alta do petróleo – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Thu, 24 Mar 2022 18:53:27 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png alta do petróleo – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Inflação ainda no foco das incertezas | Denise Campos de Toledo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/inflacao-ainda-no-foco-das-incertezas https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/inflacao-ainda-no-foco-das-incertezas#respond Fri, 25 Mar 2022 11:00:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36941 Governo e Banco Central continuam agindo pra tentar estabelecer perspectivas melhores em relação à inflação. Até por preocupações quanto aos reflexos sobre a popularidade em ano de eleições, o governo prossegue com a estratégia de cortar tributos em várias frentes, desde os combustíveis, agora com zeragem da taxação do etanol importado, que também entra na… Read More »Inflação ainda no foco das incertezas | Denise Campos de Toledo

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Governo e Banco Central continuam agindo pra tentar estabelecer perspectivas melhores em relação à inflação. Até por preocupações quanto aos reflexos sobre a popularidade em ano de eleições, o governo prossegue com a estratégia de cortar tributos em várias frentes, desde os combustíveis, agora com zeragem da taxação do etanol importado, que também entra na composição da gasolina, de impostos sobre seis produtos da cesta básica, como café e margarina, até uma nova rodada de corte d taxação sobre importações de eletrônicos, máquinas e equipamentos.

 Em princípio, menos impostos devem acarretar cortes de preços, colaborando para menos pressões inflacionárias. Já temos visto até promoções de carros a partir da diminuição do IPI sobre bens industrializados. Mas, no geral, a acomodação dos preços depende muito mais da evolução dos custos de insumos, que subiram pelo desequilíbrio entre oferta e demanda global. Primeiro pela pandemia, depois pela guerra entre Ucrânia e Rússia, e agora, também por novos casos de Covid, levando a fechamentos de fábricas. Esse desequilíbrio da cadeia global, que inclui alimentos, e o petróleo, tem gerado inflação em todo o mundo, reduzindo o potencial do impacto das mexidas nos tributos. Por isso fica a impressão que, com algumas dessas iniciativas, o governo vai apenas enxugar gelo, sem maiores efeitos.

Por outro lado, até por não se saber ao certo qual será a evolução da oferta e dos preços de produtos estratégicos e o repasses dos aumentos de custos internamente, fica a dúvida quanto à eficácia do aperto monetário e até onde esse aperto pode chegar.

 Embora muitos tenham visto um tom mais duro na ata do Copom, na verdade, o recado veio em duas direções. Se o petróleo ceder e as projeções de inflação ficarem mais favoráveis, o atual ciclo de elevação dos juros pode até parar com a Selic nos 12,75%, o que deve ocorrer na reunião de maio, e já num patamar contracionista. Mas se as pressões mais fortes persistirem ameaçando a meta também do próximo ano, os ajustes vão continuar e a taxa básica pode chegar nos 13,25 ou até mais. 

O que parece certo, nas sinalizações do BC, é que não quer o risco de um novo estouro da meta inflacionária, pelo terceiro ano consecutivo. E nessa avaliação prospectiva de cenário pesa até o que tem sido citado como arcabouço fiscal, ou seja, a evolução das finanças públicas. E, nesse aspecto, a enxurrada de medidas lançadas pelo governo não colabora muito. Os cortes de tributos afetam a receita, num momento em que já há necessidade de recorrer ao contingenciamento de despesas pra garantir o teto de gastos. Isso em meio às pressões políticas por mais despesas. 

Como citei de início, há uma preocupação política muito grande com a questão da popularidade, e as condições atuais da economia não têm jogado muito a favor. Tem inflação e juros em alta corroendo a renda, desemprego ainda elevado, com queda do rendimento médio e da massa salarial, aumento da pobreza. Tudo isso pesa muito na percepção da gestão da economia, mesmo que vários fatores desfavoráveis sejam inevitáveis. 

Mas é fato também que a forma como são gerenciados pode influenciar essa percepção. Nesse sentido não basta tentar produzir efeitos de curto prazo e limitados. A responsabilidade também pode passar um recado importante, se estabelecer perspectivas melhores para a economia em prazo maior.

Nesse ambiente ainda bem incerto o mercado continua favorecido pelo fluxo externo de recurso, atraído pelos juros cada vez mais altos, com o dólar chegando a testar pisos abaixo dos R$ 5,00. oi A Bolsa com uma evolução desigual no comportamento das ações, na avaliação por empresas e setores, no geral, tem alcançado momentos de boa performance, por reflexo de alguns fatores que preocupam em outro sentido, como da inflação. A alta das commodities, de produtos básicos, como alimentos, minério e petróleo tem aumentado o potencial de ganhos das ações ligadas a esses ramos. E o Brasil ainda tem se beneficiado com a alta liquidez global num cenário de juros ainda bem baixos, mesmo com os ajustes promovidos pelos bancos centrais, inclusive dos EUA.

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Alta dos combustíveis https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/alta-dos-combustiveis-2 https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/alta-dos-combustiveis-2#respond Fri, 21 Jan 2022 14:11:35 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=35948 Com novas altas nos preços do barril de petróleo nas praças internacionais, o governo definiu como prioridade total a entrega de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que permitirá a redução do valor dos combustíveis e da energia elétrica temporariamente. O projeto, que vem sendo elaborado conjuntamente pelo ministério da Economia e da Casa… Read More »Alta dos combustíveis

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Com novas altas nos preços do barril de petróleo nas praças internacionais, o governo definiu como prioridade total a entrega de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que permitirá a redução do valor dos combustíveis e da energia elétrica temporariamente.

O projeto, que vem sendo elaborado conjuntamente pelo ministério da Economia e da Casa Civil, prevê ao menos dois mecanismos de contenção de preços: o primeiro deles diz respeito a uma autorização para que o governo – em momentos de crise e em caráter temporário, dessa forma evitando que seja necessária a apresentação de uma compensação – possa reduzir ou zerar os impostos federais sobre a gasolina, o diesel e a energia elétrica; já o segundo visa a criação de um fundo para mitigar as oscilações de preços sobre os combustíveis.

O governo corre para finalizar o texto da PEC ainda em janeiro e encaminhar para a sua base aliada no Congresso – a fim de blindar o Executivo de quaisquer possíveis ilegalidades ou contravenções sob o prisma da lei eleitoral. Da mesma forma, o debate já vem sendo estendido a deputados e senadores e o Planalto confia que o possível novo líder do governo no Senado, o senador Alexandre Silveira (PSD-MG, suplente de Antonio Anastasia), possa conduzir as negociações políticas com um novo fôlego.

Ao mesmo tempo, a equipe econômica trabalha para minimizar os efeitos negativos destas renúncias tributárias. Em 2021, até novembro, o governo havia arrecadado cerca de R$ 50 bilhões em impostos sobre os combustíveis e a estimativa dos técnicos da pasta é que esse número ficará em torno dos R$ 60 bilhões, caso a PEC avance e seja promulgada.

Com o aumento estrutural da arrecadação, porém, o ministério da Economia entende que há margem para que a medida seja implementada sem colocar em risco as contas públicas e tampouco a meta fiscal para 2022 (déficit de R$ 170,5 bilhões) – ainda mais se o Planalto vetar os reajustes salariais de servidores públicos, ação defendida hoje pelo ministro Paulo Guedes.

E Eu Com Isso?

A inflação de combustíveis e na conta de luz foi uma das maiores para o ano de 2021 e afetou fortemente o bolso do brasileiro – em especial, as classes mais pobres. Nesse sentido, o governo visa recuperar parte de sua credibilidade, especialmente diante de um ano eleitoral, ao prometer a redução dos preços desses segmentos.

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

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Leia também: Distribuidoras seguem com entrega de combustíveis limitada.

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