oi – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Tue, 01 Feb 2022 13:54:01 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png oi – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Anatel aprova venda dos ativos móveis da Oi https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/anatel-aprova-venda-dos-ativos-moveis-da-oi https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/anatel-aprova-venda-dos-ativos-moveis-da-oi#respond Tue, 01 Feb 2022 12:51:09 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36153 O conselho diretor da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) aprovou na tarde da última segunda-feira (31) a venda da operação de telefonia móvel da Oi para a aliança formada entre as suas principais concorrentes, a Telefônica (VIVT3), a Tim (TIMS3) e a Claro. Ficaram estabelecidos alguns remédios para a transação, como o atendimento ao PGMU… Read More »Anatel aprova venda dos ativos móveis da Oi

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O conselho diretor da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) aprovou na tarde da última segunda-feira (31) a venda da operação de telefonia móvel da Oi para a aliança formada entre as suas principais concorrentes, a Telefônica (VIVT3), a Tim (TIMS3) e a Claro. Ficaram estabelecidos alguns remédios para a transação, como o atendimento ao PGMU (Plano Geral de Metas de Universalização), além de acabar em 18 meses com sobreposição de frequência.

Vale ressaltar que o ativo foi vendido pelo valor de R$ 16,5 bilhões, valor que representava o piso da faixa estimada pelo mercado, que chegava até os R$ 21 bilhões. O julgamento do caso começou na última sexta-feira (28), com a leitura do relator do caso, o Conselheiro Emmanoel Campelo, mas a votação nem chegou a começar, uma vez que Vicente Aquino, outro membro do conselho, pediu vistas do processo.

Os próximos meses ainda serão movimentados para a Oi, visto que o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) pode analisar o processo até o dia 15 de fevereiro, além da recuperação judicial ter seu prazo terminando em março para a sétima vara empresarial e em maio pelos credores.

Na reunião de ontem, o voto-vista de Aquino apresentou alguns acréscimos aos remédios previamente propostos, como a alteração à garantia de cumprimento do PGMU IV, que se refere à universalização de antenas 4G pelo Brasil. Além disso, Aquino recomendou que a manutenção das ofertas de produtos de atacado, por meio de acordo de roaming nacional, seja submetida pelas três concorrentes da Oi.

E Eu Com Isso?

A venda da Oi Móvel praticamente conclui um extenso programa de desinvestimento da companhia, faltando só a aprovação da venda da participação da V.Tal (ex-InfraCo). Desde 2019, a companhia já se desfez da participação da angolana Unitel, das suas torres móveis, dos Data Centers, da sua unidade de telefonia móvel e tem uma proposta para a venda de quase 60% na V.Tal.

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Chega ao fim prazo de recuperação judicial da Oi https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/chega-ao-fim-prazo-de-recuperacao-judicial-da-oi https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/chega-ao-fim-prazo-de-recuperacao-judicial-da-oi#respond Fri, 28 Jan 2022 13:00:48 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36086 O processo de recuperação judicial da Oi (OIBR3), que já dura seis anos, parece estar chegando próximo a seu fim. Nesta sexta-feira (28), o conselho diretor da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) deve analisar o pedido de anuência prévia para venda da unidade de telefonia móvel da Oi, para a aliança formada pela Telefônica, Tim… Read More »Chega ao fim prazo de recuperação judicial da Oi

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O processo de recuperação judicial da Oi (OIBR3), que já dura seis anos, parece estar chegando próximo a seu fim. Nesta sexta-feira (28), o conselho diretor da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) deve analisar o pedido de anuência prévia para venda da unidade de telefonia móvel da Oi, para a aliança formada pela Telefônica, Tim e a Claro. Além disso, está marcado para o próximo dia 9 a análise da transação pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica).

Como o setor de telefonia móvel no Brasil já é muito concentrado, nos últimos meses cresceu o lobby de opositores à venda e interessados em participar do negócio. Para evitar a concentração tão elevada em apenas 3 empresas, é muito provável que o Cade só aprove o negócio com medidas condicionantes – ou “remédios” concorrenciais – uma vez que a Superintendência-Geral já recomendou tal iniciativa.

O novo prazo da saída da recuperação judicial marcado pelo juiz da 7ª Vara Empresarial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Fernando Cesar Ferreira Viana, é 30 de março. No entanto, o juiz trabalha com uma margem de segurança, pois a data final aprovada em assembleia geral de credores (AGC) da Oi é 30 de maio.

E Eu Com Isso?

Se analisarmos o último resultado divulgado pela Oi, vemos que a companhia tem uma dívida líquida de quase R$ 30 bilhões, uma alta de 40% em relação ao 3T20. A Oi tem vendido seus ativos nos últimos anos, como as torres, os data centers, a participação na Unitel (ativo na Angola), e mesmo assim a queima de caixa continua: só nos últimos dois anos foram quase R$ 10 bilhões de caixa queimados. Portanto, é quase que consenso que a companhia precisa vender a unidade móvel.

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Leia também: Cade faz declaração quanto a venda da Oi Móvel.

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O que o futuro da Oi nos reserva https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-que-o-futuro-da-oi-nos-reserva https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/o-que-o-futuro-da-oi-nos-reserva#respond Thu, 09 Sep 2021 12:37:25 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=30754 Em entrevista publicada nesta quinta-feira (09), o presidente da Oi (OIBR3), Rodrigo Abreu, reforçou os planos de expansão para a Nova Oi. Como divulgado em seu plano estratégico, a empresa pretende atingir 15 bilhões de receita anual em cerca de três anos. Segundo o presidente da companhia, a Oi se tornará uma companhia totalmente focada… Read More »O que o futuro da Oi nos reserva

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Em entrevista publicada nesta quinta-feira (09), o presidente da Oi (OIBR3), Rodrigo Abreu, reforçou os planos de expansão para a Nova Oi. Como divulgado em seu plano estratégico, a empresa pretende atingir 15 bilhões de receita anual em cerca de três anos.

Segundo o presidente da companhia, a Oi se tornará uma companhia totalmente focada em negócios com clientes, serviços e atendimentos, indo muito além de somente internet fixa e atuando em áreas como saúde, educação e segurança.

É importante ressaltar que a companhia manterá sua participação de 42,1% na V.tal, empresa de rede neutra originada da venda da participação da infraestrutura de fibra da companhia para o fundo do BTG Pactual (BPAC11) e a Globenet cabos submarinos.

A Oi tem expectativa de forte valorização dessa participação, cogitando até mesmo uma abertura de capital desta companhia, conforme mostra seu plano estratégico.

Para sustentar o crescimento acelerado, Abreu espera investir cerca de R$ 30 bilhões em cinco anos a partir de 2022 na empresa de infraestrutura, uma média de R$ 6 bilhões por ano.

E Eu Com Isso?

A entrevista vem para reforçar o compromisso da Oi com seu audacioso plano de crescimento para os próximos anos.

Apesar do tom levemente positivo, acreditamos que a entrevista deve trazer poucos impactos no preço das ações, uma vez que não traz novas informações em relação ao plano estratégico divulgado em julho.

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Leia também: Operadoras menores contestam venda da Oi.

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Operadoras menores contestam venda da Oi https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/operadoras-menores-contestam-venda-da-oi https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/operadoras-menores-contestam-venda-da-oi#respond Mon, 06 Sep 2021 12:39:49 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=30697 Operadoras de menor porte estão reivindicando contrapartidas à venda da Oi Móvel pela Oi (OIBR3) para a aliança entre a Vivo (VIVT3), Tim (TIMS3) e Claro. O que as centenas de operadoras e provedores estão reivindicando são condições mais favoráveis para uma competição equilibrada no mercado de telefonia móvel, tanto em relação à negociação de… Read More »Operadoras menores contestam venda da Oi

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Operadoras de menor porte estão reivindicando contrapartidas à venda da Oi Móvel pela Oi (OIBR3) para a aliança entre a Vivo (VIVT3), Tim (TIMS3) e Claro.

O que as centenas de operadoras e provedores estão reivindicando são condições mais favoráveis para uma competição equilibrada no mercado de telefonia móvel, tanto em relação à negociação de preços quanto na obrigatoriedade de acordos de roaming nacional (compartilhamento de infraestrutura).

As companhias de menor porte do setor, buscam, inicialmente, o cancelamento da aquisição do ativo pelas rivais Vivo, Tim e Claro, que se juntaram para adquirir a quarta operadora móvel do setor.

Caso a primeira tentativa não funcione, a segunda estratégia passa a ser por ganho de força, fatiando o espectro móvel da Oi, ou seja, faixas de radiofrequência sobre as quais as operadoras podem estender suas redes de celulares.

Ainda na lista de reivindicações ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), constam também a divisão da carteira de clientes, além de contratos de aluguel e troca de infraestrutura que compõem o ativo da Oi vendido em leilão.

Segundo o presidente-executivo da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (TelComp) – que representa 70 empresas associadas de médio porte – o compartilhamento só ocorre entre grandes operadoras, visto que as operadoras menores têm pouco a compartilhar.

A Telcomp propõe que as grandes empresas do setor ofereçam as redes em troca de pagamento.

E Eu Com Isso?

Acreditamos que a notícia evidencia mais conflitos para o fim da venda dos ativos móveis da Oi, o que dificulta a companhia encerrar sua recuperação judicial, por isso esperamos impactos negativos nas ações da companhia (OIBR3) no curto prazo.

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Leia também: Cade faz declaração quanto a venda da Oi Móvel.

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Cade faz declaração quanto a venda da Oi Móvel https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/cade-faz-declaracao-quanto-a-venda-da-oi-movel https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/cade-faz-declaracao-quanto-a-venda-da-oi-movel#respond Mon, 26 Jul 2021 12:41:38 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=28532 Na última sexta-feira, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), declarou que a operação envolvendo a compra dos ativos de telefonia móvel da Oi pelos 3 principais nomes no mercado, Vivo (VIVT3), TIM Brasil (TIMS3) e Claro é considerada complexa. A declaração, apesar de não ter consequências diretas em um primeiro momento, indica que o… Read More »Cade faz declaração quanto a venda da Oi Móvel

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Na última sexta-feira, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), declarou que a operação envolvendo a compra dos ativos de telefonia móvel da Oi pelos 3 principais nomes no mercado, Vivo (VIVT3), TIM Brasil (TIMS3) e Claro é considerada complexa.

A declaração, apesar de não ter consequências diretas em um primeiro momento, indica que o órgão vai demorar ainda algum tempo para analisar as possíveis concentrações de mercado em cada região do país, o que deve atrasar o recebimento dos R$ 16,5 bilhões da transação para a Oi.

Apesar de que na época do leilão desses ativos não foi dado outro lance, empresas de menor porte do setor vem fazendo algumas reclamações contra o aumento da concentração de mercado no setor.

E Eu Com Isso?

A notícia é especialmente negativa para Oi (OIBR3/OIBR4), uma vez que o atraso na conclusão deste negócio atrapalha a companhia que tenta atingir o fim do seu processo de recuperação judicial o mais breve possível.

Além disso, o Cade pode impor algumas restrições no negócio, levando a Oi a não conseguir vender parte dos ativos e de sua base de clientes em um primeiro momento, dificultando ainda mais a conclusão da transação.

Com isso, esperamos impactos negativos no preço das ações da companhia (OIBR3/OIBR4) no curto-prazo

Apesar de entendermos que há de fato uma preocupação com a concentração de concorrência no setor, acreditamos que não há compradores para a totalidade dos ativos a não ser as outras três grandes operadoras.

Dessa forma, mesmo com interesses de pequenos provedores em barrar a negociação, acreditamos que eventualmente a transação será aprovada tanto pelo Cade, quanto pela Anatel, mesmo que com algumas restrições e ressalvas por parte dos órgãos reguladores.

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Leia também: Oi divulga plano estratégico.

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Oi divulga plano estratégico https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/oi-divulga-plano-estrategico https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/oi-divulga-plano-estrategico#respond Tue, 20 Jul 2021 12:41:53 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=28060 Nesta segunda-feira (19), a Oi (OIBR3/OIBR4) fez uma apresentação ao mercado divulgando seus planos para os próximos 3 anos, além de tentar deixar mais claro para o mercado como ficará o modelo de negócios e seus números após o fim da recuperação judicial. A companhia fez um plano audacioso de crescimento prevendo R$ 3 bilhões… Read More »Oi divulga plano estratégico

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Nesta segunda-feira (19), a Oi (OIBR3/OIBR4) fez uma apresentação ao mercado divulgando seus planos para os próximos 3 anos, além de tentar deixar mais claro para o mercado como ficará o modelo de negócios e seus números após o fim da recuperação judicial.

A companhia fez um plano audacioso de crescimento prevendo R$ 3 bilhões de receita em 2021 e atingindo R$ 9,3 bilhões em 2024 somente com a unidade de negócios de fibra ótica voltada para pessoas físicas e pequenas empresas.

Pelas projeções da companhia, o segmento terá um crescimento de anual médio de 46% nos próximos anos.

Já na unidade de negócios B2B (clientes empresariais), a companhia divulgou um crescimento forte, porém mais moderado, com 21% de crescimento ao ano de 2021 a 2024, partindo de R$ 700 milhões e atingindo R$ 1,25 bilhão no final do período.

A companhia também deu destaque para as oportunidades com serviços adicionais, como seu marketplace para venda de produtos, telemedicina, venda de cartão de crédito e seguros, entre outros.

A companhia espera entre R$ 1 bilhão e R$ 1,5 bilhão de receitas desta modalidade.

Considerando ainda as receitas da Infra Co, companhia com participação de um Fundo do BTG Pactual e da Globenet Cabos, a receita total da companhia em 2024 deve atingir valores entre R$ 14,8 e R$ 15,5 bilhões. A companhia ainda espera atingir uma margem EBITDA entre 13% e 15%.

E Eu Com Isso?

Acreditamos que o plano apresentado foi bastante agressivo em termos de crescimento de receita, com apostas interessantes, especialmente quanto à parte de serviços adicionais que nenhuma companhia de telecomunicações no Brasil conseguiu fazer deslanchar ainda.

Dito isso, a margem EBITDA deixou a desejar, enquanto os novos players que estão fazendo IPO no mercado de fibra, como a Desktop, Unifique e Brisanet todos apresentam margens acima de 40%.

Além disso, após a reestruturação, a companhia resultante sai bastante endividada, com relação dívida líquida/ EBITDA em cerca de 3,7 vezes, um patamar acima do que a própria companhia considera ideal.

As ações preferenciais da companhia (OIBR4) tiveram queda de 4,9%, enquanto as ordinárias (OIBR3) uma queda de 8,1%.

Apesar do alto nível de endividamento, para conseguir expandir sua infraestrutura de fibra ótica, a Oi manterá um nível de investimentos (Capex) de cerca de 14,8% da sua receita em 2021 e atingindo aproximadamente 7,8% em 2024.

Se por um lado os valores parecem altos para o nível de endividamento da companhia, por outro enxergamos os novos entrantes injetando capital com IPOs e gastando valores semelhantes, mesmo com receita muito menor do que a Oi.

A Oi encerrou o primeiro trimestre com 2,5 milhões de clientes de fibra ótica, segundo os dados divulgados.

Ademais, a companhia pretende encerrar 2021 com 3,5 milhões de clientes e atingir 8,1 milhões em 2024, parte central do seu plano de expansão e que deve se provar um desafio para a companhia considerando o cenário cada vez mais competitivo.

Além dos dados operacionais, a companhia também levantou a possibilidade de um futuro IPO da Infra Co, que segundo a companhia, teria somente considerando seus 42% de participação, um valor de mercado superior ao da Oi atualmente, possivelmente destravando valor para os acionistas.

O plano apresentado prevê crescimento audacioso, focado em fibra ótica e com uma estratégia mais interessante ao nosso ver, focando em eficiência operacional e atendimento ao cliente.

No entanto, além dos desafios da execução do novo plano estratégico, a companhia ainda precisa terminar sua reestruturação, concluindo sua venda de ativos para seguir em frente, deixando ainda algumas incertezas a serem resolvidas.

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Leia também: Oi vende rede de fibra hoje.

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Oi vende rede de fibra hoje https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/oi-vende-rede-de-fibra-hoje https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/oi-vende-rede-de-fibra-hoje#respond Wed, 07 Jul 2021 12:49:16 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=27687 Nesta quarta-feira (07), a Oi (OIBR4) realizará o leilão com seus ativos de fibra ótica. Até agora, somente a proposta do BTG Pactual (BPAC11) em conjunto com a Globenet Cabos Submarinos foi apresentada. É muito improvável que qualquer outra oferta seja colocada na mesa, uma vez que as companhias da oferta vinculante tiveram um tempo… Read More »Oi vende rede de fibra hoje

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Nesta quarta-feira (07), a Oi (OIBR4) realizará o leilão com seus ativos de fibra ótica.

Até agora, somente a proposta do BTG Pactual (BPAC11) em conjunto com a Globenet Cabos Submarinos foi apresentada.

É muito improvável que qualquer outra oferta seja colocada na mesa, uma vez que as companhias da oferta vinculante tiveram um tempo maior de estudo e qualquer outra oferta dificilmente cumpriria os requisitos técnicos necessários para a operação.

O BTG e a Globenet ficaram com 57,9% da rede de fibra ótica da Oi, por um preço de R$12,9 bilhões, implicando em um valuation de mais de R$ 22 bilhões para os ativos como um todo.

E Eu Com Isso?

Apesar da transação ainda precisar de mais aprovações após sua confirmação nesta quarta-feira (7), acreditamos que o andamento da venda de ativos é um passo importante para a companhia.

Mesmo assim acreditamos que o cenário atual já era o esperado pelo mercado, por isso não deve ter impactos significativos no preço das ações da companhia (OIBR4).

A conclusão da venda dos ativos deve marcar o fim da recuperação judicial da Oi, tornando, em um primeiro momento, uma empresa com patamares saudáveis de endividamento.

Apesar disso, ainda é incerto como funcionará e qual será a rentabilidade da nova operação considerando a entrada de mais sócios e o modelo de negócios de venda do uso da infraestrutura no atacado.

Enquanto os ativos de fibra vinham chamando a atenção do mercado, a venda da rede móvel da companhia para Vivo (VIVT3), TIM (TIMS3) e Claro vem sofrendo empecilhos para ser aprovada pelo CADE.

Apesar de acreditarmos que haverá uma concentração de mercado, não parece ter outra solução viável para este caso e por isso, após mais algum tempo de estudos, acreditamos que esta negociação deve ser aprovada.

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Leia também: Oi (OIBR3/OIBR4): Resultado do 4T20.

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Onda de M&A na telecom https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/onda-de-ma-na-telecom https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/onda-de-ma-na-telecom#respond Fri, 11 Jun 2021 14:23:16 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=25903 Um estudo publicado pela consultoria RGS Partners mostra que o Brasil movimentou mais US$ 92 bilhões em fusões e aquisições em 95 transações entre 2010 e 2020. Só no ano passado, o valor atingiu US$ 4,5 bilhões. Entre janeiro e maio deste ano, o valor de novos acordos fechados foi US$ 4,1 bilhões, próximo da… Read More »Onda de M&A na telecom

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Um estudo publicado pela consultoria RGS Partners mostra que o Brasil movimentou mais US$ 92 bilhões em fusões e aquisições em 95 transações entre 2010 e 2020.

Só no ano passado, o valor atingiu US$ 4,5 bilhões. Entre janeiro e maio deste ano, o valor de novos acordos fechados foi US$ 4,1 bilhões, próximo da cifra do ano passado inteiro.

Neste ano, dos nove acordos já fechados, três são com provedores de fibra ótica e um com empresa de cabo submarino. Vale notar que o acordo para a venda dos ativos de fibra ótica da Oi não entre nesta conta.

Apesar do acordo com o fundo gerido pelo BTG estar fechado, o leilão ainda não ocorreu oficialmente, embora seja improvável que o valor da transação seja diferente dos valores de lance mínimo acordado entre as companhias.

A chegada do 5G no País deve sustentar esse movimento de aquisições. A nova tecnologia requer uma infraestrutura de fibra ótica ampla.

No Brasil, esse mercado é dominado por empresas de menor porte, com caráter regional, também conhecidas como ISPs.

A movimentação do mercado também vem chamando a atenção de fundos de private equity. Eles estão comprando provedores e adquirindo ISPs menores para formar provedores de médio porte, em fusões que muitas vezes nem saem na mídia.

E Eu Com Isso?

O movimento de aquisições vem chamando a atenção das grandes operadoras, especialmente na fibra ótica devido ao 5G.

Acreditamos que o interesse de fundos de private equity esteja ligado a um movimento de consolidação ainda mais intenso por parte das grandes operadoras no futuro.

Para as principais empresas do setor é mais simples comprar e integrar provedores de porte maior do que comprar diversos provedores pequenos e realizar integrações mais complexas.

Assim que concluir seu processo de venda de ativos, a Oi (OIBR4), se tornará uma empresa puramente de infraestrutura, com uma rede de fibra ótica que vende seus serviços para outras empresas comercializarem o sinal.

A estratégia aqui é se consolidar focando quase exclusivamente na expansão da rede, deixando a comercialização para empresas menores e regionais.

A Vivo (VIVT3) vai manter sua rede própria e continuar sua expansão nos mercados que considera mais atrativos.

Porém, ela optou por alienar parte da sua rede para criação de uma rede neutra, fazendo um movimento muito semelhante ao da Oi.

Em parceria com um fundo canadense e a Vivo infra (empresa controlada pela Telefónica Espanha, que também controla a Vivo), a companhia vai focar em praças em que a competição é mais intensa, onde há menos interesse na comercialização.

A Tim (TIMS3) também decidiu montar uma parceria com uma empresa global de infraestrutura de telecomunicações, porém não mostrou a intenção de vender os serviços no atacado.

Sua ideia foi conseguir um parceiro para ajudar no alto montante de investimentos necessários para a expansão de sua rede própria.

A companhia entrou no mercado de internet fixa em um momento posterior, sendo a menor em número de assinantes entre as grandes operadoras.

A Claro (subsidiária da America Movil, maior companhia de capital aberto do México) é a líder de mercado como provedora de internet fixa, porém tem uma presença baixa na utilização de fibra ótica.

Nos próximos anos vai ser a empresa que mais sofrerá com a troca na tecnologia, atualmente, sua rede de cabo axial ainda consegue competir minimamente com a fibra, porém a tendência é que no futuro a diferença aumente.

Além das grandes, provedoras como a Unifique, de Santa Catarina, e a Desktop, do interior de São Paulo, já protocolaram registro com a intenção de realizar um IPO.

Com o crescente interesse do mercado, acreditamos que grandes fusões ou mais IPOs devem ocorrer ao longo de 2021 e 2022.

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Leia também: TCU questiona edital do 5G.

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Oi faz acordo com BTG https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/oi-faz-acordo-com-btg https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/oi-faz-acordo-com-btg#respond Tue, 13 Apr 2021 15:36:08 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=23404 Na manhã desta segunda-feira (12), antes da abertura do mercado a Oi (OIBR3/OIBR4) anunciou a conclusão da maior transação de private equity já feita no país, com o acordo para que o fundo FIP Economia Real, gerido pelo BTG Pactual (BPAC11) e pela Globenet Cabos Submarinos, operadora de telefonia de atacado gerenciada por outro fundo… Read More »Oi faz acordo com BTG

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Na manhã desta segunda-feira (12), antes da abertura do mercado a Oi (OIBR3/OIBR4) anunciou a conclusão da maior transação de private equity já feita no país, com o acordo para que o fundo FIP Economia Real, gerido pelo BTG Pactual (BPAC11) e pela Globenet Cabos Submarinos, operadora de telefonia de atacado gerenciada por outro fundo do BTG tenham preferência no leilão dos ativos de fibra ótica da Oi, pertencentes a SPE InfraCo.

No acordo, o fundo controlado pelo BTG irá pagar 11,4 bilhões de reais em dinheiro para que o fundo FIP Economia Real detenha 51 por cento da companhia, além disso incorporou a Globenet Cabos Submarinos à transação, tendo seus ativos avaliados em 1,52 bilhões de reais, adicionando mais 6,8 por cento do capital votante para o controle do banco, totalizando 57,9 por cento e uma oferta de 12,9 bilhões de reais.

Com essa resolução e a oferta inicial já negociada, o leilão dos ativos de fibra deve ocorrer em um prazo de 60 dias. O fundo do banco BTG Pactual possui o direito de cobrir qualquer oferta de um concorrente pelo montante adicional de 1 por cento, considerando esse direito preferencial e pouco tempo de estudo necessário pelos concorrentes para fazer um lance, é improvável que haja outra oferta.

A empresa resultante do acordo terá a maior rede neutra das Américas, com aproximadamente 400 mil quilômetros de fibra ótica e mais de 5 milhões de domicílios aptos a ser conectados. Adicionalmente a companhia terá os 23,5 mil quilômetros de cabos submarinos da Globenet, conectando a rede com os Estados Unidos.

E Eu Com Isso?

O acordo marca uma das últimas etapas do processo de recuperação judicial na qual a Oi se encontra desde 2016, Durante o pregão, as ações da companhia abriram em alta e chegaram a apresentar alta acima de 3 por cento, porém fecharam em queda as ações OIBR3 com queda de 4,1 por cento e OIBR4 queda de 2,9 por cento.

Além da alta volatilidade que as ações da companhia possuem, acreditamos que a queda nos preços se deve em parte ao fato da parcela vendida ter sido acima dos 51 por cento esperados pelo mercado e no início das negociações pela companhia.

A Oi encerrou 2020 com uma dívida líquida de 21,8 bilhões de reais, considerando os valores que ainda tem a receber de leilões já encerrados dos ativos de data center, telefonia móvel e a oferta pelos ativos de fibra ótica a companhia deve receber mais do que o suficiente para sair da recuperação judicial e concluir seu processo de turnaround.

Apesar de continuar no mercado de telecomunicações, a Oi não poderá mais construir infraestrutura própria de rede, porque o acordo possui uma cláusula de exclusividade. Desta forma, a companhia será cliente da InfraCo e ofertar seus serviços utilizando a rede neutra.

Além desta cláusula o acordo foi encaminhado com um esboço do Conselho de Administração da nova InfraCo e pode marcar a volta de Amos Genish para o comando de operadora no Brasil. Ele foi fundador da companhia de internet e telefonia GVT, que foi posteriormente comprada pela Vivo (VIVT3), à qual também foi CEO e depois foi comandar a Telecom Itália, controladora da TIM Brasil (TIMS3). Atualmente Amos é sócio do BTG Pactual (BPAC11).

Enquanto a Oi vai utilizar somente a rede neutra, sua concorrente Vivo (VIVT3) fechou em março uma parceria com o fundo canadense Caisse de dépôt et placement du Québec (CDPQ) e Telefônica Infra (subsidiária da Telefónica Espanha, controladora da Vivo) para criação da sua rede neutra. No entanto, a operadora ainda vai manter a maior parte de seus ativos de fibra sob seu controle, fazendo apenas uma cisão parcial dos ativos para a parceria.

A Tim (TIMS3), por sua vez, está negociando um acordo de exclusividade com a IHS, companhia provedora de infraestrutura de telecomunicações com presença na África, Oriente Médio e América Latina para criação de sua parceria para os ativos de fibra. Apesar de também buscar uma parceira para ajudar nos investimentos, a companhia não pretende criar uma rede neutra para venda no atacado como a Vivo e a Oi.

Os negócios de fibra têm chamado a atenção do mercado por seus altos valores e múltiplos elevados. O recente acordo com da Vivo (VIVT3) com o fundo canadense teve um múltiplo EV/Ebitda de 16,5 vezes, a média do múltiplo de empresas de telecomunicações no mundo gira em torno de 6 vezes EV/Ebitda, evidenciando um potencial interessante de geração de valor para os acionistas do setor de telecom.

Acreditamos que as companhias de telecomunicações têm procurado parceiros para dividir o investimento no segmento mais atrativo para o mercado, banda larga fixa, enquanto se preparam para usar seu caixa para investimentos que serão necessários na telefonia móvel.

Ainda para esse ano é esperado o leilão das frequências de 5G, o que deve custar caro para as companhias, além de vir acompanhado de uma série de condições para implantação da tecnologia no país, que por sua vez vai requerer mais investimentos por parte das companhias.

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A Oi (OIBR3/OIBR4) apresentou seu resultado do último trimestre de 2020 nesta segunda-feira (29) antes da abertura do mercado. Os números seguiram as tendências dos últimos resultados da companhia, com queda na maioria das linhas de receita e indicadores operacionais.

A Oi apresentou receita líquida de 4,77 bilhões de reais no trimestre, representando uma queda de 2,9 por cento em relação ao 4T19. O resultado foi impactado pela queda de 5,7 por cento em relação ao mesmo trimestre de 2019 no segmento residencial e de 3,0 por cento no segmento de mobilidade pessoal.

Dentre os poucos destaques positivos do resultado, destacamos o crescimento de 288,5 por cento, em relação a 4T19, nas receitas de fibra ótica, atingindo 480 milhões de reais. A companhia pretende se tornar o maior provedor de infraestrutura de telecomunicação no país após a conclusão da venda de seus ativos, por isso é importante para Oi expandir a infraestrutura de fibra ótica o mais rápido possível.

A companhia apresentou um Ebitda, métrica de geração de caixa operacional, recorrente de 1,49 bilhões de reais, um crescimento de 5,5 por cento em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. O bom resultado, apesar da queda nas receitas, foi devido a uma redução generalizada dos custos e despesas, que apresentaram 6,1 por cento de queda no mesmo período.

Por fim, a companhia apresentou um lucro líquido de 1,8 bilhões de reais, revertendo um prejuízo de 2,15 bilhões visto no 4T19. Apesar do bom resultado, o lucro líquido maior do que o próprio Ebitda da companhia foi impulsionado por 3,4 bilhões de reais em créditos fiscais devido aos prejuízos, sem esses créditos a companhia teria tido prejuízo no trimestre.

E Eu Com Isso?

O resultado da Oi foi em linha com o esperado, a companhia vem tendo queda em suas receitas já há alguns anos e por isso não acreditamos que os resultados em si tenham impacto no preço das ações da companhia (OIBR3) no pregão do dia do resultado.

A Oi está em um processo de transição, a companhia pretende sair de sua recuperação judicial não mais como uma operadora tradicional de telecom, mas como uma provedora de infraestrutura para o setor como um todo. A companhia já vendeu sua unidade de negócios de telefonia por 16,5 bilhões de reais e agora pretende vender parcela do seu negócio de fibra para conseguir captar mais capital para ser utilizado na expansão da rede de fibra no país.

Durante a teleconferência de resultados nesta segunda-feira (29) ao meio dia, investidores poderão ter mais clareza quanto ao andamento tanto do leilão quanto da rede neutra de fibra que a companhia está desenvolvendo, esses pontos devem ser os principais catalisadores para as ações da companhia (OIBR3/OIBR4) no curto prazo.

No seu resultado a companhia também destacou a entrada dos 2 primeiros contratos como rede neutra da companhia, totalizando links de 326 Gbps em 268 cidades. Na nossa visão isso já mostra a companhia dando bons primeiros passos para seu objetivo pós recuperação judicial.

Outro ponto relevante do resultado da companhia foi o fluxo de caixa operacional, que consiste basicamente em subtrair do Ebitda (métrica para geração de caixa operacional) o valor dos investimentos feitos pela companhia, também conhecido como CAPEX. A Oi vem investindo mais do que vem gerando de caixa, o que chama a atenção considerando que a maior parte do dinheiro dos leilões (incluindo 16,5 bilhões da venda dos ativos de telefonia móvel) ainda não entrou na conta da companhia.

Acreditamos que o setor vive uma corrida pela fibra, com competidores como a Vivo (VIVT3) fechando uma parceria com um fundo canadense para criação de outra rede neutra no país e a TIM Brasil (TIMS3) tentando formar uma parceria para acelerar a expansão de sua rede privada de fibra ótica. Com múltiplos de valuation maiores que os das próprias operadoras, o mercado de fibra ótica parece ser a grande fonte de crescimento para o setor nos próximos anos, além disso, a ampliação deste tipo de infraestrutura é inevitável para uma adoção em larga escala do 5G no país.

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