Levante Ideias - Energia Elétrica

Estudo indica recuperação do setor elétrico

De acordo com estudo ainda inédito da KPMG e do Instituto Acende Brasil, o setor de energia elétrica apresentou recuperação significativa em 2020, com sua rentabilidade voltando a patamares positivos depois de três anos frustrando expectativas.

A pesquisa foi realizada com 47 empresas do setor para os segmentos de geração, transmissão e distribuição, cujo resultado global foi de R$ 1,9 bilhão no ano passado.

Ainda que modesto quando comparado com desempenhos históricos, este é apontado no estudo como um desempenho esperado para um setor altamente regulado – ou seja, um valor econômico agregado ao redor de zero, com retorno sobre o capital próximo ao custo de capital.

Diante da análise, veículos noticiaram uma visão muito positiva para os resultados apurados, que sinalizam que Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) teve como acertadas suas últimas definições da taxa de remuneração do capital investido (WACC, na sigla em inglês).

As conclusões do trabalho se baseiam no EVA (valor econômico agregado), indicador visto como o mais adequado para medir a rentabilidade em um setor intensivo em capital.

Com os resultados positivos apurados, cabe ressaltar a trajetória negativa para o setor, com o último quadriênio (2017-2020) acumulando um resultado negativo em R$ 46,9 bilhões.

Segundo a análise dos grupos, o desempenho sugere uma taxa regulatória desequilibrada no passado recente, além de destruição de valor no setor.

Por fim, destacamos que o estudo também traz uma simulação na qual exclui da análise a Eletrobras e suas subsidiárias.

Com a exclusão, foi observada uma rentabilidade positiva de R$ 3,9 bilhões no ano passado e a destruição de valor medida pelo EVA de R$ 17,8 bilhões no período 2017-2020 – ou seja, menos da metade do que foi registrado com a estatal.

E Eu Com Isso?

Notícias veiculadas sobre o estudo realizado pela KPMG e do Instituto Acende Brasil apontam, além de uma recuperação do setor de energia, uma definição acertada pela Aneel em relação ao seu custo de capital regulatório.

De fato, pela modelagem que a agência reguladora utiliza para o setor, uma empresa que opera de acordo com seus parâmetros deveria ter um ROIC (Retorno sobre Capital Investido, uma métrica de rentabilidade) próximo ao WACC, ou um ROE (Retorno sobre ganho, outra métrica para rentabilidade) próximo ao custo de capital próprio – ou seja, deveria somente remunerar o acionista pelo risco.

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Leia também: Resultados da EDP Energias do Brasil (ENBR3) do 3T21.

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