janet yellen – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Tue, 23 Nov 2021 14:21:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png janet yellen – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Juro deve subir com Powell no Fed https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/juro-deve-subir-com-powell-no-fed https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/juro-deve-subir-com-powell-no-fed#respond Tue, 23 Nov 2021 14:21:03 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=33413 A notícia de recondução de Jerome Powell para a presidência do Federar Reserve (Fed), o banco central americano, deve provocar uma elevação dos juros nos Estados Unidos, que já foi antecipada pelos investidores. Quatro anos atrás, a indicação de Powell para o Fed pelo ex-presidente Donald Trump foi questionada. Sua antecessora, a economista Janet Yellen,… Read More »Juro deve subir com Powell no Fed

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A notícia de recondução de Jerome Powell para a presidência do Federar Reserve (Fed), o banco central americano, deve provocar uma elevação dos juros nos Estados Unidos, que já foi antecipada pelos investidores.

Quatro anos atrás, a indicação de Powell para o Fed pelo ex-presidente Donald Trump foi questionada. Sua antecessora, a economista Janet Yellen, havia feito um excelente trabalho de correção de rota após a crise do subprime.

No entanto, ligada aos democratas, ela não foi reconduzida por Trump e ficou no Fed por apenas um mandato.

Nascido em 1953, Powell é republicano de carteirinha, advogado por formação e tem uma longa carreira no mercado de capitais e no setor público americano. Mesmo assim, era pouco conhecido fora de Washington, cidade onde nasceu.

Pouco tempo depois de sua indicação, Powell começou a ser alvo das críticas de Trump por elevar os juros. Em um dos piores momentos, foi comparado por Trump ao presidente chinês Xi Jinping por “destruir a economia americana”.

No entanto, era ele quem estava à frente do principal banco central do mundo quando explodiu a pior pandemia em um século.

Powell se esforçou para não repetir o erro dos anos 1930, quando o Fed apertou os parafusos da economia afetada pelo crash de 1929. Para conter a pandemia, o Fed recorreu a instrumentos que nunca haviam sido usados, como a aquisição de dívidas privadas, a injeção de dinheiro diretamente na economia e a manutenção de juro zero nos Estados Unidos.

Porém, sua atuação foi adiante disso. Se mantidas indeterminadamente, essas decisões podem ocasionar desancoragem e uma alta da inflação. A primeira regra da economia monetária é que o aumento da quantidade de dinheiro em circulação eleva os preços da economia em geral, quando toda capacidade da economia se encontra ocupada. E quando isso ocorre, é dever do banqueiro central corrigir a rota para preservar o valor da moeda no longo prazo.

Isso vem ocorrendo nos Estados Unidos. O CPI (Consumer Price Index) de outubro indicou uma inflação acumulada em 12 meses de 6,2%, a mais elevada desde novembro de 1990, quando os preços do petróleo dispararam devido à primeira Guerra do Golfo.

Só isso deveria levar o Fed a apertar a política monetária – a meta de inflação está ao redor de 2%. No entanto, a situação não é tão simples. O índice que o Fed acompanha, o PCE (Personal Consumption Expenditure), cuja base de comparação é mais ampla que a do CPI, registra uma inflação menos intensa.

O número de outubro ainda não foi divulgado, mas a alta em 12 meses até setembro era de 4,4%. Para comparar, nos 12 meses até setembro, o CPI estava em 5,4%, um ponto percentual acima. E o “núcleo” do PCE, que exclui itens como alimentos e combustíveis, cujos preços variam de forma menos previsível, está ainda mais baixo. No 12 meses até setembro, a alta é de 3,6%. E esse percentual não se alterou nos últimos quatro meses.

Tendo em vista esse cenário, haveria boas justificativas para esperar para ver antes de elevar os juros. E Powell construiu um consenso dentro do BC americano (que é uma confederação de 12 Feds regionais) para ser tolerante com a inflação, o que permitiu uma recuperação mais rápida da economia.

No entanto, passado o pior da crise, ele deverá patrocinar uma volta à normalidade. Parte desse processo já começou com o fim das compras mensais de US$ 120 bilhões em títulos públicos e hipotecários. A redução começa agora em novembro e vai prosseguir até a extinção do programa, em junho do ano que vem. A próxima medida será uma alta de juros, que é esperada para 2023, mas também pode começar já no ano que vem. Não por acaso, a remuneração dos títulos de dez anos do Tesouro americano voltou para 1,65% ao ano, nível anterior à pandemia.

E Eu Com Isso?

A sessão da terça-feira começa com uma alta dos contratos futuros de Ibovespa como reação à baixa da véspera. No entanto, mais uma vez o cenário deve ser marcado por uma volatilidade elevada.

As notícias são positivas para a bolsa em um cenário de volatilidade.

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Leia também: A inflação não é mais aquela.

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Otimismo pesa mais que o pessimismo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/otimismo-pesa-mais-que-o-pessimismo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/otimismo-pesa-mais-que-o-pessimismo#respond Fri, 16 Jul 2021 16:47:33 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=27976 Na quinta-feira (15), as duas principais lideranças econômicas dos Estados Unidos fizeram comentários pessimistas sobre a conjuntura. Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, disse em seu segundo dia de depoimento no Congresso que a alta de preços que vem sendo observada nos Estados Unidos está “desconfortavelmente acima” dos objetivos do… Read More »Otimismo pesa mais que o pessimismo

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Na quinta-feira (15), as duas principais lideranças econômicas dos Estados Unidos fizeram comentários pessimistas sobre a conjuntura.

Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, disse em seu segundo dia de depoimento no Congresso que a alta de preços que vem sendo observada nos Estados Unidos está “desconfortavelmente acima” dos objetivos do Fed.

No entanto, como vem dizendo há meses, Powell repetiu que as pressões são transitórias.

Afirmou que os índices estão sendo distorcidos devido à base de comparação muito baixa. E reiterou que “a alta dos índices vem sendo provocada por um grupo pequeno de bens e serviços, que estão ligados diretamente à reabertura da economia”.

O presidente do Fed disse que está monitorando a inflação, mas que não vê pressa para alterar a política monetária enquanto não houver uma recuperação do total do emprego.

Ainda há 7,5 milhões de vagas fechadas pela pandemia que não foram reabertas, disse ele. E concluiu que os juros deverão permanecer perto de zero até pelo menos 2023.

Enquanto Powell falava no Senado, Janet Yellen, secretária do Tesouro dos Estados Unidos, concedia uma entrevista à rede de notícias econômicas CNBC.

Yellen afirmou estar preocupada com os problemas que a inflação pode causar, especialmente para os consumidores de baixa renda, e disse que os preços deverão permanecer subindo significativamente por alguns meses.

Demonstrou também preocupação sobre eventuais efeitos de aumento nas taxas sobre a parcela da população que hoje está adquirindo sua primeira moradia.

“Não acho que a inflação vá desaparecer no curto prazo, ela só vai retornar a níveis normais em alguns meses”, disse ela. “E temos de observá-la cuidadosamente.”

Em circunstâncias normais, declarações como essas provocariam fortes quedas nos preços das ações.

De fato, na quinta-feira o índice americano S&P 500 caiu. Porém, a queda foi de apenas 0,32%. No pior momento do dia, a queda foi de 0,66%, seguida por um rápido retorno aos níveis anteriores.

Essa entidade conhecida como mercado passou a ignorar o que a secretária do Tesouro e o que o presidente do Fed estão dizendo?

Não é bem assim.

Quando Powell garante que as medidas de estímulo vão continuar, ele fornece combustível para o otimismo. Porém, quando suas declarações são mais pessimistas, os investidores têm aparentado dar menos importância a elas.

É como se o otimismo tivesse um peso específico maior do que o pessimismo, ainda que a fonte das declarações seja a mesma.

A explicação para isso parece simples.

Há muito dinheiro em circulação no mercado. Em circunstâncias normais, indicações das autoridades monetárias e econômicas de que a inflação está alta ou que alguma variável está fora de esquadro deveriam provocar uma retração nos fluxos de dinheiro para os ativos de risco.

Ao advertir contra excessos, o que os banqueiros centrais estão dizendo é “deixa o dinheiro em algum porto seguro e espere dias melhores”.

Só que as circunstâncias não estão nem são normais.

Há um excesso de dinheiro em circulação na economia global, e nada indica que o fluxo que encheu esse reservatório ao ponto de transbordar vai diminuir.

Ao contrário, a indicação de Powell é que as compras de títulos públicos e hipotecários vão seguir no mesmo ritmo.

Com tanto dinheiro chegando, mesmo declarações pessimistas são relativizadas.

Indicadores

O IGP-10 (Índice Geral de Preços – 10) desacelerou para 0,18% em julho ante 2,32% em junho.

O índice acumula alta de 15,52% no ano e de 34,61% em 12 meses.

A desaceleração deveu-se aos preços das commodities agrícolas.

O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo) caiu 0,07% em julho, após ter subido 2,64% em junho.

O IPC (Índice de Preços ao Consumidor) variou 0,70% em julho ante 0,72% em junho.

E o INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) desacelerou para 1,37% em julho ante 2,81% em junho. As informações são da FGV (Fundação Getulio Vargas).

E Eu Com Isso?

O último pregão da semana começa com os contratos futuros de Ibovespa e do índice americano S&P 500 apresentando uma leve alta, ainda motivados pela perspectiva de manutenção de uma política monetária expansionista nos Estados Unidos

As notícias são positivas para o mercado.

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Leia também: Estímulos nos EUA e na China.

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