cenário externo – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Thu, 10 Mar 2022 20:06:46 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png cenário externo – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Projeções atropeladas pelos efeitos da guerra  https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/projecoes-atropeladas-pelos-efeitos-da-guerra https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/projecoes-atropeladas-pelos-efeitos-da-guerra#respond Fri, 11 Mar 2022 11:00:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36663 A invasão da Ucrânia pela Rússia continua atropelando projeções e expectativas num cenário que, para o Brasil, já não era dos mais favoráveis. Já estávamos com dificuldades no controle da inflação, com previsão de mais um estouro da meta, como em 2021, tendência de um ciclo mais longo de elevação dos juros básicos, com expansão… Read More »Projeções atropeladas pelos efeitos da guerra 

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A invasão da Ucrânia pela Rússia continua atropelando projeções e expectativas num cenário que, para o Brasil, já não era dos mais favoráveis. Já estávamos com dificuldades no controle da inflação, com previsão de mais um estouro da meta, como em 2021, tendência de um ciclo mais longo de elevação dos juros básicos, com expansão mais fraca da economia e aumento do risco fiscal. O mercado é que vinha dando uma trégua, favorecido pelo ingresso mais forte do capital externo que, de um lado, ajuda na recuperação da Bolsa e, de outro, faz o dólar testar pisos mais baixos, ao redor dos R$ 5,00. Agora tudo isso está sob revisão.

A guerra provocou disparada dos preços do petróleo, de alimentos, especialmente trigo e milho, além dos fertilizantes e outros insumos, seja por sanções, seja por questões de logística. E aí vêm os efeitos colaterais. Paralelamente às discussões sobre medidas pra minimizar o impacto da alta do petróleo, a Petrobras já anunciou reajustes pesados para o diesel, a gasolina e o gás, ainda insuficientes para corrigir integralmente as defasagens. No embalo vão subir os preços no varejo, com pressões sobre frete, que entra na composição de outros preços, além das tarifas de transporte. Alimentação também em alta, com acvanços dos preços dos derivados dos grãos, o que inclui as rações, com efeitos sobre as proteínas, em geral. Tudo isso leva a uma revisão das projeções para a inflação, já oscilando na faixa entre 6 e 7%. A dispersão das previsões também aumentou. O que reforça a dúvida quanto à posição do Copom na reunião da próxima semana e em todo o ciclo de elevação dos juros. Na calibragem da Selic é preciso considerar que esse cenário de inflação e juros em alta compromete o potencial de expansão da economia. Sendo que, independentemente das projeções, a atividade já não vem dando bons sinais, com perda de ritmo de vários ramos de atividade, como mostrou o IBGE nos levantamentos do começo de ano, junto com a piora dos índices de confiança.

Quanto aos juros básicos fica o questionamento quanto ao efeito que um aperto maior na política do Copom possa ter sobre a inflação, agora mais pressionada pelos reflexos da guerra e não pela demanda. Demanda que pode até perder força, com os consumidores tendo de destinar fatia maior da renda para despesas básicas. Situação que, aliás, já vem de um bom tempo. A inflação tem sido muito perversa, especialmente para os mais pobres. Nem a recuperação do mercado de trabalho tem trazido maior alívio, já que tem sido muito puxada pela informalidade, por vagas mais precárias, que não reforçam a renda média, a massa de rendimentos disponível para o consumo.Os bons números do Caged mostram apenas o que ocorre no segmento formal do mercado de trabalho. É aguardar o posicionamento do Copom diante desse cenário e as sinalizações quanto aos futuros passos da política monetária, que a curvar de juros continua tentando antecipar.

Para o mercado ainda há espaço para manter uma trajetória mais favorável. Na composição da Bolsa temos as ações favorecidas e as prejudicadas pelas mudanças de cenário impostas pela guerra e pelas condições domésticas. Isso exige maior atenção dos investidores para detectar as boas oportunidades e acompanhar as oscilações. Petrobras, por exemplo, tem oscilado muito, pra cima e para baixo, em função das variações do petróleo e das discussões de medidas para reduzir impactos sobre os combustíveis. O dólar apesar da volatilidade, permanece em patamar mais próximo dos R$ 5,00, diante do bom fluxo externo, que pode prosseguir mesmo com aumento das incertezas, pela atratividade dos juros elevados e retorno das exportações de produtos básicos. Já na na renda fixa o investidor tem, potencialmente, possibilidade de ganhos crescentes, embora a inflação possa pesar no ganho real. Também por aí é importante garimpar as melhores alternativas. É o que temos: a guerra afetando e prejudicando vários indicadores no Brasil, mesmo com o País não estando mais envolvido, sequer, nas discussões referentes ao conflito.

 

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Cenário de indefinições abre oportunidades para o Brasil | Denise Campos https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/cenario-de-indefinicoes-abre-oportunidades-para-o-brasil https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/cenario-de-indefinicoes-abre-oportunidades-para-o-brasil#respond Fri, 04 Mar 2022 11:00:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36449 O cenário global está dominado por mais incertezas desde o começo da etapa de maior escalada dos conflitos entre Rússia e Ucrânia e as reações que têm provocado. Mesmo que o mercado, em certos momentos, conte com algum entendimento diplomático, com um cessar fogo, o fato é que o conflito ainda pode se agravar e… Read More »Cenário de indefinições abre oportunidades para o Brasil | Denise Campos

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O cenário global está dominado por mais incertezas desde o começo da etapa de maior escalada dos conflitos entre Rússia e Ucrânia e as reações que têm provocado. Mesmo que o mercado, em certos momentos, conte com algum entendimento diplomático, com um cessar fogo, o fato é que o conflito ainda pode se agravar e durar um bom tempo, assim como os desdobramentos econômicos. 

Um dos principais impactos é sobre a inflação, que já era um problema global, pelos desequilíbrios entre oferta e demanda produzidos pela pandemia, além de outros fatores. Mas agora, tanto pelo comprometimento da produção como pelas sanções impostas à Rússia, há fortes pressões de preços sobre o petróleo, gás, commodities metálicas e alimentos, sem esquecer dos fertilizantes e outros insumos.

Tudo isso reforça a pressão sobre os bancos centrais, que planejavam ou já vinham implementando alterações nas políticas monetárias. E os ajustes tendem a prosseguir mesmo que a guerra tenha potencial para afetar até o crescimento global. Pode haver alguma mudança na calibragem dos ajustes dos juros. Nos Estados Unidos, por exemplo, Jerome Powell, presidente do Federal Reserve, já sinalizou uma possível alta de 0,25 agora em março, inferior às expectativas que estavam mais para 50 pontos, embora ainda se conte com elevação de 175 no ano. Para o Brasil, onde a inflação já apontava para outro estouro do teto da meta, as previsões agora são de um ciclo mais longo com ajuste total maior da Selic. As projeções chegam a 13%. 

Surpreendentemente, esse cenário tem permitido uma confiança maior quanto às condições para o mercado local manter um comportamento mais favorável. De um lado, a alta das commodities pode assegurar um bom desempenho para a Bolsa, muito alavancada pelos papéis de empresas que atuam no segmento, embora muitos setores possam ter piora da performance. Mas as exportações podem dar maior retorno. De outro, a elevação dos juros pode ampliar o diferencial entre as taxas praticadas no exterior, mantendo boa atratividade para o capital externo, mesmo que haja algum aumento do risco. Ainda é preciso considerar que o Brasil pode “pegar” o investidor que está saindo da Rússia, onde as restrições financeiras, como as que congelaram reservas e vão desconectar os bancos da Swift, podem se estender às criptomoedas, produzindo maior isolamento financeiro do país, além do comercial e do político.

Só não se deve contar demais com esse ambiente “favorável” ao mercado local. Afinal, ainda é grande a incerteza quanto ao peso que a crise financeira, que os países ocidentais tentam provocar na Rússia, como estratégia de persuasão contra a guerra, terá sobre a economia e o mercado mundial. Não se deve desconsiderar também os reflexos da inflação e dos juros mais altos sobre a nossa economia, que já convive com o risco de alguma retração neste ano, fora as incertezas fiscais e as relacionadas às eleições. Os cortes de tributos sobre produtos industriais e agora até sobre jet ski, balão e dirigível, além das discussões sobre os combustíveis, estão aí para nos lembrar do imediatismo de resoluções em ano de eleições. 

O investidor deve aproveitar as oportunidades que estão surgindo, só que o atual cenário recomenda algum conservadorismo no portfólio, com títulos pós fixados e os atrelados à inflação. E vamos torcer para que algum bom senso prevaleça neste que é um dos momentos mais complicados que o mundo enfrenta em décadas, sem ter sequer se recuperado do trauma imposto pela pandemia nos vários aspectos.

Leia a última coluna da Denise Campos de Toledo: Conflito na Ucrânia amplia incertezas globais e para o Brasil.

 

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Quando os banqueiros centrais discordam https://levanteideias.com.br/artigos/domingo-de-valor/quando-os-banqueiros-centrais-discordam https://levanteideias.com.br/artigos/domingo-de-valor/quando-os-banqueiros-centrais-discordam#respond Sun, 01 Aug 2021 15:00:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=29221 Uma boa maneira de começar a conversa deste domingo é lembrar uma história de Alan Greenspan, que presidiu o Federal Reserve (Fed), o banco central americano entre 1987 e 2006. Um dia, um jornalista perguntou se ele estava de bom humor. “Não posso compartilhar essa informação com você”, respondeu Greenspan, bem-humorado. Foi uma piada –… Read More »Quando os banqueiros centrais discordam

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Uma boa maneira de começar a conversa deste domingo é lembrar uma história de Alan Greenspan, que presidiu o Federal Reserve (Fed), o banco central americano entre 1987 e 2006. Um dia, um jornalista perguntou se ele estava de bom humor. “Não posso compartilhar essa informação com você”, respondeu Greenspan, bem-humorado. Foi uma piada – mas só em parte.

Banqueiros centrais têm diversos perfis. Servidores públicos de carreira ou expoentes das finanças. Podem ser mais ou menos políticos e mais ou menos próximos das lideranças política. No entanto, todos possuem uma característica comum. Por dever de ofício, precisam ser extremamente cautelosos com o que dizem. Sabem que cada palavra, oficial ou nem tanto, pode ter consequências drásticas sobre os preços dos ativos financeiros. Por isso, quando as declarações de qualquer banqueiro central se tornam um pouco menos entediantes, é hora de prestar atenção.

Foi o que ocorreu na semana que se encerrou, e por duas vezes. Na quarta-feira (28), Jerome Powell, atual presidente do Fed, comentou como de costume a reunião do Federal Open Market Committee (Fomc), o Copom americano. As decisões do Fed não surpreenderam ninguém. Como era esperado, as taxas de juros nos Estados Unidos permaneceram inalteradas entre zero e 0,25 por cento ao ano.

Divergências no FED

Porém, houve algo inesperado. Powell disse que ainda era cedo para decidir se o Fed iria ou não iniciar o “tapering”, processo de redução da compra mensal de 120 bilhões de dólares em títulos públicos e hipotecários pelo BC americano. Mais do que isso, ele disse que “há divisões” no Fed em relação ao momento ideal de interromper esse processo. E decepcionou quem esperava um sinal na tradicional conferência do Federal Reserve em Jackson Hole, no Wyoming, marcada para agosto. “Não está claro se será o caso de anunciar algo” no evento, disse ele.

Cabe aqui um esclarecimento. O Sistema da Reserva Federal americano divide-se em doze bancos regionais, cada um deles responsável por controlar as finanças de uma região americana. Os doze governadores regionais formam o Conselho do Fed e são os responsáveis pela formulação da política monetária. É diferente do Banco Central do Brasil. Por aqui, a abrangência é nacional e os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) são todos diretores do BC. É mais comum que haja debate e divergência no Fomc do que no nosso Copom.

A ata da reunião mais recente do Fomc, realizada em junho, mostrou que há discordâncias severas entre os governadores regionais do Fed. “Vários participantes mencionaram que esperavam que as condições para começar a reduzir o ritmo de compras de ativos fossem observadas um pouco mais cedo do que o previsto”, disse a ata. Outros participantes, no entanto, disseram que o Fed “deve ser paciente ao avaliar o progresso em direção a seus objetivos”.

A discórdia vai além da Ata. Vários governadores do Fed têm discordado em público. Por exemplo, Christopher Waller, de Saint Louis, disse que a redução das compras pode chegar antes do esperado. “Não sei se será neste ano, mas isso é algo que ainda temos de definir”, disse ele. Thomas Barkin, de Richmond, concorda. “Está claro para mim que fizemos muito progresso no caso da inflação, e se o mercado de trabalho se reaquecer, vamos chegar lá [na redução das compras] em um prazo relativamente curto.”. Porém, John Williams, o presidente do Fed de Nova York, disse que “estabelecemos claramente que queremos um progresso substancial (…) e claramente não conseguimos isso ainda”.

Sem consenso na Europa

Como se não bastasse, a incerteza também aumentou na Zona do Euro. Na manhã da terça-feira (27), Robert Holzmann, diretor do banco central da Áustria e um dos governadores do Banco Central Europeu (BCE) – que funciona como o Fed – criticou a manutenção de uma política monetária expansionista. No dia 22, o BCE havia informado que buscará uma postura “persistentemente acomodativa”. Em língua de seres humanos, isso significa que as taxas de juros europeias permanecerão em níveis baixos até que a inflação esteja em linha com a meta de 2 por cento.

Alguns diretores do BCE criticaram a manutenção desses estímulos por tanto tempo, o que mostra uma divisão na cúpula do BCE. “Esse pode ter sido um passo grande demais”, disse Holzmann, repetindo dois de seus colegas: Jens Weidmann, presidente do banco central da Alemanha e Pierre Wunsch, do BC da Bélgica.

Waller, Barkin, Williams, no Fed. Holzmann, Weidmann, Wunsch, no BCE. Não se incomode se você nunca ouviu falar dessas pessoas. Excetuando-se os economistas de bancos e os jornalistas que acompanham a área, nenhum desses nomes é familiar. Nem deveria ser. Banqueiros centrais são técnicos. Têm de trabalhar sem aparecer. Precisam ser discretos, pois lidam com a variável mais sensível da economia, que é o preço do dinheiro. Quando eles começam a discordar publicamente, isso indica uma indefinição estrutural na condução da política monetária. E os riscos são grandes.

Sem a condução dos BCs, os mercados perdem assertividade. O risco cresce, os prazos encurtam e os prêmios aumentam, com consequências negativas para a economia como um todo. Enquanto os banqueiros centrais não retornarem ao consenso, a probabilidade de momentos de turbulência nos mercados internacionais permanecerá elevada – com reflexos óbvios e negativos para o Brasil.

Leia a última coluna do Domingo de Valor para ficar por dentro da Bolsa: Use a inflação a seu favor.

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Impeachment de Trump – 25/09 https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/impeachment-de-trump-25-09 https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/impeachment-de-trump-25-09#respond Wed, 25 Sep 2019 13:58:25 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=8332 Impeachment de Trump Em meio ao dia agitado de ontem, mais uma bomba veio do exterior. A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi (Dem.), anunciou oficialmente a abertura de inquérito de impeachment do presidente Donald Trump. A motivação do processo se deve pelo fato de que uma fonte da Casa Branca,… Read More »Impeachment de Trump – 25/09

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Impeachment de Trump

Em meio ao dia agitado de ontem, mais uma bomba veio do exterior. A presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi (Dem.), anunciou oficialmente a abertura de inquérito de impeachment do presidente Donald Trump.

A motivação do processo se deve pelo fato de que uma fonte da Casa Branca, não identificada, teve acesso à conversa e confirmou que Trump teria pressionado o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a investigar o filho de Joe Biden, vice de Obama e candidato à Presidência em 2020. Segundo fontes do próprio governo, o presidente teria pedido a seu chefe de gabinete para segurar milhões de dólares destinados a auxílio militar na Ucrânia como parte da estratégia. Trump admite a paralisação das transferências (declaração que pesou bastante para os democratas respaldarem o impeachment), mas nega que tal fato esteja relacionado com Biden.

A Casa Branca já planeja sua defesa e deve soltar, hoje, a transcrição completa e na íntegra das conversas de Trump e Zelensky. Além disso, é esperada hoje uma queixa do “dedo-duro” do governo, esclarecendo melhor os fatos. De qualquer modo, o processo de impeachment já começou, sendo a próxima fase a de investigação e apuração do inquérito por seis comitês convocados por Pelosi. Ainda não está claro como se enquadra nas violações constitucionais o crime cometido por Trump, mas o enredo, basicamente, é que um presidente precisa ser responsável (accountable) e não cabe a ele interferir para que um país estrangeiro possa influenciar nas eleições que estão por vir.

Após as investigações, se a Câmara dos Representantes concluir que há motivos sólidos para o impeachment, o comitê jurídico da casa vai apresentar os artigos do impeachment (que ferem a constituição americana). Assim, a casa vota e precisa de maioria simples (50%+1) para que o impeachment siga para o Senado dos EUA. Lá, haveria outra votação, que demandaria dois terços dos votos da casa para finalmente destituir Trump.

E Eu Com Isso?

Hoje, as expectativas são altas para a transcrição prometida por Trump. Ainda há muitos pontos soltos nessa história e que podem mudar a percepção de deputados e senadores; democratas e republicanos sobre o impedimento do presidente. Sem sombra de dúvidas, é mais uma variável que aumenta a tensão global – no entanto, ainda é cedo para estabelecer quaisquer probabilidades do impeachment ocorrer, mas de qualquer forma é baixa. Vale lembrar que a Casa dos Representantes tem maioria democrata, mas o Senado é de ampla maioria republicana.  

Leia também: Bolsonaro polariza e perde popularidade

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A Probabilidade dos Eventos Improváveis https://levanteideias.com.br/artigos/eventos-improvaveis https://levanteideias.com.br/artigos/eventos-improvaveis#respond Wed, 12 Jun 2019 17:34:44 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=6410 por Mr. Ramos, correspondente internacional. “O primeiro passo para solucionar as crises econômicas e financeiras é abolir o Prêmio Nobel de Economia.” Nassim Taleb, lendário ensaista financeiro e analista de risco norte-americano. Dez anos após a maior crise da história recente, o mercado financeiro internacional chega num ponto de impasse. É importante voltar a fita… Read More »A Probabilidade dos Eventos Improváveis

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por Mr. Ramos, correspondente internacional.

O primeiro passo para solucionar as crises econômicas e financeiras é abolir o Prêmio Nobel de Economia.” Nassim Taleb, lendário ensaista financeiro e analista de risco norte-americano.

Dez anos após a maior crise da história recente, o mercado financeiro internacional chega num ponto de impasse. É importante voltar a fita e colocar os fatos em perspectiva para entendermos a situação e desenharmos o cenário do que está por vir.

Probabilidade baixa: quem diria?

Durante estes dez anos, as maiores economias mundias – EUA, Europa, Japão e China – realizaram a mais extraordinária campanha de estímulo econômico de que se tem notícia na história. De início, derrubaram as taxas de juros e mais tarde ligaram o “dane-se”, injetando trilhões de dólares em seus mercados financeiros. Em vão. O crescimento da economia global continua flácido até hoje, aquém de expectativas e esforços políticos. Assim, colocando em cheque a eficácia das teorias do “imprime que dá” da escola keynesiana.

Com todo aquele dinheiro fácil na praça e taxas de juros a zero, ou mesmo negativas, os agentes financeiros se empanturraram de ações e dívidas de páíses e empresas de mercados emergentes, que por apresentarem maior risco de calote, pagam melhor, e moedas como o real brasileiro e a lira turca conheceram dias de glória. Festa que segue.

No entanto, festas, mesmo as que duram um década inteira, costumam chegar ao fim. As baixas taxas de juros colocaram bancos e fundos de pensões em dificuldades, e o Fed, banco central americano e anfitrião da folia, entendeu que deveria abaixar o som, regular o jorro de champagne e começar a pensar em normalizar as taxas de juros.

Hora de acabar a festa

Essa normalização é o maior terror dos convidados mais pagodeiros. Isto porque taxas mais altas atrairão investidores para títulos americanos e farão subir o dólar, secando as torneiras e minando a capacidade dos emergentes em rolar e pagar suas dívidas feitas em dólares.

O FED então se sente coagido a manter a festa rolando, pois a realidade será fatal para a fanfarronada. O mercado lê que o FED nao tem saída e aposta em maiores cortes nos juros, o que alimenta o ciclo fazendo as bolsas subirem, e o dólar cair. Desde janeiro as bolsas internacionais seguem em franca ascensão, ignorando a falta de qualquer fundamento econômico, e sinal de que crescimento ou robustez econômica mundial. E

No mercado, uma das poucas certezas é que o consenso está sempre equivocado, e a continuidade da festa virou consenso. Devemos, portanto, nos preparar para que o improvável aconteça.

Tudo ao contrário?

Grandes investidores, confusos com os sinais, se protegem comprando títulos da dívida americana de longo prazo, que agora já pagam menos do que os títulos do curto prazo, invertendo a lógica de que tempo é dinheiro. Essa anomalia econômica é tida como um indicador de recessão e de queda nas bolsas. Foi assim em 2007, antes da crise financeira e no final do ano passado, precedendo a queda nos mercados de setembro a dezembro.

No cenário das improbabilidades podemos ver muita volatilidade, movimentos bruscos no mercado, uma alta do dólar. Mesmo com uma queda nas taxas de juros. Ainda, pode haver um contrasenso: ouro o dólar subindo ao mesmo tempo, perdendo sua histórica correlação negativa.

Enquanto a música não para, dancemos perto da saída. E esperemos o inesperado.

Confira

Dicas práticas de como economizar dinheiro

Quer saber o que é preciso para começar a investir?

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Menu do dia: hot-dólar e cautela – 29/05 https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/dolar https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/dolar#respond Wed, 29 May 2019 14:29:44 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=6183 Menu do dia: Hot-dólar e cautela O período de correção e queda das bolsas internacionais segue seu curso. Dessa forma, o S&P 500, índice que lista as 500 maiores empresas dos EUA, caiu -2,7 por cento desde a semana passada e -3,2 desde sua alta em primeiro de maio. Tal queda dos índices sinaliza a… Read More »Menu do dia: hot-dólar e cautela – 29/05

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Menu do dia: Hot-dólar e cautela

O período de correção e queda das bolsas internacionais segue seu curso. Dessa forma, o S&P 500, índice que lista as 500 maiores empresas dos EUA, caiu -2,7 por cento desde a semana passada e -3,2 desde sua alta em primeiro de maio. Tal queda dos índices sinaliza a perda de apetite dos investidores, que nos últimos dias ainda tiveram que digerir algumas incertezas. São: a) a vitória dos candidatos eurocéticos nas eleições para o parlamento europeu na maioria dos países, que ocupando um maior número de cadeiras em Bruxelas podem azedar os sonhos mais doces do projeto unionista; b) a renúncia de Thereza May, primeira ministra britânica que pendurou o avental e deixou cru o plano de saída do Reino Unido da União Européia, o Brexit; e c) as tensões entre China e Estados Unidos que parecem migrar do menu comercial para o geopolítico.

Assim, quando tudo parece incerto, sabe o que acontece? O fluxo de recursos no mundo procura refúgio no dólar. O dólar é a moeda de reserva internacional, da maior economia do mundo. Portanto, é única moeda entre as desenvolvidas que demonstra alguma capacidade de recuperação. Isso desde a crise de 2009. Àquela época, os investidores, acuados, correram em massa para o dólar, acendendo a atual tendência de alta em longo prazo.

Para dar mais sustância e calorias à nossa tese, a esmagadora maioria dos títulos de dívidas emitidos internacionalmente está em… sim, em dólar. Só a dívida de países e empresas dos mercados emergentes somam 11 trilhões de verdinhas, de acordo com o BIS, Bank of International Settlements, instituição sediada em Basel, na Suíça, que age como o banco central dos bancos centrais.

E Eu Com Isso?

A persistência desta situação de incertezas será positiva ao dólar e provavelmente bem amarga ao euro e às moedas dos países emergentes. Em sua carteira, independente do seu perfil e estratégia, sempre precisará ter dólar ou ativos ligados a moeda, se você não faz parte desse grupo, tenha certeza que está errado!  

Confira

Como começar a investir

Como investir em ações

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