exportação de carne – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Wed, 19 May 2021 13:41:05 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png exportação de carne – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Argentina restringe exportação de carnes (BEEF3 E MRFG3) https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/argentina-restringe-exportacao-de-carnes-beef3-e-mrfg3 https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/argentina-restringe-exportacao-de-carnes-beef3-e-mrfg3#respond Wed, 19 May 2021 13:41:02 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=24406 Na manhã da terça-feira (18), o governo argentino anunciou restrição das exportações de carnes por um período de 30 dias, com finalidade de auxiliar no combate à inflação que chega a quase 50 por cento no país. Apesar de o governo argentino ter convocado uma reunião com representantes do setor, a decisão foi tomada de… Read More »Argentina restringe exportação de carnes (BEEF3 E MRFG3)

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Na manhã da terça-feira (18), o governo argentino anunciou restrição das exportações de carnes por um período de 30 dias, com finalidade de auxiliar no combate à inflação que chega a quase 50 por cento no país.

Apesar de o governo argentino ter convocado uma reunião com representantes do setor, a decisão foi tomada de maneira unilateral, nos moldes do que foi realizado em 2006 com os mesmos objetivos.

Os preços das carnes na Argentina subiram 100 por cento desde o início da pandemia, ajudando a puxar a inflação por lá, com os exportadores servindo de bode expiatório para o problema crônico de desvalorização da moeda e explosão das taxas de inflação no país. As empresas frigoríficas já anunciaram uma resposta à medida, suspendendo coletivamente as atividades por 9 dias, gerando restrição de oferta de carnes em massa no país.

E Eu Com Isso?

Duas empresas brasileiras são afetadas diretamente pelas restrições, a Minerva Foods (BEEF3) e a Marfrig (MRFG3). A Minerva é a mais afetada das duas, com receita na Argentina correspondendo a cerca de 10 por cento da receita total da operação e 27 por cento da subsidiária ex-Brasil, a Athena Foods. Já a Marfrig foi menos penalizada, com resultados da Argentina correspondendo a 1,3 por cento da receita total da companhia.

Ambas as empresas devem conseguir contornar a situação sem grandes dificuldades, com a Marfrig podendo focar mais nas operações da América do Norte, região que segue com demanda aquecida, além de compensar as exportações com a operação Brasil. A Minerva também deverá realizar a arbitragem entre outras operações da América do Sul, dividindo a carga entre Brasil, Paraguai, Colômbia e Uruguai.

Apesar de não gerar impacto significativo no balanço de ambas as empresas, a notícia pegou o mercado de surpresa e as ações BEEF3 e MRFG3 sofreram queda de 3,56 por cento e 1,08 por cento respectivamente, contra leve alta de 0,03 por cento do Ibovespa.

O desfecho ainda é incerto se de fato a medida irá perdurar, dada a resposta rápida e dura do setor pecuarista no país, podendo gerar um efeito rebote. Com maior limitação e desestímulo aos investimentos no agronegócio no país, a oferta tende a minguar e os preços poderão gerar um repique de alta ainda mais forte do que o observado atualmente.

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Leia também: Marfrig (MRFG3) anuncia joint venture para explorar carnes vegetais.

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Peste suína dizima rebanho na China https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/peste-suina-dizima-rebanho-na-china https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/peste-suina-dizima-rebanho-na-china#respond Mon, 05 Apr 2021 14:06:18 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=23145 Entre 2018 e 2019 um surto da peste suína africana (PSA) reduziu o rebanho de porcos em cerca de 40 por cento, alterando a dinâmica de consumo de proteínas na China. O país passou a importar mais proteína animal de diversos tipos, com o consumo de carne bovina aumentando gradativamente desde então. Um novo surto… Read More »Peste suína dizima rebanho na China

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Entre 2018 e 2019 um surto da peste suína africana (PSA) reduziu o rebanho de porcos em cerca de 40 por cento, alterando a dinâmica de consumo de proteínas na China. O país passou a importar mais proteína animal de diversos tipos, com o consumo de carne bovina aumentando gradativamente desde então.

Um novo surto foi reportado no país, com perdas estimadas de rebanho reprodutor em torno de 20 por cento do total, sendo uma parcela maior na província de Henan, um dos principais polos produtores de carne suína no país.

Neste primeiro trimestre de 2021, as autoridades locais identificaram cerca de oito surtos, com a maioria ocorrendo em fazendas pequenas ou animais em trânsito, porém no início de março, uma nova cepa do vírus surgiu, ampliando o surto pelo país.

E Eu Com Isso?

O novo surto em um curto espaço de tempo altera mais uma vez a trajetória da oferta e demanda de proteína animal no mundo, sobretudo pela China ser a maior consumidora e produtora de carne de porco, disparado em volume. O país tem como objetivo se tornar autossuficiente na produção e oferta de carne suína até 2025, investindo em grandes parques produtores, modernos e com controle mais rígido de nutrição e doenças, além de intensificar a importação de rebanho para reprodução.

O anúncio do plano chinês chegou a balançar as ações de frigoríficos no mundo todo, inclusive as brasileiras JBS (JBSS3), BRF (BRFS3), Marfrig (MRFG3) e Minerva Foods (BEEF3), porém as perspectivas agora são de exportações de carnes em volumes mais elevados para a China, beneficiando diretamente a receita destas empresas, que possuem um relacionamento comercial cada vez mais intenso com o gigante asiático e também em toda a Ásia, incluindo o Oriente Médio.

Um ponto interessante é o crescimento no consumo de carnes para culinária e ingredientes (cortes menos nobres) maior que o de carnes nobres na China, este último dominado pelo mercado norte-americano, o que abre uma frente maior de crescimento para os frigoríficos brasileiros, que possuem uma gama de produtos que englobam as três categorias de carnes citadas acima.

Embora as autoridades chinesas já usem até técnicas de clonagem para fortalecer a linha genética dos rebanhos, a queda forte no primeiro surto e o andamento do segundo surto agora em 2021 prejudica a oferta doméstica e considerando o ciclo da carne suína completa, bem superior à do frango (9 a 12 meses contra 40 dias), a China tem dois caminhos: intensificar o ritmo de recuperação do rebanho ou ampliar o prazo da meta de autossuficiência. Em ambos os casos as importações no país tendem a subir novamente, em um cenário de recuperação e estímulo da economia global, impulsionando a demanda geral por carnes e mantendo os preços em patamares bastante rentáveis para os frigoríficos por um período prolongado.

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Leia também: JBS (JBSS3): Resultado do 4T20.

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