(Fonte: Divulgação)

Retração da economia confirma expectativas

O mês de maio se encerra com muitas notícias, tanto no Brasil quanto no Exterior. Por aqui, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta manhã, o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre. O resultado foi uma queda de 1,5 ponto percentual, em linha com o esperado. Em valores correntes, o PIB foi de 1,803 trilhão de reais. A retração foi causada pelo recuo de 1,6 por cento nos serviços, setor que representa 74 por cento do PIB. A indústria caiu 1,4 por cento e a agropecuária cresceu 0,6 por cento.

Em relação ao primeiro trimestre do ano passado, a economia recuou 0,3 por cento. Segundo o IBGE, a queda do PIB do primeiro trimestre interrompe uma sequência de quatro trimestres seguidos de crescimento, e foi o menor resultado trimestral desde a queda de 2,1 por cento no segundo trimestre de 2015. Com isso, o PIB está em patamar semelhante ao que se encontrava no segundo trimestre de 2012.

Apesar do resultado ruim, há alguns pontos positivos no mar de números divulgado pelo IBGE. Os investimentos, conhecidos pelo nome técnico de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), cresceram 3,1 por cento no trimestre, puxados pela importação líquida de máquinas e equipamentos realizada pelo setor de petróleo e gás. E apesar da queda generalizada do setor de serviços, as atividades imobiliárias subiram 0,4 por cento, na contramão da retração.

O desempenho mais preocupante veio do consumo das famílias. Devido à pandemia, os gastos das famílias caíram 2 por cento. Segundo o IBGE, foi o maior recuo desde a crise de energia elétrica, ocorrida em 2001. O consumo das famílias pesa 65 por cento do PIB. O consumo do governo ficou praticamente estável, com um crescimento de 0,2 por cento no primeiro trimestre.

INTERNACIONAL – A quinta-feira (28) era um dia de leve alta em Wall Street. Até que, às 15:30, Donald Trump convocou uma entrevista coletiva para esta sexta-feira na Casa Branca. O horário e o tema não foram divulgados. A única informação é que a coletiva seria “sobre a China”. Com isso, o índice Dow Jones, que estava em alta, caiu 300 pontos e encerrou o pregão em baixa de 0,5 por cento. No início dos negócios desta sexta-feira, os contratos futuros de S&P 500 recuam pouco menos de 0,5 por cento.

O temor dos investidores é que, na coletiva, Trump anuncie que a região semiautônoma de Hong Kong vai perder o status de parceiro comercial favorecido pelos Estados Unidos. Isso seria o ponto culminante de um crescimento na tensão entre Estados Unidos e China. Há poucos dias, o Congresso do Povo Chinês aprovou uma lei que endurece as normas de segurança de Hong Kong, o que poderia reduzir bastante a autonomia da região. Com isso, Trump teria uma boa razão para retirar os privilégios comerciais da antiga colônia britânica, o que seria devastador para o comércio entre China e Estados Unidos e aumentaria ainda mais a tensão entre os dois países. A mudança no status de Hong Kong imediatamente põe em risco a relação comercial favorável da ex-colônia britânica com os Estados Unidos, o que até agora significa que Hong Kong foi poupada de punir tarifas que são uma marca da guerra comercial de Trump com a China continental.

Mesmo com o cenário turbulento, a sexta-feira será positiva para a Bolsa. Apesar da retração do PIB, o fato de o número ter vindo em linha com as expectativas atenuou a tensão. E mesmo o possível aumento da tensão entre Estados Unidos e China deve ter pouca influência sobre o comportamento do mercado no hoje. Além disso, o cenário político (como pode ver abaixo) está mais tranquilo, depois que o apoio do centrão para o Presidente foi visto na prática.

* Este conteúdo faz parte do nosso boletim diário: ‘E Eu Com Isso?’. Todos os dias, o time de analistas da Levante prepara as notícias e análises que impactam seus investimentos. Clique aqui para receber informações sobre o mercado financeiro em primeira mão.

Leia também: Auxílio sancionado com veto: promessa mantida

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