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Fundos De Pensão – Saiba O Que É E Como Funcionam

Os fundos de pensão são uma modalidade de investimento que tem ganhado bastante relevância nos últimos tempos e que atrai muitos investidores de todo o território nacional. Porém, é necessário entender o conceito real do que é este tipo de aplicação, as vantagens e como funciona.

Neste artigo, você verá:

  • o que são os fundos de pensão;
  • como funcionam os fundos de pensão;
  • vantagens de investir em fundos de pensão;
  • como os fundos de pensão definem seus investimentos;

Continue lendo e confira!

O que são os fundos de pensão?

Os fundos de pensão, ou Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC), são organizações sem fins lucrativos que têm como propósito o pagamento de um benefício previdenciário adicional ao pago pelo INSS. Podemos definir como um plano fechado de previdência complementar.

Esse tipo de aplicação não possui fins lucrativos e são ótimos investimentos pois possibilitam aos trabalhadores essa aposentadoria complementar, como uma previdência privada.

Conheça os fundos de pensão mais populares no Brasil

Atualmente, no Brasil, existem mais 300 entidades que compõem o mercado de fundos de pensão, somando mais de 1 mil planos de benefícios. Algumas instituições se destacam por conta do seu tempo de atuação no mercado e também pelo número e tamanho de aplicações feitas.

Os mais tradicionais no Brasil são:

  • previ: patrocinado pelo Banco do Brasil;
  • petros: patrocinado pela Petrobras;
  • funcef: patrocinado pela Caixa Econômica Federal.

Como funcionam os fundos de pensão?

Sabendo o que é o fundo de pensão, entenda agora como essa modalidade funciona. É como uma fundação ou sociedade civil que arrecada os recursos e contribuições pagas e o modo de funcionamento pode seguir três modelos distintos. São eles:

  • contribuição definida (CD) – neste caso, o valor que o colaborador receberá no futuro é definido no momento da aposentadoria e varia conforme o montante investido;
  • benefício definido (BD) – o benefício é estipulado na assinatura do contrato, e as contribuições variam durante a validade do plano até atingir o montante definido no início;
  • contribuição variável (CV) – nesta modalidade, o plano pode possuir características dos dois primeiros planos explicados, sendo o modelo híbrido, com a possibilidade do pagamento como renda vitalícia, assim como o BD, na aposentadoria.

Funcionamento na prática

Na prática, o funcionamento dos fundos de pensão seguem um padrão de funcionários de uma determinada empresa que contribuem mensalmente com uma parte do valor e a empresa cobre a outra. A soma de ambos acaba gerando um complemento à aposentadoria.

Além disso, os fundos possuem o que chamamos de “metas atuariais”, que são os objetivos de retorno estabelecidos todos os anos por cada instituição para haver a meta de estar à frente do pagamento de benefícios.

Além disso, é preciso entender que esse tipo de aplicação é um investimento de longo prazo, ou seja, ao fim do prazo de vigência estabelecido, é retirado o valor investido e os rendimentos sob a forma de renda mensal.

Inclusive, os planos também podem incluir mecanismos de proteção contra eventos não programados, como invalidez, doença e morte e por sua liquidez mais reduzida não é recomendado retirar o dinheiro antes do prazo para não prejudicar a rentabilidade.

Vantagens de investir em fundos de pensão

Para você que chegou até aqui e ainda está se questionando sobre as vantagens dessa modalidade, vale ressaltar que a aplicação dos fundos de pensão é totalmente legalizada e regulada pelos principais órgãos do mercado financeiro do Brasil.

Confira a lista de benefícios que levantamos para que você entenda melhor esse conceito:

  • incentivo  tributário – o participante do fundo de pensão pode deduzir até 12% de sua renda tributável;
  • diversificação de ativos – os valores captados em fundos de pensão são reinvestidos em uma ampla variedade de aplicações, o que também reduz um pouco dos riscos financeiros;
  • taxas mais amigáveis – as taxas de administração e carregamento costumam ser menores que nos fundos individuais;
  • maior incentivo tributário – o participante do fundo de pensão pode deduzir até 12% de sua renda tributável;
  • totalmente legalizado – como mencionamos, esse tipo de aplicação é legal e fiscalizado pelos órgãos do mercado financeiro.

Cenário dos fundos de pensão no Brasil

Primeiramente é preciso que todas as movimentações desse tipo de aplicação estejam de acordo com as exigências definidas tanto em controles internos quanto da Superintendência de Previdência Complementar.

Com isso, os fundos de pensão passaram a alocar seus recursos em ativos mais diversificados, como as ações, por conta do bom desempenho que diversos fundos de investimentos proporcionam e que antes eram de domínio apenas de títulos públicos. Esses títulos acabaram se tornando insuficientes para atingir as metas definidas nos planos.

Atualmente, as reservas dos fundos de pensão no Brasil representam 13% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo pesquisas realizadas com especialistas. Isso demonstra o potencial que os fundos de pensão têm de impactar a economia e fomentar o crescimento do país.
E se você quer saber mais sobre os fundos de pensão e o universo das aplicações, confira também como montar sua carteira de investimentos e mais artigos aqui no Blog Levante!

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