levante investimentos – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Fri, 29 May 2026 13:46:13 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png levante investimentos – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Supermercados crescem em abril, mas inflação de alimentos limita avanço do consumo https://levanteideias.com.br/artigos/supermercados-crescem-em-abril-mas-inflacao-de-alimentos-limita-avanco-do-consumo https://levanteideias.com.br/artigos/supermercados-crescem-em-abril-mas-inflacao-de-alimentos-limita-avanco-do-consumo#respond Fri, 29 May 2026 13:46:11 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=53175 As vendas do setor supermercadista brasileiro cresceram 1,48 por cento em abril na comparação com março, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Com o resultado, o setor acumulou alta de 2,18 por cento no primeiro quadrimestre de 2026 e ficou 3,17 por cento acima do nível registrado em abril do ano passado.… Read More »Supermercados crescem em abril, mas inflação de alimentos limita avanço do consumo

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As vendas do setor supermercadista brasileiro cresceram 1,48 por cento em abril na comparação com março, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Com o resultado, o setor acumulou alta de 2,18 por cento no primeiro quadrimestre de 2026 e ficou 3,17 por cento acima do nível registrado em abril do ano passado. Apesar do avanço, a entidade destacou que o ritmo de crescimento tem sido mais lento do que em 2025, quando os supermercados já operavam em patamares mais elevados desde o início do ano, indicando uma expansão ainda gradual do consumo das famílias.

O desempenho de abril contou com estímulos relevantes de renda, como a antecipação do 13º salário para aposentados e pensionistas do INSS, que injetou 78,2 bilhões de reais na economia, além de 12,8 bilhões de reais do Bolsa Família e 5,4 bilhões de reais do PIS/Pasep. Também contribuíram as mudanças na tabela do imposto de renda, que elevaram a renda disponível para quem ganha até 7.350 reais por mês, e o impacto anual de 81,7 bilhões de reais do novo salário-mínimo. Ainda assim, a Abras avalia que parte desses recursos vem sendo absorvida por despesas financeiras, contas recorrentes e recomposição do poder de compra.

Pelo lado dos preços, o indicador AbrasMercado, que acompanha 35 produtos de largo consumo, subiu 1,98 por cento em abril e acumulou alta de 4,55 por cento no ano. O leite longa vida foi a principal pressão do mês, com avanço de 13,66 por cento, enquanto o feijão já acumula alta de 32,56 por cento no quadrimestre. No recorte regional, o Norte segue com a cesta mais cara do país, em 922,44 reais, enquanto o Nordeste tem o menor valor médio, de 751,53 reais. A Abras também comentou a discussão sobre o fim da escala 6×1, manifestando apoio à escala 5×2, mas defendendo flexibilização nas regras de contratação.

E Eu Com Isso?

Para o setor, a notícia mostra um ambiente de consumo mais seletivo, em que renda maior não se traduz automaticamente em ganho forte de volume por causa da inflação de alimentos. Esse cenário tende a favorecer operadores com maior apelo de preço e forte presença no atacarejo, como Assaí (ASAI3) e Carrefour Brasil, embora margens sigam pressionadas pela competição e pelo consumidor mais sensível. Para o GPA (PCAR3), o desafio permanece na execução operacional e na defesa de rentabilidade em um varejo alimentar mais competitivo. Já o Grupo Mateus (GMAT3) pode se beneficiar da força regional no Norte e Nordeste, mas também fica mais exposto ao peso da cesta mais cara nessas regiões.



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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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GPA (PCAR3) começa 2026 com prejuízo bilionário, menor faturamento e alavancagem elevada https://levanteideias.com.br/artigos/gpa-pcar3-comeca-2026-com-prejuizo-bilionario-menor-faturamento-e-alavancagem-elevada https://levanteideias.com.br/artigos/gpa-pcar3-comeca-2026-com-prejuizo-bilionario-menor-faturamento-e-alavancagem-elevada#respond Fri, 15 May 2026 13:43:16 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=53168 O GPA reportou prejuízo líquido de 1,44 bilhão de reais no primeiro trimestre de 2026, ampliando significativamente a perda de 169 milhões de reais registrada no mesmo período de 2025. Segundo a companhia, o resultado foi fortemente impactado por efeitos não recorrentes e sem impacto caixa, que somaram 1,01 bilhão de reais no trimestre. Entre… Read More »GPA (PCAR3) começa 2026 com prejuízo bilionário, menor faturamento e alavancagem elevada

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O GPA reportou prejuízo líquido de 1,44 bilhão de reais no primeiro trimestre de 2026, ampliando significativamente a perda de 169 milhões de reais registrada no mesmo período de 2025. Segundo a companhia, o resultado foi fortemente impactado por efeitos não recorrentes e sem impacto caixa, que somaram 1,01 bilhão de reais no trimestre.

Entre os principais ajustes estão uma baixa de software de 348 milhões de reais por obsolescência, baixa de fundo de comércio e outros ativos de 51 milhões de reais, impairment de lojas de 27 milhões de reais e um ajuste tributário relacionado a créditos no exterior de 588 milhões de reais. Excluindo esses efeitos extraordinários, o prejuízo ajustado das operações continuadas teria sido de 333 milhões de reais.

A receita líquida do GPA somou 4,37 bilhões de reais entre janeiro e março, queda de 8,2 por cento na comparação anual, enquanto as vendas totais recuaram 5,2 por cento, para 4,8 bilhões de reais. A companhia atribuiu parte desse movimento à estratégia de priorização de canais mais rentáveis, incluindo a descontinuidade do formato Aliados, voltado à venda direta para pequenos comércios, além de ajustes no portfólio de lojas.

Apesar da retração do faturamento, o lucro bruto cresceu 1,3 por cento na base anual, atingindo 1,33 bilhão de reais, beneficiado pela redução de 12 por cento no custo das mercadorias vendidas. As despesas com vendas, gerais e administrativas também recuaram 3,5 por cento, refletindo esforços adicionais de eficiência operacional e racionalização de custos.

O EBITDA alcançou 458 milhões de reais no trimestre, avanço de 12 por cento na comparação anual, sugerindo evolução na eficiência operacional e na captura de margens. Ainda assim, a pressão financeira seguiu relevante: o resultado financeiro líquido ficou negativo em 381 milhões de reais, piora de 19,8 por cento em um ano, enquanto a linha de imposto de renda registrou perdas de 592 milhões de reais, revertendo ganhos tributários observados em 2025. No fim de março, a dívida líquida do GPA era de 3,2 bilhões de reais, com alavancagem pré-IFRS 16 de 3,5x.

 
E Eu Com Isso?
 
No contexto setorial, o resultado reforça que o varejo alimentar continua operando em um ambiente competitivo e bastante seletivo para consumo, especialmente em formatos mais premium, como o Pão de Açúcar. O GPA vem avançando em uma estratégia de simplificação operacional e foco em rentabilidade, mas ainda enfrenta desafios relevantes para recuperar crescimento consistente de vendas e reduzir sua pressão financeira.

Ao mesmo tempo, o movimento de limpeza contábil e reorganização de ativos pode ser interpretado como uma tentativa de preparar a companhia para uma estrutura operacional mais eficiente nos próximos ciclos. Em um setor marcado por margens apertadas, competição intensa e consumidores mais cautelosos, o desempenho do GPA segue sendo acompanhado de perto, como um importante termômetro da dinâmica do varejo alimentar brasileiro.



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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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Cury (CURY3) entrega trimestre acima do esperado, com destaque para vendas e ROE elevado https://levanteideias.com.br/artigos/cury-cury3-entrega-trimestre-acima-do-esperado-com-destaque-para-vendas-e-roe-elevado https://levanteideias.com.br/artigos/cury-cury3-entrega-trimestre-acima-do-esperado-com-destaque-para-vendas-e-roe-elevado#respond Thu, 14 May 2026 12:51:33 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=53166 A Cury (CURY3) reportou mais um trimestre bastante forte operacionalmente, reforçando sua posição como uma das incorporadoras mais resilientes e rentáveis do segmento de baixa renda. A receita líquida atingiu 1,6 bilhão de reais no 1T26, crescimento de +33 por cento a/a, impulsionada principalmente pela aceleração da produção, expansão do backlog e forte ritmo de… Read More »Cury (CURY3) entrega trimestre acima do esperado, com destaque para vendas e ROE elevado

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A Cury (CURY3) reportou mais um trimestre bastante forte operacionalmente, reforçando sua posição como uma das incorporadoras mais resilientes e rentáveis do segmento de baixa renda. A receita líquida atingiu 1,6 bilhão de reais no 1T26, crescimento de +33 por cento a/a, impulsionada principalmente pela aceleração da produção, expansão do backlog e forte ritmo de vendas observado ao longo dos últimos trimestres. O EBITDA somou 411 milhões de reais, avanço de +43 por cento a/a, enquanto a margem EBITDA permaneceu em patamares bastante elevados, sustentada pelo bom controle de despesas operacionais. Já o lucro líquido atingiu 303 milhões de reais, crescimento de +42 por cento a/a, levando o ROE dos últimos doze meses para aproximadamente 79,5 por cento, um dos níveis mais elevados entre as incorporadoras listadas.

A dinâmica de estoques também continuou bastante saudável no trimestre. O estoque representou cerca de 42,3 por cento das vendas líquidas, patamar considerado confortável para o atual ritmo operacional da companhia. Além disso, o backlog permaneceu crescendo e atingiu aproximadamente 8,5 bilhões de reais, expansão de +8,6 por cento frente ao trimestre anterior, reforçando elevada visibilidade para crescimento de receita nos próximos períodos. No lado dos lançamentos, a companhia apresentou VGV (Valor Geral de Vendas) de 2,6 bilhões de reais no trimestre, com 10 empreendimentos lançados entre São Paulo e Rio de Janeiro.

Mesmo diante de pressões pontuais ligadas a frete e mão de obra, a Cury conseguiu preservar níveis bastante elevados de rentabilidade no trimestre. A margem bruta atingiu 39,3 por cento, praticamente estável na comparação anual, refletindo forte disciplina operacional e boa gestão de custos. As margens de backlog também permaneceram resilientes, ao redor de 42,9 por cento, indicando manutenção de rentabilidade saudável para os próximos ciclos de entrega. Além disso, o desempenho operacional foi beneficiado por menores despesas comerciais e outras despesas operacionais mais controladas do que o inicialmente esperado.

E Eu Com Isso?

De forma geral, o 1T26 reforçou novamente a consistência operacional da Cury e sua capacidade de sustentar crescimento, rentabilidade elevada e forte geração de caixa mesmo em um cenário macroeconômico mais desafiador. A companhia continua se destacando no setor pela combinação entre elevada velocidade de vendas, controle saudável de estoques, backlog robusto e níveis de ROE muito acima da média das incorporadoras listadas.

Além disso, a forte geração de caixa segue sustentando uma política relevante de distribuição de dividendos, com dividend yield projetado ainda bastante atrativo para os próximos anos. Em termos de valuation, a companhia continua negociando próxima de 9x P/L estimado para 2026, múltiplo que consideramos atrativo diante da qualidade operacional da empresa.



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Hapvida (HAPV3) mostra melhora no 1T26, mas cenário operacional segue pressionado https://levanteideias.com.br/artigos/hapvida-hapv3-mostra-melhora-no-1t26-mas-cenario-operacional-segue-pressionado https://levanteideias.com.br/artigos/hapvida-hapv3-mostra-melhora-no-1t26-mas-cenario-operacional-segue-pressionado#respond Wed, 13 May 2026 12:46:38 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=53164 A Hapvida (HAPV3) reportou um 1T26 acima das estimativas, impulsionado principalmente pela melhora sequencial da sinistralidade após um 4T25 bastante pressionado. A receita líquida atingiu 7,9 bilhões de reais, crescimento de 5 por cento na comparação anual e levemente acima das projeções. Já o EBITDA ajustado somou 803 milhões de reais, com margem EBITDA de… Read More »Hapvida (HAPV3) mostra melhora no 1T26, mas cenário operacional segue pressionado

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A Hapvida (HAPV3) reportou um 1T26 acima das estimativas, impulsionado principalmente pela melhora sequencial da sinistralidade após um 4T25 bastante pressionado. A receita líquida atingiu 7,9 bilhões de reais, crescimento de 5 por cento na comparação anual e levemente acima das projeções. Já o EBITDA ajustado somou 803 milhões de reais, com margem EBITDA de 10,2 por cento.

Apesar da melhora frente às estimativas, a margem ainda apresentou queda de 3,2 pontos percentuais frente ao trimestre anterior. Além disso, a companhia continua enfrentando pressão relevante em judicialização, despesas administrativas elevadas e dificuldades na recuperação operacional da vertical de saúde.

O principal destaque positivo do trimestre ficou concentrado na melhora da sinistralidade caixa, que recuou para 72,2 por cento, queda de 330 pontos-base frente ao trimestre anterior e abaixo das estimativas. A melhora refletiu principalmente menor utilização da rede credenciada e uma dinâmica mais favorável de procedimentos eletivos após os meses mais pressionados do fim de 2025. Ainda assim, o indicador permaneceu 40 pontos-base acima do nível observado há um ano.

Além disso, os custos por beneficiário avançaram 7 por cento na comparação anual, praticamente acompanhando o reajuste do ticket médio. A companhia também segue sofrendo pressão importante de judicialização e provisões relacionadas a contingências.

Outro ponto que continua pressionando a percepção é a dinâmica da base de beneficiários de saúde. A companhia registrou perda de aproximadamente 44,5 mil vidas no trimestre, embora em ritmo melhor do que o observado no 4T25. A pressão permaneceu mais concentrada na região Sudeste, especialmente em São Paulo, enquanto operações corporativas apresentaram melhora sequencial mais relevante.

O ticket médio de saúde avançou 7,3 por cento na comparação anual, impulsionado principalmente pelos reajustes contratuais. Em paralelo, as despesas administrativas seguiram bastante elevadas, totalizando 632 milhões de reais, crescimento expressivo de 42 por cento a/a. Por outro lado, a geração de caixa operacional apresentou melhora relevante no trimestre.

E Eu Com Isso?

De forma geral, os resultados do 1T26 da HAPV3 trouxeram sinais iniciais de estabilização operacional, principalmente na dinâmica de sinistralidade e geração de caixa. Ainda assim, os desafios estruturais seguem relevantes, especialmente diante da pressão persistente de judicialização, das margens ainda comprimidas e da dificuldade em retomar crescimento consistente da base de beneficiários.

Além disso, o avanço contínuo das provisões judiciais segue pressionando a previsibilidade operacional da companhia. Embora o setor de saúde suplementar continue apresentando fundamentos atrativos no longo prazo, a visibilidade sobre uma recuperação mais sustentável da Hapvida ainda permanece limitada no curto prazo.


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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

O post <strong>Hapvida (HAPV3) mostra melhora no 1T26, mas cenário operacional segue pressionado</strong> apareceu primeiro em Levante Ideias de Investimentos.

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Vivara (VIVA3) mantém ritmo de vendas, apesar da pressão no lucro no 1T26 https://levanteideias.com.br/artigos/vivara-viva3-mantem-ritmo-de-vendas-apesar-da-pressao-no-lucro-no-1t26 https://levanteideias.com.br/artigos/vivara-viva3-mantem-ritmo-de-vendas-apesar-da-pressao-no-lucro-no-1t26#respond Mon, 11 May 2026 13:16:11 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=53158 A Vivara (VIVA3) reportou um 1T26 marcado por crescimento consistente das vendas, embora os números de rentabilidade tenham vindo abaixo das estimativas. A receita bruta avançou 13,8 por cento na comparação anual, alcançando 752 milhões de reais, sustentada principalmente pelo bom desempenho da marca Vivara e pela expansão contínua do canal digital. As vendas mesmas… Read More »Vivara (VIVA3) mantém ritmo de vendas, apesar da pressão no lucro no 1T26

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A Vivara (VIVA3) reportou um 1T26 marcado por crescimento consistente das vendas, embora os números de rentabilidade tenham vindo abaixo das estimativas. A receita bruta avançou 13,8 por cento na comparação anual, alcançando 752 milhões de reais, sustentada principalmente pelo bom desempenho da marca Vivara e pela expansão contínua do canal digital.

As vendas mesmas lojas (SSS) cresceram 9,7 por cento a/a, enquanto as vendas online avançaram 16,2 por cento, reforçando o amadurecimento da estratégia omnicanal da companhia. Mesmo em um cenário mais desafiador para o consumo discricionário, os indicadores operacionais seguiram resilientes, apoiados pela força da marca e pelo posicionamento premium da empresa no segmento de joalherias.

Outro destaque relevante do trimestre foi a capacidade da companhia de preservar margens mesmo diante da forte alta dos preços do ouro e da prata nos últimos meses. A Vivara conseguiu compensar parte dessa pressão por meio de reajustes de preços, melhorias no mix de produtos e ganhos de produtividade industrial. Com isso, a margem bruta consolidada avançou 2,0 pontos percentuais na comparação anual, atingindo 69,8 por cento.

A categoria Joias Vivara também continuou apresentando crescimento relevante tanto em volume quanto em ticket médio, enquanto a companhia segue avançando na otimização dos estoques e na eficiência da cadeia de suprimentos. Em nossa visão, a baixa elasticidade de preços nas categorias premium continua sendo um diferencial competitivo importante para a empresa.

Por outro lado, o trimestre acabou sendo pressionado por despesas operacionais mais elevadas, o que impactou negativamente EBITDA e lucro líquido. O EBITDA ajustado ficou abaixo das estimativas, refletindo principalmente maiores gastos com vendas, fretes, marketing e expansão operacional.

Os investimentos relacionados à abertura de lojas e ao novo centro de distribuição também elevaram os custos pré-operacionais no período. A margem EBITDA ajustada recuou 2,6 pontos percentuais na base anual, enquanto o lucro líquido somou 88 milhões de reais, queda de 28 por cento a/a.

O resultado também foi impactado por maiores despesas financeiras, menor contribuição de subvenções fiscais e redução de benefícios tributários ligados à produção própria, o que acabou pressionando a percepção do mercado no curto prazo.

E Eu Com Isso?

Ainda assim, os resultados da VIVA3 seguem reforçando uma leitura operacional relativamente positiva para a companhia, principalmente pela combinação entre crescimento de receita, preservação da margem bruta e expansão contínua dos canais digitais e da marca Life.

Apesar da pressão pontual observada sobre lucro e EBITDA, parte relevante desses impactos parece estar ligada ao atual ciclo de expansão operacional da empresa. Além disso, a Vivara continua apresentando baixa alavancagem financeira, forte geração de caixa e um posicionamento competitivo bastante consolidado no segmento premium.

Por outro lado, a dinâmica dos preços do ouro e da prata segue no radar, já que a evolução das commodities metálicas continua sendo um dos principais pontos de atenção para o setor de joalherias ao longo dos próximos trimestres.



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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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Multiplan combina lucro recorde no 1T26 com vendas fortes e alta ocupação https://levanteideias.com.br/artigos/multiplan-combina-lucro-recorde-no-1t26-com-vendas-fortes-e-alta-ocupacao https://levanteideias.com.br/artigos/multiplan-combina-lucro-recorde-no-1t26-com-vendas-fortes-e-alta-ocupacao#respond Thu, 30 Apr 2026 13:13:22 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=53156 A Multiplan (MULT3) reportou um 1T26 sólido, com lucro líquido de 316,1 milhões de reais, alta de 35,1 por cento na comparação anual e maior nível já registrado pela companhia para um primeiro trimestre. A receita atingiu 826,9 milhões de reais, avanço de 57,3 por cento em relação ao 1T25, impulsionada tanto pela operação dos… Read More »Multiplan combina lucro recorde no 1T26 com vendas fortes e alta ocupação

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A Multiplan (MULT3) reportou um 1T26 sólido, com lucro líquido de 316,1 milhões de reais, alta de 35,1 por cento na comparação anual e maior nível já registrado pela companhia para um primeiro trimestre. A receita atingiu 826,9 milhões de reais, avanço de 57,3 por cento em relação ao 1T25, impulsionada tanto pela operação dos shoppings quanto pela venda de imóveis.

O EBITDA chegou a 516,5 milhões de reais, crescimento de 28,9 por cento no ano. O desempenho reforça um início de ano positivo, sustentado por vendas em expansão, elevada demanda por espaços e boa execução operacional.

Na frente operacional, as vendas dos lojistas somaram 5,9 bilhões de reais, alta de 7,2 por cento frente ao 1T25, com destaque para alimentação e área gourmet, que cresceram 11,1 por cento, e serviços, com avanço de 9,5 por cento. As vendas mesmas lojas subiram 5,1 por cento, enquanto o SSR avançou 3,0 por cento em termos reais, indicando crescimento saudável mesmo sobre uma base já forte.

A taxa média de ocupação atingiu 96,4 por cento, alta anual de 0,15 ponto percentual, mesmo com aumento da ABL. Esse dado reforça a solidez comercial do portfólio e a capacidade da companhia de manter ativos premium bem ocupados.

Outro ponto relevante foi o impacto positivo das expansões e revitalizações. O MorumbiShopping inaugurou a expansão em março, adicionando 13,1 mil m² de ABL, novas áreas e melhorias arquitetônicas, o que ajudou as vendas do ativo a crescerem 14,6 por cento no trimestre.

O Parque Shopping Maceió também se destacou, com alta de 14,5 por cento nas vendas dos lojistas, após o primeiro trimestre completo de sua expansão. Além disso, o New York City Center voltou à liderança em crescimento de vendas do portfólio, com avanço de 16,3 por cento, refletindo os efeitos positivos do ciclo de revitalização concluído nos últimos anos.

E Eu Com Isso?

No balanço, a Multiplan também apresentou melhora financeira, com dívida líquida de 4,51 bilhões de reais ao fim de março, queda de 3,4 por cento frente a dezembro, e alavancagem de 2,13x EBITDA, ante 2,33x no trimestre anterior. O capex foi de 116,3 milhões de reais, recuo anual de 3,5 por cento, refletindo a conclusão de projetos de expansão e revitalização.

Em nossa leitura, o trimestre reforça uma combinação positiva de crescimento operacional, portfólio qualificado, disciplina de capital e menor alavancagem. Ainda que o setor siga sensível ao cenário de juros, a Multiplan entra em 2026 bem-posicionada para sustentar resultados consistentes e capturar ganhos adicionais com seus projetos de expansão.


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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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Usiminas (USIM5) inicia 2026 com forte desempenho operacional e avanço na rentabilidade https://levanteideias.com.br/artigos/usiminas-usim5-inicia-2026-com-forte-desempenho-operacional-e-avanco-na-rentabilidade https://levanteideias.com.br/artigos/usiminas-usim5-inicia-2026-com-forte-desempenho-operacional-e-avanco-na-rentabilidade#respond Mon, 27 Apr 2026 13:12:20 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=53154 A Usiminas (USIM5) apresentou resultados sólidos no 1T26, superando expectativas e evidenciando melhora relevante na execução operacional. O EBITDA ajustado consolidado atingiu 653 milhões de reais, impulsionado principalmente pela divisão de aço. O trimestre foi marcado por expansão de margens, sustentada por preços mais altos, melhor mix e ganhos de eficiência. Mesmo com volumes abaixo… Read More »Usiminas (USIM5) inicia 2026 com forte desempenho operacional e avanço na rentabilidade

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A Usiminas (USIM5) apresentou resultados sólidos no 1T26, superando expectativas e evidenciando melhora relevante na execução operacional. O EBITDA ajustado consolidado atingiu 653 milhões de reais, impulsionado principalmente pela divisão de aço. O trimestre foi marcado por expansão de margens, sustentada por preços mais altos, melhor mix e ganhos de eficiência. Mesmo com volumes abaixo do esperado, a companhia conseguiu preservar rentabilidade por meio de disciplina comercial e controle de custos. A geração de fluxo de caixa livre foi positiva, reforçando a qualidade dos resultados. Além disso, a empresa encerrou o período com posição de caixa líquido, indicando solidez financeira. Esse conjunto reforça uma leitura mais construtiva para a companhia. O foco passa agora a ser a sustentabilidade dessas margens ao longo do ano.

O principal destaque foi a divisão de Aço, com EBITDA de 544 milhões de reais e margem de 10,4 por cento, acima das expectativas. O desempenho foi sustentado por aumento de preços de 4,9 por cento t/t e um mix mais favorável, com maior exposição ao setor automotivo. Mesmo com embarques mais fracos, a companhia conseguiu sustentar margens. Os custos também ajudaram, com queda sequencial do COGS por tonelada, refletindo ganhos de eficiência. A menor intensidade de paradas de manutenção contribuiu para esse resultado. A combinação de preços mais altos e custos mais baixos foi determinante. 

Por outro lado, a divisão de Mineração teve desempenho mais fraco, com EBITDA de 111 milhões de reais. O resultado foi impactado por aumento de custos e menor diluição operacional. Apesar de preços ligeiramente melhores, houve pressão de combustíveis e compras de terceiros. Os volumes ficaram em 1,9 Mt, com leve queda, mas ainda estáveis. Esse cenário limitou a contribuição do segmento no consolidado. Para o 2T26, a expectativa é de maiores volumes, mas com custos mais elevados. O frete marítimo deve seguir como um ponto de pressão. Assim, a recuperação tende a ser mais gradual. No curto prazo, o Aço segue como principal vetor de resultado.

E Eu Com Isso?

No geral, o 1T26 reforça uma tese positiva baseada na recuperação de margens em Aço e disciplina de custos. A expectativa de EBITDA estável no 2T26 indica capacidade de repasse de preços. As medidas de defesa comercial podem melhorar a dinâmica do mercado doméstico ao longo do 2S26.

O balanço desalavancado e a geração de caixa sustentam a estratégia da companhia. Mesmo com a volatilidade do setor, o valuation ainda parece não refletir totalmente essa melhora operacional. A continuidade desse movimento dependerá do cenário macro e da execução. Ainda assim, a trajetória recente é encorajadora. O conjunto de fundamentos sustenta uma visão mais otimista para a empresa.



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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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Atacadão mostra desaceleração em números divulgados pelo Carrefour Brasil no 1T26 https://levanteideias.com.br/artigos/atacadao-mostra-desaceleracao-em-numeros-divulgados-pelo-carrefour-brasil-no-1t26 https://levanteideias.com.br/artigos/atacadao-mostra-desaceleracao-em-numeros-divulgados-pelo-carrefour-brasil-no-1t26#respond Fri, 24 Apr 2026 12:52:33 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=53152 O Carrefour Brasil reportou um início de 2026 marcado por leve retração operacional, com queda de 1,4 por cento no faturamento no 1T26, totalizando 4,67 bilhões de euros (aproximadamente 27,3 bilhões de reais), e recuo de 0,8 por cento nas vendas em mesmas lojas. O desempenho doméstico contrastou com a operação global do grupo, que… Read More »Atacadão mostra desaceleração em números divulgados pelo Carrefour Brasil no 1T26

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O Carrefour Brasil reportou um início de 2026 marcado por leve retração operacional, com queda de 1,4 por cento no faturamento no 1T26, totalizando 4,67 bilhões de euros (aproximadamente 27,3 bilhões de reais), e recuo de 0,8 por cento nas vendas em mesmas lojas. O desempenho doméstico contrastou com a operação global do grupo, que apresentou crescimento de 1,4 por cento na receita e 2,2 por cento nas vendas comparáveis. O resultado reflete um ambiente macroeconômico mais desafiador no Brasil, caracterizado por juros elevados e menor pressão inflacionária em alimentos, o que reduz o efeito preço e evidencia uma dinâmica de consumo mais cautelosa e sensível ao bolso do consumidor.

Apesar desse cenário mais pressionado nas lojas físicas, alguns vetores de crescimento se destacaram de forma relevante no trimestre. O Sam’s Club apresentou alta de 5,7 por cento nas vendas em mesmas lojas, impulsionado pela expansão da base de membros e maior recorrência de compras, enquanto o e-commerce avançou 21 por cento, contribuindo para ganho de participação de mercado. Esses canais têm funcionado como importantes pilares de diversificação do modelo de negócios, ajudando a compensar a desaceleração do varejo tradicional e indicando uma mudança estrutural no comportamento de consumo, com maior penetração digital e busca por formatos que entreguem valor percebido ao cliente.

No Atacadão, principal operação do grupo no Brasil, o trimestre também refletiu um ambiente mais desafiador, com queda de 1 por cento nas vendas comparáveis. O desempenho acompanha a dinâmica do setor de atacarejo, que tem enfrentado uma desaceleração após anos de forte crescimento, especialmente em um contexto de menor inflação alimentar, que reduz o ticket médio, e de consumo mais pressionado.

Ainda assim, a companhia segue ajustando sua estratégia, com foco em ganho de participação em Cash & Carry e iniciativas como o lançamento da marca própria de entrada “Bulnez”, voltada para maior competitividade de preços. A expansão física também continuou, com a rede encerrando o período com 386 lojas, reforçando sua presença nacional.

E Eu Com Isso?

Diante desse contexto, os dados do Carrefour Brasil reforçam uma leitura mais ampla para o setor de varejo alimentar, com implicações relevantes para players como Grupo Mateus (GMAT3) e Assaí (ASAI3). A desaceleração do atacarejo em termos de vendas comparáveis sugere um ambiente mais desafiador no curto prazo, especialmente com menor inflação de alimentos pressionando o crescimento nominal e um consumidor mais sensível a preços.

Por outro lado, a capacidade de ganhar participação de mercado, aliada a estratégias de eficiência operacional, expansão seletiva e fortalecimento de marcas próprias, tende a diferenciar os players mais bem posicionados. Nesse cenário, o setor segue apresentando resiliência estrutural, mas com maior dispersão de resultados entre as companhias, à medida que execução, posicionamento e alavancas de crescimento passam a ter um peso ainda mais relevante na performance ao longo de 2026.



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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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Sequoia (SEQL3) vende ativos ao Mercado Livre (MELI34) e deixa e-commerce https://levanteideias.com.br/artigos/sequoia-seql3-vende-ativos-ao-mercado-livre-meli34-e-deixa-e-commerce https://levanteideias.com.br/artigos/sequoia-seql3-vende-ativos-ao-mercado-livre-meli34-e-deixa-e-commerce#respond Thu, 23 Apr 2026 13:13:31 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=53150 A Sequoia Logística (SEQL3) anunciou a venda de ativos operacionais ao Mercado Livre (MELI34) por 7,5 milhões de dólares (cerca de 37 milhões de reais), marcando sua saída do segmento de e-commerce. A operação envolve a transferência de equipamentos instalados em um centro de distribuição em São Bernardo do Campo (SP), além da cessão do… Read More »Sequoia (SEQL3) vende ativos ao Mercado Livre (MELI34) e deixa e-commerce

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A Sequoia Logística (SEQL3) anunciou a venda de ativos operacionais ao Mercado Livre (MELI34) por 7,5 milhões de dólares (cerca de 37 milhões de reais), marcando sua saída do segmento de e-commerce. A operação envolve a transferência de equipamentos instalados em um centro de distribuição em São Bernardo do Campo (SP), além da cessão do contrato de locação do espaço.

Entre os ativos, destaca-se o sistema de triagem de alto volume “Mega Sorter Damon”, projetado para operações em larga escala. O pagamento será feito em três etapas, com 50 por cento desembolsados após o cumprimento das condições iniciais, seguido por duas parcelas de 25 por cento atreladas à formalização e conclusão da transferência operacional. A transação ainda depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

A decisão de encerrar essa frente está diretamente ligada a mudanças estruturais no setor de e-commerce. A verticalização logística por grandes plataformas, como o próprio MELI, reduziu o espaço competitivo para operadores terceirizados, que passam a disputar contratos em condições menos favoráveis.

Ao mesmo tempo, a desaceleração do crescimento do e-commerce após o pico dos últimos anos diminuiu a escala necessária para diluir custos fixos elevados, tornando operações intensivas em capital menos viáveis. No caso da Sequoia, o modelo passou a pressionar o caixa, com descasamento entre prazos de pagamento e recebimento, impactando diretamente o capital de giro.

Nesse contexto, a venda dos ativos representa mais do que um ajuste pontual, mas um reposicionamento estratégico relevante. A companhia passa a concentrar esforços em segmentos considerados mais resilientes e com melhor perfil de rentabilidade, como logística de objetos bancários e operações B2B.

Essas frentes tendem a apresentar maior previsibilidade de receita, menor dependência de volumes massificados e geração de caixa mais consistente. A transação também sinaliza a etapa final de um processo de reestruturação, com simplificação do portfólio e foco em operações com maior eficiência operacional.

E Eu Com Isso?

O movimento evidencia uma mudança relevante na dinâmica da logística voltada ao e-commerce no Brasil. A crescente internalização das operações por grandes plataformas redefine o papel dos prestadores de serviço e eleva a exigência por escala, tecnologia e capacidade de investimento.

Para operadores independentes, o caminho passa por especialização ou foco em nichos mais rentáveis. Ao mesmo tempo, a consolidação de ativos nas mãos de players como o MELI reforça a tendência de concentração do setor. O desfecho da operação, portanto, vai além de uma venda de ativos: ele sinaliza um redesenho estrutural do mercado logístico, com impactos que devem continuar se desdobrando nos próximos anos.


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Maior leilão de energia do país entra no radar do TCU e enfrenta incertezas https://levanteideias.com.br/artigos/maior-leilao-de-energia-do-pais-entra-no-radar-do-tcu-e-enfrenta-incertezas https://levanteideias.com.br/artigos/maior-leilao-de-energia-do-pais-entra-no-radar-do-tcu-e-enfrenta-incertezas#respond Mon, 20 Apr 2026 13:14:36 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=53143 O maior leilão de energia já realizado no Brasil, voltado à contratação de reserva de capacidade (LRCap), passou a enfrentar incertezas relevantes após sua conclusão em março, mesmo tendo contratado cerca de 19 GW de usinas e movimentado aproximadamente 65 bilhões de reais em investimentos. O certame, realizado em dois dias (18 e 20 de… Read More »Maior leilão de energia do país entra no radar do TCU e enfrenta incertezas

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O maior leilão de energia já realizado no Brasil, voltado à contratação de reserva de capacidade (LRCap), passou a enfrentar incertezas relevantes após sua conclusão em março, mesmo tendo contratado cerca de 19 GW de usinas e movimentado aproximadamente 65 bilhões de reais em investimentos. O certame, realizado em dois dias (18 e 20 de março), teve como objetivo garantir segurança energética por meio da contratação de usinas capazes de operar sob demanda, incluindo térmicas a gás, diesel, carvão, biometano e hidrelétricas ampliadas. No entanto, o resultado do leilão passou a ser questionado por diferentes frentes: o Tribunal de Contas da União (TCU) abriu investigação sobre a metodologia adotada, enquanto a Âmbar Energia ingressou com recurso na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), alegando ter sido prejudicada na contratação de dois ativos.

As críticas institucionais ao leilão concentram-se principalmente na definição dos preços-teto e na condução das regras do certame. O TCU identificou indícios de irregularidades na decisão do Ministério de Minas e Energia (MME) de elevar os preços máximos em até 100 por cento em relação aos valores inicialmente propostos, o que gerou forte reação negativa do mercado ainda antes da realização do leilão. Embora o tribunal tenha autorizado a realização do certame, optou por manter o acompanhamento do processo, enquanto o Ministério Público junto ao TCU chegou a solicitar a suspensão do leilão. Esse ambiente evidencia um aumento da judicialização e da supervisão institucional sobre decisões de política energética, o que tende a elevar o grau de incerteza regulatória no setor.

Paralelamente, a contestação da Âmbar Energia adiciona uma camada adicional de complexidade ao caso, ao trazer questionamentos operacionais sobre o funcionamento do leilão. A empresa alega erros no sistema que teriam impactado a classificação de suas usinas, especialmente no caso da térmica Araucária II, que teria sido tratada como usina existente em vez de nova, reduzindo receita e prazo contratual. Além disso, a companhia argumenta que regras do edital impediram a adequada participação de ativos em diferentes produtos, apesar de autorização prévia da EPE para atuação segregada. A depender do desfecho, o pleito pode levar à revisão parcial dos resultados ou até à reabertura de etapas do leilão, o que reforça o risco de retrabalho e atrasos na implementação dos contratos.

E Eu Com Isso?

Em termos de impacto para o setor elétrico, por um lado, o leilão atende a uma necessidade estrutural relevante de reforço da segurança energética, criando incentivos para investimentos em capacidade despachável, um tema crítico diante da maior volatilidade do sistema e da crescente participação de fontes intermitentes. Por outro, a sequência de questionamentos regulatórios e operacionais pode comprometer a previsibilidade do ambiente de investimentos, elevando o custo de capital e reduzindo o apetite de novos entrantes em futuros certames. Nesse contexto, os próximos passos passam pelo avanço das investigações do TCU, pela análise dos recursos na Aneel e pela eventual revisão de critérios para os próximos leilões.


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