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Magazine Luiza: Aquisição da ComSchool

O Magazine Luiza (MGLU3) anunciou na quinta-feira (15) a aquisição da ComSchool, uma empresa referência em capacitação e cursos voltados ao e-commerce e ao varejo digital. Ao todo são mais de 200 cursos na sua “prateleira”, incluindo temas como Marketing Digital, E-commerce, Redes Sociais e Comportamentos na Era Digital.

A ComSchool oferece também a possibilidade de cursar de forma presencial em São Paulo e em outras sete cidades, conforme demanda. Segundo o comunicado oficial, desde 2008 a empresa já atendeu mais de 85 mil alunos.

A aquisição permitirá ao Magalu oferecer aos seus vendedores do marketplace (sellers/parceiros) o acesso a “cursos desenvolvidos especialmente para as suas necessidades, capacitando-os para gerir melhor seus negócios no mundo digital, vender mais e com elevado nível de serviço”. O valor da aquisição não foi informado.

A notícia é positiva para o Magazine Luiza, especialmente sob a ótica da sua estratégia de longo prazo, pois demonstra que a companhia segue firme no seu ideal de digitalização do varejo brasileiro, sem preconceitos com canal e/ou ramo de atividade. Contudo, acreditamos que, devido ao tamanho pequeno da aquisição, o impacto nas ações MGLU3 será neutro nesta sexta-feira (16).

Assim como nas últimas aquisições, seja no segmento de publicidade (ads), de soluções para venda da indústria no e-commerce (factory to consumer), de sistema de pontos de venda e até em delivery de comidas, tem sido uma característica do Magalu comprar empresas com grande potencial de crescimento e de escala nos seus modelos de negócio, mas que ainda não atingiram um ponto elevado em termos de maturidade.

O Magazine Luiza geralmente compra uma empresa em que acredita poder participar do crescimento, unindo a ela alguma solução (neste caso a sua base de parceiros) que já possui. Esta é uma das vantagens do conceito de ecossistema que o Magalu vem desenvolvendo.

Não intuitivamente, a realidade das grandes varejistas mudou. O seu foco, antes apenas atender bem seus clientes diretos, passou a ser, do mesmo modo, o atendimento aos vendedores que atuam nas suas plataformas (marketplace). A venda por este canal, comumente chamada de e-commerce 3P, oferece à companhia escala e elevadas margens. Enxergamos o Magalu como expoente no varejo digital brasileiro, especialmente neste segmento de marketplace. A companhia vem expandindo a sua atuação e ampliando a sua gama de serviços adjacentes aos sellers. O mais notório é o aparato logístico no Magalu Entrega, mas, aos poucos, as recentes aquisições vão “encorpando o seu ecossistema”, como esta, no campo de cursos de capacitação.

Em termos de vendas brutas totais (GMV) o 3P é relevante, mas baixo em termos de receita, dado que a companhia fica com apenas uma taxa de comissão (take rate) sobre a venda. De forma reducionista as recentes aquisições do Magalu visam atrair mais sellers (aumentar o GMV do 3P) e elevar a comissão por meio de mais serviços associados.

* Este conteúdo faz parte do nosso boletim diário: ‘E Eu Com Isso?’. Todos os dias, o time de analistas da Levante prepara as notícias e análises que impactam seus investimentos. Clique aqui para receber informações sobre o mercado financeiro em primeira mão.

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