trump – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Mon, 19 Jan 2026 12:36:18 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png trump – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Trump recomeça ameaças com tarifas e mira Europa https://levanteideias.com.br/artigos/trump-recomeca-ameacas-com-tarifas-e-mira-europa https://levanteideias.com.br/artigos/trump-recomeca-ameacas-com-tarifas-e-mira-europa#respond Mon, 19 Jan 2026 12:36:14 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52931 O post <strong>Trump recomeça ameaças com tarifas e mira Europa</strong> apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

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Mercados com Rafael Bevilacqua
A semana começa com menos atividade nos mercados devido ao feriado nos Estados Unidos, onde se comemora o dia de Martin Luther King. Os pregões suspendem as atividades, mas os contratos futuros dos principais índices seguem negociados. E as cotações estão em baixa devido ao temor dos investidores com um recrudescimento na guerra das tarifas entre Estados Unidos e União Europeia (UE).

No sábado (17), o presidente americano Donald Trump afirmou que vai ampliar as tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos a diversos países da UE se não houver um acordo para permitir a compra da Groenlândia pelos Estados Unidos.

Trump afirmou que imporá taxas adicionais de 10 por cento a partir de 1º de fevereiro sobre mercadorias importadas de Alemanha, França, Reino Unido, Dinamarca, Noruega, Suécia, Holanda e Finlândia. Se o assunto prosseguir sem um acordo, as tarifas vão aumentar para 25 por cento a partir de 1º de junho. A UE e o Reino Unido haviam firmado acordos comerciais com os EUA no ano passado.

O tom subiu no domingo (18). Os principais países da UE condenaram as ameaças e as consideraram uma chantagem. A França propôs responder com medidas econômicas nunca antes testadas.

As opções de retaliação da UE incluem um pacote de tarifas sobre 108 bilhões de dólares em exportações americanas para a Europa. O pacote havia sido suspenso por seis meses no início de agosto de 2025. As opções também incluem um Instrumento Anticoerção que podem afetar o comércio de serviços ou investimentos dos EUA.

As ameaças de tarifas também devem tornar tensos os próximos dias na cidade suíça de Davos. Começa nesta segunda-feira o Fórum Econômico Mundial, que vai reunir líderes de todo o mundo, incluindo um grande grupo dos EUA liderado por Trump.

A reação inicial dos mercados financeiros foi fraca, mas mostra um aumento da desconfiança. O euro se recuperou de uma mínima de sete semanas, subindo 0,3 por cento para 1,1628 dólar. Os preços do ouro subiram. A onça-troy (28,8 gramas) do ouro subiu 1,6 por cento para 4.689 dólares a onça.

Os preços do petróleo caíram ligeiramente devido a preocupações de que a demanda possa sofrer caso a guerra comercial se intensifique. O Brent, referência para o mercado europeu e para a Petrobras caiu 1 por cento para 63,47 dólares o barril.

Desde abril do ano passado, Trump ameaça periodicamente retaliar países com tarifas comerciais. O ocorrido no sábado não é novidade. O que mudou foi o tom da resposta europeia, menos conciliador e buscando mais o confronto. Tudo pode mudar em instantes, mas no início dos negócios nesta segunda-feira, a perspectiva é de um aumento das tensões comerciais entre os principais blocos econômicos mundiais.


E Eu Com Isso?

O dia deve ser negativo para os mercados acionários devido ao aumento da tensão comercial entre Estados Unidos e União Europeia. O feriado americano reduz o volume de negócios, o que eleva a volatilidade e pode afetar as ações brasileiras.


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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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A inflação nos EUA e a guerra de Trump contra o FED https://levanteideias.com.br/artigos/a-inflacao-nos-eua-e-a-guerra-de-trump-contra-o-fed https://levanteideias.com.br/artigos/a-inflacao-nos-eua-e-a-guerra-de-trump-contra-o-fed#respond Tue, 13 Jan 2026 12:37:09 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52906 O post <strong>A inflação nos EUA e a guerra de Trump contra o FED</strong> apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

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Mercados com Rafael Bevilacqua
Os investidores acompanham com atenção a divulgação da inflação americana de dezembro, prevista para a manhã desta terça-feira (13). O dado é considerado decisivo para calibrar as expectativas em relação à política monetária dos Estados Unidos nos próximos meses e tende a influenciar o comportamento dos mercados globais ao longo do dia.

A mediana das projeções indica estabilidade do Consumer Price Index (CPI) cheio. A variação acumulada em 12 meses deve permanecer em 2,6 por cento, mesmo patamar observado até novembro. O resultado reforça a avaliação de que o processo de desinflação perdeu força no fim de 2025, após avanços mais consistentes ao longo do primeiro semestre.

Para o núcleo da inflação, que exclui preços voláteis como os dos alimentos e da energia, a expectativa é de leve aceleração. A projeção aponta alta de 2,7 por cento em 12 meses, ante 2,6 por cento na leitura anterior. O movimento, embora moderado, tende a gerar desconforto entre os formuladores de política monetária, já que o núcleo é visto como um indicador mais fiel das pressões inflacionárias subjacentes.

Mesmo com sinais de estabilidade, a inflação segue elevada. Tanto o índice cheio quanto o núcleo permanecem acima da meta de 2,0 por cento perseguida pelo Federal Reserve (FED), o banco central americano. Esse descompasso sustenta uma postura cautelosa por parte do banco central americano e limita o espaço para mudanças rápidas na condução dos juros.

A leitura esperada para dezembro reforça a narrativa de juros elevados por mais tempo. A autoridade monetária tem reiterado que precisa de evidências mais consistentes de convergência à meta antes de iniciar um processo de flexibilização.

O mercado também observa a composição do índice. A inflação dos serviços, pressionada pelo aquecimento do mercado de trabalho, segue sendo um dos focos de pressão de alta dos preços. Esses segmentos reagem lentamente ao aperto monetário e dificultam uma desaceleração mais rápida do núcleo.

Esse cenário incerto é agravado pela ofensiva de Donald Trump contra Jerome Powell, presidente do FED. Na sexta-feira (09), a repartição equivalente à Procuradoria Geral da República dos Estados Unidos divulgou que está processando Powell por, alegadamente, ter mentido no Congresso em junho do ano passado sobre os gastos com a reforma do prédio do FED.

No domingo (11), em uma manifestação rara, Powell divulgou um vídeo dizendo que isso era um “pretexto” para forçar o FED a baixar os juros, e que isso não iria alterar a política monetária americana. Na segunda-feira (12) três ex-presidentes do FED e quatro ex-secretários do Tesouro (equivalente americano ao ministro da Fazenda) criticaram a decisão de Trump, aumentando a crise.

Diante desse cenário, a probabilidade de um corte de juros pelo FED no curto prazo é reduzida. As apostas se concentram em manutenção das taxas nos níveis atuais durante boa parte do primeiro semestre. Eventuais ajustes devem ocorrer apenas se houver surpresa positiva nos dados de inflação e atividade.


E Eu Com Isso?

Os contratos futuros dos principais índices americanos estão em leve baixa no pré-mercado. A divulgação do CPI segue como um dos principais gatilhos de volatilidade. O dado desta terça-feira deve orientar as expectativas para as próximas reuniões do FED e influenciar a precificação de ativos de risco, moedas e juros ao redor do mundo.


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Qual o tamanho do problema causado pela prisão de Maduro? https://levanteideias.com.br/artigos/qual-o-tamanho-do-problema-causado-pela-prisao-de-maduro https://levanteideias.com.br/artigos/qual-o-tamanho-do-problema-causado-pela-prisao-de-maduro#respond Tue, 06 Jan 2026 12:41:39 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52876 O post <strong>Qual o tamanho do problema causado pela prisão de Maduro?</strong> apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

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Mercados com Rafael Bevilacqua
Na madrugada do sábado (03), quando se tornou pública a notícia da prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro por forças americanas, a primeira reação foi de preocupação. Não por acaso, assim que os mercados asiáticos iniciaram suas atividades na madrugada da segunda-feira (05), os preços de ativos de risco, como o ouro, dispararam. No entanto, à medida que o dia transcorreu, o movimento foi se normalizando, e o Ibovespa fechou em alta.

O principal índice da bolsa brasileira fechou o dia em alta. O Ibovespa subiu 0,83 por cento, a 161.869,76 pontos, atuando acima de 160 mil pontos durante a maior parte do pregão, com um volume de 22 bilhões de reais. No câmbio, o dólar caiu 0,35 por cento para 5,40 reais ao fim do pregão.

O movimento foi impulsionado pelas ações do setor financeiro, mas as ações das empresas de petróleo pressionaram o índice para baixo. Petrobras (PETR4) recuou cerca de 1,6 por cento. Da mesma forma, nas bolsas internacionais, índices acionários e papéis de energia responderam à prisão de Maduro.

Para além disso, os seguem atentos a dados de inflação e de atividade econômica no Brasil e nos Estados Unidos. Esses números devem influenciar expectativas sobre a política de juros do Federal Reserve (FED), o banco central americano, que influencia os fluxos para ativos de risco e moedas emergentes.

A prisão de Nicolás Maduro e a intervenção dos Estados Unidos na Venezuela continuam a repercutir globalmente. Nos mercados externos, as ações globais e contratos futuros subiram após o evento, com impulso em setores ligados a energia e tecnologia.

O que esperar? Os investidores estão apreensivos, mas não alarmados, avaliando que a intervenção americana pode não ter impacto direto imediato na macroeconomia global. A produção de petróleo da Venezuela representa uma pequena fração da oferta global, e isso ajuda a limitar o efeito direto sobre preços. Mas a sensibilidade ao cenário geopolítico e macroeconômico segue alta, com foco em indicadores futuros.


E Eu Com Isso?

O dólar enfraquecido ante o real no primeiro pregão da semana indica que as expectativas locais podem resistir a choques externos moderados. No entanto, a continuidade dessa tendência depende de dados econômicos robustos e da orientação das políticas monetárias em mercados desenvolvidos. Nesta terça-feira, a atenção dos investidores será dividida entre dados econômicos, decisões de bancos centrais e a evolução da situação geopolítica envolvendo Estados Unidos e Venezuela.

As notícias são positivas para a Bolsa em um cenário de volatilidade


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Não se preocupe (muito) com a prisão de Nicolás Maduro https://levanteideias.com.br/artigos/nao-se-preocupe-muito-com-a-prisao-de-nicolas-maduro https://levanteideias.com.br/artigos/nao-se-preocupe-muito-com-a-prisao-de-nicolas-maduro#respond Mon, 05 Jan 2026 12:45:29 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52754 O post <strong>Não se preocupe (muito) com a prisão de Nicolás Maduro</strong> apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

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Mercados com Rafael Bevilacqua
Foi fraca a reação inicial dos investidores à prisão do ditador venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa por tropas americanas em Caracas na madrugada do sábado (3).

Até agora, o maior impacto foi nos preços do ouro, que subiram 2 por cento em Londres para 4.419 dólares por onça-troy. No entanto, os preços do petróleo – principal produto da Venezuela, responsável por 1 por cento da oferta mundial – seguem estáveis. O contrato futuro de fevereiro do barril de petróleo do tipo Brent, referência para a Petrobras (PETR4), está estável em 60,70 dólares, queda de 0,08 por cento.

Os contratos futuros dos principais índices acionários americanos estão com leves altas no pré-mercado, e o índice de volatilidade VIX está em 15,16 pontos, alta de 4,48 por cento, mas abaixo dos cerca de 26 pontos no fim de novembro.

A maior dúvida no mercado é o que ocorrerá com o petróleo. Neste momento os preços estão em baixa porque a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) vem mantendo a oferta elevada. Prova disso é que não ocorreu o fenômeno de inversão da curva de preços, quando o petróleo no mercado à vista fica mais caro do que no mercado futuro.

As declarações iniciais de Marco Rubio, secretário de Estado americano, foram de que as exportações venezuelanas poderiam ser embargadas como instrumento de coerção do novo governo, em vez de  uma ocupação militar americana. Porém, a ex-vice-presidente Delcy Rodriguez, que foi empossada por 90 dias na presidência, já assumiu um tom conciliador, o que pode reduzir a probabilidade de problemas na oferta da commodity.

Bem está o que bem acaba? Longe disso. A consequência mais grave da iniciativa americana é que ela elevou os riscos geopolíticos em diversos outros pontos do mundo. Nunca se sabe exatamente o que Donald Trump quer dizer. Ele afirmou que os Estados Unidos estariam dispostos a uma ocupação militar na Venezuela.

Quem se lembra do custo de operações semelhantes no Iraque e no Afeganistão acha essa hipótese remota. Por isso, o mais provável é que haja uma composição com o novo governo e que as empresas petrolíferas americanas voltem a extrair óleo da Venezuela.

O problema – na cabeça dos investidores – é que o fato de Trump ter mandado tropas para prender Maduro pode levar Xi Jinping, o presidente chinês, a pensar em fazer algo parecido com Taiwan. Ou inspirar Vladimir Putin a mandar mísseis para Kiev. Ou levar Kim Jong-Un, o ditador norte-coreano, a ter ideias.

Isso não apareceu nos preços dos ativos – e pode nunca aparecer. Prever o futuro é difícil. Não é possível descartar a hipótese de que o que ocorreu na Venezuela seja apenas um incidente isolado. Uma intervenção que não seguiu as regras e foi motivada pelo petróleo, mas que afastou do poder um ditador que transformou a vida dos venezuelanos em um inferno. Nota importante: nada garante que a vida do venezuelano médio melhore com isso, pois a elite que cercava Maduro segue no comando.

Porém, também não é possível descartar a hipótese de que a ação americana em Caracas na madrugada do sábado marque o início de um ciclo de endurecimento militar, com impactos na sociedade e na economia de dezenas de países, Brasil entre eles. Por isso, apesar de a ação na Venezuela não indicar um risco imediato, é preciso que os investidores coloquem mais um assunto no radar.


E Eu Com Isso?

A percepção inicial é que a prisão de Nicolás Maduro é um problema pontual, que não terá um impacto intenso nos mercados. Os contratos futuros dos principais índices americanas estão em alta no pré-mercado, o que não indica uma reação intensa ao ocorrido. No entanto, o aumento da incerteza pode provocar episódios de volatilidade.

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Fim do “shutdown” anima investidores. Mas… https://levanteideias.com.br/artigos/fim-do-shutdown-anima-investidores-mas https://levanteideias.com.br/artigos/fim-do-shutdown-anima-investidores-mas#respond Thu, 13 Nov 2025 14:29:13 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=52557 O post <strong>Fim do “shutdown” anima investidores. Mas…</strong> apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

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Mercados com Rafael Bevilacqua


Após 43 longos dias, na noite da quarta-feira (12) o presidente Donald Trump sancionou uma lei de financiamento temporário, encerrando a mais longa paralisação do governo americano da história. Além da retomada de várias atividades e da normalização das relações entre setor público e empresas que fornecem para o governo, o fim da paralisação também permitirá a divulgação de muitos dados econômicos atrasados. Entre eles, números de inflação e de desemprego, essenciais para que o Federal Reserve (FED), o banco central americano, consiga formular sua política monetária.

Até o hiato da paralisação, os investidores estavam atentos a sinais de desaquecimento do mercado de trabalho. Nas últimas semanas de setembro, as declarações de Jerome Powell, presidente do FED, e de diversos diretores do órgão, indicavam que a atenção da autoridade monetária estava mais voltada para o desaquecimento do mercado de trabalho americano, com menos ênfase nos preços, que seguem bastante acima da meta.

Isso mudou um pouco. Segundo o indicador FedWatch, a probabilidade de manutenção dos juros americanos na faixa atual entre 3,75 e 4,00 por cento ao ano subiu para 48,1 por cento nesta quinta-feira ante 37,1 por cento na quarta-feira (12). Há um mês, essa probabilidade era de apenas 4,5 por cento. Já as probabilidades de corte das taxas em 0,25 ponto percentual caíram para 51,9 por cento ante 62,9 por cento na véspera. Há um mês, a expectativa era de 95,5 por cento.

O que isso quer dizer? Para os investidores, a interrupção do fluxo de informações aumentou o risco. Diferentemente do velho provérbio que diz que nenhuma notícia é uma boa notícia (“no news is good news”), neste caso a ausência de números não foi boa. Ao suspender a divulgação dos dados do emprego, o “shutdown” privou os investidores de um insumo essencial para tentar antecipar movimentos futuros do FED.

Navegando às cegas, o mercado embutiu um prêmio de risco nos preços. Não ajuda o fato de que, na reunião do FED do fim de outubro, Powell ter frisado que os investidores não deveriam apostar em novas reduções nas taxas na reunião agendada para dezembro. Ou seja, apesar da boa notícia de encerramento do “shutdown”, os investidores devem encarar a volta gradual à normalidade com uma ênfase mais negativa do que positiva.


E Eu Com Isso?

Os contratos futuros dos principais índices americanos estão praticamente estáveis no pré-mercado, com os investidores esperando os indicadores que serão divulgados nesta quinta-feira para traçar suas estratégias. Não há expectativas formadas sobre os números, o que eleva a volatilidade potencial do mercado. No Brasil, os resultados negativos do Banco do Brasil (BBAS3) referentes ao 3T25 devem pesar sobre o Ibovespa.

Dividendos bilionários e integração concluída marcam o 3T25 da Allos (ALOS3)


A Allos (ALOS3) apresentou um terceiro trimestre sólido, marcado pelo anúncio de um guidance de dividendos robusto e pela consolidação da integração entre as antigas administradoras de shopping. O grande destaque do trimestre foi o anúncio de 1,9 bilhão de reais em dividendos previstos entre dezembro de 2025 e dezembro de 2026 — valor que reforça a capacidade de geração de caixa da companhia e sinaliza confiança do management na sustentabilidade operacional do negócio. O balanço também refletiu um trimestre de crescimento equilibrado, com receita líquida de 663 milhões de reais (+5,2 por cento a/a) e avanço em praticamente todas as linhas operacionais, sustentado por desempenho consistente das receitas de locação e estacionamento, além da expansão das operações de mídia digital.

A receita líquida da Allos atingiu 663 milhões de reais, com avanço de 5,2 por cento na comparação anual, impulsionada pelo crescimento das linhas de aluguel (+6,0 por cento), estacionamento (+10,2 por cento) e serviços (+9,2 por cento). O desempenho no segmento de locação refletiu os reajustes contratuais positivos e renovações de contratos com spreads acima da inflação. As vendas nas mesmas lojas (SSR) cresceram 6,5 por cento a/a, confirmando a boa performance operacional dos ativos e a capacidade de repassar preços em um ambiente ainda desafiador. As receitas de mídia digital também aceleraram (+29 por cento a/a), beneficiadas pela expansão da operação da Helloo em aeroportos, enquanto as receitas de incorporação imobiliária, que haviam contribuído no 3T24, não tiveram impacto relevante neste trimestre. Desconsiderando este efeito, o crescimento orgânico da receita líquida teria sido de 7,4 por cento a/a.

As vendas totais nos shoppings da Allos atingiram 9,9 bilhões de reais, alta de 5,5 por cento a/a, superando o crescimento do varejo nacional e refletindo o bom momento do consumo de serviços e experiências. As vendas por metro quadrado chegaram a 1.925 reais/m², um crescimento de 3,4 por cento em relação ao 3T24, e acumulam alta de 50 por cento desde 2019, equivalente a um CAGR de 7 por cento. A taxa de ocupação encerrou o trimestre em 96,5 por cento, levemente acima do ano anterior. A companhia assinou 241 novos contratos e registrou inaugurações relevantes, como a primeira H&M Home do Brasil, no Parque Dom Pedro (Campinas), e novas lojas da Farm, Sephora e Coco Bambu em shoppings estratégicos. Esses movimentos mostram que os shoppings da Allos seguem como destinos de alto fluxo e relevância regional, sustentando a geração de NOI e a valorização de portfólio.

O NOI atingiu 585,9 milhões de reais, alta de 7,8 por cento em relação ao 3T24, com margem NOI de 93,4 por cento, avanço de 80 bps. O desempenho reflete não apenas o crescimento de receita, mas também uma queda de 8,1 por cento nos custos operacionais. A Allos tem mantido uma disciplina rigorosa na gestão de custos, especialmente após a consolidação das estruturas administrativas e a unificação de sistemas (ERP), que melhoraram os processos de controle. A boa performance operacional se traduziu na expansão das margens e sustentou a geração consistente de caixa, mesmo num ambiente de juros elevados.

O EBITDA ajustado somou 485,6 milhões de reais no trimestre, representando um crescimento de 6,6 por cento a/a e margem EBITDA de 73,2 por cento (+97 bps). Esse resultado foi impulsionado pela combinação de receitas resilientes, custos mais baixos e despesas gerais e administrativas estáveis (114,6 milhões de reais, em linha com o 3T24, mesmo considerando a inflação). Em termos reais, o SG&A apresentou queda de 14,7 por cento em dois anos, reflexo do programa contínuo de eficiência organizacional, que inclui redução de estrutura e revisão de mandatos. Essas iniciativas devem gerar impacto mais significativo a partir do 1T26, com novas rodadas de simplificação operacional e realocação de recursos. No agregado, a companhia segue entregando margens superiores à média histórica.

O FFO totalizou 304,9 milhões de reais (+3,5 por cento a/a), com FFO por ação crescendo 9,0 por cento, refletindo tanto a solidez operacional quanto os efeitos das recompras de ações realizadas desde o final de 2024. A companhia encerrou o trimestre com alavancagem controlada (1,7x Dívida Líquida/EBITDA). A forte geração de caixa permitiu à Allos anunciar um pagamento de 146 milhões de reais em dividendos em dezembro de 2025, além de um guidance mensal de 28 centavos a 30 centavos por ação para 2026, totalizando até 1,9 bilhão de reais em proventos no período.


E Eu Com Isso?

O 3T25 confirmou a força estrutural do modelo de negócios da Allos, que segue combinando crescimento, eficiência e disciplina financeira. A companhia mostrou capacidade de entregar resultados consistentes, com rentabilidade elevada, margens em expansão e portfólio de alta qualidade. Os principais gatilhos de curto prazo incluem a continuidade da redução de custos, o avanço do programa de eficiência e a materialização do guidance de dividendos, que deve sustentar a valorização das ações no curto e médio prazo. Diante de uma execução acima da média, estrutura de capital sólida e portfólio premium com liquidez crescente, mantemos visão construtiva para a Allos, que segue bem posicionada para capturar a retomada gradual do consumo e continuar entregando valor aos acionistas.

Com o ciclo de integração praticamente concluído, a Allos entra em uma nova etapa de crescimento com base sólida para expandir rentabilidade e eficiência. A companhia tem espaço para realavancar o balanço gradualmente, aproveitando o custo de dívida competitivo e a forte conversão de caixa, o que deve permitir ampliar o retorno ao acionista sem comprometer a solidez financeira.



Ações da B3 (B3SA3) avançam 4,3 por cento após divulgar seus resultados

A B3 (B3SA3) divulgou seus resultados financeiros do terceiro trimestre de 2025, refletindo os impactos de um cenário macroeconômico ainda desafiador. A companhia reportou receita líquida de 2,77 bilhões de reais, um crescimento de 2,0 por cento em relação ao mesmo período do ano passado.

O segmento de Mercados, que concentra a maior parte da receita da empresa, somou 1,8 bilhão de reais, praticamente estável na comparação anual.

O principal destaque foi o segmento de renda fixa e crédito, que teve desempenho positivo, com aumento de 15,9 por cento, atingindo 348,9 milhões de reais, enquanto as receitas com empréstimo de ativos se destacaram, crescendo 20,9 por cento no período, para 76,8 milhões de reais.

No lado das despesas, a B3 contabilizou 841 milhões de reais, alta de 1,2 por cento em relação ao segundo trimestre de 2024. Com isso, o EBITDA recorrente atingiu 1,72 bilhão de reais, representando um aumento de 1,7 por cento na base anual.

A margem EBITDA recorrente foi de 69,5 por cento, abaixo dos 70 por cento registrados no mesmo período do ano passado.

O lucro líquido da companhia somou 1,26 bilhão de reais, com avanço de 2,6 por cento na comparação anual, em um cenário ainda conservador para o mercado de capitais.

Apesar da entrega de resultados sólidos no trimestre, as ações da B3 seguem negociadas a múltiplos considerados exigentes no cenário atual.

O papel apresenta um índice Preço/Lucro (P/L) de 15 vezes e uma relação EV/EBITDA de 10,3 vezes, patamares que indicam um valuation relativamente elevado em comparação ao restante do mercado brasileiro, especialmente diante de um ambiente de juros ainda altos e atividade moderada no mercado de capitais.

No entanto, apesar dos números neutros, o avanço dos papéis da B3 e seu valuation diferenciado ocorre porque parte do mercado acredita que o volume de ações negociadas na Bolsa de Valores de São Paulo potencialmente poderia dobrar à medida que as taxas de juros diminuem.

Essa modificação no ambiente de juros tem o potencial de impulsionar tanto a linha de receitas quanto os lucros da B3. Com essa expectativa, as ações da Bolsa brasileira seguiram em destaque no pregão de ontem.

 
E Eu Com Isso?
 
No entanto, esse múltiplo também tem potencial de limitar o potencial de valorização no curto prazo, mesmo com a elevada rentabilidade da companhia.

Nos últimos doze meses, a B3 acumulou um lucro líquido de 4,85 bilhões de reais e manteve um retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 24,4 por cento, o que evidencia sua elevada rentabilidade e forte capacidade de geração de caixa.

A B3 segue exposta à sensibilidade macroeconômica, com suas receitas correlacionadas ao apetite por risco e à atividade no mercado de capitais, fatores que ainda estão limitados por um ambiente de juros elevados e incertezas econômicas.

Embora reconheçamos a consistência operacional e a resiliência da companhia, entendemos que o atual patamar de preços já embute grande parte das perspectivas positivas, reduzindo a margem de segurança para novas entradas.





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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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Bloqueio da Xiaomi https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/bloqueio-da-xiaomi https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/bloqueio-da-xiaomi#respond Mon, 15 Mar 2021 13:15:28 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=22275 As ações da Xiaomi (1810) fecharam a sessão desta segunda-feira (15/mar) em alta de 7 por cento na bolsa de Hong Kong, após a justiça americana retirar o bloqueio imposto pelo ex-presidente Trump à companhia. Em janeiro, a administração do então presidente Donald Trump colocou a Xiaomi na lista de “Empresas Chinesas com ligação aos… Read More »Bloqueio da Xiaomi

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As ações da Xiaomi (1810) fecharam a sessão desta segunda-feira (15/mar) em alta de 7 por cento na bolsa de Hong Kong, após a justiça americana retirar o bloqueio imposto pelo ex-presidente Trump à companhia.

Em janeiro, a administração do então presidente Donald Trump colocou a Xiaomi na lista de “Empresas Chinesas com ligação aos órgãos militares comunistas” (CCMC). A acusação era com base no envolvimento da fabricante de smartphones com elos militares do país, o que colocaria em risco a segurança dos americanos. Empresas do setor de telecomunicações, energia, construção, semicondutores e tecnologia seguem na “lista negra” e estão correndo atrás do fim das sanções.

E Eu Com Isso?

Os ativos lastreados em ações da Xiaomi nos Estados Unidos (ADRs) devem reagir positivamente à notícia, bem como outras companhias na lista da CCMC.

Dentre as sanções impostas pelas medidas anti-China, está a proibição do investimento por parte dos americanos nestas empresas. Do ponto de vista de mercado, além de gerar uma pressão de vendas no curto prazo devido a limitação das negociações, as medidas acabam atrapalhando na precificação do ativo de maneira adequada.

As ações da Xiaomi despencaram após a sanção de Trump, ao apagar das luzes, no meio de janeiro. A companhia perdeu mais de 31 por cento de valor de mercado desde o seu nível mais alto, em meados de janeiro deste ano.

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Leia também: Vendas da Tesla na China.

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Impeachment de Trump https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/impeachment-de-trump https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/impeachment-de-trump#respond Wed, 13 Jan 2021 13:21:15 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=19981 Após os recentes acontecimentos na política americana, os Democratas parecem determinados a reagir à altura para responsabilizar Trump por meio de seu impedimento, ainda que faltem apenas sete dias para que o novo presidente-eleito, Joe Biden, assuma a Casa Branca. Na noite desta terça-feira (12), o vice-presidente americano, Mike Pence, comunicou à líder da Câmara… Read More »Impeachment de Trump

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Após os recentes acontecimentos na política americana, os Democratas parecem determinados a reagir à altura para responsabilizar Trump por meio de seu impedimento, ainda que faltem apenas sete dias para que o novo presidente-eleito, Joe Biden, assuma a Casa Branca.

Na noite desta terça-feira (12), o vice-presidente americano, Mike Pence, comunicou à líder da Câmara dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados brasileira), a democrata Nancy Pelosi, que não invocará a 25ª emenda da Constituição dos EUA, que permite que o presidente seja destituído do cargo pelo vice e pelo gabinete de seu governo mediante a compreensão de que ele é incapaz de exercer sua função. Essa seria uma alternativa ao processo de impeachment, inclusive já aprovada (ainda que simbolicamente) na Câmara dos Representantes na noite desta terça, mas que, com a negativa de Pence, deve abrir caminho para a abertura de um processo de impedimento de Trump.

A votação deve ocorrer nesta quarta (13) e conta com o apoio de parte dos republicanos da Câmara. Porém, para que todo o processo fosse finalizado antes da posse de Biden, teria que ser aberto um precedente histórico nos EUA – com uma espécie de votação relâmpago –, o que torna alguns grupos políticos receosos. O Senado americano está em recesso até o dia 19 de janeiro e a aprovação de um impedimento em sete dias, segundo juristas, poderia atropelar as devidas investigações e ponderações essenciais ao processo. Vale lembrar que para consolidar a destituição de Trump, é necessário apenas maioria simples na Câmara, mas dois terços dos votos no Senado.

Para contornar o imbróglio temporal, a discussão que vem sendo feita entre o meio jurídico americano, atualmente, é sobre a possibilidade de punir um ex-membro do governo. Nesse contexto, cogita-se votar o impeachment no Senado somente após a posse de Joe Biden, nos 100 primeiros dias do governo democrata.

E Eu Com Isso?

Diante da excepcionalidade do processo – que ocorre nos acréscimos do segundo tempo de mandato de Trump –, é praticamente impossível que o atual presidente seja deposto ainda durante seu mandato. A Câmara deve aprovar nesta quarta o impeachment de Trump, mas, diferentemente dos trâmites aqui no Brasil, isso não o afasta automaticamente do cargo.

Sendo assim, o Senado deve retomar a questão mais à frente e, com menos holofotes e necessidade de maioria absoluta, restarão dúvidas quanto ao resultado do processo. Afinal, o trumpismo ainda é bastante influente no Partido Republicano e nas suas bases eleitorais. Os mercados monitoram com cautela a situação nos EUA, mas devem aliviar a tensão assim que ficar mais claro que Trump não será deposto nos próximos dias. Ainda assim, como qualquer processo envolvendo um impeachment de um presidente, a atual conjuntura gera estresse para os investidores, que preferem por diminuir riscos.

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Leia mais: A força do dinheiro gringo

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Política nos EUA mexe com negócios https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/politica-nos-eua-mexe-com-negocios https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/politica-nos-eua-mexe-com-negocios#respond Tue, 12 Jan 2021 13:26:49 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=19964 O ambiente político conturbado nos Estados Unidos tem levado as empresas americanas a se posicionarem sobre o assunto, mesmo que isso signifique algum impacto marginal negativo no seu negócio no curto prazo. Na última semana, por exemplo, Amazon, Apple e Google suspenderam os serviços que prestavam para a Parler, uma rede social “paralela” ao Twitter… Read More »Política nos EUA mexe com negócios

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O ambiente político conturbado nos Estados Unidos tem levado as empresas americanas a se posicionarem sobre o assunto, mesmo que isso signifique algum impacto marginal negativo no seu negócio no curto prazo.

Na última semana, por exemplo, Amazon, Apple e Google suspenderam os serviços que prestavam para a Parler, uma rede social “paralela” ao Twitter e muito difundida entre apoiadores de Trump. Como ela estava hospedada na AWS (Amazon Web Services), o portal saiu do ar. Mesmo que consiga contratar outro serviço de hospedagem, o seu app não estará disponível na App Store da Apple, tampouco aparecerá nas buscas do Google.

O Twitter baniu permanentemente a conta oficial do presidente republicano Donald Trump, e suas ações TWTR recuaram quase 5 por cento ao longo da última semana. As redes sociais Facebook e Instagram também o bloquearam, porém de forma temporária.

Além disso, outras gigantes do mercado americano, como a AT&T, Comcast, General Eletric, ConocoPhillips, Dow Inc, UPS, Facebook e a própria Amazon estão decidindo pela suspensão das doações de campanha em prol de políticos Republicanos (PAC Donations) que se mostraram contrários à certificação da vitória de Joe Biden na última semana.

Os protestos realizados na última semana dentro do congresso americano estão interferindo nas práticas dos “negócios”, fenômeno mais observável nas grandes companhias listadas no ambiente de bolsa por lá.

E Eu Com Isso?

O clima político conturbado nos Estados Unidos aumentou a aversão ao risco nas últimas sessões. Novos acontecimentos, como desdobramentos associados ao possível Impeachment de Donald Trump, podem trazer mais alguma volatilidade no curto prazo.

As empresas que administram redes sociais, como o Twitter e o Facebook, temem ter a sua plataforma relacionada com postagens e interações de cunho antidemocrático. Por este motivo, alegam que Trump violou as regras da plataforma por utilizar frases que incitariam a violência.

Nós acreditamos que o posicionamento das empresas no que tange aos aspectos políticos, sociais e ambientais é uma tendência para o século. Veremos, cada vez mais, grandes empresas engajadas em tais assuntos.

O debate mais profundo é se o envolvimento com estas questões – ou de forma mais ampla, aos pilares do ESG – será de fato uma “nova forma de fazer negócios” ou mera demagogia “para inglês ver”.

Independente disso, alguns estudos já indicam que empresas com alguma ligação estabelecida com os dos pilares de respeito ao meio ambiente, ao social e às boas práticas de governança conseguem ostentar menor custo de capital próprio e também de terceiros, reduzindo a sua taxa de desconto e consequentemente elevando o valor intrínseco das suas ações.

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Leia também: Alívio em Washington.

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EUA proíbem aplicativos chineses https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/eua-proibem-aplicativos-chineses https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/eua-proibem-aplicativos-chineses#respond Wed, 06 Jan 2021 14:05:09 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=19837 Nesta terça-feira (5) o presidente Donald Trump assinou uma ordem proibindo transações com oito aplicativos ligados à China. Dentre eles está o Alipay, app do Alibaba (BABA) e Ant Group, além de outros ligados à Tencent Holdings (TCEHY). O argumento é de os aplicativos acessam informações pessoais de forma indevida, com capacidade de “rastrear a… Read More »EUA proíbem aplicativos chineses

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Nesta terça-feira (5) o presidente Donald Trump assinou uma ordem proibindo transações com oito aplicativos ligados à China. Dentre eles está o Alipay, app do Alibaba (BABA) e Ant Group, além de outros ligados à Tencent Holdings (TCEHY).

O argumento é de os aplicativos acessam informações pessoais de forma indevida, com capacidade de “rastrear a localização de agentes federais e contratados e constituir relatórios com tais informações pessoais”.

O pedido entra em vigor daqui a 45 dias, quando Joe Biden já deverá ter tomado posse da Presidência americana. Por ora, um juiz federal emitiu uma liminar anulando tal ordem. O governo federal americano apelou da decisão.

E Eu Com Isso?

Entendemos como negativo para os mercados o estremecimento de relações comerciais entre países com grande poderio econômico, como Estados Unidos e China. Porém, no curto prazo, não esperamos impacto relevante no preço das ações das empresas atingidas. O risco regulatório das suas atuações nos Estados Unidos foi mitigado pela decisão judicial americana, além do provável arrefecimento da disputa entre os países com a vitória do democrata Biden.

Mais um duro golpe para Jack Ma, fundador do Alibaba Group, que não é visto em público desde que o governo chinês anunciou tanto a suspensão do IPO de 35 bilhões de dólares do Ant Group (“fintech” da gigante do varejo eletrônico) quanto o início das investigações antitruste contra o Alibaba.

Nesta primeira semana de janeiro, três gigantes chinesas de telecomunicação estiveram próximas de serem deslistadas da Bolsa de Nova York devido a um decreto aprovado por Trump em novembro, que proibia investimentos em companhias associadas a órgãos militares chineses.

Além disso, durante boa parte de 2020, o aplicativo chinês TikTok foi alvo de polêmicas envolvendo o governo Trump, que buscava banir o aplicativo ou forçar a sua venda para alguma empresa americana.

Apesar de utilizar o argumento de uso indevido de dados, invasão de privacidade dos usuários, na nossa visão a conotação geopolítica acaba prevalecendo na interpretação de tais disputas.

Aparentemente, há uma questão estratégica também do governo Trump nas suas últimas semanas à frente da presidência dos Estados Unidos. “Tumultuando” a relação comercial com a China, Trump “joga para sua torcida” e deixa a “bomba” cair no colo do seu sucessor.

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Leia também: Ano começa em alta.

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Trump e Brexit reduzem incertezas https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/trump-e-brexit-reduzem-incertezas https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/trump-e-brexit-reduzem-incertezas#respond Mon, 28 Dec 2020 13:04:13 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=19723 Após uma pausa de quatro dias seguidos devido ao feriado de Natal, os investidores voltam à atividade tendo ganho presentes de dois Papais Noeis improváveis: o quase ex-presidente americano Donald Trump e o primeiro-ministro britânico Boris Johnson. Depois de refugar por alguns dias, Trump sancionou a lei do pacote de ajuda de 900 bilhões de… Read More »Trump e Brexit reduzem incertezas

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Após uma pausa de quatro dias seguidos devido ao feriado de Natal, os investidores voltam à atividade tendo ganho presentes de dois Papais Noeis improváveis: o quase ex-presidente americano Donald Trump e o primeiro-ministro britânico Boris Johnson. Depois de refugar por alguns dias, Trump sancionou a lei do pacote de ajuda de 900 bilhões de dólares de medidas de alívio pela Covid-19, aprovado pelo Congresso americano ainda antes do Natal. Inicialmente Trump havia se recusado a assinar o projeto de lei.

Apesar de ambos os projetos terem sido aprovados na Câmara dos Deputados e no Senado com maiorias suficientes para derrubar um veto presidencial, a demora teria consequências muito negativas para a economia, o que provocaria um impacto negativo no mercado. Porém, Trump retornou à racionalidade e aprovou a lei.

Além do auxílio econômico, o presidente americano também sancionou medidas que impedem uma paralisação do governo americano.

E há mais à vista. A Câmara dos Deputados pode avaliar ainda uma proposta de elevar o pacote de ajuda individual de 600 para 2 mil dólares. Apesar de a aprovação ser considerada improvável, só a perspectiva foi capaz de animar o mercado.

Com relação ao Brexit, o complicado processo de retirada do Reino Unido da União Europeia, as duas partes conseguiram chegar a um acordo poucos dias antes do prazo definitivo. Os pontos mais sensíveis eram a maneira de resolver disputas envolvendo impostos de importação ou restrições comerciais, a permissão para navios europeus pescarem em águas britânicas, além de incentivos comerciais, vistos para viajantes e padronização de produtos.

Durante as complicadas negociações, ambos os lados tiveram de fazer concessões, e haverá muitos pontos a serem acertados no futuro. Mesmo assim, a notícia foi suficiente para animar os mercados europeus, que estão registrando fortes altas no início da manhã.

Relatório Focus

Em sua última edição de 2020, o relatório Focus, do Banco Central (BC), trouxe poucas mudanças em relação à semana anterior. O prognóstico para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2020 permaneceu indicando uma retração de 4,4 por cento, mesma cifra da semana anterior. Há quatro semanas, a expectativa era de queda de 4,5 por cento.

A inflação prevista pelo IPCA para o ano também não se alterou, permanecendo em 4,39 por cento, acima dos 3,54 por cento de há quatro semanas. E a taxa de câmbio prevista para o fim do ano caiu levemente para 5,14 reais, ante os 5,15 da semana passada. Há quatro semanas, a projeção era de 5,36 por cento.

E Eu Com Isso?

A liquidez deve permanecer reduzida nestes últimos pregões do ano, com muitos investidores e gestores de recursos evitando assumir novas posições. Essa redução da liquidez tende a aumentar a volatilidade.

Nesse cenário, a redução das incertezas faz tanto os contratos futuros de Ibovespa quanto os contratos futuros do índice americano S&P 500 iniciarem os negócios com altas de 0,7 por cento.

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Leia também: Wall Street ignora Trump.

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