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]]>No entanto, essa opção pode sair caro, dependendo das taxas de corretagem e custódia cobradas pela corretora de valores. Além disso, é preciso ter uma soma razoavelmente grande de dinheiro para conseguir montar um portfólio diversificado o suficiente para reduzir riscos. Uma excelente alternativa para isso são os ETFs (Exchange Traded Funds).
Neste artigo, vamos explicar melhor o que é um ETF, quais são suas características e os principais benefícios de investir nesse tipo de fundo. Acompanhe!
ETF é a sigla para Exchange Traded Fund, o que, traduzindo, seria algo como “fundo negociado em bolsa”. Assim, diz respeito a um fundo de investimentos em que as cotas são negociadas em bolsa de valores, como se fossem ações.
Ele tem, também, outra característica bem própria: a composição de sua carteira busca seguir índices de referência, que podem ser um índice de ações, de renda fixa, de commodities, de ouro, de petróleo etc.
No Brasil, existem ETFs de ações, renda fixa e de ações do mercado internacional. Enquanto escrevemos este texto, o site da B3, a bolsa de valores brasileira, mostra que temos listados 16 ETFs de renda variável e 4 de renda fixa.
Os ETFs surgiram no Canadá no início dos anos 1990, mas aportaram no Brasil apenas em 2004, com o lançamento do It Now PIBB IBrX-50 Fundo de Índice, um ETF que segue o índice IBrX-50. Assim, os ETFs contam com uma gestão passiva, ou seja, seu objetivo é alcançar um desempenho igual — ou muito próximo — do índice de referência, e não superá-lo.
Existem algumas informações importantes a respeito dos ETFs para quem pretende investir nessa modalidade. A primeira delas é que, como ocorre com qualquer fundo de investimento, o investidor paga uma taxa de administração para o fundo. No entanto, ela costuma ser bem menor do que a cobrada pelos demais fundos de investimento, ficando em média entre 0,3% e 1%.
Além da taxa de administração, as corretoras de valores podem praticar taxas de corretagem e de custódia. É preciso conferir esses custos com a corretora de sua escolha. Existem também os emolumentos cobrados pela B3 e pela CBLC (Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia), que são de 0,031532% sobre o valor negociado.
Outro ponto relevante é que os ETFs não distribuem diretamente ao investidor os dividendos que as empresas pagam aos acionistas. Essa distribuição é feita de forma indireta, uma vez que o fundo incorpora esses recursos ao seu patrimônio.
Por fim, os ETFs não contam com a mesma isenção de Imposto de Renda que o mercado de ações. Quem vende as cotas com lucro, ou seja, com ganho de capital, deve pagar 15% de Imposto de Renda, a mesma alíquota que incide sobre os demais fundos de investimento. Se a venda for feita no mesmo dia da compra (day trade), a alíquota é de 20%.
Comprando uma única cota de um ETF você tem acesso a uma carteira diversificada de ativos. Se adquirir cotas do iShares Ibovespa Fundo de Índice, por exemplo, você terá acesso a uma carteira de ações que replica o Ibovespa, principal índice de ações do mercado acionário brasileiro.
A cota de um ETF costuma ter um valor baixo. Por isso, é possível começar a investir com menos de R$ 100 e ter uma carteira diversificada de ativos.
Boa parte dos fundos de investimento em ações tem taxas de administração mais elevadas, inclusive aqueles que têm estratégia de gestão passiva, como os ETFs. Os fundos com gestão ativa, além da taxa de administração, também cobram taxas de performance quando superam o benchmark estabelecido.
Assim, os custos para investir em ETFs são menores e não corroem a rentabilidade da aplicação. Para ter uma ideia, o ETF com taxa de administração mais baixa, o It Now PIBB IBrX-50 Fundo de Índice, cobra apenas 0,059%.
Embora não seja possível resgatar as cotas no sentido tradicional de um fundo de investimentos, é perfeitamente possível vendê-las na bolsa de valores, como se fossem ações. Assim, o dinheiro cai em conta dois dias úteis após a venda.
Essa é uma vantagem em relação aos fundos de investimento convencionais, que muitas vezes têm prazos de resgate mais longos.
Como dissemos, além do mercado de ações locais, temos ETFs de renda fixa e de ações internacionais, de forma que o investidor consegue ter acesso a diversos mercados com essa modalidade de investimento.
Além daqueles que seguem os índices do mercado acionário brasileiro, há dois que seguem o S&P500, da bolsa norte-americana, e quatro que acompanham índice de renda fixa.
É o caso, por exemplo, do It Now ID ETF IMA-B. O IMA-B é um índice de renda fixa calculado pela ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), que representa a dívida pública por meio dos preços a mercado de uma carteira de títulos públicos federais. No caso do IMA-B, são títulos indexados pelo IPCA, que é o índice oficial de inflação do país.
Diferentemente do que ocorre com os demais fundos de investimento, não existe o famoso come-cotas para os ETFs. O imposto é pago apenas na venda das cotas, caso haja lucro (ganho de capital).
Atualmente, existem diversas administradoras de ETFs, mas as duas maiores são a Black Rock, dona da marca iShares, e o Itaú, que detém a família It Now. São deles também os ETFs mais famosos do mercado.
O It Now PIBB IBrX-50 Fundo de Índice (PIBB11), como já dissemos, foi o primeiro e segue o IBrX-50, mas o mais famoso mesmo é o iShares Ibovespa Fundo de Índice (BOVA11), que acompanha o desempenho do Ibovespa. Além desses, existem outros que perseguem índices de dividendos, de carbono, de governança corporativa, de sustentabilidade etc.
Agora você já sabe o que é ETF, quais são as características desse tipo de fundo e os benefícios que ele oferece. Antes de investir, procure saber mais sobre aquele fundo, entenda exatamente qual é o índice de referência, confira a taxa de administração e verifique os custos da sua corretora de valores.
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]]>O post Entenda o que são small caps e se vale a pena apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.
]]>As grandes companhias são chamadas de large caps, terminologia que está relacionada com o valor de mercado da companhia. Já as que têm uma capitalização menor são chamadas de small caps.
Neste artigo, vamos explicar o que são small caps, por que elas costumam ter maior potencial de valorização e quais são os riscos e oportunidades que elas podem apresentar. Confira!
As small caps são ações de empresa com um valor de mercado relativamente pequeno. Não existe um número certo e definitivo, mas, de forma geral, podemos dizer que são consideradas small caps as ações de empresas com valor de mercado de até US$1 bilhão. Apenas para comparar, o valor de mercado das large caps pode superar US$200 bilhões.
As large caps são as chamadas blue chips, uma expressão que foi emprestada dos cassinos e designa as fichas mais valiosas. São ações de primeira linha, de empresas muito conhecidas, como Petrobras, Vale, Ambev, Itaú Unibanco e Bradesco.
As small caps são empresas significativamente menores, também conhecidas como sendo de segunda linha. Essa terminologia não tem a ver com a qualidade da companhia, mas com o seu tamanho e com seu peso no mercado.
Ainda assim, vale destacar que não existem empresas realmente pequenas com ações negociadas na bolsa de valores, até porque o processo de abertura de capital é caro, assim como a manutenção das exigências dos órgãos reguladores para poder estar no mercado de capitais.
Dessa forma, essas companhias apenas são pequenas quando comparadas com as maiores do mercado, mas não são empresas pequenas de fato. Prova disso é que existem muitos nomes conhecidos entre as small caps, como a empresa aérea Azul, o grupo educacional YDUQS (antigo Estácio), a agência de viagens CVC e a empresa de tecnologia Totvs.
Se quiser conhecer as principais small caps da bolsa, basta olhar o Índice Small Cap, que é uma carteira teórica de ações elaborada pela B3. A composição do índice é revista a cada 4 meses, mas em 24 de setembro de 2019, contava com papéis de 74 empresas. O site da B3 disponibiliza sempre a versão atualizada do índice, bem como a sua variação.
Já sabemos que as large caps são companhias mais consolidadas. Por isso, pelo menos na teoria seus resultados são mais previsíveis, assim como o comportamento das suas ações.
Como são mais maduras, não precisam reinvestir todo o lucro no próprio crescimento e podem pagar mais dividendos aos seus acionistas. Isso não quer dizer que não haja riscos, mas são sinais de uma previsibilidade maior.
Já as small caps têm menos tempo de mercado e ainda estão em forte crescimento. Seu desempenho depende muito mais da qualidade da gestão da empresa.
Veja, por exemplo, as empresas de varejo. Seus resultados estão fortemente ligados aos níveis de emprego e de renda da população, ao crescimento econômico do país e à disponibilidade de crédito no mercado.
É claro, porém, que a companhia pode — e deve — empreender esforços para aumentar seus lucros. Ela pode, por exemplo, criar suas próprias linhas de crédito, diversificar sua atuação ou abrir novos canais para atender o consumidor.
O mesmo ocorre com o setor imobiliário. É claro que esse mercado depende dos níveis de emprego e da concessão de crédito para financiamento, mas as diferentes estratégias explicam por que determinadas empresas alcançam o sucesso enquanto outras acabam até quebrando.
Tudo isso interfere nos resultados da empresa e, quem fizer as melhores escolhas, verá sua companhia alcançar o sucesso. Ainda assim, genericamente falando, as small caps tendem a ser mais voláteis do que as ações das empresas mais consolidadas.
O fato, porém, é que risco e retorno são duas variáveis que muitas vezes estão relacionadas. Assim, se por um lado a volatilidade representa mais chances de perder, por outro é uma oportunidade de ganhar mais, diversificando sua carteira de ações.
Justamente por serem mais voláteis, as small caps tendem a ter um beta alto, ou seja, uma variação (para cima e para baixo) maior do que a bolsa como um todo. Assim, se a bolsa sobe, a tendência é que essas ações subam mais ainda, e o mesmo é verdade para períodos de queda nos preços.
É preciso, porém, sempre entender quais são os riscos do investimento antes de fazê-lo. Assim você pode tomar decisões mais bem fundamentadas, inclusive a respeito dos riscos que está disposto a correr . Dessa forma, lembre-se de que não há garantia de retorno no mercado de renda variável.
É possível comprar diretamente as ações small caps de sua preferência assim como você faria com qualquer outro papel da bolsa, pela sua corretora de valores.
Agora, se você não quer ter o trabalho de fazer esse acompanhamento e se arriscar a escolher as ações, pode optar por investir em ETFs (Exchange Traded Funds), que são fundos de investimento cujas cotas são negociadas na bolsa de valores.
Em geral, eles seguem a composição de um índice teórico, como o iShares BMFBovespa Small Cap Fundo de Índice (SMAL11), cuja carteira é idêntica à do Índice Small Cap.
A vantagem dessa opção é que, com uma única aplicação, você tem uma carteira com todas as ações do índice. O outro lado dessa escolha é que você abre mão da liberdade de selecionar quais ações vão fazer parte do seu portfólio e quando as comprar e vender.
Da mesma forma que ocorre com a compra direta de ações, as cotas dos ETFs são compradas na bolsa e, portanto, também é preciso fazer isso por meio de uma corretora de valores.
Agora você já sabe o que são small caps, as vantagens e os riscos que elas trazem e como fazer para investir nelas. Aproveite para disseminar o conhecimento e compartilhe-o nas suas redes sociais!
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]]>O post Como saber o placar do jogo e ganhar dinheiro apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.
]]>Aqui, eu pretendo ir além do lucro líquido divulgado pelas empresas, mas também considerar a remuneração aos acionistas, pois uma empresa pode ter lucro contábil, mas não necessariamente significa gerar valor para os acionistas.
Como eu já falei em outra coluna, os dois fluxos de caixa mais relevantes para o valor de uma empresa são: 1) fluxo de caixa para o acionista (DCE) e; 2) fluxo de caixa para firma (DCF).
O Economic Value Added (EVA) foi desenvolvido pela consultoria americana Stern Stewart & Co e pode ser expresso por uma fórmula bem simples:
EVA = NOPAT – Capital Investido x WACC
Traduzindo a equação acima:
Valor econômico agregado (ou lucro econômico)
EVA = Resultado operacional depois dos impostos(NOPAT) – Ativo Total menos Passivo Circulante(Capital Investido) x Custo médio ponderado de capital (WACC).
Eu já expliquei em outra coluna como calcular o WACC.
O NOPAT é uma boa medida de rentabilidade de uma empresa, inclusive é melhor do que o EBITDA, pois já desconta o imposto de renda e a depreciação.
Assim, o valor econômico gerado é o retorno obtido (NOPAT) menos o custo do capital que incide sobre o capital investido total na empresa, que considera capital próprio e capital de terceiros (dívida).
Outra maneira mais simples para saber se uma empresa gera valor econômico é comparar o retorno da empresa com o seu custo de capital. Sempre que o retorno for maior do que o custo de capital, há geração de valor para os acionistas da empresa.
As duas métricas de retorno mais utilizadas no mercado são: ROE e ROIC. Traduzindo mais uma vez a “sopa de letrinhas”: o ROE é o retorno sobre o patrimônio líquido e o ROIC é o retorno sobre o capital investido.
Na primeira métrica é calculado o retorno sem levar em consideração o endividamento, e no segundo o retorno leva em conta a estrutura de capital que tem capital próprio e de terceiros (dívida).
Sempre que o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) for maior do que o custo de capital próprio (Ke), há geração de valor para o acionista. Se a métrica de retorno utilizada for o ROIC, há geração de valor quando o ROIC for superior ao custo médio ponderado de capital (WACC).
Eu sei que a Copa do Mundo já acabou, mas eu gosto muito de futebol e irei utilizar a seguinte comparação:
O EVA é como o placar de um jogo de futebol: não adianta saber apenas quantos gols o ataque marcou (retorno), mas é preciso saber também quantos gols a defesa levou (custo de capital). A diferença entre ataque e defesa determinam se o time (empresa) gerou lucro econômico.
Quando o EVA é positivo, há criação de valor. Quando o EVA é negativo, ocorre destruição do valor. Para os economistas, o valor econômico agregado (EVA) tem relação estreita com o custo de oportunidade.
Ao se analisar a viabilidade financeira de um projeto, é preciso comparar a taxa interna de retorno (TIR) do projeto em relação à taxa mínima de atratividade, que está muito relacionada com o custo de capital. O projeto é viável se a TIR for maior do que o custo de oportunidade.
As empresas da seleção As Melhores Ações têm retornos superiores ao seu custo de capital. Um caso emblemático é Localiza. No nosso relatório #5 Localiza – alto retorno sobre o capital investido, informamos: “A Localiza é conhecida pelo alto retorno sobre o capital investido (ROIC), que excede o custo de capital, com geração de valor econômico e alto retorno para os seus acionistas no longo prazo”.
Para finalizar, outro conceito importante: valor de mercado adicionado (MVA), que é a diferença entre o valor de mercado da empresa na Bolsa de Valores e o valor dos seus ativos (reposição).
O MVA mede o valor gerado por uma empresa ao longo do tempo. Enquanto o EVA é uma conta de resultado (lucro econômico), o MVA é uma conta de estoque de riqueza gerado ao longo do tempo. Se o EVA for negativo ele reduz o saldo do MVA, e se for positivo, aumenta o valor do MVA.
O valor de mercado adicionado (MVA) é uma medida da geração de riqueza acumulada de uma empresa, representada pela diferença entre o valor de mercado e o valor total dos ativos de uma empresa. Em outras palavras, o mercado paga pelas ações da empresa o valor (de reposição) dos ativos acrescido do MVA, que é o saldo de riqueza gerada pela empresa aos seus acionistas.
Minha missão é te ajudar a entender mais sobre Value Investing e análise fundamentalista de empresas. Por isso, continue acompanhando a minha coluna e não esqueça: se você ficou com alguma dúvida, é só mandar um e-mail para o endereço [email protected].
Conte comigo e até breve!
Um grande abraço,
Eduardo Guimarães
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