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]]>Caso não tenha ouvido, vou te explicar. A proposta do P2P lending é unir pontos e também pessoas. Em uma ponta, estão empresários que precisam de um empréstimo e, na outra, investidores em busca de bons retornos. Como você já deve supor, o nosso enfoque aqui será pelo lado do investidor, buscando responder se esse tipo de investimento vale a pena ou não.
Tudo isso acontece sem a necessidade de um intermediador, possibilitando mais benefícios aos envolvidos.
Quer mais exemplos de P2P? Já pediu um carro pelo Uber e percebeu que o aplicativo foi apenas um intermediário entre você e o motorista? Já reservou uma casa via Airbnb, como um acesso ao proprietário?
Então, você já fez uso do P2P. No nosso caso, do P2P lending, trata-se de um empréstimo coletivo.
Até aí o cenário enche os olhos, especialmente por um motivo: é possível reduzir os custos envolvidos, fazendo com que o empréstimo tenha uma taxa de juros menor ao tomador e mais ganho a quem emprestará o valor.
As plataformas são 100% online, não têm custo com agências, são startups mais enxutas…
Outra vantagem amplamente disseminada é que essas empresas são mais ágeis e eficientes. E neste ponto eu já não concordo.
Primeiro porque cada vez mais as pessoas estão percebendo que as startups talvez não sejam tão eficientes e lucrativas assim – vide o polêmico IPO da Uber. Startups são empresas assim como quaisquer outras, e não é porque carregam esse nome que necessariamente são disruptivas e estão realizando um ótimo trabalho. Precisam de tempo para maturação e entendimento do novo negócio que estão desenvolvendo, adaptações ao longo da trajetória…Um exemplo: como a startup de P2P pode ter certeza que o método utilizado para identificar a capacidade de pagamento da empresa é o mais eficiente? Não há dúvidas de que esse processo demanda tempo. É uma curva de aprendizado até que todos os processos estejam redondos e funcionando da melhor forma.
Feito este adendo, vamos voltar a questão do P2P lending.
Outro grande problema é que estamos no Brasil. A maior parte das pequenas e médias empresas que optam por captar recursos via P2P estão em seus primeiros anos de vida. E você já viu que no Brasil, nos últimos três anos, têm mais fechado do que aberto novas empresas? E que uma a cada quatro empresas fecha antes de completar dois anos no mercado?
Então, esse fator é essencial. Isso porque a sua chance de não receber o dinheiro emprestado a uma dessas empresas que poderá fechar as suas portas daqui alguns dias é muito grande.
O cenário atual compreende que a nossa economia ainda está patinando para crescer. Por mais que estejamos otimistas com o que acontecerá daqui para frente, ainda temos um longo caminho para voltar a ter a força suficiente para que empresários, consumidores e famílias gozem de maior estabilidade. Demanda tempo para inversão do ciclo.
Portanto, isso faz com que o nível de inadimplência visto até agora de empresas que pegam recursos emprestados via P2P seja muito alto.
Essa realidade é diferente em outros países, como a Inglaterra, de onde algumas startups buscaram a sua inspiração de modelo.
Diversificação? Neste momento, você pode argumentar que essas startups de P2P costumam formar um portfólio com diversas empresas. Assim com a diversificação, você minimiza os riscos.
Contudo, ainda assim, não é diversificação o suficiente para que você entre neste negócio. Se você investir em um pool com cinco empresas diferentes e uma delas não cumprir com a sua dívida, ou seja, 20% da estratégia, você estaria satisfeito? Eu não.
Com isso, a minha batida de martelo é a seguinte: este ainda não é o momento de investir o seu dinheiro em startups de P2P lending.
Os riscos envolvidos no processo são muito maiores do que os ganhos. A assimetria não vale a pena.
Além do que, a proposta é que seja um investimento em renda fixa. Isso mesmo, você pode perder todo o seu dinheiro em uma aplicação que supostamente seria segura. As startups de P2P contam com instituições financeiras parceiras responsáveis por originar as operações, que são lastreadas por títulos que representam a dívida. São eles o CCB (Cédula de Crédito Bancário) e o RDB (Recibo de Depósito Bancário). Ou seja, são títulos que tem como lastro projetos de diversas pequenas empresas.
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Em minha opinião, se é para correr risco, que seja da melhor maneira. Compensa mais investir em renda variável, ações ou fundos de investimentos do que almejar os mais de 1% ao mês proposto pelas empresas de P2P. Você terá oscilações pelo meio do caminho, mas se você tiver fundamento na hora de escolher, terá rendimentos.
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Antes de te falar propriamente quais são as 4 dicas de finanças, vamos começar explicando o que é o “efeito manada” e como ele influencia no comportamento das pessoas.
Veja também:
– Quais são as melhores opções de investimentos para o curto prazo?
– Evite os 5 maiores erros dos investidores
Você deve ter reparado, por exemplo, no aumento do número de carros brancos circulando nas cidades. Há tempos, a cor era exclusividade de táxis, mas passou a ser a escolha dos apaixonados por carro após as montadoras de luxo exibirem esta cor no salão do automóvel em 2010. Por sinal, a tendência agora é o cinza (#ficaadica).
Talvez você já tenha entrado para o bolão da Mega-Sena do escritório apenas pelo medo de todos ganharem e você ficar de fora, sozinho e sem grana. Certamente você já escolheu entrar em algum restaurante unicamente por ele estar cheio, sendo que ao lado, havia um restaurante aparentemente semelhante, mas vazio.
Esse comportamento é chamado pelos estudiosos de economia comportamental como “efeito manada”. O termo vem do comportamento animal, já que um grupo de animais da mesma espécie vive, alimenta-se e desloca-se junto. Eles seguem um padrão de comportamento único. Um antílope, por exemplo, foge do predador e o grupo inteiro corre para a mesma direção.
Animais ou humanos, vivemos sob influência do grupo. Em finanças, esse efeito é bastante comum. Por exemplo, investidores aplicam em ações que estão subindo “para não ficar de fora”. Esse comportamento é responsável por algumas bolhas e pode inclusive decretar falência de instituições.
A crise econômica de 1929 começou após uma febre de consumo e euforia econômica, com inúmeras pessoas investindo em ações. Seguida pela consequência desta mesma euforia, as empresas passaram a não conseguir repassar o crescimento da oferta de seus produtos e inúmeras indústrias faliram. A bolsa de valores também quebrou, pois só haviam vendedores, e não mais compradores.
Alguns já dizem que bitcoin e as demais criptomoedas estão em direção a este efeito. Se de fato isso vai acontecer, ainda não é possível afirmar. Mas basta dizer que existem mais de 1 milhão de brasileiros investindo nas moedas virtuais, contra pouco mais de 500 mil CPFs investindo em ações.
Por esse motivo, tenho 4 dicas de finanças pessoais para que você evite cair nesta armadilha do “efeito manada”.
Não importa se a grama do vizinho parece estar mais verde, desde que você esteja usando seu quintal da forma que você gostaria de usar. Tenha sempre em vista qual é o seu perfil de investidor, os seus objetivos e prazos de investimentos.
Não adianta nada investir em ações se você tem um perfil conservador e não aceita oscilações com o seu dinheiro. Da mesma forma, se você tiver um perfil mais agressivo, não vai conseguir ter ganhos expressivos e mais rápidos se estiver colocando o seu dinheiro em renda fixa, ok?!
Pondere as possibilidades antes de tomar qualquer decisão. O calor da emoção (seja de alegria ou de tristeza) nos faz não avaliar corretamente nossas escolhas. Tente ser o mais frio e racional possível ao escolher um investimento, afinal, é o seu dinheiro, seus sonhos e o seu futuro que estão em jogo.
Receber uma informação e saber fazer um bom uso dela é fundamental para ancorar suas decisões em bons fundamentos.
O exemplo tradicional para este caso é a história (ou lenda) do bilionário John Rockefeller, que fugiu do “efeito manada” e vendeu todas as suas ações antes da crise de 29, citada ali acima, após conversar com seu engraxate que lhe deu dicas de investimento. “Se o menino que lustra seus sapatos sabe tudo sobre o mercado, então algo muito errado está acontecendo”.
Se a dor de dente está te incomodando, vá a um dentista. Se seu carro está fazendo barulho, vá ao mecânico. Se sente pontadas no coração, vá ao médico cardiologista.
Cada área tem seu profissional. São pessoas que estudam anos e são focadas no que fazem. Para investimentos, não deveria ser diferente. Evite confiar em informações de fontes não-confiáveis compartilhadas em redes sociais ou naquele almoço de família. Não coloque seu dinheiro em algo que foi recomendado por alguém que não é da área.
– Como investir com pouco dinheiro?
– Aprenda a planejar a aposentadoria
– Entenda o que é o Tesouro Direto
Compreender nosso comportamento e antecipar nossas falhas nos ajudam a não repeti-las. Por esse motivo, é fundamental que você evite o “efeito manada” com as 4 dicas de finanças pessoais que apresentamos neste artigo. Caso tenha ficado com alguma dúvida, fique à vontade para nos enviar um e-mail para o endereço [email protected].
Bons investimentos!
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