Levante Ideias - JBS

Resultado da JBS (JBSS3) do 1T21

Na noite desta quarta-feira (12), a JBS (JBSS3), uma das maiores produtoras de proteína animal e alimentos processados do mundo, divulgou seus resultados do 1T21. O resultado foi bom e veio um pouco acima das expectativas em termos de receita líquida e Ebitda.

Como esperado, a divisão internacional (JBS USA, JBS Pork e Pilgrim’s) apresentou resultados fortes, com a continuidade do crescimento da demanda nos EUA e Europa compensando a alta forte dos preços de matéria-prima no mundo. Já as margens das operações brasileiras começaram a ser pressionadas de maneira mais acentuada, apesar de mais um trimestre de forte crescimento de receita na comparação anual.

A receita líquida consolidada da JBS totalizou 75,3 bilhões de reais, expansão de 33,3 por cento na comparação anual.

O Ebitda (métrica da geração de caixa operacional bruta) somou 6,9 bilhões de reais, aumento anual de 75,8 por cento, com preservação da margem em 9,1 por cento (crescimento 2,2 pontos percentuais em relação ao 1T20 e um abaixo da margem de 10,9 por cento do 4T20).

O lucro líquido ficou em 2 bilhões de reais, revertendo o forte prejuízo de 5,9 bilhões de reais do 1T20.

Na operação internacional os destaques foram: i) Pilgrim’s Pride, o equivalente à Seara dos EUA, com margem Ebitda de 10,7 por cento (aumento de 2,4 pontos percentuais em relação ao 1T20) e; ii) JBS USA Pork, carne suína, com margem Ebitda de 11,7 por cento, aumento de 6,7 pontos percentuais em relação ao 1T20

A retomada gradual das atividades e serviços de alimentação nos EUA puxaram os resultados da unidade de negócio, com repasse de preço e aumento de volume vendido.

No Brasil o destaque fica mais uma vez para a Seara que, apesar da queda forte de margem Ebitda (5 pontos percentuais na comparação anual), com margem Ebitda de 11,9 por cento neste trimestre, ganhou participação de mercado e vem ampliando o portfólio de atuação, entrando mais forte no mercado de alimentos à base de vegetais e em frutos do mar.

O destaque negativo ficou com a operação de carne bovina no Brasil (JBS Brasil) que teve margem Ebitda de apenas 5 por cento, queda de 2,1 pontos percentuais em relação ao mesmo período de 2020.

E Eu Com Isso?

Os resultados consolidados vieram fortes e acima do esperado, com a divisão internacional seguindo firme, ajudado também pelo câmbio ainda acima dos 5 reais por dólar, favorecendo as margens da companhia. Esperamos uma reação positiva do mercado com mais um resultado sólido, com as ações da companhia (JBSS3) sofrendo quedas subsequentes nas últimas semanas.

A operação Brasil ainda sofre com a pressão de custos, com mais de 90 por cento dos custos de produção da JBS Brasil (carne bovina) proveniente da aquisição de cabeças de gado para abate, que teve uma forte alta de 55 por cento em 12 meses.

A Seara também segue com pressão de rentabilidade, com alta forte dos insumos para a criação das aves, com os farelos de soja e milho subindo 90 por cento e mais de 60 por cento em 12 meses respectivamente, segundo dados da Cepea-Esalq.

Porém na frente de receitas, ambas as operações seguem ganhando espaço de mercado e crescendo em números absolutos, com a ajuda das exportações de carne por exemplo, que representaram cerca de 40 por cento da receita líquida total da JBS Brasil.

A JBS realizou uma aquisição estratégica neste trimestre, com a incorporação da Vivera, a terceira maior empresa de alimentos à base de vegetais, com atuação forte na Europa e presença em mais de 44 países. Em termos financeiros ainda não é relevante, com uma receita anual em torno de 85 milhões de euros, porém a JBS coloca para dentro todo o conhecimento em relação ao segmento de alimentos preparados de base vegetal, que vem crescendo forte no mundo.

A JBS tem baixo nível de endividamento, com relação dívida líquida e Ebitda de 1,67 vezes em dólares.

A companhia anunciou também seu novo programa de recompra de ações que permitirá à JBS recomprar até 10 por cento do volume total de ações em circulação, além de citar a forte posição de caixa que, apesar de ter queimado caixa neste trimestre devido à sazonalidade comum do ciclo de pagamentos e composição de estoques, ainda continua robusto, com alavancagem controlada o que pode abrir caminho para mais dividendos parrudos como vimos no 4T20.

Entre proventos distribuídos (Juros sobre Capital Próprio e Dividendos), além de recompra de ações, a JBS proveu um retorno de 7,9 por cento para os acionistas em 2021.

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Leia mais sobre a empresa: JBS (JBSS3): Resultado do 4T20.

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