análise do cenário – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Thu, 17 Feb 2022 21:53:54 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png análise do cenário – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Incertezas não têm comprometido atratividade do mercado local | Denise Campos de Toledo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/incertezas-nao-tem-comprometido-atratividade-do-mercado-local https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/incertezas-nao-tem-comprometido-atratividade-do-mercado-local#respond Fri, 18 Feb 2022 10:00:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36377 O mercado brasileiro vem mantendo um comportamento dos mais favoráveis neste começo de ano, mesmo com ajustes pontuais, em momentos de maior stress, como os desta semana, relacionados à crise da Ucrânia. Fora isso, já tivemos ajustes pela expectativa de alta dos juros nos Estados Unidos, por frustrações com balanços, especialmente no exterior, como ocorreu… Read More »Incertezas não têm comprometido atratividade do mercado local | Denise Campos de Toledo

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O mercado brasileiro vem mantendo um comportamento dos mais favoráveis neste começo de ano, mesmo com ajustes pontuais, em momentos de maior stress, como os desta semana, relacionados à crise da Ucrânia. Fora isso, já tivemos ajustes pela expectativa de alta dos juros nos Estados Unidos, por frustrações com balanços, especialmente no exterior, como ocorreu com a área de tecnologia, além das preocupações locais com pressões fiscais, por mais gastos ou por cortes de tributos, como se discute em relação aos combustíveis. São questões em aberto, mas que não têm tido impacto de forma constante. E em vários momentos o mercado aqui até se descolou da pressão externa.

Fato é que, apesar de todos esses fatores, a Bolsa já chegou a acumular avanço de quase 10% no ano e o dólar conseguiu romper o piso dos R$ 5,20. Movimentos que refletem, em boa parte, uma atratividade maior do País, independentemente de todas as incertezas de que temos falado. É preciso lembrar que ainda há muita liquidez pelo mundo, por todos os programas de estímulo lançados para reverter os impactos econômicos negativos da pandemia. As bolsas lá fora, que tinham subido muito, estão passando por ajustes mais fortes. A Bolsa brasileira, que vinha muito pressionada por questões locais, acabou oferecendo boas oportunidades de ganho, com preços baixos dos papéis, o que assegurou essa importante atratividade. Neste ano já ingressaram cerca de R$ 48 bilhões em recursos externos. E ainda tem a atratividade dos juros, com a Selic a 10,75% já muito acima da média internacional e com tendência de alta. Podemos fechar o ano no topo do ranking dos juros reais. Isso pode manter a atratividade mesmo diante do ciclo de alta dos juros pelo FED, que deve começar em agosto. 

Tudo isso, claro, desde que não haja uma fato relevante que provoque uma onda mais intensa de aversão ao risco. 

Mas, em princípio, ainda há espaço para recuperação da Bolsa, sustentada especialmente por recursos externos, e para o dólar testar novos pisos. Isso seria muito positivo até do ponto de vista do controle da inflação, dado o peso do dólar na formação de vários preços, como combustíveis, insumos e até alimentos. 

O País tem problemas desafiadores. Essa é uma certeza, principalmente com a proximidade das eleições, o que sempre tem potencial para produzir mais instabilidade. Mas o mercado local tem sido favorecido por essa janela de oportunidade ou de atratividade. De uma atratividade de capital de curto prazo, que pode sair em debandada com muita rapidez. Só que, por enquanto, tem buscado aproveitar as boas oportunidades.

Sendo que essas oportunidades também valem para o investidores locais, tanto para os que não temem o risco de uma maior volatilidade do mercado acionário ou sabe lidar com essa volatilidade, como para os mais conservadores, saudosistas dos juros mais elevados, que preferem a renda fixa. Vale lembrar que as projeções para a Selic passam dos 12,25% neste ano.

Leia a última coluna da Denise Campos de Toledo: Copom e mercado devem responder ao balanço de riscos | Denise Campos de Toledo.

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Mercado ensaia reação mesmo em meio às incertezas | Denise Campos de Toledo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/mercado-ensaia-reacao-mesmo-em-meio-as-incertezas https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/mercado-ensaia-reacao-mesmo-em-meio-as-incertezas#respond Fri, 26 Nov 2021 10:00:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=33495 Esta semana revelou um mercado local mais disposto a aproveitar as oportunidades e recompor perdas, inclusive com movimento mais favorável do câmbio, independentemente das questões fiscais ou das preocupações com a inflação e a eficácia ou ritmo da política de juros. Em determinados momentos, parece que tudo isso já está no preço. Mas o fato… Read More »Mercado ensaia reação mesmo em meio às incertezas | Denise Campos de Toledo

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Esta semana revelou um mercado local mais disposto a aproveitar as oportunidades e recompor perdas, inclusive com movimento mais favorável do câmbio, independentemente das questões fiscais ou das preocupações com a inflação e a eficácia ou ritmo da política de juros. Em determinados momentos, parece que tudo isso já está no preço.

Mas o fato é que as preocupações persistem. Foi mais uma semana de indefinições sobre a PEC dos Precatórios, diante de novas propostas do governo e de opositores. Além do calote nas sentenças judiciais, que, segundo algumas discussões, pode ficar fora do teto de gastos, com tratamento diferenciado para o Fundeb (Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica), e da própria mudança no cálculo da correção do teto, pela alteração do período de referência da inflação a ser aplicada, ainda se pode deixar sem destinação obrigatória parte da sobra orçamentária garantida por essas manobras, com recursos até para mais emendas parlamentares. E até a Lei de Responsabilidade Fiscal pode ser desrespeitada com a manutenção das novas condições do Auxílio Brasil, para além de 2022, mesmo sem fonte de receita definida. Aliás, esse foi um dos fatores que levaram à retirada da correção anual do benefício pelo INPC, no parecer do Projeto do Auxílio Brasil na Câmara. Vale lembrar que o governo acabou com o Bolsa Família e o substituiu pelo Auxílio Brasil, apenas aplicando uma correção, sem ter o projeto do novo programa definido e aprovado e sem ter a PEC dos Precatórios, que vai assegurar o custeio dentro dar regras fiscais, também aprovada.

Fora essa indefinição fiscal, ainda tem a piora das expectativas quanto ao crescimento da economia, por vários fatores adversos, como a combinação de inflação e juros mais altos e as incertezas de cenário freando investimentos. Sendo que só o comportamento da inflação e dos juros já tem levado a muitas apostas divergentes, colaborando para mais instabilidade.

O IPCA-15 desacelerou agora em novembro, como esperado, para 1,17%, mas sem intensidade que traga maior tranquilidade quanto à evolução futura da inflação. A perda de ritmo veio, em parte, da alimentação, com recuo até dos preços da carne. Um dos destaques das pressões de preços desde o ano passado. Esse movimento pode ser temporário, na medida em que refletiu o aumento da oferta doméstica e a queda do preço do boi gordo pelo embargo das exportações para a China, o que já está sendo resolvido. Também houve queda das passagens aéreas, cujas variações quase sempre muito bruscas oscilam de acordo com a demanda. Combustíveis e bens industriais seguiram em alta, e já se nota alguma recomposição maior de preços em segmentos como vestuário e artigos para residência, além de outros serviços. Enfim, a inflação segue muito elevada, com forte espalhamento dos aumentos, além do reforço do dólar, que se mantém em patamar desfavorável para a formação dos preços domésticos, mesmo que colabore para um maior retorno das exportações. Dólar esse que, mesmo com a perda de ritmo desta semana, ainda reflete muito as incertezas fiscais, de crescimento, de política de juros e do cenário externo.

A inflação, como um problema global, pode levar a mais aperto monetário em outros países, especialmente nos Estados Unidos, onde já se considera uma possível elevação dos juros, pelo Federal Reserve, no segundo trimestre de 2022. Também no exterior se percebe que a inflação não é um problema temporário, como se imaginava, e pode exigir ações mais efetivas.

Essa situação traz mais dúvidas quanto à política a ser implementada pelo Banco Central aqui no Brasil. O BC, mesmo com a elevação da dose de correção da Selic, não conseguiu garantir uma convergência de expectativas do mercado, que não para de elevar as projeções de inflação, com a do IPCA de 2022, já perto do teto da meta, de 5%. E ainda há divergências quanto ao ritmo de ajustes da Selic para que se possa obter mais resultados. Mesmo com a antecipação, pelo Copom, de mais um aumento de 1,5 ponto na reunião de dezembro, há quem fale em um ajuste de 2 pontos. E a curva de juros, em muitos momentos, reflete essa expectativa de um aumento mais intenso da taxa básica.

Colocados todos esses pontos de incerteza, fica ainda mais nítida a disposição do mercado de buscar oportunidades e tentar fechar o ano com saldo mais positivo ou menos ruim. Mas motivos para volatilidade é que não faltam, e ainda resta ver o que Brasília nos reserva para o cenário econômico e político, antes da virada para 2022, que também promete ser um ano de muitas emoções. Entretanto, muitas oportunidades de ganho estão colocadas, o mercado tenta estratégias para obter melhores resultados e é importante saber aproveitar as ondas, mesmo as que, no geral, pareçam mais adversas.

Leia a última coluna da Denise Campos de Toledo: Mercado segue no embalo das incertezas.

 

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Mercado segue no embalo das incertezas  | Denise Campos de Toledo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/mercado-segue-no-embalo-das-incertezas-denise-campos-de-toledo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/mercado-segue-no-embalo-das-incertezas-denise-campos-de-toledo#respond Fri, 19 Nov 2021 10:00:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=33317 Semana após semana, o clima de incerteza só aumenta. A novela da PEC dos Precatórios se arrasta, dando margem para o surgimento de novas propostas que contrariam a responsabilidade fiscal. A PEC já abriu a porta para a quebra de regras importantes, desde o compromisso com o pagamento de sentenças judiciais até a mudança no… Read More »Mercado segue no embalo das incertezas  | Denise Campos de Toledo

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Semana após semana, o clima de incerteza só aumenta. A novela da PEC dos Precatórios se arrasta, dando margem para o surgimento de novas propostas que contrariam a responsabilidade fiscal. A PEC já abriu a porta para a quebra de regras importantes, desde o compromisso com o pagamento de sentenças judiciais até a mudança no período de referência da inflação para o ajuste do teto de gastos. Teve a justificativa da necessidade de buscar condições de financiamento para o Auxílio Brasil. Passou na Câmara, até com apoio do mercado, por este ver um limite para a ampliação de gastos. O alívio durou pouco.

No Senado, como se esperava, a resistência é maior. Tenta-se garantir o pagamento dos precatórios com a possibilidade de eles ficarem de fora do teto, o que seria mais uma lamentável manobra contábil que vai contra a responsabilidade fiscal, mesmo que se queira vincular a sobra orçamentária ao programa social e evitar o calote. Fora isso, há outras pressões por gastos, inclusive as emendas de parlamentares e comissões, apesar do posicionamento contrário do STF aos do relator, que constituem o chamado orçamento secreto. Até ministro foi exonerado temporariamente para tratar do assunto no orçamento do próximo ano, sem se descartar a liberação de mais recursos partidários. O próprio governo lançou novas despesas. Em mais uma iniciativa populista e para aumentar a pressão pela aprovação da PEC, fala em reajuste de servidores, de policiais, também com as “sobras” orçamentárias. É aguardar o que, efetivamente, será colocado em votação no Senado, se não terá de voltar para a Câmara, se não haverá mesmo um plano B. O Auxílio Brasil já começou a ser pago, mas com valor ainda bem inferior aos R$ 400,00 que se pretende colocar como piso.

Mas as incertezas não são apenas fiscais. Ainda tem a inflação e a piora dos indicadores de atividade, que já fizeram o IBCBr, a prévia do PIB do Banco Central, registrar uma recessão técnica, com dois trimestres seguidos de retração, o que reforça as perspectivas de um fim de ano mais fraco, com as projeções para 2022 ainda sendo revistas para pior. A inflação persistente, por outro lado, pode levar a ajustes mais fortes da Selic em relação ao aumento da dosagem já implementado pelo Copom. Ficam dúvidas nesse sentido, exatamente, pela perda de ritmo da economia. Mas a possibilidade existe, na medida em que a inflação também compromete a expansão do consumo e da atividade.

Em meio a tudo isso, ainda vêm as incertezas de fora, com os bancos centrais também começando a ajustar as políticas diante de uma inflação que já não parece tão transitória como se imaginava. Esse movimento pode levar a um maior desvio de recursos para mercados favorecidos por elevações dos juros. A principal expectativa é quanto aos futuros passos do Federal Reserve, nos Estados Unidos. E o mercado local, já pressionado por todos esses fatores, ainda convive com o risco de as bolsas no exterior também entrarem em uma fase de correção. Não sem motivo, temos a Bolsa aqui testando mínimas, o dólar persistentemente mais alto e a curva de juros pressionada, com uma dispersão que há muito tempo não se via nas projeções das instituições financeiras.

Enquanto isso o governo, a própria equipe econômica, além de admitir a flexibilização de importantes regras fiscais, no embalo dos interesses políticos, já começar a flertar até com intervencionismos para conter algumas pressões de preços. Sem um plano de ação mais concreto, a equipe de Guedes segue dividida entre reconhecer as dificuldades e agir com responsabilidade ou tentar sustentar o otimismo, ressaltando avanços regulatórios, que até estão ocorrendo, mas cujos efeitos ficam comprometidos pelo cenário nebuloso.

O Brasil, na verdade, voltar a conviver com ameaças que pareciam superadas, como a inflação e os juros em dois dígitos, retração da atividade e desequilíbrio fiscal. 

Leia a última coluna da Denise Campos de Toledo: Incertezas persistem em várias frentes, mesmo com mercado buscando movimento mais favorável.

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