selic – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Tue, 03 Feb 2026 14:41:29 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png selic – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Ata: Copom repete que pretende cortar Selic em março, mas não crava magnitude https://levanteideias.com.br/artigos/ata-copom-repete-que-pretende-cortar-selic-em-marco-mas-nao-crava-magnitude https://levanteideias.com.br/artigos/ata-copom-repete-que-pretende-cortar-selic-em-marco-mas-nao-crava-magnitude#respond Tue, 03 Feb 2026 14:41:26 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52970 A Ata da reunião nº 276 do Comitê de Política Monetária, que foi divulgada nesta terça-feira (03) mostrou um Comitê cautelosamente otimista com o cenário de inflação e com as perspectivas para a taxa de juros. A Ata foi relativamente breve, mantendo um tamanho parecido com o da reunião de dezembro, e preservou os mesmos… Read More »Ata: Copom repete que pretende cortar Selic em março, mas não crava magnitude

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A Ata da reunião nº 276 do Comitê de Política Monetária, que foi divulgada nesta terça-feira (03) mostrou um Comitê cautelosamente otimista com o cenário de inflação e com as perspectivas para a taxa de juros. A Ata foi relativamente breve, mantendo um tamanho parecido com o da reunião de dezembro, e preservou os mesmos tópicos.

Ao avaliar o cenário da economia internacional, o Comitê avaliou que “enquanto os riscos de longo prazo se mantêm, as condições recentes sugerem algum arrefecimento na incerteza (…), no contexto atual os preços das principais commodities permaneceram contidos, e as condições financeiras, favoráveis”, segundo a Ata.

No cenário doméstico, ao tratar da inflação, o Comitê trouxe o trecho mais otimista da Ata. O Copom afirmou que “as expectativas de inflação, medidas por diferentes instrumentos e obtidas de diferentes grupos de agentes seguiram trajetória de declínio”, e que “as leituras recentes indicam um arrefecimento da inflação que abrange tanto o índice cheio quanto em aberturas e medidas subjacentes”.

Segundo o Copom, “a combinação de um câmbio mais apreciado e um comportamento mais benigno das commodities contribuiu para redução nas inflações de bens industrializados e alimentos. A inflação de serviços também apresentou algum arrefecimento, ainda que mais resiliente, respondendo a um mercado de trabalho que segue dinâmico e a uma atividade que tem apresentado moderação gradual”.

A decisão marcou uma inflexão relevante no discurso da autoridade monetária. Até então, o Copom vinha reforçando a necessidade de manter a política monetária restritiva por período prolongado. Na Ata, o colegiado reconheceu avanços no processo de desinflação e avaliou que o cenário prospectivo passou a permitir ajustes graduais na taxa Selic, ainda que cautelosas.

A Ata reforçou que a principal âncora para essa mudança é o comportamento das expectativas de inflação. A edição mais recente do Relatório Focus, divulgada na segunda-feira (2), mostrou um recuo da projeção para o IPCA de 2026 para 3,99 por cento. Trata-se da primeira vez, desde o início de 2025, que a expectativa para esse horizonte cai para abaixo de 4 por cento. O movimento foi interpretado pelo mercado como um sinal de maior credibilidade do regime de metas.

Pelas contas do Copom, “as projeções para a inflação acumulada em quatro trimestres para 2026 e para o terceiro trimestre de 2027, atual horizonte relevante de política monetária, são, respectivamente, 3,4 por cento e 3,2 por cento”. Com isso, o comitê ganha maior conforto para iniciar o processo de flexibilização sem comprometer a convergência da inflação à meta.

E Eu Com Isso?

As cotas do Exchange Traded Fund (ETF) EWZ iShares MSCI Brazil negociadas em Wall Street, assim como os contratos futuros dos principais índices americanos, estão em uma leve alta no pré-mercado. Os investidores estão razoavelmente otimistas com a Ata do Copom e, no mercado internacional, com a menor incerteza sobre a independência do Federal Reserve (FED), o banco central americano.

As notícias são positivas para a Bolsa

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As expectativas de dezembro e as projeções para 2026 https://levanteideias.com.br/artigos/as-expectativas-de-dezembro-e-as-projecoes-para-2026 https://levanteideias.com.br/artigos/as-expectativas-de-dezembro-e-as-projecoes-para-2026#respond Mon, 01 Dec 2025 13:07:42 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52627 O post <strong>As expectativas de dezembro e as projeções para 2026</strong> apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

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Mercados com Rafael Bevilacqua

Faltando apenas 31 dias para 2026, os investidores estão dedicados a traçar cenários para o próximo ano. A segunda semana do mês terá as últimas reuniões do ano do Comitê de Política Monetária (Copom) e de seu equivalente americano, o Federal Open Market Committee (Fomc).

Deve haver poucas surpresas em relação aos resultados. No caso do Copom, na sexta-feira (28) havia 95 por cento de probabilidade de manutenção da taxa Selic nos atuais 15 por cento ao ano. No caso do Fomc, a ferramenta FedWatch mostrava uma expectativa de 84 por cento de corte dos Fed Funds em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 3,50 e 3,75 por cento ao ano.

Para traçar essas projeções com mais precisão, os participantes do mercado contam com os indicadores econômicos que devem ser divulgados nos próximos dias, em especial os índices de inflação e de emprego. Os dados de inflação tiveram sua divulgação afetada pela paralisação das atividades do governo americano (“shutdown”) por 43 dias, o que torna mais difícil fazer previsões.

Por isso, os membros do Fomc não poderão contar com índices de inflação como o Consumer Price Index (CPI) e o Personal Consumption Expenditure (PCE), conhecido como a “inflação do FED” (referindo-se ao banco central americano) para tomar sua decisão. Os números de novembro só serão divulgados após a reunião. A publicação do CPI de novembro está agendada para 18 de dezembro, e a divulgação do PCE de novembro ainda não tem data prevista.

Alguns números relevantes deverão ser divulgados nesta semana. Entre eles estão o relatório de empregos do setor privado elaborado pela empresa ADP e diversos indicadores de atividade do ISM, mostrando a temperatura dos negócios na indústria e nos serviços. No entanto, os membros do Fomc estão tendo de pilotar a política monetária por instrumentos, sem ter acesso aos dados primários.

Um indicador de risco, a cotação do bitcoin, está em forte baixa no início da manhã. A criptomoeda mais negociada é cotada a 86,5 mil dólares, queda de 5,5 por cento em relação à sexta-feira. Os investidores estão reticentes com relação a uma falha crítica na plataforma DeFi Yearn Finance, que trouxe preocupações sobre liquidez e sobre a criação de tokens não autorizados.



Petrobras (PETR4) divulga plano plurianual 2026-2030


Na noite da quinta-feira (27), a Petrobras (PETR4) divulgou seu plano de investimentos para os próximos cinco anos, prevendo aportes entre 91 bilhões e 109 bilhões de dólares no período. Considerando um câmbio de 5,35 reais por dólar, o montante total equivale a aproximadamente 535 bilhões de reais. Mesmo diante de um cenário de preços mais baixos do petróleo, o plano mantém o foco no crescimento da companhia, preservando a sustentabilidade financeira.

Para 2026, ano com maior grau de precisão nas projeções, a Petrobras estima investimentos de cerca de 16,9 bilhões de dólares, ou aproximadamente 95 bilhões de reais. Para os anos de 2029 e 2030, há previsão de redução nos investimentos, embora, em nossa avaliação, o impacto seja menor em comparação à análise detalhada do próximo ano.

Os recursos continuarão sendo majoritariamente direcionados ao segmento de Exploração e Produção, que deverá receber 76,3 por cento da alocação em 2026. Esse percentual tende a crescer nos próximos anos, à medida que a Petrobras avança seu plano de expansão nos segmentos de Refino, Transporte e Comercialização.

No segmento de Refino, Transporte e Comercialização, a empresa pretende alocar 16,5 por cento dos recursos, com foco na ampliação da produção de diesel, cuja participação na produção total deve passar de 40 por cento para 45 por cento.

Já o segmento de Gás e Energias de Baixo Carbono receberá 6,7 por cento do montante total, com investimentos prioritariamente voltados para etanol e biodiesel, acompanhando as tendências globais de transição energética.

A Petrobras também apresentou projeções de geração de caixa, que servirão para financiar tanto o plano de investimentos quanto a remuneração aos acionistas. Para 2026, a expectativa é gerar entre 190 bilhões e 200 bilhões de reais em Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais nos próximos 12 meses.

Considerando investimentos de aproximadamente 95 bilhões de reais no próximo ano e aplicando a fórmula de pagamento de dividendos, estimamos uma distribuição de proventos entre 40 bilhões e 45 bilhões de reais, equivalente a um dividend yield de 10 por cento a 11 por cento.

O endividamento da companhia permanece em nível confortável, com relação dívida líquida/EBITDA em 1,5x, patamar que a empresa pretende manter nos próximos anos.



Axia (AXIA3) propõe grande distribuição de proventos e busca Novo Mercado

A Axia Energia, antiga Eletrobras, informou ao mercado que a decisão de propor a distribuição de quase 40 bilhões de reais em reservas de lucros, em forma de proventos, marcou um dos movimentos corporativos mais relevantes do setor elétrico brasileiro nos últimos anos. A proposta, embora tenha sido imediatamente associada à ideia de um mega dividendo, é mais complexa e envolve uma engenharia societária que busca equilibrar governança, planejamento tributário, flexibilidade financeira e previsibilidade para os acionistas.

O plano consiste em transformar essas reservas acumuladas em uma nova classe de ações preferenciais, chamadas PNC, que seriam distribuídas gratuitamente aos acionistas na forma de bonificação.

Essas ações não representam um dividendo em dinheiro imediato, mas sim um crédito econômico que pode se materializar no futuro através de pagamento de proventos, recompras ou conversões em ações ordinárias.

A criação das PNCs responde a uma conjuntura regulatória e tributária que vem pressionando empresas brasileiras a encontrar modelos mais eficientes de distribuição de lucros. Com a perspectiva de taxação de dividendos em breve, muitas companhias buscam estratégias para antecipar o reconhecimento de reservas e, ao mesmo tempo, preservar a capacidade de escolher o melhor momento para realizar pagamentos em dinheiro.

A estrutura desenhada pela Axia dá à administração a possibilidade de decidir, exercício a exercício, se converterá PNCs em dividendos, se recomprará parte delas ou se as transformará em ações ordinárias até 2031. Esse longo prazo oferece grande margem de manobra, permitindo adaptação a diferentes cenários fiscais, regulamentares ou setoriais.

Além da questão tributária, o movimento está inserido em um esforço mais amplo de fortalecimento da governança corporativa. A empresa retomou estudos para migrar para o Novo Mercado da B3, segmento que exige o uso exclusivo de ações ordinárias e padrões elevados de transparência e direitos aos acionistas.

A classe PNC, mesmo sendo preferencial, foi desenhada com direito a voto, justamente para não violar os princípios de igualdade e não criar assimetrias que comprometeriam uma eventual migração. Esse desenho reforça o compromisso declarado da companhia com práticas de governança que atendam às expectativas de investidores institucionais e internacionais, muitos dos quais consideram imprescindível a presença no Novo Mercado para incluir o papel em seus portfólios.

Para os acionistas, a proposta abre um leque de potenciais benefícios, mas também exige compreensão dos riscos e da natureza mais gradual desse tipo de mecanismo. Em tese, reconhecer quase 40 bilhões de reais como reserva distribuível deveria representar uma sinalização positiva sobre a robustez financeira da empresa e sua disposição de retornar valor aos investidores.

 
E Eu Com Isso?
 
No entanto, a ausência de pagamento imediato significa que parte desse valor só será percebida ao longo dos próximos anos, dependendo de decisões futuras da administração e das condições de mercado. Ainda assim, o fato de que cada PNC carrega um direito econômico explícito tende a ancorar expectativas positivas sobre o valor das ações, sobretudo se o mercado acreditar na capacidade da empresa de gerar caixa e se beneficiar das mudanças de governança.

A proposta será levada à votação em assembleia de acionistas no fim de 2025, etapa crucial para sua implementação. Até lá, investidores acompanharão atentamente não apenas a evolução regulatória e tributária, mas também a performance operacional da Axia, seu plano estratégico e sua eventual mudança de segmento de governança.

Em um setor que exige investimentos pesados e possui forte influência estatal, a capacidade de construir previsibilidade e confiança pode ser tão valiosa quanto os próprios dividendos prometidos. Assim, a iniciativa da Axia representa não apenas uma movimentação financeira, mas um gesto simbólico: o de tentar redefinir sua relação com o mercado após anos de transformações estruturais.




DISCLAIMER
A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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Focus indica Selic mais baixa em 2026 https://levanteideias.com.br/artigos/focus-indica-selic-mais-baixa-em-2026 https://levanteideias.com.br/artigos/focus-indica-selic-mais-baixa-em-2026#respond Mon, 24 Nov 2025 12:52:04 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52592 Após oito semanas, a edição do Relatório Focus desta segunda-feira (24) indicou uma expectativa de redução da taxa Selic para 2026. As expectativas dos investidores agora são de que os juros referenciais encerrem o próximo ano a 12 por cento, abaixo dos 12,25 por cento esperados desde meados de setembro. A projeção para os juros… Read More »Focus indica Selic mais baixa em 2026

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Após oito semanas, a edição do Relatório Focus desta segunda-feira (24) indicou uma expectativa de redução da taxa Selic para 2026. As expectativas dos investidores agora são de que os juros referenciais encerrem o próximo ano a 12 por cento, abaixo dos 12,25 por cento esperados desde meados de setembro. A projeção para os juros de 2025 segue inalterada em 15 por cento.

Essa alteração da expectativa de juros para 2026 mostra um avanço, entre os investidores, da expectativa de uma sinalização mais efetiva na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), agendada para os dias 9 e 10 de dezembro.

A expectativa quase unânime dos investidores, com 92 por cento de probabilidade segundo as opções de Copom negociadas na B3, é de manutenção das taxas em 15 por cento ao ano. No entanto, assim como a Ata da reunião do Copom de novembro cravou que os juros não deveriam subir mais – só deixando as alternativas de estabilidade ou queda – há uma grande expectativa de que o Comunicado e a Ata da reunião de dezembro ofereçam uma perspectiva mais clara de quando começará o afrouxamento da política monetária.

O número mais importante em uma semana de liquidez reduzida (devido ao feriado americano do Dia de Ação de Graças) será a prévia da inflação medida pelo IPCA-15. A divulgação está prevista para a quarta-feira (26). A expectativa dos investidores é elevada, uma vez que os dados mais recentes mostram uma trajetória descendente dos reajustes de preços.

O cenário é semelhante nos Estados Unidos. Também na quarta-feira (26) será divulgada – com atraso – a inflação de setembro medida pelo Personal Consumption Expenditure (PCE) e da inflação no atacado medida pelo Producer Price Index (PPI). Os dados divulgados nos últimos dias não têm sido positivos, por isso a expectativa dos investidores é grande.

O que o mercado avalia é se a reunião do Federal Open Market Committee (Fomc) agendada para dezembro trará mais um corte de juros. Segundo a ferramenta Fed Watch, do CME Group, a probabilidade de manutenção dos juros no intervalo atual entre 3,75 e 4,00 por cento caiu de 57,6 por cento há uma semana para 24,5 por cento. E a expectativa de corte de 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 3,50 e 3,75 por cento subiu de 42,4 por cento para 75,5 por cento nesse mesmo período.


E Eu Com Isso?

A segunda-feira começa com uma leve alta nos contratos futuros dos principais índices americanos. Os investidores seguem atentos aos indicadores em uma semana de liquidez reduzida.

As notícias são positivas para a Bolsa em um cenário de volatilidade



Mercados com Rafael Bevilacqua


Empresas brasileiras são positivamente impactadas pela retirada das tarifas de 40 por cento

A retirada da sobretaxa de 40 por cento imposta pelos Estados Unidos trouxe alívio para diversos exportadores brasileiros, repercutindo diretamente em empresas negociadas na B3 e na dinâmica competitiva do comércio bilateral. Essa medida, que incide principalmente sobre produtos agropecuários e alimentos, representa uma reversão parcial do tarifaço implementado meses antes e que havia prejudicado as vendas brasileiras ao mercado americano.

Com a isenção, itens como carne bovina, frutas, café, cacau, especiarias e sucos retomam condições mais favoráveis de acesso aos Estados Unidos, recuperando competitividade em preço e margem e reduzindo distorções que vinham desestimulando importadores e pressionando os exportadores nacionais.

Entre os setores mais beneficiados, o de proteína animal se destaca empresas como JBS (JBSS32), MBRF (MBRF3) e Minerva (BEEF3), líderes do segmento, aparecem como as mais favorecidas pela retirada da sobretaxa, as ações tiveram bom desempenho na última sexta-feira. 

O motivo majoritário é a carne bovina e seus diversos cortes estão entre os produtos liberados, o que reduz o custo final da exportação, restabelece boa parte da competitividade perdida e pode estimular uma recomposição dos volumes embarcados. Como essas empresas possuem alta exposição ao mercado externo, mesmo pequenas mudanças tarifárias tendem a produzir impactos relevantes nas margens e nos resultados trimestrais.

Com a remoção da sobretaxa de 40 por cento, esse risco diminui ainda mais, dando maior previsibilidade aos fluxos comerciais e às estratégias de produção destinadas aos Estados Unidos. Outro ponto importante é que a decisão tem efeito retroativo para importações realizadas após 13 de novembro, o que pode gerar reembolsos de tarifas pagas durante esse período. Para empresas do porte de JBS, MBRF e Minerva, esse efeito financeiro adicional pode resultar em melhora relevante no caixa de curto prazo, reforçando a percepção positiva do mercado em relação ao setor.

Embora os frigoríficos liderem entre os beneficiados, outros segmentos também colhem vantagens. O setor de frutas, café e sucos, apesar de não contar com grandes companhias listadas diretamente na bolsa, ganha em competitividade e pode observar aumento nos contratos de exportação. 

Da mesma forma, empresas da cadeia de madeira e celulose, como Suzano (SUZB3), podem experimentar efeitos indiretos positivos, já que produtos como polpas e determinados itens de madeira não foram incluídos na sobretaxa adicional, mantendo-se em uma posição mais favorável nos fluxos comerciais com os EUA.


E Eu Com Isso?

No entanto, nem todos os setores foram contemplados pela nova medida. Segmentos como o aeronáutico, mineração, metalurgia e áreas relacionadas à segurança nacional permaneceram sujeitos a categorias tarifárias que não sofreram flexibilização. Com isso, empresas como Embraer (EMBR3) e Gerdau (GGBR4) não se beneficiam diretamente da remoção da sobretaxa e seguem expostas ao risco tarifário em determinadas linhas de exportação. Para essas companhias, o cenário permanece desafiador, exigindo diversificação de mercados e adaptação estratégica para mitigar possíveis impactos de custos e perda de competitividade.

Assim, enquanto parte relevante do agronegócio celebra a medida, setores industriais continuam enfrentando um ambiente externo mais restritivo, reforçando a importância de políticas de diversificação e acordos comerciais que ampliem o alcance das exportações brasileiras.


CSN Siderurgia (CSNA3) em negociação para a venda da MRS com CSN Mineração (CMIN3)

A CSN (CSNA3) divulgou comunicado ao mercado informando a possibilidade de venda de participação da MRS Logística para sua outra subsidiária listada em bolsa, a CSN Mineração (CMIN3), em um movimento que pode integrar os estudos internos sobre a estrutura de endividamento do grupo.

A operação, ainda em estágio preliminar e sem documentos vinculantes, indica que a CSN avalia reorganizar seus ativos logísticos, transferindo parte de sua participação na MRS para a subsidiária de mineração. A iniciativa se relaciona ao papel da ferrovia no escoamento de minério de ferro, principal produto da CMIN, e à busca por eficiência operacional em um segmento em que o transporte exerce influência direta sobre a competitividade.

A MRS Logística é relevante para a cadeia produtiva da CSN e, especialmente, para a CMIN, que utiliza a malha ferroviária para transportar minério das minas até portos e usinas. Ao concentrar o controle acionário da MRS na unidade de mineração, o grupo poderia ajustar o alinhamento estratégico entre produção e logística, favorecendo maior integração entre as operações, previsibilidade de custos e apoio ao planejamento de investimentos em infraestrutura ferroviária.

Já a CSN, como holding diversificada, pode estar avaliando alternativas dentro de sua estratégia de capital, considerando que agências de rating acompanham indicadores de alavancagem e capacidade de redução do endividamento.

Embora a proposta apresente coerência sob a ótica operacional, há pontos de atenção. A transação envolve empresas do mesmo grupo econômico, o que requer foco em governança, incluindo critérios de precificação e o tratamento dado aos acionistas minoritários da CMIN. Percepções sobre eventuais conflitos de interesse podem gerar questionamentos e levar a análises mais detalhadas por parte do mercado e de reguladores.

Além disso, por se tratar de infraestrutura considerada relevante para o setor, a operação deverá ser avaliada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), que examinará possíveis impactos à concorrência e ao funcionamento do sistema ferroviário. Dependendo da análise, o órgão poderá estabelecer condições ou restrições para a conclusão do negócio.

 
E Eu Com Isso?
 
Sob o ponto de vista operacional, uma eventual consolidação da logística na CMIN pode gerar maior integração entre planejamento de produção e transporte, otimização do uso da malha ferroviária e direcionamento mais claro de investimentos. Para a CMIN, isso pode representar ganhos de competitividade e suporte a estratégias de expansão no médio e longo prazo. 

Para a CSN, a operação pode significar uma reorganização que fortaleça a mineradora, um dos principais geradores de caixa do grupo. A possível venda da participação da CSN na MRS para a CMIN constitui uma reorganização societária, que pode gerar impactos positivos na controladora, mas que ainda depende de negociações internas, análises de viabilidade e aprovação regulatória.

O resultado final dependerá da combinação entre potenciais sinergias, práticas de governança e atendimento às exigências de mercado e dos órgãos responsáveis.





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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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Ibovespa enfileira recordes à espera do Copom https://levanteideias.com.br/artigos/ibovespa-enfileira-recordes-a-espera-do-copom https://levanteideias.com.br/artigos/ibovespa-enfileira-recordes-a-espera-do-copom#respond Wed, 05 Nov 2025 12:48:36 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52416 O dia começa com os principais índices acionários em leve baixa na Ásia e na Europa. Os analistas consideram esse movimento recente como uma correção técnica, devido à percepção dos investidores de que os mercados de ações podem ter ficado excessivamente valorizados. O destaque do dia entre os indicadores internacionais será a divulgação do relatório… Read More »Ibovespa enfileira recordes à espera do Copom

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O dia começa com os principais índices acionários em leve baixa na Ásia e na Europa. Os analistas consideram esse movimento recente como uma correção técnica, devido à percepção dos investidores de que os mercados de ações podem ter ficado excessivamente valorizados.

O destaque do dia entre os indicadores internacionais será a divulgação do relatório ADP sobre o mercado de trabalho nos EUA. A pesquisa traz a leitura sobre o número de vagas de emprego criadas no setor privado em outubro. A mediana das projeções indica criação de 32 mil novos postos de trabalho, após uma queda líquida de 32 mil em setembro.

A agenda também conta com a divulgação dos indicadores antecedentes de atividade, os PMIS compostos para diversas econômicas. Nos EUA é destaque o PMI calculado pelo ISM, com particular atenção ao setor de serviços.

No Brasil, o destaque é o segundo dia da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). A quase totalidade dos investidores, 98,03 por cento, espera a manutenção da taxa referencial Selic em 15 por cento ao ano. O interesse do mercado é sobre o Comunicado que segue a decisão.

O cenário mais provável é a manutenção de um tom duro por parte do Banco Central (BC), reafirmando que a desancoragem das expectativas de inflação requer uma taxa em patamar restritivo por um tempo prolongado.

No entanto, como o relatório Focus vem trazendo há seis semanas reduções na inflação esperada para 2025, as expectativas de inflação projetadas pelo modelo do BC podem trazer uma notícia positiva, indicando um horizonte de tempo mensurável para o início do afrouxamento da política monetária.

A curva de juros segue precificando que há probabilidade relevante de que o início do ciclo de corte de juros comece em janeiro, com um corte de 25 bps e cortes sequenciais de 50 bps, com um ajuste total na ordem de 200bps nos primeiros meses de 2026.

E Eu Com Isso?

Após uma abertura em queda na manhã da terça-feira (04), o Ibovespa fechou em alta de 0,17 por cento, aos 150.704 pontos, marcando um novo recorde. Foi o quinto dia consecutivo em que o Ibovespa quebra sua máxima histórica intradia e a sétima sessão em sequência que renova o maior patamar de fechamento. Também foi o décimo pregão seguido em alta, algo que não acontecia desde os 11 pregões entre 1º e 15 de julho de 2024. Apesar de os mercados da véspera terem aberto indicando uma correção, os investidores seguem otimistas.

As perspectivas são positivas para a Bolsa em um cenário de volatilidade




Klabin (KLBN11) divulga resultados do 3T25 com queda do endividamento


A Klabin (KLBN11) divulgou na terça-feira (04) seus resultados financeiros referentes ao 3T25. Os números vieram em linha com as projeções do mercado, refletindo leve melhoria operacional e cenário global desafiador.

No trimestre, o volume total de vendas somou 1,067 milhão de toneladas, incluindo papel, celulose e embalagens — aumento de 14 por cento em relação ao mesmo período de 2024. A composição das vendas foi dividida da seguinte forma: celulose branqueada (37,6 por cento), papéis (35,1 por cento) e embalagens (27,3 por cento).

Os preços da celulose recuaram no mercado internacional ao longo do 3T25. Na China, o preço caiu 7 por cento para fibra longa e 9 por cento para fibra curta; na Europa, as baixas foram de 5 por cento e 12 por cento, respectivamente. O preço médio da Klabin em dólar caiu 8 por cento neste mesmo período, beneficiado pela maior resiliência do fluff, e pelo melhor mix geográfico.

A receita líquida atingiu 5,43 bilhões de reais no 3T25, alta de 9 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior. O custo dos produtos vendidos foi de 3,9 bilhões de reais, resultando em um lucro bruto de 2,06 bilhões de reais — avanço de 6 por cento na comparação anual.

As despesas operacionais totalizaram 700,6 milhões de reais, redução de 3 por cento em relação ao 3T24, por conta de variação positiva na linha de outras receitas e despesas.

O EBITDA ajustado somou 2,12 bilhões de reais, apresentando aumento de 17 por cento na base anual. No acumulado dos últimos 12 meses, o EBITDA alcançou 8,2 bilhões de reais, o que implica um múltiplo EV/EBITDA de 5,3 vezes.

A dívida líquida da companhia encerrou o trimestre em 26,1 bilhões de reais, redução de 12 por cento quando comparado ao ano anterior, com uma alavancagem de 3,3 vezes o EBITDA. A Klabin reforçou seu compromisso com a redução gradual do endividamento ao longo de 2025, essa redução foi o principal destaque positivo deste exercício.

O resultado financeiro foi negativo em 670 milhões de reais, 66 por cento acima do registrado no mesmo trimestre do ano anterior, por conta da elevação da taxa básica de juros.

O lucro líquido do trimestre foi de 478 milhões de reais. A projeção para os próximos 12 meses é de um lucro acumulado de 2,3 bilhões de reais. Com isso, as ações da Klabin estão sendo negociadas atualmente a um múltiplo P/L de 10 vezes.


E Eu Com Isso?

Os resultados da Klabin no terceiro trimestre de 2025 podem ser classificados como mistos. Apesar do avanço do EBITDA em relação ao mesmo período do ano anterior, o aumento das despesas financeiras neutralizou os ganhos.

No curto prazo, a companhia sinaliza foco na desalavancagem financeira, após concluir um robusto ciclo de investimentos nos últimos anos. A redução da dívida ao longo de 2025 é considerada um movimento estratégico importante, contribuindo para o fortalecimento da estrutura de capital e maior flexibilidade financeira.

Além disso, a Klabin anunciou a distribuição de proventos no valor de 26 centavos por unit, o que representa uma renda em forma de proventos de 1,3 por cento com base na cotação atual. Para o ano de 2025, o dividend yield estimado é de aproximadamente 6,0 por cento, reforçando o caráter atrativo dos papéis para investidores que buscam renda.

De maneira geral, mantemos uma visão positiva para as ações de KLBN11.



Iguatemi (IGTI11) avança com crescimento sólido, margens fortes e desalavancagem no 3T25

A Iguatemi (IGTI11) apresentou um 3T25 bastante positivo, consolidando mais um trimestre de crescimento consistente e evolução operacional dentro de um ciclo de sólida demanda por consumo de alta renda. A receita líquida ajustada cresceu 17,7 por cento a/a, impulsionada por indicadores operacionais saudáveis e elevada performance de vendas em sua base de ativos prime. O EBITDA avançou 28,2 por cento a/a para 286,7 milhões de reais, refletindo eficiência operacional, incremento de receita e maior diluição de custos, enquanto o lucro líquido somou 120,9 milhões de reais, alta de 19,5 por cento a/a, reforçando a resiliência do segmento de luxo e lifestyle no Brasil e a estratégia de posicionamento premium da companhia, mesmo em um ambiente macro ainda desafiador.

A performance de vendas foi destaque: o portfólio registrou 6,0 bilhões de reais em vendas totais, crescimento de 22,5 por cento a/a, refletindo tráfego qualificado e bom desempenho das categorias core da Iguatemi. As vendas mesmas lojas (SSS) cresceram 5,8 por cento e as vendas mesmas áreas (SAS) avançaram 9,0 por cento na mesma base de comparação, demonstrando a capacidade da companhia de ampliar produtividade e capturar tendência estrutural de consumo high ticket e maior frequência em seus empreendimentos.

Do lado de locação, a Iguatemi também apresentou métricas saudáveis. Os aluguéis mesmas lojas (SSR) cresceram 7,1 por cento e os aluguéis mesmas áreas (SAR) avançaram 7,5 por cento a/a, refletindo maior maturação dos ativos, negociações bem-sucedidas com lojistas e reajustes ligados ao desempenho operacional. A combinação de vendas fortes e repasse de preços evidencia a capacidade da companhia de capturar valor via contratos sólidos e um mix de lojistas de alta performance, preservando margens e rentabilidade mesmo em um cenário de competição crescente no varejo físico com o digital.

O EBITDA ajustado avançou 28,2 por cento a/a e atingiu 286,7 milhões de reais, com expansão de margens refletindo controle disciplinado de despesas, crescimento de receita e ganho de escala. A performance operacional robusta demonstra a qualidade do portfólio da Iguatemi e a capacidade de capitalizar experiências premium. O foco em eficiência operacional, na otimização do mix de marcas e em investimentos estratégicos na modernização dos empreendimentos segue apoiando a expansão sustentável da rentabilidade.

A alavancagem encerrou o trimestre em 1,64x Dívida Líquida/EBITDA ajustado, uma redução significativa de 0,26 p.p. em relação ao 2T25, beneficiada pela forte geração operacional e pela gestão ativa de capital. Ao desconsiderar os efeitos da venda dos shoppings Market Place e Galleria, e refletindo a conclusão da venda de participação em ativos para Funcef e RBR, o indicador ficou em 1,84x — ainda confortável e em trajetória de queda. A redução da alavancagem aumenta a flexibilidade da Iguatemi para seguir executando seu plano estratégico de investimentos seletivos, reforçando a disciplina financeira como pilar central da companhia.

 
E Eu Com Isso?
 
O trimestre reforça nossa visão positiva para a Iguatemi: o segmento premium de shoppings segue resiliente, apoiado em consumidores com alta capacidade de consumo, exposição menor a juros e menor sensibilidade a ciclos econômicos. A companhia segue fortalecendo sua estratégia omnicanal, com iniciativas para integrar plataformas digitais, programas de relacionamento e experiências exclusivas, enquanto aprofunda o relacionamento com marcas globais e o ecossistema de luxo no Brasil.

Em nossa visão, o 3T25 reforça a consistência de execução da Iguatemi, com crescimento de receita e vendas acima da média do setor, aluguéis em trajetória positiva, margens robustas e desalavancagem. O portfólio maduro, exposto ao consumo de maior renda e ao segmento premium, segue como pilar de geração de caixa e resiliência operacional. Com boa visibilidade para expansão gradual de margens e aceleração das vendas no quarto trimestre, a Iguatemi permanece bem-posicionada para capturar o ciclo positivo do varejo de alta renda e fortalecer sua estratégia de longo prazo.



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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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Um Copom mais cauteloso do que pessimista https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/um-copom-mais-cauteloso-do-que-pessimista https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/um-copom-mais-cauteloso-do-que-pessimista#respond Tue, 08 Feb 2022 15:07:51 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36318 A Ata da 244ª reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada nesta terça-feira (08) mostra que o Comitê permanece cauteloso em relação às perspectivas para a economia. Como de costume, a Ata se inicia analisando o cenário macroeconômico brasileiro e internacional. O cenário externo seguirá desafiador para os países emergentes devido ao aperto monetário… Read More »Um Copom mais cauteloso do que pessimista

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A Ata da 244ª reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), divulgada nesta terça-feira (08) mostra que o Comitê permanece cauteloso em relação às perspectivas para a economia. Como de costume, a Ata se inicia analisando o cenário macroeconômico brasileiro e internacional. O cenário externo seguirá desafiador para os países emergentes devido ao aperto monetário nos Estados Unidos e à demora na regularização das correntes de comércio, que deverão manter pressionados os preços das commodities.

Ao avaliar a economia brasileira, o Comitê reconhece que “indicadores relativos ao comércio e serviços mostraram evolução ligeiramente melhor que a esperada em novembro, enquanto a indústria apresentou recuperação em dezembro”, e também afirma que “indicadores do mercado de trabalho mostraram recuperação consistente de empregos no último trimestre de 2021.” Mesmo assim, “os índices de confiança divulgados desde a última reunião seguem mostrando deterioração, e desenvolvimentos climáticos afetaram as projeções de importantes culturas agrícolas”.

No entanto, o que interessa mesmo ao Comitê não é a atividade econômica, e sim a inflação. E o cenário, nesse caso, também não é dos mais positivos. Se, de um lado, a Autoridade Monetária passou a zelar protocolarmente por dois mandatos, quais sejam, inflação e atividade, de outro, na prática, observamos posição privilegiada no combate ao primeiro e secundária no fomento do segundo, o que parece razoável em uma economia inundada de traumas relacionados à inflação. “A inflação ao consumidor segue elevada, com alta disseminada entre vários componentes, e segue se mostrando mais persistente que o antecipado.” Ou seja, a alta de preços já não se concentra mais em alimentos e combustíveis, que foram os “vilões” dos índices durante 2021. Isso é confirmado pela frase seguinte. “A alta nos preços dos bens industriais não arrefeceu e deve persistir no curto prazo, enquanto a inflação de serviços acelerou, ainda refletindo a gradual normalização da atividade no setor.” Para o Copom, os preços administrados também vão continuar subindo. “As projeções para a inflação de preços administrados são de 6,6% para 2022 e 5,4% para 2023”, informa a Ata. Ambos os percentuais estão acima do teto da meta de inflação, que é de 5% (3,5% mais 1,5 ponto percentual para mais ou para menos).

Como de costume, o governo continua gastando além da conta, o que eleva o prêmio de risco da economia. A Ata é clara: “o Comitê avalia que a incerteza em relação ao arcabouço fiscal segue mantendo elevado o risco de desancoragem das expectativas de inflação, e, portanto, a assimetria altista no balanço de riscos. (…) Isso implica atribuir maior probabilidade para cenários alternativos que considerem taxas neutras de juros mais elevadas.”

Para complicar mais ainda o cenário, a Ata adverte contra intervenções como a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) dos combustíveis. Propostas desse tipo podem até reduzir a inflação no curto prazo, mas a conta vai chegar. “Adicionalmente, o Comitê nota que mesmo políticas fiscais que tenham efeitos baixistas sobre a inflação no curto prazo podem causar deterioração nos prêmios de risco, aumento das expectativas de inflação e, consequentemente, um efeito altista na inflação prospectiva.”

Tudo isso, claro, justifica um aperto na política monetária, que foi o que ocorreu. Na reunião, a taxa Selic, como era esperado, foi elevada em 1,5 ponto percentual para 10,75% ao ano.

No entanto – e esse é o ponto mais relevante da Ata – apesar do cenário pessimista e de indicar que a política monetária “seguirá em um terreno francamente contracionista”, o Copom deixou espaço para mudar de direção se a conjuntura se alterar à frente. Por isso, mesmo indicando que os juros devem continuar subindo, o Comitê deixou em aberto o tamanho dessa elevação. Isso garantirá espaço de manobra para desacelerar o aperto na política monetária se, por acaso, algo mudar na economia tanto aqui quanto no exterior.

E Eu Com Isso?

Os contratos futuros do Ibovespa e do índice americano S&P 500 iniciam a terça-feira com uma leve queda. Por aqui, os investidores ainda estão realizando os lucros das últimas semanas e, nos Estados Unidos, o que interessa é a inflação ao consumidor, medida pelo CPI (Consumer Price Index) de janeiro, que deverá ser divulgada na quinta-feira (10). Mesmo em baixa, a sessão deve ser marcada por um cenário volátil.

As notícias são negativas para a Bolsa em um cenário de volatilidade.

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Leia também: Emprego nos EUA.

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Copom e mercado devem responder ao balanço de riscos | Denise Campos de Toledo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/copom-e-mercado-devem-responder-ao-balanco-de-riscos https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/copom-e-mercado-devem-responder-ao-balanco-de-riscos#respond Fri, 04 Feb 2022 10:00:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36254 A decisão do Copom de elevar os juros básicos para 10,75% ao ano, deixando de sinalizar qual será o tamanho do ajuste na próxima reunião, teve uma boa repercussão. Na prática, o Comitê deixa de assumir o compromisso com uma elevação mais pesada da Selic, que possa ter impacto mais negativo sobre a atividade, induzindo… Read More »Copom e mercado devem responder ao balanço de riscos | Denise Campos de Toledo

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A decisão do Copom de elevar os juros básicos para 10,75% ao ano, deixando de sinalizar qual será o tamanho do ajuste na próxima reunião, teve uma boa repercussão. Na prática, o Comitê deixa de assumir o compromisso com uma elevação mais pesada da Selic, que possa ter impacto mais negativo sobre a atividade, induzindo uma retração da economia agora em 2022, quando se trabalha, de qualquer modo, com uma expansão perto de zero. O Copom deverá definir os próximos passos com base na evolução do cenário, observando o comportamento da inflação e fatores de pressão, como o dólar, petróleo, incertezas fiscais, as mudanças do cenário externo, inclusive com o início do ciclo de alta dos juros nos Estados Unidos e a evolução da atividade, ainda comprometida pela Ômicron. 

A sinalização de ajustes menos pesados, no entanto, não quer dizer que o ajuste total não possa levar a Selic para a faixa dos 12%, como ainda prevê parte do mercado. Fato é que as projeções de inflação e os próprios índices persistem acima do desejável. No comunicado que saiu junto com a decisão sobre a Selic, a estimativa para o IPCA de 2022 subiu de 4,7% para 5,4%, acima do teto da meta, de 5%; e para 2023, que passa a ser o principal alvo da política monetária, a projeção permaneceu em 3,2%, encostada no centro da meta do próximo ano, que é 3,25%. Trabalhar com uma inflação ao redor do teto, indicando resposta menos intensa na gestão dos juros, não significa que o BC tenha jogado a toalha. A questão é que juros muito mais altos talvez não consigam derrubar a inflação numa economia que já vem perdendo o fôlego. A questão não tem sido a pressão da demanda e vale lembrar que o fato de, em pouco mais de um ano, a Selic ter avançado de 2% para quase 11% ao ano não alterou muito a trajetória de alta da inflação nem garantiu a convergência das projeções para a meta. 

Esse tem sido um dilema para os vários BCs, como vimos com o Europeu, que optou por manter as taxas nesta semana, o da Inglaterra que promoveu leve aumento, o da China que chegou a cortar as taxas e mesmo o Fed, que vem lidando com dados irregularidades de atividade e emprego, ainda influenciados pela nova onda da pandemia. O discurso é mais duro, mas, na prática, ainda se vê uma certa resistência na adoção de aperto mais forte. Por isso, o mercado prevê de quatro a oito aumentos dos juros ao longo deste ano, fora o aperto na liquidez.

Para o Brasil, a médio prazo, os ajustes externos não devem trazer maiores dificuldades em termos de fluxo, se considerarmos apenas a questão dos juros. O diferencial entre os juros domésticos e os praticados no exterior tende a manter a atratividade do país. A Bolsa, por outro lado, também mantém a atratividade com preços ainda baixos. O balanço de janeiro, com a forte recuperação do mercado acionário, queda do dólar e ingresso de R$ 32,5 bilhões confirma o quanto é importante essa atratividade. É ver se outros fatores não terão maior peso, afugentando o smart money, que é o que tem tido maior participação. No exterior temos, além das mudanças nas políticas de juros, os temores geopolíticos, resultados de balanço corporativos e os indicadores de atividade também provocando movimentos pontuais de aversão ao risco. Internamente, persistem as dúvidas quanto ao andamento da economia, o compromisso fiscal do governo, as eleições e as propostas dos principais candidatos à presidência. Condições que tendem a deixar os investidores mais ariscos.

A curva de juros aqui no Brasil, agora sem uma sinalização mais clara do BC quanto aos ajustes da Selic, deve refletir muito as expectativas do mercado e o balanço de riscos. Mas, para os investidores as condições de rentabilidade já melhoraram bastante, após um longo período de ganhos negativos. Já escolher entre as aplicações pré ou pós fixadas depende muito das avaliações quanto a esse balanço de riscos. Em princípio, há possibilidade de a taxa básica de juros ter algum corte ainda neste ano, se houver uma desaceleração mais relevante da inflação. O Focus projeta a Selic em 8% no próximo ano. Mesmo assim, ainda haveria uma margem real importante, considerando a previsão de inflação, para 2023, ao redor do centro da meta, dos 3,25%.

Leia a última coluna da Denise Campos de Toledo: Vários fatores desenham cenário desfavorável para a Bolsa | Denise Campos de Toledo.

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A estratégia cautelosa do Copom https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-estrategia-cautelosa-do-copom https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-estrategia-cautelosa-do-copom#respond Thu, 03 Feb 2022 15:11:48 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36248 A decisão de elevar a taxa Selic em 1,5 ponto percentual, para 10,75% ao ano, anunciada na noite da quarta-feira (2) pelo Copom (Comitê de Política Monetária) confirmou totalmente as expectativas dos investidores. E, no Comunicado em que anunciou e justificou a decisão, os membros do Copom mostraram uma postura cautelosa em relação à condução… Read More »A estratégia cautelosa do Copom

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A decisão de elevar a taxa Selic em 1,5 ponto percentual, para 10,75% ao ano, anunciada na noite da quarta-feira (2) pelo Copom (Comitê de Política Monetária) confirmou totalmente as expectativas dos investidores. E, no Comunicado em que anunciou e justificou a decisão, os membros do Copom mostraram uma postura cautelosa em relação à condução da política monetária ao longo de 2022.

Vamos analisar brevemente os principais pontos do Comunicado. Como de hábito, o Copom começa com uma avaliação da conjuntura em que nota uma piora do cenário internacional. “A maior persistência inflacionária aumenta o risco de um aperto monetário mais célere nos Estados Unidos, tornando as condições financeiras mais desafiadoras para os países emergentes”, informa o texto, acrescentando que “a nova onda da Covid-19 adiciona incerteza quanto ao ritmo de atividade, [e] pode postergar a normalização das cadeias globais de produção.”

A economia brasileira também não traz boas notícias. Apesar de notar que o mercado de trabalho no quarto trimestre foi um pouco melhor do que o esperado, o Comunicado é claro ao afirmar que a inflação ao consumidor “seguiu surpreendendo negativamente” e que a inflação subjacente está elevada. O relatório Focus indica projeções de inflação de 5,4% para 2022 e de 3,5% para 2023, ambas acima da meta.

Para agravar o quadro, o Copom adota a hipótese de bandeira tarifária “vermelha patamar 1” em dezembro de 2022 e dezembro de 2023. “Nesse cenário, as projeções para a inflação de preços administrados são de 6,6% para 2022 e de 5,4% para 2023.”

Como não poderia deixar de ser, a política fiscal também foi lembrada. “Políticas fiscais que impliquem impulso adicional da demanda agregada ou piorem a trajetória fiscal futura podem impactar negativamente preços de ativos importantes e elevar os prêmios de risco do país”, informa o Comunicado. Os membros do Comitê frisaram que a incerteza “mantém elevado o risco de desancoragem das expectativas de inflação”. Tradução: ao não conseguirem manter fechadas as portas do cofre, Executivo e Legislativo tornam mais provável que a inflação supere as metas.

Para o Comitê, isso justifica uma alta dos juros para até 12% ao ano no primeiro semestre, e encerrando 2022 em 11,75%. Além disso, o Copom indicou que a Selic esperada para 2023 segue em 8%, um patamar que poderá manter elevados os juros reais em comparação com as principais economias internacionais. “Essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, informou o Comunicado. “É apropriado que o ciclo de aperto monetário avance significativamente em território contracionista.” Resumindo, economia mais fria.

No entanto, diferentemente do que ocorreu em várias reuniões durante o segundo semestre de 2021, o Copom evitou se comprometer para o futuro. Mesmo informando que “antevê como mais adequada, neste momento, a redução do ritmo de ajuste da taxa básica de juros”, o Comunicado afirma que “os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados para assegurar a convergência da inflação para suas metas”.

Ou seja, mesmo deixando claro que por enquanto não vai elevar novamente a Selic em 1,5 ponto percentual, o Copom alertou que essa decisão não é definitiva. Vai depender “da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação para o horizonte relevante da política monetária.”

E Eu Com Isso?

A quinta-feira começa com um movimento de queda nos mercados internacionais. Resultados abaixo do esperado de empresas relevantes como Facebook e Paypal provocaram uma forte pressão vendedora nesses papéis, que acabou se espalhando para outras empresas dos setores financeiro, de pagamentos e de tecnologia.

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Leia também: A Selic e a moça do bolo.

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A Selic e a moça do bolo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-selic-e-a-moca-do-bolo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-selic-e-a-moca-do-bolo#respond Wed, 02 Feb 2022 14:28:10 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36196 Quem transita por estações de trem, de metrô ou por terminais de ônibus conhece essas figuras. Aqui mesmo no Condado há várias. Senhoras jovens, ou nem tanto, com aventais e máscaras. Um tabuleiro, algumas garrafas térmicas com chá, leite e café e, principalmente, bolos. Petiscos diversos para injetar uma dose de açúcar refinado e de… Read More »A Selic e a moça do bolo

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Quem transita por estações de trem, de metrô ou por terminais de ônibus conhece essas figuras. Aqui mesmo no Condado há várias. Senhoras jovens, ou nem tanto, com aventais e máscaras. Um tabuleiro, algumas garrafas térmicas com chá, leite e café e, principalmente, bolos. Petiscos diversos para injetar uma dose de açúcar refinado e de gorduras saturadas no organismo do povo que vai para o trabalho. Perfeitamente integrada à paisagem urbana, a “moça do bolo” é uma empreendedora da base da pirâmide. E a economia tem um problema quando ela começa a prestar atenção aos índices de inflação.

Economistas pensam, corretamente, na inflação como um fenômeno econômico e monetário. Porém, o descontrole de preços vai além disso. Também é um fenômeno social. Por isso, antes que você se pergunte qual a relação entre as decisões do Copom (Comitê de Política Monetária) e a moça do bolo diante do terminal de ônibus, eu explico. Como ela define seus preços?

Seu modelo de negócios é simples: voltar para casa com o menor estoque possível, dado que o prazo de validade dos produtos é curto. Por isso, o processo de formação de preço é dinâmico. O valor cobrado varia em função do horário, da quantidade de pessoas e da temperatura. Vende-se mais em dias frios, menos em dias de chuva. Porém, quando a moça do bolo – e os demais empreendedores, da base, do meio ou do topo da pirâmide – começam a pensar também se não é hora de reajustar os preços pois a inflação está elevada, a economia como um todo tem um problema.

O trabalho do empresário é complexo: organizar o capital e os demais fatores de produção de modo a maximizar o lucro. Essa tarefa fica menos complicada quando há regras estáveis, principalmente para os preços. Quando isso não ocorre, a incerteza generalizada emperra a economia. No caso da inflação, a falta de segurança com relação ao comportamento dos preços dos insumos costuma levar a reajustes preventivos e o processo inflacionário se retroalimenta. As brasileiras e brasileiros viveram isso nos anos 1980 e 1990. Naquela época, o descontrole das contas públicas e a estrutura oligopolizada da economia favoreciam uma certa inelasticidade da inflação. Porém, a deterioração constante das expectativas levou a um processo de reajuste automático e preventivo de preços, que foi denominado “inflação inercial”.

Guardadas as enormes e devidas proporções, é óbvio que os 10,04% do IPCA nos 12 meses de 2021 estão a anos-luz de distância do descontrole dos anos 1990, mas manter como pano de fundo a triste experiência brasileira com a escalada de preços é importante para entender e não repetir o fenômeno monetário. O temor de que a inflação siga elevada provoca reajustes preventivos nos preços, que retroalimentam o processo. Por isso a necessidade de o Copom manter uma política monetária firme.

Haverá uma grande surpresa se a decisão anunciada no fim da tarde desta quarta-feira (02) for diferente de uma elevação de 1,5 ponto percentual, alterando a taxa Selic dos atuais 9,25% ao ano para 10,75%. A importância de mandar os juros referenciais de volta para a casa dos dois dígitos, algo que não ocorria desde junho de 2017, vai além do mero cálculo do impacto sobre o nível de atividade econômica. Também opera no mais fluido e menos previsível campo das expectativas. Se não mostrar firmeza agora em sua tarefa de fazer o IPCA convergir para a meta de 3,5%, o Banco Central terá muita, mas muita dificuldade para impedir que a moça do bolo queira saber como está a inflação todos os dias bem cedo, na hora de montar seu tabuleiro.

Indicadores

A produção industrial cresceu 2,9% em dezembro na comparação com o mês anterior. No ano, houve ganho acumulado de 3,9%. Em novembro, a produção industrial brasileira havia registrado variação nula (0,0%), o que interrompeu cinco meses consecutivos de queda. Com o resultado de dezembro, o setor se encontra 0,9% abaixo do patamar de fevereiro de 2020, no cenário pré-pandemia, e 17,7% abaixo do nível recorde, registrado em maio de 2011.  Os dados são da PIM (Pesquisa Industrial Mensal), divulgada nesta quarta-feira pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

E Eu Com Isso?

A quarta-feira começa com um movimento de alta tanto dos contratos futuros do Ibovespa quanto dos contratos do índice americano S&P 500. As expectativas positivas com relação aos resultados de 2021 das empresas americanas vêm sustentando uma alta dos preços no exterior, ao passo que o movimento de compra das ações brasileiras vem prosseguindo.

As notícias são positivas para a Bolsa.

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Leia também: Copom eleva Selic a 9,25% ao ano, maior patamar em quatro anos.

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O Copom e os juros https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-copom-e-os-juros https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-copom-e-os-juros#respond Tue, 01 Feb 2022 15:16:38 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36165 A se confirmarem as expectativas dos investidores, o Copom (Comitê de Política Monetária) inicia sua primeira reunião de 2022 nesta terça-feira (1) com uma missão clara: seguir no processo de elevação dos juros para debelar uma inflação persistente. A dúvida de vários bilhões de reais é até quando isso será necessário. A edição mais recente… Read More »O Copom e os juros

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A se confirmarem as expectativas dos investidores, o Copom (Comitê de Política Monetária) inicia sua primeira reunião de 2022 nesta terça-feira (1) com uma missão clara: seguir no processo de elevação dos juros para debelar uma inflação persistente. A dúvida de vários bilhões de reais é até quando isso será necessário.

A edição mais recente do Relatório Focus mostra que os prognósticos para a economia não são dos melhores. A projeção para o IPCA, que calibra a meta de inflação determinada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional), está em 5,38%, acima dos 5,15% da semana passada e dos 5,03% esperados há três semanas.

As expectativas subiram também para índices mais instáveis. O IGP-M esperado para o ano está em 6,99%, 1,5 ponto percentual acima da projeção de há quatro semanas. Esse índice oscila mais que o IPCA devido ao peso das commodities em sua composição, e suas projeções são menos confiáveis.

Mesmo assim, a expectativa dos investidores e dos agentes de mercado é de preços em alta e acima das metas, apesar da prometida elevação da taxa Selic. Nesta terça-feira, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou uma inflação industrial elevada.

Cabe aqui uma discussão. Vamos supor que a projeção do Focus para o IPCA de 2022 se confirme e a inflação para o ano fique em 5,38%. Será o segundo ano consecutivo de descumprimento da meta do CMN. Porém, em 2021 a inflação foi de 10,06%, mais que o dobro do teto da meta. Em 2022, a se confirmarem os prognósticos, o descumprimento será por 0,38 ponto percentual.

Ambos os casos indicam que o BC (Banco Central), por meio do Copom, falhou em sua missão. Porém, é claro que o descumprimento da meta de 2021 foi muito mais grave do que o eventual descumprimento de 2022. Ou seja, não será necessário repetir a brutal elevação dos juros no ano passado, quando a Selic subiu de 2% para 9,25% ao ano em apenas dez meses.

Os prognósticos mais comuns são de uma elevação de 1,5 ponto percentual na Selic, que poderá ser seguida de uma alta de um ponto percentual na reunião seguinte, marcada para os dias 15 e 16 de março. Isso elevaria a Selic para 11,75% ao ano, patamar em que permaneceria pelos nove meses seguintes.

Será pouco? Será suficiente? Será demais? Essas dúvidas só serão esclarecidas a posteriori, no fim do ano, quando for possível saber se o endurecimento dos juros foi suficiente para deter a inércia da inflação.

Indicadores

A inflação no setor industrial foi de 28,39% em 2021, um recorde para a série histórica, que foi iniciada em 2014, informou o IBGE na manhã desta terça-feira (1). O Instituto divulgou o IPP (Índice de Preços ao Produtor). A alta de 2021 foi 9 pontos percentuais superior à de 2020. Isso ocorreu apesar de os preços terem recuado 0,12% em dezembro, a primeira queda em 18 meses. Segundo o IBGE, as causas foram o câmbio, a alta das commodities como minério de ferro e o aumento dos preços dos alimentos e dos combustíveis.

E Eu Com Isso?

O primeiro pregão de setembro começa com quedas nos contratos futuros do Ibovespa e do índice americano S&P 500. Apesar das altas da véspera em ambos os mercados, o movimento dos investidores nesta terça-feira é de uma realização pontual de lucros à espera de novas notícias que permitam firmar uma tendência.

As notícias negativas para a Bolsa.

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O Copom e o jogo de truco https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-copom-e-o-jogo-de-truco https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-copom-e-o-jogo-de-truco#respond Mon, 31 Jan 2022 14:19:32 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36126 O truco chegou ao Brasil na bagagem de imigrantes portugueses, espanhóis e italianos. É um jogo simples em que duas duplas competem. Cada jogador recebe três cartas, que são lançadas na mesa em sequência. Para ganhar a partida é preciso ter a carta mais valiosa em duas das três rodadas. Cada partida vale um ponto.… Read More »O Copom e o jogo de truco

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O truco chegou ao Brasil na bagagem de imigrantes portugueses, espanhóis e italianos. É um jogo simples em que duas duplas competem. Cada jogador recebe três cartas, que são lançadas na mesa em sequência. Para ganhar a partida é preciso ter a carta mais valiosa em duas das três rodadas. Cada partida vale um ponto. A dupla que primeiro chegar a 12 pontos é a vencedora. Quando um jogador acha que a vitória é certa, ele “truca”, ou seja, aposta três pontos em vez de um.

É fácil entender por que o truco é tão popular. Apesar da simplicidade das regras, ele exige uma boa leitura da situação. Duplas que jogam com frequência desenvolvem sinais para adotar uma estratégia conjunta. E, assim como no pôquer, é preciso saber blefar e evitar os riscos para poder vencer as rodadas em que as cartas não são assim tão favoráveis.

Boa parte do trabalho do BC (Banco Central) na definição da política monetária pode ser comparado ao de um jogador de truco. Nem sempre as cartas colocadas nas mãos dos membros do Copom (Comitê de Política Monetária ) são as mais favoráveis. Por exemplo, inflação elevada, preços internacionais do petróleo em alta, dólar pressionado e falta de confiança dos investidores internacionais são trunfos colocados nas mãos do adversário.

O que fazer nessas ocasiões para não ser obrigado a elevar fortemente os juros, tornando adverso o cenário para os empreendedores e investidores? Cabe ao Copom saber gerenciar as expectativas. Evitar cuidadosamente os eventuais blefes dessa entidade chamada mercado, que pode tentar forçar altas da taxa de juros que vão além do necessário para o cumprimento das metas de inflação.

Nesta semana, o Copom terá sua primeira reunião de 2022. É dado como certo que, na tarde da quarta-feira (02) ele anuncie uma alta de 1,5 ponto percentual nos juros, mandando a taxa Selic dos atuais 9,25% para 10,75% ao ano. Isso fará a Selic retornar aos dois dígitos, algo que não ocorre desde maio de 2017.

De acordo com as expectativas da edição mais recente do Relatório Focus, divulgado na manhã desta segunda-feira (31), ainda deverá haver mais uma elevação de um ponto percentual. Assim, a Selic poderá encerrar 2022 a 11,75% ao ano. Mesmo assim, o Relatório Focus segue elevando as projeções de inflação para este ano. A estimativa mais recente é de um IPCA de 5,38%, acima dos 5,15% da semana passada e dos 5,03% de há três semanas. E todas essas estimativas estão acima do teto da meta, de 5% (3,5% mais 1,5 ponto percentual para mais ou para menos).

A pressão da inflação em alta vem obrigando o BC a endurecer a política monetária, apesar do crescimento da economia estar fraco. O BC está cumprindo o seu papel de preservar o valor da moeda, mesmo às custas do crescimento econômico. No entanto, para não ter de elevar demasiadamente a Selic, é preciso saber gerenciar as expectativas. E até mesmo blefar um pouquinho quando for preciso.

Então, vai aqui uma sugestão. Em tempos de independência do Banco Central, o candidato a presidente deveria ter de disputar algumas partidas de truco com os melhores jogadores do Congresso. Só assim os parlamentares teriam certeza de que estariam colocando o comando da política monetária nas mãos de um profissional que, além da competência técnica, tem a capacidade de lidar com as expectativas e com a pressão dos agentes de mercado, que frequentemente pressionam por taxas maiores.

E Eu Com Isso?

O primeiro pregão da semana e o último de janeiro se inicia com movimentos de baixa tanto dos contratos futuros do Ibovespa quanto do índice americano S&P 500, que poderá ter seu pior mês desde março de 2020, data do primeiro impacto da pandemia. O mercado internacional segue em seu processo de ajuste às perspectivas de taxas de juros mais elevadas e liquidez mais apertada nos Estados Unidos.

As notícias são negativas para a Bolsa em um cenário de volatilidade.

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Leia também: Copom eleva Selic a 9,25% ao ano, maior patamar em quatro anos.

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