saída de ministros – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Thu, 24 Jun 2021 13:53:33 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png saída de ministros – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Demissão de Salles https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/demissao-de-salles https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/demissao-de-salles#respond Thu, 24 Jun 2021 13:53:29 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=26826 O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, pediu exoneração do cargo nesta quarta-feira (23), após muita pressão pela sua demissão – vinda do Congresso, outras alas do governo e sociedade civil. O agora ex-ministro já balançava no cargo desde investigações da Polícia Federal em endereços ligados a seu nome e a abertura de dois inquéritos… Read More »Demissão de Salles

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O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, pediu exoneração do cargo nesta quarta-feira (23), após muita pressão pela sua demissão – vinda do Congresso, outras alas do governo e sociedade civil.

O agora ex-ministro já balançava no cargo desde investigações da Polícia Federal em endereços ligados a seu nome e a abertura de dois inquéritos criminais no STF (Supremo Tribunal Federal).

O primeiro tratando da suspeita de facilitação à exportação ilegal de madeira, aberto pelo ministro Alexandre de Moraes, e o segundo, aberto pela ministra Cármen Lúcia, decorrente de uma notícia-crime apresentada pelo delegado da PF, Alexandre Saraiva, acusando Salles de obstrução de justiça em apurações envolvendo apreensão de madeira.

Nomeado para o ministério do Meio Ambiente desde o início do governo Bolsonaro, o chefe da pasta colecionou uma série de polêmicas: flexibilização da legislação ambiental; crise de incêndios no Pantanal; as falas mais fortes na polêmica reunião ministerial e as investigações envolvendo seu nome.

Nos bastidores, interlocutores do governo sabiam que Salles estava cansado, mas não esperavam uma demissão precoce – afinal, ele era considerado um dos nomes de confiança de Bolsonaro e não haveria intenção de demiti-lo.

Outra narrativa que circula nos bastidores de Brasília é de que sua demissão acabou sendo antecipada para desviar o foco da nova polêmica acerca de irregularidades e superfaturamento no processo de aquisição de doses da vacina Covaxin, do laboratório indiano Barath Biotech.

A polêmica surgiu após o deputado Luís Miranda (DEM-DF), da base aliada do governo, vir a público escancarar o esquema de corrupção e afirmar que o governo foi avisado previamente.

Seu irmão, Luíz Ricardo Fernandes Miranda, é servidor do ministério da Saúde e teria descoberto irregularidades.

A aquisição é, atualmente, alvo de investigação pelo Ministério Público Federal e pela CPI da Covid, mas a pasta da Saúde nega que tenha firmado qualquer contrato de compra do imunizante indiano.

No lugar do ex-ministro, assume o secretário da Amazônia e Serviços Ambientais do MMA (Ministério do Meio Ambiente), Joaquim Álvaro Pereira Leite.

O novo ministro foi conselheiro da Sociedade Rural Brasileira de 1996 a 2019 e tem excelente trânsito no agronegócio brasileiro.

E Eu Com Isso?

A saída do ministro tem peso simbólico, mas não deixa de ser relevante.

Salles era frequentemente visto com Bolsonaro e representava um dos pilares do eleitorado mais fiel no governo.

Ao mesmo tempo, contudo, seu substituto não deve promover mudanças radicais na atuação do MMA – parte do Congresso quer ver uma política ambiental diferente, mas a bancada ruralista elogiou o nome escolhido.

O cenário fervoroso em Brasília, nesta quarta, gerou algum ruído nos mercados e investidores ficaram mais cautelosos durante as negociações do pregão.

O grande impacto para os mercados deve ser a volta da CPI ao radar de investidores, com uma nova linha de investigação sendo aberta.

Fique atento aos novos desdobramentos.

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Leia também: Reforma eleitoral.

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Da ebulição à possível pacificação | Denise Campos de Toledo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/da-ebulicao-a-possivel-pacificacao-denise-campos-de-toledo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/da-ebulicao-a-possivel-pacificacao-denise-campos-de-toledo#respond Thu, 01 Apr 2021 12:45:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=23047 Esta semana, mesmo mais curta, teve uma agenda lotada de indicadores e eventos inesperados. O saldo, podemos considerar, foi até positivo. Começando com os indicadores, especialmente do mercado de trabalho, o que se viu foi o impacto ainda presente do programa de manutenção do emprego e da renda, que mantinha estabilidade no começo do ano,… Read More »Da ebulição à possível pacificação | Denise Campos de Toledo

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Esta semana, mesmo mais curta, teve uma agenda lotada de indicadores e eventos inesperados. O saldo, podemos considerar, foi até positivo. Começando com os indicadores, especialmente do mercado de trabalho, o que se viu foi o impacto ainda presente do programa de manutenção do emprego e da renda, que mantinha estabilidade no começo do ano, para milhões de trabalhadores, assim como o impacto dos números melhores da pandemia e de uma maior flexibilização das atividades.

Bastou afrouxar o cinto para a atividade reagir e gerar mais empregos. A taxa de desocupados, de 14,2% no trimestre encerrado em janeiro, apesar de a mais alta para o período, também mostrou importante aumento da ocupação. A busca maior de vagas é o que fez a taxa de desemprego avançar. É um termômetro do potencial de recuperação da economia se houver maior controle da pandemia.

Isso não significa que o caminho seja fácil. A questão fiscal ainda pesa muito. O orçamento deste ano, que poderia ter dado uma trégua, só trouxe mais tensão ao incluir manobras contábeis para ampliar emendas parlamentares, com cortes de despesas impraticáveis, comprometendo o teto, o custeio da máquina e colocando o governo sob risco de pedaladas ilegais. 

Mas a surpreendente reforma ministerial acabou gerando expectativas mais favoráveis nesse sentido. Apesar do susto com as mudanças na área da Defesa e das Forças Armadas ficou a percepção de um avanço do Centrão sobre o governo, que já garantiu a saída de Ernesto Araujo das Relações Exteriores, ainda colocando Flávia Arruda na Casa Civil, o que pode, de um lado, facilitar o encaminhamento da agenda no Congresso (embora o orçamento não tenha sido um bom exemplo) de outro, induzir a aceleração de medidas de combate à pandemia, até com aceleração na aquisição de vacinas.

Os recados políticos já foram muito claros nesse sentido. Mesmo que Bolsonaro insista em ver um “estado de sítio” na atuação dos governadores, não parece haver muito espaço para ele ir contra essa situação, que produz resultados no enfrentamento à pandemia. E a volta do auxílio emergencial, ainda que mais restrito, pode dar algum ânimo à mais na atividade, com repercussão, inclusive, na Bolsa.

Mesmo que haja ressalvas quanto à atuação e interesses do Centrão, o País precisa de ações e estratégias mais coerentes. Muito do que se vê de pressão no dólar vem da sensação de desgoverno, da imprevisibilidade, da falta de bom senso em questões fundamentais, prioritárias, como a pandemia. 

Não dá, porém, para contar com um céu de brigadeiro a partir de agora. Ainda há muita nebulosidade nas relações entre governo e Congresso, falta maior entendimento quanto às reais causas de todas as mudanças ministeriais, não se pode contar com mudanças mais efetivas em determinadas posturas do presidente e a economia tem problemas sérios a serem gerenciados, assim como a pandemia, que continua em curva ascendente.

Mas ficou a leitura de que pode haver um maior entendimento político, o que até favoreceu uma acomodação do mercado enquanto as redes sociais estavam em ebulição.

Calmaria? Melhor não apostar muito. Mas pode estar sendo montado um quebra-cabeças para que o País e o mercado, consequentemente, possam avançar com menos turbulência, até aproveitando mais as ondas favoráveis que vêm de fora. 

Confirmada essa perspectiva, o País pode, inclusive, reverter as perdas de capital externo, tão importantes para alavancar movimentos mais positivos do mercado local.

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