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Hoje falarei do meu processo de análise das empresas e da minha experiência profissional de uma década de carreira como especialista em ações (equity research).

Minha experiência ao seu dispor

Eu acabei de completar 44 anos de idade e tenho 20 anos de experiência no mercado financeiro. Durante minha carreira em bancos de investimentos internacionais, escrevi mais de 3 mil relatórios, analisei profundamente mais de 60 empresas e estudei mais de 1.500 balanços publicados.

Eu possuo a certificação CNPI (Certificado Nacional do Profissional de Investimento) desde 2008 e tenho mais de 10 anos de experiência em análise de empresas na Bolsa de Valores.

O meu desafio como especialista de ações é escrever um relatório bastante completo, com uma linguagem acessível e conteúdo diferenciado.

“Informação é barata. Insight e opinião não tem preço”

Existem momentos na vida em que “menos é mais”, ou seja, nem sempre mais informação é melhor, pois muitos detalhes podem não ser suficientes para entender a tese de investimento de uma empresa.

Em outras palavras, você encontra resposta para quase tudo na internet (leia-se Google), mas é preciso saber fazer a pergunta certa. Um bom insight é aquela grande sacada ou ideia de investimento. Por exemplo, quem apostaria que o Trump venceria as eleições nos Estados Unidos?

O trabalho de um bom analista de ações é transformar as informações disponíveis em uma recomendação simples e direta. Essa recomendação é uma opinião pessoal, levando em conta fatores qualitativos, uma verdadeira mistura de ciência e arte.

Acredito que o meu processo de análise não é convencional, mas é bastante racional, e às vezes pode ser até mesmo um pouco contrário ou fora do consenso.

O “pitch” de elevador

O mercado financeiro é cheio de expressões em inglês, e aqui nesta coluna tento descomplicar e não usar termos técnicos demais ou jargões do mercado.

Porém, existe uma expressão que eu gosto bastante: pitch de elevador. O termo pitch vem do beisebol e se refere ao arremesso da bola para o rebatedor.

Acredito que uma ideia de investimento precisa ser explicada em pouco tempo, como por exemplo quando estamos num elevador. A recomendação (call) tem de ser simples, afinal qualquer pessoa precisa entender a ideia básica.

A minha sócia Marcela Kasparian sempre diz: “O meu pai precisa entender o que está escrito nos relatórios da Levante. Se ele não entender, estamos fazendo algo errado”.

Os famosos relatórios de início de cobertura

Eu iniciei minha carreira na corretora do Banco Fator em 2007, no meio do “boom” de aberturas de capital (IPO) na Bolsa de Valores, e era o analista sênior responsável pela cobertura do setor imobiliário.

O meu primeiro relatório de início de cobertura das empresas do setor de construção civil tinha 10 empresas, com uma análise setorial completa e projeções detalhadas de cada empresa.

A primeira vez sempre é inesquecível: o relatório tinha mais de 180 páginas! Foram quase seis meses de trabalho com modelos de projeção bastante minuciosos. Naquela época, tamanho era documento e os relatórios de mercado eram bastante extensos.

No mundo da análise de empresas tudo é relativo

Neste mesmo relatório com 10 empresas, eu tinha três recomendações: compra, neutro e venda. Eu sempre procurava ter um call diferente do mercado. Assim, as recomendações de compra eram as minhas empresas preferidas e venda era a menos preferida no setor de atuação.

Tamanho não é documento

“Qual o sentido de um relatório muito extenso? Quem consegue ler um relatório deste tamanho?”

A frase acima é de um experiente analista de ações de fundos de investimento que era meu cliente na corretora. Eu sempre procurei simplificar, trazer um conteúdo diferenciado e nunca esquecer do “menos é mais” e da simplicidade.

Aqui na Levante, eu procuro descomplicar e escrever um relatório que pode ser lido em menos de 15 minutos. Além disso, temos também o relatório em vídeo para melhorar a experiência do usuário.

Eu termino a coluna com uma frase do investidor Jim Chanos, que tem um fundo de investimento (Kynikos) que ganha dinheiro operando vendido em ações, ou seja, apostando contra o resultado das empresas.

“Um investidor contrário ouve todo o tempo que ele está errado em apostar contra a corrente, e é preciso ter muito sangue frio para desconsiderar isso”.

Na próxima coluna, irei contar mais sobre a minha experiência como especialista de ações, quando dei uma recomendação de venda “fora do consenso de mercado” de uma empresa do setor de construção civil.

Minha missão é te ajudar a entender mais sobre Value Investing e análise fundamentalista de empresas. Por isso, continue acompanhando a minha coluna e não esqueça: se você ficou com alguma dúvida, é só mandar um e-mail para o endereço eduardo.guimaraes@levante.com.br.

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