Paulo Guedes (Fonte: Tânia Rego / Agência Brasil)

Prorrogação do auxílio

O ministro da Economia, Paulo Guedes, declarou nesta quinta-feira (12) que é certa a prorrogação do auxílio emergencial no Brasil caso uma segunda onda seja deflagrada. Segundo o ministro, “se houver uma segunda onda da pandemia, o Brasil reagirá como da primeira vez”, significando que o estado de calamidade pública poderá ser novamente decretado em 2021 e o auxílio emergencial recriado.

Guedes complementou que essa não é a expectativa atual do ministério, mas que o cenário está previsto pela sua equipe como uma das possibilidades. O cenário-base, ou plano A, é acabar com o auxílio no fim deste ano e retomar o Programa Bolsa Família. Sendo assim, a renovação do auxílio seria uma espécie de “plano de contingência” da equipe econômica, no caso de um cenário mais pessimista.

O ministro também deu seu diagnóstico sobre a alta nos preços, em especial do grupo de alimentos e bebidas, indicando que quando houver a “aterrissagem” do auxílio para o programa posterior, seja ele o Bolsa Família ou o Renda Brasil, a alta nos preços deve se acalmar.

O novo desenho para o programa já está pronto, com novos mecanismos de premiação de mérito para alunos com boa performance esportiva, em matemática e em física. Haverá um estímulo, também, em valor menor, para metas menos ambiciosas no braço de educação.

Os mercados acabaram se assustando com a possibilidade de prorrogação do auxílio emergencial em 2021. O programa, ainda que não contemplasse os 600 reais mensais, é extremamente custoso e acabou enfrentando problemas de eficiência devido à ampla gama de beneficiários registrados. O custo fiscal de mais uma rodada de auxílio, apesar de entender os riscos para as rendas familiares decorrente de uma eventual segunda onda, poderia ser extremamente danoso para a trajetória da dívida brasileira, que já está em níveis elevados.

Por isso, a partir da semana que vem, faz-se necessária uma blitz no Congresso para articular a aprovação de medidas que aliviem o momento de tensão construído no mercado financeiro. As incertezas quanto ao fiscal continuam elevadas. Para o pregão de hoje, deve haver alguma repercussão secundária dessa possibilidade de extensão do auxílio emergencial.

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