Cielo (CIEL3): Guerra das “maquininhas” deve continuar impactando em 2020

Cielo (CIEL3): Guerra das “maquininhas” deve continuar impactando em 2020

As adquirentes (famosas “maquininhas”) continuarão a enfrentar um ambiente altamente competitivo em 2020. Os preços mais baixos reduzirão os ganhos obtidos em cada transação, o que pode ser compensado por um aumento de volume movimentado de novos clientes.

Na média das três empresas com capital aberto do setor de adquirência – Cielo (CIEL3), PagSeguro (Nasdaq PAGS) e Stone (Nasdaq StoneCo) – , o ganho obtido com cada transação, a chamada “take rate”, que soma as taxas cobradas e desconta as despesas, deve cair 0,10 ponto percentual em 2020, para 2,07 por cento. Esse é o mesmo ritmo identificado no ano passado. No entanto, é menor do que a redução de 0,12 ponto em 2018.

A PagSeguro, empresa do grupo UOL focada em microempreendedores, fatia do negócio com margens superiores, deve apresentar pela primeira vez lucro líquido superior ao da concorrente. Parte do mercado já prevê inclusive que a independente Stone, que deve se lançar no mundo dos microempreendedores neste ano, supere o resultado da Cielo.

No ambiente mais competitivo, adquirentes veteranas, como Cielo, Rede, ligada ao Itaú, e Getnet, do Santander, têm perdido participação de mercado. O grupo detinha fatia de 84,7 por cento no terceiro trimestre de 2019, em comparação a 94,4 por cento dois anos antes.

O mercado segue pessimista com a Cielo pois se espera por uma alta dos lucros de PagSeguro e Stone, mas por uma redução no caso de Cielo. A expectativa é que a queda dos preços (taxas) seja compensada pela elevação de volumes, pois as taxas da Pagseguro e da Stone são mais elevadas do que a Cielo devido ao público de microempreendedores.

A redução do lucro vem acontecendo desde que a Cielo adotou a estratégia de proteger participação de mercado em detrimento da rentabilidade. Como consequência da acirrada disputa do setor, a líder Cielo (CIEL3), dos acionistas Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3), tende a continuar a ter redução do lucro líquido em 2020.

Em 2019, enquanto o Índice Bovespa avançou 31,6 por cento, as ações da Cielo recuaram -0,6 por cento. As ações da Cielo (CIEL3) já acumulam queda de 11,6 por cento em 2020, depois da recomendação de venda para as ações com relatório do banco Bradesco na semana passada.

Acreditamos que o lucro líquido da Cielo continuará pressionado para baixo devido à guerra de preços, pois a empresa está priorizando participação de mercado em detrimento de rentabilidade.

* Esse conteúdo faz parte do nosso boletim diário: ‘E Eu Com Isso?’. Todos os dias, o time de analistas da Levante prepara notícias e análises que impactam seus investimentos. Clique aqui para receber informações sobre o mercado financeiro em primeira mão.

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