como investir na bolsa – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Sat, 05 Jun 2021 01:52:47 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png como investir na bolsa – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Bolsa em alta, fuja da manada | Domingo de Valor https://levanteideias.com.br/artigos/domingo-de-valor/bolsa-em-alta-fuja-da-manada https://levanteideias.com.br/artigos/domingo-de-valor/bolsa-em-alta-fuja-da-manada#respond Sun, 06 Jun 2021 15:00:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=25473 Na coluna de hoje, vamos tratar das estratégias de investimento em ações tendo em vista que o Ibovespa vem batendo recordes sucessivos. Nos três primeiros pregões de junho, o Ibovespa voltou a quebrar um recorde e a superar o nível de 130 mil pontos. Na sexta-feira (04), o indicador fechou a 130.125 pontos. No mês,… Read More »Bolsa em alta, fuja da manada | Domingo de Valor

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Na coluna de hoje, vamos tratar das estratégias de investimento em ações tendo em vista que o Ibovespa vem batendo recordes sucessivos.

Nos três primeiros pregões de junho, o Ibovespa voltou a quebrar um recorde e a superar o nível de 130 mil pontos. Na sexta-feira (04), o indicador fechou a 130.125 pontos. No mês, a alta é de 3,1 por cento. E no ano, a alta acumulada é de 9,4 por cento. 

Maio também foi bom para o dólar. A moeda americana encerrou o mês passado a 5,23 reais, queda de 3,8 por cento ante o fim de abril. O movimento de apreciação do real se repetiu em junho. Na sexta-feira (04), o câmbio fechou a 5,07 reais, queda de 3,2 por cento ante o fim de maio. 

Ainda é cedo para prever o que vai ocorrer em junho, por isso vamos nos concentrar no que se passou em maio. Foi o terceiro mês consecutivo de alta. Já o índice americano S&P 500 ficou praticamente zerado, com uma leve alta de 0,55 por cento em maio.

Bons fundamentos

O desempenho de nossa Bolsa tem sido excelente. O Ibovespa descolou-se de vários outros mercados internacionais. O que animou as cotações em maio – e parece que vai continuar animando em junho – foi uma visão mais positiva dos investidores em relação ao Brasil.

Os motivos são vários. Os bons números de atividade dos setores de Varejo e de Serviços indicaram que o impacto da segunda onda da pandemia foi menor do que se esperava. Com isso, o Produto Interno Bruto (PIB) pode crescer mais do que o esperado neste ano. É bastante provável que a melhora das expectativas seja visível no próximo Relatório Focus, a ser divulgado amanhã. 

Isso alivia o eterno problema do desequilíbrio fiscal. E o fim da temporada de resultados corporativos do primeiro trimestre também trouxe boas novas. Três em cada quatro empresas acompanhadas pela Levante apresentaram resultados melhores que as nossas expectativas.

Cuidados na escolha

Esse cenário tem dois lados. Um deles é de otimismo. Com a melhora das premissas, faz todo o sentido esperar novos movimentos de alta das ações. Nessas horas, é preciso escolher com cuidado. E vamos nos inspirar em dois gurus do mercado internacional. Um deles é Ralph Wanger, autor do livro Uma zebra no território dos leões (uma tradução livre do título original em inglês: A Zebra in Lion Country).

Neste livro, Wanger compara as manadas de zebras que pastam nas savanas africanas com os gestores de fundos. Para ele, há várias similaridades: i) os objetivos são difíceis de atingir (grama fresca e não pisoteada para as zebras, retornos acima da média para os gestores); ii) a necessidade de fugir do risco (zebras podem ser presas dos leões, gestores podem ser vítimas de demissão); iii) zebras e gestores se movimentam em manadas.

As zebras podem ficar no meio da manada. Serão menos ameaçadas pelos leões, mas será difícil achar grama fresca. Ou podem ficar nas bordas. A grama será melhor, mas o risco será maior. 

O mesmo trade-off tem de ser resolvido pelo gestor de fundos. Se seguir o consenso do mercado, ele vai ganhar ou perder de acordo com a trajetória do índice, mas seu desempenho seguirá a média. Se ficar fora do consenso ele pode obter ganhos extraordinários, mas corre o risco de errar a mão e perder o cliente e o emprego.

Valor e crescimento

Outro gestor em que vamos nos inspirar é o americano Howard Marks. Ele é cofundador da Oaktree Capital, uma das maiores gestoras globais de crédito do mundo. E autor de um dos melhores livros sobre investimentos: The most important thing, que agora tem uma versão em português: O Mais Importante para o Investidor: Lições de um gênio do mercado financeiro.

No início deste ano, Marks mandou uma carta aos cotistas tratando de uma conversa que teve sobre ações com seu filho Andrew, profissional de mercado focado em empresas com perfil de crescimento (Growth), especialmente as do setor de tecnologia. Os gestores mais tradicionais focam em empresas de valor (Value). 

O Value Investing, que é a nossa filosofia aqui na Levante, consiste em quantificar o valor intrínseco de determinado ativo baseando-se em seus fundamentos e na sua capacidade de geração de caixa. Uma vez calculado o valor, a recomendação é comprar o ativo quando seu preço de mercado estiver abaixo desse número.

O Growth Investing aposta em empresas que não geram valor monetário. Como são companhias que crescem depressa, elas consomem muito capital e não são capazes de pagar dividendos. Portanto, é necessário fazer uma análise profunda da empresa e do mercado em que ela atua para poder investir. E, como a maior parte do valor está no “futuro”, quando o crescimento esperado se concretizar, seu valor justo é mais sensível a alterações na taxa de desconto.

As melhores alternativas

Dadas essas premissas, o cenário para o investidor quando o primeiro semestre se aproxima do fim é tanto promissor quanto arriscado. É promissor porque existem as premissas que sustentam a alta de qualquer mercado: bons resultados das empresas, equilíbrio das contas públicas e economia em crescimento. E é arriscado porque não existem apostas óbvias. Fica mais difícil descobrir quais serão as ações realmente vencedoras, cujo desempenho fará diferença na carteira do investidor.

Se ficar no meio da manada, o investidor terá um retorno em linha com a média do mercado. Os prognósticos são promissores. Mas pode ser que ainda leve tempo para que o Ibovespa acompanhe as valorizações elevadas dos pregões internacionais. Assim, se vincular-se à média, o investidor pode não ter um grande retorno. E é bom evitar a tentação de buscar pechinchas. Se alguma ação de Valor está descontada em um momento de alta, provavelmente há bons motivos para isso.

Se, ao contrário, optar por uma abordagem que privilegie ações menos óbvias, o investidor poderá ter um ganho muito acima da média, mas estará correndo riscos adicionais. Por exemplo, poderá investir em ações de menor capitalização, as chamadas small caps. São empresas menores, menos líquidas, e que podem proporcionar retornos muito acima da média do mercado. Porém, exatamente por serem menos líquidas, será difícil vender e sair da posição se a tese de investimento não se comprovar.

Além disso, o investidor terá de dosar tanto as ações Value quanto as ações Growth em seu portfólio, pois com as cotações elevadas o retorno das ações de Valor torna-se menos interessante, e será preciso incluir na estratégia ações que possam avançar bastante no futuro, os papéis de Crescimento.

Para isso, você pode contar com o time da Levante Ideias de Investimentos para te ajudar a investir melhor.

Obrigado pela leitura.

Boa semana!

Equipe Levante.

Leia a última coluna do Domingo de Valor para ficar por dentro da Bolsa: Aquisições hostis na B3: os casos Marfrig e BRF.

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A cada dia que passa, novos investidores se aventuram pelo universo dos investimentos em renda variável. Particularmente, gostaria que este número fosse maior. Porém, por ora, sigo comemorando cada novo CPF registrado para investir em ações.

Para que você veja como são poucos brasileiros: até o final de julho deste ano, alcançamos o número de 715 mil cadastrados, de acordo com a BM&FBOVESPA. Isso representa menos que 0,5% do total de brasileiros!

Com a expectativa de que este número aumente exponencialmente (quem sabe), buscamos levar mais informações sobre as oportunidades disponíveis atualmente para que você seja o próximo investidor da Bolsa.

O que é o Ibovespa?

O tão falado Ibovespa, também conhecido como Índice Bovespa, é o principal índice de ações da Bolsa brasileira.

O índice é como um termômetro do mercado acionário em terras tupiniquins. Para a sua construção, mede o desempenho médio de uma carteira teórica com as principais e mais negociadas ações. Para tanto, utiliza um sistema de pontos baseados em reais.

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As cotações das ações negociadas são calculadas durante o pregão, que é o horário de negócios e depois são pontuadas no Ibovespa, e a pontuação do dia pode ser positiva ou negativa.

Por isso, a cada dia, você ouve nos principais jornais qual foi o desempenho do Ibovespa no dia.

Fonte: B3

O gráfico acima ilustra as variações do índice desde 1994 até junho deste ano. O que fica claro (e assusta muita gente) é que as quedas acontecem, mas não podemos ignorar o movimento de escalada crescente do gráfico.

Após três anos seguidos de queda, o Ibovespa acumulou valorização de 38,93% em 2016.

Em 2017, não foi diferente. A valorização do Ibovespa obteve o melhor desempenho em relação a todos os demais investimentos, chegando a 26,86% de aumento.

Já imaginou ter este rendimento apenas acompanhando o índice? Pois é, isso também é possível.

Razão e sensibilidade na hora de investir em ação

Olhando para os números, não há argumentos. A razão fala mais alto ao demonstrar um potencial maior de rendimento.

Para efeitos comparativos, a poupança teve ganho real (descontando a inflação) de 3,88% em 2017 e de 1,9% em 2016.

Mas é claro que não podemos negligenciar a sensibilidade. Os motivos são vários: cada notícia, tuíte do Trump, pesquisa eleitoral ou possibilidade de chuva em São Paulo é motivo para oscilações do índice.

Para ficar claro, nem tudo tem um porquê racional, então não acreditamos que esse vaivém seja justificável – a maioria das vezes é apenas um stress passageiro. Mas que irá balançar, ah isso é certo.

Para investir na Bolsa, é preciso estar preparado para as turbulências pelo meio do caminho. Ter estômago. Já que o mercado pode ser um tanto quanto sensível.

Driblando o medo

A meu ver, a maneira ideal para driblar as oscilações e perda de cabelo agora é mirar em prazos mais longos. Se você investir tendo em vista garantir a sua aposentadoria, a faculdade de seus filhos ou um sonho que tenha um prazo maior, o retorno virá.

Muitos investidores são afugentados pelas oscilações do mês, do dia ou em períodos que são conhecidos por balançarem mais, como acontece em época pré-eleitoral.

Olhar a cotação da ação comprada todo dia não faz bem a ninguém. E mais do que isso, deve ser evitado. Portanto, te convido a aproveitar o momento único que estamos para comprar a sua primeira ação para surfar a onda dos bons rendimentos no médio e longo prazo.

Caso você tenha interesse em dar os primeiros passos na Bolsa, confira a nossa série Investidor Inteligente e receba todo o acompanhamento necessário para realizar a sua primeira compra. E lembra que eu comentei que é possível ganhar um valor bem próximo ao índice? Então, nos relatórios e vídeos da série eu explico o passo a passo para você ganhar mais.

 

Gostou do artigo sobre como investir em ações? Aproveite para compartilhar nas suas redes sociais, afinal, sempre existirá quem queira investir no mercado de renda variável.

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Scuttlebutt: os rumores por trás dos investimentos https://levanteideias.com.br/artigos/acoes-comuns-lucros-extraordinarios https://levanteideias.com.br/artigos/acoes-comuns-lucros-extraordinarios#respond Mon, 27 Aug 2018 12:00:33 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=3335 Na coluna de hoje irei falar sobre o método scuttlebutt, que foi desenvolvido por Phillip Fisher no clássico livro sobre investimento em valor: “Ações Comuns, Lucros...

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Na coluna de hoje irei falar sobre o método scuttlebutt, que foi desenvolvido por Phillip Fisher no clássico livro sobre investimento em valor: “Ações Comuns, Lucros Extraordinários”, escrito em 1958.

O livro inspirou o sábio de Omaha, Warren Buffet, e ainda é bastante utilizado pelos gestores de fundos de investimentos em ações. Segundo o próprio Warren Buffet: “Eu sou 85% (Benjamin) Graham e 15% (Philip) Fisher”. Ambos são os pais da filosofia do Value Investing.

A abordagem de Fisher é qualitativa e o seu princípio básico é investir em companhias de destaque, com crescimento de vendas e lucros acima da média da indústria nos próximos anos.

Origem do termo scuttlebutt

O termo scuttlebutt é geralmente relacionado a rumores ou fofocas e a origem do termo tem a ver com navegação.

A água potável para consumo nos navios à vela ficava numa espécie de barril afundado com um buraco para retirar a água. Enquanto a tripulação de marinheiros se reunia para beber água, eram trocados boatos, fofocas, gírias e rumores. 

O livro de Fisher pode ser resumido num roteiro de 15 perguntas para saber se vale a pena investir em determinadas empresas.

As 15 perguntas de Fisher sobre as empresas são:

  1. A empresa possui produtos ou serviços com potencial de mercado suficiente para sustentar um aumento considerável nas vendas nos próximos anos?
  2. A administração tem a determinação de continuar a desenvolver produtos ou processos que aumentarão ainda mais o potencial de vendas totais mesmo quando o potencial de crescimento de linha atual de produtos atraentes tiver sido amplamente explorado?
  3. Quais são os efetivos esforços da empresa em pesquisa e desenvolvimento em relação ao seu porte?
  4. A organização de vendas da companhia é acima da média?
  5. A margem de lucro da empresa é considerável?
  6. O que a empresa faz para manter ou melhorar as suas margens de lucro?
  7. A empresa possui boas relações trabalhistas com o seu quadro de pessoal?
  8. A companhia conta com boas relações com seus executivos?
  9. A empresa conta com certa “profundidade” em relação à sua gestão?
  10. Quão boa é a autoanálise de custos da empresa e o seu controle contábil?
  11. Existem outros aspectos do negócio da empresa peculiares à indústria envolvida que possam dar ao investidor dicas importantes sobre como o grau de competitividade da empresa?
  12. A empresa possui uma estratégia de curto e longo prazo em relação aos seus resultados?
  13. Será que num futuro previsível o crescimento da empresa exigirá um certo nível de investimento que demandará aumento de capital a ponto de diminuir a distribuição de dividendos no futuro?
  14. A empresa fala abertamente com os investidores sobre os seus negócios quando as coisas vão bem, mas se fecha em situações conturbadas e diante de decepções?
  15. A empresa conta com uma diretoria de integridade inquestionável?

Due Dilligence

Esse checklist de perguntas qualitativas busca empresas com as seguintes características: orientação para crescimento e visão de longo prazo, altas margens de lucro e retorno sobre o capital, liderança consolidada de mercado e com investimentos consistentes em pesquisa e desenvolvimento.

Esse checklist é um processo de investigação (due dilligence) muito utilizado pelos gestores de fundos de ações para estudar sobre as empresas investidas, com busca por diversas informações relevantes sobre os negócios das empresas, procurando respostas com públicos variados (executivos, funcionários, fornecedores, clientes e até mesmo concorrentes).

Exemplo prático: as ações Apple

As respostas do checklist para a Apple são bastante positivas. Estamos falando de uma empresa muito orientada para crescimento, com excelente organização de vendas, forte investimento em Pesquisa e Desenvolvimento e produtos bastante inovadores.

Steve Jobs, fundador da Apple, é o grande mentor da poderosa marca e responsável pelo desenvolvimento de novos produtos.

Criação de novos produtos

A empresa foi muito bem-sucedida na criação de novos produtos, que foram grandes sucessos de vendas: começou com o Ipod (música no bolso) e chegou até o indispensável iPhone. Mais recentemente, vimos o desenvolvimento de aplicativos na loja da Apple, com receita de serviços (ex: Apple Music).

Futuro da Apple: receita com serviços de streaming e aplicativos

A base instalada do sistema operacional iOS chegou a 1,3 bilhão de aparelhos para os quais a empresa pode vender seus serviços através da App Store. A Apple fica com uma parte da receita dos aplicativos de terceiros (Netflix e Spotify), que cresceram de 170 para 270 milhões de usuários.

Apple: valor de mercado de um trilhão de dólares

A Apple foi a primeira empresa a atingir valor de mercado de 1 trilhão de dólares na Bolsa dos Estados Unidos. Um dos principais acionistas da Apple é a Berkshire Hathaway, do sábio de Omaha Warren Buffet, com participação de 3% do capital total da Apple.

Phillip Fisher teria aprovado com honras a Apple no seu questionário de perguntas descrito acima.

 

Minha missão é te ajudar a entender mais sobre Value Investing e análise fundamentalista de empresas. Por isso, continue acompanhando a minha coluna e não esqueça: se você ficou com alguma dúvida, é só mandar um e-mail para o endereço [email protected].

Conte comigo e até breve!

Um grande abraço,

Eduardo Guimarães

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