macro – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Tue, 09 Dec 2025 14:05:29 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png macro – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 O investidor na sala de espera https://levanteideias.com.br/artigos/o-investidor-na-sala-de-espera https://levanteideias.com.br/artigos/o-investidor-na-sala-de-espera#respond Tue, 09 Dec 2025 14:05:26 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52676 Salas de espera podem ser muito relaxantes ou extremamente desconfortáveis. Pessoas ansiosas consideram aquele período de inatividade quase uma tortura. Quem precisa de um tempinho para desacelerar até que gosta da justificativa formal para o período sem fazer nada. Mas o fato é que, confortável ou não, quem está na sala de espera tem de… Read More »O investidor na sala de espera

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Mercados com Rafael Bevilacqua

Salas de espera podem ser muito relaxantes ou extremamente desconfortáveis. Pessoas ansiosas consideram aquele período de inatividade quase uma tortura. Quem precisa de um tempinho para desacelerar até que gosta da justificativa formal para o período sem fazer nada. Mas o fato é que, confortável ou não, quem está na sala de espera tem de ser paciente. Essa é a situação dos investidores globais nesta terça-feira (09). Esperar os resultados das reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) e de seu equivalente americano, o Federal Open Market Committee (Fomc).

Serão os últimos encontros de 2025. Os resultados já são esperados. O mercado de opções de Copom indicava 96,8 por cento de probabilidade de manutenção da Selic nos atuais 15 por cento ao ano. No caso dos Estados Unidos, os investidores atribuem 89,4 por cento de probabilidade a um corte de 0,25 ponto percentual para os Fed Funds, que cairiam para a faixa entre 3,50 por cento e 3,75 por cento ao ano. Há um mês, essa estimativa era de 66,9 por cento.

Se há tanta certeza, os investidores podem apenas confirmar os resultados na quarta-feira e ir tratar de outros assuntos, certo? Errado. Apesar de os resultados estarem praticamente dados, o que interessa mesmo aos participantes do mercado é o cenário que se delineia para o início de 2026.

Começando pelo Brasil. A desaceleração da inflação, que voltou para a margem de tolerância da meta no acumulado em 12 meses até dezembro, permitiria prever um corte dos juros ao longo do ano que vem. O fato de o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre ter desacelerado para 0,1 por cento ante os 0,3 por cento do trimestre anterior reforça essa perspectiva.

No entanto, em um depoimento no Congresso, Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central (BC), afirmou que o mercado de trabalho brasileiro segue aquecido e que o trabalho do BC é ser conservador. Isso alterou as expectativas.

A edição mais recente do Relatório Focus, publicada na segunda-feira (08), trouxe uma leve elevação da Selic esperada para o fim de 2026. Os juros previstos avançaram de 12 por cento para 12,25 por cento, o que indica uma alteração nas expectativas dos investidores. Ou seja, o cenário segue incerto.

Nos Estados Unidos também há incertezas. Os indicadores que vêm sendo divulgados nas últimas semanas após a paralisação (“shutdown”) do governo americano mostram um arrefecimento do mercado de trabalho americano.

Como o Federal Reserve (FED), o banco central americano, tem um mandato duplo de manter a inflação na meta e fazer isso mantendo o nível de emprego o mais elevado possível, há uma justificativa para um corte mais acelerados dos juros americanos no ano que vem. No entanto, ainda há dúvidas se o FED vai olhar mais para os níveis de emprego ou para os dados da inflação, que segue rodando acima da meta.

São várias questões, que só serão respondidas na quarta-feira. Até lá, resta aos investidores fazer o que fazem as pessoas na sala de espera: observar os números e aguardar que algo aconteça.


E Eu Com Isso?

A terça-feira começa sem uma tendência definida nos pregões. O único dado relevante a ser divulgado nesta terça-feira é pesquisa americana JOLTs de abertura de vagas de trabalho, equivalente ao Caged brasileiro. O dado será referente a outubro e está sendo divulgado com atraso devido ao “shutdown”. A expectativa é de uma leve desaceleração para 7,2 milhões de vagas, ante os 7,227 milhões de vagas criadas em setembro. Esse indicador, porém, terá pouca influência sobre a decisão do Fomc.


Mercados com Rafael Bevilacqua

Decisão da ANS pressiona Hapvida (HAPV3) e reforça volatilidade das ações em 2025

A Hapvida (HAPV3), uma das maiores operadoras de planos de saúde do Brasil, atravessa um momento desafiador após a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) negar um recurso da empresa relacionado ao seu balanço regulatório.

A decisão obriga a companhia a reapresentar o balanço com ajustes significativos, que somam cerca de  870 milhões de reais, envolvendo principalmente créditos fiscais questionados. Esse episódio traz à tona questões de governança contábil e possíveis impactos financeiros e reputacionais para a operadora.

O ponto central do impasse envolve o Programa Desenrola, iniciativa governamental que permite a negociação de dívidas de operadoras de saúde com o Sistema Único de Saúde (SUS), com descontos. A Hapvida havia incluído créditos fiscais vinculados a esse programa em seu balanço regulatório, mas a ANS entendeu que os valores precisam ser ajustados, por não estarem de acordo com as normas vigentes. A empresa precisará revisar e enviar os dados à agência, o que pode afetar a avaliação da saúde financeira da operadora pelo regulador.

É importante destacar que a decisão da ANS não impacta os balanços contábeis divulgados ao mercado de capitais, baseados nas normas IFRS. Ou seja, os investidores continuam vendo os números publicados pela companhia, mas a exigência regulatória aumenta a atenção sobre a consistência e a transparência das informações fornecidas à agência.

Além dos ajustes contábeis, a Hapvida enfrenta desafios operacionais. No terceiro trimestre de 2025, a taxa de sinistralidade da empresa, que indica o percentual da receita utilizado para cobrir despesas médicas, atingiu 75,2 por cento, alta de 1,4 ponto percentual em relação ao mesmo período do ano anterior.

Esse aumento revela pressão sobre a rentabilidade, especialmente em um contexto de reajustes de preços e forte concorrência no mercado de planos de saúde. A combinação de alta sinistralidade e ajustes regulatórios cria um cenário de maior vigilância sobre a eficiência operacional da operadora.

O impacto no mercado tem sido significativo. As ações da Hapvida registraram queda superior a 59 por cento ao longo de 2025, refletindo o receio dos investidores sobre possíveis repercussões futuras.


E Eu Com Isso?

Para os próximos trimestres, a Hapvida precisa demonstrar capacidade de adaptação e reforçar sua governança interna para atender às exigências da ANS. Isso inclui não apenas a reapresentação do balanço regulatório, mas também a manutenção de práticas financeiras transparentes e a gestão eficiente da sinistralidade.

A forma como a operadora lidará com esses desafios será crucial para recuperar a confiança do mercado e garantir a continuidade de suas operações de forma sólida.

A negativa da ANS serve como alerta sobre a importância da conformidade regulatória e do rigor contábil, ao mesmo tempo em que evidencia os desafios do setor de saúde suplementar no Brasil, marcado por regulação, concorrência e crescente demanda por serviços em meio à elevação de custos no setor.

 A Hapvida precisará demonstrar capacidade de melhorar seu balanço e gerenciar custos operacionais para evidenciar sua sustentabilidade financeira, para conseguir recuperar a confiança dos mercado e seus investidores.


Investor Day da Lojas Renner (LREN3) traz metas ousadas e dependência de melhora na execução

A Lojas Renner (LREN3) realizou seu Investor Day nesta segunda-feira (08) reforçando uma visão de longo prazo que busca combinar expansão moderada com maior rentabilidade, ancorada na eficiência operacional e no uso de capacidades já construídas ao longo dos últimos ciclos de investimento.

Segundo a companhia, o plano até 2030 pretende capturar “o melhor dos dois mundos”: crescimento consistente e melhora de margens, apoiado na diluição de gastos, otimização logística e centralização do modelo de atendimento — com destaque para o centro de distribuição de Cabreúva (SP), já integrado à malha de lojas.

Embora a narrativa seja coerente com o reposicionamento da Renner pós-ciclos de investimento, a execução desse movimento será determinante num contexto de consumo mais fraco, competição elevada e juros estruturalmente altos.

A companhia projetou expansão de vendas entre 9 por cento e 13 por cento ao ano entre 2026 e 2030, patamar semelhante aos ciclos históricos, mas com a diferença de que agora pretende diluir essa expansão na estrutura já existente, sem grandes saltos de capex.

A estratégia inclui, ainda, reduzir o peso das despesas operacionais sobre a receita em 2,5 a 3,5 pontos percentuais ao longo de cinco anos, retornando a níveis próximos aos observados antes do ambiente macro mais desafiador — algo que exige disciplina, ganhos de escala e estabilidade comercial. O plano também prevê manter investimentos entre 6 por cento e 7,5 por cento das vendas, ligeiramente abaixo das médias históricas, sugerindo alocação mais seletiva de capital.

Outro ponto relevante foi a indicação de que a margem EBITDA do varejo poderia atingir 18 por cento a 20 por cento até 2030 — contra cerca de 17,7 por cento em 2025 — além de um avanço do retorno sobre o capital investido, saltando do nível atual de 14 por cento para 20 por cento.

A Renner destacou, também, sua expansão geográfica: entre 140 e 170 novas lojas devem ser abertas em cidades entre 90 mil e 200 mil habitantes, onde a empresa enxerga até 2 bilhões de reais em potencial de venda com margens mais favoráveis. A tese é que a marca já tem capacidade logística e reconhecimento para ocupar esses espaços sem comprometer estrutura ou rentabilidade.

 
E Eu Com Isso?
 
A visão estratégica apresentada aponta uma Renner mais disciplinada financeiramente, com uma transição gradual de um ciclo de investimentos de infraestrutura para uma etapa de monetização e retorno. Entretanto, o desafio central reside menos na ambição e mais na execução: em um varejo ainda pressionado por juros elevados, mudanças de hábito de consumo e forte competição asiática, a capacidade de capturar crescimento sem erodir margem vai depender de acurácia comercial, assertividade de coleção e dinâmica eficiente de preços.

Além disso, a própria companhia reconhece que reduções no payout — esperado entre 50 por cento e 80 por cento dos lucros — e a opção por não se alavancar no curto prazo impõe disciplina financeira, mas podem exigir maior geração operacional para sustentar as metas.

De forma geral, o Investor Day apresentou direção estratégica coerente e ambiciosa, mas a materialização dos números depende de variáveis sensíveis ao ambiente competitivo e macroeconômico. A Renner parece buscar uma transição de marca defensiva para uma tese híbrida — de eficiência e expansão seletiva — mantendo conservadorismo no endividamento.

Do ponto de vista setorial, a estratégia é plausível, especialmente considerando a maturidade do varejo nacional e a dificuldade de sustentar crescimento puramente via abertura de lojas, ainda assim, o mercado irá monitorar trimestre a trimestre a capacidade da Renner converter teoria em maior rentabilidade operacional.






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Petróleo sobe com sanções, mas afeta pouco as bolsas https://levanteideias.com.br/artigos/petroleo-sobe-com-sancoes-mas-afeta-pouco-as-bolsas https://levanteideias.com.br/artigos/petroleo-sobe-com-sancoes-mas-afeta-pouco-as-bolsas#respond Thu, 23 Oct 2025 13:07:18 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52345 Na noite da quarta-feira (22), após o fechamento dos mercados, a Secretaria do Tesouro (equivalente ao Ministério da Fazenda) dos Estados Unidos anunciou novas sanções às duas maiores petrolíferas russas, a Rosneft e a Lukoil. Juntas, as duas companhias respondem por cerca de 5 por cento da produção global de petróleo, e são controladas por… Read More »Petróleo sobe com sanções, mas afeta pouco as bolsas

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E eu com isso versão Plus

Na noite da quarta-feira (22), após o fechamento dos mercados, a Secretaria do Tesouro (equivalente ao Ministério da Fazenda) dos Estados Unidos anunciou novas sanções às duas maiores petrolíferas russas, a Rosneft e a Lukoil. Juntas, as duas companhias respondem por cerca de 5 por cento da produção global de petróleo, e são controladas por amigos e aliados do presidente Vladimir Putin.

Ambas são empresas com atuação para além da Rússia. A Rosneft é bastante ativa na Índia, um dos maiores compradores do petróleo russo, e a Lukoil está desenvolvendo campos petrolíferos no Iraque e vem ampliando sua atuação no Oriente Médio.

Com as sanções, o governo de Washington poderá congelar e bloquear ativos dessas empresas que estão fora da Rússia e ao alcance de empresas e bancos americanos. A intenção, afirmou Scott Bessent, secretário do Tesouro (equivalente a Ministro da Fazenda) dos Estados Unidos, é impedir que a Rússia “financie sua máquina de guerra”.

As sanções foram decretadas após o fracasso da tentativa de encontro entre Donald Trump e Putin, em uma reunião que ocorreria em Budapeste, capital da Hungria, para tentar pôr fim ao conflito na Ucrânia. A expectativa é que as sanções levem as refinarias da Índia a reduzir as compras de petróleo russo. O país asiático está sujeito a tarifas de 50 por cento em suas exportações para os Estados Unidos e está negociando um acordo de comércio para facilitar as transações entre empresas indianas e americanas.

Como resultado das sanções, os preços dos contratos futuros de petróleo estão subindo bastante. O barril do petróleo do tipo Brent, referência para o mercado europeu e para a Petrobras, está em alta de 5,4 por cento a 65,50 dólares ao passo que o barril de petróleo tipo WTI, referência para o mercado americano, avança 5,7 por cento para 61,81 dólares.

No entanto, apesar da alta das cotações devido às medidas de Washington, os contratos futuros dos índices americanos estão estáveis e até com leves altas no pré-mercado. A razão disso é que, mesmo subindo cerca de 5 por cento nesta manhã, as cotações do petróleo estão em queda. Em 12 meses, as cotações do Brent recuam 12,1 por cento, e as do WTI têm uma baixa ainda maior, de 13,9 por cento. Ou seja, o impacto da alta dos preços na inflação e nos juros nos Estados Unidos e na Europa ainda é, por enquanto, muito pequeno.


E Eu Com Isso?

Os investidores internacionais estão atentos aos resultados referentes ao 3T25 que estão sendo divulgados pelas principais empresas americanas. Alguns números vieram decepcionantes, o que pode comprometer o desempenho das ações neste pregão.

As notícias são positivas para a Bolsa em um cenário de volatilidade



Mercados com Rafael Bevilacqua


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Morning Call Levante – 23 de Outubro de 2025 https://levanteideias.com.br/artigos/morning-call-levante-23-de-outubro-de-2025 https://levanteideias.com.br/artigos/morning-call-levante-23-de-outubro-de-2025#respond Thu, 23 Oct 2025 11:42:12 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52343 Cenário Macroeconômico No Reino Unido, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ficou estável em setembro(0,0% no mês), abaixo da projeção de +0,2%. Na comparação anual, a inflação geralmanteve-se em 3,8%, igual ao mês anterior e levemente abaixo das expectativas(4,0%). Já o núcleo do índice, que exclui itens voláteis, desacelerou de 3,6% para 3,5%,reforçando a… Read More »Morning Call Levante – 23 de Outubro de 2025

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Cenário Macroeconômico

No Reino Unido, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ficou estável em setembro
(0,0% no mês), abaixo da projeção de +0,2%. Na comparação anual, a inflação geral
manteve-se em 3,8%, igual ao mês anterior e levemente abaixo das expectativas
(4,0%). Já o núcleo do índice, que exclui itens voláteis, desacelerou de 3,6% para 3,5%,
reforçando a tendência de arrefecimento gradual dos preços.

Na América Latina, o México divulgou alta de 0,6% na atividade econômica de agosto
em relação ao mês anterior, revertendo a queda de -0,9% em julho e superando as
projeções de 0,1%. Na comparação anual, a atividade recuou 0,9%, um desempenho
melhor que o esperado (-1,0%), sinalizando recuperação parcial da economia
mexicana após meses de fraqueza industrial. Já na Argentina, o indicador de
atividade econômica apresentou avanço de 2,4% YoY em agosto, abaixo da
estimativa de 2,5% e inferior ao resultado anterior (2,9%).

No cenário doméstico, o governo federal anunciou um novo pacote de R$ 300
milhões para apoiar produtores de arroz, em resposta à queda expressiva dos preços
do cereal, que estão abaixo dos custos de produção. A Companhia Nacional de
Abastecimento (Conab) antecipou recursos originalmente previstos para 2026, que
serão direcionados a operações de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP),
Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) e Aquisições do Governo Federal (AGF).

A expectativa é movimentar até 630 mil toneladas do cereal, sendo 500 mil por meio
dos programas de subvenção e 130 mil por meio de compras governamentais. No Rio
Grande do Sul, principal estado produtor, o preço médio pago ao agricultor está em
torno de R$ 58 por saca de 50 quilos, abaixo do valor mínimo fixado de R$ 63,64.

Diante da pressão de custos, produtores preveem uma redução de até 15% na área
plantada na safra 2025/26, em um contexto de excesso de oferta global e retração
da demanda, que vem reduzindo as cotações internacionais do arroz.

Nos mercados internacionais, as bolsas de Nova York encerraram o dia em queda,
pressionadas pela intensificação das preocupações comerciais entre Washington e
Pequim. O índice Dow Jones recuou 0,71%, o S&P 500 caiu 0,53% e o Nasdaq perdeu
0,93%.

O Ibovespa encerrou o pregão em alta de 0,55%, aos 144.873 pontos, impulsionado
pelas ações da Vale e da Petrobras. O desempenho positivo dos grandes bancos
também contribuiu para o movimento de alta.


Renda Fixa

No curto prazo, a curva de juros manteve-se praticamente estável, com oscilações
marginais e volume moderado. O vértice F26 (jan/26) permaneceu em 14,896% no dia
20/10/2025, com 2.680 negócios e 4,098.597 contratos em aberto, e ajustou para
14,900% no dia 21/10/2025, com 2.829 negócios e 4,094.538 contratos, indicando
manutenção da liquidez na base e giro moderado. Já o vértice F27 (jan/27) —
principal referência da ponta curta — apresentou taxa de 13,96999% com 10.131
negócios e 5,404.016 contratos em aberto em 20/10, e ajustou para 13,94% com 15.133
negócios e 5,404.016 contratos em 21/10, refletindo postura mais cautelosa dos
investidores e concentração da liquidez nos vértices curtos.

Nos vértices intermediários, observou-se fechamento mais expressivo das taxas entre
os dias. O vértice F28 (jan/28) caiu de 13,28499% (22.612 negócios; 3.391.057 contratos)
em 20/10 para 13,24% (22.154 negócios; 3.391.057 contratos) em 21/10. Já o vértice F29
(jan/29) recuou de 13,24099996% (25.188 negócios; 3.497.590 contratos) em 20/10
para 13,21% (26.538 negócios; 3.497.590 contratos) em 21/10 — indicando
reposicionamento técnico e realocação de posições com foco em durations médias.

Na parte longa, os ajustes foram mais contidos, mas evidenciam continuidade da
pressão de queda nas taxas. O vértice F31 (jan/31) passou de 13,52300197% (11.387
negócios; 1.781.796 contratos) em 20/10 para 13,48% (10.068 negócios; 1.781.796
contratos) em 21/10. O vértice F33 (jan/33) ajustou de 13,68499821% (5.339 negócios;
588.223 contratos) em 20/10 para 13,64% (3.673 negócios; 588.223 contratos) em 21/10,
refletindo a liquidez relativamente menor, porém consistente nessa parte da curva.

O pregão consolidou um perfil de bull-flattening moderado, com fechamento mais
incisivo nas taxas médias e longas, e estabilidade na ponta curta da curva. O padrão
sugere ajuste técnico e maior seletividade das posições, compatível com uma
postura mais defensiva dos investidores, dado o cenário de juros estáveis no curto
prazo e expectativas equilibradas para a evolução da política monetária.

No leilão de títulos públicos realizado em 21 de outubro de 2025, o Tesouro Nacional
ofertou papéis indexados à Selic (LFTs) e à inflação (NTN-Bs), com destaque para a
forte demanda nos vértices intermediários e longos.
As LFTs registraram colocação integral, somando R$ 15,8 bilhões distribuídos entre os
vencimentos de setembro de 2028 e dezembro de 2031, com taxas médias de 0,0670%
e 0,1035% ao ano, respectivamente. O resultado reflete apetite consistente por ativos
pós-fixados, em linha com o ambiente de estabilidade na Selic e a busca por liquidez
de curto e médio prazo.
Entre as NTN-Bs, o Tesouro vendeu integralmente os lotes de 5, 10 e 40 anos,
totalizando R$ 617 milhões em volume financeiro. As taxas médias ficaram em 8,04%
(2030), 7,71% (2035) e 7,33% (2060), mostrando leve fechamento em relação ao leilão
anterior e indicação de demanda equilibrada mesmo nos vértices mais longos.

O resultado foi considerado sólido e bem distribuído, com boa absorção dos títulos
indexados à inflação e forte participação de investidores institucionais,
especialmente nos prazos intermediários. A manutenção de prêmios atrativos em
toda a estrutura reforça o ajuste gradual da curva real e a preferência do mercado
por alongamento seletivo de duration em um contexto de expectativas ancoradas
para a política monetária.


Análise de Ações – Brasil

WEG (WEGE3) abre a temporada de resultados do 3º trimestre de 2025

No dia de ontem (22), a WEG divulgou seus resultados referentes ao terceiro trimestre de
2025, registrando receita líquida de R$10,3 bilhões, o que representa uma expansão de 4,2%
em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento da receita desacelerou, em
parte, devido ao fortalecimento do real frente ao dólar, considerando que
aproximadamente 61% das receitas da empresa são provenientes do mercado externo.
Os custos dos produtos vendidos da companhia totalizaram R$6,8 bilhões no trimestre,
alta de 5,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Como resultado, o lucro bruto
foi de R$3,45 bilhões, um crescimento de 1,5% frente ao 3T24.

As despesas operacionais somaram R$1,2 bilhão, um aumento de 9% em comparação ao
terceiro trimestre do ano passado. Assim, a WEG reportou um EBITDA de R$2,28 bilhões,
representando um avanço de 2,3% sobre o mesmo período de 2024. No acumulado dos
primeiros nove meses de 2025, o crescimento do resultado operacional foi de 9,7% em
relação ao mesmo período de 2024.

Para o ano de 2025, a projetamos um EBITDA de R$9,3 bilhões para WEG, o que coloca a
empresa negociando a uma relação EV/EBITDA de aproximadamente 17 vezes. Essa
avaliação indica a necessidade da companhia manter um ritmo elevado de crescimento
para cumprir as expectativas embutidas em seu valuation atual.

As despesas financeiras totalizaram R$882 milhões, um aumento de 86% em relação ao
ano anterior, principalmente devido à variação cambial, uma vez que grande parte do
caixa da empresa está em moeda estrangeira.
.

Dessa forma, a WEG reportou lucro líquido de R$1,65 bilhão no trimestre, crescimento de
4,5% em relação ao mesmo período de 2024. Para o ano de 2025, as projeções indicam
lucro de R$6,7 bilhões, o que coloca a empresa com uma relação preço/lucro (P/L) de 25
vezes para o ano. Isso reforça a expectativa do mercado de que a WEG continuará
apresentando um bom ritmo de crescimento nos próximos anos.

O fluxo de caixa das atividades operacionais somou R$4,2 bilhões nos primeiros nove
meses de 2025, uma redução de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa
queda foi influenciada, principalmente, pelo aumento no saldo da conta de fornecedores.

Nas atividades de investimento, o fluxo de caixa líquido totalizou R$20,4 bilhões,
representando uma queda de 33% em comparação ao ano anterior. Ainda assim, o Fluxo
de Caixa Livre para credores e acionistas foi de R$2,2 bilhões, crescimento de 29,4% em
relação ao mesmo período de 2024.

A companhia distribuiu R$3,2 bilhões em proventos nos últimos nove meses, o que
equivale a um Dividend Yield de 2,1%, reforçando seu compromisso com a remuneração ao
acionista.

No terceiro trimestre de 2025, a WEG apresentou resultados em linha com as expectativas.
Destacamos que a companhia segue bem posicionada para manter um ritmo consistente
de crescimento, apoiada em sua diversificação de atuação e estrutura produtiva eficiente.
A empresa conta com um footprint fabril amplo e estratégico no segmento de motores de
baixa tensão e componentes, com unidades verticalizadas e intercambiáveis. Essa
flexibilidade operacional permite à WEG realocar sua produção entre diferentes plantas
conforme a demanda e a competitividade de cada região — como, por exemplo, transferir
volumes do Brasil para o México ou utilizar capacidade ociosa nos Estados Unidos para
fabricação local.

Apesar de essa realocação poder gerar certa pressão de custos no curto prazo, trata-se
de uma medida pontual e tática, com impacto limitado frente aos benefícios estruturais
que a flexibilidade oferece.

Para investidores com foco de longo prazo, momentos de transição como o atual podem
representar boas oportunidades de entrada. A tese de investimento na WEG contínua
sustentada por fundamentos sólidos, forte exposição a tendências globais relevantes —
como eficiência energética, automação e transição energética — além de um histórico
consistente de execução e entrega de resultados.


Vale (VALE3) divulga relatório de produção e vendas do 3T25

Esta semana a Vale (VALE3) divulgou seu relatório operacional referente ao terceiro
trimestre de 2025, com destaque para o desempenho da produção e das vendas de
seus principais produtos. A produção de minério de ferro, principal ativo da companhia,
totalizou 94,4 milhões de toneladas no período, o que representa um crescimento de
3,8% em relação ao mesmo trimestre de 2024.

As vendas de minério de ferro apresentaram um avanço de 5,1% na comparação anual,
atingindo 86 milhões de toneladas. O preço médio de venda do minério foi de 94,4
dólares por tonelada, com aumento de 4,2% frente ao valor registrado no terceiro
trimestre do ano passado.

No segmento de pelotas, a produção foi de 8 milhões de toneladas, o que representa
uma queda de 22,8% em relação ao mesmo período de 2024. As vendas totalizaram 8,77
milhões de toneladas, uma retração de 13,5% na mesma base de comparação. O preço
médio de venda das pelotas recuou 11,7% no período.

A análise por sistemas produtivos mostra que o Sistema Norte foi responsável por 49,7
milhões de toneladas de minério de ferro, mantendo-se estável em relação ao terceiro
trimestre de 2024. O Sistema Sudeste registrou uma produção de 22,7 milhões de
toneladas, alta de 5,3% na comparação anual. Já o Sistema Sul produziu 13,8 milhões de
toneladas, um aumento de 8,2%, impulsionado pelas operações em Vargem Grande e
Paraopeba.

Nas operações com metais básicos, a produção de cobre somou 90,8 mil toneladas no
terceiro trimestre de 2025, crescimento de 5,7% frente ao mesmo período do ano anterior.
As vendas do metal aumentaram 19,7%, com o preço médio de comercialização subindo
8,9% na comparação anual.

A produção de níquel totalizou 46,8 mil toneladas, mantendo-se estável em relação ao
terceiro trimestre de 2024. As vendas apresentaram crescimento de 5,7%, enquanto os
preços médios recuaram 9,2% no mesmo intervalo.

A Vale manteve seu guidance de produção para o ano de 2025. A companhia projeta
produzir entre 325 e 335 milhões de toneladas de minério de ferro e entre 31 e 35 milhões
de toneladas de pelotas. Para o cobre, a estimativa é de uma produção entre 340 e 370
mil toneladas, enquanto a expectativa para o níquel varia entre 160 e 175 mil toneladas
ao longo do ano.

De maneira geral, observamos que os resultados reportados pela Vale foram bons e
acima do esperado, tanto nas operações de minério de ferro quanto nas de cobre. Nossa
estimativa de faturamento para a companhia no terceiro trimestre de 2025 é de US$ 9,6
bilhões, ou aproximadamente R$ 52 bilhões, valores superiores aos registrados no
trimestre anterior.

A Vale apresentou um desempenho positivo, refletindo a combinação do preço médio
do minério de ferro em torno de US$ 94,4 por tonelada e um câmbio médio de R$ 5,40.
Para o quarto trimestre, a demanda internacional por minério de ferro permanece
razoável, com sinais de leve melhora, e o preço atual gira em torno de US$ 105 por
tonelada.

Atualmente, as ações da Vale estão sendo negociadas a um múltiplo EV/EBITDA de 4,0
vezes e a um P/L projetado de 5,5 vezes para 2025. Boa parte do retorno esperado deve
vir por meio de proventos, com o mercado projetando um dividend yield em torno de
7,5% nos próximos 12 meses, o que é atrativo para investidores focados em renda.

De maneira geral mantemos uma visão positiva para as ações da VALE3



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adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de
fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as
informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus
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que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As
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pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal
(inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise;
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Balanço macropolítico | Política sem Aspa https://levanteideias.com.br/politica-sem-aspas/balanco-macropolitico-politica-sem-aspa https://levanteideias.com.br/politica-sem-aspas/balanco-macropolitico-politica-sem-aspa#respond Fri, 05 Mar 2021 23:00:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=21770 O mês de fevereiro de 2021 parecia morno, com o Ibovespa ensaiando alguma recuperação após recuar pouco mais de 3% em janeiro, até a última semana de pregão. Se, na primeira semana do mês, o índice reagiu e voltou a beirar os 120 mil pontos, nas duas semanas seguintes ele não teve força para estender… Read More »Balanço macropolítico | Política sem Aspa

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O mês de fevereiro de 2021 parecia morno, com o Ibovespa ensaiando alguma recuperação após recuar pouco mais de 3% em janeiro, até a última semana de pregão. Se, na primeira semana do mês, o índice reagiu e voltou a beirar os 120 mil pontos, nas duas semanas seguintes ele não teve força para estender a alta e, por fim, acabou tombando 6,93% na última semana de fevereiro (pior resultado semanal em 11 meses), fechando o mês caindo 4,21%.

Iniciamos o mês de março com o Ibovespa cotado a 110.035 pontos, menor patamar do índice para o ano, também devido ao refluxo estrangeiro, sentido após altas mais acentuadas nas treasuries (títulos públicos) americanas, mas principalmente pelos episódios recentes envolvendo o Executivo e empresas estatais.

Nesta primeira semana, o índice teve alta acumulada de 4,7%, refletindo o otimismo dos investidores com a aprovação da PEC Emergencial no Senado Federal e seu rápido encaminhamento para a Câmara. Mais adiante, vou discutir como o projeto foi fortemente desidratado.

Na coluna de hoje, vou trazer algumas considerações sobre os acontecimentos recentes e também sobre a economia brasileira, diante de uma nova perspectiva de desaceleração devido às restrições de circulação em março.

Da perspectiva macro, destaque para o resultado do Produto Interno Bruto de 2020, que foi divulgado nesta semana e ficou levemente acima da medida de mercado: o PIB de 2020 recuou 4,1%, contra projeções de uma queda de 4,3%. O resultado do Valor Adicionado demonstra alta na Agropecuária (2,0%), que apresentou ganhos de produtividade e aumentou sua produção, e baixa nos setores da Indústria (-3,5%) e Serviços (-4,5%) – esse último, responsável por 75% do resultado.

Na análise da outra ponta, das despesas, destacam-se as quedas no Consumo das Famílias (-5,5%) em relação ao ano anterior, e na Despesa do Consumo do Governo (-4,7%). Os investimentos correntes em capital fixo, A Formação Bruta de Capital Fixo, também recuou, ficando na casa dos -0,8%. Na comparação trimestral (4T20/3T20), o PIB cresceu 3,2%, refletindo o ritmo de recuperação econômica.

De fato, a queda da produção poderia ter sido bem maior se não houvesse dispêndios na casa dos R$ 250 bilhões com o auxílio emergencial, assim como restrições menos agressivas durante grande parte do segundo semestre. Dadas as circunstâncias, o pior resultado do PIB na série histórica foi um bom resultado.

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O problema parece estar em 2021. Caminhamos, mais uma vez, para recorde de morte diárias e um novo pico de infecção – reflexo do afrouxamento das medidas de contenção nos últimos feriados – e, ainda assim, esbarramos na demora na aquisição de vacinas, a melhor (e única) saída para preservar vidas e a economia.

É chocante a falta de planejamento e gestão observada na vacinação em massa, em um dos países supostamente mais eficientes nessa seara. Há dez anos, o Brasil reportava vacinação recorde contra o vírus da H1N1, demonstrando a capilaridade do sistema público. Seja qual for a justificativa, fato é que perderemos vidas e postos de trabalho por conta deste atraso.

Voltaremos, também, a pagar um novo auxílio emergencial diante dos efeitos da pandemia se estendendo também para esse ano. Serão R$ 44 bilhões destinados à população e que ficarão fora do teto de gastos e da meta do resultado primário, mas significam, sim, mais endividamento para a União.

Utilizada para aprovar o novo auxílio, a PEC Emergencial já foi aprovada no Senado Federal em dois turnos e agora depende do aval – que deve ocorrer nesta próxima semana – da Câmara dos Deputados. Investidores se animaram com a aprovação simplesmente porque foi vetada a entrada de uma emenda que deixava o Bolsa Família também fora do teto, refletindo o baixo sarrafo que vem sendo utilizado para cobrar um ajuste fiscal mais efetivo.

O custo da aprovação da PEC foi elevado. Para além da tentativa de desvincular os gastos com educação e saúde, medida que praticamente nasceu sem chances de prosperar, o texto final aumentou o rol de benefícios tributários que ficarão fora da redução, diminuiu o tempo de congelamento dos gastos (de 2 anos para somente enquanto o estado de calamidade estiver em voga) em caso de decreto de calamidade e desobrigou estados e municípios a acionarem os gatilhos de contenção quando despesas superarem 95 por cento da arrecadação.

Do ponto de vista fiscal, o texto é um avanço, mas muito tímido. Se considerarmos o mecanismo de 95% das despesas obrigatórias para condicionar o acionamento dos gatilhos no âmbito do governo federal, segundo cálculos da Instituição Fiscal Independente do Senado, eles só poderão entrar em ação em 2025. Hoje, a despesa obrigatória representa cerca de 92 por cento da despesa total da União. Desse modo, o ajuste fiscal vai existir, mas foi desidratado e adiado – até lá, seguiremos na iminência do descontrole das contas públicas.

Inclusive, fica aberto o caminho para conceder reajustes salariais já em 2022, quando o congelamento de 2 anos, implementado no ano passado, se expira. Bolsonaro sabe disso e, convenhamos, não tem a mesma sensibilidade que Guedes quando o assunto é austeridade.

Vide, também, a decisão, tomada unilateralmente pelo presidente, de não renovar o mandato presidencial do economista Roberto Castello Branco para a Petrobras. Devido ao peso da gigante petroleira no índice, assim como a relevante participação do Banco do Brasil e outras estatais que caíram na mesma esteira da Petro, a bolsa amargou quedas em sucessão por receio de piora na gestão desse grupo de Companhias.

Ah, e não nos esqueçamos do Orçamento de 2021, que entra o terceiro mês do ano com uma série de pendências no ar. Enquanto isso, caminhoneiros se sentem no direito, após uma série de concessões feitas nos últimos anos, de fechar marginais e rodovias Brasil afora para protestar contra restrições de circulação. E o ministério da Saúde admite que a média diária de mortes, ainda em março, deve chegar a 3 mil, com estados e municípios colapsando na falta de leitos de UTI.

Mas, a depender de alguns quadros, teremos reformas, crescimento robusto, inflação controlada e superação da Covid-19 – tudo isso com extrema naturalidade. A ver, no fim do ano, qual será o balanço de 2021. Até agora, ele não é positivo.

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Quer aprofundar mais seus conhecimentos em assuntos como mercado e política? Então leia minha última coluna: Afinal, a Eletrobras será privatizada? | Política Sem Aspas.

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