vale – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Mon, 22 Dec 2025 12:22:37 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png vale – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Focus mostra volatilidade com expectativa da Selic https://levanteideias.com.br/artigos/focus-mostra-volatilidade-com-expectativa-da-selic https://levanteideias.com.br/artigos/focus-mostra-volatilidade-com-expectativa-da-selic#respond Mon, 22 Dec 2025 12:22:34 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52733 O post <strong>Focus mostra volatilidade com expectativa da Selic</strong> apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

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A penúltima edição do Relatório Focus de 2025 mostrou uma forte volatilidade nas expectativas de juros para 2026. No relatório desta segunda-feira (23) a projeção da taxa Selic para dezembro de 2026 subiu para 12,25 por cento ao ano. Na edição anterior, publicada no dia 15 de dezembro, a projeção era de 12,13 por cento. Há quatro semanas, a projeção era de 12 por cento. Mas há cinco semanas, a estimativa era de 12,25 por cento.

Se você se perdeu com esses números, eu resumo: a Selic esperada para o fim de 2026 caiu e voltou para onde estivera antes, tudo em poucas semanas, mostrando uma volatilidade inédita das expectativas para os juros neste fim de 2025.

A melhor definição de volatilidade é a ausência de consenso entre os investidores sobre o preço “correto” de um ativo (aspas necessárias). No caso da Selic, a volatilidade explica-se pela incerteza em relação à atuação do Banco Central (BC). O Comunicado e a Ata da reunião de dezembro do Comitê de Política Monetária (Copom) foram mais duras do que os investidores esperavam.

Os membros do Copom disseram estar satisfeitos com a condução da política monetária. O parágrafo 14 indicou que “a estratégia em curso, de manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado, é adequada para assegurar a convergência da inflação à meta” e que “o Comitê avalia que a condução cautelosa da política monetária tem contribuído para se observar ganhos desinflacionários”.

Apesar do tom positivo, na seção C, Discussão Sobre a Condução da Política Monetária, o Comitê desinflou o otimismo. Segundo a Ata, “os vetores inflacionários se mantêm adversos” e “o cenário prescreve uma política monetária significativamente contracionista por período bastante prolongado”.

Traduzindo: pela Ata, todos os fatores necessários para que o Banco Central comece a reduzir a Selic em janeiro estão dados. No entanto, a advertência do fim do texto é uma indicação clara que os cortes só começam a partir da segunda reunião de 2026, agendada para março. Ou, se a inflação não desacelerar, o Comitê só deverá abrandar a Selic em abril.

Como há várias incertezas no campo fiscal e a volatilidade adicional de um ano eleitoral, os investidores resolveram refazer as contas no fim do ano e esperam sinais mais claros de que o BC vai cortar os juros antes de inserir isso em seus cenários.


E Eu Com Isso?

A semana começa com uma alta nos contratos futuros dos índices americanos negociados no pré-mercado e das cotas do Exchange Traded Fund (ETF) EWZ iShares MSCI Brazil negociadas em Nova York. No entanto, a combinação de feriado, liquidez reduzida e um dado relevante de inflação nos Estados Unidos aumenta a chance de movimentos concentrados em poucos pregões. Investidores tendem a operar com cautela, ajustando posições de curto prazo.

As notícias são positivas para a Bolsa em um cenário de volatilidade pela liquidez reduzida



Vale em 2025: Minério de ferro, dividendos e terras raras sustentam a alta de 45 por cento


Em 2025, as ações da Vale (VALE3) registraram uma valorização acumulada próxima de 45 por cento ao longo do ano, refletindo uma combinação de fatores estruturais e conjunturais que reforçaram a percepção de solidez da companhia perante o mercado. Esse movimento esteve ancorado principalmente na força do minério de ferro, na elevada eficiência operacional, na disciplina financeira e, de forma complementar, no debate crescente sobre minerais estratégicos, como cobre, níquel e terras raras, cada vez mais relevantes para a transição energética global.

O principal pilar da valorização da Vale continua sendo o minério de ferro, produto central do seu portfólio e insumo essencial para a produção de aço. Mesmo diante de um cenário internacional marcado por desaceleração econômica em algumas regiões e incertezas geopolíticas, a demanda por aço mostrou-se relativamente resiliente, especialmente em países emergentes e em projetos de infraestrutura.

A Vale, como uma das maiores produtoras globais, manteve uma produção anual em torno de 330 milhões de toneladas de minério de ferro, sustentada por ativos de classe mundial, com destaque para o complexo de Carajás, no Pará. Esses ativos apresentam minério de alto teor de ferro e baixo custo de extração, o que garante maior competitividade mesmo em momentos de volatilidade nos preços internacionais.

Além do volume expressivo, a qualidade do minério produzido pela Vale tem sido um diferencial relevante. Minérios de maior teor são cada vez mais demandados pelas siderúrgicas por contribuírem para a redução de emissões de carbono e para ganhos de eficiência no processo produtivo, alinhando-se às exigências ambientais e regulatórias globais.

Outro elemento importante para o desempenho das ações em 2025 foi a disciplina financeira da companhia. A Vale manteve foco rigoroso na redução de custos, na eficiência logística e no controle de investimentos, priorizando projetos com maior retorno. Esse contexto favoreceu uma geração de caixa robusta, permitindo a manutenção de uma política atrativa de remuneração aos acionistas.

O Dividend Yield da companhia permaneceu em níveis elevados, reforçando o apelo das ações tanto para investidores institucionais quanto para pessoas físicas em busca de renda e previsibilidade.

Além do minério de ferro, a diversificação do portfólio mineral também ganhou relevância. A produção de cobre e níquel, metais essenciais para veículos elétricos, baterias, redes de transmissão e outras tecnologias ligadas à transição energética, passou a ser mais valorizada pelo mercado. Embora esses segmentos ainda representem uma parcela menor da receita total em comparação ao minério de ferro, eles fortalecem a tese de longo prazo da Vale como fornecedora estratégica de insumos críticos para uma economia de baixo carbono.


E Eu Com Isso?

Nesse contexto, ganhou destaque o debate sobre o potencial de terras raras associado a regiões minerais já consolidadas, como Salobo e Parauapebas. Essas áreas, tradicionalmente reconhecidas pela produção de cobre e minério de ferro, passaram a ser observadas também sob a ótica de possíveis ocorrências de minerais críticos associados a sistemas geológicos complexos. Embora a Vale ainda não tenha projetos comerciais de terras raras nessas localidades, a infraestrutura existente, o conhecimento geológico acumulado e a escala operacional da companhia tornam essas regiões estratégicas para estudos e eventuais iniciativas futuras.

Esse tema tem despertado interesse do mercado por representar uma oportunidade de longo prazo, alinhada à crescente demanda global por materiais essenciais à transição energética e à reconfiguração das cadeias globais de suprimentos.

É importante ressaltar que, apesar do forte desempenho em 2025, a Vale continua exposta a riscos, como a volatilidade dos preços das commodities, a dependência da economia chinesa e questões ambientais e regulatórias. Ainda assim, o mercado parece precificar que a companhia está mais preparada para enfrentar esses desafios do que em ciclos anteriores, o que ajuda a explicar a valorização consistente de suas ações ao longo do ano.


Totvs (TOTS3) aposta em integração para expandir soluções no agro

A Totvs (TOTS3) anunciou a aquisição da TBDC Desenvolvimento de Software por 80 milhões de reais, em operação realizada por sua subsidiária Totvs Soluções em Software e Serviços (TTS), reforçando uma estratégia já conhecida da companhia: crescer por meio de aquisições seletivas, com alto grau de aderência ao portfólio e foco em verticais específicas. A TBDC, fundada em 2018, é especializada em soluções para o agronegócio e atua ao longo de toda a cadeia produtiva, atendendo desde fabricantes de insumos até produtores rurais, distribuidores, cooperativas e consultorias. O contrato ainda prevê pagamento adicional condicionado ao cumprimento de metas, alinhando incentivos e reduzindo riscos de execução.

Do ponto de vista do produto, a aquisição adiciona à Totvs um software com características muito específicas do agronegócio, com destaque para o TBDC CRM, desenvolvido sob medida para as rotinas operacionais desse setor. Trata-se de uma solução que vai além da gestão comercial tradicional, integrando geração de demanda, acompanhamento agronômico, controle de relacionamento com clientes e análise de rentabilidade da fazenda. Essa profundidade funcional diferencia o software dentro de um mercado fragmentado e altamente técnico, no qual soluções genéricas costumam ter baixa aderência prática.

A própria TBDC estima alcançar uma receita recorrente anual líquida próxima de 24 milhões de reais em 2025, o que indica um ativo já validado comercialmente e com modelo de recorrência bem estabelecido. Para a Totvs, a aquisição fortalece o posicionamento no agronegócio ao complementar o portfólio existente, reduzindo a complexidade para o cliente final e ampliando o grau de integração entre sistemas. O racional é claro: oferecer uma plataforma cada vez mais completa para um setor que demanda soluções especializadas, confiáveis e profundamente conectadas à operação diária.

 
E Eu Com Isso?
 
Os desdobramentos estratégicos da operação vão além da simples adição de receita. A integração da TBDC ao ecossistema da Totvs cria oportunidades relevantes de cross-selling, aumento de ticket médio e retenção de clientes, especialmente em um setor com alto potencial de crescimento estrutural como o agronegócio brasileiro. Ao incorporar um CRM desenhado especificamente para essa vertical, a Totvs amplia barreiras de entrada para concorrentes e fortalece sua proposta de valor como fornecedora de soluções completas, e não apenas modulares.

Em termos de mercado e concorrência, a aquisição reforça uma tendência importante: a consolidação de soluções setoriais por grandes plataformas de software. A Totvs passa a competir de forma ainda mais robusta em um segmento no qual players menores dificilmente conseguem acompanhar o nível de investimento, integração e capilaridade comercial. No médio e longo prazo, a operação tende a gerar ganhos de escala, maior previsibilidade de receitas recorrentes e fortalecimento da posição competitiva da Totvs no agronegócio, um dos setores mais resilientes e estratégicos da economia brasileira.




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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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O recorde do Ibovespa e as expectativas para o FED https://levanteideias.com.br/artigos/o-recorde-do-ibovespa-e-as-expectativas-para-o-fed https://levanteideias.com.br/artigos/o-recorde-do-ibovespa-e-as-expectativas-para-o-fed#respond Wed, 03 Dec 2025 12:31:47 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52661 Em termos práticos, um Ibovespa a 159.900 pontos não é muito diferente de um Ibovespa a 161.092 pontos. A diferença é de 0,7 por cento. No entanto, a ruptura de números “redondos” como 140 mil, 150 mil ou 160 mil pontos é importante em termos psicológicos para os investidores. Sem fazer contas, um Ibovespa a… Read More »O recorde do Ibovespa e as expectativas para o FED

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Em termos práticos, um Ibovespa a 159.900 pontos não é muito diferente de um Ibovespa a 161.092 pontos. A diferença é de 0,7 por cento. No entanto, a ruptura de números “redondos” como 140 mil, 150 mil ou 160 mil pontos é importante em termos psicológicos para os investidores. Sem fazer contas, um Ibovespa a 159,9 mil pontos parece estar menos valorizado do que um índice a 160 mil pontos (qualquer comerciante que anuncia um produto por 19,99 reais sabe disso).

Dito isso, o Ibovespa resolveu encerrar 2025 não apenas batendo recordes sucessivos, mas superando diversos “níveis psicológicos”. Na terça-feira (02) ele fechou na máxima do dia a 161.092 pontos, alta de 1,56 por cento em relação à véspera. Foi o primeiro fechamento da história acima de 161 mil pontos. No ano, o principal indicador do mercado acionário acumula uma valorização nominal de 34 por cento.

O cenário doméstico não inspira muito otimismo. As declarações mais recentes de presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, não indicam notícias boas na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Marcado para os dias 9 e 10 de dezembro, o encontro não deverá resultar em uma sinalização clara de corte de juros em 2026.

Por isso, a justificativa para a alta do Ibovespa é principalmente internacional. Os investidores reagiram a rumores sobre a indicação do economista Kevin Hassett, assessor econômico de Donald Trump, para a presidência do Federal Reserve (FED), o banco central americano, sucedendo Jerome Powell, que fica no cargo até maio de 2026. Hassett é alinhado a Trump e considerado um defensor de juros mais baixos, o que poderia significar um FED mais tolerante com a inflação a partir do ano que vem.

Essa expectativa fez com que o dólar se depreciasse em relação a várias moedas, o real brasileiro inclusive, reduziu os juros americanos no mercado secundário e permitiu uma alta das ações. O entendimento dos investidores é que, sob a liderança de Hassett, haverá um grande incentivo para o FED reduzir os juros, beneficiando os resultados das empresas e a alta das ações. Além disso, os juros menores tornarão as aplicações em dólar menos interessantes, aumentando a oferta de recursos para os demais mercados.


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Vale (VALE3): Projeções de produção e proventos bilionários indicam futuro da mineradora

A Vale (VALE3) divulgou nos últimos dias um conjunto de informações que reforça sua estratégia para os próximos anos e revela como a companhia enxerga sua posição no cenário global de commodities. Ao atualizar suas estimativas de produção, custos, vendas e investimentos, a mineradora demonstra que está focada em consolidar eficiência operacional e estabilidade financeira, em um ambiente marcado por volatilidade internacional. Paralelamente, a companhia também anunciou proventos bilionários aos acionistas, reforçando a confiança em sua capacidade de geração de caixa e chamando a atenção de investidores.

Nas novas projeções, a empresa indica que pretende manter a produção de minério de ferro em um patamar elevado nos próximos anos. Para 2025, a expectativa é de cerca de 335 milhões de toneladas, com crescimento gradual até alcançar algo próximo de 360 milhões de toneladas em 2030. Além disso, a Vale apresentou estimativas para dois metais considerados estratégicos no contexto da transição energética, cobre e o níquel.

A produção de cobre deve crescer de forma contínua entre 2025 e 2030, enquanto as projeções para os metais básicos apontam um avanço consistente na produção de ambos os materiais, reforçando seu papel essencial nas tecnologias ligadas à eletrificação.

Para o níquel, a empresa estima cerca de 175 mil toneladas em 2025, com evolução gradual até atingir uma faixa entre 210 e 250 mil toneladas em 2030, impulsionada pela demanda crescente de baterias e soluções elétricas.

No caso do cobre, a previsão é igualmente positiva, com produção projetada de aproximadamente 370 mil toneladas em 2025 é possível avanço para algo entre 420 e 500 mil toneladas até o início da próxima década, acompanhando o fortalecimento de setores como energia renovável, veículos elétricos e infraestrutura tecnológica.

O controle de custos também aparece como ponto central nas projeções da mineradora. A Vale acredita que conseguirá manter o custo caixa do minério de ferro em torno de 21 dólares por tonelada em 2026, enquanto o custo total all-in deve permanecer próximo de 55 dólares por tonelada, o que sustenta margens competitivas mesmo em períodos de oscilação nos preços internacionais.

Em relação aos investimentos, a companhia projeta aplicar aproximadamente 5,5 bilhões de dólares em 2025, com foco predominante na manutenção de suas operações e menor destinação para expansão, refletindo uma postura de prudência alinhada à busca por estabilidade.

E Eu Com Isso?

A Vale anunciou que distribuirá cerca de 15,3 bilhões de reais ao longo de 2026, valor composto por dividendos e juros sobre capital próprio. Essa remuneração será paga em três parcelas: 1,24 real por ação em 7 de janeiro, 0,77 real por ação em 4 de março, e 1,57 real por ação, também em 4 de março, totalizando 3,58 reais por ação no trimestre. Para quem investe, trata-se de um retorno expressivo que reflete a robustez financeira da empresa.

A combinação de projeções operacionais consistentes com proventos elevados evidencia uma estratégia clara: manter equilíbrio entre investir no futuro e gerar retorno imediato aos acionistas. Essa postura reforça a imagem de uma companhia madura, capaz de enfrentar oscilações do mercado global sem comprometer sua capacidade de criar valor.

Ainda assim, acompanhar a evolução da demanda internacional, dos preços do minério e dos custos logísticos será fundamental para avaliar a sustentabilidade desse desempenho.

No conjunto, a Vale se posiciona como protagonista no mercado de matérias-primas essenciais e demonstra preparo tanto para o presente quanto para os próximos ciclos do setor.


Ultrapar (UGPA3) anuncia 1 bilhão de reais em dividendos e ações sobem

A Ultrapar (UGPA3) anunciou nesta semana o pagamento de dividendos, movimentando o mercado e impactando o valor de suas ações. O Conselho de Administração da companhia decidiu distribuir um montante superior a um bilhão de reais, equivalente a aproximadamente um real por ação ordinária, com pagamento previsto para dezembro de 2025.

O direito ao recebimento dos dividendos será definido pela data-base de 5 de dezembro de 2025. A partir de 8 de dezembro, as ações passarão a ser negociadas ex-dividendos na Bolsa de São Paulo.

O anúncio ocorre em um contexto de resultados financeiros considerados sólidos pela empresa. A Ultrapar atua em diferentes setores, o que contribui para estabilidade operacional e fluxo de caixa contínuo.

Recentemente, mudanças na legislação tributária indicam a possibilidade de taxação de dividendos, o que pode afetar o retorno líquido recebido pelos acionistas. O impacto dependerá do modelo final adotado pelo governo, influenciando a avaliação de empresas que historicamente distribuem dividendos, como a Ultrapar.

Entre suas principais operações estão a Ipiranga, no varejo de combustíveis e conveniência; a Ultragaz, dedicada à distribuição de gás; e a Ultracargo, que atua na armazenagem e logística de líquidos e produtos químicos. Esses negócios contribuem para geração de caixa, permitindo à companhia manter sua política de dividendos enquanto realiza investimentos estratégicos.

Nos últimos anos, a Ultrapar também ampliou sua atuação no segmento de logística e transporte por meio da Hidrovias do Brasil, integrando o transporte hidroviário à sua cadeia de negócios. Essa expansão fortalece a diversificação da companhia e amplia sua presença em setores complementares.

 

E Eu Com Isso?
 
Os indicadores financeiros recentes da Ultrapar mostram um P/L (preço sobre lucro) de aproximadamente 12 vezes, um Dividend Yield em torno de 6 por cento, e um ROE (Retorno sobre Patrimônio Líquido) de cerca de 15 por cento.

Esses números sugerem que as ações estão sendo negociadas em níveis compatíveis com seus resultados e com o histórico de distribuição de dividendos, indicando uma precificação alinhada às expectativas de mercado.

O pagamento de dividendos confirma a continuidade da política de distribuição da empresa. A variação nas ações refletiu a reação do mercado ao anúncio.

Ao combinar diversificação de negócios, estabilidade operacional e política de distribuição de dividendos, a Ultrapar segue buscando equilibrar investimentos estratégicos e remuneração aos acionistas.





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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

 

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As bruxas do mercado estão soltas ou comportadas? https://levanteideias.com.br/artigos/as-bruxas-do-mercado-estao-soltas-ou-comportadas https://levanteideias.com.br/artigos/as-bruxas-do-mercado-estao-soltas-ou-comportadas#respond Fri, 31 Oct 2025 14:35:45 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52371 O Dia das Bruxas parece ser uma comemoração 100 por cento americana e algo inventado pelo comércio para vender mais. No entanto, essa festa é antiga. Tem origens cinco ou seis séculos antes de Cristo. Era praticada pelos povos celtas, que nessa época habitavam várias regiões da Europa: as ilhas britânicas, o norte da França… Read More »As bruxas do mercado estão soltas ou comportadas?

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O Dia das Bruxas parece ser uma comemoração 100 por cento americana e algo inventado pelo comércio para vender mais. No entanto, essa festa é antiga. Tem origens cinco ou seis séculos antes de Cristo. Era praticada pelos povos celtas, que nessa época habitavam várias regiões da Europa: as ilhas britânicas, o norte da França e até a península Ibérica.

A origem do Halloween é o Samhain, festa em que se comemorava o fim do período de colheita e o início do inverno no Hemisfério Norte. O dia era o fim do ano celta, quando as pessoas visitavam os amigos e parentes levando alimentos como presente. A data também era dedicada aos mortos. A tradição era que a separação entre os reinos de vivos e mortos ficava mais fina e alguns falecidos poderiam chegar para um dedo de prosa. Para evitar sustos recomendava-se usar máscaras (para não ser reconhecido) e acender fogueiras.

Bom de marketing, o papa Bonifácio VI estabeleceu que na data se comemoraria o Dia de Todos os Santos de maneira a cristianizar a tradição pagã. E atualmente temos uma data do calendário que vem pegando tração por aqui. Nos últimos dias, é bem provável que você tenha cruzado com alguns fantasmas, vampiros e bruxas a caminho da escola ou do trabalho. E no mercado, as bruxas estão soltas ou comportadas? Vamos olhar com cuidado o que está fervendo no caldeirão.

Por um lado, há várias notícias negativas. A situação fiscal segue complicada. Para não ajudar, tanto governo quanto oposição resolveram colocar na rua, antes da hora, a campanha presidencial de 2026. E o cenário político internacional também segue complicado. Os conflitos na Ucrânia e na faixa de Gaza continuam, apesar das notícias e expectativas de acordos de paz.

Mesmo assim, o Ibovespa e os principais índices americanos seguem em alta e batendo recordes. As justificativas são a alta das empresas de tecnologia (especialmente as dedicadas à Inteligência Artificial) e a perspectiva de que China e Estados Unidos cheguem a um acordo que reduza a pressão das tarifas americanas sobre produtos chineses, normalizando as relações comerciais entre esses dois países e os demais – Brasil inclusive. Faz sentido ou os investidores estão enfeitiçados por perspectivas inexistentes de prosperidade?

Apesar do cenário adverso, há perspectivas de investimento na produção. O fato de a economia tornar-se menos globalizada significa que muitos países e empresas terão de voltar a fazer o que antes estava a cargo de companhias estrangeiras (leia-se chinesas), movimentando a economia.

O setor de tecnologia é onde isso é mais evidente. A demanda por processamento de dados faz o consumo de chips, processadores e equipamentos bater sucessivos recordes, assim como a necessidade de eletricidade para movimentar os data centers. Isso deve justificar um aumento dos investimentos em infraestrutura, o que garante a demanda agregada.

Por isso, apesar de haver muitas bruxas de fato soltas, a tendência é que os investidores conseguirão se desviar dos bruxedos, encantamentos e malefícios e poderão ganhar dinheiro no que resta de 2025.


E Eu Com Isso?

Os bons resultados das empresas de tecnologia americanas no terceiro trimestre justificam uma alta dos contratos futuros dos principais índices americanos no pré-mercado, assim como das cotas dos Exchange Traded Funds (ETF) EWZ iShares MSCI Brazil, que concentram as principais ações brasileiras negociadas em Nova York.

As notícias são positivas para a Bolsa


Mercados com Rafael Bevilacqua

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Petróleo sobe com sanções, mas afeta pouco as bolsas https://levanteideias.com.br/artigos/petroleo-sobe-com-sancoes-mas-afeta-pouco-as-bolsas https://levanteideias.com.br/artigos/petroleo-sobe-com-sancoes-mas-afeta-pouco-as-bolsas#respond Thu, 23 Oct 2025 13:07:18 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52345 Na noite da quarta-feira (22), após o fechamento dos mercados, a Secretaria do Tesouro (equivalente ao Ministério da Fazenda) dos Estados Unidos anunciou novas sanções às duas maiores petrolíferas russas, a Rosneft e a Lukoil. Juntas, as duas companhias respondem por cerca de 5 por cento da produção global de petróleo, e são controladas por… Read More »Petróleo sobe com sanções, mas afeta pouco as bolsas

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Na noite da quarta-feira (22), após o fechamento dos mercados, a Secretaria do Tesouro (equivalente ao Ministério da Fazenda) dos Estados Unidos anunciou novas sanções às duas maiores petrolíferas russas, a Rosneft e a Lukoil. Juntas, as duas companhias respondem por cerca de 5 por cento da produção global de petróleo, e são controladas por amigos e aliados do presidente Vladimir Putin.

Ambas são empresas com atuação para além da Rússia. A Rosneft é bastante ativa na Índia, um dos maiores compradores do petróleo russo, e a Lukoil está desenvolvendo campos petrolíferos no Iraque e vem ampliando sua atuação no Oriente Médio.

Com as sanções, o governo de Washington poderá congelar e bloquear ativos dessas empresas que estão fora da Rússia e ao alcance de empresas e bancos americanos. A intenção, afirmou Scott Bessent, secretário do Tesouro (equivalente a Ministro da Fazenda) dos Estados Unidos, é impedir que a Rússia “financie sua máquina de guerra”.

As sanções foram decretadas após o fracasso da tentativa de encontro entre Donald Trump e Putin, em uma reunião que ocorreria em Budapeste, capital da Hungria, para tentar pôr fim ao conflito na Ucrânia. A expectativa é que as sanções levem as refinarias da Índia a reduzir as compras de petróleo russo. O país asiático está sujeito a tarifas de 50 por cento em suas exportações para os Estados Unidos e está negociando um acordo de comércio para facilitar as transações entre empresas indianas e americanas.

Como resultado das sanções, os preços dos contratos futuros de petróleo estão subindo bastante. O barril do petróleo do tipo Brent, referência para o mercado europeu e para a Petrobras, está em alta de 5,4 por cento a 65,50 dólares ao passo que o barril de petróleo tipo WTI, referência para o mercado americano, avança 5,7 por cento para 61,81 dólares.

No entanto, apesar da alta das cotações devido às medidas de Washington, os contratos futuros dos índices americanos estão estáveis e até com leves altas no pré-mercado. A razão disso é que, mesmo subindo cerca de 5 por cento nesta manhã, as cotações do petróleo estão em queda. Em 12 meses, as cotações do Brent recuam 12,1 por cento, e as do WTI têm uma baixa ainda maior, de 13,9 por cento. Ou seja, o impacto da alta dos preços na inflação e nos juros nos Estados Unidos e na Europa ainda é, por enquanto, muito pequeno.


E Eu Com Isso?

Os investidores internacionais estão atentos aos resultados referentes ao 3T25 que estão sendo divulgados pelas principais empresas americanas. Alguns números vieram decepcionantes, o que pode comprometer o desempenho das ações neste pregão.

As notícias são positivas para a Bolsa em um cenário de volatilidade



Mercados com Rafael Bevilacqua


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Morning Call Levante – 23 de Outubro de 2025 https://levanteideias.com.br/artigos/morning-call-levante-23-de-outubro-de-2025 https://levanteideias.com.br/artigos/morning-call-levante-23-de-outubro-de-2025#respond Thu, 23 Oct 2025 11:42:12 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52343 Cenário Macroeconômico No Reino Unido, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ficou estável em setembro(0,0% no mês), abaixo da projeção de +0,2%. Na comparação anual, a inflação geralmanteve-se em 3,8%, igual ao mês anterior e levemente abaixo das expectativas(4,0%). Já o núcleo do índice, que exclui itens voláteis, desacelerou de 3,6% para 3,5%,reforçando a… Read More »Morning Call Levante – 23 de Outubro de 2025

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Cenário Macroeconômico

No Reino Unido, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) ficou estável em setembro
(0,0% no mês), abaixo da projeção de +0,2%. Na comparação anual, a inflação geral
manteve-se em 3,8%, igual ao mês anterior e levemente abaixo das expectativas
(4,0%). Já o núcleo do índice, que exclui itens voláteis, desacelerou de 3,6% para 3,5%,
reforçando a tendência de arrefecimento gradual dos preços.

Na América Latina, o México divulgou alta de 0,6% na atividade econômica de agosto
em relação ao mês anterior, revertendo a queda de -0,9% em julho e superando as
projeções de 0,1%. Na comparação anual, a atividade recuou 0,9%, um desempenho
melhor que o esperado (-1,0%), sinalizando recuperação parcial da economia
mexicana após meses de fraqueza industrial. Já na Argentina, o indicador de
atividade econômica apresentou avanço de 2,4% YoY em agosto, abaixo da
estimativa de 2,5% e inferior ao resultado anterior (2,9%).

No cenário doméstico, o governo federal anunciou um novo pacote de R$ 300
milhões para apoiar produtores de arroz, em resposta à queda expressiva dos preços
do cereal, que estão abaixo dos custos de produção. A Companhia Nacional de
Abastecimento (Conab) antecipou recursos originalmente previstos para 2026, que
serão direcionados a operações de Prêmio para Escoamento de Produto (PEP),
Prêmio Equalizador Pago ao Produtor (Pepro) e Aquisições do Governo Federal (AGF).

A expectativa é movimentar até 630 mil toneladas do cereal, sendo 500 mil por meio
dos programas de subvenção e 130 mil por meio de compras governamentais. No Rio
Grande do Sul, principal estado produtor, o preço médio pago ao agricultor está em
torno de R$ 58 por saca de 50 quilos, abaixo do valor mínimo fixado de R$ 63,64.

Diante da pressão de custos, produtores preveem uma redução de até 15% na área
plantada na safra 2025/26, em um contexto de excesso de oferta global e retração
da demanda, que vem reduzindo as cotações internacionais do arroz.

Nos mercados internacionais, as bolsas de Nova York encerraram o dia em queda,
pressionadas pela intensificação das preocupações comerciais entre Washington e
Pequim. O índice Dow Jones recuou 0,71%, o S&P 500 caiu 0,53% e o Nasdaq perdeu
0,93%.

O Ibovespa encerrou o pregão em alta de 0,55%, aos 144.873 pontos, impulsionado
pelas ações da Vale e da Petrobras. O desempenho positivo dos grandes bancos
também contribuiu para o movimento de alta.


Renda Fixa

No curto prazo, a curva de juros manteve-se praticamente estável, com oscilações
marginais e volume moderado. O vértice F26 (jan/26) permaneceu em 14,896% no dia
20/10/2025, com 2.680 negócios e 4,098.597 contratos em aberto, e ajustou para
14,900% no dia 21/10/2025, com 2.829 negócios e 4,094.538 contratos, indicando
manutenção da liquidez na base e giro moderado. Já o vértice F27 (jan/27) —
principal referência da ponta curta — apresentou taxa de 13,96999% com 10.131
negócios e 5,404.016 contratos em aberto em 20/10, e ajustou para 13,94% com 15.133
negócios e 5,404.016 contratos em 21/10, refletindo postura mais cautelosa dos
investidores e concentração da liquidez nos vértices curtos.

Nos vértices intermediários, observou-se fechamento mais expressivo das taxas entre
os dias. O vértice F28 (jan/28) caiu de 13,28499% (22.612 negócios; 3.391.057 contratos)
em 20/10 para 13,24% (22.154 negócios; 3.391.057 contratos) em 21/10. Já o vértice F29
(jan/29) recuou de 13,24099996% (25.188 negócios; 3.497.590 contratos) em 20/10
para 13,21% (26.538 negócios; 3.497.590 contratos) em 21/10 — indicando
reposicionamento técnico e realocação de posições com foco em durations médias.

Na parte longa, os ajustes foram mais contidos, mas evidenciam continuidade da
pressão de queda nas taxas. O vértice F31 (jan/31) passou de 13,52300197% (11.387
negócios; 1.781.796 contratos) em 20/10 para 13,48% (10.068 negócios; 1.781.796
contratos) em 21/10. O vértice F33 (jan/33) ajustou de 13,68499821% (5.339 negócios;
588.223 contratos) em 20/10 para 13,64% (3.673 negócios; 588.223 contratos) em 21/10,
refletindo a liquidez relativamente menor, porém consistente nessa parte da curva.

O pregão consolidou um perfil de bull-flattening moderado, com fechamento mais
incisivo nas taxas médias e longas, e estabilidade na ponta curta da curva. O padrão
sugere ajuste técnico e maior seletividade das posições, compatível com uma
postura mais defensiva dos investidores, dado o cenário de juros estáveis no curto
prazo e expectativas equilibradas para a evolução da política monetária.

No leilão de títulos públicos realizado em 21 de outubro de 2025, o Tesouro Nacional
ofertou papéis indexados à Selic (LFTs) e à inflação (NTN-Bs), com destaque para a
forte demanda nos vértices intermediários e longos.
As LFTs registraram colocação integral, somando R$ 15,8 bilhões distribuídos entre os
vencimentos de setembro de 2028 e dezembro de 2031, com taxas médias de 0,0670%
e 0,1035% ao ano, respectivamente. O resultado reflete apetite consistente por ativos
pós-fixados, em linha com o ambiente de estabilidade na Selic e a busca por liquidez
de curto e médio prazo.
Entre as NTN-Bs, o Tesouro vendeu integralmente os lotes de 5, 10 e 40 anos,
totalizando R$ 617 milhões em volume financeiro. As taxas médias ficaram em 8,04%
(2030), 7,71% (2035) e 7,33% (2060), mostrando leve fechamento em relação ao leilão
anterior e indicação de demanda equilibrada mesmo nos vértices mais longos.

O resultado foi considerado sólido e bem distribuído, com boa absorção dos títulos
indexados à inflação e forte participação de investidores institucionais,
especialmente nos prazos intermediários. A manutenção de prêmios atrativos em
toda a estrutura reforça o ajuste gradual da curva real e a preferência do mercado
por alongamento seletivo de duration em um contexto de expectativas ancoradas
para a política monetária.


Análise de AçõesBrasil

WEG (WEGE3) abre a temporada de resultados do 3º trimestre de 2025

No dia de ontem (22), a WEG divulgou seus resultados referentes ao terceiro trimestre de
2025, registrando receita líquida de R$10,3 bilhões, o que representa uma expansão de 4,2%
em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento da receita desacelerou, em
parte, devido ao fortalecimento do real frente ao dólar, considerando que
aproximadamente 61% das receitas da empresa são provenientes do mercado externo.
Os custos dos produtos vendidos da companhia totalizaram R$6,8 bilhões no trimestre,
alta de 5,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Como resultado, o lucro bruto
foi de R$3,45 bilhões, um crescimento de 1,5% frente ao 3T24.

As despesas operacionais somaram R$1,2 bilhão, um aumento de 9% em comparação ao
terceiro trimestre do ano passado. Assim, a WEG reportou um EBITDA de R$2,28 bilhões,
representando um avanço de 2,3% sobre o mesmo período de 2024. No acumulado dos
primeiros nove meses de 2025, o crescimento do resultado operacional foi de 9,7% em
relação ao mesmo período de 2024.

Para o ano de 2025, a projetamos um EBITDA de R$9,3 bilhões para WEG, o que coloca a
empresa negociando a uma relação EV/EBITDA de aproximadamente 17 vezes. Essa
avaliação indica a necessidade da companhia manter um ritmo elevado de crescimento
para cumprir as expectativas embutidas em seu valuation atual.

As despesas financeiras totalizaram R$882 milhões, um aumento de 86% em relação ao
ano anterior, principalmente devido à variação cambial, uma vez que grande parte do
caixa da empresa está em moeda estrangeira.
.

Dessa forma, a WEG reportou lucro líquido de R$1,65 bilhão no trimestre, crescimento de
4,5% em relação ao mesmo período de 2024. Para o ano de 2025, as projeções indicam
lucro de R$6,7 bilhões, o que coloca a empresa com uma relação preço/lucro (P/L) de 25
vezes para o ano. Isso reforça a expectativa do mercado de que a WEG continuará
apresentando um bom ritmo de crescimento nos próximos anos.

O fluxo de caixa das atividades operacionais somou R$4,2 bilhões nos primeiros nove
meses de 2025, uma redução de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa
queda foi influenciada, principalmente, pelo aumento no saldo da conta de fornecedores.

Nas atividades de investimento, o fluxo de caixa líquido totalizou R$20,4 bilhões,
representando uma queda de 33% em comparação ao ano anterior. Ainda assim, o Fluxo
de Caixa Livre para credores e acionistas foi de R$2,2 bilhões, crescimento de 29,4% em
relação ao mesmo período de 2024.

A companhia distribuiu R$3,2 bilhões em proventos nos últimos nove meses, o que
equivale a um Dividend Yield de 2,1%, reforçando seu compromisso com a remuneração ao
acionista.

No terceiro trimestre de 2025, a WEG apresentou resultados em linha com as expectativas.
Destacamos que a companhia segue bem posicionada para manter um ritmo consistente
de crescimento, apoiada em sua diversificação de atuação e estrutura produtiva eficiente.
A empresa conta com um footprint fabril amplo e estratégico no segmento de motores de
baixa tensão e componentes, com unidades verticalizadas e intercambiáveis. Essa
flexibilidade operacional permite à WEG realocar sua produção entre diferentes plantas
conforme a demanda e a competitividade de cada região — como, por exemplo, transferir
volumes do Brasil para o México ou utilizar capacidade ociosa nos Estados Unidos para
fabricação local.

Apesar de essa realocação poder gerar certa pressão de custos no curto prazo, trata-se
de uma medida pontual e tática, com impacto limitado frente aos benefícios estruturais
que a flexibilidade oferece.

Para investidores com foco de longo prazo, momentos de transição como o atual podem
representar boas oportunidades de entrada. A tese de investimento na WEG contínua
sustentada por fundamentos sólidos, forte exposição a tendências globais relevantes —
como eficiência energética, automação e transição energética — além de um histórico
consistente de execução e entrega de resultados.


Vale (VALE3) divulga relatório de produção e vendas do 3T25

Esta semana a Vale (VALE3) divulgou seu relatório operacional referente ao terceiro
trimestre de 2025, com destaque para o desempenho da produção e das vendas de
seus principais produtos. A produção de minério de ferro, principal ativo da companhia,
totalizou 94,4 milhões de toneladas no período, o que representa um crescimento de
3,8% em relação ao mesmo trimestre de 2024.

As vendas de minério de ferro apresentaram um avanço de 5,1% na comparação anual,
atingindo 86 milhões de toneladas. O preço médio de venda do minério foi de 94,4
dólares por tonelada, com aumento de 4,2% frente ao valor registrado no terceiro
trimestre do ano passado.

No segmento de pelotas, a produção foi de 8 milhões de toneladas, o que representa
uma queda de 22,8% em relação ao mesmo período de 2024. As vendas totalizaram 8,77
milhões de toneladas, uma retração de 13,5% na mesma base de comparação. O preço
médio de venda das pelotas recuou 11,7% no período.

A análise por sistemas produtivos mostra que o Sistema Norte foi responsável por 49,7
milhões de toneladas de minério de ferro, mantendo-se estável em relação ao terceiro
trimestre de 2024. O Sistema Sudeste registrou uma produção de 22,7 milhões de
toneladas, alta de 5,3% na comparação anual. Já o Sistema Sul produziu 13,8 milhões de
toneladas, um aumento de 8,2%, impulsionado pelas operações em Vargem Grande e
Paraopeba.

Nas operações com metais básicos, a produção de cobre somou 90,8 mil toneladas no
terceiro trimestre de 2025, crescimento de 5,7% frente ao mesmo período do ano anterior.
As vendas do metal aumentaram 19,7%, com o preço médio de comercialização subindo
8,9% na comparação anual.

A produção de níquel totalizou 46,8 mil toneladas, mantendo-se estável em relação ao
terceiro trimestre de 2024. As vendas apresentaram crescimento de 5,7%, enquanto os
preços médios recuaram 9,2% no mesmo intervalo.

A Vale manteve seu guidance de produção para o ano de 2025. A companhia projeta
produzir entre 325 e 335 milhões de toneladas de minério de ferro e entre 31 e 35 milhões
de toneladas de pelotas. Para o cobre, a estimativa é de uma produção entre 340 e 370
mil toneladas, enquanto a expectativa para o níquel varia entre 160 e 175 mil toneladas
ao longo do ano.

De maneira geral, observamos que os resultados reportados pela Vale foram bons e
acima do esperado, tanto nas operações de minério de ferro quanto nas de cobre. Nossa
estimativa de faturamento para a companhia no terceiro trimestre de 2025 é de US$ 9,6
bilhões, ou aproximadamente R$ 52 bilhões, valores superiores aos registrados no
trimestre anterior.

A Vale apresentou um desempenho positivo, refletindo a combinação do preço médio
do minério de ferro em torno de US$ 94,4 por tonelada e um câmbio médio de R$ 5,40.
Para o quarto trimestre, a demanda internacional por minério de ferro permanece
razoável, com sinais de leve melhora, e o preço atual gira em torno de US$ 105 por
tonelada.

Atualmente, as ações da Vale estão sendo negociadas a um múltiplo EV/EBITDA de 4,0
vezes e a um P/L projetado de 5,5 vezes para 2025. Boa parte do retorno esperado deve
vir por meio de proventos, com o mercado projetando um dividend yield em torno de
7,5% nos próximos 12 meses, o que é atrativo para investidores focados em renda.

De maneira geral mantemos uma visão positiva para as ações da VALE3



DISCLAIMER

A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE”), declara que participou da
elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados
das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e
objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de
compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da
indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia
adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de
fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as
informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus
analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto
que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As
informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a
mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou
revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o
Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida
Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo
próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que
a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o
contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em
sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos
termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço
pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal
(inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise;
(ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram
elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE. Na contracapa deste relatório você encontra uma
relação de todas as empresas que fazem parte do Grupo Levante. Para dirimir quaisquer dúvidas, entre em contato
através dos canais de atendimento nos sites oficiais




 

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Setor de mineração (VALE3, USIM5, CMIN3) https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/setor-de-mineracao-vale3-usim5-cmin3 https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/setor-de-mineracao-vale3-usim5-cmin3#respond Tue, 11 Jan 2022 12:54:45 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=35228 Na última segunda-feira (10), a Vale (VALE3), Usiminas (USIM5) e CSN Mineração (CMIN3) comunicaram ao mercado paralisações em suas unidades de mineração, decorrente das fortes chuvas que atingem o estado de Minas Gerais, assim como toda a região Sudeste. Segundo a Vale, a circulação de trens na Estrada de Ferro Vitória a Minas e a… Read More »Setor de mineração (VALE3, USIM5, CMIN3)

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Na última segunda-feira (10), a Vale (VALE3), Usiminas (USIM5) e CSN Mineração (CMIN3) comunicaram ao mercado paralisações em suas unidades de mineração, decorrente das fortes chuvas que atingem o estado de Minas Gerais, assim como toda a região Sudeste.

Segundo a Vale, a circulação de trens na Estrada de Ferro Vitória a Minas e a produção dos Sistemas Sudeste e Sul foram paralisadas parcialmente, visando garantir a segurança dos seus empregados e comunidades. Já o sistema Norte não foi afetado e continua com seu guidance de produção de 320-335 Mt para este ano.

No caso da Usiminas, a companhia informou que paralisou suas operações de mineração na região de Itatiaiuçu, em Minas Gerais, e deve retomar as operações quando as condições climáticas melhorarem e permitirem acesso seguro às minas e o funcionamento adequado de equipamentos.

Já a CSN Mineração comunicou a suspensão de extração e movimentação na mina Casa de Pedra, assim como a suspensão da operação portuária de carregamento de minério no Terminal de Carvão, no porto de Itaguaí/RJ. Segundo a companhia, a expectativa da retomada das operações é nos próximos dias.

E Eu Com Isso?

A suspensão das operações de mineração das companhias é marginalmente negativa, com impactos limitados em seus resultados, com a própria Vale mantendo seu guidance.

No caso das siderúrgicas, as empresas ainda contam com um estoque para ser utilizado. Porém, caso as chuvas persistam e as operações não sejam retomadas no curto prazo, as paralisações podem até afetar a cotação do minério, visto a relevância do Brasil neste mercado.

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Leia também: Vale irá eliminar todas as barragens em situação crítica até 2025.

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Vale irá eliminar todas as barragens em situação crítica até 2025 https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/vale-ira-eliminar-todas-as-barragens-em-situacao-critica-ate-2025 https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/vale-ira-eliminar-todas-as-barragens-em-situacao-critica-ate-2025#respond Fri, 07 Jan 2022 21:14:09 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=35188 A Vale (VALE3), maior mineradora brasileira, reiterou nesta quinta-feira (06) a previsão de eliminar todas as barragens em condições críticas de segurança (nível 3) até 2025. Segundo a ANM (Agência Nacional de Mineração), a Vale possui 3 barragens nessa situação, caracterizadas como ruptura iminente ou em curso. As 3 barragens neste nível se encontram no… Read More »Vale irá eliminar todas as barragens em situação crítica até 2025

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A Vale (VALE3), maior mineradora brasileira, reiterou nesta quinta-feira (06) a previsão de eliminar todas as barragens em condições críticas de segurança (nível 3) até 2025. Segundo a ANM (Agência Nacional de Mineração), a Vale possui 3 barragens nessa situação, caracterizadas como ruptura iminente ou em curso.

As 3 barragens neste nível se encontram no estado de Minas Gerais e são B3/B4 (Nova Lima), Forquilha III (Ouro Preto) e Sul Superior (Barão de Cocais), fazendo parte do Programa de Descaracterização de Barragens. Segundo a companhia, o programa já eliminou 7 barragens desde 2019.

E Eu Com Isso?

A notícia é positiva para a mineradora, visando mitigar riscos relacionados ao rompimento de barragens. Até hoje, a empresa busca se recuperar dos danos causados pelos rompimentos das barragens de Mariana e Brumadinho. Porém, não vemos impactos nas ações da companhia no curto prazo.

A Vale se comprometeu a eliminar todas as barragens a montante, sistema menos seguro de compartimento de dejetos. Apesar dos custos de descaracterização das barragens e da redução da capacidade da companhia, um novo rompimento seria extremamente prejudicial à companhia.

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Leia também: Vale fornecerá mais níquel para veículos elétricos.

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Panorama para as commodities em 2022 https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/panorama-para-as-commodities-em-2022 https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/panorama-para-as-commodities-em-2022#respond Mon, 03 Jan 2022 13:03:51 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=35100 Como de costume, no início do ano as previsões sobre câmbio, bolsa, juros e inflação ganham destaque nas manchetes dos jornais. Em adição, na esteira dessas previsões, especialistas que acompanham o preço das commodities também não deixam de apresentar seus números para algumas delas. Acompanhamos de perto algumas dessas análises para três commodities que são… Read More »Panorama para as commodities em 2022

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Como de costume, no início do ano as previsões sobre câmbio, bolsa, juros e inflação ganham destaque nas manchetes dos jornais. Em adição, na esteira dessas previsões, especialistas que acompanham o preço das commodities também não deixam de apresentar seus números para algumas delas.

Acompanhamos de perto algumas dessas análises para três commodities que são relevantes para empresas que têm suas ações listadas na bolsa brasileira: petróleo, minério de ferro e celulose.

Para o minério de ferro, as previsões são de uma estabilização dos preços nos patamares a que estão sendo negociados hoje, ou seja, no entorno de aproximadamente US$ 120 por tonelada. As expectativas para a manutenção do patamar elevado quando comparado com a sua média histórica vem das perspectivas envolvendo uma retomada de investimento chinês em infraestrutura e um arrefecimento das tensões envolvendo o setor imobiliário por lá.

É importante ressaltar que a desaceleração no preço do minério aconteceu, principalmente, após a imposição de restrição de produção de aço por parte dos produtores chineses no segundo semestre e medidas duras adotadas pelo governo chinês para tentar frear uma bolha imobiliária.

Como um possível impacto dessas restrições a economia chinesa passou por uma considerável desaceleração, fato que deve mudar após as últimas sinalizações, além do que a retomada do apetite chinês e a ausência de nova capacidade ofertada deverá ajudar a manter os preços em patamares resilientes.

O petróleo é outra commodity que deve continuar com os preços em patamares elevados. A retomada econômica deve continuar no ano de 2022, e não é visto por parte da OPEP uma grande vontade para aumento da capacidade ofertada, o que devem manter o barril de petróleo nos patamares atuais, variando entre US$ 70 e US$ 80.

E, por último, a celulose, que diferente das duas últimas commodities, deve ter um ano com incremento relevante de oferta, com a entrada de novas plantas em operação na América Latina que devem dificultar a manutenção dos preços nos patamares atuais, porém diferente de minério e petróleo, as utilidades e utilização de celulose tem aumentado consideravelmente nos últimos anos e a migração para uma economia cada dia mais verde deve continuar potencializando sua utilização.

E Eu Com Isso?

O ano começou com perspectivas positivas para as commodities, o que deve ser benéfico para a cotação das ações das empresas que atuam nesses ramos. Esperamos mais um ano positivo para as empresas de petróleo, mineração e siderurgia e celulose.

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Leia também: Vale fornecerá mais níquel para veículos elétricos.

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B3 divulga primeira prévia do Ibovespa com 2 novas ações https://levanteideias.com.br/artigos/b3-divulga-primeira-previa-do-ibovespa-com-2-novas-acoes https://levanteideias.com.br/artigos/b3-divulga-primeira-previa-do-ibovespa-com-2-novas-acoes#respond Wed, 01 Dec 2021 17:04:30 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=33645 A B3 divulgou, nesta quarta-feira (01), a primeira prévia da nova carteira teórica do Ibovespa que vai vigorar entre os dias 03 de janeiro de 2022 e 29 de abril de 2022. Com base no pregão do dia 30 de novembro, a primeira prévia conta com a inclusão da Porto Seguro ON (PSSA3) e Positivo… Read More »B3 divulga primeira prévia do Ibovespa com 2 novas ações

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A B3 divulgou, nesta quarta-feira (01), a primeira prévia da nova carteira teórica do Ibovespa que vai vigorar entre os dias 03 de janeiro de 2022 e 29 de abril de 2022. Com base no pregão do dia 30 de novembro, a primeira prévia conta com a inclusão da Porto Seguro ON (PSSA3) e Positivo Tec ON (POSI3), totalizando 93 ativos de 89 empresas. A Getnet (GETT11) foi o único ativo que saiu do índice na primeira prévia.

A Bolsa de Valores ainda divulgará mais duas prévias no decorrer do mês de dezembro, com a segunda sendo divulgada no pregão seguinte ao dia 15 e a terceira no penúltimo pregão do mês.

Além disso, a B3 também divulgou que os cinco ativos com maior peso na composição do índice foram: Vale ON (14,829%), Petrobras PN (6,742%), Itaú Unibanco PN (5,363%), Bradesco PN (4,686%) e Petrobras ON (4,059%).

Por fim, na comparação com a carteira que tem vigência até 30 de dezembro de 2021, os ativos com maior peso foram: Vale ON (14,477%), Itaú Unibanco PN (6,180%), Petrobras PN (5,222%), Bradesco PN (4,517%) e Petrobras ON (4,062%).

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Vale divulga projeções https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/vale-divulga-projecoes https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/vale-divulga-projecoes#respond Tue, 30 Nov 2021 12:47:25 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=33591 Foi realizado nesta segunda-feira (29) o Vale Day, encontro anual com investidores da Bolsa de Nova York, sendo o primeiro presencial após a pandemia. No evento, a Vale (VALE3) divulgou projeções para a companhia para os próximos anos. A Vale divulgou metas ESG, revelando a meta de reduzir a pobreza nos países em que atua… Read More »Vale divulga projeções

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Foi realizado nesta segunda-feira (29) o Vale Day, encontro anual com investidores da Bolsa de Nova York, sendo o primeiro presencial após a pandemia. No evento, a Vale (VALE3) divulgou projeções para a companhia para os próximos anos.

A Vale divulgou metas ESG, revelando a meta de reduzir a pobreza nos países em que atua até 2030, devendo aplicar cerca de US$ 200 milhões de dólares na iniciativa.

Para isso, o foco da companhia será programas de geração de renda, educação e saúde em áreas urbanas e rurais. Segundo a companhia, os investimentos em ESG possibilitam a criação de uma base firme para o crescimento sustentável da empresa, melhorando ainda a percepção de risco que a companhia passou a enfrentar após as tragédias de Brumadinho (MG) e Mariana (MG).

A companhia espera que sua produção de minério de ferro fique entre 315 e 320 milhões de toneladas em 2021, representando uma leve redução em relação à estimativa anterior em 3 de novembro de 315 a 335 milhões de toneladas.

Já o guidance da produção de minério para 2022 ficou entre 320 e 335 milhões de toneladas, representando um aumento das estimativas. A projeção de capex da Vale é de US$ 5,8 bilhões em 2022 e de US$ 5 bilhões a US$ 6 bilhões na média dos próximos anos. Já a produção de níquel deve atingir cerca de 175 a 190 mil toneladas em 2022 e 2023 e após 2024, a companhia estima que deve ficar em 200 mil toneladas. A produção de cobre deve ficar entre 330 e 335 milhões de toneladas em 2022.

O custo caixa C1 dos finos de minério de ferro sem considerar compra de terceiros deverá ter uma redução dos atuais US$ 17 por tonelada para US$ 15,5 – US$ 16 por tonelada em 2023, por conta da diluição de custos fixos e eficiência em custos, podendo chegar ainda a US$ 14 – US$ 15 com uma produção de 400 Mtpa, o que aumenta ainda mais a diluição e eficiência em custos.

Com essa redução e outras medidas, o Ebitda break-even deve sair de US$ 45 por tonelada em 2021 para US$ 35 com a produção de 400 Mtpa, podendo chegar ainda em torno de US$ 30 por tonelada em um cenário bem otimista.

Na eficiência de custos, a Vale espera ter uma redução de US$ 1 bilhão em um prazo de 12 a 24 meses. Tal redução será atingida com ganhos de produtividade, como a remoção de ineficiências, melhor planejamento e incorporação de soluções digitais, assim como um redesenho organizacional, a deixando mais enxuta.

As previsões levam a um Ebitda esperado em 2023 variando entre US$ 16,5 bilhões e US$ 24 bilhões, dependendo do preço do minério de ferro no mercado.

Ademais, o presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo, disse que o mercado de minério de ferro vive um ruído de curto prazo por conta da China, mas que deve alcançar um equilíbrio relativo a partir do segundo trimestre de 2022, após o encerramento dos Jogos Olímpicos de Pequim em fevereiro.

Ainda segundo Bartolomeo, a China segurou o crescimento para não superaquecer a economia, para bater a meta de energia e controle de poluição até os Jogos Olímpicos.

A Vale não enxerga a China com crescimento negativo no ano que vem, produzindo menos de 1 bilhão de toneladas de aço em 2022, principalmente levando em conta o fato de que o gigante asiático quer levar mais de 400 milhões de pessoas para centros urbanos, o que demandará investimentos e infraestrutura, aço e minério.

E Eu Com Isso?

Vemos as iniciativas da Vale como positivas, tanto em seus projetos ESG como projetos para aumentar sua capacidade produtiva no longo prazo.

Os investimentos em ESG ajudam a melhorar a imagem da companhia, muito prejudicada pelos dois desastres ocorridos recentemente.

Segundo a companhia, 7 barragens a montante foram eliminadas desde 2019, restando ainda 23, com previsão de conclusão em 2035. Tais medidas ajudam a reduzir o risco de novos acidentes.

Este conteúdo faz parte da nossa Newsletter ‘E Eu Com Isso’.

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Leia também: Resultados da Vale (VALE3) do 3T21.

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