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Mercados globais têm ânimo devido ao arrefecimento da pandemia

O que moveu os mercados globais?

Nesta terça-feira, os mercados globais voltaram a ter tons otimistas. Sinais de progresso contra o coronavírus na Europa e nos Estados Unidos, e um aumento nos pacotes de estímulo econômico, elevaram os preços. Os mercados asiáticos subiram. No Japão, o índice Nikkei avançou 2,01 por cento. Em Seul, o índice Kospi subiu 1,77 por cento e o índice da Bolsa de Xangai fechou em alta de 2,05 por cento. Na Europa, os mercados estão em alta. Na Alemanha, o índice Dax avança 3,92 por cento e em Londres o FTSE sobe 2,63 por cento, apesar das notícias de que o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, teve de ser internado em uma unidade de terapia intensiva devido a complicações em sua contaminação pelo coronavírus.

Por aqui, os contratos futuros de Ibovespa começam o dia com uma forte alta de +6 por cento, acima dos 79 mil pontos. Os contratos futuros de S&P 500 avançam 3 por cento, acima dos 2.700 pontos

As notícias sobre o coronavírus começaram a melhorar. Em Nova York, novo epicentro do vírus, foram detectadas 594 mortes no domingo (5) e 599 mortes na segunda-feira (6). A alta foi considerada pequena, e uma indicação de que o número de vítimas fatais pode ter chegado perto do momento de se estabilizar.

Outra justificativa para a alta dos mercados globais são as expectativas do mercado quanto a uma atitude menos rígida dos governos, em especial a Alemanha, para financiar a recuperação da economia após a crise. No caso da Europa, a questão se resume largamente à emissão dos chamados “coronabonds”, títulos de dívida emitidos pelos países do Euro como uma entidade única, e que financiariam a retomada das economias mais frágeis e mais atingidas, como Itália e Espanha. Christine Lagarde, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) estimou, em uma conferencia na segunda-feira, que o próximo pacote de ajuda estatal pode injetar mais um trilhão de dólares nas economias, além dos quase 5 trilhões já comprometidos.

A recuperação do petróleo também ajudou na alta dos mercados globais. Nesta manhã, o barril do petróleo do tipo Brent era cotado a 33,81 dólares, alta de 2,3 por cento, e o barril do petróleo tipo West Texas Intermediate (WTI) era negociado a 25,36 dólares, alta de 3,18 por cento. As cotações da commodity subiram nos mercados globais, com expectativas de retomada da demanda e de uma diminuição do ímpeto beligerante da Rússia contra os demais produtores, o que pode facilitar o fechamento de um acordo entre russos e os demais produtores ligados à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

INDICADORES 1

As vendas do comércio varejista cresceram 1,2 por cento em fevereiro em comparação com janeiro, informou na manhã desta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi o melhor resultado para uma Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) em um mês de fevereiro desde 2014. Em relação a fevereiro de 2019, a alta foi de 4,7 por cento. O IBGE também revisou a taxa de janeiro de uma queda de 1 por cento para uma queda de 1,4 por cento devido à inclusão de novos dados do setor de combustíveis e lubrificantes.

O varejo cresceu 3 por ceno no acumulado do primeiro bimestre de 2020 ante o mesmo período de 2019. Segundo o IBGE, isso é uma continuidade da trajetória de recuperação dos três últimos bimestres de 2019.

O varejo ampliado, que inclui itens de valor unitário elevado, como automóveis e material de construção, também voltou a crescer e registrou um avanço de 0,7 por cento em relação a janeiro e de 3,3 por cento na comparação com fevereiro de 2019.

INDICADORES 2

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) da Fundação Getulio Vargas (FGV) caiu 9,4 pontos em março para 82,6 pontos, indicando uma queda do emprego. Foi o menor nível registrado desde os 82,2 pontos de junho de 2016. O Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) subiu 0,6 ponto em março, para 92,5 pontos, indicando uma alta no desemprego. Em médias móveis trimestrais, mantém-se tendência decrescente, ao recuar 0,9 ponto.

Todos os sete componentes do IAEmp, recuaram em março, com cinco dos sete indicadores recuando pelo menos em 7,0 pontos. No mesmo período, o aumento do ICD foi influenciado por três das quatro classes de renda familiar. A maior contribuição para o resultado do ICD foi dada pela classe familiar com renda entre 2.100 e 4.800 reais.

Segundo Rodolpho Tobler, economista da FGV, a queda de março foi a segunda maior queda da série histórica, ficando atrás apenas da ocorrida na crise de 2008-09. Ele avalia que o cenário negativo deve persistir nos próximos meses.

Qualquer profissional de mercado um pouco mais experiente sabe que um ou dois pregões não são suficientes para definir uma tendência de alta ou de baixa. No entanto, a cada dia em que as ações subirem devido a estimativas otimistas com relação ao coronavírus e com a economia, aumentam as probabilidade de que essa trajetória se transforme em uma tendência firme.

* Este conteúdo faz parte do nosso boletim diário: ‘E Eu Com Isso?’. Todos os dias, o time de analistas da Levante prepara as notícias e análises que impactam seus investimentos. Clique aqui para receber informações sobre o mercado financeiro em primeira mão.

Leia também: Pacotes de ajuda se multiplicam

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