levante ideias de investimentos – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Fri, 20 Mar 2026 13:09:08 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png levante ideias de investimentos – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Hapvida (HAPV3) enfrenta trimestre adverso com pressão de custos e menor geração de valor https://levanteideias.com.br/artigos/hapvida-hapv3-enfrenta-trimestre-adverso-com-pressao-de-custos-e-menor-geracao-de-valor https://levanteideias.com.br/artigos/hapvida-hapv3-enfrenta-trimestre-adverso-com-pressao-de-custos-e-menor-geracao-de-valor#respond Fri, 20 Mar 2026 13:09:03 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=53079 O 4T25 da Hapvida (HAPV3) foi marcado por um conjunto fraco de resultados, com deterioração relevante nas principais linhas operacionais e financeiras. A receita líquida atingiu 7,9 bilhões de reais, com crescimento de 6 por cento na comparação anual, em linha com o esperado, mas sem conversão em rentabilidade. O EBITDA ajustado recuou 33 por… Read More »Hapvida (HAPV3) enfrenta trimestre adverso com pressão de custos e menor geração de valor

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O 4T25 da Hapvida (HAPV3) foi marcado por um conjunto fraco de resultados, com deterioração relevante nas principais linhas operacionais e financeiras. A receita líquida atingiu 7,9 bilhões de reais, com crescimento de 6 por cento na comparação anual, em linha com o esperado, mas sem conversão em rentabilidade. O EBITDA ajustado recuou 33 por cento a/a, refletindo compressão relevante de margens mesmo em um trimestre sazonalmente mais favorável para o setor.

O período também foi impactado por maiores provisões, despesas financeiras elevadas e queima relevante de caixa, reforçando a leitura de um trimestre mais desafiador. De forma geral, o desempenho evidencia um descompasso entre crescimento e eficiência operacional, elevando as preocupações com a sustentabilidade dos resultados no curto prazo.

A principal pressão sobre a rentabilidade veio da sinistralidade, que atingiu 75,5 por cento, com alta de 450 bps na comparação anual, acima das expectativas. Esse movimento reflete maior utilização dos serviços, custos associados à expansão recente de unidades e efeitos de defasagem no reconhecimento de sinistros. Paralelamente, as despesas operacionais avançaram de forma relevante, incluindo maiores gastos com pessoal, estrutura, logística e investimentos em tecnologia.

O aumento das provisões para contingências também contribuiu para pressionar os resultados. Ainda que parte desses efeitos possa se normalizar ao longo do tempo, o patamar atual de custos sugere um ambiente operacional mais desafiador no curto prazo.

Outro ponto de atenção relevante foi a dinâmica da base de beneficiários, com queda líquida de 140 mil vidas no trimestre, a maior já registrada pela companhia. A redução foi concentrada principalmente na região Sudeste, com destaque para São Paulo, indicando um ambiente competitivo mais intenso e possíveis dificuldades na retenção de clientes.

Ao mesmo tempo, a maior utilização dos serviços elevou o custo por beneficiário, com crescimento dos sinistros acima do reajuste de ticket médio. Essa combinação pressiona ainda mais a rentabilidade e levanta questionamentos sobre a capacidade de recomposição de margens em um cenário de maior exigência competitiva e regulatória.


E Eu Com Isso?

A geração de caixa foi outro destaque negativo, com fluxo de caixa operacional após capex negativo em 292 milhões de reais, refletindo a combinação de EBITDA mais fraco e investimentos ainda elevados. O capex totalizou 419 milhões de reais no trimestre, com foco na expansão e infraestrutura, pressionando a liquidez. Como consequência, a dívida líquida atingiu 5,2 bilhões de reais, elevando a alavancagem para 1,3x EBITDA.

Em nossa visão, o trimestre foi marcado por i) crescimento de receita sem conversão em resultado; ii) forte deterioração da rentabilidade; iii) perda relevante de beneficiários; e iv) queima de caixa com aumento da alavancagem. Apesar de a companhia estar avançando em iniciativas para endereçar esses pontos, seguimos com uma leitura mais cautelosa, diante da ainda limitada visibilidade sobre a recuperação operacional e financeira no curto prazo.



DISCLAIMER

A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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Minerva (BEEF3) divulga resultado e ações caem 10 por cento com pressão em margens https://levanteideias.com.br/artigos/minerva-beef3-divulga-resultado-e-acoes-caem-10-por-cento-com-pressao-em-margens https://levanteideias.com.br/artigos/minerva-beef3-divulga-resultado-e-acoes-caem-10-por-cento-com-pressao-em-margens#respond Fri, 20 Mar 2026 13:06:44 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=53077 A Minerva (BEEF3) divulgou os resultados do 4T25 em um contexto que provocou cautela entre os investidores. Isso se refletiu rapidamente no mercado, com as ações chegando a cair cerca de 10 por cento ao longo do pregão seguinte. Apesar de números operacionais fortes, a reação negativa foi puxada principalmente por fatores como a compressão… Read More »Minerva (BEEF3) divulga resultado e ações caem 10 por cento com pressão em margens

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A Minerva (BEEF3) divulgou os resultados do 4T25 em um contexto que provocou cautela entre os investidores. Isso se refletiu rapidamente no mercado, com as ações chegando a cair cerca de 10 por cento ao longo do pregão seguinte. Apesar de números operacionais fortes, a reação negativa foi puxada principalmente por fatores como a compressão de margens, o aumento dos custos acima da receita, o nível ainda elevado de endividamento e o impacto relevante do resultado financeiro negativo.

Soma-se a isso um ambiente de expectativas elevadas, que não foram totalmente superadas, levando a um movimento de realização de lucros no curto prazo.

O cenário das exportações de proteína animal brasileira segue, de forma geral, bastante favorável e continua sendo um dos principais pilares para o desempenho da companhia. A demanda internacional permanece aquecida, com destaque para a carne bovina, que tem registrado crescimento consistente tanto em volume quanto em receita. Nos primeiros meses de 2026, o Brasil apresentou avanços expressivos nos embarques, com forte expansão das vendas externas e recordes para o período.

A China segue como principal destino, concentrando uma parcela relevante das exportações, enquanto mercados como Estados Unidos, Oriente Médio e União Europeia também ampliam sua participação. Além disso, proteínas como frango e suína continuam em trajetória de crescimento, ainda que em ritmo mais moderado, reforçando a posição do Brasil como um dos maiores fornecedores globais.

Por outro lado, começam a surgir sinais de atenção nesse ambiente externo. Questões como possíveis barreiras comerciais, incluindo cotas e tarifas, maior volatilidade nos preços do gado e um ritmo um pouco mais moderado de crescimento após sucessivos recordes indicam que o cenário, embora ainda positivo, tende a se tornar mais desafiador à frente.

Esse pano de fundo ajuda a explicar por que o mercado tem reagido de forma mais seletiva aos resultados das empresas do setor, penalizando principalmente pontos de risco no curto prazo.

No caso da Minerva, o desempenho operacional foi robusto. A companhia apresentou crescimento expressivo nos volumes vendidos e forte avanço da receita líquida, impulsionados tanto pela expansão orgânica quanto pela consolidação das aquisições recentes.

O volume total atingiu 497,8 mil toneladas, refletindo uma estratégia consistente de ganho de escala e maior diversificação geográfica. Como resultado, a receita líquida cresceu 32,6 por cento, alcançando 14,2 bilhões de reais, evidenciando a força da demanda internacional pelos produtos da empresa.

Entretanto, esse crescimento veio acompanhado de pressão relevante nos custos. Os custos dos produtos vendidos avançaram 37 por cento, superando o ritmo da receita e impactando diretamente a rentabilidade. Esse movimento está ligado principalmente ao aumento do preço do gado, além de custos logísticos mais elevados e efeitos temporários relacionados à integração dos ativos adquiridos.

Assim, embora o EBITDA tenha crescido 24 por cento, a margem EBITDA recuou para 8,2 por cento, sinalizando perda de eficiência no curto prazo, segue sendo um ponto de atenção.



E Eu Com Isso?


Outro fator importante foi a estrutura de capital. A dívida líquida encerrou o trimestre em 12,75 bilhões de reais, com alta na comparação trimestral. Apesar da melhora na alavancagem, que caiu para 2,6 vezes, o nível absoluto da dívida ainda chama atenção, especialmente em um ambiente de juros elevados. Isso se refletiu no resultado financeiro negativo de 890 milhões de reais, pressionando o lucro líquido e reduzindo a conversão do resultado operacional em geração efetiva de valor.

Ainda assim, a companhia apresentou avanços relevantes, como a reversão do prejuízo do ano anterior e a entrega de lucro líquido de 85 milhões de reais, além de geração positiva de fluxo de caixa operacional. Esses fatores demonstram que a Minerva segue com boa capacidade de execução e captura de sinergias.

No entanto, a reação do mercado mostra que, no curto prazo, prevalece uma reavaliação dos riscos, especialmente diante da combinação de margens pressionadas, custos financeiros elevados e um ambiente externo que, embora favorável, já não é tão benigno quanto antes.



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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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Natura (NATU3): rentabilidade surpreende positivamente, enquanto demanda segue fraca https://levanteideias.com.br/artigos/natura-natu3-rentabilidade-surpreende-positivamente-enquanto-demanda-segue-fraca https://levanteideias.com.br/artigos/natura-natu3-rentabilidade-surpreende-positivamente-enquanto-demanda-segue-fraca#respond Wed, 18 Mar 2026 13:15:56 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=53069 O 4T25 da Natura (NATU3) foi marcado por uma dinâmica de receitas ainda pressionada, refletindo um ambiente operacional desafiador tanto no Brasil quanto nos mercados internacionais. A receita líquida consolidada atingiu 6,2 bilhões de reais, com queda de 12 por cento na comparação anual, ou retração de 3,4 por cento em moeda constante, evidenciando dificuldades… Read More »Natura (NATU3): rentabilidade surpreende positivamente, enquanto demanda segue fraca

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O 4T25 da Natura (NATU3) foi marcado por uma dinâmica de receitas ainda pressionada, refletindo um ambiente operacional desafiador tanto no Brasil quanto nos mercados internacionais. A receita líquida consolidada atingiu 6,2 bilhões de reais, com queda de 12 por cento na comparação anual, ou retração de 3,4 por cento em moeda constante, evidenciando dificuldades na retomada do crescimento mesmo após ajustes cambiais.

Esse desempenho foi impactado pela desaceleração da demanda no Brasil, instabilidades na integração das operações e efeitos adversos na América Hispânica. Além disso, a continuidade da Onda 2 seguiu impactando o modelo comercial, com redução no número de consultoras e menor produtividade em alguns canais. Como resultado, o topline permaneceu pressionado, mesmo diante das iniciativas de reestruturação já em curso.

A leitura por geografia reforça um cenário de recuperação ainda desigual e dependente de execução. No Brasil, a receita apresentou retração influenciada por uma base de comparação mais exigente e por ajustes estratégicos na força de vendas, além da redução na atividade das consultoras menos produtivas. Categorias relevantes, como fragrâncias, também apresentaram desempenho mais fraco, pressionando o mix no trimestre.

Na América Hispânica, apesar de sinais de melhora na marca Natura, o consolidado ainda foi impactado negativamente pela Avon, que segue enfrentando desafios estruturais e efeitos macroeconômicos adversos, incluindo a hiperinflação na Argentina. Já a divisão Casa & Estilo manteve trajetória de contração, reforçando sua menor relevância dentro do portfólio.

Por outro lado, a rentabilidade foi o principal destaque positivo do trimestre, com EBITDA recorrente de 978 milhões de reais e margem de 15,8 por cento, avanço de 700 pontos-base na comparação anual. Esse desempenho reflete ganhos relevantes de eficiência operacional, com redução de despesas gerais e administrativas, otimização da remuneração variável e captura de sinergias associadas à simplificação da estrutura.

A margem bruta também apresentou evolução, beneficiada por base comparativa favorável e ajustes no mix. Ainda assim, parte relevante dessa expansão ocorre em um contexto de receitas enfraquecidas, o que levanta dúvidas sobre sua sustentabilidade. Na linha final, o lucro foi impactado por itens não recorrentes, enquanto a estrutura de capital mostrou melhora com redução da alavancagem.

 
E Eu Com Isso?
 
De forma consolidada, o trimestre evidencia uma companhia que avança em sua agenda operacional, mas ainda enfrenta desafios relevantes na retomada do crescimento. O 4T25 foi marcado por i) pressão na receita; ii) execução desigual entre geografias; iii) expansão de margens via eficiência; e iv) melhora na estrutura de capital. Embora os avanços na simplificação do portfólio e na disciplina operacional sejam claros, a visibilidade de recuperação da demanda ainda é limitada no curto prazo.

Em termos de valuation, entendemos que parte dessa melhora operacional já parece refletida nos múltiplos, reduzindo a assimetria no momento. Assim, mantemos uma postura mais cautelosa no momento, enquanto seguimos acompanhando a evolução operacional da companhia e avaliando possíveis revisões em nossas projeções.






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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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Resultados da Azzas (AZZA3) refletem transição estratégica e ajustes operacionais https://levanteideias.com.br/artigos/resultados-da-azzas-azza3-refletem-transicao-estrategica-e-ajustes-operacionais https://levanteideias.com.br/artigos/resultados-da-azzas-azza3-refletem-transicao-estrategica-e-ajustes-operacionais#respond Fri, 13 Mar 2026 12:50:37 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=53067 A Azzas 2154 (AZZA3) encerrou o 4T25 com um conjunto de resultados mistos, refletindo principalmente o momento de transição estratégica vivido pela companhia após a combinação de negócios que deu origem ao grupo. A receita líquida consolidada atingiu 3,3 bilhões de reais no trimestre, recuo de 4,1 por cento na comparação anual, pressionada sobretudo pelo… Read More »Resultados da Azzas (AZZA3) refletem transição estratégica e ajustes operacionais

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A Azzas 2154 (AZZA3) encerrou o 4T25 com um conjunto de resultados mistos, refletindo principalmente o momento de transição estratégica vivido pela companhia após a combinação de negócios que deu origem ao grupo. A receita líquida consolidada atingiu 3,3 bilhões de reais no trimestre, recuo de 4,1 por cento na comparação anual, pressionada sobretudo pelo desempenho mais fraco das unidades Shoes & Bags e Basic.

Parte dessa dinâmica está associada aos ajustes na relação com os canais de franquias e multimarcas, com a companhia priorizando um melhor equilíbrio entre sell-in e sell-out. Ao mesmo tempo, a empresa apresentou evolução relevante na gestão de despesas e capital de giro, o que contribuiu para preservar a rentabilidade operacional e sustentar uma geração de caixa robusta no período.

A dinâmica operacional foi marcada por desempenhos distintos entre as principais unidades de negócio. A divisão Fashion Women manteve trajetória de crescimento, com avanço de cerca de 11,6 por cento nas vendas, impulsionada principalmente pelo bom desempenho das operações internacionais e pela expansão de lojas próprias.

Em contraste, a unidade Shoes & Bags apresentou retração próxima de 3,4 por cento, refletindo principalmente o desempenho mais fraco da marca Vans e ajustes no canal de franquias. Já o segmento Basic (Hering) registrou queda de aproximadamente 12,7 por cento nas vendas, ainda impactado pelo processo de reestruturação da marca, que inclui revisão de portfólio, mudanças na estratégia comercial e redução de estoques na rede de franquias.

Mesmo em um contexto de menor crescimento de receita, a companhia conseguiu preservar níveis relativamente estáveis de rentabilidade. A margem bruta consolidada apresentou leve retração, pressionada principalmente pela performance mais fraca da divisão Basic, mas parcialmente compensada por melhora de mix e maior participação do canal direto ao consumidor (DTC).

O EBITDA ajustado totalizou 501 milhões de reais no trimestre, com margem de 15,4 por cento, refletindo principalmente o maior controle de despesas operacionais. A disciplina na gestão de custos, aliada à otimização de investimentos em marketing e à diluição de gastos associados à integração das operações, contribuiu para limitar os impactos da menor alavancagem operacional.

E Eu Com Isso?

De forma geral, os números do 4T25 refletem um trimestre ainda marcado por ajustes estruturais na operação da Azzas, com retração moderada de receitas em algumas unidades, preservação de margens e forte geração de caixa impulsionada pela melhora na gestão de capital de giro. Apesar dos avanços observados na disciplina financeira e nos esforços de integração das operações, o estágio atual da reestruturação estratégica — que envolve reposicionamento de marcas, reorganização dos canais de venda e normalização dos estoques — ainda limita a visibilidade sobre a velocidade de recuperação mais consistente do crescimento. Nesse contexto, o desempenho recente da companhia deve continuar refletindo um período de transição operacional, enquanto o mercado acompanha a evolução dessas iniciativas e seus impactos sobre a dinâmica futura de resultados.


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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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Smart Fit (SMFT3) mantém forte expansão operacional e avanço da base de clientes https://levanteideias.com.br/artigos/smart-fit-smft3-mantem-forte-expansao-operacional-e-avanco-da-base-de-clientes https://levanteideias.com.br/artigos/smart-fit-smft3-mantem-forte-expansao-operacional-e-avanco-da-base-de-clientes#respond Thu, 12 Mar 2026 13:20:22 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=53064 A Smart Fit (SMFT3) apresentou mais um trimestre de resultados sólidos no 4T25, com crescimento consistente das principais métricas operacionais e financeiras. A receita líquida atingiu 1,9 bilhão de reais no período, avanço de 26 por cento na comparação anual, impulsionada pelo aumento de 9 por cento na base média de clientes por academia, pela… Read More »Smart Fit (SMFT3) mantém forte expansão operacional e avanço da base de clientes

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A Smart Fit (SMFT3) apresentou mais um trimestre de resultados sólidos no 4T25, com crescimento consistente das principais métricas operacionais e financeiras. A receita líquida atingiu 1,9 bilhão de reais no período, avanço de 26 por cento na comparação anual, impulsionada pelo aumento de 9 por cento na base média de clientes por academia, pela expansão de 19 por cento no número de unidades próprias e pelo crescimento de 12 por cento no ticket médio.

A companhia encerrou o trimestre com 5,2 milhões de clientes, crescimento de 8 por cento na base anual, enquanto a rede total alcançou 2.084 academias distribuídas em 16 países. Esse desempenho reforça a capacidade da Smart Fit de capturar demanda crescente por serviços de fitness na América Latina, sustentada por um modelo de negócios baseado em escala e acessibilidade. A expansão da rede e a maturação gradual das academias abertas nos últimos anos continuam sendo importantes vetores de crescimento para a companhia.

Do ponto de vista operacional, a evolução da receita foi sustentada principalmente pela expansão da rede e pelo crescimento da base de usuários. No Brasil, o crescimento da base foi mais moderado (+1 por cento a/a), enquanto o México apresentou expansão de 7 por cento e os demais países da América Latina registraram crescimento mais expressivo, de 17 por cento.

A receita do Brasil avançou 17 por cento no período, beneficiada principalmente pelo aumento de 13 por cento no ticket médio, enquanto os mercados internacionais continuam contribuindo de forma relevante para o crescimento consolidado da companhia. A estratégia de expansão geográfica e aumento de capilaridade segue sendo um dos principais pilares de crescimento da Smart Fit, que continua ampliando sua presença em mercados com elevada demanda potencial por serviços fitness.

Outro ponto relevante do trimestre foi a evolução do TotalPass, plataforma corporativa de acesso a academias que conecta empresas e colaboradores a uma ampla rede de academias parceiras. A solução já reúne mais de 40 mil academias na América Latina e funciona como um importante canal de aquisição de novos usuários para o ecossistema da Smart Fit.

Embora o avanço da plataforma possa gerar algum impacto de curto prazo nas margens, devido ao modelo de compartilhamento de receitas com academias parceiras, avaliamos que o TotalPass possui potencial relevante no médio prazo. A plataforma amplia o alcance da companhia no segmento B2B, fortalece o relacionamento com empresas e pode contribuir para elevar o ARPU por meio da oferta de serviços adicionais, além de aumentar a conversão desses usuários para academias próprias da rede.


E Eu Com Isso?

De forma geral, avaliamos que o 4T25 da Smart Fit foi positivo, marcado por i) forte expansão da rede de academias e da base de membros; ii) crescimento expressivo da receita impulsionado por aumento do ticket médio e maior capilaridade geográfica; iii) avanço do TotalPass como importante vetor estratégico dentro do ecossistema da companhia; e iv) manutenção de níveis robustos de geração de caixa mesmo em um ciclo intensivo de expansão. Esses fatores reforçam a tese estrutural de crescimento da Smart Fit no mercado fitness da América Latina, sustentada por escala regional, eficiência operacional e forte reconhecimento de marca. 

Do ponto de vista de valuation, a companhia segue negociando a múltiplos atrativos quando comparada a pares internacionais do setor. Enquanto a Smart Fit negocia próxima de cerca de 10x EV/EBITDA e 16x P/L estimado para 2026, players globais como Planet Fitness negociam em torno de 19–20x EV/EBITDA e aproximadamente 34x P/L. Mesmo considerando as diferenças de modelo de negócio e estágio de maturação, entendemos que o desconto permanece relevante frente à liderança regional da Smart Fit, crescimento consistente e alavancagem financeira controlada, sustentando perspectivas positivas para SMFT3.



DISCLAIMER

A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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MRV (MRVE3) apresenta resultados mistos no 4T25 com evolução no Brasil e pressão da Resia https://levanteideias.com.br/artigos/mrv-mrve3-apresenta-resultados-mistos-no-4t25-com-evolucao-no-brasil-e-pressao-da-resia https://levanteideias.com.br/artigos/mrv-mrve3-apresenta-resultados-mistos-no-4t25-com-evolucao-no-brasil-e-pressao-da-resia#respond Tue, 10 Mar 2026 14:13:47 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=53059 A MRV (MRVE3) apresentou no 4T25 um conjunto de resultados que evidencia a continuidade da recuperação operacional do negócio no Brasil, embora o desempenho consolidado ainda tenha sido impactado pela operação internacional. A receita líquida atingiu 3,04 bilhões de reais no trimestre, crescimento de 28 por cento na comparação anual e ligeiramente acima das estimativas,… Read More »MRV (MRVE3) apresenta resultados mistos no 4T25 com evolução no Brasil e pressão da Resia

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A MRV (MRVE3) apresentou no 4T25 um conjunto de resultados que evidencia a continuidade da recuperação operacional do negócio no Brasil, embora o desempenho consolidado ainda tenha sido impactado pela operação internacional. A receita líquida atingiu 3,04 bilhões de reais no trimestre, crescimento de 28 por cento na comparação anual e ligeiramente acima das estimativas, refletindo principalmente o maior peso de vendas mais recentes no reconhecimento contábil de receitas.

Esse movimento tem contribuído para uma recomposição gradual da rentabilidade do core business da companhia. Paralelamente, a gestão segue implementando iniciativas voltadas ao ganho de eficiência operacional e maior disciplina na alocação de capital, aspectos que vêm sustentando a trajetória de melhora do negócio de incorporação residencial no país ao longo dos últimos trimestres.

Sob a ótica de rentabilidade, os números indicam avanço relevante nas margens da operação doméstica. A margem bruta ajustada da divisão de desenvolvimento imobiliário alcançou 34,6 por cento, beneficiada pelo reconhecimento de projetos mais recentes e por ajustes operacionais implementados ao longo do ciclo mais recente de lançamentos.

Esse desempenho reforça a percepção de que a companhia vem gradualmente recuperando a qualidade econômica de seus empreendimentos após um período mais desafiador para o setor imobiliário. Ainda assim, parte dessa melhora foi parcialmente compensada por efeitos pontuais registrados no trimestre, incluindo impactos contábeis relacionados à venda de recebíveis, que acabaram pressionando a margem reportada no período.

Por outro lado, a operação da Resia nos Estados Unidos segue sendo o principal fator de pressão sobre os resultados consolidados. O braço internacional registrou prejuízo relevante no trimestre, com impacto negativo de cerca de 110 milhões de reais no resultado líquido. O desempenho reflete um ambiente ainda complexo para o mercado multifamily norte-americano, marcado por juros elevados, desaceleração no mercado imobiliário e maior dificuldade na monetização de ativos. Diante desse cenário, a companhia vem intensificando seu processo de simplificação da estrutura e acelerando o plano de desinvestimento na operação internacional, com expectativa de redução gradual da exposição ao longo dos próximos anos.

E Eu Com Isso?

Nesse contexto, a estratégia da MRV permanece fortemente concentrada na desalavancagem financeira e na reorganização de sua estrutura operacional. O plano de desinvestimento da Resia pode alcançar cerca de 800 milhões de dólares até o final desse ano, com parte dos ativos já em processo de venda, ao mesmo tempo em que a companhia tem adotado medidas adicionais de racionalização de custos e interrompido o desenvolvimento de novos projetos dentro da operação internacional.

Embora os avanços operacionais no Brasil reforcem sinais de melhora estrutural do negócio principal, entendemos que o ritmo de monetização dos ativos da Resia e a evolução da desalavancagem financeira continuam sendo fatores determinantes para a consolidação desse processo de recuperação. Assim, apesar da melhora observada no desempenho operacional doméstico, seguimos com uma leitura mais cautelosa sobre MRVE3 enquanto monitoramos a evolução dessas frentes ao longo dos próximos ciclos de resultados.


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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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Embraer (EMBJ3) divulga resultados do 4T25 com carteira recorde https://levanteideias.com.br/artigos/embraer-embj3-divulga-resultados-do-4t25-com-carteira-recorde https://levanteideias.com.br/artigos/embraer-embj3-divulga-resultados-do-4t25-com-carteira-recorde#respond Tue, 10 Mar 2026 14:12:46 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=53057 A Embraer (EMBJ3) divulgou seus resultados referentes ao quarto trimestre de 2025, apresentando crescimento relevante de receita, carteira recorde de pedidos e continuidade no processo de desalavancagem financeira. A carteira total de pedidos firmes alcançou 31,6 bilhões de dólares no 4T25, o maior nível da história da companhia e mais de 20 por cento acima… Read More »Embraer (EMBJ3) divulga resultados do 4T25 com carteira recorde

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A Embraer (EMBJ3) divulgou seus resultados referentes ao quarto trimestre de 2025, apresentando crescimento relevante de receita, carteira recorde de pedidos e continuidade no processo de desalavancagem financeira.

A carteira total de pedidos firmes alcançou 31,6 bilhões de dólares no 4T25, o maior nível da história da companhia e mais de 20 por cento acima do registrado no mesmo período do ano anterior.

O principal destaque foi o segmento de Aviação Comercial, cujo índice de vendas sobre receita (book-to-bill) atingiu 2,8 vezes nas plataformas E175 e E2, refletindo uma forte demanda e resultando em crescimento de 42 por cento na carteira de encomendas na comparação anual.

No trimestre, a companhia entregou 91 aeronaves, sendo 32 jatos comerciais (18 da família E2 e 14 da E1) e 53 jatos executivos (28 leves e 25 médios). Já o segmento de Defesa & Segurança realizou a entrega de 6 aeronaves, incluindo 2 unidades do KC-390 Millennium e 4 A-29 Super Tucano.

Impulsionada pelo maior volume de entregas, a receita líquida totalizou 14,34 bilhões de reais, crescimento de 31,2 por cento em relação ao 4T24.

O custo dos produtos vendidos somou 11,9 bilhões de reais, alta de 6 por cento na comparação anual, resultando em lucro bruto de 2,4 bilhões de reais, ligeira queda de 4 por cento em relação ao ano anterior, refletindo principalmente efeitos de mix e pressão de custos.

As despesas operacionais atingiram 1,2 bilhão de reais, avanço de 19 por cento na comparação anual. Como resultado, o EBITDA ajustado ficou em 1,6 bilhão de reais, recuo de 15 por cento frente ao 4T24. No acumulado dos últimos 12 meses, o EBITDA totalizou 5,5 bilhões de reais, o que implica um múltiplo EV/EBITDA próximo de 10 vezes.

No balanço patrimonial, a companhia seguiu avançando no processo de desalavancagem. A dívida líquida encerrou o trimestre em 400 milhões de reais, equivalente a uma alavancagem de apenas 0,4x EBITDA. As despesas financeiras líquidas totalizaram aproximadamente 400 milhões de reais no período.

Com isso, a Embraer registrou lucro líquido de 832 milhões de reais no 4T25, queda de 20 por cento em relação ao mesmo trimestre do ano anterior.

Com isso, o lucro líquido anualizado foi de 2,0 bilhões de reais. As ações da Embraer estão sendo negociadas a um múltiplo preço/lucro (P/L) em torno de 30 vezes.

E Eu Com Isso?

A Embraer apresentou um resultado ligeiramente abaixo do esperado no 4T25. Ainda assim, a companhia mantém fundamentos operacionais sólidos, sustentados principalmente pela forte carteira de pedidos e pela melhora gradual da estrutura de capital. Diante desse cenário, mantemos recomendação neutra para as ações EMBJ3.

No trimestre, a empresa registrou crescimento relevante de receita, impulsionado pelo maior volume de entregas de aeronaves. No entanto, houve compressão da rentabilidade, refletida na queda do lucro bruto, em um contexto de pressões de custos e mix de produtos.

De maneira geral, reconhecemos o bom desempenho da Embraer nos últimos trimestres e seguimos acompanhando a evolução do crescimento da companhia, com este novo cenário de carteira de pedidos.



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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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Ultrapar (UGPA3) reporta resultados do 4T25, ações reagem positivamente https://levanteideias.com.br/artigos/ultrapar-ugpa3-reporta-resultados-do-4t25-acoes-reagem-positivamente https://levanteideias.com.br/artigos/ultrapar-ugpa3-reporta-resultados-do-4t25-acoes-reagem-positivamente#respond Fri, 06 Mar 2026 13:29:01 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=53051 A Ultrapar divulgou os resultados referentes ao quarto trimestre de 2025, apresentando desempenho em linha com as expectativas do mercado. De forma geral, a companhia reportou números sólidos, com destaque para a forte geração de caixa operacional, que somou 2,4 bilhões de reais no período, principal ponto positivo do trimestre. No acumulado de 2025, a… Read More »Ultrapar (UGPA3) reporta resultados do 4T25, ações reagem positivamente

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A Ultrapar divulgou os resultados referentes ao quarto trimestre de 2025, apresentando desempenho em linha com as expectativas do mercado.

De forma geral, a companhia reportou números sólidos, com destaque para a forte geração de caixa operacional, que somou 2,4 bilhões de reais no período, principal ponto positivo do trimestre. No acumulado de 2025, a geração de caixa operacional totalizou 5,5 bilhões de reais.

A rede de postos da Ipiranga manteve-se como o principal destaque operacional da companhia, sendo responsável por aproximadamente 70,5 por cento do resultado operacional consolidado.

A receita líquida atingiu 38 bilhões de reais, crescimento de 7 por cento em relação ao mesmo período de 2024. Os custos totais somaram 35,4 bilhões de reais, com alta de 10 por cento na comparação anual. Com isso, o lucro bruto totalizou 2,6 bilhões de reais, avanço de 4 por cento frente ao 4T24.

As despesas operacionais ficaram em 1,2 bilhão de reais, estáveis na comparação anual. Já o EBITDA recorrente atingiu 1,6 bilhão de reais, queda de 34 por cento frente ao mesmo trimestre do ano anterior. Atualmente, a companhia negocia a um múltiplo EV/EBITDA de 7,0x, patamar considerado em linha com o setor.

A dívida líquida encerrou o trimestre em 20,1 bilhões de reais, aumento de 42 por cento na comparação anual, reflexo principalmente da aquisição e consolidação da Hidrovias do Brasil. Ainda assim, a alavancagem financeira, medida pela relação dívida líquida/EBITDA, manteve-se estável em 1,7x — nível considerado saudável.

O lucro líquido consolidado foi de 258 milhões de reais, retração de 73 por cento em relação ao 4T24. As ações da Ultrapar são negociadas atualmente a um múltiplo P/L de 12x.

A companhia mantém foco em três principais unidades de negócios, são elas, Ipiranga, Ultragaz e Ultracargo, além da recente incorporação da Hidrovias do Brasil, que apresentou desempenho negativo no trimestre, mas com impacto limitado diante da solidez das demais operações do grupo.

A Ipiranga está presente em 26 estados, com cerca de 5.805 postos, figurando entre os líderes do setor de distribuição de combustíveis no país.

E Eu Com Isso?

Em termos estratégicos, a Ultrapar segue demonstrando resiliência operacional, sustentada principalmente pela força da Ipiranga e pela consistência das operações da Ultragaz e da Ultracargo.

Apesar da retração no lucro líquido e do aumento da dívida decorrente da incorporação da Hidrovias do Brasil, a companhia mantém uma estrutura de capital equilibrada e níveis de alavancagem considerados saudáveis, o que permite continuidade nos investimentos e na integração das novas operações.

Olhando à frente, a expectativa é que a empresa continue se beneficiando da forte geração de caixa e da diversificação de seus negócios, fatores que tendem a sustentar a criação de valor no médio e longo prazo. Ainda assim, avaliamos que as ações da Ultrapar se encontram bem precificadas no momento, o que pode limitar um potencial de valorização mais expressivo no curto prazo.

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RD Saúde (RADL3) entrega trimestre forte impulsionado por GLP-1 https://levanteideias.com.br/artigos/rd-saude-radl3-entrega-trimestre-forte-impulsionado-por-glp-1 https://levanteideias.com.br/artigos/rd-saude-radl3-entrega-trimestre-forte-impulsionado-por-glp-1#respond Thu, 05 Mar 2026 14:20:05 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=53048 A RD Saúde (RADL3) encerrou o 4T25 com um conjunto de indicadores operacionais sólidos, superando expectativas que já eram elevadas. O trimestre foi marcado por uma forte aceleração nas vendas mesmas lojas maduras (MSSS), que atingiram um novo recorde ao crescer 14,5 por cento na comparação anual, refletindo a combinação de maior fluxo nas lojas,… Read More »RD Saúde (RADL3) entrega trimestre forte impulsionado por GLP-1

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A RD Saúde (RADL3) encerrou o 4T25 com um conjunto de indicadores operacionais sólidos, superando expectativas que já eram elevadas. O trimestre foi marcado por uma forte aceleração nas vendas mesmas lojas maduras (MSSS), que atingiram um novo recorde ao crescer 14,5 por cento na comparação anual, refletindo a combinação de maior fluxo nas lojas, crescimento consistente em categorias estratégicas e forte desempenho do canal digital. As vendas brutas avançaram 20 por cento a/a, com o varejo crescendo 22 por cento, impulsionado principalmente pela maior contribuição da categoria RX (medicamentos com prescrição médica), com destaque para medicamentos GLP-1, além do bom desempenho da divisão HPC (higiene, perfumaria e cosméticos).

A categoria RX teve papel relevante na expansão das vendas, com forte contribuição dos medicamentos ligados ao tratamento metabólico e aos GLP-1, que continuam ganhando penetração relevante dentro do mix de vendas. Ao mesmo tempo, a divisão HPC apresentou desempenho sólido, com destaque para a Black Friday e para o fortalecimento da competitividade de preços. Esse movimento permitiu à RD Saúde ampliar sua participação de mercado, que atingiu 19,5 por cento no indicador nacional medido pela IQVIA, representando um ganho de 1,7 ponto percentual em relação ao ano anterior. A expansão da rede de lojas também contribuiu para esse avanço, com 330 novas unidades inauguradas em 2025 e planos de abertura entre 330 e 350 lojas em 2026, reforçando a estratégia de crescimento orgânico.

Do ponto de vista operacional, o trimestre também evidenciou ganhos de eficiência e alavancagem operacional. Apesar de uma leve pressão na margem bruta, influenciada pela maior participação da categoria GLP-1 nas vendas, a companhia conseguiu compensar esse efeito com melhorias operacionais relevantes, incluindo menor impacto de perdas de estoque, melhora no mix e disciplina no controle de despesas. Como resultado, as despesas gerais e administrativas apresentaram diluição relevante, enquanto as despesas de vendas também foram diluídas, refletindo ganhos de escala.

Esse cenário permitiu que o EBITDA viesse acima das estimativas, com expansão de aproximadamente 1,0 ponto percentual na margem EBITDA. Embora o lucro líquido tenha ficado ligeiramente abaixo do esperado devido a maiores despesas financeiras, os indicadores operacionais seguem demonstrando forte capacidade de geração de valor.

E Eu Com Isso?


O conjunto de resultados reforça a visão construtiva para a RD Saúde no médio e longo prazo. A companhia segue combinando crescimento consistente de vendas, ganho contínuo de participação de mercado e expansão gradual de rentabilidade, sustentados por sua forte escala operacional e liderança no varejo farmacêutico brasileiro. Além disso, iniciativas recentes voltadas à eficiência logística, como a inauguração de centros de distribuição automatizados, devem contribuir para ganhos adicionais de produtividade ao longo dos próximos anos. Em nossa visão, a combinação de expansão orgânica da rede, aceleração do canal digital, fortalecimento das categorias estratégicas e ganhos de eficiência operacional sustenta uma perspectiva positiva para os próximos trimestres.



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A INSIDE RESEARCH LTDA. (“INSIDE”), empresa do Grupo Levante Investimentos (“LEVANTE ”), declara que participou da elaboração do presente relatório de análise e é responsável por sua distribuição exclusivamente nos canais autorizados das empresas do Grupo Levante, tendo como objetivo somente informar os seus clientes com linguagem clara e objetiva, diferenciando dados factuais de interpretações, projeções, estimativas e opiniões, não constituindo oferta de compra ou de venda de nenhum título ou valor mobiliário. Além disso, os dados factuais foram acompanhados da indicação de suas fontes e as projeções e estimativas foram acompanhadas das premissas relevantes e metodologia adotadas. Todas as informações utilizadas neste documento foram redigidas com base em informações públicas, de fontes consideradas fidedignas. Embora tenham sido tomadas todas as medidas razoáveis para assegurar que as informações aqui contidas não são incertas ou equivocadas no momento de sua publicação, a INSIDE e os seus analistas não respondem pela veracidade das informações do conteúdo, mas sim as companhias de capital aberto que as divulgaram ao público em geral, especialmente perante a Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”). As informações, opiniões, estimativas e projeções contidas neste documento referem-se à data presente e estão sujeitas a mudanças, não implicando necessariamente na obrigação de qualquer comunicação no sentido de atualização ou revisão com respeito a tal mudança. Para maiores informações consulte a Resolução CVM nº 20/2021, e, também, o Código de Conduta da Apimec para o Analista de Valores Mobiliários. Em cumprimento ao artigo 16, II, da referida Resolução CVM nº 20/2021. As decisões de investimentos e estratégias financeiras sempre devem ser realizadas pelo próprio cliente, de preferência, amparado por profissionais ou empresas habilitadas para essa finalidade, uma vez que a INSIDE não exerce esse tipo de atividade. Esse relatório é destinado exclusivamente ao cliente da INSIDE que o contratou. A sua reprodução ou distribuição não autorizada, sob qualquer forma, no todo ou em parte, implicará em sanções cíveis e criminais cabíveis, incluindo a obrigação de reparação de todas as perdas e danos causados, nos termos da Lei nº 9.610/98, além da cobrança de multa não compensatória de 20 (vinte) vezes o valor mensal do serviço pago pelo cliente. Em conformidade com os artigos 20 e 21 da Resolução CVM nº 20/2021, o analista Eduardo Jamil Rahal (inscrito no CNPI sob o nº 8204) declara que (i) é o responsável principal pelo conteúdo do presente relatório de análise; (ii) as recomendações nele contidas refletem única e exclusivamente as suas opiniões pessoais e que foram elaboradas de forma independente, inclusive com relação à INSIDE.

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Vulcabras (VULC3) encerra 2025 com forte crescimento e margens resilientes https://levanteideias.com.br/artigos/vulcabras-vulc3-encerra-2025-com-forte-crescimento-e-margens-resilientes https://levanteideias.com.br/artigos/vulcabras-vulc3-encerra-2025-com-forte-crescimento-e-margens-resilientes#respond Wed, 04 Mar 2026 13:07:31 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=53046 A Vulcabras (VULC3) encerrou o 4T25 apresentando mais um período de expansão operacional, reforçando a consistência de sua estratégia comercial e o fortalecimento de suas marcas. A companhia registrou receita líquida de 1,0 bilhão de reais no período, avanço de 11,4 por cento em relação ao 4T24 e consolidando o 22º trimestre consecutivo de crescimento.… Read More »Vulcabras (VULC3) encerra 2025 com forte crescimento e margens resilientes

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A Vulcabras (VULC3) encerrou o 4T25 apresentando mais um período de expansão operacional, reforçando a consistência de sua estratégia comercial e o fortalecimento de suas marcas. A companhia registrou receita líquida de 1,0 bilhão de reais no período, avanço de 11,4 por cento em relação ao 4T24 e consolidando o 22º trimestre consecutivo de crescimento. O desempenho foi sustentado principalmente pela evolução do mix de produtos e pela expansão do ticket médio, refletindo maior participação de itens de maior valor agregado. Mesmo em um ambiente de varejo marcado por promoções mais intensas ao longo do trimestre, a empresa manteve disciplina comercial e gestão eficiente de estoques. Como resultado, a receita avançou em ritmo superior ao crescimento de volume, evidenciando ganhos qualitativos no portfólio e na estratégia de posicionamento das marcas.

A análise por categorias mostra evolução consistente em todas as principais linhas de negócio. A divisão de calçados esportivos — responsável por cerca de 86 por cento da receita — registrou crescimento de 11,2 por cento no trimestre, impulsionada pela performance das marcas Olympikus, Mizuno e Under Armour. A expansão refletiu a continuidade da estratégia de inovação em produtos e o fortalecimento da presença nos canais de venda. Já a categoria de vestuário e acessórios apresentou crescimento de 12,7 por cento, ampliando sua participação no portfólio e reforçando a diversificação da receita. Por sua vez, a categoria de outros calçados e produtos avançou 12,0 por cento na comparação anual. No consolidado do trimestre, o volume total atingiu 9,2 milhões de pares e peças, praticamente estável na comparação anual, mas acompanhado de forte evolução no preço médio, reforçando o sucesso da estratégia de qualificação do mix.

Mesmo diante de um cenário promocional mais intenso no varejo, a Vulcabras manteve indicadores operacionais robustos. O EBITDA recorrente alcançou 220,7 milhões de reais no trimestre, crescimento de 14,8 por cento na comparação anual, com margem EBITDA de 21,9 por cento, avanço de 0,7 p.p. frente ao 4T24. A margem bruta permaneceu em patamar elevado, em torno de 41 por cento, refletindo ganhos de eficiência industrial e captura de alavancagem operacional.

O lucro líquido totalizou 158,8 milhões de reais, queda de 6,1 por cento na comparação anual, explicada principalmente pelo aumento das despesas financeiras decorrentes do novo perfil de alavancagem após a distribuição de dividendos, além de maior carga tributária no período. Ainda assim, a geração operacional segue robusta, sustentada por um modelo verticalizado e por forte disciplina na gestão de custos.

E Eu Com Isso?

No consolidado de 2025, a Vulcabras apresentou resultados expressivos, com receita líquida de    3,56 bilhões (+16,8 por cento a/a), EBITDA de 884 milhões de reais (+28,7 por cento) e lucro líquido de 1,16 bilhão de reais, mais que dobrando em relação ao ano anterior. A companhia encerrou o período com dívida líquida de 769 milhões de reais e alavancagem controlada de 0,9x EBITDA, preservando flexibilidade financeira mesmo após relevante distribuição de dividendos ao longo do ano. Em nossa visão, a empresa segue negociando a múltiplos atrativos frente à sua trajetória de crescimento e geração de caixa, sustentando uma combinação interessante de expansão operacional e retorno ao acionista via dividendos.

O 4T25 da Vulcabras foi marcado por:

i) crescimento consistente da receita;
ii) evolução do mix de produtos e ticket médio;
iii) manutenção de margens operacionais elevadas;
iv) forte geração de caixa ao longo do ano.

Em nossa visão, os números reforçam a qualidade da execução da companhia e sustentam uma perspectiva construtiva para a tese de investimento, apoiada pela força das marcas, expansão dos canais e disciplina operacional.



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