alta da taxa selic – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Tue, 08 Feb 2022 15:07:53 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png alta da taxa selic – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Um Copom mais cauteloso do que pessimista https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/um-copom-mais-cauteloso-do-que-pessimista https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/um-copom-mais-cauteloso-do-que-pessimista#respond Tue, 08 Feb 2022 15:07:51 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36318 A Ata da 244ª reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada nesta terça-feira (08) mostra que o Comitê permanece cauteloso em relação às perspectivas para a economia. Como de costume, a Ata se inicia analisando o cenário macroeconômico brasileiro e internacional. O cenário externo seguirá desafiador para os países emergentes devido ao aperto monetário… Read More »Um Copom mais cauteloso do que pessimista

O post Um Copom mais cauteloso do que pessimista apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
A Ata da 244ª reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada nesta terça-feira (08) mostra que o Comitê permanece cauteloso em relação às perspectivas para a economia. Como de costume, a Ata se inicia analisando o cenário macroeconômico brasileiro e internacional. O cenário externo seguirá desafiador para os países emergentes devido ao aperto monetário nos Estados Unidos e à demora na regularização das correntes de comércio, que deverão manter pressionados os preços das commodities.

Ao avaliar a economia brasileira, o Comitê reconhece que “indicadores relativos ao comércio e serviços mostraram evolução ligeiramente melhor que a esperada em novembro, enquanto a indústria apresentou recuperação em dezembro”, e também afirma que “indicadores do mercado de trabalho mostraram recuperação consistente de empregos no último trimestre de 2021.” Mesmo assim, “os índices de confiança divulgados desde a última reunião seguem mostrando deterioração, e desenvolvimentos climáticos afetaram as projeções de importantes culturas agrícolas”.

No entanto, o que interessa mesmo ao Comitê não é a atividade econômica, e sim a inflação. E o cenário, nesse caso, também não é dos mais positivos. Se, de um lado, a Autoridade Monetária passou a zelar protocolarmente por dois mandatos, quais sejam, inflação e atividade, de outro, na prática, observamos posição privilegiada no combate ao primeiro e secundária no fomento do segundo, o que parece razoável em uma economia inundada de traumas relacionados à inflação. “A inflação ao consumidor segue elevada, com alta disseminada entre vários componentes, e segue se mostrando mais persistente que o antecipado.” Ou seja, a alta de preços já não se concentra mais em alimentos e combustíveis, que foram os “vilões” dos índices durante 2021. Isso é confirmado pela frase seguinte. “A alta nos preços dos bens industriais não arrefeceu e deve persistir no curto prazo, enquanto a inflação de serviços acelerou, ainda refletindo a gradual normalização da atividade no setor.” Para o Copom, os preços administrados também vão continuar subindo. “As projeções para a inflação de preços administrados são de 6,6% para 2022 e 5,4% para 2023”, informa a Ata. Ambos os percentuais estão acima do teto da meta de inflação, que é de 5% (3,5% mais 1,5 ponto percentual para mais ou para menos).

Como de costume, o governo continua gastando além da conta, o que eleva o prêmio de risco da economia. A Ata é clara: “o Comitê avalia que a incerteza em relação ao arcabouço fiscal segue mantendo elevado o risco de desancoragem das expectativas de inflação, e, portanto, a assimetria altista no balanço de riscos. (…) Isso implica atribuir maior probabilidade para cenários alternativos que considerem taxas neutras de juros mais elevadas.”

Para complicar mais ainda o cenário, a Ata adverte contra intervenções como a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos combustíveis. Propostas desse tipo podem até reduzir a inflação no curto prazo, mas a conta vai chegar. “Adicionalmente, o Comitê nota que mesmo políticas fiscais que tenham efeitos baixistas sobre a inflação no curto prazo podem causar deterioração nos prêmios de risco, aumento das expectativas de inflação e, consequentemente, um efeito altista na inflação prospectiva.”

Tudo isso, claro, justifica um aperto na política monetária, que foi o que ocorreu. Na reunião, a taxa Selic, como era esperado, foi elevada em 1,5 ponto percentual para 10,75% ao ano.

No entanto – e esse é o ponto mais relevante da Ata – apesar do cenário pessimista e de indicar que a política monetária “seguirá em um terreno francamente contracionista”, o Copom deixou espaço para mudar de direção se a conjuntura se alterar à frente. Por isso, mesmo indicando que os juros devem continuar subindo, o Comitê deixou em aberto o tamanho dessa elevação. Isso garantirá espaço de manobra para desacelerar o aperto na política monetária se, por acaso, algo mudar na economia tanto aqui quanto no exterior.

E Eu Com Isso?

Os contratos futuros do Ibovespa e do índice americano S&P 500 iniciam a terça-feira com uma leve queda. Por aqui, os investidores ainda estão realizando os lucros das últimas semanas e, nos Estados Unidos, o que interessa é a inflação ao consumidor, medida pelo CPI (Consumer Price Index) de janeiro, que deverá ser divulgada na quinta-feira (10). Mesmo em baixa, a sessão deve ser marcada por um cenário volátil.

As notícias são negativas para a Bolsa em um cenário de volatilidade.

Este conteúdo faz parte da Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

Leia também: Emprego nos EUA.

O post Um Copom mais cauteloso do que pessimista apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/um-copom-mais-cauteloso-do-que-pessimista/feed 0
O Copom está pessimista https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-copom-esta-pessimista https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-copom-esta-pessimista#respond Tue, 14 Dec 2021 14:47:40 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=34749 A Ata da 243ª Reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada na manhã desta terça-feira (14) mostra que o BC (Banco Central) está pessimista com relação à inflação. Logo no início, o texto adverte que “no cenário externo, o ambiente se tornou menos favorável”. Isso ocorreu por dois motivos. O primeiro foi que os… Read More »O Copom está pessimista

O post O Copom está pessimista apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
A Ata da 243ª Reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada na manhã desta terça-feira (14) mostra que o BC (Banco Central) está pessimista com relação à inflação. Logo no início, o texto adverte que “no cenário externo, o ambiente se tornou menos favorável”. Isso ocorreu por dois motivos. O primeiro foi que os bancos centrais das “principais economias” (leia-se Estados Unidos) “expressaram claramente a necessidade de cautela frente à maior persistência da inflação, tornando as condições financeiras mais desafiadoras para economias emergentes.” O segundo foi o surgimento da variante Ômicron do coronavírus.

No caso do Brasil, além de a retração de 0,1% no PIB (Produto Interno Bruto) do terceiro trimestre ter sido menor que o previsto, os índices de confiança para o quarto trimestre mostram deterioração. Assim, o Copom revisou para baixo sua expectativa de crescimento.

O cenário para a inflação também está mais complicado. “A alta nos preços dos bens industriais ainda não arrefeceu e deve persistir no curto prazo, enquanto a inflação de serviços acelerou, refletindo a gradual normalização da atividade no setor, dinâmica que já era esperada.”

Com isso, as projeções de inflação se aceleraram. As expectativas do Relatório Focus para 2022 subiram de 4,4% para 5,0%. E as previsões para 2023 avançaram de 3,3% para 3,5%. E as projeções do Copom também subiram. A inflação prevista para 2022 avançou de 4,1% para 4,7%, e a expectativa para 2023 subiu de 3,1% para 3,2%.

Isso justifica uma política monetária mais apertada. A Selic prevista para o fim de 2022 subiu dos 9,50% na Ata anterior para 11,25%. A projeção para o máximo da Selic no ano que vem subiu exatos dois pontos percentuais, avançando de 9,75% para 11,75%. E a projeção da Selic para 2023 também subiu, avançando de 7% na Ata anterior para 8%.

A causa de tudo isso é o mau comportamento fiscal do governo. “O Comitê avalia que questionamentos em relação ao arcabouço fiscal elevam o risco de desancoragem das expectativas de inflação, mantendo a assimetria altista no balanço de riscos”, diz o texto. “[A]s projeções de inflação estão acima da meta para 2022 e ao redor da meta para 2023.”

Por isso, “o Copom concluiu que o ciclo de aperto monetário deverá ser mais contracionista do que o utilizado no cenário básico por todo o horizonte relevante”.  E o texto considera que “diante do aumento de suas projeções e do risco de desancoragem das expectativas para prazos mais longos, é apropriado que o ciclo de aperto monetário avance significativamente em território contracionista.”

Após debaterem o assunto, os membros do Copom concluíram que “o ritmo de ajuste de 1,50 ponto percentual, neste momento, é adequado para (…) garantir a convergência da inflação ao longo do horizonte relevante, mas também consolidar a ancoragem das expectativas de prazos mais longos.”

Conclusão: o Copom permanecerá tentando ancorar as expectativas de inflação usando a receita clássica de contrair a demanda por meio da alta de juros. Com as consequências que todos conhecem: desaceleração da economia e pressão sobre os preços das ações das empresas dos setores mais pró-cíclicos.

Indicadores

O setor de serviços recuou 1,2% na passagem de setembro para outubro, segunda taxa negativa consecutiva, acumulando uma retração de 1,9% em dois meses. Com o resultado de outubro, o setor ainda ficou 2,1% acima do patamar pré-pandemia, registrado em fevereiro do ano passado, mas está 9,3% abaixo do recorde alcançado em novembro de 2014. Os dados são da PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), divulgada nesta quarta-feira (14) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

E Eu Com Isso?

Os contratos futuros de Ibovespa iniciam o dia com uma leve alta, mantendo a trajetória de valorização registrada ao longo dos últimos pregões, enquanto os investidores esperam o resultado da reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, que deverá terminar na quarta-feira (15).

As notícias são positivas para a Bolsa em um cenário de volatilidade.

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

Leia também: Copom eleva Selic a 9,25% ao ano, maior patamar em quatro anos.

O post O Copom está pessimista apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-copom-esta-pessimista/feed 0
Surpresa zero no Copom https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/surpresa-zero-no-copom https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/surpresa-zero-no-copom#respond Thu, 09 Dec 2021 15:39:55 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=34642 A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de elevar a taxa referencial Selic para 9,25% ao ano, em um avanço de 1,5 ponto percentual, não surpreendeu ninguém. No entanto, um trecho do Comunicado divulgado após a reunião, em que o Comitê comunica que “provavelmente” haverá outro aumento da mesma magnitude na primeira reunião de… Read More »Surpresa zero no Copom

O post Surpresa zero no Copom apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de elevar a taxa referencial Selic para 9,25% ao ano, em um avanço de 1,5 ponto percentual, não surpreendeu ninguém.

No entanto, um trecho do Comunicado divulgado após a reunião, em que o Comitê comunica que “provavelmente” haverá outro aumento da mesma magnitude na primeira reunião de 2022, agendada para os dias 1º e 2 de fevereiro, mostra que o BC (Banco Central) segue determinado em sua política de elevar os juros para conter a alta da inflação o quanto antes.

Os prognósticos já eram de continuidade da alta. Há várias semanas, o Relatório Focus vem indicando uma expectativa para a Selic de 11,25% ao ano no fim de 2022.

Para comparar, no início deste ano, a projeção para dezembro de 2022 era de 4,50%. Ou seja, a Selic esperada mais do que dobrou. E os prognósticos são de que 11,25% não será o ápice do ano que vem. Ao chegar em seu ponto máximo, a Selic pode atingir 12,5% ao ano. Taxas comparáveis às do início de 2017, quando o BC ainda tentava ancorar as expectativas após a turbulência provocada pelo impeachment de Dilma Rousseff (e pela desarrumação das contas públicas que o precedeu).

Vamos relembrar o que se passou neste ano, praticamente encerrado.

Em janeiro, a Selic estava em 2%. Agora, a taxa básica praticamente quintuplicou. Porém, isso é um avanço nominal. Pelas contas dos analistas da Levante Ideias de Investimentos, a taxa de juros real “ex-ante” (ou seja, prevista tendo em vista a inflação esperada para os próximos 12 meses) foi de 2,2% negativos para 3,1% positivos, uma das mais altas do mundo e a mais alta dentre os países da OCDE – não vamos nos esquecer que há cerca de US$ 18 trilhões em dívidas soberanas que estão sendo remuneradas a taxas nulas ou mesmo negativas.

A diferença entre o remédio que cura e o veneno que mata está na dose aplicada ao paciente. Pelo livro texto, em momentos de inflação acima do previsto, a tarefa desagradável do banqueiro central é tornar o dinheiro mais caro e contrair o crédito para, de propósito, jogar areia nas engrenagens da economia.

Ao desacelerar a atividade econômica por meio da contenção da demanda, o BC faz os preços retornar ao bom caminho. No entanto, a inflação brasileira não decorre somente de um aquecimento da demanda. A principal causa é uma alta pontual de custos importantes, como energia, combustíveis e alimentos. E a causa são os choques de oferta devido à crise hídrica, a alta dos preços internacionais e a depreciação do real em relação ao dólar. Elevar os juros em ritmo muito acelerado poderá ter pouco impacto sobre essas causas.

Além disso, a elevação sistemática das taxas muito provavelmente vai tornar caro (ou seja, difícil) para as empresas rolar suas dívidas. O custo do capital, tanto para gastos operacionais (opex) quanto para investimentos (capex) deverá subir de maneira relevante.

E Eu Com Isso?

A quinta-feira se inicia com os contratos futuros do Ibovespa e do índice americano S&P 500 em baixa, com os investidores realizando parte dos ganhos dos três últimos pregões.

As notícias são negativas para a Bolsa.

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

Leia também: Copom eleva Selic a 9,25% ao ano, maior patamar em quatro anos.

O post Surpresa zero no Copom apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/surpresa-zero-no-copom/feed 0
O dilema do Copom https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-dilema-do-copom-2 https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-dilema-do-copom-2#respond Mon, 06 Dec 2021 14:13:12 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=33853 Nesta semana será realizada a última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) de 2021. A certeza de que a taxa referencial Selic será elevada em 1,5 ponto percentual para 9,25% ao ano é quase absoluta, tendo em vista as declarações do próprio BC (Banco Central) nas Atas mais recentes das reuniões anteriores do Copom.… Read More »O dilema do Copom

O post O dilema do Copom apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
Nesta semana será realizada a última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) de 2021. A certeza de que a taxa referencial Selic será elevada em 1,5 ponto percentual para 9,25% ao ano é quase absoluta, tendo em vista as declarações do próprio BC (Banco Central) nas Atas mais recentes das reuniões anteriores do Copom.

A questão é o que vai ocorrer depois. Segundo a edição mais recente do Relatório Focus, divulgada nesta segunda-feira (06), a expectativa para a Selic em dezembro de 2022 está em 11,25%. O prognóstico para 2023 subiu para 8,00%, ante 7,75% na semana passada e frente a 7,50% há quatro semanas.

Ou seja, a expectativa dos investidores é de aumento dos juros se estendendo por muito mais tempo do que se esperava anteriormente.

Há outro ponto. Os prognósticos para o desempenho da economia também vêm piorando. A estimativa para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de 2021 foi reduzida para 4,71%, ante 4,93% há quatro semanas.

Essa não é a única redução.

A projeção para 2022 caiu para 0,51% ante 1,00% há quatro semanas. E até mesmo a expectativa para o PIB de 2023 recuou levemente. A projeção agora é de um crescimento de 1,95%, levemente abaixo dos 2,00%.

O que essa montanha de números quer dizer? A política monetária parece estar “atrasada” em relação ao comportamento da inflação e da economia real. Devido à pandemia, o BC manteve os juros em 2% ao ano por vários meses.

Isso impediu uma queda maior da economia devido à pandemia, mas também desancorou as expectativas de inflação. O quadro foi agravado pela alta dos preços das commodities e do petróleo, e pela escassez hídrica que vem pressionando para cima os preços dos alimentos.

Ou seja, se olharmos apenas para os índices de inflação, que devem ficar acima do teto da meta em 2022, o Copom deveria prosseguir em sua tarefa desagradável de elevar a taxa de juros e apertar a política monetária.

Porém, se observarmos apenas o comportamento esperado da economia real, o BC poderia até mesmo afrouxar a política monetária para conter a desaceleração esperada do PIB. Até porque a economia fraca poderá retirar energia dos índices de inflação.

Assim, a atividade econômica poderá desacelerar antes de a política monetária fazer efeito. Essa distorção temporal coloca o Copom em um dilema, que provavelmente só começará a ser resolvido em 2022.

E Eu Com Isso?

Os contratos futuros de Ibovespa iniciam a semana e o dia com uma leve alta, estimulados por expectativas de que a variante Ômicron seja menos grave do que se temia.

Essa expectativa gerou um movimento de alívio nos mercados internacionais, com os contratos futuros do índice americano S&P 500 em leve alta.

As notícias são positivas para a Bolsa.

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

Leia também: Copom aumenta Selic em 1,5 ponto percentual, para 7,75% ao ano.

O post O dilema do Copom apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-dilema-do-copom-2/feed 0
O BC e a ancoragem das expectativas https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-bc-e-a-ancoragem-das-expectativas https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-bc-e-a-ancoragem-das-expectativas#respond Tue, 09 Nov 2021 14:47:07 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=32926 Apesar do nome, um banco central não é exatamente um banco. Na definição do livro texto, bancos são intermediadores financeiros, que captam recursos das famílias com excedentes e os emprestam para empresas ou para famílias que querem se alavancar. Apesar de funcionar como um “emprestador de última instância”, o banco central tem uma tarefa mais… Read More »O BC e a ancoragem das expectativas

O post O BC e a ancoragem das expectativas apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
Apesar do nome, um banco central não é exatamente um banco. Na definição do livro texto, bancos são intermediadores financeiros, que captam recursos das famílias com excedentes e os emprestam para empresas ou para famílias que querem se alavancar.

Apesar de funcionar como um “emprestador de última instância”, o banco central tem uma tarefa mais importante, que é a de definir a temperatura da economia calibrando a taxa de juros.

Ou seja, tornar o dinheiro mais caro e escasso em momentos de superaquecimento, e mais barato e farto nos momentos de atividade econômica anêmica.

Essa tarefa, porém, vai além da gestão dos juros. Também passa pela gestão das expectativas, tão relevantes quanto os percentuais da taxa Selic e as regras do depósito compulsório. E, nesse aspecto, o BC (Banco Central) tem deixado a desejar na gestão das expectativas.

Peço um pouco de paciência, porque é importante recapitular o que ocorreu nos últimos meses. Na 238ª reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), em 4 e 5 de maio, a decisão foi elevar a Selic em 0,75 ponto percentual para 3,50% ao ano e antecipar um aumento da mesma magnitude na reunião 239, marcada para meados de junho. Isso se confirmou e a Selic subiu para 4,25 por cento. Até então, o BC disse o que iria fazer e fez o que disse. Sem problemas até aqui.

No entanto, na Ata da reunião de nº 239 o BC prometeu uma alta de 0,75 ponto percentual na reunião seguinte, agendada para agosto.

No meio do caminho começou a discussão sobre a PEC dos Precatórios, que piorou bem as expectativas e provocou solavancos na curva futura de juros.

Assim, na reunião de agosto, o BC descumpriu o prometido. Em vez da alta de 0,75 ponto percentual, ele elevou os juros em um ponto percentual, para 5,25% e disse que faria o mesmo na reunião de setembro. Dito e feito: na 241ª reunião a Selic foi para 6,25%.

Calma que está acabando. Na reunião mais recente o BC mais uma vez não se alinhou às expectativas e elevou os juros em 1,5 ponto percentual, antecipando outro aumento da mesma magnitude na última reunião do ano, agendada para os dias 7 e 8 de dezembro.

Com isso, a intenção do BC foi ancorar as expectativas, se não em 2021, por impraticável, ao menos em 2022, tarefa ainda assim de difícil execução.

No entanto, os investidores foram surpreendidos pelas declarações de Bruno Serra, diretor de política monetária do BC (ou seja, o executivo cujo trabalho é calibrar os juros). Serra concedeu uma entrevista ao jornal japonês Nikkei Asia no dia 4 de novembro, e a reportagem foi publicada na segunda-feira (08). Nela, Serra admite que o BC pode elevar os juros em mais de 1,5 ponto percentual ainda neste ano. Ou seja, ele contradisse a Ata publicada no dia anterior.

Está lá, no 15º parágrafo: “O Comitê avaliou, inclusive, cenários com ritmos de ajuste maiores do que 1,50 ponto percentual. Prevaleceu, no entanto, a visão de que trajetórias de aperto da política monetária com passos de 1,50 ponto percentual, considerando taxas terminais diferentes, são consistentes, neste momento, com a convergência da inflação para a meta em 2022, mesmo considerando a atual assimetria no balanço de riscos.”

Serra é um diretor respeitado e está longe de ser inexperiente. Assim, se ele afirma que pode ser necessário endurecer a política monetária mais depressa do que o BC vem fazendo desde maio para tentar quebrar a espinha dorsal da inflação, é razoável supor que ele sabe do que está falando.

Porém, ao colocar esse assunto em pauta, Serra contradisse a Ata publicada na véspera, o que não ajuda na ancoragem das expectativas. E essa entidade conhecida como mercado reage automaticamente a qualquer enfraquecimento das âncoras.

E Eu Com Isso?

Os contratos futuros de Ibovespa iniciam a terça-feira com uma leve alta, seguindo o mercado americano.

As notícias são positivas para a bolsa.

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

Leia também: O novo perfil do lucro dos bancos.

O post O BC e a ancoragem das expectativas apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-bc-e-a-ancoragem-das-expectativas/feed 0
A maratona do BC https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-maratona-do-bc https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-maratona-do-bc#respond Thu, 28 Oct 2021 14:47:28 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=32568 Uma boa comparação com a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) foi com uma corrida de longa distância entre o BC (Banco Central) e a inflação. Durante quase todo o ano de 2021, a manutenção de uma política monetária frouxa fez com que a inflação ganhasse vantagem sobre o BC e se distanciasse cada… Read More »A maratona do BC

O post A maratona do BC apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
Uma boa comparação com a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) foi com uma corrida de longa distância entre o BC (Banco Central) e a inflação.

Durante quase todo o ano de 2021, a manutenção de uma política monetária frouxa fez com que a inflação ganhasse vantagem sobre o BC e se distanciasse cada vez mais. Agora, com a elevação da taxa referencial Selic em 1,5 ponto percentual, para 7,75% ao ano, e com a “promessa” de que haverá outro aumento da mesma magnitude na reunião de dezembro, o BC parece ter acelerado e ganho distância suficiente para empatar com a inflação.

Na prática, o BC vai aumentar os juros em três pontos percentuais, elevando a Selic de 6,25% para 9,25% ao ano. O único detalhe é que esse aumento se dará em duas etapas, com um intervalo de sete semanas entre eles.

E o Comunicado foi bastante claro em indicar um cenário adverso à frente. Uma comparação com o texto da reunião anterior, publicado no dia 22 de setembro, mostra várias alterações importantes em como o Copom vê a economia:

– o cenário externo para as economias emergentes tornou-se “mais desafiador”, ante um ambiente “favorável, mas que pode tornar-se desafiador”.

– a economia brasileira está mostrando uma “evolução ligeiramente abaixo da esperada” em vez de uma “evolução positiva com recuperação robusta no segundo semestre”.

– a projeção de inflação do Copom em 2021 subiu para 9,5% ante 8,5%, e o esperado em 2022 avançou para 4,1%, ante 3,7%.

– a projeção para os preços administrados, que incluem as tarifas públicas e que vêm sendo um espinho no pé do maratonista, subiu para 17,1% ante 13,1% em 2021 e para 5,2% ante 4,8% em 2022. O Copom manteve inalterada a hipótese de bandeira tarifária “escassez hídrica” até dezembro desde ano e de “vermelha patamar 2” até dezembro de 2023.

– a projeção de juros do Copom em 2022 subiu para 9,75%, ante 8,50%.

Para além dos números, o Copom foi muito claro ao admitir a gravidade da situação. “O Comitê avalia que recentes questionamentos em relação ao arcabouço fiscal elevaram o risco de desancoragem das expectativas de inflação”, diz o texto.

Isso “aumenta a assimetria altista no balanço de riscos” e “implica maior probabilidade de trajetórias para a inflação acima do projetado”.

E também não deixou dúvidas quanto ao tratamento prescrito, afirmando que “neste momento, o cenário básico e o balanço de riscos indicam ser apropriado que o ciclo de aperto monetário avance ainda mais no território contracionista” mesmo sabendo que “essa decisão implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”.

A primeira tarefa de um banqueiro central é organizar as expectativas dos agentes econômicos para poder conduzir a política monetária de maneira eficiente.

Por isso, a interpretação desse comunicado mostra que o BC abandonou a suavidade no tratamento da inflação. Isso ficou claro quando o Comunicado reconhece a alta de preços, tanto no geral quanto nos administrados.

Na avaliação dos analistas da Levante Ideias de Investimentos há algumas críticas. Uma delas é que o Comunicado trata apenas de uma ancoragem “genérica”, sem especificar qual o período. E outra é que, nos últimos Comunicados, todas as decisões têm sido anunciadas como unânimes. Quem já observou dois economistas conversando sabe que unanimidade é fator escasso.

A velha piada é que quando três economistas conversam sobre um problema, eles sugerem quatro soluções para ele. E dificilmente a decisão de descumprir o que foi prometido no Comunicado e na Ata da reunião anterior, de elevar os juros em um ponto percentual, teria sido uma decisão unânime.

Qual a consequência de tudo isso?

O problema que já tratamos aqui e que continuaremos tratando. Enquanto não houver uma âncora fiscal firme para ancorar os preços, será necessário recorrer à âncora monetária, mantendo os juros elevados.

Assim, deverá haver uma revisão drástica para baixo nas expectativas de crescimento da economia brasileira em 2022.

Isso deve levar a revisões táticas na implantação de sua estratégia de investimentos. Porque, na maratona da economia, o BC pode até ter emparelhado com a inflação, mas ainda há muita pista pela frente.

Indicadores 

O IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) subiu 0,64% em outubro, após queda de 0,64% em setembro. Com este resultado, o índice acumula alta de 16,74% no ano e de 21,73% em 12 meses.

Em outubro de 2020, o índice havia subido 3,23% e acumulava alta de 20,93% em 12 meses. A queda menos intensa do minério de ferro, cujos preços recuaram 8,47% ante a queda de 21,74% em setembro, e a alta de 6,61% no preço do diesel pressionaram a inflação.

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) subiu 0,53% em outubro, após queda de 1,21% em setembro. O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) variou 1,05% em outubro, ante 1,19% em setembro. E o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) subiu 0,80% em outubro, ante 0,56% em setembro.

E Eu Com Isso?

O endurecimento da política monetária e o esperado desaquecimento suplementar da economia provocaram um impacto negativo no mercado, com os contratos futuros do Ibovespa iniciando o dia em baixa, apesar da alta em Wall Street.

As notícias são negativas para a Bolsa.

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

Leia também: Copom aumenta Selic em 1,5 ponto percentual, para 7,75% ao ano.

O post A maratona do BC apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-maratona-do-bc/feed 0
A alta dos combustíveis e os juros https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-alta-dos-combustiveis-e-os-juros https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-alta-dos-combustiveis-e-os-juros#respond Tue, 28 Sep 2021 14:42:33 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=31339 Há momentos em que uma notícia aparentemente sem importância é a melhor descrição de uma situação. Foi o caso da sexta-feira (24), quando o Uber anunciou o descadastramento de alguns de seus motoristas devido ao cancelamento excessivo de viagens. Qualquer pessoa que tenha se servido do transporte por aplicativo nas últimas semanas percebeu que o… Read More »A alta dos combustíveis e os juros

O post A alta dos combustíveis e os juros apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
Há momentos em que uma notícia aparentemente sem importância é a melhor descrição de uma situação. Foi o caso da sexta-feira (24), quando o Uber anunciou o descadastramento de alguns de seus motoristas devido ao cancelamento excessivo de viagens.

Qualquer pessoa que tenha se servido do transporte por aplicativo nas últimas semanas percebeu que o número de motoristas dispostos a prestar serviços diminuiu. A redução da oferta permite que eles sejam mais seletivos na hora de atender a demanda. Os cancelamentos de viagens não ocorrem por acaso.

O argumento da associação que representa os motoristas é que os preços da gasolina e do etanol subiram muito e que, com as tarifas congeladas – ou reajustadas por um percentual menor – não compensa tanto fazer viagens. Por isso os motoristas estão mais seletivos.

O argumento dos motoristas de aplicativo pode ser viesado. Então, vamos buscar um número mais neutro. Segundo dados da ANP (Associação Nacional de Petróleo), entre janeiro e agosto deste ano, o Brasil consumiu 36,6 bilhões de litros de combustíveis líquidos – gasolina, diesel e etanol. Isso representa uma queda de 7,1% ante os 39,4 bilhões de litros do mesmo período de 2019 – não compensa comparar com os dados do ano da pandemia.

Mesmo assim, a alta da arrecadação do ICMS (Impostos sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) de 2021 em relação a 2019 foi de 4,5%.

Repetindo, para ficar claro: apesar de os brasileiros terem consumido menos combustíveis, os Estados arrecadaram mais impostos. Isso ocorre porque o ICMS é calculado sobre um percentual do preço de bomba e o valor em reais cobrado pelos Estados aumenta na mesma proporção dos preços.

Os preços dos combustíveis têm subido sistematicamente, e isso não é um fenômeno brasileiro. Boa parte da causa vem da China. Em uma preparação para os Jogos Olímpicos de inverno, no ano que vem, o país asiático determinou uma redução do uso de combustíveis fósseis para gerar energia. Isso reduziu a produção de carvão, e os preços subiram. Um fenômeno parecido ocorreu com o petróleo.

Nesta terça-feira (28), as cotações do Brent superaram US$ 80 por barril, nível mais alto em várias semanas. E os preços do gás também estão subindo. A Rússia, principal fornecedor da Europa Ocidental, vem reduzindo a oferta para pressionar por uma alta de preços.

Tudo isso eleva as cotações e esse efeito é sentido nas bombas de combustível e nas contas de eletricidade. No caso brasileiro há dois agravantes. Um deles é a alta do dólar, que pressionaria os preços aqui, ainda que as cotações estivessem estáveis lá fora.

Outro é a crise hídrica, que reduz a vazão dos rios e obriga as geradoras de energia a recorrer a gás e a petróleo. Além de mais caros, eles aumentam a demanda e fazem os preços para o consumidor de varejo subirem mais ainda.

Isso não passou desapercebido para o Copom (Comitê de Política Monetária), que divulgou, nesta terça-feira (28), a Ata de sua 241ª reunião.

Segundo o texto, “a inflação ao consumidor segue elevada. A alta nos preços dos bens industriais (…) ainda não arrefeceu e deve persistir no curto prazo. (…) Adicionalmente, persistem as pressões sobre componentes voláteis como alimentos, combustíveis e, especialmente, energia elétrica, que refletem fatores como câmbio, preços de commodities e condições climáticas desfavoráveis.”

Apesar de considerar que “questionamentos dos mercados a respeito dos riscos inflacionários nas economias avançadas podem tornar o ambiente desafiador para países emergentes”, o Copom considera que, em 2022, o crescimento da economia [brasileira] será beneficiado por três fatores: 1) a recuperação do mercado de trabalho e do setor de serviços, 2) o bom desempenho da agropecuária e da indústria extrativa; e 3) resquícios do processo de normalização da economia conforme a crise sanitária arrefece.

E o Copom foi mais enfático do que seria de se esperar ao afirmar que os juros vão subir, mas devagar. “O estágio atual do ciclo de ajuste é caracterizado por uma política monetária contracionista, evidenciado pela diferença das expectativas para as trajetórias da taxa de juros e da inflação. (…) [S]imulações com trajetórias de elevação de juros (…) sugerem que o atual ritmo de ajuste é suficiente para atingir patamar significativamente contracionista e garantir a convergência da inflação para a meta em 2022, mesmo considerando a assimetria no balanço de riscos. (…) O Copom concluiu que, neste momento, a manutenção do atual ritmo de ajuste associada ao aumento da magnitude do ciclo de ajuste da política monetária para patamar significativamente contracionista é a estratégia mais apropriada para assegurar a convergência da inflação para as metas de 2022 e 2023.”

E Eu Com Isso?

Os contratos futuros de Ibovespa e do índice americano S&P 500 iniciam o dia com quedas significativas, devido à alta dos títulos do Tesouro americano, com expectativas ruins para o desenvolvimento da economia.

As notícias são negativas para o mercado.

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

Leia também: O novo cenário macro global | Domingo de Valor.

O post A alta dos combustíveis e os juros apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-alta-dos-combustiveis-e-os-juros/feed 0
O BC dará a tônica da semana https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-bc-dara-a-tonica-da-semana https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-bc-dara-a-tonica-da-semana#respond Mon, 27 Sep 2021 13:47:18 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=31295 A última semana do terceiro trimestre de 2021 será pautada pelas declarações do Banco Central (BC). Além do Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (27), na terça-feira (28) vai sair a Ata da 241ª reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). E na quinta-feira (30) será publicado o RTI (Relatório Trimestral de Inflação). Todas essas publicações… Read More »O BC dará a tônica da semana

O post O BC dará a tônica da semana apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
A última semana do terceiro trimestre de 2021 será pautada pelas declarações do Banco Central (BC). Além do Relatório Focus divulgado nesta segunda-feira (27), na terça-feira (28) vai sair a Ata da 241ª reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). E na quinta-feira (30) será publicado o RTI (Relatório Trimestral de Inflação).

Todas essas publicações vão fornecer uma ideia precisa de como o BC está encarando a atividade econômica no Brasil e no exterior, e quais devem ser as diretrizes para a política monetária no que resta deste ano e em 2022.

Na semana passada, o Copom elevou a taxa referencial Selic em um ponto percentual, para 6,25% ao ano e praticamente contratou uma alta semelhante na reunião marcada para o outubro.

O Comunicado que explicou essa decisão mostrou algumas alterações significativas na percepção do Comitê sobre a economia. Listaremos algumas delas a seguir.

1) A economia global está mais adversa. Na reunião anterior, de 3 de agosto, o Comunicado citava apenas o risco de expansão da pandemia devido à variante Delta do Covid-19.

Na reunião mais recente, de 22 de setembro, somou-se a esse risco a possibilidade de diversos países emergentes apertarem suas políticas monetárias para conter a inflação.

Apesar de considerar que o ambiente econômico ainda está favorável para as economia emergentes, o Comitê avalia que o cenário “pode tornar-se mais desafiador”.

2) A inflação continua elevada devido aos preços dos alimentos e dos combustíveis. O Copom aumentou sua inflação esperada para este ano e para 2022. A taxa prevista para 2021 subiu para 8,5%, ante os 6,5% da reunião de agosto. A projeção para 2022 avançou de 3,5% para 3,7%.

3) A energia vai continuar pressionando a inflação. O cenário piorou. Na reunião de agosto, a expectativa era de “bandeira vermelha nível 1” para dezembro de 2021, 2022 e 2023.

Agora, a hipótese é “escassez hídrica” para dezembro deste ano e “bandeira vermelha nível 2” para dezembro de 2022 e 2023.

Em consequência disso, a alta prevista para os preços administrados, que incluem as tarifas de energia, subiu para 13,7% neste ano ante os 10,0% previstos na reunião anterior.

Conclusão: os juros vão subir. Na reunião de agosto, a projeção era de que 2021 se encerrasse com a Selic a 7,00%. Os juros permaneceriam nesse patamar durante todo o ano de 2022 e cairiam para 6,50% em 2023.

Em setembro, o prognóstico mudou bastante. Os juros para dezembro subiram de 7,00% para 8,25%. As taxas em 2022 devem subir mais um pouquinho, chegando a 8,50%. E a estimativa para 2023 subiu de 6,50% para 6,75%.

A alta dos juros vai ocorrer ainda que o BC esteja marginalmente mais preocupado com a atividade econômica brasileira. “Neste momento, o cenário básico e o balanço de riscos do Copom indicam ser apropriado que o ciclo de aperto monetário avance no território contracionista”, diz o Comunicado.

Apenas essa análise rápida do Comunicado mostra que o Copom está observando um cenário mais adverso para a inflação, devido principalmente às condições climáticas e aos preços da energia. A divulgação da Ata deverá trazer mais explicações sobre a percepção do Comitê.

Relatório Focus

A edição mais recente do Relatório Focus, divulgada pelo BC nesta segunda-feira (27), trouxe poucas alterações para este ano. A única mudança nas expectativas para 2021 foi um aumento na inflação prevista de 8,25% para 8,35%.

As demais projeções permanecem inalteradas: crescimento da economia em 5,04%, taxa de câmbio em R$ 5,20 e Selic em dezembro a 8,25%. Para 2022, porém, o crescimento econômico previsto caiu de 1,63% para 1,57%.

E Eu Com Isso?

A semana começa com os contratos futuros do Ibovespa e do índice americano S&P 500 iniciando a sessão oscilando ao redor da estabilidade.

Devido à distensão nos mercados internacionais, a projeção dos analistas da Levante Ideias de Investimentos é de um otimismo cauteloso para o pregão.

As notícias são positivas para a Bolsa.

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

Leia também: Copom eleva taxa Selic para 6,25% ao ano.

O post O BC dará a tônica da semana apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-bc-dara-a-tonica-da-semana/feed 0
As incertezas do Copom https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/as-incertezas-do-copom https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/as-incertezas-do-copom#respond Wed, 22 Sep 2021 14:02:26 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=31147 Nesta quarta-feira (22), os organismos encarregados de calibrar os juros no Brasil e nos Estados Unidos vão divulgar dois comunicados decisivos. Por aqui, o Banco Central (BC) vai elevar os juros. A incerteza é se essa alta será de 100 ou de 125 pontos-base (centésimos de ponto percentual). Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed),… Read More »As incertezas do Copom

O post As incertezas do Copom apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
Nesta quarta-feira (22), os organismos encarregados de calibrar os juros no Brasil e nos Estados Unidos vão divulgar dois comunicados decisivos.

Por aqui, o Banco Central (BC) vai elevar os juros. A incerteza é se essa alta será de 100 ou de 125 pontos-base (centésimos de ponto percentual).

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed), o BC americano, vai manter os juros perto de zero e, provavelmente, seguir com a recompra de títulos públicos e hipotecários que injeta US$ 120 bilhões por mês na economia americana. A incerteza é se haverá, ou não, alguma sinalização de quando essa intervenção vai deixar de ocorrer.

Na prática, as incertezas são apenas quanto à velocidade da atuação dos bancos centrais, e não quanto à direção das políticas a ser adotadas.

Considere-se a situação do Fed. Ele deverá, em algum momento, desacelerar os estímulos monetários. Porém, a economia americana ainda está 5,3 milhões de empregos abaixo dos níveis da pandemia. E nesse cenário, nenhum banqueiro central quer ter na biografia a menção de ter interrompido um processo de recuperação econômica.

Apesar de ninguém esperar uma alta dos juros americanos, haverá muito interesse nas opiniões de seus formuladores. Será divulgado o “dot plot”, que mostra as expectativas dos membros do Fomc (Federal Open Market Committee) para juros, inflação, emprego e crescimento.

Na edição anterior ficou claro que nenhum dos participantes esperava uma alta dos juros antes de 2023. No entanto, a edição a ser divulgada nesta quarta-feira trará, pela primeira vez, as expectativas para 2024.

Já o caso brasileiro é um pouco mais delicado. É consenso entre os investidores que os juros terão de subir apesar do ritmo fraco da economia. A inflação não dá sinais de trégua, e o único remédio na farmacopeia de Roberto Campos Neto, presidente do BC, é apertar a política monetária. A questão é até quanto a taxa referencial Selic deverá subir, e qual será a velocidade dessa alta.

As edições mais recentes do Relatório Focus indicam uma alta acelerada das projeções para a taxa de juros em dezembro.

O prognóstico divulgado na segunda-feira (20) foi de 8,25%. Os juros estão em 5,25% ao ano. Para chegar aos 8,25, tudo indica que haverá três altas sucessivas de um ponto percentual, incluindo a que deve ser divulgada nesta quarta-feira.

A percepção dos analistas da Levante Ideias de Investimento é que apenas a divulgação do RTI (Relatório Trimestral de Inflação), agendada para o dia 30 de setembro, vai levar a uma convergência entre os prognósticos do mercado e a percepção do BC.

A política monetária já está incluindo os movimentos da inflação previstos para 2022, e os prognósticos do Relatório Focus indicam uma piora das expectativas.

Na edição mais recente, o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) previsto para 2022 é de 1,63%. Há quatro semanas, a estimativa era de 2,00%. A expectativa é que o RTI levará essa entidade conhecida como mercado mais para perto de um consenso sobre os juros.

E Eu Com Isso?

O fato de o Congresso e o Ministério da Economia terem chegado a um acordo no caso do pagamento dos precatórios em que não haverá ruptura do teto de gastos animou os investidores.

Os contratos futuros do Ibovespa iniciam a manhã da quarta-feira em alta. No entanto, qualquer surpresa vinda da decisão do Federal Reserve pode levar a um aumento da volatilidade.

As notícias são positivas para a bolsa em um cenário de volatilidade.

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

e-eu-com-isso

Leia também: O Copom e o Fomc.

O post As incertezas do Copom apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/as-incertezas-do-copom/feed 0
Copom anuncia aumento da taxa Selic para 5,25% ao ano https://levanteideias.com.br/artigos/copom-anuncia-aumento-da-taxa-selic-para-525-ao-ano https://levanteideias.com.br/artigos/copom-anuncia-aumento-da-taxa-selic-para-525-ao-ano#respond Wed, 04 Aug 2021 21:37:59 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=29418 O Copom (Comitê de Política Monetária) anunciou, nesta quarta-feira (04), o aumento da taxa de juros básicos, a Selic, para 5,25% ao ano, um aumento de um ponto percentual. Essa é a quarta alta seguida, e o resultado vai ao encontro da expectativa do mercado, que esperava um aumento de 100 pontos-base. Na última reunião,… Read More »Copom anuncia aumento da taxa Selic para 5,25% ao ano

O post Copom anuncia aumento da taxa Selic para 5,25% ao ano apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
O Copom (Comitê de Política Monetária) anunciou, nesta quarta-feira (04), o aumento da taxa de juros básicos, a Selic, para 5,25% ao ano, um aumento de um ponto percentual. Essa é a quarta alta seguida, e o resultado vai ao encontro da expectativa do mercado, que esperava um aumento de 100 pontos-base.

Na última reunião, em 16 de junho, o Copom elevou a Selic ao patamar de 4,25% ao ano, um aumento de 0,75 ponto percentual.

Apesar do aumento, há uma discussão entre os investidores se faz sentido realizar esse aperto na política monetária agora.

Entretanto, a alta da Selic já era esperada, ainda mais com o patamar, por ora, elevado da inflação no Brasil. Na última edição, o Boletim Focus, por exemplo, projetou que a taxa Selic chegue a 7% ao final do ano, mantendo-se próxima a esse patamar até o fim de 2022.

Ainda nessa linha, o Boletim Focus estima que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) – a inflação oficial – ficará em 6,79% no ano. O centro da meta para 2021 é de 3,75%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para baixo ou para cima. Atualmente, a inflação acumulada no ano está em alta de 3,77%, e, no acumulado dos últimos 12 meses, a alta é de 8,35%.

Apesar de os dados do IPCA de julho ainda não terem sido divulgados, a expectativa é de nova alta. O IPCA-15 (Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15), que mede a prévia oficial da inflação, registrou inflação de 0,72% em julho, maior valor do índice para o mês desde 2004 (0,94%).

Dessa forma, como maneira de contornar a alta da inflação, o Banco Central utiliza a Selic como ferramenta para tentar controlar e manter a inflação na meta. 

Para a próxima reunião, o Comitê prevê um aumento da mesma magnitude. “O Copom enfatiza que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar o cumprimento da meta de inflação e dependerão da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária”, afirma o Copom.

O post Copom anuncia aumento da taxa Selic para 5,25% ao ano apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

]]>
https://levanteideias.com.br/artigos/copom-anuncia-aumento-da-taxa-selic-para-525-ao-ano/feed 0