bolsas em alta – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Thu, 01 Apr 2021 15:14:31 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png bolsas em alta – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 O ano começou depressa https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-ano-comecou-depressa https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-ano-comecou-depressa#respond Mon, 11 Jan 2021 13:22:06 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=19913 Em circunstâncias normais, na prática, esta segunda-feira (11) seria o primeiro dia útil de 2021. No entanto, o ano já começou à plena carga. Na primeira semana houve uma invasão do Congresso americano, que pode disparar um eventual impeachment de Donald Trump nos últimos dias de seu mandato. Por aqui, houve dois recordes consecutivos na… Read More »O ano começou depressa

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Em circunstâncias normais, na prática, esta segunda-feira (11) seria o primeiro dia útil de 2021. No entanto, o ano já começou à plena carga. Na primeira semana houve uma invasão do Congresso americano, que pode disparar um eventual impeachment de Donald Trump nos últimos dias de seu mandato. Por aqui, houve dois recordes consecutivos na Bolsa e a proposta de uma fusão bilionária entre a NotreDame Intermédica e a Hapvida, que pode criar uma das maiores empresas de saúde do mundo.

Ao que tudo indica, 2021 será um ano acelerado, em que as notícias mais se atropelam do que se sucedem. Há algumas justificativas para tanta animação. Em primeiro lugar, as condições do mercado facilitam propor e costurar grandes negócios. O capital é o combustível das transações. Quando ele é abundante e barato, como agora, todos os condutores de máquinas corporativas querem colocar os motores para funcionar na potência máxima. Assim, há espaço para mais notícias como a da fusão, que movimentou os mercados na sexta-feira (8) e fez o Índice Bovespa fechar no segundo recorde consecutivo, acima de 125 mil pontos.

Vale a pena relembrar o que dissemos neste espaço na sexta-feira (8), ao comentar o recorde de 122 mil pontos do índice, cravado na véspera. “A bolsa ainda tem espaço para subir. Haverá solavancos pelo caminho e momentos em que essa alta será interrompida por movimentos de realização de lucro. Porém, é possível cravar que a combinação entre liquidez global elevada, uma política de mais obras públicas nos Estados Unidos e a melhora das perspectivas de vacinação por aqui deve sustentar uma alta das ações brasileiras durante algum tempo.”

Isso ainda vale. Assim como vale relembrar que o caminho será marcado por acidentes de percurso e solavancos, que costumam acontecer quando os fatos andam depressa demais. Por exemplo, um retrocesso nas expectativas com relação à disposição do Congresso americano em estimular a economia dos Estados Unidos. Ou notícias de um recrudescimento no número de vítimas da pandemia. Tudo isso pode fazer com que os preços dos ativos apresentem movimentos pontuais de reversão. Mesmo assim, o movimento de alta poderá continuar ao longo das próximas semanas, com o início da divulgação dos resultados corporativos referentes a 2020.

Na sexta-feira, dia 15 de janeiro, estão previstos os números do Citigroup, um dos maiores bancos dos Estados Unidos. Se forem confirmadas as expectativas positivas dos investidores, de que as maiores empresas americanas foram capazes de manter a saúde de seus resultados durante a pandemia, isso deve estimular novas altas das ações.

Relatório Focus

A primeira publicação com dados referentes a 2021 mostra um leve aumento nas expectativas de melhora da economia. As projeções para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) ficaram estáveis em 3,41 por cento, levemente acima dos 3,40 por cento registrados na divulgação do dia 4 de janeiro. A projeção para a inflação medida pelo IPCA também avançou levemente para 3,34 por cento, ante os 3,32 por cento da edição anterior. E a meta para a taxa referencial Selic em dezembro subiu para 3,25 por cento ante os 3 por cento registrados na edição anterior. A única variável que não se alterou nas projeções foi a taxa de câmbio, que permanece em 5,00 reais por dólar.

E Eu Com Isso?

A segunda-feira começa com um dia de realização de lucros. Os contratos futuros de Ibovespa iniciam o dia com baixa de mais de 1 por cento, ao passo que os contratos futuros do índice S&P 500 recuam 0,7 por cento. Os preços do petróleo recuam no mercado internacional, devido à volta de medidas de isolamento social e fechamento dos negócios em diversas cidades chinesas.

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Subiu geral. Em Nova York, os três principais índices de ações fecharam nas máximas históricas na segunda-feira (28). O S&P 500 subiu 0,9 por cento para fechar a 3.735 pontos, o Dow Jones encerrou a 30.407 pontos e o Nasdaq fechou a 12.899 pontos.

Esse movimento não se limitou aos Estados Unidos. Na Europa, o índice Dax, da bolsa de Frankfurt, também cravou sua máxima histórica, fechando a 13.790 pontos (e está subindo mais 0,3 por cento na manhã desta terça-feira). E, durante a madrugada no Brasil, o índice japonês Nikkei subiu 2,7 por cento e fechou a 27.570 pontos, maior nível desde 1991.

Nosso brasileiríssimo Índice Bovespa não faz feio. Na segunda-feira (28) ele fechou a 119.124 pontos, apenas 404 pontos (ou 0,33 por cento) abaixo do recorde de 119.528 pontos registrado no dia 23 de janeiro deste ano. Se registrar uma leve alta, o Ibovespa também pode fechar o pandêmico ano de 2020 em sua máxima histórica.

A justificativa para esses recordes ao redor do mundo é a conjunção entre vários fatores. A liquidez historicamente alta. A sanção, pelo presidente americano Donald Trump, às medidas de apoio econômico aprovadas pelo Congresso antes do Natal. E ao início dos programas de vacinação na Europa e nos Estados Unidos, que aumentam as expectativas de uma relativa normalização das relações econômicas ao longo de 2021. Tudo isso junto estimula os investidores a dedicar recursos à compra de ações, o que vem sustentando a alta dos índices.

Há mais motivos para o otimismo, com a normalização da tendência de aumento das relações econômicas transnacionais. A China e a União Europeia (UE) devem fechar um acordo ainda antes do fim do ano que dará às empresas europeias mais acesso ao mercado chinês, vai melhorar as condições de concorrência e vai proteger os investimentos europeus na China.

As negociações sobre o acordo de investimento começaram em 2014, mas ficaram paralisadas por anos, pois as autoridades chinesas relutavam em abrir seus mercados. Agora, a tensão nas relações entre a China e os Estados Unidos pode ter facilitado um acordo entre as duas partes.

Pelas tratativas, a China abriria seu setor industrial para empresas europeias, bem como outras atividades como construção, publicidade, transporte aéreo e marítimo, telecomunicações e, até certo ponto, computação em nuvem.

O acordo também proíbe a transferência forçada de tecnologias por empresas europeias que se estabelecem na China, disciplina a atuação das empresas estatais no mercado chinês e estabelece regras sobre a transparência dos subsídios estatais às empresas chinesas.

As negociações sobre mais proteção aos investimentos europeus na China, porém, devem continuar no próximo ano. Mesmo assim, ações de empresas europeias com boas perspectivas de participar do mercado chinês podem ser beneficiadas.

Indicadores I

O número de pessoas desempregadas chegou a 14,1 milhões no trimestre encerrado em outubro. É um aumento de 7,1 por cento em relação ao trimestre terminado em julho, o que representa 931 mil pessoas a mais à procura de emprego no país, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, a taxa de desocupação ficou em 14,3 por cento, um crescimento de 0,5 ponto percentual em relação ao trimestre anterior. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta terça-feira. Além do aumento no número de pessoas à procura de emprego, houve alta de 2,8 por cento na população ocupada, que chegou a 84,3 milhões de pessoas.

Indicadores II

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) variou 0,96 por cento em dezembro, abaixo dos 3,28 por cento de novembro. Entre janeiro e dezembro de 2020, o índice acumulou alta de 23,14 por cento. Em dezembro de 2019, o índice havia subido 2,09 por cento e acumulava alta de 7,30 por cento em 12 meses, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 0,90 por cento em dezembro, ante 4,26 por cento em novembro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 1,21 por cento em dezembro, ante 0,72 por cento em novembro. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,88 por cento em dezembro, ante 1,29 por cento no mês anterior.

Indicadores III

O Índice de Confiança de Serviços (ICS), da FGV, subiu 0,8 ponto em dezembro, para 86,2 pontos, após dois meses de quedas consecutivas. O índice encerra o ano 10 pontos abaixo dos 96,2 pontos do fim de 2019. Em médias móveis trimestrais, o índice cedeu 0,5 ponto. O Índice de Situação Atual (ISA-S) subiu 0,9 ponto, para 80,7 pontos, mantendo recuperação gradual iniciada em maio. O Índice de Expectativas (IE-S), variou 0,7 ponto, para 92,0 pontos, após duas quedas consecutivas.

E Eu Com Isso?

Os contratos futuros de Ibovespa iniciam a terça-feira com alta de 0,25 por cento, indicando mais um dia de valorização, e com possibilidades de o índice cravar mais uma máxima histórica.

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