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Oferta de Ações: Recorde em 2020

Até o momento, o volume total de oferta de ações neste ano – que considera tanto as ofertas públicas iniciais (IPOs) como as ofertas subsequentes (follow-ons) –supera os 94 bilhões de reais, quase 5 bilhões a mais que no ano passado.

Este número poderá ser acrescido em breve de mais 4 bilhões de reais advindos dos IPOs da varejista de roupas e artigos esportivos Track & Field, do aplicativo de cupons e cashback Méliuz, da plataforma de roupas usadas Enjoei, da Construtora Pacaembu e do e-commerce de vinhos Wine, que já estão com seus prospectos completos divulgados na CVM.

Além disso, não se descarta a venda das ações da BR Distribuidora (BRDT3) e Braskem (BRKM5) em posse da Petrobras, o que poderia aumentar o volume no ano em pelo menos mais 15 bilhões de reais.

Desconsiderando a capitalização de 120 bilhões de reais da Petrobras em 2010 após a descoberta do pré-sal, 2020 será o recorde em termos de volume de financeiro (em termos nominais) de ofertas.

Apenas em outubro o volume foi de quase 20 bilhões de reais. Primeiramente, o Grupo Mateus (GMAT) levantou 4,6 bilhões de reais no seu IPO, enquanto a Sequoia (SEQL3), cerca de 1 bilhão. Totaliza-se ainda a oferta subsequente primária da Natura (NCTO3) de 5,6 bilhões de reais e a oferta subsequente secundária da Suzano (SUZB3) de 6,9 bilhões de reais.

A notícia traz poucos efeitos em termos de preços no mercado. Contudo, é um indicador que, mesmo com todo cenário adverso no mercado financeiro mundial devido à pandemia, 2020 será um ano bastante movimentado em termos de ofertas de ações.

De maneira cronológica, podemos separar o momento de mercado e o contexto das ofertas deste ano em três períodos. Primeiramente i) pré-pandemia, com algumas ofertas iniciais saindo em meio ao bom momento que a bolsa vivia, ii) imediatamente pós-pandemia, entre março e junho, quando o volume total de ofertas foi praticamente zero e iii) após junho, com muitas companhias buscando o mercado de ações para se capitalizarem via follow-on e o mercado bem mais seletivo para os IPOs, o que culminou no cancelamento ou adiamento de diversas aberturas de capital.

Ainda sobre estes pontos, nós avaliamos que há bastante espaço para as ofertas iniciais de ações. Contudo, acreditamos que o mercado será mais exigente em termos de modelo e qualidade de negócio das empresas, bem como em termos de preços das ofertas.

Na nossa visão não faz sentido empresas “aspirantes” no mercado serem precificadas com prêmio sobre companhias com capital aberto e histórico comprovado em termos de entrega de resultados.

* Este conteúdo faz parte do nosso boletim diário: ‘E Eu Com Isso?’. Todos os dias, o time de analistas da Levante prepara as notícias e análises que impactam seus investimentos. Clique aqui para receber informações sobre o mercado financeiro em primeira mão.

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