Bull Market EECI

Ninguém segura o touro

Os números mostram que o Ibovespa retomou seu fôlego em novembro. No mês, até a terça-feira (24), a alta acumulada é de 16,9 por cento. O desempenho em dólares é ainda melhor. Dada a apreciação do real ante a moeda americana, a alta do Ibovespa em dólares no mês se aproxima dos 25 por cento. Além dos motivos já bastante conhecidos, a expectativa positiva com as vacinas contra o coronavírus e o início de uma transição política pacífica nos Estados Unidos, a alta da bolsa brasileira vem sendo sustentada pelo melhor dos motivos. O fluxo de recursos permanece positivo. Segundo dados da B3, no acumulado do mês até a sexta-feira (20) houve o ingresso líquido (a diferença entre entradas e saídas de recursos) de 26 bilhões de reais.

O bull market está de volta, com os touros correndo entusiasmados em busca dos rendimentos do mercado brasileiro. Apesar do risco fiscal, as ações brasileiras estão descontadas em relação a seus pares internacionais, o que atrai o interesse dos investidores do Exterior. E com sinais de que as próximas autoridades econômicas americanas não vão sustar as políticas de estímulo à economia, a trajetória de alta da bolsa brasileira ainda está longe de acabar. Porém, para aproveitá-la, é preciso ter critério. Pois, apesar de a bolsa não estar sobrevalorizada considerando-se os preços em reais, são poucas as pechinchas à disposição do investidor.

Nas últimas semanas foi possível notar um movimento de mudança de setores. Durante os primeiros tempos da pandemia houve uma preferência dos investidores, no Brasil e nos Estados Unidos, por ações de empresas beneficiadas pela pandemia. Mais especificamente as de comércio eletrônico. Quando a pandemia amainou e as vacinas se aproximaram da realidade, houve um movimento em busca de empresas e setores que tinham ficado “atrasados”, em especial empresas de commodities, como a Petrobras, e as ações dos bancos.

E agora? Agora, salvo alguma grande surpresa – positiva ou negativa – com relação à pandemia do coronavírus, voltamos a uma situação parecida com a do início do ano. Há poucas apostas óbvias no mercado. Não é possível dizer que há centenas de companhias cujas ações estão exageradamente descontadas em reais, e que é fácil montar uma carteira vencedora. Também não é correto afirmar que o mercado como um todo está sobrevalorizado, e que uma estratégia de baixa renderá bons frutos sem expor o investidor a riscos elevados.

Agora, como era no início do ano, é preciso saber diferenciar os bons e os maus ativos, as estratégias boas e ruins, as empresas que compensam o risco e as que não prometem remunerar o investidor. O “bull market” está de volta. Porém, para laçar esse touro será preciso conhecimento e estratégia. Algo que você sempre vai encontrar aqui na Levante.

Indicadores

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da Fundação Getulio Vargas caiu 0,7 ponto em novembro, para 81,7 pontos, registrando a segunda queda consecutiva. Em termos de média móvel trimestral, o ICC subiu 0,5 ponto, registrando a quinta alta consecutiva, porém em ritmo de desaceleração. Em novembro, houve piora tanto na satisfação dos consumidores em relação à situação atual quanto das expectativas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA) cedeu 0,6 ponto, para 71,8 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) recuou 0,9 ponto, para 89,3 pontos.

Indicadores 2

O Departamento do Comércio dos Estados Unidos deverá divulgar, às 10h30 (hora de Brasília), a segunda prévia do Produto Interno Bruto (PIB) americano referente ao terceiro trimestre de 2020. A leitura anterior foi de recuo anualizado de 31,4 por cento na comparação trimestral. A expectativa, agora, é de alta de 33,2 por cento em base anualizada.

Impactos na prática 

Os contratos futuros do Ibovespa começam o dia com uma leve baixa de 0,5 por cento, ao passo que os contratos futuros do índice americano S&P 500 estão estáveis em um terreno levemente positivo. Não se descarta a hipótese de uma realização pontual de lucros, com os investidores querendo zerar posições no último pregão antes do feriado americano do Dia de Ação de Graças, e à espera dos dados do PIB americano. Volatilidade à frente.

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Leia também: Revisão do déficit primário.

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