eua – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Mon, 19 Jan 2026 12:36:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png eua – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Trump recomeça ameaças com tarifas e mira Europa https://levanteideias.com.br/artigos/trump-recomeca-ameacas-com-tarifas-e-mira-europa https://levanteideias.com.br/artigos/trump-recomeca-ameacas-com-tarifas-e-mira-europa#respond Mon, 19 Jan 2026 12:36:14 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52931 O post <strong>Trump recomeça ameaças com tarifas e mira Europa</strong> apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

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Mercados com Rafael Bevilacqua
A semana começa com menos atividade nos mercados devido ao feriado nos Estados Unidos, onde se comemora o dia de Martin Luther King. Os pregões suspendem as atividades, mas os contratos futuros dos principais índices seguem negociados. E as cotações estão em baixa devido ao temor dos investidores com um recrudescimento na guerra das tarifas entre Estados Unidos e União Europeia (UE).

No sábado (17), o presidente americano Donald Trump afirmou que vai ampliar as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos a diversos países da UE se não houver um acordo para permitir a compra da Groenlândia pelos Estados Unidos.

Trump afirmou que imporá taxas adicionais de 10 por cento a partir de 1º de fevereiro sobre mercadorias importadas de Alemanha, França, Reino Unido, Dinamarca, Noruega, Suécia, Holanda e Finlândia. Se o assunto prosseguir sem um acordo, as tarifas vão aumentar para 25 por cento a partir de 1º de junho. A UE e o Reino Unido haviam firmado acordos comerciais com os EUA no ano passado.

O tom subiu no domingo (18). Os principais países da UE condenaram as ameaças e as consideraram uma chantagem. A França propôs responder com medidas econômicas nunca antes testadas.

As opções de retaliação da UE incluem um pacote de tarifas sobre 108 bilhões de dólares em exportações americanas para a Europa. O pacote havia sido suspenso por seis meses no início de agosto de 2025. As opções também incluem um Instrumento Anticoerção que podem afetar o comércio de serviços ou investimentos dos EUA.

As ameaças de tarifas também devem tornar tensos os próximos dias na cidade suíça de Davos. Começa nesta segunda-feira o Fórum Econômico Mundial, que vai reunir líderes de todo o mundo, incluindo um grande grupo dos EUA liderado por Trump.

A reação inicial dos mercados financeiros foi fraca, mas mostra um aumento da desconfiança. O euro se recuperou de uma mínima de sete semanas, subindo 0,3 por cento para 1,1628 dólar. Os preços do ouro subiram. A onça-troy (28,8 gramas) do ouro subiu 1,6 por cento para 4.689 dólares a onça.

Os preços do petróleo caíram ligeiramente devido a preocupações de que a demanda possa sofrer caso a guerra comercial se intensifique. O Brent, referência para o mercado europeu e para a Petrobras caiu 1 por cento para 63,47 dólares o barril.

Desde abril do ano passado, Trump ameaça periodicamente retaliar países com tarifas comerciais. O ocorrido no sábado não é novidade. O que mudou foi o tom da resposta europeia, menos conciliador e buscando mais o confronto. Tudo pode mudar em instantes, mas no início dos negócios nesta segunda-feira, a perspectiva é de um aumento das tensões comerciais entre os principais blocos econômicos mundiais.


E Eu Com Isso?

O dia deve ser negativo para os mercados acionários devido ao aumento da tensão comercial entre Estados Unidos e União Europeia. O feriado americano reduz o volume de negócios, o que eleva a volatilidade e pode afetar as ações brasileiras.


DISCLAIMER
A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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Ceticismo com os resultados das empresas americanas https://levanteideias.com.br/artigos/ceticismo-com-os-resultados-das-empresas-americanas https://levanteideias.com.br/artigos/ceticismo-com-os-resultados-das-empresas-americanas#respond Wed, 14 Jan 2026 12:52:14 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52912 O post <strong>Ceticismo com os resultados das empresas americanas</strong> apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

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Mercados com Rafael Bevilacqua
Na manhã desta quarta-feira (14), o Bank of America, segundo maior banco dos Estados Unidos por ativos, divulgou seus resultados para o 4T25. Os números vieram melhores do que o esperado. O lucro por ação foi de 98 centavos de dólar, ante projeções de 96 centavos de dólar. A receita com empréstimos e tarifas foi de 28,53 bilhões de dólares, ante uma mediana das projeções de 27,94 bilhões.

Na terça-feira (13) o banco JP Morgan Chase também divulgou resultados acima do esperado, com um lucro de 5,23 dólares por ação. A mediana das expectativas era de 4,92 dólares. Mesmo assim, os investidores não gostaram dos resultados e as ações fecharam em baixa de 4 por cento, após terem recuado quase 7 por cento no pior momento do dia.

Há mais problemas para os bancos. Nos últimos dias, o presidente Donald Trump vem defendendo estabelecer um limite legal de 10 por cento ao ano para os juros cobrados nos empréstimos de cartão de crédito.

O mercado americano é o maior do mundo e a estimativa é que o sistema financeiro do EUA fature 200 bilhões de dólares por ano apenas com essas linhas de crédito. Ao limitar as taxas, uma das fontes de lucro mais importantes dos bancos seria prejudicada. Além do impacto nos números, causa desconforto uma intervenção governamental no mercado, algo que não é usual nas relações empresariais americanas.

À medida que os bancos, como de costume, inauguram a temporada de balanços do 4T25 e do ano passado como um todo, os investidores seguem preocupados. Eles temem o impacto negativo sobre os resultados das empresas de fatores como as tarifas comerciais, a redução da oferta de mão de obra e a permanência da inflação em um nível elevado.

Na terça-feira também foi divulgada a inflação ao consumidor de dezembro medida pelo Consumer Price Index (CPI). Os resultados vieram em linha com o esperado, com a inflação em dezembro ficando em 0,3 por cento e a variação em 12 meses permanecendo em 2,7 por cento, seguindo as expectativas do mercado.

Após a esperada alta dos preços ao consumidor em dezembro ter mantido as apostas em cortes de juros para o segundo semestre do ano, os investidores agora acompanham de perto a divulgação dos preços ao produtor e das vendas no varejo.

Espera-se que as taxas de juros permaneçam inalteradas durante a maior parte do primeiro semestre de 2026, inclusive na reunião do FED em janeiro, desde que a inflação e o crescimento se mantenham estáveis. Os investidores continuam a esperar pelo menos duas reduções ainda este ano.


E Eu Com Isso?

Os contratos futuros dos principais índices americanos estão em baixa no pré-mercado, com os investidores esperando resultados de empresas e mais dados sobre a inflação e a atividade econômica.


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A inflação nos EUA e a guerra de Trump contra o FED https://levanteideias.com.br/artigos/a-inflacao-nos-eua-e-a-guerra-de-trump-contra-o-fed https://levanteideias.com.br/artigos/a-inflacao-nos-eua-e-a-guerra-de-trump-contra-o-fed#respond Tue, 13 Jan 2026 12:37:09 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52906 O post <strong>A inflação nos EUA e a guerra de Trump contra o FED</strong> apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

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Mercados com Rafael Bevilacqua
Os investidores acompanham com atenção a divulgação da inflação americana de dezembro, prevista para a manhã desta terça-feira (13). O dado é considerado decisivo para calibrar as expectativas em relação à política monetária dos Estados Unidos nos próximos meses e tende a influenciar o comportamento dos mercados globais ao longo do dia.

A mediana das projeções indica estabilidade do Consumer Price Index (CPI) cheio. A variação acumulada em 12 meses deve permanecer em 2,6 por cento, mesmo patamar observado até novembro. O resultado reforça a avaliação de que o processo de desinflação perdeu força no fim de 2025, após avanços mais consistentes ao longo do primeiro semestre.

Para o núcleo da inflação, que exclui preços voláteis como os dos alimentos e da energia, a expectativa é de leve aceleração. A projeção aponta alta de 2,7 por cento em 12 meses, ante 2,6 por cento na leitura anterior. O movimento, embora moderado, tende a gerar desconforto entre os formuladores de política monetária, já que o núcleo é visto como um indicador mais fiel das pressões inflacionárias subjacentes.

Mesmo com sinais de estabilidade, a inflação segue elevada. Tanto o índice cheio quanto o núcleo permanecem acima da meta de 2,0 por cento perseguida pelo Federal Reserve (FED), o banco central americano. Esse descompasso sustenta uma postura cautelosa por parte do banco central americano e limita o espaço para mudanças rápidas na condução dos juros.

A leitura esperada para dezembro reforça a narrativa de juros elevados por mais tempo. A autoridade monetária tem reiterado que precisa de evidências mais consistentes de convergência à meta antes de iniciar um processo de flexibilização.

O mercado também observa a composição do índice. A inflação dos serviços, pressionada pelo aquecimento do mercado de trabalho, segue sendo um dos focos de pressão de alta dos preços. Esses segmentos reagem lentamente ao aperto monetário e dificultam uma desaceleração mais rápida do núcleo.

Esse cenário incerto é agravado pela ofensiva de Donald Trump contra Jerome Powell, presidente do FED. Na sexta-feira (09), a repartição equivalente à Procuradoria Geral da República dos Estados Unidos divulgou que está processando Powell por, alegadamente, ter mentido no Congresso em junho do ano passado sobre os gastos com a reforma do prédio do FED.

No domingo (11), em uma manifestação rara, Powell divulgou um vídeo dizendo que isso era um “pretexto” para forçar o FED a baixar os juros, e que isso não iria alterar a política monetária americana. Na segunda-feira (12) três ex-presidentes do FED e quatro ex-secretários do Tesouro (equivalente americano ao ministro da Fazenda) criticaram a decisão de Trump, aumentando a crise.

Diante desse cenário, a probabilidade de um corte de juros pelo FED no curto prazo é reduzida. As apostas se concentram em manutenção das taxas nos níveis atuais durante boa parte do primeiro semestre. Eventuais ajustes devem ocorrer apenas se houver surpresa positiva nos dados de inflação e atividade.


E Eu Com Isso?

Os contratos futuros dos principais índices americanos estão em leve baixa no pré-mercado. A divulgação do CPI segue como um dos principais gatilhos de volatilidade. O dado desta terça-feira deve orientar as expectativas para as próximas reuniões do FED e influenciar a precificação de ativos de risco, moedas e juros ao redor do mundo.


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Qual o tamanho do problema causado pela prisão de Maduro? https://levanteideias.com.br/artigos/qual-o-tamanho-do-problema-causado-pela-prisao-de-maduro https://levanteideias.com.br/artigos/qual-o-tamanho-do-problema-causado-pela-prisao-de-maduro#respond Tue, 06 Jan 2026 12:41:39 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52876 O post <strong>Qual o tamanho do problema causado pela prisão de Maduro?</strong> apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

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Mercados com Rafael Bevilacqua
Na madrugada do sábado (03), quando se tornou pública a notícia da prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro por forças americanas, a primeira reação foi de preocupação. Não por acaso, assim que os mercados asiáticos iniciaram suas atividades na madrugada da segunda-feira (05), os preços de ativos de risco, como o ouro, dispararam. No entanto, à medida que o dia transcorreu, o movimento foi se normalizando, e o Ibovespa fechou em alta.

O principal índice da bolsa brasileira fechou o dia em alta. O Ibovespa subiu 0,83 por cento, a 161.869,76 pontos, atuando acima de 160 mil pontos durante a maior parte do pregão, com um volume de 22 bilhões de reais. No câmbio, o dólar caiu 0,35 por cento para 5,40 reais ao fim do pregão.

O movimento foi impulsionado pelas ações do setor financeiro, mas as ações das empresas de petróleo pressionaram o índice para baixo. Petrobras (PETR4) recuou cerca de 1,6 por cento. Da mesma forma, nas bolsas internacionais, índices acionários e papéis de energia responderam à prisão de Maduro.

Para além disso, os seguem atentos a dados de inflação e de atividade econômica no Brasil e nos Estados Unidos. Esses números devem influenciar expectativas sobre a política de juros do Federal Reserve (FED), o banco central americano, que influencia os fluxos para ativos de risco e moedas emergentes.

A prisão de Nicolás Maduro e a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela continuam a repercutir globalmente. Nos mercados externos, as ações globais e contratos futuros subiram após o evento, com impulso em setores ligados a energia e tecnologia.

O que esperar? Os investidores estão apreensivos, mas não alarmados, avaliando que a intervenção americana pode não ter impacto direto imediato na macroeconomia global. A produção de petróleo da Venezuela representa uma pequena fração da oferta global, e isso ajuda a limitar o efeito direto sobre preços. Mas a sensibilidade ao cenário geopolítico e macroeconômico segue alta, com foco em indicadores futuros.


E Eu Com Isso?

O dólar enfraquecido ante o real no primeiro pregão da semana indica que as expectativas locais podem resistir a choques externos moderados. No entanto, a continuidade dessa tendência depende de dados econômicos robustos e da orientação das políticas monetárias em mercados desenvolvidos. Nesta terça-feira, a atenção dos investidores será dividida entre dados econômicos, decisões de bancos centrais e a evolução da situação geopolítica envolvendo Estados Unidos e Venezuela.

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Não se preocupe (muito) com a prisão de Nicolás Maduro https://levanteideias.com.br/artigos/nao-se-preocupe-muito-com-a-prisao-de-nicolas-maduro https://levanteideias.com.br/artigos/nao-se-preocupe-muito-com-a-prisao-de-nicolas-maduro#respond Mon, 05 Jan 2026 12:45:29 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52754 O post <strong>Não se preocupe (muito) com a prisão de Nicolás Maduro</strong> apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

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Mercados com Rafael Bevilacqua
Foi fraca a reação inicial dos investidores à prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa por tropas americanas em Caracas na madrugada do sábado (3).

Até agora, o maior impacto foi nos preços do ouro, que subiram 2 por cento em Londres para 4.419 dólares por onça-troy. No entanto, os preços do petróleo – principal produto da Venezuela, responsável por 1 por cento da oferta mundial – seguem estáveis. O contrato futuro de fevereiro do barril de petróleo do tipo Brent, referência para a Petrobras (PETR4), está estável em 60,70 dólares, queda de 0,08 por cento.

Os contratos futuros dos principais índices acionários americanos estão com leves altas no pré-mercado, e o índice de volatilidade VIX está em 15,16 pontos, alta de 4,48 por cento, mas abaixo dos cerca de 26 pontos no fim de novembro.

A maior dúvida no mercado é o que ocorrerá com o petróleo. Neste momento os preços estão em baixa porque a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) vem mantendo a oferta elevada. Prova disso é que não ocorreu o fenômeno de inversão da curva de preços, quando o petróleo no mercado à vista fica mais caro do que no mercado futuro.

As declarações iniciais de Marco Rubio, secretário de Estado americano, foram de que as exportações venezuelanas poderiam ser embargadas como instrumento de coerção do novo governo, em vez de  uma ocupação militar americana. Porém, a ex-vice-presidente Delcy Rodriguez, que foi empossada por 90 dias na presidência, já assumiu um tom conciliador, o que pode reduzir a probabilidade de problemas na oferta da commodity.

Bem está o que bem acaba? Longe disso. A consequência mais grave da iniciativa americana é que ela elevou os riscos geopolíticos em diversos outros pontos do mundo. Nunca se sabe exatamente o que Donald Trump quer dizer. Ele afirmou que os Estados Unidos estariam dispostos a uma ocupação militar na Venezuela.

Quem se lembra do custo de operações semelhantes no Iraque e no Afeganistão acha essa hipótese remota. Por isso, o mais provável é que haja uma composição com o novo governo e que as empresas petrolíferas americanas voltem a extrair óleo da Venezuela.

O problema – na cabeça dos investidores – é que o fato de Trump ter mandado tropas para prender Maduro pode levar Xi Jinping, o presidente chinês, a pensar em fazer algo parecido com Taiwan. Ou inspirar Vladimir Putin a mandar mísseis para Kiev. Ou levar Kim Jong-Un, o ditador norte-coreano, a ter ideias.

Isso não apareceu nos preços dos ativos – e pode nunca aparecer. Prever o futuro é difícil. Não é possível descartar a hipótese de que o que ocorreu na Venezuela seja apenas um incidente isolado. Uma intervenção que não seguiu as regras e foi motivada pelo petróleo, mas que afastou do poder um ditador que transformou a vida dos venezuelanos em um inferno. Nota importante: nada garante que a vida do venezuelano médio melhore com isso, pois a elite que cercava Maduro segue no comando.

Porém, também não é possível descartar a hipótese de que a ação americana em Caracas na madrugada do sábado marque o início de um ciclo de endurecimento militar, com impactos na sociedade e na economia de dezenas de países, Brasil entre eles. Por isso, apesar de a ação na Venezuela não indicar um risco imediato, é preciso que os investidores coloquem mais um assunto no radar.


E Eu Com Isso?

A percepção inicial é que a prisão de Nicolás Maduro é um problema pontual, que não terá um impacto intenso nos mercados. Os contratos futuros dos principais índices americanas estão em alta no pré-mercado, o que não indica uma reação intensa ao ocorrido. No entanto, o aumento da incerteza pode provocar episódios de volatilidade.

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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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A insustentável leveza da inflação americana https://levanteideias.com.br/artigos/a-insustentavel-leveza-da-inflacao-americana https://levanteideias.com.br/artigos/a-insustentavel-leveza-da-inflacao-americana#respond Fri, 19 Dec 2025 12:26:53 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52731 O post <strong>A insustentável leveza da inflação americana</strong> apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

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Mercados com Rafael Bevilacqua
Na quinta-feira (18) foi divulgada a inflação medida pelo Consumer Price Index (CPI) de novembro. Os números vieram surpreendentemente baixos. A inflação acumulada em 12 meses no índice geral desacelerou para 2,7 por cento ante os 3,0 por cento dos 12 meses até outubro. O núcleo da inflação, que não considera os preços mais voláteis dos alimentos e da energia, recuou para 2,6 por cento em 12 meses, ante os 3,0 por cento até outubro.

Essa é uma mudança aparentemente bem-vinda para os americanos, pressionados pelo custo de vida persistentemente alto. No entanto, economistas alertaram que essa desaceleração provavelmente foi resultado de distorções nos dados econômicos relacionadas à paralisação (“shutdown”) de 43 dias do governo americano.

O relatório do CPI de novembro é o mais recente de uma longa série de dados econômicos governamentais que estão sendo divulgados com atraso. E ele tem problemas devido à paralisação que se estendeu de 1º de outubro a 12 de novembro.

O índice de inflação de outubro não foi calculado, já que a paralisação do governo prejudicou a capacidade das agências de processar dados econômicos. E a coleta de dados para o cálculo do índice de novembro começou tarde. Como os dados de outubro estavam faltando, as variações mensais da inflação não puderam ser calculadas para a maioria das categorias que compõem o índice.

Os preços ao consumidor subiram 0,2 por cento de setembro a novembro, resultando em uma taxa média de 0,1 por cento. Em setembro, os preços haviam subido 0,3 por cento em termos mensais. Os economistas esperavam uma alta de 0,3 por cento em novembro, mantendo a inflação em 12 meses inalterada em 3 por cento. O núcleo do CPI também subiu 0,2 por cento de setembro a novembro, apenas 0,1 por cento por mês.

Como os dados do CPI são revisados no mês seguinte à sua publicação, a expectativa é de uma alteração significativa na primeira divulgação de 2026.

A tendência de queda da inflação deu aos investidores alguma esperança de que o Federal Reserve reduza as taxas de juros em 2026. Embora as expectativas de um corte de juros em janeiro permaneçam baixas, os investidores estão precificando uma probabilidade de 46,5 por cento de redução em março, de acordo com a ferramenta FedWatch do CME Group. Esse número subiu em relação aos cerca de 41,4 por cento da quinta-feira.


E Eu Com Isso?

Os contratos futuros dos principais índices americanos estão em alta no pré-mercado, devido a expectativas positivas com as empresas de inteligência artificial. No entanto, os números de inflação podem trazer volatilidade ao mercado, especialmente devido à redução do volume nos últimos pregões do ano.

As notícias são positivas para a Blsa em um cenário de volatilidade



Copasa (CSMG3): Tese da privatização, como o mercado acompanha a mudança de controle


A privatização da Copasa (CSMG3) tem sido acompanhada de perto pelo mercado de renda variável ao longo dos últimos anos, especialmente por investidores atentos ao setor de saneamento e às oportunidades geradas por processos de desestatização.

A companhia é vista como um ativo defensivo, com geração previsível de caixa, forte posição regional em Minas Gerais, com distribuição recorrente de dividendos, mas também marcada por questões ligadas às empresas ao controle estatal.

Na votação ocorrida ontem na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o projeto de lei que autoriza a privatização da Copasa foi aprovado em segundo turno com 53 votos a favor e 19 contra, superando o quórum qualificado exigido para esse tipo de matéria.

Com a aprovação, o projeto segue para sanção do governador, abrindo caminho para que a operação de desestatização avance formalmente nos próximos meses.

Essa confirmação legislativa foi recebida com atenção pelo mercado financeiro, que vinha precificando o avanço atrelado à privatização da Copasa e passa agora a ajustar expectativas sobre o cronograma de desinvestimento e as potenciais implicações sobre o valuation das ações.

Desde que o tema da privatização passou a ganhar tração no debate político mineiro, as ações da Copasa passaram a refletir, de forma mais intensa, o risco e o prêmio associados ao cenário regulatório e institucional. Em momentos de avanço legislativo, o papel tende a reagir positivamente, impulsionado pela expectativa de melhoria na governança, maior eficiência operacional e racionalização de custos.

Para investidores de renda variável, a aprovação da autorização para a privatização representa um divisor de águas. O mercado interpreta o movimento como uma redução relevante do risco político, fator que por muitos anos contribuiu para o desconto das ações em relação a pares privados do setor de saneamento.

Outro ponto observado pelos investidores é o potencial de destravamento de valor no médio e longo prazo. A privatização abre espaço para investimentos mais robustos em expansão de rede, tratamento de esgoto e modernização de ativos, o que pode elevar a base de receitas e melhorar margens operacionais.

Além disso, há expectativa de maior disciplina financeira, redução de interferências políticas e políticas de dividendos mais alinhadas às práticas do setor privado, fatores que costumam ser bem precificados pelo mercado.

Nesse contexto, o comportamento das ações tende a continuar andando com os avanços regulatórios e sinalizações do governo sobre o cronograma e o formato da operação.


E Eu Com Isso?

As expectativas de desestatização, combinadas com avanços regulatórios, já impulsionaram uma valorização expressiva dos papéis em 2025, com alta de cerca de 118 por cento no acumulado do ano, refletindo o prêmio do mercado pela possibilidade de privatização.

A privatização da Copasa transformou a companhia em um ativo estratégico para o mercado financeiro.

Mais do que os resultados trimestrais, o que guia a precificação é a expectativa de mudança estrutural na governança e no modelo de gestão, bem como o potencial de reprecificação da ação caso o processo avance com clareza e eficiência.

Para investidores que acompanham o caso ao longo dos anos, o desfecho do processo poderá representar tanto uma oportunidade relevante de valorização quanto um teste importante de execução no mercado de saneamento brasileiro.



Guararapes (GUAR3) avança na simplificação do portfólio e reforça foco na Riachuelo

A Guararapes (GUAR3) teve um dos movimentos estratégicos mais relevantes do ano ao anunciar a venda do shopping Midway Mall, em Natal, por cerca de 1,6 bilhão de reais, operação que foi imediatamente bem recebida pelo mercado e impulsionou as ações da companhia. A transação marca um passo importante na reorganização do portfólio do grupo, reduzindo a exposição a ativos imobiliários não essenciais e reforçando a mensagem de foco nos negócios centrais: varejo de moda, por meio da Riachuelo, e serviços financeiros. A reação positiva do mercado reflete não apenas o valor da venda, mas principalmente a clareza estratégica trazida pela decisão.

Um dos pontos centrais do anúncio foi a destinação relevante dos recursos para os acionistas, com a distribuição de 1,49 bilhão de reais em dividendos. O montante surpreende pelo tamanho e reforça a forte geração de caixa da companhia, além de sinalizar disciplina na alocação de capital. Mesmo após a operação, a Guararapes permanece com estrutura de capital sólida, com alavancagem projetada em torno de 0,6x para 2026, o que preserva flexibilidade financeira para investimentos, crescimento orgânico e eventuais movimentos estratégicos no futuro.

Do ponto de vista operacional, a venda do shopping também carrega um racional importante de eficiência. Ao sair de um ativo intensivo em capital e com dinâmica distinta do core business, a companhia simplifica sua estrutura, reduz complexidade de gestão e libera recursos para áreas com maior potencial de retorno sobre o capital investido. Esse movimento dialoga diretamente com a estratégia de fortalecimento da Riachuelo como plataforma integrada de varejo e serviços financeiros, combinando marca forte e produção verticalizada.

 
E Eu Com Isso?
 
Além disso, a reação do mercado foi amplificada pelo forte aumento de liquidez do papel no pregão seguinte ao anúncio, indicando renovado interesse dos investidores na tese da companhia. O volume negociado foi bem superior ao observado nos dias anteriores, sinalizando que a operação funcionou como um catalisador para reprecificação do ativo. Esse comportamento sugere que parte do desconto histórico do papel estava associada justamente à percepção de portfólio menos focado e à alocação de capital em ativos considerados não estratégicos.

Embora o efeito positivo no preço da ação no curto prazo seja evidente, o principal ganho está na melhora da qualidade da tese no médio e longo prazo, com um portfólio mais simples e mais focado, maior previsibilidade de retornos e alinhamento mais direto entre estratégia operacional e geração de valor para o acionista.



DISCLAIMER
A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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A incógnita do emprego americano https://levanteideias.com.br/artigos/a-incognita-do-emprego-americano https://levanteideias.com.br/artigos/a-incognita-do-emprego-americano#respond Wed, 17 Dec 2025 12:49:31 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52726 O post <strong>A incógnita do emprego americano</strong> apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

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Mercados com Rafael Bevilacqua
Boa parte da movimentação dos pregões na terça-feira (16) deveu-se às interpretações dos indicadores econômicos americanos, em especial os números do emprego. Esta quarta-feira (17) é um dia sem números relevantes, por isso a necessidade de analisar as informações que estão disponíveis. E os números oferecem mais confusão do que clareza.

Observando apenas um indicador, o nível de emprego não agrícola (“non farm payroll”), o emprego nos EUA se recuperou mais do que o esperado em novembro. No mês passado, o número de vagas não agrícolas aumentou em 64 mil. Essa recuperação seguiu-se a uma queda abrupta.

Em outubro, os cortes nos gastos governamentais haviam provocado a maior queda no “non farm payroll” desde dezembro de 2020, com a redução de 104 mil vagas. Naquele momento, essa queda foi associada a uma diminuição de 162 mil empregos no governo federal, a maior desde junho de 2010.

Então o mercado de trabalho está aquecido? Calma. Os dados do Bureau of Labor Statistics (BLS) mostraram que a taxa de desemprego subiu para em 4,6 por cento no mês passado, ante uma taxa de 4,4 por cento em outubro, e acima da mediana das expectativas, que era de 4,5 por cento.

O desemprego chegou ao maior nível em mais de quatro anos. Porém, o BLS informou que alterou a metodologia de cálculo do desemprego após a paralisação (“shutdown”) do governo por 43 dias ter impedido a coleta de dados das famílias. Ou seja: não é possível simplesmente comparar o dado de novembro com a série histórica anterior.

O que fazer? Nesse caso, é preciso resolver a diferença buscando fontes independentes que não alteraram suas metodologias de cálculo. No caso, os levantamentos regionais e do setor privado. É consenso que as empresas americanas estão contratando menos devido ao choque causado pelas amplas tarifas de importação de Trump. Elas elevaram os preços de muitos produtos, resultando em consumidores, principalmente famílias de baixa e média renda, mais seletivos em suas compras.

Essa tendência foi reforçada por um relatório separado do Departamento de Comércio, que mostrou que as vendas no varejo permaneceram inalteradas em outubro, após um aumento de 0,1 por cento em setembro.

A conclusão é que há tanto indicadores que mostram um aquecimento do mercado de trabalho no setor privado, quanto números que mostram um arrefecimento do setor público. Essa incerteza era tudo o que o mercado não queria. Por isso, os investidores iniciam 2026 com a mesma incerteza que dominou as análises nas últimas semanas.


E Eu Com Isso?

Os contratos futuros dos principais índices americanos estão em alta no pré-mercado. No entanto, as cotas do Exchange Traded Fund (ETF) EWZ iShares MSCI Brazil negociadas em Wall Street iniciam a quarta-feira com mais uma queda, com os investidores preocupados com as notícias políticas.


Itaúsa (ITSA4) anuncia bonificação em ações de 2,5 bilhões de reais e reforça solidez financeira


A Itaúsa (ITSA4) anunciou por meio de fato relevante, a decisão de aumentar seu capital social via bonificação em ações, uma prática comum entre companhias consolidadas. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a estrutura de capital da holding, ao mesmo tempo em que distribui valor aos acionistas sem exigir qualquer desembolso financeiro adicional.

A operação foi aprovada pelo Conselho de Administração e será realizada por meio da capitalização de reservas no valor de 2,5 bilhões de reais, elevando o capital social da companhia para aproximadamente 83,7 bilhões de reais. Essa movimentação representa uma reorganização contábil, na qual parte das reservas acumuladas passa a compor o capital efetivamente integralizado da empresa.

Como consequência dessa capitalização, a Itaúsa emitirá mais de 219 milhões de novas ações escriturais, entre ações ordinárias e preferenciais, que serão distribuídas gratuitamente aos acionistas na forma de bonificação. A proporção definida é de duas novas ações para cada cem ações da mesma espécie já detidas, considerando como data de corte o dia 18 de dezembro de 2025.

As novas ações serão creditadas a partir de 23 de dezembro de 2025 e passarão a ter direito a dividendos e juros sobre capital próprio declarados a partir dessa data, assegurando igualdade de direitos econômicos em relação aos papéis já existentes.

No caso de frações de ações, os investidores poderão ajustar suas posições entre 26 de dezembro de 2025 e 26 de janeiro de 2026; eventuais sobras serão posteriormente agrupadas e vendidas, com os valores líquidos distribuídos proporcionalmente aos titulares. Do ponto de vista fiscal, o custo atribuído às ações bonificadas foi fixado em 11,37 reais por ação, informação relevante para o correto cálculo do custo médio e da tributação em operações futuras.

Além da operação de bonificação, a Itaúsa se destaca por seus indicadores financeiros, que reforçam sua atratividade para investidores de longo prazo. O Dividend Yield da holding tem se mantido em torno de 8 por cento ao ano, excluindo o recente pagamento extraordinário, sustentado pela política consistente de distribuição de proventos e pelo desempenho de sua principal investida, o Itaú Unibanco.

Em termos de valuation, o índice Preço/Lucro (P/L) da companhia permanece próximo de 8 vezes, sugerindo que as ações podem estar negociadas a múltiplos atrativos em relação aos lucros gerados. Já o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE), situado entre 17 por cento e 18 por cento ao ano, evidencia a eficiência da holding na alocação de capital e a qualidade de seus resultados.


E Eu Com Isso?

Em conjunto, esses fatores reforçam a percepção de solidez, disciplina financeira e compromisso com a criação de valor sustentável aos acionistas.

Em 2025, as ações da Itaúsa (ITSA4) apresentaram uma valorização acumulada próxima de 57 por cento no ano, desempenho que supera de forma significativa o principal índice da bolsa brasileira. Esse movimento reflete a combinação de resultados financeiros consistentes, fortalecimento da confiança dos investidores e o bom desempenho de suas principais investidas, especialmente o Itaú Unibanco.

Além disso, a manutenção de uma política sólida de distribuição de proventos e anúncios relevantes, como a bonificação em ações, contribuíram para ampliar o interesse do mercado e sustentar a forte alta dos papéis ao longo do período.



Carrefour acelera reorganização e eleva a competição no varejo brasileiro

O Carrefour Brasil iniciou um dos seus ciclos de reestruturação mais profundos dos últimos anos, com mudanças expressivas na cúpula executiva, revisão de estruturas, simplificação administrativa e reforço da presença de executivos franceses no comando.

A chegada de Julien Munch como deputy-CEO, espécie de vice-CEO, e a saída de lideranças históricas das áreas de varejo, imobiliário e transformação marcam um movimento de reorganização estratégica que busca recuperar eficiência operacional, destravar produtividade e reposicionar o grupo em um mercado cada vez mais competitivo.

A decisão de substituir três executivos brasileiros por uma figura diretamente da matriz, além de eliminar cargos como chief transformation officer, evidencia o desejo do grupo por alinhamento direto com o modelo europeu, corte de sobreposições e maior disciplina de custos.

Ao mesmo tempo, o Carrefour vem redesenhando por completo sua operação no país, priorizando o Atacadão como pilar de crescimento e redefinindo a estrutura administrativa das demais unidades de negócio.

A mudança da sede de Barueri para novos escritórios em São Paulo, a consolidação das áreas de finanças e recursos humanos sob novas lideranças, e a revisão de estruturas que vinham sendo pouco integradas após anos de aquisições mostram que a empresa está disposta a enfrentar de frente o diagnóstico interno de baixa produtividade e custo elevado. Esses ajustes também dialogam com um modelo mais enxuto, que reduz o comitê executivo de 11 para 8 membros e aproxima a governança local da matriz na França.

No campo operacional, o grupo delineou prioridades claras para 2025–2026: estabilizar o parque de hipermercados em torno de 100 unidades, acelerar conversões para o modelo Atacadão, fortalecer a marca própria e ampliar iniciativas de capitalização, como a venda de ativos não estratégicos. Além disso, a empresa reconhece que projetos como 3x sem juros perderam tração em um ambiente de juros elevados, levando o grupo a reavaliar mecanismos de estímulo à demanda. Esse conjunto de iniciativas aponta para um Carrefour mais focado, pragmático e disciplinado em relação à alocação de capital.

 
E Eu Com Isso?
 
Essa reorganização tem implicações diretas no ambiente competitivo, especialmente no segmento de atacarejo, onde o Carrefour compete frontalmente com o Assaí (ASAI3). A priorização absoluta do Atacadão, combinada com cortes estruturais e maior centralização decisória, tende a aumentar a eficiência comercial e acelerar a abertura de lojas em regiões-chave, reduzindo brechas competitivas.

Embora a transição de comando possa gerar ruído no curto prazo, o reforço de executivos de perfil operacional — como Munch, conhecido pelo trabalho em redes de hipermercados na Europa — sugere maior foco em execução, precificação, operação de lojas e compra, pontos que são decisivos em mercados de margem apertada. Além disso, a venda de ativos e a reorganização administrativa liberam recursos que podem ser direcionados à expansão e modernização do Atacadão.

Para o Assaí, esse movimento representa um ambiente competitivo mais acirrado em 2025–2026. O Carrefour deixa clara a intenção de reencontrar eficiência e ampliar capilaridade, especialmente em praças onde ambas as redes disputam consumidor e terreno. O Assaí ainda mantém vantagens estruturais relevantes — como modelo puro de atacarejo, histórico sólido de execução e forte disciplina de custos —, mas o avanço de um Atacadão mais enxuto, reorganizado e com foco explícito em escala pode pressionar margens, acelerar guerras de preço regionais e exigir ainda mais rigor nas decisões de abertura de lojas.



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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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2025 se encerra com Copom e FED em direções opostas https://levanteideias.com.br/artigos/2025-se-encerra-com-copom-e-fed-em-direcoes-opostas https://levanteideias.com.br/artigos/2025-se-encerra-com-copom-e-fed-em-direcoes-opostas#respond Wed, 10 Dec 2025 12:20:22 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52683 O post <strong>2025 se encerra com Copom e FED em direções opostas</strong> apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

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Mercados com Rafael Bevilacqua

Teremos a última “super quarta-feira” do ano, com as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) e de seu equivalente americano, o Federal Open Market Committee (Fomc). Por uma daquelas simetrias da história, ambas as reuniões têm perspectivas e expectativas similares e opostas. Por aqui, a certeza é de juros estáveis com uma possível preparação para um corte na Selic a partir de 2026. Nos Estados Unidos, a certeza é de corte, mas o futuro é menos previsível.

Começando pelo Copom. A Selic será mantida em 15 por cento ao ano. Ponto. Além disso, o que movimenta as especulações dos investidores é o cenário que o Comitê antecipa para 2026.

É provável que o Comunicado a ser divulgado nesta noite após o anúncio dos resultados (e a Ata que deve ser publicada no dia 16 de dezembro) estejam alinhados com as declarações da reunião de novembro. No mês passado, a Ata reforçou a necessidade de maior convergência das expectativas de inflação para permitir um corte da Selic.

Ainda que as edições mais recentes do Relatório Focus tenham revisado para baixo as projeções de inflação entre 2025 e 2028, as expectativas seguem acima dos 3 por cento no horizonte relevante, que se estende até o começo de 2027.

Por isso, o Copom deve reforçar três pontos. O primeiro é que a Selic atual permanece compatível com a estratégia de convergência da inflação. O segundo é que ainda há riscos relevantes de que a inflação siga acima da meta e o terceiro é que a política monetária continuará sendo conduzida com prudência.

O que isso indica para 2026? O Comitê deve indicar a necessidade de manter juros altos por um período bastante prolongado. A manutenção da palavra “bastante” será uma indicação de que a queda da Selic não começa em janeiro. Sem esse termo, pode aumentar a especulação de um corte já na primeira reunião do próximo ano. O texto provavelmente manterá a disposição de elevar os juros caso se a inflação sair do controle.

A boa notícia é que há condições concretas para o corte da Selic. A inflação está desacelerando, e o Produto Interno Bruto (PIB) está crescendo menos. Ou seja, não será absurdo que, apesar de trazer um Comunicado duro nesta reunião, o Copom altere o tom e as expectativas a partir do ano que vem.

Agora o Fomc. Também há uma certeza quase absoluta de um corte de 0,25 ponto percentual, reduzindo os Fed Funds para a faixa entre 3,50 e 3,75 por cento ao ano. Daí em diante, tudo é indefinição. A começar pela potência dessa decisão.

O Comitê está dividido entre membros que defendem cortes de juros como forma de conter uma maior fragilidade do mercado de trabalho e aqueles que acreditam que o afrouxamento monetário já foi longe demais e ameaça agravar a inflação. Por isso, há uma expectativa entre os investidores que tanto a Declaração pós reunião quanto a entrevista coletiva concedida por Jerome Powell deixarão claro que os investidores não devem esperar cortes automáticos nas taxas a partir do ano que vem.

Apesar das declarações do presidente Donald Trump de que a inflação desapareceu, na melhor das hipóteses, ela apenas se estabilizou. Pior, está estável acima da meta de 2 por cento ao ano, em parte devido às tarifas implementadas pelo próprio Trump. Embora os diretores do FED tenham afirmado que as tarifas devem afetar os preços apenas temporariamente, a distância em relação à meta é suficiente para dificultar a queda dos juros. Assim, será preciso observar com cuidado as declarações de Powell para saber para onde olhar a partir de 2026.


E Eu Com Isso?

A quarta-feira começa com os mercados em compasso de espera, no aguardo da reunião do Fomc. Sinais diferentes do esperado, tanto no sentido expansionista quanto contracionista da política monetária, podem provocar forte volatilidade no mercado.


 Klabin apresenta Investor Day, dividendos extraordinários e bonificação


A Klabin (KLBN11) anunciou a distribuição de um dividendo extraordinário de 1,1 bilhão de reais, que será pago em quatro parcelas iguais de 278 milhões de reais ao longo de 2026. O valor por ação foi definido em aproximadamente 91 centavos por unit. O corte para recebimento ocorrerá em 15 de dezembro de 2025, com negociação das ações ex-dividendos a partir do dia seguinte.

A companhia também anunciou um aumento de capital de 800 milhões de reais por meio de bonificação, com a emissão de pouco mais de 61,7 milhões de novas ações, na proporção de uma ação para cada cem atualmente detidas. Essas medidas combinadas devolvem caixa aos acionistas e reforçam o capital social da empresa, permitindo que a companhia distribua recursos sem comprometer a estrutura financeira.

No terceiro trimestre de 2025, a Klabin registrou EBITDA ajustado superior a 2,1 bilhões de reais, representando crescimento de 17 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior. Apesar de custos pressionados, volatilidade cambial e desafios no mercado global de papel e celulose, a companhia manteve suas margens, apoiada pelo desempenho das operações de embalagens, ganhos de eficiência industrial e pela performance da base florestal.

Durante o recente Investor Day, a empresa apresentou sua estratégia de longo prazo, destacando crescimento sustentável, expansão da capacidade de embalagens e investimentos em eficiência operacional e sustentabilidade.

Foram detalhados projetos de modernização industrial, iniciativas ambientais e expansão das operações florestais, com foco na transparência e no alinhamento com os objetivos estratégicos da companhia.

Em termos de CAPEX, a Klabin projeta investimentos de 3,3 bilhões de reais para 2026, destinados à manutenção de ativos, expansão da capacidade produtiva e modernização industrial, incluindo a unidade de Monte Alegre. Para os anos seguintes, a companhia indica envelopes decrescentes, com 2,8 bilhões de reais em 2027 e 2,5 bilhões em 2028.

A alocação do CAPEX contempla silvicultura e compra de madeira em pé, continuidade operacional, modernização da unidade de Monte Alegre e projetos especiais. O objetivo da companhia neste momento é manter a geração de caixa e avançar na desalavancagem, uma vez que não há previsão de investimentos significativos nos próximos anos.

No campo de valuation, a Klabin negocia atualmente com múltiplo EV/EBITDA próximo de 5,5 vezes, abaixo da média histórica do setor, o que indica que o mercado aplica algum desconto sobre o valor intrínseco da empresa.

O Dividend Yield está em torno de 6 por cento, antes da contabilização do dividendo extraordinário, e deve aumentar com a distribuição anunciada, o que pode tornar os papéis mais atrativos para investidores focados em retorno periódico.


E Eu Com Isso?

A bonificação também aumenta a participação dos acionistas sem custo adicional, enquanto a distribuição extraordinária proporciona fluxo de caixa antecipado em 2026. Essas medidas evidenciam a estratégia da companhia de equilibrar retorno aos acionistas com manutenção de capital, mantendo disciplina financeira e consistência operacional.

O conjunto de fatores, dividendos extraordinários, bonificação de ações, CAPEX planejado, múltiplos atrativos e geração de caixa consistente, cria um cenário que pode interessar tanto a investidores orientados à renda quanto à valorização de longo prazo.

As iniciativas refletem a intenção da Klabin de conciliar retorno imediato aos acionistas com fortalecimento patrimonial, preservação de flexibilidade financeira e execução de sua estratégia de longo prazo.


Construção civil sustenta protagonismo com demanda firme, crédito direcionado e empresas mais eficientes

O setor de construção civil voltou a ocupar um papel central no mercado acionário em 2025, com diversas companhias apresentando valorizações expressivas e resultados operacionais consistentes, especialmente aquelas voltadas ao segmento de baixa renda. Este desempenho decorre de três pilares essenciais: melhora na percepção de demanda habitacional, condições de financiamento mais favoráveis – impulsionadas por instrumentos como FGTS e MCMV – e políticas públicas que favorecem o acesso à moradia. Em um ambiente financeiro em que o crédito subsidiado funciona como amortecedor do ciclo macroeconômico, as construtoras atenderam famílias com elasticidade de demanda maior e um mercado menos sensível ao encarecimento do capital, beneficiando especialmente modelos de negócios focados na faixa econômica.

Essa dinâmica também se reflete na performance financeira das companhias listadas, que reportaram geração de caixa positiva e expansão contínua de lucros ao longo dos trimestres. Empresas com maior escala conseguem acessar financiamento a taxas inferiores às praticadas no mercado, reduzindo custo de capital e ampliando margem competitiva. Além disso, a disciplina operacional permitiu ganhos de eficiência, resultando em trimestres consecutivos de geração de caixa livre robusto, o que reforça a resiliência desse segmento. O ciclo virtuoso se retroalimenta: maior volume de lançamentos, velocidade de vendas consistente e capacidade de financiar o comprador final mantêm a engrenagem rodando mesmo em momentos mais desafiadores da economia.

No campo competitivo, as construtoras listadas despontam com vantagens estruturais frente às menores e regionais, em especial na gestão de capital e acesso a crédito institucional. Enquanto pequenas incorporadoras enfrentam custos de dívida mais elevados e volatilidade operacional, as grandes companhias captam a taxas inferiores ao CDI e encontram espaço para ganhar market share. Ao mesmo tempo, a elevação do teto financiável no MCMV e a força de programas habitacionais mantêm a demanda ativa, reforçando o papel anticíclico deste mercado—um traço relevante na leitura estratégica para investidores.

 
E Eu Com Isso?
 
Olhando à frente, a continuidade desse movimento dependerá não apenas da trajetória dos juros, mas também da manutenção ou expansão das políticas habitacionais, da execução eficiente e da disciplina financeira das empresas. O setor mostrou capacidade de absorver choques e capturar oportunidades, mas ainda opera em um ambiente macroeconômico dependente de estímulo ao crédito. Se esse ciclo de suporte persistir, o setor tende a sustentar retornos sólidos e um patamar estruturalmente superior de geração de valor, preservando sua atratividade dentro do portfólio de setores domésticos.

Como leitura final, a construção civil combina fundamentos resilientes, drivers estruturais claros e um alinhamento raro entre demanda, financiamento e capacidade operacional. Esse equilíbrio cria uma janela estratégica relevante: empresas bem-posicionadas podem capturar ganhos contínuos, tanto em participação de mercado quanto em lucratividade, ao passo que investidores encontram no setor um dos casos mais consistentes de relação risco-retorno da bolsa brasileira hoje.



DISCLAIMER
A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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PCE de setembro vai cristalizar expectativas para o FED https://levanteideias.com.br/artigos/pce-de-setembro-vai-cristalizar-expectativas-para-o-fed https://levanteideias.com.br/artigos/pce-de-setembro-vai-cristalizar-expectativas-para-o-fed#respond Fri, 05 Dec 2025 12:25:20 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52666 O post <strong>PCE de setembro vai cristalizar expectativas para o FED</strong> apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

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A semana se encerra com todos os olhos voltados para a inflação americana. A divulgação do índice Personal Consumption Expenditure (PCE) referente a setembro está marcada para esta sexta-feira (5). O número chega com atraso e com peso adicional. O PCE deveria ter sido publicado no fim de outubro, mas a paralisação do governo americano (“shutdown”) atrasou a divulgação de indicadores americanos essenciais. O atraso elevou a expectativa em torno do número, considerado decisivo para a política monetária.

Os investidores esperam estabilidade. A expectativa é que o núcleo do PCE, que exclui os preços mais voláteis de alimentos e de energia, indique alta de 2,9 por cento nos 12 meses até setembro. Esse é o mesmo percentual observado no acumulado de agosto. A leitura indica que a inflação continua bastante acima da meta de 2 por cento estabelecida pelo Federal Reserve (FED), o banco central americano. Mesmo assim, o ritmo de desaceleração reforça a hipótese de que a fase mais dura do aperto monetário terminou.

O dado desta sexta-feira será a última peça relevante antes da reunião do Federal Open Market Committee (Fomc), marcada para os dias 9 e 10 de dezembro. A expectativa majoritária é de um corte de 0,25 ponto percentual nos juros americanos, movimento interpretado como o início de um ciclo mais longo de flexibilização. O FED vinha sinalizando prudência, mas o conjunto de informações recentes — mercado de trabalho menos aquecido, desaceleração do consumo e núcleos inflacionários comportados — abriu espaço para a redução das taxas.

Se a inflação vier em linha ou abaixo do consenso, os investidores devem reforçar as apostas em novos cortes no início de 2026. Já uma inflação acima do esperado desidrata a tese do afrouxamento.  Essa perspectiva se tornou central porque define o custo do dinheiro no maior mercado de capitais do mundo. Taxas mais baixas aliviam o crédito, impulsionam setores sensíveis aos juros e reduzem a atratividade dos títulos do Tesouro americano. O movimento tende a reequilibrar fluxos globais e favorecer ativos de risco em outros países, incluindo ações de mercados emergentes.


E Eu Com Isso?

Para o mercado, o impacto é direto. Um PCE benigno tende a melhorar o humor dos investidores e a estimular a busca por risco. Um número frustrante teria efeito contrário. A divulgação desta sexta, portanto, funciona como divisor de águas. Os contratos futuros dos principais índices americanos iniciam a sessão com alta no pré-mercado.


Petrobras (PETR4) arremata novas parcelas de campos do pré-sal


A Petrobras (PETR4) anunciou na quinta-feira (04) a aquisição de novas parcelas nos campos de Mero e Atapu, localizados na Bacia de Santos, durante o Leilão de Áreas Não Contratadas promovido pela PPSA. No campo Mero, considerado um dos projetos mais relevantes do pré-sal, a participação da companhia passou de 38,6 por cento para 41,4 por cento, com a aquisição de 3,5 por cento da União por 7,8 bilhões de reais.

Em Atapu, a participação subiu de 65,69 por cento para 66,4 por cento, após a compra de 0,95 por cento da União por 1 bilhão de reais. O desembolso total previsto pelas aquisições é de 6,97 bilhões de reais, com pagamento ainda em 2025 e assinatura dos contratos programados até março de 2026. Segundo a Petrobras, os volumes incorporados estão dentro da margem de variação de ±4 por cento prevista para projeções futuras de produção.

Ambos os campos são considerados ativos premium, com alta eficiência operacional e expectativa de geração de caixa significativa nos próximos anos. A operação foi viabilizada por mudanças regulatórias implementadas em 2025, que permitiram à União alienar direitos e obrigações relacionados a áreas não concedidas ou não partilhadas, aumentando a eficiência na gestão dos campos do pré-sal.

Para o mercado, a movimentação reforça a estratégia da Petrobras de concentrar investimentos em ativos de menor risco, elevada produtividade e retorno mais rápido, contribuindo para maior previsibilidade operacional e estabilidade no fluxo de caixa.

O aumento da participação nos campos Mero e Atapu também fortalece o portfólio estratégico da companhia e amplia sua reserva proveniente de petróleo, garantindo maior controle sobre áreas de produção de alto retorno. Mero, em particular, é reconhecido por sua produtividade e eficiência, enquanto Atapu é considerado um ativo premium, com indicadores consistentes de rentabilidade e baixo custo de extração.

A consolidação desses ativos reforça a posição da Petrobras no pré-sal, principal motor de rentabilidade e também da produção da empresa, a aquisição está alinhada ao plano estratégico 2026–2030.

Além dos impactos operacionais, a operação segue sinalizando capacidade da Petrobras de gerar fluxo de caixa positivo a partir de ativos estratégicos. A companhia enfatizou que a operação segue focada em investimentos na produção e extração de petróleo de baixo custo.


E Eu Com Isso?

Do ponto de vista da remuneração aos acionistas, a Petrobras mantém política de distribuição de dividendos equivalente a aproximadamente 45 por cento do fluxo de caixa livre, desde que os limites de endividamento sejam respeitados.

A expectativa é de que a empresa distribua cerca de 9 bilhões a 10 bilhões de dólares em dividendos em 2026, o que corresponderia a um dividend yield estimado entre 10 por cento e 11 por cento, com base nos preços atuais das ações. Esse patamar reflete a continuidade da política de pagamento regular de proventos, mesmo diante de investimentos expressivos nos campos do pré-sal.

Desta maneira, a aquisição das parcelas adicionais em Mero e Atapu consolida a presença da Petrobras em dois de seus campos mais estratégicos, reforçando o portfólio com ativos de alta produtividade e baixo risco relativo.

A operação fortalece a geração de caixa previsível e a capacidade da empresa de remunerar os acionistas, mantendo a disciplina financeira e o foco na criação de valor sustentável ao longo do ciclo 2026–2030.



Unipar (UNIP6) distribuirá 700 milhões de reais em proventos; ações avançam

A Unipar (UNIP6) anunciou a distribuição de dividendos totalizando 700 milhões de reais, reforçando sua posição como uma das companhias mais consistentes em geração de caixa e remuneração ao acionista no setor químico. O montante é dividido em 651,8 milhões de reais referentes a dividendos intermediários, calculados sobre lucros já acumulados, enquanto os 48,2 milhões de reais restantes correspondem a dividendos intercalares, mostrando que a empresa mantém uma política ativa e contínua de devolução de capital aos investidores.

Para os acionistas de UNIP6, o valor total a receber será de 6,47 reais por ação, somando 6,03 reais dos dividendos intermediários e 44 centavos dos intercalares. Já os investidores posicionados em UNIP3 e UNIP5 também receberão valores equivalentes por ação, mantendo a paridade entre as classes de ativos no que diz respeito à remuneração. Essa uniformidade costuma ser vista com bons olhos pelo mercado, pois simplifica a análise do investidor e evita distorções significativas entre diferentes tipos de ações.

O direito ao recebimento dos dividendos será garantido aos acionistas posicionados até o dia 5 de dezembro de 2025. A partir do dia 8 de dezembro, os papéis passarão a ser negociados na condição de ex-dividendos, ou seja, novos compradores não terão direito à distribuição anunciada. O pagamento está programado para 16 de dezembro de 2025, representando um fluxo de caixa relevante para quem busca reforçar a renda passiva no encerramento do ano.

A reação do mercado à notícia foi expressiva. As ações da empresa registraram valorização logo após o anúncio, com alta de 8 por cento em alguns momentos do pregão. Esse movimento reflete o interesse dos investidores pela remuneração aos acionistas e pela confiança no negócio da companhia e na atratividade de seu retorno via proventos.

A Unipar é uma das principais empresas do setor químico da América do Sul, atuando como líder na produção de cloro e soda cáustica e como uma das maiores fabricantes de PVC da região. Seus produtos são essenciais para diversas cadeias industriais, atendendo segmentos como saneamento, construção civil, papel e celulose, alimentos, mineração, saúde e automotivo, com plantas no Brasil e na Argentina.

Em momentos de maior volatilidade externa, notícias desse porte costumam funcionar como catalisadores de curto prazo para papéis com perfil de empresa madura e com fluxo de caixa estável.

 
E Eu Com Isso?
 
Com mais essa distribuição, o total de proventos aprovados pela Unipar apenas em 2025 alcança aproximadamente 1,35 bilhão de reais. Esse movimento foi feito por conta da taxação de dividendos para investidores com renda acima de 50 mil reais por mês a partir de 2026. Nesse sentido, a Unipar se antecipou e fará um elevado pagamento aos seus acionistas, em um momento em que os proventos seguem isentos.

Para o investidor que acompanha o papel, o cenário permanece positivo, mas também exige atenção às datas-chave e ao comportamento do mercado após o ajuste ex-dividendos. Como os dividendos tendem a ser descontados do preço da ação na data ex, movimentos de curto prazo podem ocorrer. Ainda assim, a tese de longo prazo, baseada em geração de caixa e distribuição de resultados, segue robusta.

Com esse anúncio expressivo, a Unipar entra no radar como destaque da semana, oferecendo ao investidor um exemplo claro de como empresas bem administradas e financeiramente saudáveis podem entregar valor consistente e previsível, mesmo em ambientes econômicos desafiadores.



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O fim de um novembro atípico: Ibovespa em alta e Wall Street em baixa. https://levanteideias.com.br/artigos/o-fim-de-um-novembro-atipico-ibovespa-em-alta-e-wall-street-em-baixa https://levanteideias.com.br/artigos/o-fim-de-um-novembro-atipico-ibovespa-em-alta-e-wall-street-em-baixa#respond Fri, 28 Nov 2025 12:51:01 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52625 O post O fim de um novembro atípico: Ibovespa em alta e Wall Street em baixa. apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

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Mercados com Rafael Bevilacqua

As estatísticas são claras. Novembro é um mês de alta em Wall Street. Um levantamento do comportamento dos mercados desde 1950 mostra que, na média, o índice americano S&P de 500 ações se valoriza 1,8 por cento no penúltimo mês do ano. E no primeiro ano de mandato de um presidente, essa alta é de 1,6 por cento. No entanto, este novembro está sendo totalmente atípico.

O último pregão do mês se inicia com uma perspectiva diferenciada para os mercados no Brasil e nos Estados Unidos. Por aqui, o Ibovespa teve um mês bastante positivo. A alta acumulada no mês até a quinta-feira (27) era de 5,9 por cento em reais e de 6,6 por cento em dólares. Já em Wall Street, o índice S&P de 500 ações recuou 0,4 por cento até a quarta-feira (26) e o Nasdaq caiu 2,15 por cento – não houve pregão na quinta-feira devido ao feriado nacional do Dia de Ação de Graças.

Em geral, quando o Ibovespa e os índices americanos seguem caminhos diferentes, as ações sobem por lá e recuam por aqui – principalmente pelos problemas domésticos. No entanto, em novembro ocorreram dois movimentos distintos.

Os investidores americanos revisaram para pior suas expectativas com as ações das empresas de tecnologia, em especial as de inteligência artificial (IA). A preocupação não é com o crescimento do setor – os usuários das diversas ferramentas de IA seguem fiéis a seus pilotos e continuam compartilhando animadamente prompts para funções diversas.

A questão é se os investimentos bilionários dessas empresas para desenvolver software e, mais preocupante, capacidade de processamento terão retorno financeiro. Na dúvida, muitas ações caíram. Não foi um acaso que o Nasdaq, que tem predomínio das ações de tecnologia, tenha caído mais do que o S&P 500.

Por aqui, os investidores celebraram expectativas melhores para os juros comprando ações. Há uma perspectiva de que o Federal Reserve (FED), o banco central americano, reduza os juros em 0,25 ponto percentual na última reunião do ano do Federal Open Market Committee (Fomc), agendada para os dias 9 e 10 de dezembro.

E apesar de haver 92 por cento de expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha a Selic inalterada em 15 por cento na reunião agendada para a mesma data, os investidores esperam uma sinalização de afrouxamento da política monetária em 2026. Esses dois cenários distintos justificaram os movimentos diferenciados dos índices.

Vai continuar? A política de Donald Trump de alterar tarifas e regras para o fluxo de trabalhadores para os Estados Unidos adiciona um componente de incerteza para a economia. Essa incerteza quer dizer mais risco. Os mercados acionários funcionam como um amplificador das expectativas, e isso se reflete no aumento da volatilidade. Por isso, a única certeza é que será mais difícil prever o comportamento das ações ao longo das próximas semanas.


E Eu Com Isso?

O movimento da manhã em Wall Street está sendo prejudicado por uma falha técnica no centro de dados da bolsa de Chicago, a CME, que paralisou temporariamente as negociações de contratos futuros nos Estados Unidos e dificulta uma leitura mais precisa dos ativos americanos neste início de dia. Sem o parâmetro do mercado americano, o Ibovespa recuou na quinta-feira (27) mas manteve o nível de 158 mil pontos. Não se descarta a hipótese de que a realização de lucros continue.

Para terminar, quero compartilhar uma novidade exclusiva.

Levante Master Black já está no ar e apresenta uma condição única na história da Levante.

Você poderá entender como funciona o acesso vitalício a todas as estratégias.

As vagas são restritas e podem esgotar rapidamente.


 Mercado especula que Ultrapar (UGPA3) estaria montando posição em Rumo (RAIL3)


Nos últimos dias, alguns movimentos no mercado acionário chamaram a atenção por sugerirem que a Ultrapar (UGPA3) pode estar realizando uma entrada gradual na Rumo (RAIL3), uma das principais companhias de infraestrutura ferroviária do país.

Embora não haja comunicado oficial, segundo o Brazil Journal foram observados fluxos que indicam que a holding estaria buscando exposição econômica ao ativo por meio de instrumentos derivativos, especialmente contratos conhecidos como total return swaps. Esse tipo de operação é utilizado por investidores que desejam capturar o desempenho de uma ação sem necessariamente adquirir a posição direta na Bolsa.

Nesse arranjo, uma instituição financeira compra os papéis no mercado tradicional e transfere ao investidor os ganhos e perdas da variação desses ativos. Em troca, recebe uma remuneração previamente definida. Esse mecanismo tem sido cada vez mais usado para operações estruturadas, pois combina discrição com eficiência de alocação de capital.

A dinâmica de mercado reforçou essa interpretação. Nas últimas sessões, houve um aumento do volume negociado das ações da Rumo, com um pregão registrando a movimentação de mais de doze milhões e meio de papéis, número bastante superior ao padrão recente. O mercado especula que esse movimento está ligado à atuação de um banco internacional, que, segundo leituras de fluxo, poderia ser o Morgan Stanley, embora nada tenha sido oficialmente confirmado.

Esse interesse surge em um momento em que a ação da Rumo vinha sendo negociada próxima aos níveis mais baixos dos últimos anos. Em cenários como esse, investidores com horizonte de longo prazo costumam reavaliar oportunidades, sobretudo quando a companhia em questão possui ativos únicos, posição estratégica no setor e perspectivas de expansão. No caso da Rumo, o avanço da malha ferroviária, a integração logística e a relevância do agronegócio brasileiro sustentam expectativas de crescimento consistente no médio e no longo prazo.

A estrutura de governança da Rumo, por sua vez, estabelece mecanismos que preservam a estabilidade acionária ao exigir oferta pública caso um novo investidor ultrapasse 15 por cento do capital. Esse tipo de cláusula tende a desencorajar movimentos abruptos e reforça a necessidade de qualquer investidor interessado adotar uma estratégia gradual.

A Ultrapar mantém um portfólio diversificado, que inclui operações em combustíveis, GLP, petroquímica e armazenagem, além da presença crescente em ativos logísticos, como demonstrado pela aquisição de controle da Hidrovias do Brasil. Esse histórico recente sugere que a holding avalia oportunidades que ampliem sua exposição à infraestrutura essencial, reforcem sinergias operacionais e contribuam para a resiliência do grupo.


E Eu Com Isso?

Outro ponto que fortalece a interpretação de um interesse estratégico da Ultrapar é o atual presidente do conselho, que participou anteriormente da reestruturação que deu origem ao modelo operacional atual da Rumo.

Essa experiência prévia facilita a leitura do setor e contribui para identificar oportunidades alinhadas com o perfil de investimentos da holding, que tradicionalmente privilegia negócios com estabilidade de fluxo, relevância logística e vínculos naturais com energia e infraestrutura.

Diante desse contexto, seguimos com visão neutra para os papéis envolvidos, mas monitoramos de perto a evolução do fluxo de mercado. Continuamos revisando nossos modelos de avaliação por Fluxo de Caixa Descontado, buscando identificar ativos com potencial de retorno mais elevado e fundamentos capazes de sustentar valorização ao longo do tempo.



Vibra (VBBR3) inicia fornecimento regular de SAF em Salvador, ações avançam

A Vibra Energia (VBBR3) iniciou recentemente o fornecimento de combustível sustentável de aviação (SAF) no Aeroporto Internacional de Salvador, em parceria com o governo da Bahia. A operação marca a primeira utilização contínua deste tipo de combustível em voos comerciais no Brasil. Do ponto de vista do investidor, o movimento representa um avanço na estratégia de diversificação da companhia, mas ainda em fase inicial de desenvolvimento frente ao peso atual do portfólio tradicional da empresa.

O SAF passou a abastecer rotas operadas por GOL e LATAM, em voos diários conectando Salvador a Brasília e São Paulo. A mistura utilizada 10 por cento de SAF e 90 por cento de querosene convencional, segue o padrão aceito internacionalmente, permitindo uso em aeronaves comerciais sem necessidade de adaptações. Para a Vibra, esse fornecimento abre espaço para testar a maturidade operacional e logística desse produto em escala comercial, avaliando custos, demanda das companhias aéreas e viabilidade de expansão.

Embora o mercado de SAF ainda seja pequeno e com preços superiores ao combustível fóssil, há pressão regulatória e ambiental crescente no setor aéreo, o que pode estimular novos contratos no futuro. Para o investidor de VBBR3, o ponto-chave é observar se essa operação se consolida como uma linha de negócio capaz de ganhar participação relevante dentro do faturamento total da empresa, já que, por enquanto, tem participação marginal frente às operações de distribuição de combustíveis tradicionais.

A capilaridade logística da Vibra pode favorecer a expansão futura desse tipo de fornecimento, caso a demanda aumente. A empresa possui uma rede ampla de infraestrutura de distribuição, o que facilita a integração do SAF às suas operações. No entanto, ainda existe dependência de terceiros na produção do combustível, além de limitações de oferta no mercado nacional, fatores que tendem a influenciar a velocidade de crescimento desse segmento.

A entrada no fornecimento de SAF é coerente com os compromissos públicos assumidos pela companhia em relação à transição energética. Entretanto, é importante diferenciar iniciativas com impacto reputacional positivo, de impactos financeiros de curto prazo, que devem permanecer limitados até que haja escalabilidade na produção e redução de custos.

 
E Eu Com Isso?
 
Para o acionista, o principal benefício imediato está mais relacionado ao posicionamento estratégico do que ao resultado financeiro direto, ao menos no primeiro momento. O fornecimento regular de SAF coloca a Vibra entre as empresas brasileiras que estão se preparando para atender demandas futuras de descarbonização, especialmente em setores de difícil redução de emissões, como a aviação. Ainda assim, é cedo para estimar o tamanho real do mercado nacional ou o papel que a empresa poderá ocupar nele.

A operação em Salvador representa um avanço dentro da agenda de transição energética da Vibra, mas ainda não altera a estrutura de receitas da companhia. Trata-se de um movimento em relação ao desenvolvimento da cadeia de produção de SAF no Brasil, à evolução regulatória e ao interesse das companhias aéreas em adoção mais ampla do combustível. 

De maneira geral, seguimos observando Vibra como bem precificada neste momento.


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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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