dependa de fatores como expectativas setoriais, evolução da demanda interna e externa e a continuidade da política de distribuição.


Nova parceria entre Americanas (AMER4) e Magalu (MGLU3) reforça disputa no e-commerce

A Americanas (AMER3) e o Magazine Luiza (MGLU3) anunciaram uma parceria estratégica que marca mais um capítulo relevante no e-commerce brasileiro, envolvendo a integração comercial entre as duas plataformas. O movimento começa com a inclusão de produtos da Americanas no marketplace do Magalu, utilizando inicialmente 50 lojas físicas distribuídas em 15 capitais como hubs de distribuição. Nas próximas semanas, a operação será espelhada, permitindo que o estoque próprio do Magalu seja disponibilizado na plataforma da Americanas, ampliando o sortimento para ambas as bases de clientes. A iniciativa busca capturar sinergias claras entre os portfólios das duas empresas, melhorar capilaridade logística e fortalecer a presença omnichannel em um momento em que conveniência e velocidade de entrega são diferenciais competitivos cada vez mais relevantes.

A complementaridade entre as categorias oferecidas por ambas as varejistas, destacada no comunicado oficial, ajuda a explicar a lógica da operação. A Americanas, em processo de recuperação e mais focada em categorias de giro rápido — bomboniere, alimentos, higiene pessoal, limpeza e utilidades domésticas — passa a se beneficiar da estrutura digital e logística mais robusta do Magalu, que há anos investe em tecnologia, distribuição e integração entre canais. O Magalu, por sua vez, reforça sua oferta em produtos de consumo recorrente enquanto segue forte em suas categorias tradicionais, como linha branca, áudio e vídeo, telefonia, móveis e portáteis. Para o consumidor final, a parceria promete maior amplitude de opções, prazos mais competitivos e acesso facilitado a diferentes preços e categorias em um mesmo ambiente digital.

O projeto nasce com um piloto relativamente limitado, mas com expectativa de rápida expansão até dezembro, quando todas as lojas físicas da Americanas deverão estar integradas para servir como pontos de entrega. Essa estratégia de utilizar lojas físicas como mini-hubs logísticos reforça o modelo omnichannel das duas companhias, reduzindo a distância até o cliente, encurtando prazos de entrega e aumentando a eficiência do last mile. No caso da Americanas, a parceria traz uma alternativa importante para acelerar vendas e melhorar a recuperação operacional em um momento delicado, utilizando sua presença física extensa para gerar tráfego digital adicional. Para o Magalu, a entrada de novos sellers e de sortimento complementar tende a aumentar conversão, recorrência e retenção de usuários na plataforma.

O contexto da parceria ganha ainda mais relevância ao observarmos o cenário competitivo atual do e-commerce brasileiro, que passa por uma intensificação inédita de concorrência. O timing revela isso de forma clara: em outubro, Casas Bahia (BHIA3) e Mercado Livre (MELI34) também anunciaram uma aliança comercial para a Black Friday, buscando alavancar tráfego, logística e conversão durante o período mais quente do ano para o setor. Além disso, players globais como Amazon e Shopee continuam ampliando investimento no país, pressionando margens e exigindo cada vez mais eficiência operacional, logística avançada, preços agressivos e robustez tecnológica. Nesse ambiente, movimentos de cooperação entre empresas nacionais se tornam respostas quase naturais para enfrentar a força crescente de plataformas internacionais e as rápidas mudanças de comportamento do consumidor.

 
E Eu Com Isso?
 
Do ponto de vista estratégico, vemos a parceria entre Americanas e Magazine Luiza como um movimento que pode gerar ganhos operacionais relevantes, especialmente para a Americanas, que busca recuperar competitividade e aumentar capilaridade digital após um período de forte retração. No entanto, mantemos uma leitura cautelosa para o setor: a competição continua extremamente acirrada, com forte pressão sobre margens, aumentos de custo logístico e uma disputa crescente por fatias de mercado entre gigantes já consolidados. Ainda que o acordo amplie sortimento e melhore conveniência, seu impacto financeiro inicial pode ser limitado, dado o cenário macroeconômico mais desafiador e a necessidade de execução impecável para transformar sinergias em rentabilidade.

Por fim, avaliamos que o quarto trimestre tende a ser positivo em termos de volume — reforçado pela Black Friday e pelas vendas de Natal — mas isso não elimina a preocupação estrutural com a lucratividade no e-commerce. A pressão competitiva vinda de Mercado Livre, Amazon e Shopee segue aumentando, dificultando repasses de preço e comprimindo margens das varejistas tradicionais. A parceria entre Americanas e Magalu é um passo estratégico correto, bem alinhado às necessidades do setor e às demandas de curto prazo, mas ainda insuficiente para reverter, sozinha, o quadro de elevada competição, custos crescentes e dinâmica de mercado desafiadora. Assim, seguimos com visão neutra para o setor, reconhecendo iniciativas positivas, mas atentos às limitações estruturais que seguem moldando o e-commerce brasileiro.



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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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O que significa a queda da inflação esperada no Focus? https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-que-significa-a-queda-da-inflacao-esperada-no-focus https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-que-significa-a-queda-da-inflacao-esperada-no-focus#respond Mon, 17 Nov 2025 12:39:56 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52569 A edição mais recente do Relatório Focus, divulgada na manhã desta segunda-feira (17), traz a redução da expectativa de inflação para 2025 para 4,46 por cento, abaixo dos 4,55 por cento esperados da semana anterior. Há quatro semanas, a projeção era de 4,70 por cento. Pela primeira vez neste ano, o Focus traz uma expectativa… Read More »O que significa a queda da inflação esperada no Focus?

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Mercados com Rafael Bevilacqua

A edição mais recente do Relatório Focus, divulgada na manhã desta segunda-feira (17), traz a redução da expectativa de inflação para 2025 para 4,46 por cento, abaixo dos 4,55 por cento esperados da semana anterior. Há quatro semanas, a projeção era de 4,70 por cento. Pela primeira vez neste ano, o Focus traz uma expectativa dos profissionais de mercado de que a inflação de 2025 ficará abaixo do teto da meta, que é de 4,50 por cento.

Um raciocínio simplista poderia ser: como i) a expectativa de inflação está dentro da meta e ii) expectativas são importantes para as decisões do Banco Central (BC), é possível esperar um aumento da probabilidade de o Comitê de Política Monetária (Copom) indicar uma redução da Selic antes do esperado.

Esse raciocínio é válido, mas é preciso observar esse resultado com cautela. O espaço entre a projeção e o teto da meta é de apenas 4 pontos-base (centésimos de ponto percentual). E é apenas uma projeção, não um número concreto de inflação.

O impacto mais importante dessa expectativa de desaceleração da inflação é poder reforçar as expectativas dos investidores de um corte de juros pelo Copom mais cedo do que o esperado. Porém, isso não necessariamente terá uma influência muito grande na atuação efetiva do BC.

Em sua reunião mais recente, realizada na primeira semana de novembro, o Copom manteve os juros em 15 por cento ao ano como esperado. Na Ata divulgada após a reunião, o texto indicou que os juros não deverão subir, mas também não trouxe nenhuma perspectiva de corte nas taxas.

É fato que a comunicação do Copom tem sido consistente ao indicar a desancoragem das expectativas de mercado como um dos principais motivos para a manutenção da política monetária apertada. Agora, com uma melhora das expectativas de inflação, os investidores esperam que haja sinalizações mais claras de um corte na Selic.


E Eu Com Isso?

O primeiro pregão da semana começa com uma leve alta nos contratos futuros dos principais índices americanos no pré-mercado. A melhora das expectativas de inflação no Relatório Focus pode ter uma influência positiva nos ativos brasileiros.

Mercados com Rafael Bevilacqua


Raízen (RAIZ4) registra aumento do endividamento e resultados pressionados no 2T26

A Raízen (RAIZ4) divulgou seus resultados referentes ao segundo trimestre do ano-safra 25/26. Os números seguem refletindo um ambiente operacional desafiador, deterioração contínua da estrutura de capital, com aumento do endividamento.

A companhia reportou uma dívida líquida de 53,4 bilhões de reais, representando um crescimento de 48,8 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior. Com isso, a alavancagem, medida pela relação dívida líquida/EBITDA ajustado, alcançou 5,1x, um patamar considerado bastante elevado.

A receita líquida totalizou 59,9 bilhões de reais no trimestre, queda de 17,8 por cento na comparação anual. Já os custos operacionais somaram 57,2 bilhões de reais, retração de 16,6 por cento em relação ao 2T25. Com isso, o lucro bruto foi de 2,7 bilhões de reais, recuo de 37,8 por cento frente ao mesmo período do ano anterior.

As despesas operacionais permaneceram estáveis em 1,49 bilhão de reais, redução de 20,5 por cento em relação ao ano anterior. O EBITDA ajustado foi de 2,8 bilhões de reais, queda de 39,7 por cento em comparação com o 2T25, refletindo o cenário mais adverso enfrentado pela companhia.

Os investimentos realizados somaram 1,7 bilhão de reais, redução de 29 por cento em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Apesar da continuidade dos projetos de expansão no segmento de etanol de segunda geração (E2G), a empresa tem buscado reduzir a alocação de capital a fim de preservar o caixa e reequilibrar sua estrutura de capital.

O resultado financeiro líquido foi negativo em 2,7 bilhões de reais, uma deterioração de 61 por cento em relação ao 1T26, pressionado principalmente pelo aumento do custo da dívida e pelas taxas de juros ainda elevadas.

Como consequência, a companhia encerrou o trimestre com um prejuízo líquido de 2,3 bilhões de reais, confirmando mais um período desafiador para a Raízen.

A Raízen passa por um processo de revisão estratégica do portfólio, com o objetivo de reduzir sua alavancagem e fortalecer a estrutura de capital. Os esforços de desinvestimento incluem a alienação de usinas recentemente.

A companhia anunciou a venda da Usina Continental, localizada no interior de São Paulo, por 750 milhões de reais. Com isso, a empresa passa a deter 24 usinas e capacidade de moagem de 73 milhões de toneladas por ano-safra.


E Eu Com Isso?

O ano-safra 2026 tem se mostrado particularmente desafiador para a Raízen, marcado por pressões operacionais e financeiras. A combinação de margens comprimidas, menor geração de caixa e aumento da alavancagem resultou em desempenho financeiro mais fraco e deterioração de importantes indicadores de rentabilidade e solvência.

Diante desse cenário, a companhia vem implementando medidas estratégicas voltadas à reestruturação de sua dívida, que ainda não têm surtido efeito, dado que a relação dívida líquida/EBITDA segue em trajetória de aumento.

Do ponto de vista de valuation, a Raízen está sendo negociada a um múltiplo EV/EBITDA de 6,6x em relação aos últimos doze meses.

Entretanto, é importante destacar que a companhia permanece exposta à volatilidade dos preços das commodities, o que, combinado ao seu beta elevado, acima da média do mercado, reflete maior sensibilidade da ação aos movimentos macroeconômicos e financeiros.


Consumo desaquecido pressiona o setor de beleza em um trimestre de ajustes e perda de fôlego

O setor de cosméticos atravessou o terceiro trimestre de 2025 enfrentando uma combinação desafiadora de consumo enfraquecido, endividamento elevado das famílias e inflação persistente, fatores que comprimiram o poder de compra e afetaram principalmente categorias discricionárias como perfumaria e maquiagem. Embora historicamente resiliente, a indústria de beleza e higiene pessoal sente de forma mais intensa o efeito dessa mudança no comportamento do consumidor, que tem priorizado itens essenciais e reduzido a fatia destinada a produtos de maior valor agregado. Nesse contexto, o desempenho das principais companhias indica que o ciclo de desaceleração que começou no segundo trimestre se aprofundou, pressionando volumes, reduzindo a frequência de compras e elevando a competição entre marcas.

Dentro desse ambiente, a Natura (NATU3) apresentou um trimestre que reflete esse cenário mais hostil. A receita da marca recuou 0,2 por cento no Brasil, movimento que, embora moderado, desencadeou uma retração mais expressiva no faturamento consolidado da holding. O impacto foi ainda mais evidente na Avon, cuja receita doméstica caiu 13 por cento e reforçou um padrão de perda de tração já observado ao longo dos últimos trimestres. As quedas acentuadas, sobretudo na divisão Hispana da Avon, revelam uma fragilidade estrutural nas categorias que dependem de lançamentos, renovação de portfólio e maior elasticidade de demanda — justamente os segmentos mais penalizados pela retração do consumo. Ao mesmo tempo, produtos de uso diário e higiene pessoal continuam apresentando maior resiliência, mas não são suficientes para compensar a pressão sobre as linhas premium e de perfumaria.

O movimento de reestruturação observado na Avon — desde a revisão da estratégia de portfólio até a ampliação da presença no varejo físico — reforça a necessidade de adaptação das empresas a um consumidor mais seletivo e menos impulsionado por tendências. A expansão para redes farmacêuticas e perfumarias busca recuperar capilaridade e melhorar visibilidade, mas ocorre em um momento de queda generalizada da demanda, o que reduz o potencial de alavancagem no curto prazo. De forma semelhante, outras líderes globais, avançam em processos de reorganização de portfólio e revisão de marcas locais, um sinal de que a pressão não é pontual nem restrita ao Brasil, mas parte de um ajuste mais amplo nos mercados latino-americanos.

Mesmo entre as gigantes com maior diversificação, o ambiente segue desafiador. A L’Oréal também registrou queda nas vendas na América Latina no trimestre, mostrando que a desaceleração é transversal e não apenas uma questão de posicionamento competitivo. Apesar de alguns nichos pontuais de crescimento, como produtos profissionais e itens de consumo massivo, o setor opera sob um quadro de acomodação após anos de expansão acelerada. No Brasil, embora a companhia destaque o país como um dos mercados mais equilibrados da região, o desempenho ainda reflete um consumidor mais cauteloso, que ajusta prioridades e reduz despesas consideradas “não essenciais”.

 
E Eu Com Isso?
 
Nesse cenário, a leitura para o setor permanece mais pessimista no curto prazo. A persistência do endividamento das famílias e a lenta recomposição da renda real seguem limitando a capacidade de recuperação do consumo discricionário. Ao mesmo tempo, o aumento da competição e a necessidade de investimentos em portfólio, marketing e canais tendem a pressionar margens, especialmente entre as empresas que já enfrentam desafios estruturais. A combinação desses elementos indica que o ciclo de retomada deve ser gradual e sujeito a volatilidade, com maior dependência de inovação assertiva, eficiência operacional e estratégia comercial focada em mix adequado e presença multicanal.

Por fim, o desempenho do trimestre reforça que a indústria de cosméticos está passando por um momento de inflexão, no qual o histórico de resiliência não é suficiente para amortecer por completo a desaceleração macroeconômica. A capacidade de adaptação será determinante para atravessar os próximos meses com maior estabilidade. As empresas que conseguirem equilibrar reposicionamento de marcas, racionalização de portfólio e expansão disciplinada de canais podem se proteger melhor da queda de demanda. Assim, o fechamento do 3T25 sinaliza um setor ainda pressionado, que permanece dependente de melhorias macroeconômicas para recuperar o ritmo e voltar a entregar crescimento mais consistente.




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Pessimismo após fim da paralisação nos EUA https://levanteideias.com.br/artigos/pessimismo-apos-fim-da-paralisacao-nos-eua https://levanteideias.com.br/artigos/pessimismo-apos-fim-da-paralisacao-nos-eua#respond Fri, 14 Nov 2025 13:56:20 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52565 O post <strong>Pessimismo após fim da paralisação nos EUA</strong> apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

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A sexta-feira começa sob tensão nos mercados globais, com os contratos futuros dos principais índices americanos em baixa no pré-mercado. Investidores temem que o “shutdown” do governo dos Estados Unidos tenha provocado perda de dados oficiais, como já ocorreu em paralisações anteriores. Informações atrasadas ou ausentes dificultam leituras de atividade e inflação. Sem números confiáveis, os investidores ampliam sua aversão ao risco.

A preocupação surge em um momento sensível para a política monetária americana. A inflação segue resistente. O consumo mostra força. O mercado de trabalho perde tração, mas ainda pressiona salários. Esse conjunto sustenta a tese de que o Federal Reserve (FED), o banco central americano, pode ser forçado a adotar uma postura ainda mais cautelosa e não tem espaço para cortes no curto prazo.

Nos mercados de ações, os setores mais sensíveis aos juros oscilam com intensidade. Empresas de tecnologia mostram volatilidade alta. Bancos reagem às expectativas sobre a curva de rendimentos. Companhias ligadas ao consumo sofrem com a perspectiva de juros elevados por mais tempo. No mercado de renda fixa, o rendimento dos títulos públicos americanos de prazos mais longos segue elevado.

Qual a justificativa disso? Desde o fim do 3T25, o FED explicitou que estava dando mais atenção à desaceleração do mercado de trabalho americano, e diminuindo o foco na inflação, que segue rodando acima das metas. O raciocínio subjacente é que a política das tarifas comerciais fez a inflação mudar de patamar e que, para o FED, esse é um efeito que ainda (atenção aqui) pode ser considerado temporário.

No entanto, para que saber com certeza se o efeito das tarifas nos preços é temporário ou permanente, é preciso observar os dados com cuidado. O que ficou prejudicado pelo “shutdown”. Na dúvida, os investidores embutem um excedente de risco em suas avaliações. O que provoca a queda das cotações em Wall Street e pode levar a uma realização de lucros por aqui.


E Eu Com Isso?

Além da queda dos contratos futuros, as cotas do Exchange Traded Fund (ETF) EWZ iShares MSCI Brazil também estão em queda no pré-mercado, o que indica um movimento de baixa nesta sexta-feira.



Hapvida (HAPV3) desaba após 3T25 fraco, com sinistralidade elevada e queima de caixa


A Hapvida (HAPV3) protagonizou um dos pregões mais tensos do ano na B3 após divulgar um 3T25 marcado por deterioração operacional e financeira. As ações chegaram a cair mais de 47 por cento ao longo do dia, atingindo mínima histórica de 17,29 reais e levando a companhia a perder mais de 7 bilhões de reais em valor de mercado — recuando para um market cap em torno de 9 bilhões de reais. O papel enfrentou sucessivas interrupções de negociação, com cerca de dez leilões apenas nas duas primeiras horas de pregão, dado o ritmo acelerado de venda e o volume intenso, que superou 50 milhões de ações negociadas. A volatilidade extrema refletiu a leitura predominantemente negativa dos números divulgados, que reforçaram um quadro de pressão operacional, menor previsibilidade e deterioração das margens.

O ponto central foi a sinistralidade, que voltou a subir de maneira relevante no trimestre, mostrando avanço tanto na comparação trimestral quanto anual. A maior frequência de utilização, o aumento do custo assistencial e a pressão adicional das novas unidades hospitalares elevaram a sinistralidade caixa a patamar pior que o esperado, ampliando o descasamento entre custos e reajustes. Além disso, a adição líquida de beneficiários ficou abaixo do esperado, em parte impactada por maior competição em mercados relevantes como São Paulo. O conjunto desses fatores reforça que a operação segue distante de um patamar sustentável de rentabilidade.

A receita até mostrou crescimento moderado, impulsionada por ticket médio mais alto, mas insuficiente para compensar o avanço dos custos médicos. O EBITDA ajustado recuou fortemente, retornando a níveis similares aos registrados logo após a fusão com a Notredame Intermédica, evidenciando perda de eficiência e falta de captura de sinergias. Mesmo com a presença de efeitos contábeis positivos que ajudaram o resultado reportado, eles não alteram a leitura estrutural mais desafiadora: a margem encolheu de maneira relevante e não há clareza de quando o ciclo de pressão poderá ser revertido.

Outro ponto que pesou na percepção de risco foi o fluxo de caixa, que veio negativo em cerca de 52 milhões de reais após capex — forte contraste em relação ao resultado positivo do ano anterior. A combinação de EBITDA mais fraco, desembolsos extraordinários e investimentos maiores reduziu a conversão de caixa e elevou a necessidade de financiamento. A dívida líquida aumentou no trimestre, levando a alavancagem para 1,0x, enquanto a projeção de novos investimentos em rede própria mantém a pressão sobre liquidez e balanço para os próximos trimestres.

O lucro líquido ajustado também decepcionou, vindo 34 por cento abaixo das estimativas, e o prejuízo contábil reforça a percepção de que a companhia ainda enfrenta volatilidade elevada em seus números, com diversos efeitos não recorrentes influenciando o resultado. Além disso, o ressarcimento ao SUS — que já foi fonte de pressão em trimestres anteriores — voltou a impactar o período e deve seguir afetando a empresa por pelo menos mais um ano, segundo a própria Hapvida, adicionando mais um vetor de incerteza ao desempenho financeiro futuro.


E Eu Com Isso?

A reação do mercado, portanto, é consistente com a leitura de que o 3T25 foi um trimestre fraco em praticamente todas as frentes relevantes: margens comprimidas, custos crescentes, queima de caixa, menor previsibilidade operacional e intensificação da concorrência. O tombo expressivo das ações — que levou a empresa ao menor valor de mercado desde o IPO — reflete o aumento sensível da percepção de risco e a dúvida sobre a capacidade de execução no curto prazo.

Diante dessa combinação de fatores e de uma visibilidade limitada sobre a trajetória de margens e sinistralidade em 2026, adotamos uma postura mais cautelosa para a tese. Os resultados reforçam a necessidade de revisar para baixo projeções operacionais e financeiras, com menor expectativa de expansão de rentabilidade e maior incerteza sobre conversão de caixa. Entendemos que a companhia continua sendo um player relevante no setor, mas o momento exige prudência, até que haja sinais claros de estabilização operacional e melhoria consistente dos indicadores. Até lá, mantemos visão cautelosa e preferimos aguardar evidências de recuperação antes de reavaliar o posicionamento.



JBS (JBSS32) divulga resultados do 3º trimestre de 2025 em meio ao ciclo desafiador

A JBS (JBSS32) divulgou o resultado do terceiro trimestre de 2025, em um ambiente global desafiador, combinando resiliência operacional com impacto direto dos ciclos de oferta de matéria-prima.

A companhia registrou receita de 22,6 bilhões de dólares, crescimento em relação ao ano anterior, impulsionado pela maior demanda global e por volumes superiores em diversas regiões. Apesar disso, o lucro líquido recuou para 581 milhões de dólares, refletindo pressões de custos em alguns segmentos, sobretudo na produção de carne bovina na América do Norte, onde os preços do gado atingiram níveis historicamente elevados e a oferta permanece reduzida.

Esse cenário contrastante com expansão de receita, mas margens apertadas em áreas críticas. A empresa destacou que os custos com gado permaneceram em patamar elevado e que a disponibilidade do rebanho segue abaixo da média histórica, pressionando a rentabilidade da operação. A valorização do real ao longo do trimestre também reduziu a competitividade de exportações brasileiras, limitando o repasse de preços em mercados internacionais.

Apesar das pressões, a JBS demonstrou força nas operações de alimentos processados e nas unidades brasileiras e australianas, que apresentaram bom desempenho operacional e contribuíram para suavizar o impacto das margens negativas na América do Norte. As exportações mantiveram ritmo firme, e linhas de maior valor agregado ganharam relevância, ampliando a resiliência da companhia em meio à volatilidade global.

O EBITDA ajustado consolidado alcançou cerca de 1,8 bilhão de dólares, abaixo do registrado no ano anterior, evidenciando o efeito direto da pressão de custos sobre a estrutura de margens. Ainda assim, o desempenho demonstra controle operacional e disciplina na gestão de despesas. A alavancagem manteve-se em 2,4 vezes, dentro dos parâmetros razoáveis para a continuidade dos investimentos e para a liquidez.

Mais uma vez a força da diversificação geográfica auxiliou na manutenção de um bom nível dos números. Enquanto ciclos pecuários desfavoráveis pressionaram uma parte relevante do portfólio, outras unidades avançaram de maneira consistente, protegendo parcialmente os resultados. Esse equilíbrio é um dos pilares da companhia e segue sendo fundamental para sua capacidade de atravessar fases mais difíceis do setor.

 
E Eu Com Isso?
 
O ciclo atual da pecuária na América do Norte permanece como ponto central de atenção para o mercado, já que a oferta reduzida deve continuar limitando margens até que novas fases de recomposição do rebanho se consolidem.

Para os próximos trimestres, o desempenho da empresa dependerá do comportamento dos custos de matéria-prima, do câmbio e da demanda global por proteínas. Caso a oferta de gado continue restrita, a pressão sobre as margens poderá persistir. Em contrapartida, operações que vêm apresentando ganhos de eficiência e aumento de volumes podem contribuir para manter o caixa robusto e a rentabilidade em níveis adequados.

A JBS segue firme, com desempenho sólido em um ambiente complexo, mas enfrentará meses que exigem disciplina operacional e sensibilidade estratégica para ajustar o mix de produtos.



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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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Fim do “shutdown” anima investidores. Mas… https://levanteideias.com.br/artigos/fim-do-shutdown-anima-investidores-mas https://levanteideias.com.br/artigos/fim-do-shutdown-anima-investidores-mas#respond Thu, 13 Nov 2025 14:29:13 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52557 O post <strong>Fim do “shutdown” anima investidores. Mas…</strong> apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

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Mercados com Rafael Bevilacqua


Após 43 longos dias, na noite da quarta-feira (12) o presidente Donald Trump sancionou uma lei de financiamento temporário, encerrando a mais longa paralisação do governo americano da história. Além da retomada de várias atividades e da normalização das relações entre setor público e empresas que fornecem para o governo, o fim da paralisação também permitirá a divulgação de muitos dados econômicos atrasados. Entre eles, números de inflação e de desemprego, essenciais para que o Federal Reserve (FED), o banco central americano, consiga formular sua política monetária.

Até o hiato da paralisação, os investidores estavam atentos a sinais de desaquecimento do mercado de trabalho. Nas últimas semanas de setembro, as declarações de Jerome Powell, presidente do FED, e de diversos diretores do órgão, indicavam que a atenção da autoridade monetária estava mais voltada para o desaquecimento do mercado de trabalho americano, com menos ênfase nos preços, que seguem bastante acima da meta.

Isso mudou um pouco. Segundo o indicador FedWatch, a probabilidade de manutenção dos juros americanos na faixa atual entre 3,75 e 4,00 por cento ao ano subiu para 48,1 por cento nesta quinta-feira ante 37,1 por cento na quarta-feira (12). Há um mês, essa probabilidade era de apenas 4,5 por cento. Já as probabilidades de corte das taxas em 0,25 ponto percentual caíram para 51,9 por cento ante 62,9 por cento na véspera. Há um mês, a expectativa era de 95,5 por cento.

O que isso quer dizer? Para os investidores, a interrupção do fluxo de informações aumentou o risco. Diferentemente do velho provérbio que diz que nenhuma notícia é uma boa notícia (“no news is good news”), neste caso a ausência de números não foi boa. Ao suspender a divulgação dos dados do emprego, o “shutdown” privou os investidores de um insumo essencial para tentar antecipar movimentos futuros do FED.

Navegando às cegas, o mercado embutiu um prêmio de risco nos preços. Não ajuda o fato de que, na reunião do FED do fim de outubro, Powell ter frisado que os investidores não deveriam apostar em novas reduções nas taxas na reunião agendada para dezembro. Ou seja, apesar da boa notícia de encerramento do “shutdown”, os investidores devem encarar a volta gradual à normalidade com uma ênfase mais negativa do que positiva.


E Eu Com Isso?

Os contratos futuros dos principais índices americanos estão praticamente estáveis no pré-mercado, com os investidores esperando os indicadores que serão divulgados nesta quinta-feira para traçar suas estratégias. Não há expectativas formadas sobre os números, o que eleva a volatilidade potencial do mercado. No Brasil, os resultados negativos do Banco do Brasil (BBAS3) referentes ao 3T25 devem pesar sobre o Ibovespa.

Dividendos bilionários e integração concluída marcam o 3T25 da Allos (ALOS3)


A Allos (ALOS3) apresentou um terceiro trimestre sólido, marcado pelo anúncio de um guidance de dividendos robusto e pela consolidação da integração entre as antigas administradoras de shopping. O grande destaque do trimestre foi o anúncio de 1,9 bilhão de reais em dividendos previstos entre dezembro de 2025 e dezembro de 2026 — valor que reforça a capacidade de geração de caixa da companhia e sinaliza confiança do management na sustentabilidade operacional do negócio. O balanço também refletiu um trimestre de crescimento equilibrado, com receita líquida de 663 milhões de reais (+5,2 por cento a/a) e avanço em praticamente todas as linhas operacionais, sustentado por desempenho consistente das receitas de locação e estacionamento, além da expansão das operações de mídia digital.

A receita líquida da Allos atingiu 663 milhões de reais, com avanço de 5,2 por cento na comparação anual, impulsionada pelo crescimento das linhas de aluguel (+6,0 por cento), estacionamento (+10,2 por cento) e serviços (+9,2 por cento). O desempenho no segmento de locação refletiu os reajustes contratuais positivos e renovações de contratos com spreads acima da inflação. As vendas nas mesmas lojas (SSR) cresceram 6,5 por cento a/a, confirmando a boa performance operacional dos ativos e a capacidade de repassar preços em um ambiente ainda desafiador. As receitas de mídia digital também aceleraram (+29 por cento a/a), beneficiadas pela expansão da operação da Helloo em aeroportos, enquanto as receitas de incorporação imobiliária, que haviam contribuído no 3T24, não tiveram impacto relevante neste trimestre. Desconsiderando este efeito, o crescimento orgânico da receita líquida teria sido de 7,4 por cento a/a.

As vendas totais nos shoppings da Allos atingiram 9,9 bilhões de reais, alta de 5,5 por cento a/a, superando o crescimento do varejo nacional e refletindo o bom momento do consumo de serviços e experiências. As vendas por metro quadrado chegaram a 1.925 reais/m², um crescimento de 3,4 por cento em relação ao 3T24, e acumulam alta de 50 por cento desde 2019, equivalente a um CAGR de 7 por cento. A taxa de ocupação encerrou o trimestre em 96,5 por cento, levemente acima do ano anterior. A companhia assinou 241 novos contratos e registrou inaugurações relevantes, como a primeira H&M Home do Brasil, no Parque Dom Pedro (Campinas), e novas lojas da Farm, Sephora e Coco Bambu em shoppings estratégicos. Esses movimentos mostram que os shoppings da Allos seguem como destinos de alto fluxo e relevância regional, sustentando a geração de NOI e a valorização de portfólio.

O NOI atingiu 585,9 milhões de reais, alta de 7,8 por cento em relação ao 3T24, com margem NOI de 93,4 por cento, avanço de 80 bps. O desempenho reflete não apenas o crescimento de receita, mas também uma queda de 8,1 por cento nos custos operacionais. A Allos tem mantido uma disciplina rigorosa na gestão de custos, especialmente após a consolidação das estruturas administrativas e a unificação de sistemas (ERP), que melhoraram os processos de controle. A boa performance operacional se traduziu na expansão das margens e sustentou a geração consistente de caixa, mesmo num ambiente de juros elevados.

O EBITDA ajustado somou 485,6 milhões de reais no trimestre, representando um crescimento de 6,6 por cento a/a e margem EBITDA de 73,2 por cento (+97 bps). Esse resultado foi impulsionado pela combinação de receitas resilientes, custos mais baixos e despesas gerais e administrativas estáveis (114,6 milhões de reais, em linha com o 3T24, mesmo considerando a inflação). Em termos reais, o SG&A apresentou queda de 14,7 por cento em dois anos, reflexo do programa contínuo de eficiência organizacional, que inclui redução de estrutura e revisão de mandatos. Essas iniciativas devem gerar impacto mais significativo a partir do 1T26, com novas rodadas de simplificação operacional e realocação de recursos. No agregado, a companhia segue entregando margens superiores à média histórica.

O FFO totalizou 304,9 milhões de reais (+3,5 por cento a/a), com FFO por ação crescendo 9,0 por cento, refletindo tanto a solidez operacional quanto os efeitos das recompras de ações realizadas desde o final de 2024. A companhia encerrou o trimestre com alavancagem controlada (1,7x Dívida Líquida/EBITDA). A forte geração de caixa permitiu à Allos anunciar um pagamento de 146 milhões de reais em dividendos em dezembro de 2025, além de um guidance mensal de 28 centavos a 30 centavos por ação para 2026, totalizando até 1,9 bilhão de reais em proventos no período.


E Eu Com Isso?

O 3T25 confirmou a força estrutural do modelo de negócios da Allos, que segue combinando crescimento, eficiência e disciplina financeira. A companhia mostrou capacidade de entregar resultados consistentes, com rentabilidade elevada, margens em expansão e portfólio de alta qualidade. Os principais gatilhos de curto prazo incluem a continuidade da redução de custos, o avanço do programa de eficiência e a materialização do guidance de dividendos, que deve sustentar a valorização das ações no curto e médio prazo. Diante de uma execução acima da média, estrutura de capital sólida e portfólio premium com liquidez crescente, mantemos visão construtiva para a Allos, que segue bem posicionada para capturar a retomada gradual do consumo e continuar entregando valor aos acionistas.

Com o ciclo de integração praticamente concluído, a Allos entra em uma nova etapa de crescimento com base sólida para expandir rentabilidade e eficiência. A companhia tem espaço para realavancar o balanço gradualmente, aproveitando o custo de dívida competitivo e a forte conversão de caixa, o que deve permitir ampliar o retorno ao acionista sem comprometer a solidez financeira.



Ações da B3 (B3SA3) avançam 4,3 por cento após divulgar seus resultados

A B3 (B3SA3) divulgou seus resultados financeiros do terceiro trimestre de 2025, refletindo os impactos de um cenário macroeconômico ainda desafiador. A companhia reportou receita líquida de 2,77 bilhões de reais, um crescimento de 2,0 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.

O segmento de Mercados, que concentra a maior parte da receita da empresa, somou 1,8 bilhão de reais, praticamente estável na comparação anual.

O principal destaque foi o segmento de renda fixa e crédito, que teve desempenho positivo, com aumento de 15,9 por cento, atingindo 348,9 milhões de reais, enquanto as receitas com empréstimo de ativos se destacaram, crescendo 20,9 por cento no período, para 76,8 milhões de reais.

No lado das despesas, a B3 contabilizou 841 milhões de reais, alta de 1,2 por cento em relação ao segundo trimestre de 2024. Com isso, o EBITDA recorrente atingiu 1,72 bilhão de reais, representando um aumento de 1,7 por cento na base anual.

A margem EBITDA recorrente foi de 69,5 por cento, abaixo dos 70 por cento registrados no mesmo período do ano passado.

O lucro líquido da companhia somou 1,26 bilhão de reais, com avanço de 2,6 por cento na comparação anual, em um cenário ainda conservador para o mercado de capitais.

Apesar da entrega de resultados sólidos no trimestre, as ações da B3 seguem negociadas a múltiplos considerados exigentes no cenário atual.

O papel apresenta um índice Preço/Lucro (P/L) de 15 vezes e uma relação EV/EBITDA de 10,3 vezes, patamares que indicam um valuation relativamente elevado em comparação ao restante do mercado brasileiro, especialmente diante de um ambiente de juros ainda altos e atividade moderada no mercado de capitais.

No entanto, apesar dos números neutros, o avanço dos papéis da B3 e seu valuation diferenciado ocorre porque parte do mercado acredita que o volume de ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo potencialmente poderia dobrar à medida que as taxas de juros diminuem.

Essa modificação no ambiente de juros tem o potencial de impulsionar tanto a linha de receitas quanto os lucros da B3. Com essa expectativa, as ações da Bolsa brasileira seguiram em destaque no pregão de ontem.

 
E Eu Com Isso?
 
No entanto, esse múltiplo também tem potencial de limitar o potencial de valorização no curto prazo, mesmo com a elevada rentabilidade da companhia.

Nos últimos doze meses, a B3 acumulou um lucro líquido de 4,85 bilhões de reais e manteve um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 24,4 por cento, o que evidencia sua elevada rentabilidade e forte capacidade de geração de caixa.

A B3 segue exposta à sensibilidade macroeconômica, com suas receitas correlacionadas ao apetite por risco e à atividade no mercado de capitais, fatores que ainda estão limitados por um ambiente de juros elevados e incertezas econômicas.

Embora reconheçamos a consistência operacional e a resiliência da companhia, entendemos que o atual patamar de preços já embute grande parte das perspectivas positivas, reduzindo a margem de segurança para novas entradas.





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O dólar está na mínima do ano, o que isso significa? https://levanteideias.com.br/artigos/o-dolar-esta-na-minima-do-ano-o-que-isso-significa https://levanteideias.com.br/artigos/o-dolar-esta-na-minima-do-ano-o-que-isso-significa#respond Wed, 12 Nov 2025 12:27:31 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52554 O post <strong>O dólar está na mínima do ano, o que isso significa?</strong> apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

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Ao lado do Ibovespa, o dólar é o indicador mais importante das expectativas dos investidores com relação à economia brasileira. O raciocínio é simples. Há momentos em que o Brasil “vai bem”. A inflação parece estar sob controle, a economia parece estar crescendo e o governo parece estar fazendo apenas as bobagens habituais, sem inventar novas. Nessas horas, tudo indica que fica mais interessante investir por aqui. A expectativa – palavra dominante no mercado – é de que vão chegar mais dólares. E a taxa de câmbio cai, com o real se apreciando em relação à moeda estrangeira. Quando essa convicção perde força, a expectativa passa a ser a da falta de dólares, e a taxa de câmbio sobe.

A conjunção entre uma Ata “benigna” da 274ª reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) e uma inflação de outubro abaixo do previsto, ambas divulgadas na terça-feira (11), reforçaram a convicção de que o Brasil “vai bem”.

Apesar de o texto da Ata ter sido austero e frisar o fato de que a inflação segue acima da meta, o Banco Central (BC) descartou formalmente a possibilidade de subir os juros, mostrando “maior convicção de que a taxa corrente é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”. Na Ata da reunião de setembro, o texto dizia que o Comitê seguiria “avaliando se, mantido o nível corrente [da Selic] por período bastante prolongado, seria suficiente para garantir a convergência”.

O IPCA de outubro foi de 0,09 por cento, abaixo da expectativa de 0,16 por cento e do 0,48 por cento de variação em setembro. A desaceleração da inflação deveu-se principalmente à queda dos preços da eletricidade. Com isso, a inflação acumulada nos 12 meses até outubro desacelerou para 4,68 por cento ante os 5,147 por cento dos 12 meses até setembro. Ainda está acima do teto da meta, que é de 4,50 por cento, mas já permite esperar uma convergência mais rápida da inflação ao limite definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Tudo isso levou o Ibovespa a quebrar o 12º recorde consecutivo e fez o dólar recuar para 5,2722 reais, menor nível de 2025. Até quando essa bonança vai continuar? Essa é a pergunta de vários trilhões de reais.

O cenário segue positivo, mas continua sensível a mudanças no humor do mercado internacional. O aparente equilíbrio entre política monetária, inflação e câmbio devolveu alguma previsibilidade à economia brasileira. No entanto, isso está baseado em algo fluido com as expectativas dos investidores, que podem mudar com qualquer notícia ruim.


E Eu Com Isso?

A manhã da quarta-feira (12) começa com perspectivas positivas no cenário internacional devido à possibilidade de fim da paralisação do governo americano. O “shutdown” não apenas dificulta a vida dos investidores por comprometer a divulgação de indicadores econômicos, mas também pode custar pontos do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) americano, afetando as empresas privadas que fornecem serviços para o governo. Por isso, expectativas de normalização da atividade tendem a ser benéficas para a bolsa. No entanto, não se descarta uma correção técnica dos preços.

As notícias são positivas para a Bolsa em um cenário de volatilidade



Braskem tem resultado pressionado, mas conclui acordo com Alagoas e ações avançam 18%


A Braskem divulgou seus resultados do terceiro trimestre de 2025, apresentando uma retração nas receitas e um resultado operacional mais fraco do que no mesmo período do ano anterior.

A receita bruta da companhia totalizou R$ 20,3 bilhões no trimestre, representando uma queda de 18% em relação ao 3T24. Já a receita líquida de vendas recuou 19%, passando para R$ 17,9 bilhões. Essa redução reflete, em parte, a pressão sobre os preços e os volumes comercializados.

O custo dos produtos vendidos teve uma leve redução, totalizando R$ 16,8 bilhões no 3T25, queda de 11%. Apesar dessa melhora nos custos, a redução mais acentuada da receita resultou em uma queda no lucro bruto, que foi de R$ 436 milhões, retração de 81%.

As despesas operacionais apresentaram variações distintas. As despesas da companhia totalizaram R$ 1,4 bilhão, em linha com o ano anterior. Com esses fatores combinados, o resultado operacional foi negativo em R$ 1,6 bilhão no 3T25, revertendo o resultado positivo registrado no ano anterior.

No terceiro trimestre de 2025, a dívida líquida ajustada da Braskem totalizou US$ 7,1 bilhões, aumento de 22% em relação ao ano anterior. Esse crescimento reflete, em parte, a redução no caixa consolidado da companhia, que caiu 45% em um ano.

O EBITDA recorrente dos últimos 12 meses foi de US$ 490 milhões, queda de 50% em relação ao trimestre anterior. Como consequência, a alavancagem medida pela relação Dívida Líquida/EBITDA atingiu um patamar elevado, próximo de 14,76x, refletindo não apenas o aumento do endividamento líquido, mas também a redução da geração operacional de caixa.

Esse indicador segue como um dos principais pontos de atenção para a Braskem, especialmente em um cenário ainda pressionado quanto aos preços e margens no setor petroquímico.

O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 905 milhões, apresentando melhora de 61% frente ao 3T24. Mesmo assim, a companhia ainda registrou prejuízo líquido de R$ 174 milhões.

Apesar do resultado negativo no trimestre, o acordo com o Estado de Alagoas pode ser considerado um desfecho positivo para a Braskem. A companhia anunciou o pagamento total de R$ 1,2 bilhão relacionado a um evento geológico na região. Até o momento, R$ 139 milhões já foram pagos, e R$ 467 milhões haviam sido provisionados em exercícios anteriores para indenização de danos patrimoniais.


E Eu Com Isso?

A companhia continua a ocupar posição de liderança no Brasil e mantém presença estratégica nos Estados Unidos e no México, garantindo certa resiliência diante das oscilações regionais e exposição relevante aos mercados internacionais.
 
No terceiro trimestre de 2025, embora os resultados operacionais permaneçam em baixa, o acordo com o estado de Alagoas tirou um pouco da pressão, seguimos acompanhando as movimentações envolvendo a companhia.



Cury (CURY3) sustenta trajetória de crescimento com forte geração de caixa e margens resilientes no 3T25

A Cury encerrou o 3T25 com resultados robustos, refletindo o equilíbrio entre crescimento e rentabilidade que tem caracterizado seu modelo de negócios. A receita líquida atingiu R$ 1,4 bilhão, avanço expressivo de 34% a/a, sustentado pelo forte desempenho comercial e pelo ritmo consistente de lançamentos, que somaram R$ 2,0 bilhões no período. As vendas líquidas totalizaram R$ 1,8 bilhão (+30% a/a), impulsionadas pelo bom desempenho das operações nas regiões metropolitanas de São Paulo e Rio de Janeiro, onde a companhia mantém presença consolidada. O aumento de 32% no número de unidades lançadas reforça o foco em escala e eficiência operacional, mesmo com leve recuo de 3,6% no preço médio das unidades, para R$ 291,6 mil — movimento alinhado à estratégia de priorizar velocidade de vendas e preservação de margens.

O lucro bruto e o EBITDA ajustado confirmaram a capacidade da Cury de crescer mantendo rentabilidade. O EBITDA ajustado alcançou R$ 340 milhões (+53,7% a/a), com margem de 24,3%, refletindo a diluição de custos fixos e a manutenção de um mix equilibrado de produtos dentro do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) e da linha de médio padrão. A margem bruta ajustada foi de 40,2%, um patamar elevado e estável, demonstrando disciplina na execução e controle de custos de construção, mesmo em um cenário de pressões pontuais em insumos. O desempenho operacional foi favorecido pela gestão eficiente de obras e pela política rigorosa de repasse bancário, que continua garantindo fluxo de caixa previsível e baixa exposição a riscos de inadimplência.

Na última linha, o lucro líquido atingiu R$ 255 milhões no 3T25, crescimento expressivo de 49,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, impulsionado tanto pelo aumento de receita quanto pela alavancagem operacional positiva. A margem líquida atingiu 20%, patamar superior à média do setor e em linha com o histórico recente da companhia, consolidando um retorno sobre o patrimônio (ROE) de 70,6% no trimestre. Esse desempenho robusto reflete a consistência do modelo de negócios de capital leve, que privilegia o giro rápido de projetos e controle rígido de despesas. Além disso, a Cury distribuiu R$ 200 milhões em dividendos no trimestre — somando R$ 529 milhões no acumulado do ano —, reforçando seu perfil de empresa geradora de caixa e comprometida com a remuneração do acionista.

A geração de caixa operacional atingiu R$ 233 milhões no trimestre, avanço de 58,6% a/a, demonstrando o forte ciclo de conversão da companhia e a eficiência de seu modelo de repasses. A gestão de capital de giro segue como um dos principais diferenciais da Cury, permitindo que a empresa mantenha uma estrutura de capital enxuta e níveis baixos de endividamento. O caixa robusto também possibilitou sustentar o ritmo elevado de lançamentos e, ao mesmo tempo, remunerar o acionista sem comprometer a capacidade de investimento. Mesmo com distratos de R$ 224,8 milhões (+46,8% a/a), a relação distratos/vendas brutas manteve-se em patamar saudável, de 11%, refletindo o perfil de clientes predominantemente de baixa renda e de imóveis enquadrados em faixas com maior subsídio e facilidade de crédito.

 
E Eu Com Isso?
 
No trimestre, a Cury reforçou sua presença em regiões estratégicas com projetos de grande tração comercial. No Rio de Janeiro, o destaque foi o lançamento do Residencial Cartola, no bairro de São Cristóvão, com VGV de R$ 126 milhões e mais de 60% das unidades vendidas logo após o lançamento. Em São Paulo, o Astro Santa Marina, localizado na Água Branca, alcançou 85% de vendas e VGV de R$ 262 milhões, demonstrando a assertividade na escolha de terrenos e mix de produtos. O estoque atual representa menos de seis meses de vendas, o que evidencia alta velocidade de escoamento e reforça o caráter resiliente da operação comercial. A empresa também iniciou o quarto trimestre com o lançamento do Alto Chácara Antônio (SP), com VGV de R$ 204 milhões e 60% das unidades já comercializadas, apontando para uma continuidade positiva no fechamento do ano.

O 3T25 reforça o posicionamento da Cury como uma das companhias mais equilibradas do setor, entregando crescimento expressivo, margens robustas e elevada geração de caixa, mesmo em um ambiente macroeconômico ainda restritivo. A performance consistente das operações em São Paulo e Rio de Janeiro, aliada à velocidade de vendas e à eficiência na execução, sustenta a tese de que a empresa possui um modelo de negócio resiliente e de rápida adaptação a diferentes ciclos de mercado. Os principais gatilhos de curto prazo incluem: (i) o ritmo de lançamentos no 4T25, beneficiado pelo ambiente mais favorável do MCMV Faixa 4; (ii) a continuidade da forte geração de caixa e pagamento de dividendos; e (iii) potenciais ganhos de margem com a estabilização de custos de construção.



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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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Até quando o Ibovespa vai acumular recordes? https://levanteideias.com.br/artigos/ate-quando-o-ibovespa-vai-acumular-recordes https://levanteideias.com.br/artigos/ate-quando-o-ibovespa-vai-acumular-recordes#respond Fri, 07 Nov 2025 13:39:16 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52482 O post <strong>Até quando o Ibovespa vai acumular recordes?</strong> apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

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Um já seria suficiente, mas o Ibovespa rompeu dois recordes na quinta-feira (06): fechou a 153.339 pontos, uma levíssima alta de 45 pontos (ou 0,03 por cento) e superou 154 mil pontos no momento de maior valorização do dia. A máxima do pregão foi de 154.354 pontos, o que representaria uma alta de 0,7 por cento ante o fechamento anterior, que também já havia batido um recorde.

Nos quatro pregões de novembro, o Ibovespa subiu 2,5 por cento, uma valorização superior aos 2,3 por cento do acumulado de outubro. E no acumulado do ano, a valorização em reais é de 27,5 por cento. Como o real está se apreciando em relação ao dólar, a valorização na moeda americana é ainda mais expressiva, com um ganho de 47,7 por cento no acumulado do ano.

O Ibovespa parece estar simplesmente ignorando todas as notícias ruins. Nem o teor austero do Comunicado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgado na noite da quarta-feira (5), foi capaz de azedar o humor dos investidores. O documento praticamente sepultou qualquer possibilidade de corte da Selic na reunião de dezembro e não deixou nenhuma brecha para o mercado esperar um alívio na política monetária na primeira reunião de 2026.

Isso contrariou as expectativas de boa parte dos investidores. Os mais otimistas previam a sinalização de um corte já em dezembro. Até os mais céticos esperavam que, no mínimo, a última reunião deste ano traria indicações de um afrouxamento em janeiro. Nada disso. O texto foi surpreendentemente austero.

Além do Copom, os resultados da reunião de sua versão americana, o Federal Open Market Committee (Fomc), realizada na última semana de outubro, também foram decepcionantes. O Federal Reserve (FED), o banco central americano, confirmou as expectativas dos investidores e cortou os juros em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 3,75 por cento e 4,00 por cento ao ano. No entanto, ao comentar a decisão, Jerome Powell, presidente do FED, disse que nada garantia mais um corte na reunião de dezembro, como era amplamente esperado pelos investidores.

Em circunstâncias habituais isso seria suficiente para disparar uma realização dos lucros acumulados das últimas semanas. No entanto, mesmo tendo aberto com uma leve queda na quinta-feira, o Ibovespa retomou a trajetória de valorização. Registrou a 12ª alta consecutiva e cravou mais um recorde, o quarto em seguida.

Como explicar essa alta? Basicamente, os investidores estão comprando ações pelas expectativas de melhora nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos e também motivados pela perspectiva de uma economia brasileira ainda aquecida em 2026, mas com uma inflação mais baixa. Isso teoricamente garante bons resultados para as empresas, o que significa (teoricamente) bons dividendos.

Vale aqui a teoria de que o preço de uma ação em um dado momento é uma projeção dos resultados futuros da empresa trazidos a valor presente mediante uma taxa de desconto. Os preços das ações estão subindo porque essa entidade chamada mercado (que é um grupo de investidores tentando ganhar dinheiro antecipando movimentos de preço) vem corrigindo para cima suas expectativas com os resultados das empresas em 2026. Enquanto durar essa correção – ou seja, enquanto as expectativas de alta dos resultados seguirem aumentando – as ações vão continuar subindo, independente do cenário mais ou menos adverso de hoje.


E Eu Com Isso?

Os contratos futuros dos principais índices americanos estão em leve queda no pré-mercado, o que pode indicar uma realização de lucros no mercado internacional, eventualmente levando a uma realização por aqui também.



Petrobras (PETR4) apresenta resultados do 3T25, com 12,1 bilhões de reais em dividendos


A Petrobras (PETR4) divulgou nesta quinta-feira (6) os resultados referentes ao terceiro trimestre de 2025 (3T25), demonstrando desempenho operacional consistente, mesmo diante de um cenário global marcado pela volatilidade dos preços do petróleo. A companhia também anunciou a distribuição de 94 centavos por ação em proventos, reafirmando seu compromisso com a remuneração de seus acionistas.

No trimestre, o preço médio do barril de petróleo tipo Brent foi de 69,07 dólares, representando uma queda de 13,9 por cento em relação ao mesmo período de 2024, refletindo o enfraquecimento das cotações internacionais.

A receita de vendas totalizou 127,9 bilhões de reais, alta de 7,4 por cento frente ao 2T25 e leve recuo de 1,3 por cento na comparação anual. O lucro bruto atingiu 61,1 bilhões de reais, avanço de 7,8 por cento sobre o trimestre anterior, resultado sustentado por maior volume de exportações e melhores margens de refino, que compensaram parcialmente a desvalorização do petróleo.

As despesas operacionais caíram significativamente, somando 17,7 bilhões de reais, o que representa uma redução de 21,7 por cento frente ao 3T24, com isso, o EBITDA ajustado atingiu 63,9 bilhões de reais, mantendo-se em linha com o registrado um ano antes.

Atualmente, a Petrobras negocia a um múltiplo EV/EBITDA de 2,6 vezes, um dos menores entre as companhias listadas na B3, refletindo atratividade relativa em termos de valor.

Com relação à dívida bruta encerrou o trimestre em 70,7 bilhões de reais, alta de apenas 2,9 por cento frente ao 2T25, enquanto a dívida líquida permaneceu praticamente estável, em 59,1 bilhões de reais, a relação dívida líquida sobre EBITDA é de 1,53 vez.

O lucro líquido foi de 32,8 bilhões de reais, estável em relação ao mesmo período de 2024. Excluindo efeitos não recorrentes, o lucro líquido ajustado somou 28,5 bilhões de reais, superando as expectativas de mercado, neste sentido a Petrobras negocia com uma relação de 4,0 vezes lucro para os próximos doze meses.

O fluxo de caixa operacional foi de 53 bilhões de reais, queda de 14,5 por cento frente ao 3T24, enquanto o fluxo de caixa livre totalizou 27,1 bilhões de reais, sustentando uma geração de caixa robusta que permitiu o pagamento de 12,16 bilhões de reais em proventos no trimestre.


E Eu Com Isso?

Desta maneira, a Petrobras anunciou a distribuição de 94 centavos por ação, se mantendo entre as maiores pagadoras de dividendos da bolsa brasileira.

Mesmo diante de um ambiente global de petróleo mais moderado e desafiador, a companhia apresentou crescimento operacional, bons lucros, mantendo o foco na rentabilidade e na distribuição de valor aos investidores.

Dessa forma, projetamos um rendimento de 10 por cento em proventos para os próximos doze meses, refletindo a capacidade da Petrobras de equilibrar investimentos com retorno aos acionistas.


Lojas Renner (LREN3) combina avanço de margens e geração robusta de caixa no 3T25

A Lojas Renner (LREN3) apresentou um terceiro trimestre marcado pela resiliência operacional e pela manutenção de sua trajetória de recuperação gradual no varejo de moda. A receita líquida consolidada atingiu 3,08 bilhões de reais, alta de 4,2 por cento em relação ao 3T24, com destaque para o segmento de vestuário, cuja receita cresceu 4,7 por cento e as vendas mesmas lojas (SSS) avançaram 3,3 por cento no período. Apesar do impacto pontual do clima frio prolongado, que limitou a performance da coleção primavera/verão, o resultado reflete o bom desempenho das regiões mais quentes e o ganho de eficiência nas estratégias de precificação e sortimento, garantindo uma melhor adequação do portfólio às tendências de consumo.

O lucro bruto atingiu 1,70 bilhão de reais, representando expansão anual de 4,9 por cento, com margem bruta de 55,1 por cento, alta de 0,4 ponto percentual frente ao mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado por uma execução comercial mais precisa, combinando melhor curadoria de moda e planejamento de estoque. O avanço também decorre da redução de 1,9 ponto percentual na participação de estoques antigos, resultado da maior assertividade no abastecimento e da melhor integração entre centro de distribuição e lojas. O segmento de vestuário manteve-se como principal vetor de rentabilidade, com margem bruta de 56,2 por cento, confirmando a eficiência do modelo de fast fashion flexível da companhia.

As despesas operacionais tiveram aumento pontual, reflexo de investimentos planejados em marketing e tecnologia. Ainda assim, a Renner manteve boa disciplina de custos e uma estrutura enxuta após a conclusão do ciclo de investimentos estruturais em 2024. O EBITDA ajustado somou 593,8 milhões de reais, crescimento de 2,9 por cento a/a, com margem de 19,3 por cento, praticamente estável em relação ao 3T24. Essa estabilidade, mesmo diante de um ambiente de consumo mais seletivo e pressão de despesas, reforça a capacidade de alavancagem operacional da companhia e a força de sua execução nas lojas físicas e digitais.

O lucro líquido atingiu 279,4 milhões de reais, avanço de 9,4 por cento na comparação anual, refletindo tanto a melhora operacional quanto a menor alíquota efetiva de impostos. O lucro por ação foi de 28 centavos, alta de 15,5 por cento frente ao 3T24. O resultado demonstra consistência na geração de valor, mesmo em um cenário de crescimento de vendas mais moderado. O retorno sobre o capital investido (ROIC LTM) alcançou 14,4 por cento, um avanço de 1,7 ponto percentual, evidenciando maior eficiência na alocação de capital e maturação dos investimentos realizados nos últimos ciclos de expansão.

A Realize CFI, braço financeiro da Renner, manteve sua política de crédito conservadora e contribuiu positivamente para os resultados consolidados. O lucro da unidade foi de 79,8 milhões de reais, crescimento expressivo de 36,9 por cento a/a, sustentado pela qualidade da carteira e baixo nível de inadimplência. O ticket médio nas compras com cartão Renner avançou 6,2 por cento, atingindo 290 reais, ante 205 reais no ticket médio geral, evidenciando o papel estratégico da Realize como vetor de fidelização e engajamento do cliente.

 
E Eu Com Isso?
 
A Renner encerrou o trimestre com caixa líquido de 1,3 bilhão de reais e posição de caixa total de 1,6 bilhão de reais, demonstrando elevada capacidade de liquidez e baixo endividamento. A geração de fluxo de caixa livre somou 473 milhões de reais, reforçando o sólido perfil financeiro da companhia, mesmo após a continuidade dos investimentos em expansão e tecnologia. O programa de recompra de ações, com cerca de 85 por cento já executado (equivalente a 860 milhões de reais), e o pagamento de 217,9 milhões de reais em juros sobre capital próprio reafirmam o compromisso com a remuneração ao acionista, sem comprometer a flexibilidade financeira.

Em nossa visão, o resultado do 3T25 reforça a resiliência e qualidade operacional da Lojas Renner, que conseguiu sustentar margens saudáveis e forte geração de caixa mesmo diante de um ambiente macroeconômico desafiador. O desempenho veio levemente acima das estimativas em receita e lucro líquido, com destaque para a expansão de margem bruta e o bom resultado da Realize CFI, que compensaram parcialmente o impacto do clima sobre as vendas de vestuário. Mantemos visão construtiva para a tese, ancorada em três pilares: (i) liderança de mercado e escala relevante no varejo de moda; (ii) gestão eficiente de capital e portfólio integrado de marcas; e (iii) potencial de alavancagem operacional e digital no médio prazo. Com sólida execução e balanço robusto, a Renner segue bem-posicionada para capturar a retomada do consumo e preservar sua trajetória de crescimento sustentável e rentável.




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Ibovespa enfileira recordes à espera do Copom https://levanteideias.com.br/artigos/ibovespa-enfileira-recordes-a-espera-do-copom https://levanteideias.com.br/artigos/ibovespa-enfileira-recordes-a-espera-do-copom#respond Wed, 05 Nov 2025 12:48:36 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52416 O dia começa com os principais índices acionários em leve baixa na Ásia e na Europa. Os analistas consideram esse movimento recente como uma correção técnica, devido à percepção dos investidores de que os mercados de ações podem ter ficado excessivamente valorizados. O destaque do dia entre os indicadores internacionais será a divulgação do relatório… Read More »Ibovespa enfileira recordes à espera do Copom

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O dia começa com os principais índices acionários em leve baixa na Ásia e na Europa. Os analistas consideram esse movimento recente como uma correção técnica, devido à percepção dos investidores de que os mercados de ações podem ter ficado excessivamente valorizados.

O destaque do dia entre os indicadores internacionais será a divulgação do relatório ADP sobre o mercado de trabalho nos EUA. A pesquisa traz a leitura sobre o número de vagas de emprego criadas no setor privado em outubro. A mediana das projeções indica criação de 32 mil novos postos de trabalho, após uma queda líquida de 32 mil em setembro.

A agenda também conta com a divulgação dos indicadores antecedentes de atividade, os PMIS compostos para diversas econômicas. Nos EUA é destaque o PMI calculado pelo ISM, com particular atenção ao setor de serviços.

No Brasil, o destaque é o segundo dia da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). A quase totalidade dos investidores, 98,03 por cento, espera a manutenção da taxa referencial Selic em 15 por cento ao ano. O interesse do mercado é sobre o Comunicado que segue a decisão.

O cenário mais provável é a manutenção de um tom duro por parte do Banco Central (BC), reafirmando que a desancoragem das expectativas de inflação requer uma taxa em patamar restritivo por um tempo prolongado.

No entanto, como o relatório Focus vem trazendo há seis semanas reduções na inflação esperada para 2025, as expectativas de inflação projetadas pelo modelo do BC podem trazer uma notícia positiva, indicando um horizonte de tempo mensurável para o início do afrouxamento da política monetária.

A curva de juros segue precificando que há probabilidade relevante de que o início do ciclo de corte de juros comece em janeiro, com um corte de 25 bps e cortes sequenciais de 50 bps, com um ajuste total na ordem de 200bps nos primeiros meses de 2026.

E Eu Com Isso?

Após uma abertura em queda na manhã da terça-feira (04), o Ibovespa fechou em alta de 0,17 por cento, aos 150.704 pontos, marcando um novo recorde. Foi o quinto dia consecutivo em que o Ibovespa quebra sua máxima histórica intradia e a sétima sessão em sequência que renova o maior patamar de fechamento. Também foi o décimo pregão seguido em alta, algo que não acontecia desde os 11 pregões entre 1º e 15 de julho de 2024. Apesar de os mercados da véspera terem aberto indicando uma correção, os investidores seguem otimistas.

As perspectivas são positivas para a Bolsa em um cenário de volatilidade




Klabin (KLBN11) divulga resultados do 3T25 com queda do endividamento


A Klabin (KLBN11) divulgou na terça-feira (04) seus resultados financeiros referentes ao 3T25. Os números vieram em linha com as projeções do mercado, refletindo leve melhoria operacional e cenário global desafiador.

No trimestre, o volume total de vendas somou 1,067 milhão de toneladas, incluindo papel, celulose e embalagens — aumento de 14 por cento em relação ao mesmo período de 2024. A composição das vendas foi dividida da seguinte forma: celulose branqueada (37,6 por cento), papéis (35,1 por cento) e embalagens (27,3 por cento).

Os preços da celulose recuaram no mercado internacional ao longo do 3T25. Na China, o preço caiu 7 por cento para fibra longa e 9 por cento para fibra curta; na Europa, as baixas foram de 5 por cento e 12 por cento, respectivamente. O preço médio da Klabin em dólar caiu 8 por cento neste mesmo período, beneficiado pela maior resiliência do fluff, e pelo melhor mix geográfico.

A receita líquida atingiu 5,43 bilhões de reais no 3T25, alta de 9 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior. O custo dos produtos vendidos foi de 3,9 bilhões de reais, resultando em um lucro bruto de 2,06 bilhões de reais — avanço de 6 por cento na comparação anual.

As despesas operacionais totalizaram 700,6 milhões de reais, redução de 3 por cento em relação ao 3T24, por conta de variação positiva na linha de outras receitas e despesas.

O EBITDA ajustado somou 2,12 bilhões de reais, apresentando aumento de 17 por cento na base anual. No acumulado dos últimos 12 meses, o EBITDA alcançou 8,2 bilhões de reais, o que implica um múltiplo EV/EBITDA de 5,3 vezes.

A dívida líquida da companhia encerrou o trimestre em 26,1 bilhões de reais, redução de 12 por cento quando comparado ao ano anterior, com uma alavancagem de 3,3 vezes o EBITDA. A Klabin reforçou seu compromisso com a redução gradual do endividamento ao longo de 2025, essa redução foi o principal destaque positivo deste exercício.

O resultado financeiro foi negativo em 670 milhões de reais, 66 por cento acima do registrado no mesmo trimestre do ano anterior, por conta da elevação da taxa básica de juros.

O lucro líquido do trimestre foi de 478 milhões de reais. A projeção para os próximos 12 meses é de um lucro acumulado de 2,3 bilhões de reais. Com isso, as ações da Klabin estão sendo negociadas atualmente a um múltiplo P/L de 10 vezes.


E Eu Com Isso?

Os resultados da Klabin no terceiro trimestre de 2025 podem ser classificados como mistos. Apesar do avanço do EBITDA em relação ao mesmo período do ano anterior, o aumento das despesas financeiras neutralizou os ganhos.

No curto prazo, a companhia sinaliza foco na desalavancagem financeira, após concluir um robusto ciclo de investimentos nos últimos anos. A redução da dívida ao longo de 2025 é considerada um movimento estratégico importante, contribuindo para o fortalecimento da estrutura de capital e maior flexibilidade financeira.

Além disso, a Klabin anunciou a distribuição de proventos no valor de 26 centavos por unit, o que representa uma renda em forma de proventos de 1,3 por cento com base na cotação atual. Para o ano de 2025, o dividend yield estimado é de aproximadamente 6,0 por cento, reforçando o caráter atrativo dos papéis para investidores que buscam renda.

De maneira geral, mantemos uma visão positiva para as ações de KLBN11.



Iguatemi (IGTI11) avança com crescimento sólido, margens fortes e desalavancagem no 3T25

A Iguatemi (IGTI11) apresentou um 3T25 bastante positivo, consolidando mais um trimestre de crescimento consistente e evolução operacional dentro de um ciclo de sólida demanda por consumo de alta renda. A receita líquida ajustada cresceu 17,7 por cento a/a, impulsionada por indicadores operacionais saudáveis e elevada performance de vendas em sua base de ativos prime. O EBITDA avançou 28,2 por cento a/a para 286,7 milhões de reais, refletindo eficiência operacional, incremento de receita e maior diluição de custos, enquanto o lucro líquido somou 120,9 milhões de reais, alta de 19,5 por cento a/a, reforçando a resiliência do segmento de luxo e lifestyle no Brasil e a estratégia de posicionamento premium da companhia, mesmo em um ambiente macro ainda desafiador.

A performance de vendas foi destaque: o portfólio registrou 6,0 bilhões de reais em vendas totais, crescimento de 22,5 por cento a/a, refletindo tráfego qualificado e bom desempenho das categorias core da Iguatemi. As vendas mesmas lojas (SSS) cresceram 5,8 por cento e as vendas mesmas áreas (SAS) avançaram 9,0 por cento na mesma base de comparação, demonstrando a capacidade da companhia de ampliar produtividade e capturar tendência estrutural de consumo high ticket e maior frequência em seus empreendimentos.

Do lado de locação, a Iguatemi também apresentou métricas saudáveis. Os aluguéis mesmas lojas (SSR) cresceram 7,1 por cento e os aluguéis mesmas áreas (SAR) avançaram 7,5 por cento a/a, refletindo maior maturação dos ativos, negociações bem-sucedidas com lojistas e reajustes ligados ao desempenho operacional. A combinação de vendas fortes e repasse de preços evidencia a capacidade da companhia de capturar valor via contratos sólidos e um mix de lojistas de alta performance, preservando margens e rentabilidade mesmo em um cenário de competição crescente no varejo físico com o digital.

O EBITDA ajustado avançou 28,2 por cento a/a e atingiu 286,7 milhões de reais, com expansão de margens refletindo controle disciplinado de despesas, crescimento de receita e ganho de escala. A performance operacional robusta demonstra a qualidade do portfólio da Iguatemi e a capacidade de capitalizar experiências premium. O foco em eficiência operacional, na otimização do mix de marcas e em investimentos estratégicos na modernização dos empreendimentos segue apoiando a expansão sustentável da rentabilidade.

A alavancagem encerrou o trimestre em 1,64x Dívida Líquida/EBITDA ajustado, uma redução significativa de 0,26 p.p. em relação ao 2T25, beneficiada pela forte geração operacional e pela gestão ativa de capital. Ao desconsiderar os efeitos da venda dos shoppings Market Place e Galleria, e refletindo a conclusão da venda de participação em ativos para Funcef e RBR, o indicador ficou em 1,84x — ainda confortável e em trajetória de queda. A redução da alavancagem aumenta a flexibilidade da Iguatemi para seguir executando seu plano estratégico de investimentos seletivos, reforçando a disciplina financeira como pilar central da companhia.

 
E Eu Com Isso?
 
O trimestre reforça nossa visão positiva para a Iguatemi: o segmento premium de shoppings segue resiliente, apoiado em consumidores com alta capacidade de consumo, exposição menor a juros e menor sensibilidade a ciclos econômicos. A companhia segue fortalecendo sua estratégia omnicanal, com iniciativas para integrar plataformas digitais, programas de relacionamento e experiências exclusivas, enquanto aprofunda o relacionamento com marcas globais e o ecossistema de luxo no Brasil.

Em nossa visão, o 3T25 reforça a consistência de execução da Iguatemi, com crescimento de receita e vendas acima da média do setor, aluguéis em trajetória positiva, margens robustas e desalavancagem. O portfólio maduro, exposto ao consumo de maior renda e ao segmento premium, segue como pilar de geração de caixa e resiliência operacional. Com boa visibilidade para expansão gradual de margens e aceleração das vendas no quarto trimestre, a Iguatemi permanece bem-posicionada para capturar o ciclo positivo do varejo de alta renda e fortalecer sua estratégia de longo prazo.



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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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Sobre o recorde do Ibovespa e a realização posterior https://levanteideias.com.br/artigos/sobre-o-recorde-do-ibovespa-e-a-realizacao-posterior https://levanteideias.com.br/artigos/sobre-o-recorde-do-ibovespa-e-a-realizacao-posterior#respond Tue, 04 Nov 2025 12:26:34 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52396 O post <strong>Sobre o recorde do Ibovespa e a realização posterior</strong> apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

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Na segunda-feira (03) o Ibovespa fechou pela primeira vez acima de 150 mil pontos. Qual a importância desse fato? Como ocorre com a maioria das questões subjetivas, a resposta é um desconfortável meio termo. É um fato que níveis “psicológicos” têm importância na formação de expectativas. Na prática, um dólar a 4,99 reais não é muito diferente de um dólar a 5,00 reais. No entanto, a mera mudança de 4 para 5 é capaz de alterar a percepção dos investidores. Da mesma forma, um Ibovespa a 149.900 pontos está apenas 0,07 por cento abaixo de um índice a 150 mil pontos. Mas essa pequena diferença é capaz de alterar as projeções e as estimativas.

Dito isso, o desempenho do mercado tem sido bastante positivo. Em reais, a valorização acumulada do Ibovespa em 12 meses até o recorde da segunda-feira foi de 15,28 por cento. Em dólares a alta foi ainda mais expressiva, 24,74 por cento, devido à depreciação da moeda americana em relação ao real. Porém, o Ibovespa está muito mais “caro” do que estava 12 meses atrás?

Para responder a essa pergunta vamos fazer duas comparações entre as relações Preço x Lucro (P/L). É um indicador bastante simples: mostra em quanto tempo (em anos) o lucro por ação de uma determinada empresa iria “devolver” ao investidor o valor pago pela ação. Assim, um P/L de 10 quer dizer que, mantidos o preço do dia da compra e o lucro por ação do exercício imediatamente anterior, o investidor teria seu dinheiro de volta em 10 anos.

Não é o mais perfeito dos indicadores, mas é um dos mais usados porque permite comparar empresas de setores diferentes e de mercado diferentes, sendo independente de moedas. Permite, por exemplo, comparar a Petrobras (PETR4) com uma petrolífera mexicana, americana ou europeia.

O P/L médio das 15 ações de maior participação do Ibovespa era de 13,6 na segunda-feira (3). O mesmo resultado 12 meses antes, no dia 4 de novembro de 2024 (o dia 3 foi um domingo) era de 12,4. Nesse período, essas ações brilharam no pregão. Apesar das quedas de Petrobras, a valorização média foi de 27,4 por cento, quase o dobro da alta do Ibovespa. No entanto, o P/L subiu 9,45 por cento, cerca de um terço da alta das ações.

Assim, apesar de as cotações terem avançado bastante, as empresas não estão tão mais caras. Como os lucros aumentaram, o avanço dos preços foi parcialmente compensado.

Isso permite prever novas altas? Fazer projeções sobre o comportamento futuro de ativos financeiros é um exercício excelente para o desenvolvimento da humildade. Nada garante que essa trajetória de valorização continue. Inclusive, os papéis brasileiros estão em queda no pré-mercado em Wall Street. Porém, enquanto as empresas brasileiras apresentarem bons resultados, há justificativas para que os investidores coloquem dinheiro me suas ações.


E Eu Com Isso?

O pregão desta terça-feira (4) começa com quedas de cerca de 1 por cento nos contratos futuros dos principais índices americanos e nas cotas do Exchange Traded Fund (ETF) EWZ iShares MSCI Brazil negociadas em Nova York no pré-mercado. Há duas razões para isso. A primeira é a perda de entusiasmo em torno das ações de inteligência artificial diante de resultados não muito positivos referentes ao terceiro trimestre. A segunda é a fraqueza dos dados econômicos dos Estados Unidos, além da divergência de opiniões entre os diretores do Federal Reserve (FED), o banco central americano, quanto à trajetória para os juros nos próximos meses.



BB Seguridade (BBSE3) lucra 2,6 bilhões de reais no 3T25, alta de 13,1 por cento


Na noite da segunda-feira (03), a BB Seguridade (BBSE3) divulgou seus resultados referentes ao terceiro trimestre de 2025, reportando lucro líquido de 2,56 bilhões de reais, um crescimento de 13,1 por cento em relação ao mesmo período de 2024. O desempenho reflete o cenário de juros ainda elevados, que favorece parte das subsidiárias do grupo.

A Brasilprev apresentou lucro de 532,4 milhões de reais, avanço de 14,8 por cento frente ao 3T24. O resultado foi impulsionado pela valorização das carteiras de investimento, beneficiadas pela marcação positiva ao mercado.

Já a Brasilseg lucrou 949 milhões de reais, 7,2 por cento acima do mesmo período do ano anterior, diante do crescimento dos prêmios ganhos e redução da sinistralidade, e aumento do resultado financeiro.

A Brasilcap também teve evolução, com lucro de 61,3 milhões de reais, alta de 31,7 por cento em comparação ao mesmo período do ano anterior. A melhora decorre da maior rentabilidade das aplicações financeiras, em linha com o comportamento das taxas de juros, além do fortalecimento da eficiência operacional.

A BB Corretora lucrou 943,8 milhões de reais, crescimento de 9,4 por cento na base anual. O resultado reflete o aumento das receitas de corretagem, impulsionado pela retomada da demanda por produtos de seguros e previdência e pela aceleração da digitalização dos canais de venda.

O resultado financeiro da holding atingiu 63,6 milhões de reais, avanço expressivo de 36,5 por cento em relação ao 3T24. Esse desempenho está associado ao patamar ainda elevado da taxa Selic e à gestão eficiente das carteiras pós-fixadas, que continuam sendo uma importante fonte de rentabilidade para o conglomerado.

As despesas gerais e administrativas somaram 64,6 milhões de reais, representando uma queda de 6,2 por cento frente ao mesmo trimestre de 2024, reforçando o compromisso da companhia com o controle de custos e a eficiência operacional.

No acumulado dos doze primeiros meses de 2025, o lucro líquido gerencial totalizou 10 bilhões de reais, crescimento de 16 por cento em relação ao ano anterior. Nesse contexto, a BB Seguridade negocia atualmente a um P/L de 7,4 vezes e mantém um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) em níveis elevados, próximos a 85 por cento.

A forte geração de caixa, aliada a margens consistentes, sustenta a política de elevada distribuição de proventos, resultando em um dividend yield de 12,9 por cento — um dos mais atrativos do setor financeiro.


E Eu Com Isso?

Entre os destaques qualitativos, a companhia ressaltou a continuidade do processo de digitalização e a ampliação da oferta de produtos integrados ao Banco do Brasil, instituição que, por sua vez, enfrenta um contexto desafiador em termos de provisões e da carteira de crédito, especialmente no segmento de agronegócios.

Este resultado do terceiro trimestre de 2025 foi marcado por aumento do lucro e um sólido desempenho operacional da BB Seguridade, sustentado por ganhos financeiros e aumento de eficiência.

O atual cenário de juros elevados continua sendo favorável para a companhia, contribuindo para margens expressivas e forte geração de resultados. No entanto, a empresa já se prepara para um ambiente de redução gradual da Selic a partir de 2026, o que deve demandar maior disciplina operacional, gestão ativa de portfólio e diversificação de produtos para preservar os altos níveis de rentabilidade no próximo exercício.



TIM (TIMS3) entrega lucro robusto e evolução estrutural em serviços de maior valor no 3T25

A TIM (TIMS3) reportou um 3T25 bastante sólido, combinando expansão relevante de rentabilidade e crescimento saudável de receita de serviços. O lucro líquido atingiu 1,2 bilhão de reais, avanço expressivo de 50 por cento a/a, refletindo ganhos de eficiência, maturidade operacional e foco no mix de clientes mais rentáveis. O trimestre também foi marcado por margens recordes, evolução contínua no pós-pago e fortalecimento do B2B — uma vertical estratégica que vem ganhando escala e ampliando a relevância no portfólio da operadora. Apesar de um cenário competitivo acirrado, a companhia segue demonstrando disciplina, execução assertiva e capacidade de capturar valor em segmentos de maior retorno, consolidando um ciclo positivo de resultados.

A receita líquida da TIM totalizou 6,7 bilhões de reais no trimestre, crescimento de 4,5 por cento a/a, sustentado principalmente pela expansão de 5,2 por cento na receita de serviços móveis, que alcançou 6,2 bilhões de reais. O pós-pago se manteve como principal motor de crescimento, com aumento de 10,9 por cento na receita e ARPU atingindo 44,10 reais, enquanto no segmento corporativo esse indicador chegou a 55,50 reais — reforçando o foco da empresa em clientes de maior valor e produtos de maior monetização. A base total de usuários permaneceu estável em 62,6 milhões, mas a migração gradual de pré-pago para pós-pago (32,3 milhões de linhas pós-pagas, +9 por cento a/a) reforça a consolidação do mix premium e sustenta a expansão de margens no médio prazo.

A rentabilidade foi o grande destaque do período. O EBITDA cresceu 7,2 por cento a/a, alcançando 3,47 bilhões de reais, enquanto a margem EBITDA atingiu 51,7 por cento, novo recorde histórico para um terceiro trimestre. Essa performance decorre de maior produtividade e controle rigoroso de despesas comerciais e administrativas, refletindo efetividade nas iniciativas de eficiência operacional e integração sistêmica. A operação de banda larga fixa, ainda que menor no contexto da companhia, apresentou recuperação gradual, contribuindo para expansão da rentabilidade mesmo em um ambiente de competição acirrada entre operadoras. A estratégia da TIM de privilegiar eficiência e qualidade em vez de expansão acelerada de footprint em fibra se mostrou acertada diante do racional econômico atual.

Do lado estratégico, a TIM reforçou sua posição como protagonista na implementação do 5G no país, alcançando cobertura em mil cidades — a maior expansão entre as operadoras e primeira a cumprir integralmente as metas regulatórias da Anatel. A companhia também destacou sua crescente relevância no mercado corporativo, com destaque para a parceria com a Vale para implantação de 5G em operações industriais. Esse movimento fortalece a presença da TIM em soluções B2B, setor no qual a empresa saiu de receita contratada praticamente nula há quatro anos para próxima de 1 bilhão de reais atualmente, demonstrando que sua estratégia de monetização de redes e serviços avançados está ganhando tração e construindo uma avenida sustentável de crescimento.

Em relação à alocação de capital e estrutura financeira, a TIM manteve postura prudente, com alavancagem medida por dívida líquida/EBITDA em 0,79x, refletindo solidez patrimonial e flexibilidade financeira para sustentar investimentos. O capex somou 974 milhões de reais no trimestre, concentrado em expansão de infraestrutura de rede e digitalização de processos — pilares essenciais para manter a diferenciação tecnológica e eficiência operacional. A modernização da estrutura de São Paulo foi concluída no período, reforçando ganhos de produtividade e experiência do cliente.

 
E Eu Com Isso?
 
A TIM também reforçou sua visão estratégica para o portfólio de clientes e monetização futura: com o pré-pago ainda representando 48,3 por cento da base, há espaço relevante para continuar migrando clientes para ofertas pós-pagas e híbridas, o que deve sustentar ARPU mais elevado e consolidar eficiência comercial. A companhia reiterou que não tem pressa em movimentos como aquisição de fatia adicional da rede neutra I-Systems, priorizando o uso racional do capital e a geração de valor de longo prazo. Esse posicionamento contrasta com a abordagem mais agressiva de concorrentes em M&A, e reforça a disciplina estratégica da TIM em permanecer focada em mobilidade, digitalização e B2B como vetores principais.

O 3T25 reforça, portanto, a solidez da TIM como uma tese de valor e eficiência, com crescimento consistente em serviços, avanço em segmentos de maior ticket, margens recordes e execução alinhada ao ciclo tecnológico do setor. O foco em clientes de maior valor, a monetização progressiva do 5G, o avanço relevante no B2B e a disciplina de capital formam uma combinação que fortalece o perfil de longo prazo da companhia. Com valuation atrativo, boa geração de caixa e estrutura financeira confortável, a TIM segue bem-posicionada para entregar resultados robustos e capturar oportunidades em digitalização, serviços corporativos e redes móveis de alta performance.



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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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As bruxas do mercado estão soltas ou comportadas? https://levanteideias.com.br/artigos/as-bruxas-do-mercado-estao-soltas-ou-comportadas https://levanteideias.com.br/artigos/as-bruxas-do-mercado-estao-soltas-ou-comportadas#respond Fri, 31 Oct 2025 14:35:45 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52371 O Dia das Bruxas parece ser uma comemoração 100 por cento americana e algo inventado pelo comércio para vender mais. No entanto, essa festa é antiga. Tem origens cinco ou seis séculos antes de Cristo. Era praticada pelos povos celtas, que nessa época habitavam várias regiões da Europa: as ilhas britânicas, o norte da França… Read More »As bruxas do mercado estão soltas ou comportadas?

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O Dia das Bruxas parece ser uma comemoração 100 por cento americana e algo inventado pelo comércio para vender mais. No entanto, essa festa é antiga. Tem origens cinco ou seis séculos antes de Cristo. Era praticada pelos povos celtas, que nessa época habitavam várias regiões da Europa: as ilhas britânicas, o norte da França e até a península Ibérica.

A origem do Halloween é o Samhain, festa em que se comemorava o fim do período de colheita e o início do inverno no Hemisfério Norte. O dia era o fim do ano celta, quando as pessoas visitavam os amigos e parentes levando alimentos como presente. A data também era dedicada aos mortos. A tradição era que a separação entre os reinos de vivos e mortos ficava mais fina e alguns falecidos poderiam chegar para um dedo de prosa. Para evitar sustos recomendava-se usar máscaras (para não ser reconhecido) e acender fogueiras.

Bom de marketing, o papa Bonifácio VI estabeleceu que na data se comemoraria o Dia de Todos os Santos de maneira a cristianizar a tradição pagã. E atualmente temos uma data do calendário que vem pegando tração por aqui. Nos últimos dias, é bem provável que você tenha cruzado com alguns fantasmas, vampiros e bruxas a caminho da escola ou do trabalho. E no mercado, as bruxas estão soltas ou comportadas? Vamos olhar com cuidado o que está fervendo no caldeirão.

Por um lado, há várias notícias negativas. A situação fiscal segue complicada. Para não ajudar, tanto governo quanto oposição resolveram colocar na rua, antes da hora, a campanha presidencial de 2026. E o cenário político internacional também segue complicado. Os conflitos na Ucrânia e na faixa de Gaza continuam, apesar das notícias e expectativas de acordos de paz.

Mesmo assim, o Ibovespa e os principais índices americanos seguem em alta e batendo recordes. As justificativas são a alta das empresas de tecnologia (especialmente as dedicadas à Inteligência Artificial) e a perspectiva de que China e Estados Unidos cheguem a um acordo que reduza a pressão das tarifas americanas sobre produtos chineses, normalizando as relações comerciais entre esses dois países e os demais – Brasil inclusive. Faz sentido ou os investidores estão enfeitiçados por perspectivas inexistentes de prosperidade?

Apesar do cenário adverso, há perspectivas de investimento na produção. O fato de a economia tornar-se menos globalizada significa que muitos países e empresas terão de voltar a fazer o que antes estava a cargo de companhias estrangeiras (leia-se chinesas), movimentando a economia.

O setor de tecnologia é onde isso é mais evidente. A demanda por processamento de dados faz o consumo de chips, processadores e equipamentos bater sucessivos recordes, assim como a necessidade de eletricidade para movimentar os data centers. Isso deve justificar um aumento dos investimentos em infraestrutura, o que garante a demanda agregada.

Por isso, apesar de haver muitas bruxas de fato soltas, a tendência é que os investidores conseguirão se desviar dos bruxedos, encantamentos e malefícios e poderão ganhar dinheiro no que resta de 2025.


E Eu Com Isso?

Os bons resultados das empresas de tecnologia americanas no terceiro trimestre justificam uma alta dos contratos futuros dos principais índices americanos no pré-mercado, assim como das cotas dos Exchange Traded Funds (ETF) EWZ iShares MSCI Brazil, que concentram as principais ações brasileiras negociadas em Nova York.

As notícias são positivas para a Bolsa


Mercados com Rafael Bevilacqua

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