Gráfico de Crescimento

O Ibovespa vai continuar subindo

Na sexta-feira (28) o Ibovespa bateu um recorde e fechou acima de 125.500 pontos. Apesar dos solavancos dos últimos dias e de ter perdido um pouco da força, o principal indicador do mercado acionário brasileiro tem força para continuar subindo.

Pode parece excesso de otimismo, mas essa afirmação tem bases sólidas. Há vários motivos para esperar novas altas do índice, embora não seja possível negar que o caminho será acidentado. Mas, vamos aos fatos.

Em primeiro lugar, a alta recente das ações foi sustentada por um setor específico, o das commodities. Assim, ações como Vale (VALE3), por exemplo, vêm surfando em um ciclo de alta do minério de ferro. O mesmo raciocínio vale para as siderúrgicas. No entanto, há vários setores importantes da Bolsa cujas ações permanecem “atrasadas” em relação às commodities. Por exemplo, as ações de varejo e as das empresas voltadas para o consumo interno, que deverão apresentar bons resultados à medidas que avança a vacinação contra a pandemia. A retomada da economia e o levantamento das medidas de restrição à circulação deverão melhorar os resultados dos shoppings, só para citar um caso.

Em segundo lugar, o setor dos grandes bancos. Nos últimos tempos, esses papéis têm sido punidos pela percepção – correta – dos investidores de que eles estão sob um ataque dos bancos digitais e das fintechs, que poderão abocanhar fatias generosas dos seus negócios, das receitas e do lucro. Isso é verdade. Mesmo assim, os grandes bancos de varejo brasileiro seguem sendo empresas grandes, sólidas e rentáveis, e ainda há a possibilidade de destravar valor em suas operações.

Finalmente, e este é o ponto mais polêmico, ações de estatais. Não só as gigantes federais como Petrobras (PETR3/PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3), mas também companhias estaduais. Na Levante nossa recomendação continua sendo ficar fora desses papéis, devido ao risco de ingerência política em sua gestão. Mesmo assim, elas fazem parte importante do índice e uma eventual valorização pode sustentar novos avanços do mercado.

Não por acaso, grandes empresas preparam sua abertura de capital. Companhias de setores intensivos em capital como a Intercement, que pode captar 5 bilhões de reais, e a CSN Cimentos e a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), pretendendo captar 2 bilhões de reais cada uma. Isso mostra a pujança do mercado, apesar dos solavancos em sequência.

Boletim Focus

A edição mais recente do Boletim Focus mostrou uma melhora nos prognósticos para a economia. A projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021 subiu para 3,96 por cento, ante 3,52 por cento da semana passada. A taxa de juros Selic esperada para dezembro deste ano também avançou, subindo para 5,75 por cento ao ano ante os 5,50 por cento que vinham valendo há várias semanas. E a inflação prevista também subiu, chegando a 5,31 por cento ante os 5,24 por cento da semana anterior. A taxa de câmbio, porém, permaneceu inalterada em 5,30 reais.

Indicadores Econômicos

 A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou três índices de confiança referentes a maio. O Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu 7,9 pontos para 97,7 pontos, maior nível desde março de 2014, último mês antes da recessão de 2014-2016. A alta veio de um aumento de confiança nos setores do Comércio e dos Serviços, dois segmentos que sofreram muito em março com a piora da pandemia e a adoção de medidas de restrição à circulação.

O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) subiu 9,8 pontos em maio, ao passar de 84,1 para 93,9 pontos, nível mais alto desde outubro de 2020 (95,8 pontos). Em médias móveis trimestrais, o indicador subiu 1,0 ponto, registrando a primeira alta depois de seis meses de quedas consecutivas. O Índice de Confiança de Serviços (ICS) subiu 6,4 pontos em maio, para 88,1 pontos, maior nível desde fevereiro de 2020 (94,4 pontos). Em médias móveis trimestrais, o índice avançou 1,6 ponto, a primeira alta ano deste ano.

E Eu Com Isso?

O movimento deverá ser mais fraco nesta segunda-feira por conta do feriado nos Estados Unidos, que reduz os negócios e provoca um aumento da volatilidade devido ao volume menor. Mesmo assim, a sessão deve ser positiva diante de melhores perspectivas econômicas, as quais vêm sendo revisadas para cima nos últimos dias.

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Leia também: Reforma em fatias.

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