Representação da Butanvac - Levante Ideias

O que importa é a vacina

Se ainda restava alguma dúvida de que o que interessa mesmo aos participantes do mercado é a normalização da economia, essa dúvida desapareceu na noite de ontem. O presidente americano Joe Biden anunciou que a meta é vacinar 200 milhões de americanos durante seus 100 primeiros dias de mandato, duplicando a meta anterior. Foi o bastante para, sem trocadilho, injetar uma dose de euforia nos mercados. Na Ásia, os principais pregões – Xangai, Hong Kong, Tóquio e Seul – registraram altas superiores a 1 por cento. Durante a manhã, as bolsas sobem na Europa, com Frankfurt em alta de 0,8 por cento e Londres avançando 0,7 por cento.

É fácil entender a relação. Mais gente vacinada quer dizer mais gente podendo sair de casa, produzir e consumir, o que antecipará a normalização da economia. Assim, mais gente vacinada é uma notícia positiva. E isso vale tanto para o Exterior quanto para o Brasil.

Nesta manhã, o instituto Butantan anunciou que vai solicitar à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorização para iniciar os testes das fases 1 e 2 para uma vacina brasileira contra o coronavírus. O Butantan é o maior produtor de vacinas do País. Já elabora a Coronavac, com insumos chineses.

A vacina brasileira, denominada Butanvac, começou a ser testada em 27 de março de 2020 e já passou pelos testes pré-clínicos em animais. Esses testes avaliam se a vacina é tóxica e se tem algum efeito. Segundo o Instituto, dependendo dos resultados das fases 1 e 2, é possível haver 40 milhões de doses da vacina disponíveis ainda neste ano. A técnica é a mesma empregada na produção da vacina da gripe, que já é feita no Butantan a partir de ovos embrionados de galinha. Com isso, o País não dependerá de insumos importados para a sua produção.

O desenvolvimento de uma vacina nacional representa uma enorme segurança para a economia. A mutação rápida do coronavírus permite algumas comparações com o vírus da gripe. Não se descarta a hipótese de que seja necessário promover regularmente campanhas de imunização, como vinha ocorrendo em menor escala com a vacina da gripe. Se houver uma vacina nacional à disposição, isso reduzirá significativamente a dependência de insumos importados. Eles não apenas custam caro, mas sua disponibilidade estará sujeita à disputa global. Um fornecimento regular e confiável permitirá manter baixo o número de contaminados e normalizar as relações econômicas no Brasil.

E Eu Com Isso?

A última sessão da semana começa com os contratos futuros de Ibovespa em leve alta, ao mesmo tempo, os contratos futuros do índice americano S&P 500 tem uma valorização discreta. Espera-se um dia marcado pela volatilidade, na dependência dos dados sobre a renda e gastos pessoais de fevereiro nos Estados Unidos, que serão publicados pelo Departamento do Comércio durante a manhã. A previsão é de alta de 7,0 por cento para a renda e queda de 0,8 por cento para os gastos pessoais.

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Leia também: O que se pode ter de melhor e de pior | Denise Campos de Toledo.

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