Levante Ideias - Wall Street

Semana curta e intensa

A primeira semana de julho tende a ser um momento de refluxo nos mercados. Nos Estados Unidos, os pregões suspendem as atividades devido ao feriado de 4 de julho.

Como neste ano o Dia da Independência foi em um domingo, a folga ficou para hoje, segunda-feira.

No Brasil, o feriado paulista de 9 de julho interrompe os negócios na B3. Isso deixa o mercado sem direção, apesar de as demais praças continuarem funcionando.

Apesar da queda do número de pregões e da consequente redução da liquidez, a semana promete ser intensa em vários sentidos.

Na sexta-feira (02), a divulgação de um nível de emprego americano (“non-farm payroll”) acima do esperado em junho revigorou o debate sobre o momento em que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) vai reduzir as medidas de estímulo à economia.

Na comemoração americana do domingo (04), boa parte dos estabelecimentos abriu suas portas. O próprio presidente Joseph Biden recebeu mil servidores públicos e militares para uma festa nos jardins da Casa Branca, a primeira recepção oficial desde a ampliação da vacinação.

Tudo isso indica uma aceleração no processo de normalização da economia americana, com reflexos importantes sobre a liquidez e os juros no mercado internacional.

Guardadas as devidas proporções, um fenômeno semelhante vai ocorrer por aqui.

Na quinta-feira (08), o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) deverá divulgar o IPCA de junho, cravando a inflação “oficial” para o primeiro semestre do ano.

Isso também deverá balizar as expectativas do mercado para o comportamento da taxa Selic.

Por enquanto, não houve alteração das expectativas para os juros, apesar de os novos cálculos indicarem movimentos de alta no PIB (Produto Interno Bruto) e na inflação.

Relatório Focus

A edição mais recente do Relatório Focus, divulgada pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (05), mostra uma elevação da projeção de crescimento econômico para 2021.

A estimativa de avanço do Produto Interno Bruto avançou para 5,18% ante os 5,05% da semana anterior, e dos 4,36% de há quatro semanas.

A estimativa de inflação subiu para 6,07% ante 5,97% da semana anterior.

É a primeira vez que o prognóstico está acima dos 6% desde 2019.

O dólar previsto para dezembro recuou para R$ 5,04 ante os R$ 5,10 da pesquisa anterior.

A única variável que não se alterou foi a estimativa para a taxa Selic de dezembro, que permanece em 6,50%.

No entanto, a Selic esperada para dezembro de 2022 subiu para 6,75%, ante os 6,50% da edição anterior.

E Eu Com Isso?

A segunda-feira será um dia sem tendência definida devido à interrupção dos negócios nos Estados Unidos em função do feriado do 4 de julho.

Os contratos futuros do Ibovespa iniciam o dia com uma leve baixa, em um pregão que deverá ser marcado por uma forte volatilidade.

As notícias são negativas para a Bolsa em um cenário de volatilidade.

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Leia também: A Selic ameaça a bolsa?

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