CDI – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Tue, 25 May 2021 19:19:09 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png CDI – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Cavalo de pau do Banco Central na taxa de juros (Selic) https://levanteideias.com.br/artigos/domingo-de-valor/cavalo-de-pau-do-banco-central-na-taxa-de-juros-selic-domingo-de-valor https://levanteideias.com.br/artigos/domingo-de-valor/cavalo-de-pau-do-banco-central-na-taxa-de-juros-selic-domingo-de-valor#respond Sun, 21 Mar 2021 15:00:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=22663 Na coluna de hoje, irei falar sobre a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) que elevou a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual na reunião encerrada na quarta-feira (17). A elevação foi acima do consenso, que previa uma alta de 0,50 ponto percentual. Dessa forma, agora a taxa Selic está em 2,75… Read More »Cavalo de pau do Banco Central na taxa de juros (Selic)

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Na coluna de hoje, irei falar sobre a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) que elevou a taxa básica de juros em 0,75 ponto percentual na reunião encerrada na quarta-feira (17). A elevação foi acima do consenso, que previa uma alta de 0,50 ponto percentual. Dessa forma, agora a taxa Selic está em 2,75 por cento ao ano.

Quais são os impactos para os seus investimentos? Quais são as empresas e setores mais beneficiados/prejudicados na bolsa de valores? Qual a leitura do cenário macroeconômico daqui para frente?

Cavalo de pau

Na minha opinião, a decisão foi praticamente um “cavalo de pau” do Banco Central (BC). Ele manteve a taxa de juros inalterada em janeiro com inflação controlada e depois bruscamente aumentou aos juros numa tentativa de controlar a inflação de2021, medida pelo IPCA, que está quase acima da meta (alta de 5,2 por cento nos últimos 12 meses).

A minha leitura é que o Banco Central errou ao deixar a taxa básica de juros tão baixa por muito tempo, o que acabou incentivando a desvalorização da moeda (real) e a alta da inflação devido ao juro real negativo (taxa de Selic de 2 por cento menos inflação de 4 por cento, juro negativo real de 2 por cento).

O antigo trader do Banco Santander, Roberto Campos Neto, presidente do Banco Central, reconheceu o erro e acabou com a taxa Selic baixa demais.

A pergunta de um milhão de reais é: qual a intenção do Banco Central com o aumento da taxa de juros? Apenas controlar e ancorar as expectativas futuras de inflação ou o objetivo era conter a alta do dólar?

Comunicado do Copom

No Comunicado divulgado após a reunião, o Copom deixou claro que vai promover outra elevação de 0,75 ponto percentual em maio.

Em apenas 56 dias o BC passou de uma posição “dovish” (mais tolerante com a inflação) para “hawkish” (mais ortodoxa em termos monetários).

Alta da inflação

Em 12 meses a inflação está em 5,20 por cento, rondando o teto da meta, que é de 5,25 por cento (3,75 por cento mais 1,5 ponto percentual de tolerância, para mais ou para menos).

A edição mais recente do Boletim Focus mostrou uma forte aceleração nas projeções para a inflação. O IPCA previsto para 2021 subiu para 4,60 por cento ante 3,98 por cento da estimativa anterior, e acima dos 3,62 por cento esperados há quatro semanas.

Taxa de juros futura

A taxa de juros (Selic) projetada para dez/21 avançou para 4,50 por cento, ante os 4 por cento da semana anterior, com taxa Selic de 5,5 por cento ao final de 2022.

Antes da decisão do Copom, as taxas futuras de juros (DI) apontavam para 4,26 por cento com vencimento em jan/21 e para 6 por cento para vencimento em jan/22. Portanto, o aumento de 0,75 ponto percentual do BC já estava em parte refletido nas taxas de mercado.

Principais pontos do comunicado

Eu destaco os três principais pontos do comunicado do Banco Central:

  1. pressão inflacionária proveniente da recente elevação no preço de commodities internacionais em moeda local;
  2. a projeção de inflação do Copom é de 5 por cento para 2021 e 3,5 por cento para 2022;
  3. “O Copom avalia que perseverar no processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira é essencial para permitir a recuperação sustentável da economia”.

Impactos da alta da Selic nos investimentos

Na minha opinião, essa alta da taxa de juros Selic deve ter pouco impacto na carteira de investimentos das pessoas físicas.

No cenário macro: a Inflação segue pressionada, com viés de alta no dólar, mas eu sigo otimista com a renda variável. Ressalto que o maior risco é a situação das contas públicas e o ritmo da vacinação no Brasil que está bem abaixo da média mundial.

A boa notícia para os investidores pessoas físicas é que até o final de 2021 a reserva de emergência não vai mais custar tão caro, o chamado dinheiro no colchão vai ter um rendimento um pouco maior (de 4,5 a 5,0 por cento ao ano).

Indo direto ao ponto, não acredito que seja uma “volta da renda fixa”, especialmente os juros pós-fixados (CDI). A renda variável vai continuar a sua trajetória de crescimento, com aumento do número de investidores na B3 e maior alocação em renda variável (ações).

Setores mais impactados na Bolsa

Seguradoras e bancos

A alta da taxa de juros (Selic) beneficia diretamente as seguradoras, pois vai elevar o resultado financeiro proveniente dos rendimentos do caixa e das aplicações financeiras, que são majoritariamente investidos em renda fixa (CDI).

No caso dos bancos, o aumento da taxa de juros pode aumentar o “spread”, com crescimento direto na margem financeira bruta dos bancos, além do crescimento do resultado da linha de seguros.

Construção civil

O aumento da taxa básica de juros pode afetar a demanda por imóveis no médio prazo. Existe a possibilidade de um aumento no custo do financiamento imobiliário devido à esperada elevação da taxa Selic até o final de 2021 (projeção de terminar 2021 em 4,5 por cento ao ano).

Entretanto, apesar desta súbita alta dos juros, o custo do financiamento imobiliário permanece em patamares historicamente baixos, com ampla oferta de crédito imobiliário que é suportado pelo grande saldo da poupança. Além disso, acredito que a demanda por imóveis saiu mais forte da pandemia, um cenário benéfico para as companhias, estimulando a população a realizar aquisições de imóveis próprios.

Conclusão

Para terminar, reforço que é muito importante ter diversificação de ativos, o “último almoço de graça” no mundo dos investimentos.

Mesmo com a alta do dólar, atualmente por volta dos 5,50 reais, acredito que é importante ter exposição na moeda norte-americana e em ações na Bolsa dos EUA, com visão de longo prazo.

No mercado local, acredito que o “stock picking” (escolha de ações) será ainda mais importante em 2021, ou seja, mais do ficar pensando na pontuação do Ibovespa no final do ano, é preciso saber escolher os setores e empresas que terão desempenho acima do índice daqui para frente.

Abraços,

Eduardo Guimarães.

Quer aprofundar mais seus conhecimentos sobre a Bolsa de Valores? Então leia minha última coluna: Ações de Valor x Ações de Crescimento | Domingo de Valor.

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Selic, alíquota, CDI e outros termos importantes para você saber! https://levanteideias.com.br/jovem-investidor/selic-aliquota-cdi-e-outros-termos-do-mercado-financeiro-para-conhecer https://levanteideias.com.br/jovem-investidor/selic-aliquota-cdi-e-outros-termos-do-mercado-financeiro-para-conhecer#respond Wed, 25 Nov 2020 18:09:55 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=17549 O mercado financeiro vem sendo explorado, cada vez mais, pelos jovens. Conhecer as palavras-chave dos investimentos é fundamental.

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Nos últimos três anos, o número de adolescentes que entrou no mercado financeiro aumentou consideravelmente. No ano de 2019, mais de 166 mil jovens, entre 16 a 25 anos, investiram na Bolsa de Valores, uma quantidade que cresce gradualmente e ultrapassa os investidores de outras faixas etárias.

Isso ocorre porque a geração dos Millennials tem um acesso às informações muito grande. Além disso, muitos influenciadores digitais incentivam as finanças.

Outro detalhe que levamos em consideração é a necessidade de poupanças a longo prazo, decorrente das crises econômicas que o país enfrenta, além de uma Reforma da Previdência que impacta diretamente em nosso futuro. Por isso, a nova geração vem buscando formas de investimento que sirvam de garantia.

Se você é da geração Millennial e quer investir, conheça os termos básicos do mercado financeiro no dicionário do investidor e fiquei por dentro da tendência do investing.

Dicionário do investidor

A-D

Ações: são títulos que podemos adquirir e que representam uma pequena fração do capital de uma empresa. É como se comprássemos uma pequena parte dela e nos tornássemos sócios da companhia. Por isso recebemos uma parte dos “lucros” dessa empresa no mercado. Porém, se a empresa que investimos cai no mercado financeiro, nosso investimento cai e, consequentemente, perdemos dinheiro.

Ajuste Diário: como o próprio nome diz, é um ajuste financeiro feito diariamente nas contas de compradores e vendedores do Mercado Futuro para assegurar que os valores mantenham-se atuais e reflitam os preços das negociações do dia anterior.

Alavancagem: é uma ferramenta semelhante a um limite de crédito, que permite que você invista um valor maior do que possui em conta, no mercado financeiro. Esse limite de crédito foi criado para incentivar o investimento em ações mais caras e que possibilitam um retorno financeiro maior.

Alíquota: é um termo exclusivo do mercado financeiro que se aplica aos detalhes do dia a dia, como no seu Imposto de Renda ou em impostos pagos. Isso tudo, porque é um percentual/valor fixo que se aplica às quantias de dinheiro e é utilizado para calcular diversos impostos. Seus investimentos também estão sujeitos à alíquota.

Ativo: é o nome de qualquer bem negociável, seja de uma organização ou pessoal. Sendo assim, tudo o que possuímos com algum valor atribuído a ele é um ativo. Vale lembrar que existem três tipos de ativos: permanente, que são bônus e ações; fixos, que são imóveis, terrenos; e diferidos, que são aplicações em pesquisas e projetos.

B3: nome dado à Bolsa de Valores brasileira, após a fusão da Bovespa e Cetip em 2017.

Banco de Investimentos: são instituições que permitem que pessoas físicas ou jurídicas apliquem dinheiro na modalidade desejada. Esse tipo de banco trabalha exclusivamente com serviços ao mercado financeiro.

Benchmark: é uma expressão em inglês utilizada para referir-se a um ponto de referência. Quando utilizamos essa mesma expressão no mercado financeiro, seu significado permanece o mesmo, pois benchmark é um indicador usado como referência de desempenho. Ou seja, seria o padrão a seguir dentro do mercado financeiro.

Carteira de ativos: é o conjunto de aplicações que você possui, uma espécie de portfólio das ações que você pode organizar da maneira que deseja, observando o mercado e aplicando no que for melhor. Uma boa carteira de ativos é diversificada para reduzir os riscos na hora dos investimentos e assegurar um retorno lucrativo.

CDB: a sigla para Certificado de Depósito Bancário, que é um título de renda fixa emitido por bancos. Esse tipo de investimento é muito procurado por investidores de renda fixa, pois a rentabilidade é maior do que a oferecida por outros serviços, por exemplo, as contas poupança. O CDB é um investimento simples e sem complicações pois, em teoria, você está emprestando dinheiro ao banco e ele irá retornar uma taxa referente ao valor emprestado.

CDI: sigla para Certificado de Depósito Interbancário. São títulos emitidos por bancos ou outros tipos de instituições financeiras para transferir recursos de uma instituição para outra. Esses títulos possuem uma taxa que determina o rendimento anual de alguns investimentos. Todo ano, o CDI sofre mudanças. Em 2018, a taxa foi de 6,40%. Uma pessoa física não pode investir no CDI, mas pode beneficiar-se, pois muitos dos investimentos que fazemos, por exemplo o CDB, baseiam-se na taxa CDI.

CETIP: Central de Custódia e de Liquidação Financeira de Títulos é uma instituição integradora do mercado financeiro que oferece serviços de registro, central depositária, negociação e liquidação de ativos e títulos. A organização possui capital aberto e trabalha para corretoras, distribuídos e consórcios, no registro de títulos e outro serviços.

Cotação: valor de ativos negociados no mercado financeiro e utilizado como referência na realização de investimentos. Por meio da cotação podemos criar perspectivas de valorização ou desvalorização da ação. Um exemplo de cotação é a do dólar, com ela sabemos a tendência dos valores de outras moedas e bolsas ao redor do mundo.

Custódia: a custódia é o direito que um investidor possui sobre os títulos e valores depositados em seu nome. Todos que se cadastram na Bolsa de Valores recebem um código de sua conta de custódia na Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia.

Day Trade: é um dia de vendas no pregão, ou seja, o termo é usado para operações de vendas e compras de ativos de curto prazo, que começam e terminam no mesmo dia. O Day Trade ocorre em todas as Bolsas de Valores, sendo um termo muito comum e popular no mercado financeiro. 

Deflação: o termo indica uma inflação negativa no mercado. Isso quer dizer que os valores caíram drasticamente devido a uma oferta excessiva de produtos ou pela diminuição de demanda pelos consumidores.

E-H

Emolumentos: o emolumento é uma taxa cobrada pelas bolsas pelas operações de compra e venda de ativos, pois esse tipo de transação é cara para fazer. Essa taxa foi a maneira que o mercado encontrou de pagar parte dos gastos com as transações.

ETF: o ETF, ou Exchange-traded funds, são os fundos de índices de negociados como ações. Para que isso fique mais claro, esses fundos são papéis vendidos na bolsa de valores, que representam os papéis de uma empresa. Quando adquirimos um determinado número de papéis, estamos adquirindo todas as ações da carteira usada como referência para as compras.

FGC: também conhecido por Fundo Garantidor de Créditos, é a instituição responsável por alguns títulos como CDB, LCI e LCA. Ela assegura que o investidor irá receber o que é devido, sem o risco de perder o capital investido ou sofrer com outras consequências, como a falência de um banco. O FGC é uma associação civil, sem fins lucrativos, que promete proteger o crédito privado sem interferências públicas.

Fundo de Investimentos: muitas vezes não sabemos ao certo no que investir ou o quanto investir. Por isso foram criados os Fundos de Investimento. Uma modalidade coletiva de aplicações geridas por um especialista e aplicadas em diferentes investimentos, seguindo a proposta do Fundo.

Hedge: é um mecanismo criado para assegurar os investidores em operações financeiras que possuem grandes variações de preço, ou seja, que super valorizam ou desvalorizam abruptamente, colocando o investidor em uma posição delicada.

Home Broker: com o advento da Internet, compras e vendas tornaram-se on-line e com a Bolsa de Valores não poderia ser diferente. O Home Broker é uma plataforma digital que permite a compra e venda de ações da Bolsa de Valores on-line. Você pode acessar por meio de computadores, tablets ou smartphones.

I-L (H3)

IGPM: Índice Geral de Preços do Mercado é um indicador criado para mediar a variação de preços no mercado, garantindo que o valor que aplicamos ao produto seja compatível com o do mercado atual. O IGPM é muito utilizado no reajuste de aluguéis, por exemplo.

IOF: Imposto Sobre Operações Financeiras, como o próprio nome já diz. IOF é um imposto federal pago em qualquer operação financeira. É cobrado desde câmbio até a operação de títulos e seu valor muda de acordo com a operação, ou seja, o valor desse imposto na venda ou compra de moedas não é o mesmo que na venda e compra de ações.

Juros: o juros estão presentes em diversas transações do nosso dia a dia, por exemplo, nas do cartão de crédito. No mercado financeiro ele é a remuneração cobrada em percentual a quem realiza um empréstimo ou paga a quem investe.

Lastro: o lastro é a garantia de que o dinheiro empregado no investimento não será perdido. Essa é uma exigência do sistema financeiro para garantir a integridade dos investidores. Sendo assim, a instituição financeira deve possuir o mesmo valor ou metade dele aplicado em seu caixa, para que, a qualquer risco, o dinheiro investido não se perca.

Letra de Câmbio: são os títulos de renda fixa emitidos por instituições financeiras.

Letras de Crédito: títulos de renda fixa emitidos por instituições financeiras para serem usados em atividades imobiliárias. Devido ao seu uso específico, esses títulos possuem isenção de Imposto de Renda e de IOF.

Liquidez: a liquidez é a facilidade na qual um ativo é convertido em dinheiro sem perdas significativas em seu valor, ou seja, na facilidade de vender um bem sem a necessidade de diminuir ou alterar seu valor. Essa mesma facilidade aplica-se no resgate desse ativo.

M-P

Manejo de Risco: é controlar os riscos de um investimento utilizando ferramentas de análise e estratégias. Manejar o risco de um investimento é essencial, pois assim asseguramos que o dinheiro será bem aplicado e não será perdido.

Marcação a mercado: é a atualização dos preços para os valores referentes ao mercado atual.

Mercado de ações: o chamado mercado de ações é onde negociamos as diversas frações de patrimônio das empresas. Elas são vendidas como ações, aqueles que as compram tornam-se “sócios”, obtendo lucro com o crescimento da empresa no mercado.

Mercado futuro: o nome por si é sugestivo. O mercado do futuro é um ambiente dentro das Bolsas de Valores próprio para negociação de compra e vendas de ativos futuros, ou seja, você garante aquele bem ou sua venda antecipadamente.

Mercado Primário/Secundário: o mercado da venda e compra de ativos é dividido em duas partes: primário e secundário. No mercado primário, os ativos são negociados pela primeira vez, assim que são emitidos. Assim que empresas abrem capital e passam a vender ações, os investidores podem adquirir no ambiente primário das vendas. O mercado secundário trabalha com ativos que já passaram do mercado primário, um exemplo são as negociações entre investidores. 

Opção: a opção é um investimento que permite que o seu titular compre ou venda seus ativos em uma data futura e por um preço pré-determinado.

Ordem: é o nome que se dá à decisão de um investidor por um determinado investimento. O investidor dá a ordem na plataforma para comprar ou vender um ativo.

Perfil de investidor: também conhecido por suitability, o perfil de investidor é uma análise que identifica suas preferências e expectativas em relação ao mercado financeiro. Essa análise é feita a partir de seus interesses no mercado e de investimentos já realizados.

Pregão: é o nome dado ao momento em que o mercado da Bolsa de Valores está aberto, ou seja, uma grande sale de ações. 

Passivo: para o mundo das finanças, é tudo aquilo que representa um gasto para você. Sendo assim, os ativos são os bens que geram lucro e o passivo é o que te faz perder dinheiro. Existem três tipos de passivos: circulante (contas e impostos a pagar); a longo prazo (hipotecas e letras de câmbio); resultados de exercícios futuros (dinheiro que pode ser recebido adiantado). 

Q-T

Rentabilidade: é um dos termos mais importantes para o investidor, pois é o retorno financeiro obtido após o investimento. A rentabilidade de um investimento pode ser pré-fixada ou pós-fixada, além de variar de acordo com o mercado. Esse retorno é percentual.

Renda Fixa: no mercado financeiro falamos muito a respeito da renda fixa e como ela influencia no seu investimento pois, de acordo com sua renda, seu investimento é definido. A renda fixa é uma modalidade de investimento mais segura e estável, recomendada para iniciantes. Com ela é possível realizar CDB, LCIs, LCAs, entre outros investimentos.

Renda Variável: é uma modalidade de investimento que, como o próprio nome já indica, é mais volátil e mais arriscada para o investidor. Nesse tipo de renda, o investimento é alto e, se der certo, o lucro obtido é alto. Porém, a perda é grande caso o investimento caia. Por isso, a renda variável é indicada para aqueles que investem há mais tempo e conhecem melhor o mercado: não é fácil prever a rentabilidade futura.

Risco: Risco para investidores nada mais é do que a chance de um investimento falhar, ou seja, do investimento não ser rentável. Antes de investir, é necessário avaliar com calma e perspicácia os riscos de uma ação.

Spread: o spread é a diferença entre o preço da compra e o preço da venda de ativos, títulos ou ações.

Selic: Sistema Especial de Liquidação e Custódia, é um programa virtual no qual os títulos do Tesouro Nacional são comprados e vendidos diariamente por instituições financeiras. Desta compra e venda de títulos surge a Taxa Selic, que influencia todas as outras taxas brasileiras.

Taxa de Administração: é um valor cobrado por fundos de investimento para cobrir os custos da gestão dos investimentos. Ela assemelha-se muito às taxas de manutenção de contas (tarifa cobrada pelos bancos para ajudar com os gastos de transações) ou taxas que pagamos aos clubes, por exemplo.

Tesouro Direto: programa criado pela Bolsa de Valores Brasileira e pelo Tesouro Nacional para a negociação de títulos públicos por pessoas físicas na Internet.

Títulos Públicos: títulos públicos ou títulos de dívida pública são títulos de renda fixa emitidos pelo Governo Federal e disponibilizado para pessoas físicas por meio do Tesouro Direto.

Trader: assim são chamados aqueles que se dedicam às transações na  Bolsa de Valores. 

U-Z (H3)

Volatidade: a volatidade é baseada nas médias de risco que indica a variação dos preços.

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O fim da cultura do CDI 2.0 https://levanteideias.com.br/artigos/domingo-de-valor/o-fim-da-cultura-do-cdi-2-0 https://levanteideias.com.br/artigos/domingo-de-valor/o-fim-da-cultura-do-cdi-2-0#respond Mon, 05 Aug 2019 17:00:13 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=7394 Na última quarta-feira (31/jul), o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa de juros do Brasil em 50 pontos base. Assim, a a taxa Selic atingiu o mais baixo nível da história do Brasil: 6,0% ao ano. Essa mesma taxa (Selic) ficou em 14,25% de julho de 2015 até agosto de 2016. Em três… Read More »O fim da cultura do CDI 2.0

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Na última quarta-feira (31/jul), o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa de juros do Brasil em 50 pontos base. Assim, a a taxa Selic atingiu o mais baixo nível da história do Brasil: 6,0% ao ano.

Essa mesma taxa (Selic) ficou em 14,25% de julho de 2015 até agosto de 2016. Em três anos, a tesoura do Banco Central cortou os juros brasileiros em impressionantes 825 pontos base.

A taxa de juros caiu de 1,12% ao mês para 0,49% ao mês em julho de 2019. Tal mudança definitivamente confirmou a morte da cultura do CDI. Eu escrevi sobre o assunto nesta coluna aqui.

Projeção Relatório Focus

Segundo a previsão do relatório Focus do Banco Central, a taxa Selic deverá cair ainda mais e vai atingir 5,5% no final de 2019, se mantendo neste patamar até final de 2020.

Alguns economistas do mercado têm projeções de taxa de juros em patamares ainda mais baixos no final de 2019: Banco Itaú com Selic de 5,0% e Bank of America/Merril Lynch com 4,75%.

Estão programadas apenas mais três reuniões do Copom em 2019, que decidirão por mais cortes (ou não) na taxa de juros Selic. A tesoura “vai cantar”, meus caros.

O fim da cultura do CDI

Esse novo corte na taxa de juros Selic para 6% ao ano jogou uma pá de “call” (me desculpem o inevitável trocadilho) na cova do velho CDI como alternativa de investimento.

A vida do rentista que já não estava das melhores, agora ficou ainda mais difícil. Não tem mais a moleza do “bom, bonito e barato” nas aplicações financeiras, ou seja, o dinheiro investido em juros pós-fixados (CDI) não tem mais liquidez imediata, baixo risco e alto rendimento.

Fim do “overnight”

A economia brasileira sempre foi muito indexada e atrelada à taxa de juros (CDI) desde a época do “overnight” nos tempos da hiperinflação.

Assim, o rendimento das aplicações financeiras sempre foi analisado em relação ao benchmark (base de comparação), que sempre foi o CDI.

Portanto, o investidor brasileiro nunca pensou no retorno do seu portfólio de investimentos em termos absolutos ou em termos reais (descontada a inflação). As aplicações financeiras tradicionais de renda fixa (CDBs de bancos, fundos de investimentos e títulos públicos) sempre tiveram o seu desempenho medido em relação ao CDI (% do CDI). O ideal, inclusive, é que parássemos de falar em percentual do CDI. Nos Estados Unidos não se fala em percentual do Fed funds e nem em qualquer outro país desenvolvido.

O brasileiro ficou acostumado com “número mágico” de 1% ao mês de rendimento da renda fixa (aluguel). Afinal, a taxa de juros era alta, o que significava rendimento alto, com baixo risco e liquidez imediata. Como diria a música do Roberto Carlos: “Daqui pra frente tudo vai ser diferente”.

Curva de juros futura

A taxa de juros futura longa DI Jan 2025 saiu do patamar de 9% ao ano no começo de 2019. Atualmente, está em 6,9% ao ano, redução de quase 200 pontos base. Isso indica claramente a queda adicional na taxa de juros no futuro.

Na ponta do lápis

Agora, caro leitor, irei demonstrar com exemplos numéricos o impacto de uma menor taxa de juros no seu bolso:

R$ 100 mil aplicados num CDB de um grande banco (com taxa equivalente a 100% do CDI) teria rendimento bruto (sem imposto de renda) de R$ 14.250 durante o ano todo de 2016 (considerando o CDI de 14,25% vigente na época).

Com a atual taxa Selic a 6,0% ao ano, o mesmo rendimento bruto seria reduzido para R$ 6.000, 58% a menos do que o rendimento de 2016.

Quer ganhar mais? Então corra mais risco

Com o fim da cultura do CDI, para se chegar ao mesmo rendimento de 2016, será necessário correr mais risco.

Neste cenário, será fundamental aprender como investir em ações. Chegou a hora do brasileiro aumentar o risco nos seus investimentos. Eu também já escrevi um artigo sobre o assunto aqui.

Investimento em ações está apenas começando

Os fundos de ações já captaram R$ 23,5 bilhões nos seis primeiros meses de 2019. Em junho, tinham patrimônio total de R$ 367,5 bilhões. Somente como base de comparação: a caderneta de poupança tinha saldo de R$ 792,9 bilhões no mesmo período. Isso significa quase o dobro do montante investido nos fundos de ações!

Os fundos dedicados exclusivamente a ações ainda representam apenas 7,3% do total dos recursos aplicado na indústria de fundos de investimento (R$ 5,921 trilhões), segundo dados da Anbima. Acredito que os fundos de ações podem retomar o patamar de 12% do total de fundos alcançado em 2009.

O aumento da alocação em renda variável (ações) será impulsionado pelo baixo e sustentável nível da taxa de juros, retomada do crescimento econômico, realização das tão necessárias reformas (não apenas da previdência, mas também a tributária) e a reconquista do grau de investimento.

Antes tarde do que nunca

O momento macroeconômico e político nunca foi tão favorável para o corte sustentável da taxa de juros no Brasil. O tripé macroeconômico (inflação sob controle, retomada do crescimento do PIB esperado de 2,1% em 2020 e conta públicas em ordem, com redução do déficit) junto com a aprovação da reforma da Previdência pavimentaram o caminho para o Brasil reconquiste o grau de investimento no segundo semestre de 2020.

A cultura do CDI morreu, o país não. Pelo contrário, o Brasil está no caminho certo para retomar o crescimento econômico. Portanto, ainda há muitas oportunidades em renda variável.

Novo projeto 

Talvez você já tenha visto a novidade nas redes sociais. Mas faço questão de contar tudo para você também aqui…

Nesta semana, vou abrir um novo projeto de investimento. Algo inédito e exclusivo. Além disso: voltado para você tirar proveito desse momento extraordinário no mercado. 

Para dar o pontapé inicial, gravei um vídeo que, apesar de breve, considero de extrema relevância para você. É apenas o primeiro passo para o Seu Levante Financeiro… 

Uma minissérie 100% gratuita, que vai mostrar em três episódios como é possível ganhar em apenas seis meses o equivalente a seis anos no mercado.

Para acessar, clique aqui.

Bons lucros.

Um grande abraço,
Eduardo Guimarães

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CDI x Ibovespa: Qual é o Melhor Retorno? https://levanteideias.com.br/artigos/domingo-de-valor/cdi-x-ibovespa-qual-e-o-melhor-retorno https://levanteideias.com.br/artigos/domingo-de-valor/cdi-x-ibovespa-qual-e-o-melhor-retorno#respond Tue, 12 Feb 2019 16:00:28 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=5041 Durante a semana voltaram as discussões no Twitter sobre qual é o melhor retorno dos investimentos: renda fixa ou bolsa de valores? Taxa de juros (CDI) ou renda variável (ações)? Do lado das ações o gestor do fundo Alaska, Henrique Bredda e, do lado do CDI, Samy Dana, professor da FGV. Foram apresentados dados do… Read More »CDI x Ibovespa: Qual é o Melhor Retorno?

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Durante a semana voltaram as discussões no Twitter sobre qual é o melhor retorno dos investimentos: renda fixa ou bolsa de valores? Taxa de juros (CDI) ou renda variável (ações)? Do lado das ações o gestor do fundo Alaska, Henrique Bredda e, do lado do CDI, Samy Dana, professor da FGV. Foram apresentados dados do passado em períodos diferentes.

De que lado eu estou?

Um grande amigo meu, Zé Márcio, perguntou para mim qual era a minha posição sobre essa discussão. Minha resposta: essa discussão não faz o menor sentido. Na minha opinião todo portfólio de investimentos deveria deve ter as duas classes de ativos. A participação de cada ativo na carteira de investimentos depende do perfil de cada investidor.

Final de semana na praia ou na montanha?

Escolher entre renda fixa (CDI) e renda variável (ações) tem a mesma utilidade do que escolher qual o destino preferido no final de semana: praia ou montanha, ou escolher a bebida preferida: fermentada (vinho ou cerveja) ou destilada (uísque, gin). Conclusão: uma coisa não exclui a outra, portanto, escolha as duas alternativas.

Quer saber mais? Dou mais detalhes e segredos do sucesso nos investimentos no artigo que publiquei na Investing.

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