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Biden escolhe vice

Nesta terça-feira (11), o candidato à presidência dos Estados Unidos pelo partido democrata, Joe Biden, foi às redes sociais para bater o martelo sobre quem seria seu colega de chapa na candidatura à Casa Branca.

Já se sabia que a vice do adversário de Trump seria uma mulher, mas Biden escolheu a senadora pela Califórnia (e, anteriormente, sua concorrente nas primárias), Kamala Harris. É a primeira vez que uma mulher negra e de origem indiana concorre à vice-Presidência nos EUA, tendo a escolha por Harris ligação direta com dois grupos que serão determinantes na disputa: mulheres e negros.

As mulheres representam a maioria do eleitorado americano (55 por cento) e a população afro-americana dá forte respaldo a Biden, que foi vice de Obama, mas o desafio neste grupo é motivá-los a ir às urnas em novembro. O democrata optou por uma vice-presidente considerada da ala moderada do partido (uma centrista), já que ele lidera bem as pesquisas para as eleições e preferiu não mexer muito no time que vem ganhando. No entanto, Biden não deixou de optar por uma vice que representasse minorias – requisito exigido pela ala progressista do partido.

A escolha de Kamala Harris para a vice-Presidência da chapa foi muito bem calculada e deixa pouca margem para Trump atacar seu adversário. Kamala é uma política experiente, já foi procuradora na Califórnia, um estado importante da Federação, tem ampla atuação em Washington e já teve de lidar com críticas quando era pré-candidata à Presidência, nas primárias.

Kamala deve ser o elo entre progressistas e moderados, mas não deve impulsionar Biden – que já está em boa situação – nas pesquisas nacionais e de estados-chave. Como mencionei, a campanha do democrata vem trabalhando com a filosofia de que “time ganhando não se mexe”.

Para a senadora, também é negócio integrar a chapa de um dos candidatos que já foi alvo de duras críticas: caso eleito, com 78 anos, Biden será o mais velho presidente americano a tomar posse. Com uma idade avançada, é provável que o democrata não concorra à reeleição em 2024, abrindo espaço para sua vice.

Para o mercado, a escolha de Kamala não deve trazer grandes impactos. O nome já era aventado e Biden continua sendo um candidato bem aceito, ainda que não seja tão leniente com políticas tributárias, como Trump foi nestes últimos quatro anos. Alguns quadros de Wall Street até preferem o democrata em detrimento do republicano em 2020.

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