Ações do Índice Bovespa em telão.

Três perguntas para o Ibovespa

Contra números não há argumentos. Na segunda-feira (07), o Ibovespa subiu 0,5%, a 130.776 pontos. Foi o sexto recorde seguido. No ano, o índice acumula uma valorização de 9,9%.

Assim, não há como negar que o mercado acionário está em uma trajetória de valorização. Neste momento, o investidor experiente faz três perguntas. Qual é a causa? É sustentável? E a mais importante: Como ganhar com essa alta?

Buscaremos respostas consistentes para essas três questões.

A causa da alta é a mais comum da história do mercado, uma mudança nas expectativas. Os economistas usam e abusam da expressão latina “coeteris paribus”, que quer dizer “coisas parecidas”.

Quando se analisa o impacto da alteração de um indicador na economia é preciso fazer essa análise considerando os demais fatores como constantes.

Assim, “coeteris paribus” a pandemia, a crise política e os problemas estruturais, a expectativa para o crescimento econômico de 2021 aumentou. Isso animou os investidores brasileiros e internacionais. E as ações subiram.

Essa alta é sustentável? Aqui estamos mais presos às definições. Se por “sustentável” você entender “sossegada e sem solavancos”, a resposta é não. Porém, se o sentido for de que a alta tem fôlego para continuar mais um pouquinho, a resposta é sim.

A valorização até maio foi concentrada basicamente nas ações de commodities minerais, como a Vale (VALE3). Agora, setores mais vinculados ao mercado interno, como varejo físico, construção civil e bancos estão tirando esse atraso.

Isso vem provocando um remanejamento nas carteiras, e é provável que entre mais dinheiro no pregão em busca dessas ações. No entanto, os preços das commodities continuam em alta, como pode ser demonstrado pelo IGP-DI de maio, divulgado nesta manhã pela Fundação Getulio Vargas. O varejo está mostrando um bom desempenho, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Finalmente, a última e mais importante das perguntas: como ganhar com esse movimento? Momentos de alta confundem o investidor. Lembram um pouco uma folia de carnaval, em que todos os presentes parecem estar disponíveis e a tentação é beijar o máximo de pessoas possíveis. Isso pode até valer para o carnaval, mas não vale para o pregão.

Em momentos de alta, a tentação é querer aproveitar todas as valorizações em potencial, o que é impossível. A solução é observar com critério quais os segmentos da economia que apresentam as melhores perspectivas e, dentro deles, identificar as ações mais promissoras.

Muitas vezes, uma ação cujos preços estão atrasados merece estar nessas condições. Assim, momentos de alta são promissores. E para ganhar com eles, é preciso analisar bem as ações e contar com a ajuda dos especialistas da Levante Ideias de Investimentos.

Indicadores 1 

As vendas no comércio varejista subiram 1,8% em abril em comparação com março, quando as vendas haviam recuado 1,1%. É a maior alta para o mês de abril desde 2000.

Com isso, o varejo ficou 0,9% acima do patamar pré-pandemia. O setor acumula crescimento de 4,7% no ano e de 3,6% nos últimos 12 meses. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada nesta manhã pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Indicadores 2 

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 3,40% em maio, acima dos 2,22% de abril. Com este resultado, o índice acumula alta de 14,13% no ano e de 36,53% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 4,20% em maio, ante 2,90% em abril. Mais uma vez, a alta foi resultado dos preços das commodities.

As maiores altas foram da cana-de-açúcar, que subiu 19,30% em maio ante 2,75% em abril, e do minério de ferro, que subiu 17,03% em maio ante 4,63% em abril. Os dados são da Fundação Getulio Vargas (FGV).

E Eu Com Isso?

Os contratos futuros de Ibovespa e do índice americano S&P 500 iniciaram o dia em alta, o que pode indicar mais um recorde para a bolsa brasileira. No entanto, não se descarta um cenário de volatilidade devido à intenção dos países desenvolvidos do G7 de fechar brechas fiscais que permitem a grandes corporações como a Amazon pagar menos impostos. As notícias são positivas para a bolsa em um cenário de volatilidade.

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Leia também: A hora das ações cíclicas.

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