Análise Política – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br Recomendações, análises e carteiras de investimentos para maiores rentabilidades. Thu, 24 Mar 2022 18:53:27 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.1.1 https://levanteideias.com.br/wp-content/uploads/2018/02/cropped-avatar_lvnt-32x32.png Análise Política – Levante Ideias de Investimentos https://levanteideias.com.br 32 32 Inflação ainda no foco das incertezas | Denise Campos de Toledo https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/inflacao-ainda-no-foco-das-incertezas https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/inflacao-ainda-no-foco-das-incertezas#respond Fri, 25 Mar 2022 11:00:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36941 Governo e Banco Central continuam agindo pra tentar estabelecer perspectivas melhores em relação à inflação. Até por preocupações quanto aos reflexos sobre a popularidade em ano de eleições, o governo prossegue com a estratégia de cortar tributos em várias frentes, desde os combustíveis, agora com zeragem da taxação do etanol importado, que também entra na… Read More »Inflação ainda no foco das incertezas | Denise Campos de Toledo

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Governo e Banco Central continuam agindo pra tentar estabelecer perspectivas melhores em relação à inflação. Até por preocupações quanto aos reflexos sobre a popularidade em ano de eleições, o governo prossegue com a estratégia de cortar tributos em várias frentes, desde os combustíveis, agora com zeragem da taxação do etanol importado, que também entra na composição da gasolina, de impostos sobre seis produtos da cesta básica, como café e margarina, até uma nova rodada de corte d taxação sobre importações de eletrônicos, máquinas e equipamentos.

 Em princípio, menos impostos devem acarretar cortes de preços, colaborando para menos pressões inflacionárias. Já temos visto até promoções de carros a partir da diminuição do IPI sobre bens industrializados. Mas, no geral, a acomodação dos preços depende muito mais da evolução dos custos de insumos, que subiram pelo desequilíbrio entre oferta e demanda global. Primeiro pela pandemia, depois pela guerra entre Ucrânia e Rússia, e agora, também por novos casos de Covid, levando a fechamentos de fábricas. Esse desequilíbrio da cadeia global, que inclui alimentos, e o petróleo, tem gerado inflação em todo o mundo, reduzindo o potencial do impacto das mexidas nos tributos. Por isso fica a impressão que, com algumas dessas iniciativas, o governo vai apenas enxugar gelo, sem maiores efeitos.

Por outro lado, até por não se saber ao certo qual será a evolução da oferta e dos preços de produtos estratégicos e o repasses dos aumentos de custos internamente, fica a dúvida quanto à eficácia do aperto monetário e até onde esse aperto pode chegar.

 Embora muitos tenham visto um tom mais duro na ata do Copom, na verdade, o recado veio em duas direções. Se o petróleo ceder e as projeções de inflação ficarem mais favoráveis, o atual ciclo de elevação dos juros pode até parar com a Selic nos 12,75%, o que deve ocorrer na reunião de maio, e já num patamar contracionista. Mas se as pressões mais fortes persistirem ameaçando a meta também do próximo ano, os ajustes vão continuar e a taxa básica pode chegar nos 13,25 ou até mais. 

O que parece certo, nas sinalizações do BC, é que não quer o risco de um novo estouro da meta inflacionária, pelo terceiro ano consecutivo. E nessa avaliação prospectiva de cenário pesa até o que tem sido citado como arcabouço fiscal, ou seja, a evolução das finanças públicas. E, nesse aspecto, a enxurrada de medidas lançadas pelo governo não colabora muito. Os cortes de tributos afetam a receita, num momento em que já há necessidade de recorrer ao contingenciamento de despesas pra garantir o teto de gastos. Isso em meio às pressões políticas por mais despesas. 

Como citei de início, há uma preocupação política muito grande com a questão da popularidade, e as condições atuais da economia não têm jogado muito a favor. Tem inflação e juros em alta corroendo a renda, desemprego ainda elevado, com queda do rendimento médio e da massa salarial, aumento da pobreza. Tudo isso pesa muito na percepção da gestão da economia, mesmo que vários fatores desfavoráveis sejam inevitáveis. 

Mas é fato também que a forma como são gerenciados pode influenciar essa percepção. Nesse sentido não basta tentar produzir efeitos de curto prazo e limitados. A responsabilidade também pode passar um recado importante, se estabelecer perspectivas melhores para a economia em prazo maior.

Nesse ambiente ainda bem incerto o mercado continua favorecido pelo fluxo externo de recurso, atraído pelos juros cada vez mais altos, com o dólar chegando a testar pisos abaixo dos R$ 5,00. oi A Bolsa com uma evolução desigual no comportamento das ações, na avaliação por empresas e setores, no geral, tem alcançado momentos de boa performance, por reflexo de alguns fatores que preocupam em outro sentido, como da inflação. A alta das commodities, de produtos básicos, como alimentos, minério e petróleo tem aumentado o potencial de ganhos das ações ligadas a esses ramos. E o Brasil ainda tem se beneficiado com a alta liquidez global num cenário de juros ainda bem baixos, mesmo com os ajustes promovidos pelos bancos centrais, inclusive dos EUA.

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Prossegue o jogo de apostas na antecipação de cenários https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/prossegue-o-jogo-de-apostas-na-antecipacao-de-cenarios https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/prossegue-o-jogo-de-apostas-na-antecipacao-de-cenarios#respond Fri, 18 Mar 2022 11:53:00 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36847  O Banco Central, ao definir a nova elevação da Selic em um ponto, para 11,75% ao ano, já indicando novo aumento, da mesma magnitude em maio, com a taxa básica chegando a 12,75%, destacou o objetivo não só de provocar a desinflação mas também de ancorar as expectativas. E essa questão, da ancoragem das expectativas,… Read More »Prossegue o jogo de apostas na antecipação de cenários

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 O Banco Central, ao definir a nova elevação da Selic em um ponto, para 11,75% ao ano, já indicando novo aumento, da mesma magnitude em maio, com a taxa básica chegando a 12,75%, destacou o objetivo não só de provocar a desinflação mas também de ancorar as expectativas. E essa questão, da ancoragem das expectativas, tem sido um grande problema, pelas incertezas do cenário interno e do externo, mas também pelo próprio posicionamento do BC. Ao contratar o aumento de um ponto dá a impressão de trabalhar com projeções seguras, que permitem definir os passos da política monetária antecipadamente, já sabendo o que vai acontecer até a próxima reunião. Mas não se trata disso. Tanto que o Copom trabalha com cenários diferentes tendo como referência o preço do barril do petróleo na faixa dos US$ 100. E essa é só uma variável na composição da inflação, que já vem com uma difusão forte de aumentos e ainda deve sofrer influência dos preços de outras commodities, até alimentos, fora o desequilíbrio na cadeia de insumos e peças, pela guerra e por novos focos de contágio do coronavírus, especialmente na China. É uma situação que dá margem para especulações e pressões na curva de juros em vários sentidos, que vão depender muito mais das percepções de cenário do que das indicações do Copom. Sendo que o Banco Central muitas vezes tem sancionado as expectativas do mercado e não influenciado essas expectativas.

Mas e em relação ao FED, que elevou os juros em 0,25 e indicou sete aumentos nesse ritmo? Há diferenças importantes. O Banco Central dos Estados Unidos tenta balizar as expectativas, só que já antecipou possível mudança na magnitude dos ajustes dependendo da evolução do cenário. E o FED, diferente também do nosso BC, cuida do controle da inflação, do ritmo de atividade e do desempenho do mercado de trabalho. Aqui a política de juros tem como foco o cumprimento da meta inflacionária. Além disso, o salto dos juros no Brasil já foi muito forte, partindo dos inéditos 2%, sem que tenha tido maior influência na inflação, que caminha para o segundo ano de estouro da meta. Enfim, temos um ciclo de elevação da Selic com impacto contracionista, para tentar derrubar uma inflação que vem, principalmente, da oferta, não da demanda.

É certo que não é fácil para o BC lutar sozinho nesse combate. O governo, preocupado com o estímulo à atividade, continua liberando recursos e cortando tributos, o que vai na contramão da contenção do consumo e do espaço para remarcações de preços, que se tenta garantir com juros mais altos. E essas medidas ampliam o risco fiscal, que também dificulta o controle da inflação. Aí ainda vêm todas as variáveis externas colocando mais lenha na fogueira.

Enfim, continua o jogo de apostas em relação à inflação, juros e crescimento e a tentativa de antecipação de cenários, o que pode produzir mais volatilidade do mercado, independentemente das pressões do noticiário do dia a dia. Juros mais altos são uma certeza, reforçando o ganho das aplicações de renda fixa, mas com a dúvida de até onde podem chegar e qual vai ser a margem real. Dólar e bolsa também dependem do fluxo externo, que pode ser atraído pelos juros elevados e pelos ganhos com commodities, por exemplo, no caso das ações. Porém, se nota uma certa perda de ritmo que pode ter influência das mudanças do cenário externo, o que inclui preços e juros. E vamos lembrar das eleições que também podem deixar os investidores mais ariscos. É nesse contexto que se deve buscar as melhores oportunidades de ganho.

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Apenas o diesel https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/apenas-o-diesel https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/apenas-o-diesel#respond Thu, 10 Feb 2022 14:13:20 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36349 O governo parece ter batido o martelo sobre qual proposta levar adiante, no que se refere às alternativas propostas para reduzir o preço dos combustíveis neste ano. Após críticas da equipe econômica e até mesmo do Banco Central – com destaque aos possíveis efeitos reversos, nas variáveis macroeconômicas, decorrentes de uma renúncia fiscal mais radical… Read More »Apenas o diesel

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O governo parece ter batido o martelo sobre qual proposta levar adiante, no que se refere às alternativas propostas para reduzir o preço dos combustíveis neste ano. Após críticas da equipe econômica e até mesmo do Banco Central – com destaque aos possíveis efeitos reversos, nas variáveis macroeconômicas, decorrentes de uma renúncia fiscal mais radical –, o Planalto articulou um posicionamento oficial com outros líderes e decidiu focar na desoneração do óleo diesel.

Nesta quarta-feira (9), observamos declarações dos presidentes da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), rechaçando o caminho das Propostas de Emenda à Constituição (PECs) para tratar do tema no Congresso, sob justificativa de uma “discussão racional” sobre o tema e a necessidade de urgência para sua aprovação. No caso, Lira acenou para o Projeto de Lei Complementar (PLP 11/2020), que já foi aprovado na Câmara e agora encontra-se no Senado.

Da mesma forma, após divulgação das pautas prioritárias do governo para 2022, líderes do governo de ambas as Casas indicaram que o caminho a ser seguido envolve apenas o corte de impostos sobre o diesel, de modo a agradar parte importante de sua base eleitoral (caminhoneiros e afins) sem sacrificar o arranjo das contas públicas do ano. O ministro-chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP-PI), afirmou que estuda incluir a redução de impostos do diesel neste projeto de lei, que deve voltar à discussão no Senado já na próxima semana. Esta era a ideia inicial da equipe econômica.

Os próximos passos, agora, vêm da área técnica: há dúvidas sobre a viabilidade jurídica de um possível remendo no PLP 11, inclusive do ponto de vista eleitoral – a lei das eleições proíbe a concessão de novos benefícios, por parte do Executivo, no ano do pleito. Também vai sendo costurado um acordo entre Câmara e Senado, a fim de preservar o texto durante a tramitação, que geralmente embute riscos de maiores modificações de escopo, impacto, etc. No Senado, o projeto está sob a relatoria do senador Jean Paul Prates (PT-RN), que tem se reunido paulatinamente com Pacheco para firmar um cronograma de trabalhos e votação nas próximas semanas.

E Eu Com Isso?

As reviravoltas do mundo político são, por muitas vezes, cálculos de risco e retorno políticos muito bem-feitos por todas as partes. Foi o caso da questão dos combustíveis, que parece se encaminhar após muitas divergências e uma série de proposições distintas circulando nos corredores de Brasília. Após perceberem que as forças políticas estavam muito dispersas entre os diferentes projetos, deputados, senadores e a ala política do governo recuaram para evitar que o ano legislativo chegasse virtualmente ao fim (em meados de abril) sem nenhuma resolução sobre os combustíveis. Em ano eleitoral, esse seria o pior cenário possível para todas as partes.

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Leia também: Cenário polarizado.

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Cenário polarizado https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/cenario-polarizado https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/cenario-polarizado#respond Wed, 09 Feb 2022 17:15:29 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36335 Na mais nova pesquisa de avaliação de governo e intenções de voto para 2022, promovida pela Genial Investimentos, em parceria com a Quaest Pesquisa, observamos mais uma série de dados cujos resultados trazem poucas novidades em relação com o que vinha sendo registrado nos últimos meses. A avaliação negativa do presidente continua estável, em 51… Read More »Cenário polarizado

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Na mais nova pesquisa de avaliação de governo e intenções de voto para 2022, promovida pela Genial Investimentos, em parceria com a Quaest Pesquisa, observamos mais uma série de dados cujos resultados trazem poucas novidades em relação com o que vinha sendo registrado nos últimos meses.

A avaliação negativa do presidente continua estável, em 51 pontos percentuais, em linha com o resultado de janeiro (50 pontos percentuais), enquanto a avaliação regular permaneceu inalterada em relação à pesquisa anterior (25 pontos percentuais.), assim como a avaliação positiva, que se manteve na casa dos 22%. Vai se confirmando, portanto, a tendência não apenas de estabilização do quadro eleitoral e de avaliação de governo, mas a superação do que foi o pior momento para o governo em termos de popularidade: em novembro de 2021, a avaliação negativa do presidente chegou a 56% e sua base eleitoral (supostamente refletida, principalmente, na avaliação positiva) chegou, pela primeira vez, abaixo dos 20 pontos percentuais (19%). Entre os que não souberam ou não quiseram responder, o percentual também variou marginalmente, passando de 3% para 2%.

Há, contudo, alguns destaques na rodada. O primeiro deles pode ser observado na retomada da alta da avaliação negativa do presidente na região Nordeste do País: após registrar queda significativa (de 61%, em dezembro de 2021, para 56%, em janeiro) na avaliação “ruim/péssimo”, o percentual voltou a atingir suas máximas (61 pontos percentuais), oscilando já fora da margem de erro. Não necessariamente, porém, essa é uma tendência que irá confirmar (a ver as próximas rodadas e pesquisas divulgadas), uma vez que tal deterioração pode estar diretamente relacionada à live de Bolsonaro, no dia 3 de fevereiro, em que chamou o povo nordestino de “pau de arara” (termo considerado jocoso por alguns), confundiu os estados do Ceará e de Pernambuco ao mencionar o famoso sacerdote Padre Cícero – grande figura política, social e religiosa da região.

Outro destaque vai para o aumento da avaliação negativa do presidente entre aqueles que têm renda mensal familiar de até dois salários mínimos – de 52% para 57% – na contramão do que o Planalto espera, já que esse é o público que será, majoritariamente, beneficiado pelo Auxílio Brasil, cujos pagamentos já foram iniciados.

Realizada entre os dias 03 e 06 de janeiro, por meio de entrevistas face-a-face e margem de erro estimada de 2 pontos percentuais, a pesquisa entrevistou 2.000 eleitores com 16 anos ou mais, seguindo os critérios de estratificação definidos pelo Tribunal Superior Eleitoral, em 2021, e a Pesquisa Nacional de Domicílios do IBGE, de 2019. O nível de confiança é de 95%.

No que diz respeito às simulações de intenção de voto, tanto espontâneas quanto estimuladas, é possível notar uma forte tendência de continuidade, com nenhuma alteração de projeção de votos fora da margem de erro e Lula e Bolsonaro com larga vantagem sobre outros candidatos.

Corrobora para o cenário polarizado, também, as altas taxas de resposta que apontam que os votos em Bolsonaro e Lula são definitivos (65% e 74%, respectivamente), enquanto o cenário para a suposta terceira via é justamente o contrário: na totalidade dos candidatos, os índices das respostas que apontam que o eleitorado pode mudar de escolha fica entre 60% e 75%.

E Eu Com Isso?

De fato, o mês de janeiro ficou marcado pela quase nula alteração do cenário político-eleitoral no âmbito presidencial. Fevereiro ensaia o mesmo enredo e pode confirmar o que deve ser algo peculiar nas eleições de 2022: com baixo volume de indecisos e pouco apelo para a terceira via, o cenário polarizado parece consolidado mesmo com uma significativa distância até o pleito.

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Leia também: PEC Kamikaze.

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PEC Kamikaze https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/pec-kamikaze https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/pec-kamikaze#respond Tue, 08 Feb 2022 14:39:29 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36316 Ainda sem grandes novidades, continua o clima de disputa entre narrativas em Brasília no que se refere à questão dos combustíveis e qual deve ser o remédio a ser aplicado para reduzir as pressões inflacionárias sobre estes produtos e seus derivados. Nesta terça-feira (8), foi a vez do ministro da Economia, Paulo Guedes, conceder entrevista… Read More »PEC Kamikaze

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Ainda sem grandes novidades, continua o clima de disputa entre narrativas em Brasília no que se refere à questão dos combustíveis e qual deve ser o remédio a ser aplicado para reduzir as pressões inflacionárias sobre estes produtos e seus derivados.

Nesta terça-feira (8), foi a vez do ministro da Economia, Paulo Guedes, conceder entrevista em defesa de uma solução mais moderada sobre os combustíveis, além de observar que muitas medidas propostas pelo Congresso “já deram errado muitas vezes” e “podem até agravar em muito o problema”.

Dentro do que o ministério da Economia propõe, haveria apenas zeragem dos tributos sobre o óleo diesel (impacto fiscal aproximado de R$ 18 bilhões ao ano) e redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) em 25%, com renúncia fiscal de mais R$ 20 bilhões – sendo 10 do governo federal e os outros 10 de estados e municípios.

Já na proposta mais ampla, ensaiada por senadores e apelidada de PEC Kamikaze, tal renúncia poderia chegar na casa dos R$ 100 bilhões a R$ 130 bilhões ao ano, além de abrir caminho para o governo federal gastar, em 2022, até R$ 18 bilhões por fora da regra do teto de gastos, via subsídios como vale diesel, ampliação do vale-gás e diminuição de tarifas de ônibus urbanos.

Segundo Guedes, a medida do Senado, muito provavelmente, anularia todos os ganhos desinflacionários almejados pela redução de tributos sobre os combustíveis, uma vez que a “bomba fiscal” levaria à alta do dólar e consequente pass-through (repasse pelo câmbio) para o combustível e outros produtos da cesta do IPCA.

Ainda, o ministro continua em tratativas para também desmantelar as intenções de avançar com uma proposta mais ampla – ainda que não tão ampla quanto a PEC que surgiu no Senado – na Câmara dos Deputados.

E Eu Com Isso?

Conforme antecipamos, a questão dos combustíveis segue sendo a maior prioridade do Congresso Nacional – até pelo seu apelo eleitoral – e também do Executivo, mas sem que haja uma construção de consenso em torno de qual proposta deve avançar. Diante das incertezas, o curto prazo da política para os mercados tem sido contaminado negativamente e tende a continuar assim nestes próximos dias.

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Leia também: Federações em debate.

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Federações em debate https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/federacoes-em-debate https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/federacoes-em-debate#respond Mon, 07 Feb 2022 14:09:06 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36295 Ainda que o enfoque principal de Brasília continue recaindo sobre a questão dos combustíveis e uma possível redução de impostos sobre tais bens, políticos devem acompanhar, também, a retomada do julgamento sobre federações partidárias, marcada para esta quarta-feira (9), no plenário do Supremo Tribunal Federal. A modalidade das federações partidárias foi criada, via projeto de… Read More »Federações em debate

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Ainda que o enfoque principal de Brasília continue recaindo sobre a questão dos combustíveis e uma possível redução de impostos sobre tais bens, políticos devem acompanhar, também, a retomada do julgamento sobre federações partidárias, marcada para esta quarta-feira (9), no plenário do Supremo Tribunal Federal.

A modalidade das federações partidárias foi criada, via projeto de lei, por deputados e senadores como forma de oferecer uma alternativa ao fim das coligações para eleições proporcionais. A diferença principal entre os mecanismos, porém, é que a nova modalidade de aliança requer um período mais longo de união entre as legendas – evitando “casamentos” de ocasião apenas para fins fisiológicos.

Neste contexto, o ministro do STF, Luís Roberto Barroso, concedeu liminar no final de 2021 com o entendimento de que o prazo para a formação de federações deveria ser igual ao prazo de constituição de partidos – isto é, até abril, seis meses antes das eleições. A lei que criou as federações previa um prazo mais leniente e estipulava a data-limite para o início das convenções partidárias, previstas para o início de agosto.

Sob a lógica de que as federações partidárias deveriam seguir o mesmo rito dos partidos tradicionais, Barroso acabou restringindo o tempo de negociações entre as siglas. A manifestação do ministro levou à reação de parte das legendas, que pediram para o Supremo estender – ainda que, excepcionalmente, apenas em 2022 – a data-limite para, no mínimo, o fim do mês de maio.

Com a retomada do julgamento nesta próxima quarta-feira, portanto, é provável que se construa um entendimento geral nesta ou na próxima semana sobre o tema. Nos bastidores, acredita-se que haverá maioria para dar mais prazo para a formação das federações partidárias, respeitando o caso de 2022 como isolado e voltando ao prazo de seis meses a partir das próximas eleições.

E Eu Com Isso?

Temos visto debates relevantes para a cena eleitoral entre partidos que buscam fechar federações para garantir maior tempo de propaganda, maior peso nas bancadas legislativas e mais recursos dos fundos partidários e eleitorais. No entanto, a redução do prazo para a formação de federações atrapalhou – e muito – os planos das siglas, podendo restringir significativamente a quantidade de alianças formadas para 2022.

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Leia também: Fevereiro começa volátil: para onde vai a Bolsa? | Domingo de Valor.

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Discursos de abertura https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/discursos-de-abertura https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/discursos-de-abertura#respond Thu, 03 Feb 2022 14:50:51 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36239 A sessão de abertura dos trabalhos legislativos de 2022 ficou marcada pelos discursos de Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, e do próprio presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). Se a fala de Bolsonaro não trouxe grandes surpresas – focando, principalmente, nas críticas ao seu principal adversário político para… Read More »Discursos de abertura

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A sessão de abertura dos trabalhos legislativos de 2022 ficou marcada pelos discursos de Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado, e do próprio presidente da República, Jair Bolsonaro (PL). Se a fala de Bolsonaro não trouxe grandes surpresas – focando, principalmente, nas críticas ao seu principal adversário político para 2022, o petista Luiz Inácio Lula da Silva –, os recados dos presidentes das Casas Legislativas foram marcados por indiretas e posturas mais incisivas.

Ainda pré-candidato ao Planalto, Pacheco fez questão de abordar, em tom crítico, a questão das fake news e as investidas autoritárias contra a democracia. Lira, por sua vez, criticou a atuação do Senado Federal no andamento de algumas pautas e também fez defesa da responsabilidade fiscal – incorporando o papel de defensor da ala liberal do governo.

A relação entre os dois líderes do Legislativo não tem sido das melhores nos últimos meses e deve continuar da mesma forma. O presidente da Câmara é fortemente alinhado com o Planalto, enquanto o presidente do Senado resolveu demarcar uma distância relevante para o Executivo, o que também trouxe contratempos do ponto de vista da agenda apoiada por Lira e Bolsonaro.

Um ponto em comum de ambos os discursos, porém, foi a defesa da aprovação de reformas administrativa e tributária, além de um pedido para que deputados e senadores “deixem as eleições para outubro” para focar na votação de projetos neste início de ano.

E Eu Com Isso?

Vale notar que Arthur Lira, em discurso mais técnico, adotou forte tom fiscalista e em defesa da responsabilidade fiscal. Ainda, o presidente da Câmara mandou também um recado aos pré-candidatos ao afirmar que o Congresso continuará funcionando com os mesmos mecanismos de soberania, “independentemente da conjuntura futura”.

Por outro lado, como esperado, Pacheco escolheu abrir os trabalhos do Legislativo com uma mensagem mais política e enviando recados ao próprio presidente Bolsonaro.

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Leia também: Uma cratera no caminho.

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Uma cratera no caminho https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/uma-cratera-no-caminho https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/uma-cratera-no-caminho#respond Wed, 02 Feb 2022 14:10:30 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36188 Há um consenso, entre cientistas e analistas políticos, de que é virtualmente inútil projetar vencedores e perdedores de disputas eleitorais no Brasil com mais de seis a oito meses de antecedência. Existem alguns motivos para isso: o primeiro deles é que nem mesmo o eleitorado está com o processo eleitoral no radar – e, dessa… Read More »Uma cratera no caminho

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Há um consenso, entre cientistas e analistas políticos, de que é virtualmente inútil projetar vencedores e perdedores de disputas eleitorais no Brasil com mais de seis a oito meses de antecedência. Existem alguns motivos para isso: o primeiro deles é que nem mesmo o eleitorado está com o processo eleitoral no radar – e, dessa forma, não demonstra suas preferências de voto de acordo com convicções e sim a partir de um certo viés de memória – com esta distância até o dia das eleições; segundo, é que a história tem mostrado que as disputas por cadeiras de peso no Brasil têm sido sempre acompanhadas de eventos cuja proporção tem força para mexer significativamente com o eleitor.

Alguns exemplos desse fenômeno acima podem ser facilmente elencados. Temos a facada no então candidato à Presidência, Jair Bolsonaro, em 2018, além do trágico acidente que levou ao falecimento do pré-candidato Eduardo Campos, em 2014. No entanto, nem sempre os eventos são de natureza pessoal – a implementação do Plano Real, a partir de 1994, garantiu que Fernando Henrique Cardoso fosse eleito como sucessor de Itamar Franco – que, inclusive, relutava em apoiar seu colega tucano em um primeiro momento.

Nesta terça-feira (1), um contratempo no coração do estado de São Paulo, na gigante metrópole paulistana, surgiu como um potencial evento que pode mudar o xadrez político para 2022. Em meio às obras da Linha 6-Laranja do Metrô da cidade, abriu-se uma cratera de grandes proporções no asfalto da marginal Tietê – um dos cordões umbilicais do tráfego da capital.

Como o transporte metroviário é de competência do governo do Estado, a culpa imediatamente recaiu sobre o governador de São Paulo e pré-candidato à Presidência da República, João Doria (PSDB). Ainda que as obras sejam de responsabilidade de uma empresa privada – a linha 6 é um exemplo de PPP (Parceria Público-Privada) – e que as causas do acidente não estejam apuradas, já se calcula qual pode ser o tamanho do estrago político para os tucanos paulistas.

As obras do Metrô faziam parte da vitrine eleitoral de Doria, tendo sido retomadas em sua gestão e configurando um enorme tabu para o paulistano. Quem mora e vive em São Paulo sabe dos incontáveis escândalos de corrupção envolvendo metrôs e trens, além da enorme demora para entregar novas linhas e estações. Da mesma forma, o cotidiano do eleitor da capital paulista envolve trânsito e, nesse caso, quanto maior ele for, menos satisfeito estará o cidadão.

E Eu Com Isso?

O fato é que bolsonaristas comemoraram a feliz coincidência da abertura da cratera. Na mesma época em que o presidente tem visitado redutos paulistas atingidos pelas fortes chuvas, seu maior adversário político na região contrata, involuntariamente, um enorme problema para a campanha.

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Leia também: A volta da toga.

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A volta da toga https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-volta-da-toga https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/a-volta-da-toga#respond Tue, 01 Feb 2022 14:30:37 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36163 Em concomitância com o Congresso Nacional, voltam às atividades, nesta terça-feira (1), os órgãos ligados ao Poder Judiciário – em especial para os mercados, o STJ (Superior Tribunal de Justiça), o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e o STF (Supremo Tribunal Federal). Na sessão plenária marcada para a reabertura dos trabalhos no STF, a expectativa é… Read More »A volta da toga

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Em concomitância com o Congresso Nacional, voltam às atividades, nesta terça-feira (1), os órgãos ligados ao Poder Judiciário – em especial para os mercados, o STJ (Superior Tribunal de Justiça), o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e o STF (Supremo Tribunal Federal).

Na sessão plenária marcada para a reabertura dos trabalhos no STF, a expectativa é que o atual presidente do Supremo, o ministro Luiz Fux, volte a enviar mensagens mais duras ao presidente Bolsonaro, após novo capítulo de indisposição entre o Planalto e a Corte. Com vistas ao ano eleitoral, Fux deve pedir para que a comunidade política pratique a tolerância e respeite a harmonia entre os Poderes.

Tradicionalmente convidado, o presidente Bolsonaro não estará presente e deve visitar os municípios de São Paulo atingidos pelas graves chuvas neste último fim de semana. O gesto também contribui para mitigar os efeitos negativos da recusa, por parte do presidente, de cumprir a decisão judicial emitida pelo ministro Alexandre de Moraes ao não se apresentar para depoimento sobre o caso do ataque hacker ao TSE.

No entanto, não será apenas o discurso de Fux que deve chamar a atenção de Brasília nesta terça. Com a retomada dos trabalhos, o STF deve deliberar, nas próximas semanas, sobre temas caros às eleições de 2022 – caso das federações partidárias, as restrições às propagandas pagas em jornais e o prazo de inelegibilidade da Lei da Ficha Limpa, além da ação que questiona o valor do Fundão Eleitoral.

O TSE, por sua vez, pretende debater a possibilidade de banir o aplicativo de mensagens Telegram, na medida em que não foi encontrada nenhuma outra solução alternativa (e conjunta com a empresa responsável pelo app) para evitar a disseminação de fake news durante o processo eleitoral. Essa é uma das grandes preocupações do tribunal, que deve passar a ser presidido pelo ministro Alexandre de Moraes a partir de agosto.

Já no STJ, políticos estão de olho na retomada dos trabalhos envolvendo denúncias contra os governadores Wilson Lima (PSC), do Amazonas, e Mauro Carlesse (PSL), do Tocantins – no caso do segundo nome, a corte pediu afastamento temporário do governador pelo período de seis meses.

Além disso, o STJ também deve julgar questionamentos a decretos estaduais que exigem passaportes de vacinação contra a Covid-19 para acessar órgãos públicos. A Suprema Corte também tem ações de inconstitucionalidade envolvendo passaportes de vacinas, operações militares em favelas, o marco temporal de ocupação de terras indígenas e o inquérito das Fake News, aberto em 2019.

E Eu Com Isso?

O Poder Judiciário, que tem ganhado protagonismo na esfera política durante esta última década (e por diversas razões), deve novamente ser um ponto de atenção para os mercados e para o mundo político – ambos tendo como pano de fundo as eleições de 2022. Ministros desafetos do atual governo serão empossados presidentes de importantes tribunais ainda neste ano e geram preocupação nos corredores do Palácio do Planalto.

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Leia também: Congresso retoma os trabalhos.

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Congresso retoma os trabalhos https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/congresso-retoma-os-trabalhos https://levanteideias.com.br/artigos/e-eu-com-isso/congresso-retoma-os-trabalhos#respond Mon, 31 Jan 2022 14:05:31 +0000 https://levanteideias.com.br/?p=36124 O início de fevereiro será marcado, no mundo político, pela volta dos trabalhos no Congresso Nacional nesta próxima quarta-feira (2). Com deputados e senadores voltando à Brasília após o fim do recesso parlamentar, a expectativa é que uma agenda legislativa restrita volte ao radar dos investidores. Nessa seara, destacam-se as tratativas sobre o projeto de… Read More »Congresso retoma os trabalhos

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O início de fevereiro será marcado, no mundo político, pela volta dos trabalhos no Congresso Nacional nesta próxima quarta-feira (2). Com deputados e senadores voltando à Brasília após o fim do recesso parlamentar, a expectativa é que uma agenda legislativa restrita volte ao radar dos investidores.

Nessa seara, destacam-se as tratativas sobre o projeto de lei para redução do preço de combustíveis nas bombas, encaminhamento de vetos presidenciais e alguma agenda relacionada à entrada do Brasil na OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico). Nos bastidores do ministério da Economia, contudo, continuam as preocupações sobre pautas que possam conceder benefícios, privilégios e isenções para grupos organizados, em meio a um calendário cada vez mais próximo das eleições.

Tais pontos, inclusive, foram mencionados como prioridade pelo líder do governo no Congresso, o senador Eduardo Gomes (MDB-TO), em entrevista recente. Gomes também acredita que haverá cerca de 90 dias de trabalhos legislativos mais intensos antes que a agenda eleitoral paralise a atividade no Congresso, além de observar que não existe, em sua visão, mais espaço para debater reformas econômicas no ano de 2022.

Nos próximos dias, as atenções devem ficar concentradas na reta final para o Planalto entregar a medida sobre redução dos combustíveis. Após inúmeras idas e vindas no projeto, o governo prometeu finalizar o texto neste início de fevereiro e traçar uma estratégia, junto ao Legislativo, para sua aprovação. Já está descartada, entretanto, a possibilidade de criação de um fundo de estabilização de combustíveis.

E Eu Com Isso?

Ano eleitoral é, geralmente, sinônimo de poucas novidades no Legislativo. Nesse contexto, esperamos uma agenda relativamente movimentada até meados de abril, quando as pré-candidaturas se consolidarem e a corrida eleitoral se intensificar.

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