Presidente Jair Bolsonaro, saúda o público depois de receber a faixa presidencial de Michel Temer, no parlatório do Palácio do Planalto.

De olho em 2022

A praticamente uma semana das eleições municipais de 2020, já começam as conversas envolvendo o próximo pleito, marcado somente para daqui a dois anos – as eleições presidenciais em outubro de 2022.

Nesse contexto, os bastidores da política já trazem novidades sobre articulações para chapas e candidaturas. Dessa vez, ela vem do chamado “centro político”, diferente do “Centrão”: para enfrentar Bolsonaro, de um lado, e a esquerda, de outro, nomes como Luciano Huck, Sérgio Moro e João Doria devem jogar junto na montagem de uma frente oposicionista para 2022.

Uma série de reuniões entre os três têm ocorrido nos últimos tempos, a fim de tratar sobre a conjuntura política do Brasil e como se posicionar diante da possibilidade de mais uma eleição mais acirrada, entre Bolsonaro e outro nome da esquerda – que, segundo o trio, estaria mais para Ciro Gomes do que para Lula, inelegível. Como reflexão para a frente ampla de centro, fica o exemplo de Joe Biden, que teve que unir as diversas correntes do Partido Democrata para vencer. Ressalta-se, porém, as grandes diferenças entre os dois países no que se refere ao sistema político e eleitoral.

Sempre há uma grande dúvida sobre a capacidade de as eleições municipais influenciaram a corrida presidencial que acontece dois anos depois. A literatura especializada mostra que há pouco impacto direto de um pleito sobre o outro. O que pode ser observado, no entanto, é o desempenho dos partidos a nível nacional e a força do partido da Presidência da República. Em 2020, contudo, as condições são extraordinárias: a pandemia deve trazer algum efeito sobre o comparecimento às urnas e Bolsonaro ainda se encontra sem partido.

Da mesma forma, as eleições americanas pouco devem influenciar no desfecho de 2022 por aqui. Ainda que a derrota de Trump seja importante perda de referência para Bolsonaro, em termos de alinhamento político-ideológico a nível global, a reeleição do atual presidente deve passar muito mais pelo seu desempenho nestes próximos dois anos do que pelo desfecho das eleições americanas deste ano.

Os mercados sobem nesta manhã, influenciados mais pelas eleições americanas do que pela política local. A partir de agora, os investidores deverão ficar mais atentos em Brasília e os imbróglios fiscais para o ano que vem.

* Este conteúdo faz parte do nosso boletim diário: ‘E Eu Com Isso?’. Todos os dias, o time de analistas da Levante prepara as notícias e análises que impactam seus investimentos. Clique aqui para receber informações sobre o mercado financeiro em primeira mão.

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